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- Departamento de Biologia Marinha, Universidade Federal Fluminense, Caixa
Postal 100.644, CEP 24.001-970, Niterói - RJ.
2 - Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro – RJ.
*E-mail:
solourenco@yahoo.com
Cinco
espécies de microalgas marinhas isoladas de águas costeiras brasileiras
foram cultivadas em condições padronizadas. O crescimento das culturas
foi monitorado diariamente por contagens das células e a composição química
das espécies (proteínas, carboidratos, lipídeos, ácidos graxos,
clorofila a, carotenóides totais e
cinzas) foi determinada nas fases exponencial, de transição e estacionária
de crescimento. As espécies apresentaram diferenças significativas na
concentração de todas as substâncias analisadas, teores de cinzas e
volumes celulares ao longo das fases do crescimento. A clorofícea Chlorella
sp e a diatomácea B. polymorpha apresentam tendência de redução
dos volumes celulares médios, ao longo do desenvolvimento dos
experimentos. Todas as espécies apresentaram proteínas como componentes
presentes em maior concentração, em todas as fases de crescimento. As
concentrações de carboidratos em Chlorella sp, de cinzas em B.
polymorpha e Chlorella sp e de lipídeos na criptofícea Hillea
sp e na diatomácea Thalassiosira sp foram relativamente altas nas
células. Teores mais altos de proteínas e clorofila por célula foram
encontrados na fase exponencial de crescimento, diminuindo ao longo
do desenvolvimento
dos cultivos. Contrariamente, as concentrações de carboidratos por célula
aumentam com o envelhecimento dos cultivos. Nenhuma relação clara entre
as fases de crescimento e teores de lipídeos e cinzas foi identificada
nas espécies. As percentagens de ácidos graxos saturados totais tenderam
a ser mais altas na fase exponencial de crescimento, diminuindo ao longo
do tempo em todas as espécies. Hillea sp apresenta altos teores de
ácidos graxos poliinsaturados, ao passo que B. polymorpha, Chaetoceros
sp (diatomácea) e Chlorella sp apresentam alguns ácidos graxos
essenciais em baixa concentração, característica que as torna um
alimento deficiente para animais marinhos. As amplas variações no perfil
químico das espécies indicam a necessidade de um controle rigoroso sobre
o processo de produção de biomassa algácea, principalmente para o
emprego das espécies como organismo-alimento.
Projeto
financiado pelo CNPq.