O conceito de pressão arterial

A relação que define o conceito de pressão arterial

A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total . Quando se compara a pressão arterial global do organismo, a um modelo representado por uma mangueira de jardim, a pressão é determinada pela proporção de água que entra e aquela que sai da mangueira. Para se aumentar a pressão dentro deste sistema, de forma aguda, diminui-se o diâmetro de abertura da mangueira, aumentando-se, conseqüentemente, a resistência. Outra manobra consiste em se aumentar o fluxo total de água dentro da mangueira, que, no paralelo com o sistema circulatório, equivale a aumentar o débito cardíaco. Mesmo sem aumentar a resistência vascular periférica, é possível aumentar a pressão, com o aumento do débito cardíaco. Este é o mecanismo evidenciado num quadro de hipertensão arterial em jovens, quando se tem uma hipertensão hipercinética.

A hipertensão pode ser causada, não apenas pelo aumento da resistência vascular periférica, mas também pela possibilidade de um aumento do débito cardíaco.

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A pressão arterial e os demais parâmetros do sistema

Considerando-se um sistema em paralelo, como ocorre durante o exercício físico, há uma vasodilatação ao nível da musculatura em atividade, e uma vasoconstrição renal. Como se sabe, a pressão é a mesma em todo o sistema, e, como no sistema muscular o diâmetro dos vasos é muito maior e a resistência menor, o fluxo sanguíneo nos vasos que irrigam a musculatura será maior. Quando há uma elevação do débito cardíaco, como ocorre durante o exercício, a resistência vascular periférica total diminui muito, pois, no tecido muscular, há uma vasodilatação considerável. A pressão arterial, durante o exercício aumenta, pois há um aumento proporcionalmente maior do débito cardíaco, em relação à diminuição experimentada pela resistência vascular periférica total.

Desta forma, não se pode afirmar que a pressão arterial de um indivíduo estará elevada, apenas levando-se em consideração uma elevação da resistência vascular periférica, como também não se pode afirmar que a pressão arterial vai estar elevada, apenas levando-se em consideração o débito cardíaco.

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As pressões nas várias porções do sistema circulatório

Como o coração bombeia o sangue continuamente para a aorta, sua pressão média é elevada, com média de 100 mmHg. Além deste fato, o bombeamento do coração é pulsátil, fazendo com que a pressão na aorta varie entre 120 mmHg (pressão sistólica) e 80 mmHg (pressão diastólica).

À medida que o sangue flui através da circulação sistêmica, a pressão cai gradativamente até chegar a 0 mmHg, no nível das veias cavas.

Os capilares sistêmicos apresentam uma variação na pressão entre 35 mmHg (próximo das terminações arteriolares) e 10 mmHg (próximo das terminações venosas), com uma média de cerca de 17 mmHg.

As artérias pulmonares, apesar de receberem pressão pulsátil tal qual a aorta, apresentam uma pressão sistólica de cerca de 25 mmHg e uma pressão diastólica de 8 mmHg, com uma média de pressão arterial e capilar de apenas 7 mmHg. As baixas pressões do sistema pulmonar evidenciam a função deste órgão, que é a de expor o sangue para que se possa processar as trocas gasosas.

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