ESCALA DE APGAR

ESCALA DE APGAR

Monitora: Eriane Nascimento Pinto

 

            Este índice foi criado por uma anestesista inglesa, Dra. Virgínia Apgar, na década de 50. É o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extra-uterina, avaliando suas condições de vitalidade. Consiste na avaliação de 5 itens do exame físico do recém-nascido, com 1, 5 e 10 minutos de vida. Os aspectos avaliados são: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10.

Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia (falta de oxigenação).

O boletim Apgar de primeiro minuto é considerado como um diagnóstico da situação presente, índice que pode traduzir sinal de asfixia e da necessidade de ventilação mecânica. Já o Apgar de quinto minuto e o de décimo minuto são considerados mais acurados, levando ao prognóstico da saúde neurológica da criança (seqüela neurológica ou morte). Segue-se a Tabela para a realização da Escala de Apgar:

        

Pontos

0

1

2

Freqüência cardíaca

Ausente

<100/minuto

>100/minuto

Respiração

Ausente

Fraca, irregular

Forte/Choro

Tônus muscular

Flácido

Flexão de pernas e braços

Movimento ativo/Boa flexão

Cor

Cianótico/Pálido

Cianose de extremidades

Rosado

Irritabilidade Reflexa

Ausente

Algum movimento

Espirros/Choro

 

 

 

 

 

 

 

 A consciência dos achados normais esperados durante cada processo de avaliação ajuda a enfermeira a reconhecer qualquer desvio que possa evitar que o recém-nascido progrida, sem intercorrências, através do período pós-natal imediato.

 

 BIBLIOGRAFIA:

1)      MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Assistência ao Recém-Nascido. 1 ed. Brasília. Secretaria de Assistência à Saúde, 1994.

2)      Sites: ROSA, V.S. Rotinas de cuidados básicos ao recém-nascido. Disponível em:            <www.multipolo.com.br/'histologia/rotigia> Acesso em 25/08/06.

3)      Neonatologia. Disponível em: <www.hospitalgeral.com.br> Acesso em 25/08/06.

4)      Neonatologia. Disponível em: <www.uff.br/mmi/neonatologia> Acesso em 26/08/06.

 

Pesquisa realizada pela aluna  Eriane Nascimento Pinto , como trabalho exigido para monitoria da disciplina Saúde Integral da Criança e do Adolescente da Universidade Federal Fluminense.