REPÚBLICA DA BALEIA
(Republik
der Wale,
The Republic of the Whale)
Nos primórdios dos anos 70, um grupo de veranistas de
São Martinho do
Porto ( e que já tinha descoberto os Primos do
Adamastor) tinha o hábito de ir, uma vez por ano ao Baleal.
Essa bela vila tem uma praia maravilhosa, com duas ilhas. Uma, que só é ilha na
maré cheia, tem a vila do Baleal propriamente dita. A outra, bem menor é deserta
e, não sei se oficialmente, é chamada ilha da Baleia.
Mesmo na maré vazia ainda é ilha (ou quase...), e é quase sempre atingível a vau. É na verdade apenas uma pedra grande com alguma vegetação rasteira. Pois bem, esse grupo de veranistas foi até à ilha, com barcos de borracha, toalhas e espírito de aventura. Lá chegados, um deles sugeriu que aquela ilha passasse a ser um estado minúsculo, só deles. A ideia foi logo aprovada, mas mantida em segredo, que a policia politica não era para brincadeiras. O novo país foi denominado República da Baleia, e elegeu nessa mesma noite o seu primeiro presidente da república, que logo formou governo.
Poucos anos depois, o mesmo grupo visitou as Berlengas, e achou que a República da Baleia precisava de expansão.

O arquipélago foi então incorporado à grande república, cuja
capital passou a ser a cidade de Fortaleza, na Berlenga.
Apesar de ser a capital, Fortaleza não é a cidade mais importante. Essa é a
Cidade de Narval, que aliás vê-se de Fortaleza.
Além de ser um grande centro financeiro (uma das maiores fontes de renda do
país), a cidade conta com o principal porto, por onde chegam os vários turistas
que visitam a República.
O turismo é a segunda fonte de renda da Baleia. Os passeios de barco à Pedra do
Elefante (um raro exemplo de homenagem a um mamífero terrestre)
,
as suas belas praias
,
as obras de engenharia
,
as grutas
,
a arquitetura da capital
e os passeios a pé à parte selvagem da ilha
fazem com que os turistas sempre retornem. A economia da principal ilha
baseia-se ainda na industria de travesseiros e almofadas, graças ao grande
número de penas de gaivota
e nas taxas cobradas pelos serviços de auxílio à navegação do centro faroleiro
Essa república tinha um grande rival, o Grão Ducado de Valverde (capital em S. Martinho), mas resolveram as suas divergências e criaram um bloco económico poderoso, a União S. Martinheira, com a sua moeda única, o Cachalote.
Grandes aventuras aconteceram na Baleia. A mais conhecida foi uma desastrosa pesca de polvo, levada a cabo pela dupla Anglo-Americana, o sério e respeitado Leãozinho dos Prados, e o estoura vergas, Urso da Montanha...
Nos anos 80 o país ficou um tanto esquecido, mas na década de 90
descobriu-se que a praia de Itacoatiara, em Niterói, tinha uma pedra chamada pedra da
Baleia.

Essa pedra, tal como no Baleal, divide a praia em duas partes,
uma de águas mansas, outra de grandes ondas. Com essas particularidades, e com
esse sugestivo nome, a pedra (tão grande que tem até dois lagos...) foi
incorporada à República da Baleia, que se tornou o primeiro micro país de
expressão transcontinental e, portanto, deveria ser mencionado nos tratados de
micropatriologia. A principal atividade deste território ultramarino
é a pesquisa em matemática aplicada.
Volta à República da Baleia
Página feita por João Carlos Soares de Mello. Veja a minha página de fotografias (já agora veja também o fotolgo de comboios e o de aviões), as minhas atividades profissionais, e a revista de que sou editor
Veja outra página com fotografias sobre a República da Baleia.