REPRODUÇÃO NOS MACHOS

(MORAES, I.A.)

Testículo

Termorregulação

Glândulas sexuais acessórias

Pênis

Ereção

Ejaculação

Sêmen

Morfologia do pênis dos bovinos e caprinos

Morfofisiologia do pênis de cães e gatos

Bibliografia

A INTRODUÇÃO

O sistema genital masculino está na maioria das vezes constituído pelo pênis, bolsa escrotal, testículos, túbulos retos, túbulos eferentes, epidídimos, vasos deferentes, glândulas acessórias incluindo ampolas, próstata, glândulas vesiculares e bulbouretrais.

Fig. 1: Sistema genital masculino (geral). Adaptado de http://www.puc.cl/sw_educ/prodanim/caracter/fi.htm

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B - Testículo

1 CONCEITO

É uma gônada dupla, de forma ovóide, de localização extra-abdominal nos mamíferos e Na maioria dos casos no interior de uma bolsa cutânea  na região inguinal, e caracterizado por uma função celular e outra endócrina.

· Nas aves e algumas espécies como os elefantes, tatus, baleias e golfinhos os testículos têm localização intracavitária

· Nos suínos, gatos e alguns cães a localização dos testículos é perineal

2 Aspectos anatômicos

 

Fig. 2: Anatomia do testículo. Adaptado de http://www.becomehealthynow.com/popups/male_testes.htm

Fig. 3: Visão esquemática do testículo e estruturas adjacentes. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

Bolsa escrotal

Os testículos estão envolvidos externamente por uma bolsa cutânea dividida em dois compartimentos chamada de bolsa escrotal formado pela túnica dartus  constituída por músculos lisos que auxiliam na termoregulação testicular.

Túnica vaginal

Parte do revestimento peritonial que desceu junto com o testículo durante sua migração para a bolsa escrotal

Albugínea

Tecido conjuntivo espesso e resistente que envolve a massa testicular e envia septos para o seu interior dividindo o testículo em compartimentos ou lojas.

Túbulos seminíferos

· Apresenta-se na forma de um pequeno tubo, com luz interna contendo os espermatozóides.

· Formado por uma lâmina basal e sobre esta as células de Sertoli e as células da linhagem germinativa (Espermatogônias, espermatócitos I e II, espermátides e espermatozóides).

· As células de Leydig estão situadas fora do túbulo seminífero, ou seja, no espaço intersticial, por esta razão são chamadas de células intersticiais do testículo.

Epidídimos

· Estão intimamente apostos sobre a superfície testicular e pode ser dividido em 3 partes: cabeça, corpo e cauda.

· Forma-se no seu interior um ducto muito longo e espiralado chamado de ducto epididimário

· É o local em que ocorre o transporte,  maturação e o armazenamento dos espermatozóides

3 Aspectos FUNCIONAIS

FUNÇÃO CELULAR

•  Produção de espermatozóides (túbulos seminíferos)

Fig. 4: Visão microscópica dos túbulos seminíferos, local de produção de espermatozóides. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

 

Fig. 5: Maturação de espermatogônias em espermatozóides na parede dos túbulos seminíferos. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

 

•  FUNÇÃO ENDÓCRINA 

· Produção de AMH na vida fetal

· Produção de Inibina importante para a autoregulação (feed-back)

· Produção de testosterona (células de Leydig) importante para:

Imprint hipotalâmico do hipotálamo dosfetos do sexo masculino pra funcinamento no padrão tônico

Desenvolvimento e manutenção da secreção das glândulas sexuais acessórias

Responsável pela parte da espermatogênese conhecida como espermiogênese

Produção das feromonas para atração sexual e marcação do ambiente

Garantir as Características sexuais secundárias masculinas ( maior constituição dos músculos e articulações, agressividade, e sinais externos tais como: giba dos zebus, barba nos bodes, crista, esporão e plumagem atraente nos galos e presas dos javalis.

Fig. 6: Interação entre hormônios hipotalâmicos, hipofisários e testiculares. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

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C - Termorregulação

É necessário que a temperatura do testículo esteja entre 4 e 7 graus abaixo da temperatura orgânica para que a espermatogênese ocorra.

A termorregulação testicular é garantida através de:

· Mecanismo de contracorrente no plexo pampiniforme do cordão espermático. Ocorre troca de calor por contra-corrente entre o sangue venoso resfriado que sobe e o arterial na temperatura corporal que desce.

