A morte do corpo e a ascensão da imagem - perspectiva histórica da relação entre corpo e imagem
Resumo:
A crescente substituição do corpo por sua imagem surge, segundo o pensador alemão Dietmar Kamper, com a teologia medieval cristã e a anatomia moderna. Com base nesses pressupostos, investigamos os primórdios do cristianismo que estabelece um novo estatuto para as imagens a partir da idéia de carne como manifestação do inefável. A partir daí, procuramos compreender a maneira particular como quatro artistas renascentistas (Da Vinci, Michelangelo, Alberti e Donatello) representaram os corpos em suas obras e a utilização pedagógica das imagens do corpo pelos estudos de anatomia no início da modernidade, anunciando a objetivação do mesmo. O pensamento cartesiano do séc. XVII consolida esta visão, levando a cabo a idéia hoje amplamente divulgada de um corpo-prótese.
Palavras-chave:
corpo; imagem; modernidade
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