PAISC-Programa de Assistência Integral à Saúde de Criança/MS

PNI – Programa Nacional de Imunização/MS-FUNASA

 

 1.    VACINAÇÃO: Conceitos Básicos

Texto elaborado por Emília Gallindo Cursino, Elenice Maria C. Vaz  e Jorge Luiz Lima da Silva

Jan/2009

Slides da aula

Ficha de notas da aula

A VACINAÇÃO é considerada como um método geral de terapêutica preventiva.

 

Caixa de texto:           O processo imunológico pelo qual se desenvolve a proteção conferida pelas vacinas compreende o conjunto de mecanismos através dos quais o organismo humano reconhece uma substância como estranha, para, em seguida metabolizá-la, neutralizá-la e/ou eliminá-la.

 

A RESPOSTA IMUNE DO ORGANISMO ÀS VACINAS DEPENDE BASICAMENTE DE DOIS TIPOS DE FATORES:           

       

 

·        OS INERENTES ÀS VACINAS

·        OS RELACIONADOS COM O PRÓPRIO ORGANISMO.

 

 FATORES PRÓPRIOS DAS VACINAS

Os mecanismos de Ação das vacinas são diferentes - segundo seus componentes antigênicos que se apresentam sob forma de:

·        Suspensão de bactérias vivas atenuadas (BCG)

·        Suspensão de bactérias mortas ou avirulentas (vacinas contra a coqueluche e a febre tifóide)

·        Toxinas obtidas em cultura de bactérias, submetidas a modificações químicas ou pelo calor (toxóides diftérico e tetânico)

·        Vírus vivos atenuados (vacina contra poliomielite e vacinas contra o sarampo e a febre amarela).

 

FATORES INERENTES AO ORGANISMO QUE RECEBE A VACINA

 

·        Idade

·        Doença de base ou intercorrente

·        Tratamento imunodepressor.

 

AGENTES IMUNIZANTES

 

NATUREZA

        A vacina é o imunobiológico que contém um ou mais agentes imunizantes (vacina isolada ou combinada) sob diversas formas: bactérias ou vírus vivos atenuados, vírus inativados, bactérias mortas e componentes de agentes infecciosos purificados e/ou modificados quimicamente ou geneticamente.

 

COMPOSIÇÃO

 

AGENTE IMUNIZANTE:

 

LÍQUIDO DE SUSPENSÃO: constituído geralmente por água destilada ou solução salina fisiológica, podendo conter proteínas e outros componentes originários dos meios de cultura ou das células utilizadas no processo de produção das vacinas;

 

CONSERVANTES, ESTABILIZADORES E ANTIBIÓTICOS: pequenas quantidades de substâncias antibióticas ou germicidas são incluídas na composição de vacinas para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias e fungos); estabilizadores (nutrientes) são adicionados a vacinas constituídas por agentes infecciosos vivos atenuados. Reações alérgicas podem ocorrer se a pessoa vacinada for sensível a algum desses componentes;

 

ADJUVANTES: compostos contendo alumínio são comumente utilizados para aumentar o poder imunogênico de alugumas vacinas, amplificando o estímulo por esses agentes imunizantes (toxóide tetânico e toxóide diftérico)

 

EXISTE DIFERENÇA DA VACINAÇÃO COMBINADA, A VACINAÇÃO ASSOCIADA E A VACINAÇÃO SIMULTÂNEA?

 

NA VACINAÇÃO ASSOCIADA- misturam-se as vacinas no momento da aplicação, o que pode ser feito, por exemplo, entre determinadas apresentações (marcas) das vacinas contra Haemophilus influenzae do tipo b e vacina tríplice DTP. Chama-se a atenção para o fato de que a autorização para o uso dessas misturas tem que ser precedida de estudos que autorizem seu emprego, específicos para cada produto a ser associado.

 

VACINAÇÃO COMBINADA  - dois ou mais agentes são administrados numa mesma preparação (por exemplo, vacina tríplice DTP, vacinas duplas DT e dT e vacina oral trivalente contra a poliomielite, que contém os três tipos de vírus atenuados da poliomielite).

 

NA VACINAÇÃO SIMULTÂNEA –  duas ou mais vacinas são administradas em diferentes locais ou por diferentes vias num mesmo atendimento (por exemplo, a vacina tríplice DTP por via intramuscular, a vacina contra o sarampo por via subcutânea, o BCG por via intradérmica e a vacina contra a poliomielite por via oral).

