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OSN-UFF nas Festividades da Independência em Brasília

A Orquestra Sinfônica Nacional - UFF foi convidada para apresentar dois concertos na Esplanada dos Ministérios em Brasília: o primeiro, no dia 7 de setembro, às 16:00h, como parte das solenidades do Dia da Independência, com a presença do Presidente Lula, do Ministro Fernando Haddad e demais autoridades do governo; o segundo, no dia 9, no mesmo local, às 10:00h, para o público em geral. Os concertos se realizarão ao ar livre, em palco armado especialmente para a ocasião.

A OSN-UFF, dirigida por sua regente titular, a Maestrina Ligia Amadio, apresentará um repertório exclusivamente brasileiro. O concerto contará ainda com a participação do aclamado pianista
Arthur Moreira Lima.

 

26/7/2007
Concerto da OSN-UFF é sucesso no Festival de Inverno de Ouro Preto


Apresentação da OSN-UFF no Festival
de Inverno de Ouro Preto


A Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN-UFF) participou, no dia 24 de julho, do Festival de Inverno de Ouro Preto, em Minas Gerais. Sob regência da maestrina Ligia Amadio, a OSN-UFF se apresentou na Praça da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Na platéia, o reitor e o pró-reitor de Extensão da Ufop, João Luiz Martins e Fábio Faversani, respectivamente, e o secretário municipal de Cultura, Vitório Lanari. O professor Chiquinho de Assis foi o coordenador da área de música do festival.

Viajaram com a orquestra o pró-reitor de Extensão, Sídio Machado; o assessor do reitor, Pedro Antunes e a chefe de Gabinete, Martha de Luca. A maestrina Ligia Amadio, em seu discurso de agradecimento, destacou que esta foi a primeira vez na história da OSN-UFF que membros da administração da UFF viajam junto da orquestra para uma apresentação.

De acordo com o reitor da Ufop, foi grande a alegria pela presença da orquestra, já que outras tentativas, sem sucesso, haviam sido feitas. "Queria transmitir à UFF toda nossa felicidade de ter a OSN aqui no Festival de Inverno. Foi nossa aposta alta principalmente porque já havíamos tentado trazê-la outras vezes. O ministro Fernando Haddad falou sobre a orquestra e decidimos tentar novamente. Queria agradecer à Ligia Amadio e ao Izaac Mendlewicz (diretor Administrativo da OSN-UFF) pelas peças que foram ao encontro do esperado para o festival", ressaltou o reitor João Luiz Martins. "Foi uma grande contribuição para o festival já que privilegiamos a diversidade. A OSN preencheu bem nossa idéia de escapar ao óbvio primando pela qualidade", disse o pró-reitor de Extensão da universidade.

Para a maestrina Ligia Amadio foi maravilhosa a reação do público. "Essa conjugação de esforços foi imprescindível para que tudo desse certo. Foi uma viagem muito bem sucedida e participar do festival, que já tem uma tradição, foi espetacular", disse a maetrina, que em conversa posterior à apresentação confirmou o interesse do reitor da Ufop em ter a orquestra da UFF na próxima edição do festival, em 2008. "Dependemos agora dos meios financeiros, mas já existe a vontade do reitor", afirmou.

Segundo o pró-reitor de Extensão da UFF, Sídio Machado, a orquestra é um cartão de visitas da universidade. "Uma das propostas da Pró-Reitoria de Extensão é estimular cada vez mais projetos como esse, que divulgam a universidade. Foi muito bonito ver o entusiasmo do reitor da Ufop com a nossa orquestra. Ele disse que também lutaria por ela em Brasília. Isso vindo de um reitor de outra universidade é uma honra. A Orquestra Sinfônica é um expoente da UFF que devemos estimular cada vez mais", reconheceu.

fonte: http://www.uff.br/uffon/noticias/2007/07/osn-ouro-preto-01.php

 

05/02/2007 18h05
Música erudita chega à escola pública

Milhares de alunos das redes públicas da educação básica vão começar o ano letivo de 2007 ouvindo o melhor da música erudita brasileira. Para levar esse novo conhecimento às escolas, o Ministério da Educação vai distribuir o primeiro DVD e CD da coleção Música Brasileira no Tempo, produzida pela Orquestra Sinfônica Nacional (OSN), instituição do MEC integrada à estrutura da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ).

Ao receber nesta segunda-feira, 5, a regente da OSN, maestrina Lígia Amadio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que em março, 75 mil escolas públicas receberão o DVD e CD Aurora Luminosa, primeiro volume da coleção que terá seis DVDs e seis CDs. As outras escolas das redes públicas têm acesso ao DVD e ao CD por meio do sinal da TV Escola. Para o ministro, a educação artística é importante porque desperta o interesse do aluno pela cultura do País, além de abrir caminho para descobrir talentos.

