Uma doença restritiva tem como característica mecânica a baixa complacência pulmonar, como, por exemplo, quando se tem uma menor produção de surfactante alveolar. Nestas condições, há uma maior tensão superficial na parede dos alvéolos, fazendo com eles apresentem uma tendência muito mais forte ao colabamento, ou seja, o ar tende a ser expulso dos alvéolos, quando não se produz uma quantidade adequada de surfactante. Nesta situação, irá penetrar uma quantidade menor de ar nos alvéolos, ou seja, haverá uma diminuição na ventilação. Sendo assim, para que haja a mesma entrada de ar que numa situação normal, é necessário o emprego de uma força maior, junto à musculatura associada à inspiração.

Topo

Problemas associados à baixa complacência ventilatória (razão entre a variação de volume pela variação de pressão)

  • Diminuição da produção de surfactante alveolar;
  • Qualquer situação que aumente o trabalho elástico do sistema respiratório;
  • Obesidade, impedindo o trabalho do diafragma.

Topo

Doenças respiratórias que afetam a complacência pulmonar

  • Diminuição da produção de surfactante alveolar;
  • Fibrose intersticial, em conseqüência da inalação de produtos tóxicos;

Topo

Outras doenças, não associadas ao parênquima pulmonar, que afetam a complacência pulmonar

  • Qualquer situação que impeça o aumento do volume da caixa torácica, tendo, como exemplo, a obesidade;
  • Qualquer paralisia da musculatura torácica ou qualquer problema de natureza óssea, associada aos ossos do tórax;
  • Doenças auto-imunes que provoquem a destruição de receptores colinérgicos.

Um indivíduo, quando submetido a uma espirometria, realiza dois procedimentos básicos: uma máxima inspiração e uma máxima expiração. O volume de ar que entra e sai do sistema respiratório a cada ciclo é chamado de volume corrente.

O volume de ar que é possível se inspirar, além do volume corrente, é chamado de volume de reserva inspiratório. O volume de ar que é possível se expirar, além do volume corrente, é chamado de volume de reserva expiratório. Quando é realizada uma máxima expiração, nem todo o ar contido nos pulmões é expulso. Sendo assim, mesmo sob o efeito de uma máxima expiração, ainda existe um determinado volume de ar nos pulmões. A este volume é dado o nome de volume residual.

Com a espirometria convencional, é impossível se medir o volume residual. Para se realizar esta medida, é necessária a utilização de técnicas especiais.

A capacidade pulmonar total é a soma dos volumes básicos relacionados à ventilação, incluindo o volume residual. A quantidade de ar que é possível se mobilizar vai da máxima inspiração à máxima expiração. A capacidade vital é o somatório dos volumes, sem levar em conta o volume residual.

Topo