M/S-FUNASA –PNI

 

REDE DE FRIO

Síntese construída por: Emília Gallindo Cursino, Elenice Maria C. Vaz e Jorge Luiz Lima da Silva

Jan/2009

DEFINIÇÃO

 

A Rede de Frio é o processo de armazenagem, conservação, manipulação, distribuição e transporte dos imunobiológicos do Programa Nacional,de Imunizações, e deve ter as condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é administrada.

 

OBJETIVO FINAL

 

Assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas características iniciais, a fim de conferir imunidade, haja vista que são produtos termolábeis.

 

A Rede de Frio é composta pelos seguintes elementos:

 

1.     Equipe técnica;

2.     Equipamentos;

3.     Instâncias de armazenamento;

4.     Transporte entre as instâncias;

5.     Controle de temperatura;

6.     Financiamento.

 

INSTÂNCIAS DE ARMAZENAMENTO – em cada uma destas devem existir instalações e equipamentos adequados para o armazenamento e transporte de um nível a outro.

 

ARMAZENAMENTO NACIONAL

 

·        Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos (CENADI ,1982)

 

·        1996 – inaugurada sede própria nas dependências do 14º Batalhão de Suprimento do Exército, situado à Rua Dr. Garnier- Bairro da Rocha, Rio de Janeiro, em regime de comodato com o Ministério do Exército.

 

A Cenadi – treinamentos em Rede de Frio colaborando com a qualificação dos recursos humanos nas diversas instâncias da Rede.

 

A Cenadi conta com três câmaras frigoríficas, nas quais são armazenadas todos os imunobiológicos, para distribuição posterior a todo o país.

 

Estão disponíveis câmaras frias frigoríficas para conservação dos imunobiológicos em temperatura de –20º C (vacinas contra: poliomielite, sarampo, febre amarela, etc) e +2ºC (vacina DPT, DT, dT,TT, BCG,  e os soros SAT e SAD, etc.).

Esses imunobiológicos são distribuídos para os estados de acordo com o controle de movimentação de estoque, recebidos até dia 10 de cada mês e a seguir são enviados por via aérea ou terrestre (caminhões frigoríficos) em caixas térmicas devidamente preparadas.

 

ARMAZENAGEM ESTADUAL

 

São armazenadas todos os imunobiológicos utilizados em cada unidade federada, destinados à distribuição na rede de saúde do estado.

 

Na Central Estadual são instaladas câmaras frias (-20ºC e +2ºC a +8ºC)  ou geladeiras comerciais e freezers de acordo com o quantitativo  de imunobiológicos a serem  armazenados.

 

ARMAZENAMENTO REGIONAL OU DISTRITAL

 

São armazenados todos os imunobiológicos a serem utilizados na rede dos serviços de saúde dos municípios pertencentes a sua área de abrangência.

 

O armazenamento regional deve dispor de geladeiras e freezers para a conservação de imunobiológicos em temperaturas de +2ºC e de -20ºC, respectivamente, conforme a temperatura recomendada para cada vacina.

 

ARMAZENAMENTO MUNICIPAL

 

         A Rede de Frio municipal deverá ser dimensionado tendo como parâmetro o quantitativo dos imunobiológicos necessários à população a ser atendida. Recomendações da OPAS.

 

Geladeira (+2ºC a 8ºC), Freezers (-20ºC)

 

ARMAZENAMENTO LOCAL

 

 

Onde são armazenados os imunobiológicos a serem utilizados na sala de vacinação da unidade de saúde.

 

No nível municipal – local todos os imunobiológicos devem ser mantidos em temperatura de +2ºC a +8ºC, utilizando-se de geladeiras domésticas com capacidade de 280 litros.

 

 

 

REFRIGERADOR OU GELADEIRA

 

São equipamentos destinados à estocagem, de imunobiológicos em temperaturas (+2ºC a 8ºC), devendo, para isso, estarem regulados para funcionar nesta faixa de temperatura.

 

Os refrigeradores utilizados pelo Programa Nacional de Imunização devem ser organizados de acordo com as seguintes recomendações:

·        Manter pacotes de gelo no evaporador (congelador);

·        As vacinas devem ser colocadas nas prateleiras superiores:

·        Garrafas com água e corante na prateleira inferior;

·        As vacinas devem ser arrumadas na geladeira em bandejas perfuradas para permitir a circulação doar ou nas próprias embalagens do laboratório produtor.

 

ORGANIZAÇÃO INTERNA

 

·        No evaporador (congelador) colocar gelo reciclável ou saco plástico com gelo, na posição vertical, ocupando todo espaço;

·        Na 1º prateleira as vacinas virais (contra a poliomielite, sarampo, tríplice viral, dupla viral, febre amarela);

·        Na 2º prateleira as vacinas bacterianas e toxóides;

·        Na 2º prateleira, no centro, coloca-se o termômetro de máxima e mínima na posição vertical;

·        Na 3º prateleira podem-se colocar os diluentes ou caixas com as vacinas devendo-se ter o cuidado de permitir a circulação de ar entre as mesmas.

 

CONTROLE DE TEMPERATURA

 

É importante a verificação da temperatura dos equipamentos da Rede de Frio, em todas as instâncias.

Na instância Local esta temperatura é verificada no início da jornada pela manhã e no final da jornada, à tarde.

O termômetro recomendado para ser usado nos equipamentos da Rede de Frio é o Termômetro de Máxima e Mínima.

O termômetro de máxima e mínima é utilizado para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente, num período de tempo, fornecendo três tipos de informação: a temperatura mínima (mais fria); a temperatura máxima (mais quente) e a temperatura do momento.

 

A leitura deve ser feita da seguinte forma:

·        Temperatura mínima: é a que está indicada no nível inferior do filete azul na coluna da esquerda;

·        Temperatura máxima: é a que está indicada no nível inferior do filete azul na coluna da direita;

·        Temperatura do momento: é a que está indicada pela extremidade superior das colunas de mercúrio (direita e esquerda e devem marcar a mesma temperatura);

·        Após a leitura das temperaturas registrar no mapa de controle diário;

·        Após o registro das três temperaturas, pressionar o botão central para anular as temperaturas máximas e mínimas fazendo com que os filetes azuis se encostem às colunas de mercúrio, iniciando o processo de medição do próximo período.

 

 

Bibliografia:

 

BRASIL, FUNASA. Manual de Rede de Frio. 3.ed. Brasília: Ministério da Saúde .Disponível em <http://www.funasa.gov.br.//pub/pub/00htm > acesso em 01 junho.2003.