· Ação da contração da túnica dartus  que promove o enrugamento e espessamento da bolsa

· Ação dos  músculos cremaster externos que aproximam (quando contraem nas baixas temperaturas) ou afastam (quando relaxam nas altas) os testículos da parede abdominal.

· Localização em bolsa cutânea pendulosa.

· Ausência de gordura subcutânea

· Presença de glândulas sudoríparas

Fig. 7: Fatores que atuam na termorregulação da bolsa escrotal. Adaptado de http://www.malecontraceptives.org/methods/heat_biology.php

OBS.:

IMPOTÊNCIA COEUNDI => Incapacidade total ou reduzida de COPULAR

IMPOTÊNCIA GENERANDI => Incapacidade total ou reduzida de FERTILIZAR

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D - Glândulas sexuais acessórias

Animais do sexo masculino apresentam como glândulas sexuais acessórias as ampolas, a próstata, as glândulas vesiculares e as bulbouretrais, que são responsáveis pelo volume do sêmen e  por dar um ambiente bioquímico apropriado para a sobrevivência dos espermatozóides.

· Os gatos não apresentam glândulas vesiculares

· Os cães não apresentam glândulas vesiculares nem bulbouretral

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E - Pênis

  • Touro, carneiro e varrão apresentam pênis fibroelástico e dispõem de uma flexura sigmóide que fica esticada durante a ereção e extensão do pênis

Fig. 8: Sistema genital masculino de touro (esquerda) e porco. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

 

  • Carneiro apresenta um apêndice filiforme que contém a uretra
  • Garanhão tem pênis vascular e sua uretra faz protrusão de alguns centímetros desde a superfície da glande

Fig. 9: Sistema genital masculino de cavalo. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology5361/male%20reprod_2.htm

 

  • Cão e gatos apresentam um osso peniano
  • Gato apresenta espículas penianas e orientação posterior

 

Fig. 10: Sistema genital masculino de gato (esquerda) e cão. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

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F - Ereção

ð Bombeamento do sangue para dentro dos corpos cavernosos do pênis através das contrações do músculo ísqueo-cavernoso geradas pelo sistema nervoso parassimpático sob estímulos visuais, olfativos e locais do pênis.

· Bombeamento de sangue pelo músculo isqueocavernoso pra dentro dos canais vasculares do interior do corpo cavernoso e esponjoso associado com o aumento do tônus muscular que oclui o retorno venoso ao pressionar a veia dorsal do pênis contra o arco isquiático.

Fig. 11: Estruturas penianas. Adaptado de http://www.vigmax.com/_en/_Howitworks.asp

·  A ereção do pênis está sob controle do sistema nervoso vegetativo e é obtida pela sinergia de dois mecanismos. O primeiro é durante a excitação sexual, o corpo cavernoso e o corpo esponjoso do pênis tornam-se ingurgitados devido à dilatação arteriolar, simultaneamente as vênulas contraem-se, aprisionando o sangue no pênis. No segundo mecanismo, os músculos ísquiocavernosos e o bulbo esponjoso aumentam seu tônus e dificultam o retorno venoso por pressionar a veia dorsal do pênis contra o arco isquiático.

· A pressão no interior do corpo cavernoso pode atingir 15.000 mmHg.

· Durante a ereção o músculo retrator do pênis dos ruminantes relaxa e permite a extensão da flexura sigmóide.

 !!!!!!  LEIA MAIS SOBRE A EREÇÃO PENIANA

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G - Ejaculação

ð É a expulsão do sêmen garantida pelas contrações peristálticas da musculatura lisa do epidídimo, ducto deferente e uretra associada com a contração sincrônica das glândulas sexuais acessórias que misturam os espermatozóides e os líquidos dessas glândulas na uretra pélvica.  Ocorre por estimulação Simpática a partir de estímulos locais  no pênis em ereção ou manipulação das glândulas acessórias

· Compreende a EMISSÃO e a EJACULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA

· EMISSÃO = iniciada pela estimulação dos nervos sensitivos localizados na glande do pênis, que desencadeia contrações peristálticas da musculatura lisa do epidídimo e vaso deferente associada com contração sincrônica das glândulas sexuais acessórias que misturam os espermatozóides e líquidos na uretra pélvica, por ação do sistema nervoso Simpático.

· EJACULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA = É a ejeção do sêmen determinada pelas contrações dos músculos isqueocarvenoso, bulboesponjoso e uretrais por ação reflexa sacral pelo Sistema Nervoso Parassimpático.

