O desejo de criar uma orquestra sinfônica
nasceu entre os acordes de uma serenata oferecida a Juscelino Kubitschek
em 1959. Dois anos mais tarde, a 12 de janeiro de 1961 concretizava-se
o sonho quando, através da assinatura de JK, nascia a Orquestra
Sinfônica Nacional. Composta inicialmente por músicos
oriundos da Rádio Nacional, que passaram a integrar o Serviço
de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação,
outros músicos vieram a integrar os seus naipes, selecionados
por concurso público.
Ativamente, durante toda a década de 60, a
Orquestra Sinfônica Nacional atuou no sistema oficial de radiodifusão,
seguindo o exemplo de orquestras européias como a BBC de Londres
e a Bayerische Rundfunk de Munique, com o objetivo de preencher uma
lacuna na divulgação da música brasileira e música
contemporânea, ambas minoritárias na programação
das demais orquestras do país na época.
Dentro da Rádio MEC, a OSN desempenhou uma importante função
social, na medida em que atingiu um amplo e diversificado público
através das ondas da rádio, chegando a gravar em seus
estúdios obras de grandes compositores brasileiros como Villa-Lobos,
Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe, Francisco Mignone, Cláudio Santoro,
Lorenzo Fernandez, Jose Siqueira, Heckel Tavares, Pe. Jose Nunes Garcia,
Alberto Nepomuceno, Carlos Gomes , Radames Gnattali dentre muitos outros,
beneficiando assim não somente o público do rádio
como o presente às salas de concertos, como a Sala Cecília
Meireles e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou também
naquela década, da famosa Série Concertos para a Juventude
da TV Globo.
Mais tarde, com a extinção da S.R.E.,
a OSN foi transferida para a Fundação Centro Brasileiro
de TV Educativa - FUNTEVÊ, onde esteve compulsoriamente inativa
por longo período, porém seus componentes permaneceram
lutando pelo retorno às atividades.
Num conjunto de esforços empreendidos entre
integrantes da Orquestra Sinfônica Nacional, representantes da
FUNTEVÊ e do Ministério da Educação, resultou
em dezembro de 1984, na integração da OSN à estrutura
da Universidade Federal Fluminense, medida oficializada em janeiro de
1986, através de decreto assinado pelo Presidente José
Sarney.
Dentre os projetos culturais atualmente desenvolvidos
pela OSN - UFF em Niterói, promovidos pelo Departamento de
Difusão Cultural, através do seu Centro de Artes UFF,
destacam-se Música aos Domingos e Escolas em Concerto.
Música aos Domingos consta de uma série
de concertos matutinos apresentados no Cine Arte UFF, que em sua
programação oferece um repertório amplo e variado,
privilegiando igualmente a execução de autores nacionais.
Esta programação, já tradicional no calendário
de eventos culturais do Grande Rio, atrai um interessado e numeroso
público.
Escolas em Concerto é um programa de cunho
educativo, oferecido semestralmente às escolas municipais
e estaduais, visando despertar a apreciação da música
clássica no público infanto-juvenil, com vistas à
formação de novo público.
A regente titular da Orquestra Sinfônica
Nacional - UFF é a Maestrina Ligia Amadio, agraciada em 2001
com o Prêmio Melhor Regente de Música Erudita, conferido
pela APCA - Associação Paulista dos Críticos
em Arte.
Suas mais recentes participações
da orquestra foram com Bibi Ferreira no show BIBI CANTA AMÁLIA,
realizado na Praia de Icaraí e Canecão, e o projeto
Luzes... Música e Animação, no Teatro Odilo Costa
Filho, UERJ. Participação das comemorações
oficiais do Centenário de Ary Barroso, apresentando-se no Rio
de Janeiro e Ubá, MG, terra natal do compositor; abertura da
Série Águas, apresentando a Nona Sinfonia de Beethoven,
na Sala Cecília Meireles e Praia de Icaraí, para um
público estimado em seis mil pessoas. Em julho de 2004 deu
seqüência à Série Águas, apresentando-se
novamente na Praia de Icaraí, com repertório lírico.
Discografia
Desde que foi incorporada à Universidade,
a OSN-UFF gravou em 1988 um LP dedicado aos compositores nacionais Carlos
Gomes, Alberto Nepomuceno, Villa-Lobos, Mignone, Siqueira e Guarnieri;
e em 1998 gravou o CD Villa-Lobos. Gravação ao vivo do
CD e DVD Clássicos do Samba, realizado no Theatro Municipal do
Rio de Janeiro, em março de 2002.
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