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UFF promove encontro entre assessorias internacionais do Rio de Janeiro e Secretário de Ciências de PortugalA Universidade Federal Fluminense sediou o Encontro entre as Redes das Assessorias Internacionais das Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro (REARI-RJ) com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos de Portugal (CCIPS). A UFF é a atual presidente da REARI e o evento teve o objetivo de prospectar oportunidades para novas cooperações acadêmicas, trocar experiências de pesquisa e promover networking entre as instituições que compõem a Rede e o Conselho. O acordo com entre a REARI e o CCISP existe desde 2019 e foram criados três grandes convênios entre as redes. Segundo o Reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o encontro foi uma oportunidade de dialogar com outras instituições na busca de soluções para lidar com os crescentes desafios emergentes do mundo cotidiano. “Estamos desenvolvendo relações importantes com Portugal, resgatando laços afetivos e criando oportunidades de articulação e de trocas internacionais para nossos estudantes e professores. Temos a honra de sediar esse evento aqui em nossa casa e a atuação da Superintendência de Relações Internacionais foi essencial para que isso acontecesse”. A UFF já mandou cerca de cem alunos em intercâmbio para Portugal no último ano por meio do acordo REARI-CCISP. O Secretário de Estado de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira detalhou que o objetivo da visita é consolidar a representação do governo de Portugal no Brasil. “Esse trabalho de internacionalização que as instituições portuguesas estão a fazer é muito importante, em particular com o Brasil. Há um trabalho global para tornar o país muito atrativo como um lugar para que se possa estudar e investigar”, afirmou João Sobrinho. A Superintendente de Relações Internacionais e Presidente da REARI, Lívia Reis, reforçou que é um prazer para a UFF receber encontro tão importante entre diversas universidades do Estado e o representante português. Ela enfatizou que esse é um momento importante para o fortalecimento das políticas de cooperação acadêmica de forma multicultural e inclusiva. REARI-RJ A REARI-RJ é composta por catorze Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro: UFRJ, PUC-RIO, UERJ, UFF, CEFET, Colégio Pedro II, IFRJ, UEZO, UENF, UFFRJ, UNIRIO, Fiocruz, IFFluminense e IME. Ela constitui uma rede heterogênea e sem fins lucrativos de assessorias internacionais de instituições, cada qual com suas respectivas especificidades, corroborando em beneficiar seus membros de forma conjunta e horizontal. Desse modo, suas ações junto aos poderes públicos e a sociedade visam a sensibilizar e conscientizar acerca da importância da cooperação acadêmica internacional como estratégia para a manutenção da Rede junto à sociedade civil.
Professora da UFF ganha prêmio internacional com pesquisa anti-tuberculoseO Relatório Mundial da Tuberculose 2018 divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou poucas alternativas de tratamentos em potencial para infecções resistentes a antibióticos, sendo uma dessas ameaças a chamada tuberculose multidroga resistente (TB-MDR), que mata a cada ano mais de um milhão de pessoas. Grande parte dos medicamentos produzidos para o tratamento da tuberculose que se encontram em etapa de desenvolvimento são modificações de antibióticos já existentes, sendo assim, são meramente soluções a curto prazo. Com foco nessa realidade, a equipe de alunos coordenados pela professora Vanessa do Nascimento, do Laboratório SupraSelen, localizado no Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense, reuniu esforços com outros dois docentes do Departamento de Química Orgânica, Marcela Cristina de Moraes e Fernando de Carvalho da Silva; e um do Departamento de Tecnologia Farmacêutica, Vitor Francisco Ferreira, para o desenvolvimento  de uma pesquisa que testou moléculas derivadas da vitamina K contendo selênio — mineral que entre seus principais benefícios combate o envelhecimento celular — para verificar sua atividade contra a tuberculose. O estudo realizado desde 2016 comprovou a eficiência do material testado no combate à doença. Segundo a idealizadora do SupraSelen e professora do Departamento de Química Orgânica, Vanessa do Nascimento, o trabalho mantém uma promessa de progresso adicional na descoberta de novos antibióticos contra a doença resistente a medicamentos que são oferecidos pela indústria farmacêutica atualmente. “No presente momento, estamos finalizando os testes de toxicidade. A pesquisa é bastante promissora; sendo assim, esperamos que tenha alto impacto não só para a comunidade científica como para a sociedade em geral”, ressalta. Uma das linhas de pesquisa desenvolvidas na pesquisa premiada apresenta caráter único e inédito para a ciência brasileira: a química supramolecular. De acordo com a professora, tal vertente visa estudar as características básicas das interações que ocorrem em casos de quando um suporte para organismos vivos, conhecido como substrato, se liga a uma proteína que dinamiza reações químicas (chamada enzima); e em casos de quando uma droga se adere ao seu alvo ou quando são propagados sinais entre células. A química supramolecular também pode ser implementada em sistemas mais complexos, assim como auxiliar na elaboração de sensores moleculares, nanomateriais (substâncias químicas inovadoras até 10 mil vezes menores que o diâmetro de um fio de cabelo humano), e também colabora no encapsulamento de drogas. “Para atrair os alunos no início, já que era um laboratório que ainda estava começando, nós trabalhamos a partir do encantamento: tentei passar para eles o que eu vejo da ciência e os encorajei a vestir a camisa e lutar comigo”, Vanessa do Nascimento. O estudo, denominado “Design and synthesis of selenium-containing naphthoquinone derivatives as antitubercular leads against clinical multidrug resistant isolates of Mycobacterium tuberculosis” foi apresentado no 8º Workshop da Rede Científica Internacional Selênio Enxofre e Catálise Redox (WSeS-8), ocorrido em junho deste ano na Itália, evento que reuniu centenas de cientistas de mais de 40 diferentes instituições de ensino espalhadas pelo mundo, tais como a Universidade de Copenhagen e a Universidade de Montevidéu. Na ocasião, a professora recebeu o prêmio PeerJ Award, e em função da premiação, foi concedido a Vanessa do Nascimento um espaço para publicação gratuita na revista inglesa de divulgação científica PeerJ Life & Environment, além de conceder uma entrevista para a versão online sobre o trabalho desenvolvido por ela no Laboratório SupraSelen. Novas alternativas Conhecida como o “mal do século” que assolou o mundo no século XIX, a tuberculose é vista como uma enfermidade do passado. Entretanto, só em 2017, provocou ao redor do mundo 1,3 bilhão de mortes, de acordo com a OMS. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a doença geralmente atinge os pulmões – podendo também afetar outras partes do corpo. Porém, apesar do alto número de infectados, um dos maiores obstáculos em relação ao tratamento provém da resistência das bactérias aos medicamentos fornecidos pelo mercado farmacêutico. A partir dessa constatação emergencial, a pesquisadora Vanessa criou em 2016 o Laboratório SupraSelen, especializado na obtenção de moléculas de selênio, que podem posteriormente serem utilizadas na composição de antioxidantes e anti-inflamatórios, por exemplo. Os estudos com o selênio orientam a equipe na criação de novos produtos para o tratamento da tuberculose e outras doenças negligenciadas. “Sintetizamos moléculas que facilitam processos já utilizados pela indústria farmacêutica, tornando os medicamentos mais baratos ou melhor fabricados”, explica a pesquisadora. “Fazemos compostos que podem virar fármacos, um tipo de molécula que facilita a produção dos já existentes ou potencializamos sua atividade no organismo humano; também conseguimos minimizar efeitos colaterais