CANDIDÍASE

CANDIDÍASE

 Monitora: Eriane Nascimento Pinto

A candidíase é uma das afecções mais comuns em pediatria, acometendo principalmente os recém nascidos, prejudicando sua alimentação em uma das fases de desenvolvimento mais importante.

 

As espécies de Cândida causam  várias síndromes clínicas denominadas candidíase.Geralmente as mais comuns são a candidíase oral e a candidíase invasiva, ocorrendo na maioria dos casos como uma doença oportunista.

           

Sua etiologia é bem conhecida, há mais de 150 espécies de Cândida já identificadas, sendo a principal causadora de infecção em seres humanos é a C. albicans.

           

A monilíase ,como também pode ser conhecida, ocorre em todo o mundo.C. albicans pertence a flora humana normal da cavidade oral; do trato gastrintestinal e da vagina.Também pode ser isolada do solo; do ambiente hospitalar, dos alimentos e de outros substratos.

           

A candidíase tornou-se a doença oportunista fúngica mais comum, devido ao uso cada vez maior de antibióticos, agentes imunossupressores  e citotóxicos, corpos estranhos de uso prolongado como cateteres venoso, arterial e urinário.

           

Diferente de outros fungos a Cândida pode ser transmitida de pessoa para pessoa; por exemplo entre parceiros sexuais, pelas mãos da equipe de saúde e da vagina para orofaringe do recém nascido no momento do parto.

 

CÂNDIDA MUCOCUTÂNEA

A candidíase orofaríngea apresenta se como placas exudativas, cremosas e brancacentas sobre a língua, a mucosa bucal, o palato ou outras superfícies da cavidade oral. A esofagite que pode ou não ocorrer como extensão da candidíase oral, manifesta-se com odinofagia, disfagia ou dor torácica subesternal, dificultando a alimentação do recém nascido.

A candidíase intestinal é menos freqüente nos RN alimentados por leite materno, pois a lactoferrina insaturada deste leite inibe a atividade do cândida albicans.

            Existe uma clara relação entre monilíase infantil vaginal e oral.A mãe parece a ser principal fonte de contaminação.Sendo o contato de chupetas e utensílios de berçário a fonte de contaminação secundária.

 

As lesãoes mucocutâneas são diagnosticadas com base no quadro clínico e na coloração pelo método Gram do material obtido por raspado ou suprimido.

           

Na maioria dos pacientes com infecção mucocutânea o tratamento de escolha é a suspensão de nistatina e pastilhas de clotrimazol, que tem sido até hoje eficazes.

 

 

Medidas gerais:

 

BENNETT;Claude J. e PLUM, Ireal.CECIL Tratado de Medicina Interna: 20 ed.Guanabara Koogan; Rio de Janeiro, 2002.Vol. 2; páginas 2016 - 2018.

 

BabyDoc Homepage- www.ronet.com.br/babydoc/sapinho.html:acessado em 03/09/2006 às 16h.

 

Saúde na Internet-Rede MNI- www.mni.pt: acessado em 04/09/2006 às 09 horas.