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Painéis Institucionais |
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A Comissão Organizadora do I CBBM convida os congressistas registrados no evento a apresentar painéis institucioinais. Esta modalidade especial de apresentação de trabalhos destina-se exclusivamente à divulgação de atividades institucionais de ensino, pesquisa, extensão e serviços realizados por entidades ligadas à Biologia Marinha. Os painéis institucionais constituem-se num elemento importante para a difusão de informações de interesse para a comunidade brasileira de Biologia Marinha. São particularmente interessantes para a apresentação sob a forma de painéis institucionais as atividades de: a museus e coleções biológicas; a cursos de pós-graduação com atividades em Biologia Marinha; a projetos de extensão universitária e de educação ambiental; a ONGs sem fins lucrativos.
Somente congressistas cujas inscrições já estejam confirmadas pela Comissão Organizadora do I CBBM poderão apresentar painéis institucionais. Não há restrições para co-autores não inscritos no evento. Os resumos relativos a painéis institucionais deverão ser enviados para a Comissão Organizadora em forma expandida, com até 3 páginas (em fonte Arial, tamanho 11, espaçamento simples) enviados como arquivo(s) em anexo a uma mensagem eletrônica. Até duas tabelas pequenas, até duas figuras simples e até cinco referências poderão ser incluídas no resumo expandido. Os resumos relativos a painéis institucionais poderão ser enviados até o dia 10/04/2006. Este prazo não será prorrogado. O nome do autor que apresentará o painel institucional deverá ser grafado em CAIXA ALTA. Sugere-se o uso do exemplo abaixo para orientar a preparação de resumos expandidos de painéis institucionais. |
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EXEMPLO |
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Atividades da Coleção de
Microalgas “Elizabeth Aidar”, Universidade Federal Fluminense |
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Lourenço,
S.O.1; Barbarino, E.1; Borges, V.1; Corrêa, D.1;
Costa, A.C.1; Costa, T.M.R.1; Coutinho, L.C.1,2; CUNHA, L.S.1;
Machado, B.B.1,3 & Marques,
V.A.1,3 |
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1.
Universidade Federal Fluminense, Departamento de Biologia Marinha, Caixa Postal 100.644, CEP
24.001-970, Niterói, RJ. 2. Universidade Santa Ursula, Rio de Janeiro, RJ. 3. Faculdades
Integradas Maria Thereza, Niterói, RJ. E-mail: cmea@vm.uff.br |
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Coleções de microalgas em cultivo fazem parte de realidade de muitos países, prestando um serviço importante junto à comunidade científica e à sociedade. As coleções de microalgas funcionam como um depositório seguro de cepas úteis para pesquisas, atividades didáticas e aplicações com fins comerciais, além de representar um elemento crucial para a avaliação da biodiversidade algácea. Há algumas coleções de microalgas de grande porte pelo mundo, com milhares de cepas em seus acervos. Exemplos desses centros são o Council for Scientific and Industrial Research Organization (Hobart, Austrália), Provasoli-Guillard National Center for Culture of Marine Phytoplankton (West Boothbay Harbor, EUA), Sammlung von Algenkulturen Göttingen Universität (Göttingen, Alemanha), Universidade de Coimbra (Coimbra, Portugal), e Culture Collection of Algae and Protozoa (Oban, Reino Unido), dentre outros. As instituições citadas funcionam como unidades que centralizam a distribuição nacional de cepas aos usuários, para quaisquer tipos de usos e aplicações dos cultivos. São centros mantidos com recursos governamentais, mas que têm na venda das cepas uma fonte para cobrir parcialmente os gastos associados à manutenção das coleções. As grandes coleções de cultivo de microalgas contam com pessoal permanente com dedicação exclusiva. Por exemplo, a principal coleção de microalgas do Reino Unido conta com nove doutores em seus quadros, sendo um deles o curador da coleção; os demais pesquisadores dedicam-se a outros aspectos do trabalho, como o isolamento e a identificação de cepas, estudos de ciclo de vida, fisiologia e ecologia das microalgas. Esses profissionais não possuem encargos didáticos, dedicam-se integralmente às atividades de pesquisa (UKNCC, 2001). Além desses, há também um corpo técnico formado por profissionais com nível universitário e nível médio dando apoio às atividades de rotina. No
