Pampas Sulinos ou Pampas Gaúchos

Os campos da região sul do Brasil são denominados de pampas, termo indígena que significa região plana, abrangendo o Estado do Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina.

O clima nos campos sulinos é caracterizado com altas temperaturas no verão, chegando a 35ºC, e o inverno é marcado com geadas e neve em algumas regiões, marcando temperaturas negativas. A precipitação anual se situ em torno de 1.200 mm, com chuvas concentradas nos meses de inverno. O clima é frio e úmido (da Silva Júnior & Sasson,1995; Uzunian & Birner, 2001).

A vegetação predominante é de gramíneas, leguminosas e compostas, compondo uma paisagem homogênea (Figura 2). As gramíneas mais freqüentes são dos gêneros Andropogon, Aristida, Paspalum, Panicum e Eragrotis. Entre as árvores de maior porte, que são fornecedoras de madeira, temos o louro-pardo, o cedro, a cabreúva, a grápia, a guajuvira, a caroba, a canafístula, a bracatinga, a unha-de-gato, o pau-de-leite, a canjerana, o guatambu, a timbaúva, o angico-vermelho, entre outras espécies características como a palmeira-anã (Diplothemium campestre). Os campos sulinos possuem uma diversidade de mais de 515 espécies. Já os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta (Ambientebrasil, 2007).

 

Figura 1 – O bioma Pampas Sulinos, destacando a presença de uma vegetação homogênea  e a utilização deste bioma como pastagem (Fonte: SAVE- Brasil, 2007).

É um dos ecossistemas mais ricos em relação à biodiversidade de espécies animais, contando com espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção, espécies migratórias, cinegéticas e de interesse econômico dos campos sulinos (Ambientebrasil, 2007).

Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20 espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas (Ambientebrasil,2007).

Embora bastante utilizados como terras de cultivo, prestam-se muito à pastagem, permitindo a existência de uma pecuária muito desenvolvida (Figura 2) (Paulino, 2002).

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