 

AS APLICAÇÕES SIMULTÂNEAS DE VACINAS NÃO AUMENTAM A FREQÜENCIA E A GRAVIDADE DOS EVENTOS ADVERSOS E NÃO REDUZEM O PODER IMUNOGÊNICO.

 

  

EVENTOS ADVERSOS APÓS VACINAÇÕES

 

        As vacinas são constituídas por agentes infecciosos atenuados ou inativados ou por algum de seus produtos ou componentes que, apesar do aprimoramento dos processos utilizados em sua produção e purificação, podem induzir a reações indesejáveis.

 

        Alguns desses eventos adversos são observados com freqüência relativamente alta, no entanto as manifestações que ocorrem são geralmente benignas e transitórias (febre e dor local – DPT)

 

        HAVENDO ASSOCIAÇÃO TEMPORAL ENTRE A APLICAÇÃO DA VACINA E A OCORRÊNCIA DE DETERMINADO EVENTO ADVERSO, É POSSÍVEL A EXISTÊNCIA DE VÍNCULO CAUSAL ENTRE OS DOIS FATOS.

 

Rigorosa avaliação clínica e laboratorial desses casos

 

MS/ SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA DE EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO, ORIENTA A NOTIFICAÇÃO E A INVESTIGAÇÃO DESSES CASOS.

 

       

VACINAS: CONTRA-INDICAÇÕES E FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES

 

 

 1.     CONTRA-INDICAÇÕES GERAIS

 

As vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados não devem ser administrados a princípio, a pessoas:

 

·        Com imunodeficiência congênita ou adquirida;

·        Acometidas por neoplasia maligna;

·        Em tratamento com corticosteróides em esquemas imunodepressores (2mg/dia de prednisona, por mais de uma semana em crianças) ou submetidas a outras terapêuticas imunodepressoras (quimioterapia antineoplásica, radioterapia), transfusão de sangue ou plasma;

·        Gravidez- risco teórico de danos ao feto, salvo em situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreveníveis, como a febre amarela;

·        Doenças agudas febris graves. 

 

  

 

FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES

 

·        Doenças benignas comuns, tais como afecções recorrentes infecciosas ou alérgicas das vias respiratórias superiores, com tosse/ou coriza, diarréia leve ou moderada, doenças da pele (impetigo, escabiose, etc);

·        Desnutrição;

·        Aplicação contra a raiva em andamento;

·        Doença neurológica estável (síndrome convulsiva controlada) ou pregressa, com seqüela presente;

·        Antecedente familiar de convulsão;

·        Tratamento sistêmico com corticosteróide durante curto período (inferior a duas semanas), ou tratamento prolongado diário ou em dias alternados com doses baixas ou moderadas;

·        Alergias, exceto as reações alérgicas sistêmicas e graves, relacionadas a componentes de determinadas vacinas;

·        Prematuridade ou baixo peso no nascimento. As vacinas devem ser administradas na idade cronológica recomendada. (exceto o BCG, que deve ser aplicado somente em crianças com  >  2Kg.

·        Internação hospitalar – crianças hospitalizadas podem ser vacinadas antes da alta e, em alguns casos, imediatamente depois da admissão, particularmente para prevenir a infecção pelo vírus do sarampo ou da varicela durante o período de permanência no hospital.

 

 

HISTÓRIA OU DIAGNÓSTICO CLÍNICO PREGRESSO DE COQUELUCHE, DIFTERIA, POLIOMELITE, SARAMPO, TÉTANO E TUBERCULOSE NÃO CONSTITUEM CONTRA-INDICAÇÃO AO USO DAS RESPECTIVAS VACINAS.

 

ASSOCIAÇÃO DE VACINAS

 

 É recomendado a administração de vários agentes imunizantes num mesmo atendimento?

 

 

·        É conduta indicada e econômica

·        Facilita a efetivação do esquema

·        Permite em reduzido número de contatos da pessoa com o serviço de saúde, vacinar contra o maior número possível de doenças.

 

Visite o calendário básico de vacinação da FUNASA clicando aqui: http://www.geocities.com/quackwatch/vacinas.html

Bibliografia:

 

BRASIL, FUNASA. Manual de normas de vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br/pub/pdfs/manu_normas_vac.pdf>. Acesso em: 23/04/03.