Brasil não existem coleções de cultivo de grande porte, mas há cerca de 40 laboratórios
nos quais microalgas são mantidas constituindo coleções médias e pequenas (Lourenço &
Vieira, 2004). Uma delas é a Coleção de Microalgas “Elizabeth Aidar”, Universidade
Federal Fluminense (CMEA-UFF), fundada no Departamento de Biologia Marinha em 12/04/1999. O
nome da Coleção é uma homenagem à Profa. Dra. Elizabeth Aidar, ex-docente da Universidade
de São Paulo, uma das pesquisadoras pioneiras em estudos de fisiologia e cultivo de
microalgas no Brasil, falecida em 11/09/2000. Inicialmente diversas cepas da CMEA-UFF foram
obtidas junto a outras instituições (USP, UFSCar, UFRJ, UFSC, IEAPM e FIPERJ). Atualmente
novas cepas de microalgas estão sendo isoladas de ambientes costeiros brasileiros. Além
disso, cepas oriundas de outras instituições do Brasil e do exterior continuam sendo
incorporadas à Coleção. O acervo da CMEA-UFF conta atualmente com 226 espécies (254
cepas), das quais 42 espécies (45 cepas) são de espécies de água doce (Tabela 1). |
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Tabela 1. Grandes
grupos de microalgas disponíveis no acervo da CMEA-UFF.
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A
CMEA-UFF é uma das três maiores coleções de microalgas em cultivo do Brasil (Lourenço &
Vieira, 2004). Apesar de ainda ser um laboratório pouco conhecido no País, desde 1999 mais
de 500 alíquotas de cultivos já foram cedidas a pesquisadores, professores, universidades e
empresas privadas, com uma média de 95 cultivos ao ano desde 2003. É exigido um termo de responsabilidade em que
o solicitante declara formalmente que uso fará dos cultivos e que terá inteira
responsabilidade por sua manutenção na instituição. A maior parte das microalgas distribuídas
destina-se a usos em pesquisa em universidades e institutos especializados, seguido por
universidades (para atividades didáticas), empresas de maricultura, laboratórios de análises
ecotoxicológicas e escolas (usos didáticos), conforme apresentado na Figura 1. |
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A
existência de poucas cepas de microalgas nos laboratórios brasileiros pode ser compreendida
principalmente pelas dificuldades para criar a infra-estrutura
necessária e para manter em funcionamento os cultivos. Os constrangimentos não se resumem apenas
aos grandes investimentos financeiros que devem ser feitos para garantir o funcionamento dos
laboratórios, mas também incluem uma gama de fatores complexos, como a carência de pessoal
técnico e a existência de instalações físicas inadequadas nas universidades, por exemplo.
Apesar deste quadro, entende-se que as atividades de coleções de microalgas são muito
importantes e têm um papel fundamental no desenvolvimento de diversos estudos envolvendo
microalgas ou mesmo protistas e animais que se alimentam de microalgas. Assim, as coleções
de microalgas têm uma relevância estratégica para o desenvolvimento de estudos
experimentais envolvendo organismos aquáticos, além de possíveis aplicações econômicas e
educativas. A equipe da CMEA espera um aumento da demanda por cepas decorrente da divulgação de suas atividades. Apesar das grandes dificuldades enfrentadas no dia-a-dia, inerentes aos estudos de fisiologia e cultivo de microalgas no Brasil (Lourenço et al., 2005), a equipe da CMEA-UFF está se empenhando para ampliar o acervo e o atendimento ao público. Espera-se alçar a Coleção a uma condição de unidade nacional de referência para microalgas marinhas, com um acervo de médio porte (600 - 800 cepas), num prazo de oito anos. A divulgação da Coleção na Internet será iniciada ao final de 2006. |
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Referências
citadas
Lourenço,
S.O.; Chaloub, R.M.; Guimarães, M.; Necchi Júnior, O. & Plastino, E.M. 2005. Estudos
sobre fisiologia de algas no Brasil: progressos e limitações. Série Livros Museu
Nacional, 10:79-106. Lourenço,
S.O. & Vieira, A.A.H. 2004. Culture collections of microalgae and cyanobacteria in Brazil:
progress and constraints. Nova Hedwigia, 79(1/2): 159-174. UKNCC
2001. Catalogue of the |
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