Pensada para as escolas, a coleção Música Brasileira no Tempo sugere aos professores um roteiro de 13 atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula, como o incentivo à pesquisa de biografias e manifestações populares na cidade onde vivem os alunos, descrição das sensações a partir da música, pesquisa sobre instrumentos musicais e relato dos gostos musicais de alunos. O objetivo é abrir a escola não só para ouvir música erudita, mas trabalhar a música em suas inúmeras manifestações.

De acordo com Lígia Amadio, o segundo DVD e CD da coleção já está gravado e se chama Alma Brasileira. Nele, os alunos vão encontrar a música erudita produzida no País entre 1910 e 1930, onde se destacam os compositores Francisco Braga e Heitor Villa-Lobos. Para 2007, está prevista a produção de quatro volumes: o terceiro vai abordar a música do período de 1930 a 1940; o quarto, a música erudita de 1950 a 1960; o quinto, de 1960 aos dias atuais; e o sexto se voltará aos primórdios da música erudita nacional. Além de entregar ao ministro a matriz do DVD e CD Alma Brasileira, para reprodução, Lígia Amadio trouxe um plano de trabalho que compreende a contratação de pessoal de apoio à estrutura da OSN, entre eles, musicólogos, copistas (que copiam as partituras originais em programa de computador) e arquivista.

História — Criada pelo presidente Juscelino Kubitschek em 12 de janeiro de 1961, a Orquestra Sinfônica Nacional integrou nos anos 60 o serviço de radiodifusão educativa do MEC. Com a extinção do serviço, a orquestra foi transferida para a Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa (Funtevê), onde ficou inativa. Em 1986, o então presidente da República, José Sarney, integrou a OSN à estrutura da UFF. Hoje, a orquestra tem 60 músicos concursados que pertencem aos quadros do MEC, mas não tem sede própria.

Ionice Lorenzoni

Fonte: http://portal.mec.gov.br/acs/index.php?option=content&task=view&id=6441&FlagNoticias=1&Itemid=6590

 

 

Jornal O Globo - 16 de dezembro de 2006

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A revolução das batutas
Maestros e diretores criam Liga das Orquestras e reivindicam criação de política cultural para o setor

João Luiz Sampaio

'Liga? Mas fica parecendo coisa de escola de samba...'. 'Ué, oxalá a gente consiga atingir o nível de organização desse pessoal.' E assim era criada na tarde de domingo na Sala São Paulo a Liga das Orquestras Sinfônicas Brasileiras. Foi o último ato de um seminário que discutiu desde sexta-feira a situação das orquestras no País. Vários temas foram abordados, mas uma realidade perpassou todos eles. A música de concerto está nas mãos do poder público. E ele não tem idéia do que fazer com ela. Para mudar este quadro, chegou-se à conclusão de que os artistas precisam de poder para exigir políticas culturais claras para o setor. E isso só acontece com representatividade. Daí a liga, que passa desde agora a reunir os principais conjuntos sinfônicos em atividade regular no País.

O tom do seminário, promovido pela Fundação Osesp, foi dado logo na abertura, na sexta de manhã, com discurso do ministro da Cultura Gilberto Gil. Após definir a música clássica como símbolo da permanência da arte ocidental e da necessidade de sua constante reavaliação, ele reconheceu a inexistência de uma política cultural para o setor. Um dia antes, na quinta, o escritor Elder Vieira, coordenador do Plano Nacional de Cultura, já havia se referido ao setor, em encontro da classe musical promovido pela Philarmonia Brasileira, como uma 'lacuna' dos últimos quatro anos de gestão pública. 'É urgente a criação de uma política sistemática para a área. Mas precisamos de informações para criar planos de ação consistentes', disse o ministro.

A declaração caiu como uma luva em um painel que tinha como objetivo discutir a relação das orquestras com o poder público. O ministro não ficou até o final. Se tivesse ficado, teria ouvido dos demais participantes que não há música de concerto e ópera sem dinheiro público. Seja por meio de investimentos diretos, seja pelas leis municipais, estaduais e federais de incentivo à cultura, é o Estado quem banca tudo. Mas não se trata só de dinheiro. O que falta é infra-estrutura. Para ficar em um exemplo: quem quiser hoje interpretar a música de compositores brasileiros como Carlos Gomes, Villa-Lobos ou Camargo Guarnieri se depara com a falta de edições das partituras, ficando obrigado a utilizar material muitas vezes repleto de erros e imprecisões; isso poderia ser resolvido com a criação de um banco de partituras preocupado em editar e disponibilizar este material. Da mesma forma, precisaria partir do governo a volta da discussão sobre educação musical nas escolas. E assim por diante.

