O débito cardíaco

O conceito de débito cardíaco

O conceito de débito refere-se à quantidade de sangue ejetado pelos ventrículos por unidade de tempo. O conceito de débito cardíaco não é o mesmo que volemia. Entende-se por volemia o volume de sangue circulante. O débito cardíaco não é uma medida de volume, mas sim uma medida de fluxo em relação ao tempo medido em minutos.

Considerando que o sistema circulatório é um sistema fechado, o débito cardíaco do lado esquerdo do coração não pode ser diferente do lado direito.

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O conceito de velocidade do fluxo

Quando há um estreitamento da aorta, e o ventrículo esquerdo está bombeando o sangue num débito de 5 litros por minuto, teremos também, no ponto de estreitamento, um débito de 5 litros por minuto. Neste caso, a velocidade do fluxo será muito maior no estreitamento, do que numa porção da aorta onde o diâmetro for maior. Sendo assim, a velocidade do fluxo é diretamente proporcional à magnitude do fluxo, dividido pela área da seção transversa do vaso, ou seja, para que, numa mesma área de seção transversa, passe mais sangue por minuto, é necessário aumentar a sua velocidade.

Sabendo-se que a aorta tem um diâmetro macroscópico e um capilar sanguíneo, um diâmetro microscópico, pela relação anteriormente apresentada, a velocidade deveria ser muito maior no capilar; no entanto, deve-se considerar que a capilarização consiste em um sistema paralelo, e não serial. Sendo assim, o diâmetro da aorta deve ser comparado, não com o diâmetro de um único capilar, mas com o somatório de mais de 20 gerações de subdivisões de vasos, fazendo com se exceda, bastante, o diâmetro da aorta, justificando, portanto, a diminuição da velocidade do fluxo, no nível dos capilares sanguíneos.

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O controle do fluxo sanguíneo

Quando os tecidos encontram-se em atividade, eles necessitam de um fluxo sangüíneo muito maior do que suas necessidades no estado de repouso. Porém, ocasionalmente, esta demanda pode chegar a valores até 30 vezes maiores que os níveis basais. A questão é que o coração não é capaz de atender sozinho a esta demanda, pois ele consegue aumentar o débito cardíaco em cerca de 4 a 7 vezes apenas. Desta forma, é necessário um controle sistêmico, para que demandas teciduais específicas sejam atendidas, pois o coração não é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo genericamente, a ponto de suprir demandas particulares. Desta maneira, microvasos monitoram as necessidades de oxigênio, nutrientes, o acúmulo de dióxido de carbono, dentre uma série de outros parâmetros, controlando o diâmetro dos vasos que irrigam os tecidos, condicionando, assim, o fluxo sanguíneo local, de acordo com as necessidades específicas de cada tecido.

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