| Ciências Humanas e Sociais |
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Antônio Houaiss, enquanto filólogo colaborou, significativamente, para o estudo da língua portuguesa, assim como para a unificação ortográfica. Delegado do governo brasileiro no Encontro para a unificação ortográfica da língua portuguesa, em 1986, no Rio de Janeiro, este foi também diplomata, tradutor, ensaísta e enciclopedista.Elaborou em 1985, um dicionário com mais de 228 mil palavras e locuções. Deixou seu trabalho inacabado em razão de seu falecimento, tendo sua obra sido finalizada por uma equipe de pesquisadores e lançada em 2001. A tradução de Ulisses, James Joyce e a edição de livros e enciclopédias como a Delta e a Mirador, integram o seu currículo de filólogo.
O mais importante pesquisador sobre o folclore e os costumes populares brasileiros, Câmara Cascudo foi também professor, escritor, jornalista, antropólogo e advogado. Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, professor do curso de Direito da mesma Instituição, exerceu ainda as funções de Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras e Consultor Geral do Estado e de Presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras. Entre as suas principais obras estão "Civilização e cultura" e "Dicionário do folclore".
Florestan Fernandes, considerado o maior sociólogo brasileiro, é responsável por obras internacionalmente conhecidas.Enquanto professor, preocupou-se em desenvolver métodos de ensino capazes de formar sociólogos que não apenas repetissem o pensamento dos autores que haviam estudado. Florestan acreditava que a sociologia devia se transformar numa ciência com potencial para explorar a área empírica, assim seria possível entender e enfrentar os problemas característicos da realidade brasileira. O cientista e o militante, como ele mesmo dizia, sempre andaram lado-a-lado e, a luta política se justificava porque não seria possível fazer ciência numa sociedade de horizonte fechado. Era preciso abrir espaço para que esta se desenvolvesse.
Paulo Reglus Neves Freire, foi um grande educador que acreditava na alfabetização como um processo de conscientização que capacita o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita, quanto para a sua libertação. Desenvolveu neste sentido uma metodologia utilizada até hoje.Trabalhando com educação de adultos durante seu exílio no Chile, escreveu sua principal obra: Pedagogia do Oprimido. Ficou reconhecido, mundialmente, pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. |