provocados pelas drogas”, ressalta. Dividindo o espaço físico do laboratório com os docentes Sérgio Pinheiro, Carlos Magno Rocha Ribeiro e Florence Moellman, cada qual trabalhando com seus alunos individualmente, Vanessa encontrou desafios na criação e posterior continuidade do SupraSelen. O capital encontrado para a manutenção do laboratório veio do auxílio do Programa de Fomento à Pesquisa da UFF (FOPESQ) e de um auxílio do Programa de Pós-graduação em Química aos docentes. Segundo ela, “para atrair os alunos no início, já que era um laboratório que ainda estava começando, nós trabalhamos a partir do encantamento: tentei passar para eles o que eu vejo da ciência e os encorajei a vestir a camisa e lutar comigo.” Atualmente, a docente da UFF orienta uma estudante de mestrado, dois de doutorado e quatro de iniciação científica, além de co-orientar uma doutoranda. A aluna de doutorado e orientanda no SupraSelen, Ingrid Cavalcanti, relata que essa conquista trouxe esperança para o trabalho desempenhado com poucos recursos. “Nós sonhamos alto e conseguimos aos trancos e barrancos. Temos que ser bastante focados. Tudo o que produzimos serve de base pra mim, que pretendo seguir a carreira acadêmica. Temos dificuldades em relação à aquisição de material ou a burocracias, equipamentos caros; mas a universidade em si incentiva muito as pesquisas”. A participação dos discentes em projetos fornecem um retorno à sociedade — no caso, a produção de novos fármacos para um tratamento mais eficaz contra a tuberculose —,  reafirmando um desempenho e compromisso ímpares da comunidade acadêmica da UFF, assim como das outras universidades do país. Ainda há muito trabalho pela frente. “A curto e médio prazo desejamos a publicação de artigos referentes às pesquisas e reconhecimento por parte da academia científica”, relata a pesquisadora. “A longo prazo, por que não, buscamos despertar o interesse de alguma indústria farmacêutica e sermos detentores da criação de um novo medicamento, produzido industrialmente, sendo capaz de ajudar a população, principalmente a de baixa renda”, conclui.  
Conferência Internacional "China e o mundo em torno da 2ª Guerra Mundial"A Superintendência de Relações Internacionais, o Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, o Insituto de História, o Instituto Confucius e o Confucius Classroom na UFF convidam a tod@s para a conferência internacional sobre a China e o mundo na época da 2ª Guerra Mundial. O evento ocorrerá no dia 29 de agosto, no auditório do Bloco P no Campus do Gragoatá.   Programação 10h - Cerimônia de abertura 10:30h - Mesa Mulheres e a mobilização CHEN Yan (Fundan University): Mulheres unidas em todo o mundo: a mobilização feminina durante a 2ª Guerra Mundial LYU Jing (Nanjing University): Vida privada na história e na política modernas em torno da Segunda Guerra, a partir da perspectiva de Song Melling Livia Reis (UFF): Moderação da mesa 12:00h ~ 14:00h - Almoço 14:00h - Mesa Guerra e Relações Econômicas Internacionais WU Jingping (Fundan University): As relações econômicas e o comércio Sino-Americano durante a Segunda Guerra LIU Zhiyng (Southwest University): Chineses no exterior e o estabelecimento de bancos com capital chinês no exterior, na grande retaguarda durante a resistência do povo chinês contra a agressão japonesa Fernando Mattos (UFF): Moderação da mesa 16:00h ~ 16:15h - Coffee break 16:00h - Mesa Guerra, política e história CHEN Hongmin (Zhejiang University): Chiang Kai-Shek e a China depois da guerra ZANG Sheng (Nanjing University): A emergência e a produção de espaço: do massacre ao Memorial das vítimas do massacre de Nanjing Eduardo Gomes (UFF): As relações Brasil-China no contexto dos Brics Renata Schittinno (UFF): Moderação da mesa