Fig. 12: Visão dorsal de uma secção da pelve equina. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/bull.htm

 

A ejaculação, que pode ser definida como a ejeção do sêmen via ductos excretores, é iniciada através da estimulação dos nervos sensitivos localizados na glande do pênis. Essa estimulação, desencadeia uma série de contrações peristálticas das paredes musculares dos epidídimos, canal deferente e uretra. Essas contrações deslocam os espermatozóides desde os epidídimos e canal deferente e os líquidos desde as glândulas acessórias, através dos ductos que conduzem ao orifício uretral externo.

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H - Sêmen

Constituído por uma parte líquida originada principalmente das secreções das glândulas sexuais acessórias e pelos espermatozóides.

Volume do ejaculado (em mL), tempo de ejaculação e local de deposição do sêmen nas várias espécies domésticas

ESPÉCIE

VOLUME (mL)

Tempo de Ejaculação

Local de deposição

Touro

2,0 a 10

1seg

Vagina

Carneiro

0,7 a 2,0

1seg

Vagina

Varrão

150 a 500

10 a 20 min

Útero

Garanhão

20 a 250

10 a 15 seg

Útero

Cão

2,0 a 16

30 a 40 min

Vagina

Gato

0,01 a 0,2

1seg

Vagina

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VEJA IMAGENS SOBRE A REPRODUÇÃO DOS MACHOS

I - MORFO FISIOLOGIA DO PÊNIS DOS BOVINOS E CAPRINOS

O pênis  é constituído essencialmente por três corpos  de tecido erétil (cavernosos). Dois deles, estão dispostos lado a lado na porção dorsal  do órgão, tal disposição torna  a superfície dorsal do pênis algo plana. O terceiro longo corpo de tecido erétil é denominado corpo cavernoso uretral, pois acompanha a uretra de uma extremidade a outra. Ele é também chamado de corpo esponjoso. Este corpo cavernoso situa-se medial e ventralmente em relação ao par de corpos cavernosos e torna-se dilatado distalmente , adquirindo o aspecto de cone na glande.

Cada corpo cavernoso é circundado por uma forte cobertura  de tecido conjuntivo denominado túnica albugínea . Nos corpos cavernosos esta cobertura consiste principalmente em fibras colágenas dispostas numa  camada  interna  circular e em outra longitudinal externa, contendo também fibras elásticas. As túnicas que cobrem o par de corpos cavernosos juntam-se uma à outra ao longo da linha média do pênis e , fundindo-se, formam o septo mediano , que é mais espesso e mais completo próximo à  raiz do pênis. A cobertura que envolve o corpo cavernoso uretral é mais elástica que as demais. Na glande a túnica albugínea  verdadeira é deficiente, nela a derme  da pele que cobre a glande serve como uma túnica albugínea, sendo na sua intimidade contínua com o tecido cavernoso.

Os três corpos cavernosos são mantidos unidos pelo tecido conjuntivo frouxo elástico (exceto onde o par de corpos cavernosos se funde), que é chamado de  fáscia  do pênis.   Isso também proporciona uma união flexível com a pele que cobre o pênis. A epiderme da pele do pênis é delgada. Não existe pêlos, exceto próximo à raiz do órgão.Uma prega circular da pele estende-se para frente , cobrindo a glande, é denominada de prepúcio. Ela é geralmente  elástica  o suficiente  para permitir sua retração. Entretanto, em alguns casos denominados de fimose não ocorre a retração  do prepúcio, que pode aderir fortemente à glande . Há presença de glândulas  sebáceas modificadas na superfície  interna da prega prepucial , a secreção  dessa glândulas, num prepúcio que não pode  ser repuxado, pode-se acumular e tornar-se um irritante. A operação comum pela qual o prepúcio é removido chama-se circuncisão.

Os corpos cavernosos são constituídos por uma rede tridimensional de trabéculas de tecido conjuntivo e músculo liso cobertas por endotélio. Entre  as trabéculas existem espaços que  tendem  a ser maiores  nas porções  mais centrais dos corpos cavernosos e menores na periferia. O interior da glande se compõe de um novelo de grandes veias em maior quantidade do que espaços separados por trabéculas.