Mas para que isso aconteça, porém, é preciso mudar a relação entre orquestra e Estado. 'O que se percebe aqui é que houve uma precarização da nossa atividade. De quem é a culpa? Nossa? Do governo? Há um sistema educacional falho. Há a descontinuidade: tudo muda de quatro em quatro anos e a cultura deve ser um processo mais amplo, longo. Tudo isso é fato. Mas ficar pendurado no poder público não ajuda, esta relação de dependência gera vícios difíceis de contornar. As orquestras precisam aprender a andar com seus próprios pés', disse o maestro Jamil Maluf, diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo. Marcelo Lopes, diretor executivo da Osesp, completou. 'No começo, dependíamos da sensibilidade de algumas pessoas no governo para conseguir levar adiante o projeto Osesp. Mas acabamos criando um projeto consistente, ligado à comunidade o suficiente para transformar qualquer tentativa de acabar com a orquestra em um enorme prejuízo político.'

Em outras palavras, chegou a hora de as orquestras começarem a pensar em seu lugar no mercado. Mostrar aos governos porque são importantes. Para isso, no entanto, parece ser consensual a necessidade de uma nova realidade institucional para as orquestras. A Osesp, por exemplo, virou fundação. O Municipal de São Paulo encaminha em fevereiro para a Câmara de Vereadores projeto semelhante. O modelo não prevê a exclusão do Estado, pelo contrário: ele permaneceria como principal financiador. Mas permite maior agilidade na gestão, na captação de patrocínios, por exemplo, impedindo que os humores políticos interfiram demais no trabalho artístico. Profissionalização parece ser a palavra de ordem do momento. Seja na relação com o Estado, seja na estruturação de projetos que possam atrais a iniciativa privada.

O que ficou claro, no entanto, é que a realidade das orquestras é muito distinta. Participaram do seminário, além da Osesp e do Municipal de São Paulo, instituições como as sinfônicas de Porto Alegre, Paraná, Sergipe, Goiás, a Petrobrás Sinfônica, a Orquestra do Teatro Municipal do Rio, a Sinfônica Nacional, ligada à Universidade Federal Fluminense, a Bachiana Brasileira, a Orquestra de Câmara da Universidade Federal da Bahia, a Sinfônica da USP, entre outros. Os contextos de trabalho são distintos . E os problemas também. Se de um lado há grupos tentando refinar as relações de trabalho há outros que enfrentam problemas estruturais que colocam obstáculos a sua própria existência.

E é por isso que a liga surge também com o objetivo de propor intercâmbio de experiências. Na ata de fundação, estão previstos, por exemplo, o intercâmbio artístico e de acervos de partituras, grupos de trabalho para discutir aperfeiçoamento da legislação que rege a atividade orquestral, troca de know-how administrativo e operacional e a criação de um núcleo de formação de mão-de-obra específica para orquestras sinfônicas.

Vai funcionar? A pergunta é simples mas estava na cabeça de todos os presentes no seminário. Carlos Eduardo Prazeres, ao discursar em favor da criação da liga, idéia surgida na sexta-feira durante intervenção do maestro John Neschling, dá a pista do primeiro obstáculo a ser ultrapassado. 'Chega de vaidades, de brigas pessoais entre maestros, de ciúmes, invejas. Enquanto a gente briga, nosso público está envelhecendo e as salas estão ficando vazias.' Fica anotado.

NÚMEROS

300 mil
pessoas formam o público-alvo mensal da Osesp

37%
das maiores empresas brasileiras preferem investir em música erudita, o que faz dela o terceiro maior destino de investimentos, ao lado da música popular
80% do público
da Osesp tem mais de 50 anos

96 a cada 100 pessoas
da população brasileira das classes D e E nunca foram a um concerto de música erudita

93 a cada 100 pessoas
da classe C nunca foram a um concerto de música erudita

75 a cada 100 pessoas
da população das classes A e B nunca foram a um concerto de música erudita


 

 


Concurso para músico da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF: inscrições de 3 a 20 de abril
21/3/2006

As inscrições para o cargo de Músico da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF (OSN-UFF) estarão abertas de 3 a 20 de abril. São oferecidas três vagas para os seguintes instrumentos (uma vaga para cada): viola, violoncelo e clarinete/clarone/requinta.

A inscrição será realizada via internet, e estará disponível no site www.fec.uff.br, das 9h do dia 3 de abril às 20h do dia 20 de abril de 2006 (horário de Brasília). O edital do concurso e seus anexos estão disponíveis no mesmo site e no Posto de Atendimento ao Público, Rua Almirante Teffé, nº 637, térreo, Centro, Niterói.

O candidato deverá ter formação superior completa em curso de graduação em Música realizado em instituição reconhecida pelo MEC e possuir registro na Ordem dos Músicos do Brasil.



fonte: http://www.noticias.uff.br/noticias/2006/03/concurso-musico-osn.php


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