UFF inaugura Centro sobre Desigualdades GlobaisA Universidade Federal Fluminense inaugurou na última sexta-feira, dia 31 de maio, um novo polo de excelência da instituição: o Centro de Ciência Social Histórica sobre Desigualdades Globais. O espaço irá reunir acadêmicos, gestores de política pública e atores sociais para pensar formas possíveis de fazer frente à pobreza, às desigualdades sociais e às relações injustas de poder na sociedade. O novo espaço contará com a doação de mais de 20 mil títulos, vindos do Centro Fernand Braudel. Além desse acervo, o Centro Fernand Braudel passa a compartilhar com o centro da UFF expertise sobre o papel da economia mundial na formação das desigualdades e vice-versa. Um dos objetivos da parceria é converter a universidade num polo de conhecimento de ponta sobre os mecanismos de produção e reprodução de desigualdades. Um ciclo de eventos sobre “A Economia mundial e a Desigualdade”, organizado pelos professores Leonardo Marques e Tâmis Parron, marcou o lançamento do centro. As atividades foram iniciadas no dia 28, com o workshop “Atlantic Slavery and the World Economy”. Já no dia 31, foi realizado o lançamento oficial do centro, com a conferência “Universidade pública, pesquisa de ponta e desigualdades”, proferida pelo historiador Dale Tomich.  Atual diretor adjunto do Centro Fernand Braudel, da Universidade Estadual de Nova York, Tomich é autor de livros como “Pelo prisma da escravidão: trabalho, capital e economia mundial”. O palestrante declarou que a escolha da universidade herdeira do acervo não foi aleatória. Segundo ele, “a UFF é o lugar ideal para um centro de pesquisa que visa gerar discussões sobre estes temas”. Sua vinda para o Brasil representa o selamento da parceria entre o Centro Fernand Braudel e o Centro de Ciência Social Histórica sobre Desigualdades Globais da UFF.  
UFF Mulher e o 8 de março – Dia Internacional da MulherO UFF Mulher, criado em 2010 pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), prepara uma série de atividades (conferências, cursos, workshops etc.) que será realizada ao longo deste ano e, divulgada previamente na página da UFF. A programação dará continuidade às atividades de valorização do papel da extensão universitária frente às questões sociais e relações de gênero. O UFF Mulher tem sentido a necessidade de expandir suas atividades, dentro da perspectiva extensionista, para a produção de conhecimento na área de direitos humanos, gênero, diversidade e políticas sociais. Por isso, com o intuito de ampliar as discussões em torno dessas temáticas tão importantes para a sociedade e atender a crescente demanda dos departamentos de ensino, o programa vem se reestruturando, o que tem levado à criação de um “Centro de Referência UFF Diversidade e Violência”, em que passa a atuar em duas grandes linhas investigativas: 1 – Gênero, Diversidade e Violência e 2 – Interseccionalidade, Violência e Cidadania. O programa UFF Mulher faz questão de lembrar que o dia 8 de março é um marco de luta pelos direitos das mulheres, mas as ações não devem ter apenas o intuito de comemoração, as reivindicações devem ser constantes, por isso é de grande importância que sejam realizadas também conferências, debates e reuniões com o objetivo de discutir a condição geral das mulheres na sociedade atual. Segundo Simone de Beauvoir, basta que aconteça uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados, esses direitos não são permanentes, as mulheres precisam se manter vigilantes durante toda sua vida. As ações devem contribuir para a diminuição das desigualdades, do preconceito e da desvalorização das mulheres, pois mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Portanto, a luta e a cobrança continuam, mas em prol da construção de uma sociedade que respeite as mulheres como cidadãs, como forma de construir uma sociedade mais democrática.  
Resultado da 1ª etapa do Edital 12/2015A Superintendência de Relações Internacionais torna público o resultado da primeira etapa do Edital 12/2015 - Programa de Mobilidade Internacional UFF. O prazo de recurso para as candidaturas indeferidas, conforme cronograma do Edital, será até as 17h do dia 24 de novembro de 2015. Todos os recursos deverão ser apresentados presencialmente conforme o Anexo V do Edital.