Tríplice Bacteriana (DTP) - vacina contra difteria, téttano e coqueluche

        A vacina DTP pode provocar vários eventos adversos, em sua maioria de caráter benigno,ocorrendo nas primeiras 48 horas que se seguem à aplicação da vacina. Muitos dos eventos observados parecem conservar apenas associação temporal com a vacinação; diversos estudos têm procurado esclarecer essas situações.

Manifestações locais

          As reações locais (vermelhidão, calor, endurecimento e edema, acompanhados ou não de dor, pouco intensos e restritos ao local da aplicação) são muito freqüentes, podem comprometer transitoriamente a movimentação do membro e provocar claudicação, e resultam provavelmente da ação irritativa dos componentes da vacina, em especial do adjuvante contendo alumínio. Ocasionalmente pode aparecer nódulo indolor no local na injeção, que só é completamente reabsorvido no fim de várias semanas. Em alguns casos, pode haver formação de abscesso (tumor com conteúdo liquido) no local da aplicação, que pode ser: estéril (abscesso frio, que em certos casos pode ser causado pela inoculação subcutânea inadvertida de uma vacina intramuscular pela sua natureza irritante ou de seu veículo adjuvante) ou séptico (abscesso quente, contendo pus que se formou como conseqüência de infecção bacteriana secundária).

         A freqüência de manifestações locais aumenta com a aplicação das doses subseqüentes.

         O prognóstico dos eventos adversos locais é bom, com evolução para cura espontânea na maioria dos casos.

 

Notificação e investigação:

 Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação (ões) locais, associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).

 

Conduta:

a) Tratamento sintomático.

b) Compressas frias ou quentes: é prática comum em nosso país a aplicação local de compressas frias ou quentes, para alívio da dor e/ou da inflamação, embora a eficácia dessa conduta não tenha sido validada em estudos controlados, seu emprego não é contra-indicado.

c) Os abscessos devem ser submetidos à avaliação médica, para conduta apropriada.

d) Não há contra-indicação para administração de doses subseqüentes.

OBS: O Programa Nacional de Imunizações, em seu Manual de Capacitação de Pessoal da Sala de Vacinação vem recomendando apenas o uso de compressas frias para tratamento de eventos locais. 

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Coordenação de Imunização de Auto-suficiência em Imunobiológicos.Manual de vigilância epidemiológica dos eventos adversos após vacinação. Brasília, 1998. p.17

Eventos adversos no período de 48 horas após aplicação da vacina tríplice DTP