SUPRIMENTO SANGUÍNEO E MECANISMO DE EREÇÃO

A irrigação arterial é de dois tipos . Os ramos da artéria dorsal terminam  nos leitos capilares que irrigam os tecidos do órgão, inclusive aqueles  dos corpos cavernosos. Através dos capilares das trabéculas o sangue banha os espaços. Os espaços comunicam-se de tal maneira  que o sangue neles  lançado pode chegar às porções  mais periféricas dos corpos, onde os espaços abrem-se em plexos de veias dispostas próximas  da periferia  de cada corpo cilíndrico. O sangue que causa a ereção provém principalmente de um outro  e maior conjunto de artérias  que penetram no interior dos corpos, onde se ramificam, através das trabéculas os ramos  arteriais são conduzidos aos espaços. Essas artérias possuem paredes musculares espessas e, além disso, muitas possuem espessamentos internos  de fibras musculares longitudinais que fazem  saliências para o interior da luz. Muitas dessas artérias se dispõem ao longo de trabéculas acham-se enoveladas e espiraladas quando o pênis está flácido, isto justifica sua denominação de artérias helicinadas. Vários ramos terminais dessas artérias desembocam diretamente dentro dos espaços do tecido cavernoso.

A musculatura lisa das artérias e o músculo liso das trabéculas são inervados tanto por fibras simpáticas e parassimpáticas. Sob condições  de estímulos  eróticos  a musculatura lisa das trabéculas e das artérias espirais relaxa-se. As artérias tendem a se distender, resultando num fluxo sanguíneo livre para o interior dos espaços. Como o sangue preenche  os espaços dilatando-os, os plexos venosos das porções periféricas dos corpos tornam-se comprimidos. Havendo um maior aporte sanguíneo para os espaços dos corpos cavernosos e impedimento da drenagem venosa dos corpos  estes  tornam-se tão túrgidos como os  demais, pois sua cobertura é mais elástica.

O retorno do pênis ao estado de flacidez , após a ereção, é chamado de tumescência. Isto ocorre  através da constrição das artérias helicinadas e pela contração da musculatura lisa trabecular, forçando o sangue a sair lentamente do órgão.

O pênis possui, em abundância , uma grande variedade de terminações nervosas sensitivas.

O PÊNIS DOS CAPRINOS

O pênis  dos caprinos, assim como nas demais espécies,  tem duas funções: depósito de sêmem  no aparelho genital das fêmeas e expulsão da urina . Tanto o sêmen quanto a urina saem através da uretra. A uretra esta circundada por um tecido cavernoso  que este é muito vascularizado e circundado por uma membrana fibrosa mais externa.

O pênis se  põe rígido e aumenta de tamanho com a excitação sexual. Este processo, chama-se de ereção, se efetua de duas maneiras. Com  a excitação sexual os vasos que drenam os pênis se comprimem e os espaços do tecido cavernoso se enchem  de sangue , com isso aumenta de tamanho. Ao relaxar, o sangue  sai do tecido cavernoso, com isso o pênis se torna flácido. Esse possui uma curvatura  em forma de S , chamada flexura  sigmóide que tem  a capacidade de estender-se aproximadamente 30 cm durante a cópula.

Normalmente, o pênis  se mantêm  em  forma de S mediante ao músculo retrator; Durante a cópula  esse

músculo se relaxa como conseguinte a extensão da flexura. Somente neste momento é quando o pênis se exterioriza do abdome.

A inervação  é constituída por fibras sensoriais particularmente  na glande do pênis. Por trás destas estruturas, nos caprinos encontramos uma estreita extensão até a uretra de uns  3-4 cm de comprimento, chamado apêndice filiforme (ou processo uretral). Este apêndice gira rapidamente durante a ejaculação e projeta o sêmen na parte anterior da vagina das fêmeas.

A extremidade livre do pênis está alojada em uma invaginação da pele, denominada de prepúcio.

O PÊNIS DOS BOVINOS 

O pênis é composto do corpo (cavernosos pares), da uretra com seu corpo cavernoso ímpar e da ponta do pênis, sendo recoberto, todo ele, pela túnica albugínea. Seu comprimento  é de aproximadamente 75 cm de extensão nos touros  jovens  de um ano de idade  e aproximadamente  100 cm no touro adulto de cinco anos.

Quando o pênis  está relaxado , apenas a metade dele  é acessível  à inspeção e a palpação.

Em repouso, o pênis é retraído pelo músculo retrator do pênis (musculatura lisa) e mantido no prepúcio, formando caudalmente o S peniano.

Quando o pênis está retraído , sua extremidade se encontra  exatamente entre o óstio prepucial e a base do escroto. Conforme a idade  do animal, o corpo do pênis tem espessura de dois a três dedos  e apresenta uma consistência rígida, firme  e elástica. Se o pênis tem espessura de um dedo mínimo e sua porção cranial ao escroto, quando recolhido, é do comprimento de um dedo mínimo , suspeita-se de subdesenvolvimento peniano( infantilismo), que requer confirmação por inspeção no momento da cópula. A extremidade cranial  do pênis recoberta pela  folha interna da mucosa do prepúcio, quando  intacta, apresenta boa  mobilidade, em função das  várias  pregas da mucosa prepucial e do alto teor  de tecido conjuntivo frouxo submucoso. Normalmente, é fácil deslocar a porção do pênis em posição caudal ao prepúcio e a curvatura ventral do S peniano.

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J - MORFOFISIOLOGIA DO PÊNIS DE CÃES E GATOS

HISTOLOGIA :

O pênis é constituído por três massa cilíndricas de tecido erétil, mais a uretra, envoltas externamente por pele. Delas, duas são colocadas dorsalmente e recebe o nome de Corpos Cavernosos do Pênis. A outra, ventral, chama-se Corpo Cavernoso da Uretra e envolve a uretra peniana em todo o seu trajeto e na sua porção terminal, dilata-se formando a glande.

Os três corpos cavernosos encontram-se envoltos por uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso, a Túnica Albugínea do Pênis. Essa membrana forma um septo que penetra entre os dois corpos cavernosos do mesmo.

Os corpos cavernosos do pênis e da uretra são formados por um emaranhado de vasos sanguíneos dilatados, revestidos por endotélio.

O prepúcio é uma prega retrátil da pele do pênis, contendo tecido conjuntivo, músculo liso no seu interior. Observam-se, na sua dobra interna e na pele que recobre a glande, pequenas glândulas sebáceas.

ANATOMIA :

O pênis, composto por raiz, corpo e glande, apresenta diversas características. Em sua parte caudal, estão os dois corpos cavernosos, que são separados pelo septo mediano. Em sua parte cranial, há o osso do pênis. Ventralmente, apresenta o sulco para a uretra, dorsalmente  é convexo e cranialmente torna-se menor e possui um prolongamento fibroso e curvo. No animal jovem , possui um prolongamento composto de cartilagem hialina, que posteriormente torna-se fibrosa.

A glande estende-se sobre todo o comprimento do osso peniano e no gato contém diversos espículos).  A parte longa da glande é cilíndrica e com uma extremidade livre e pontiaguda, e na parte caudal há o bulbo da glande. Ambos são compostos de tecido erétil.

As duas veias dorsais passam caudalmente ao dorso do pênis e se unem ao arco isquiático.

Há um músculo, o ísquio-uretral, que surge nos lados da tuberosidade isquiática, que irá convergir no dorso, próximo ao bulbo da glande. Comprime as veias dorsais e também pode tender a elevar o pênis, auxiliando na cópula.

FISIOLOGIA :

A ereção do pênis é controlada pelo Sistema Nervoso Vegetativo

No cão, a distensão final do pênis não ocorre até que ocorra a penetração total. A presença do osso peniano em cães e gatos, facilita a penetração. No gato, a presença de espículas na glande do pênis é importante para a estimulação vaginal, sendo um mecanismo auxiliar na ovulação.

No cão, a distensão final do pênis não ocorre até que ocorra a penetração total.

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BIBLIOGRAFIA:

CHRISTIANSEN, IB J. Reprodução no Cão e no Gato . Editora Manole Ltda. São Paulo, 1988.

DERIVAUX, J. Reprodução dos Animais Domésticos . Editora Acribia. Zaragoza, 1980.

Dirksen , G . ;  Griinder , H.D. e STOBER, M. Exame  Clínico dos Bovinos. Ed. Guanabara Koogan

Evons , G .;  Maxwell W . M . C . e Salamo S. Inseminacion artificial de ovejas y cabras.  Ed. Acribia, S.A

GETTY, R. Anatomia dos Animais Domésticos . 5 ª edição. Editora Guanabara. Rio de Janeiro, 1986.

JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica . 4 ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

SWENSON, MELVIN J.; REECE, WILLIAM O. Dukes/Fisiologia dos Animais Domésticos . 11 ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1996.

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