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UFF lança projeto de Divulgação CientíficaA Universidade Federal Fluminense lançou nesse mês de abril a Iniciativa Institucional de Divulgação Científica. O projeto elaborado pela Superintendência de Comunicação Social tem o objetivo de dar ampla comunicação a resultados de pesquisas científicas produzidas pelo corpo docente e discente da universidade. Diversas ações compõem o projeto, como: relacionamento com a imprensa, dicas para entrevistas, sistema de busca de especialistas para jornalistas, vídeos de bolsistas PIBIC e Faperj nas mídias sociais, entre outras. A Iniciativa de Divulgação Científica foi criada para aumentar o acesso dos produtos científicos da UFF para a sociedade em geral. Isso será realizado por meio de diversas ações de mídia para apresentar resultados de pesquisas em linguagem acessível, interessante e facilmente compartilhável pelas plataformas digitais. O projeto agrega produtos que visam a atender diferentes públicos, desde o leitor de jornais até públicos mais jovens que seguem nossos canais oficiais nas mídias sociais. De acordo com o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a comunicação é peça chave para as universidades públicas. “Todos na instituição precisamos conhecer o poder da comunicação de nossas atividades de pesquisa no mundo contemporâneo. É fundamental mostrar para a sociedade o retorno de nossos projetos de pesquisa, inovação e extensão”. Relacionamento com a imprensa Uma das ações da iniciativa é a aproximação com a imprensa geral e especializada por meio relacionamento pró-ativo e do envio de releases sobre as pesquisas. A equipe de assessoria de imprensa, em conjunto com a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, mapeia projetos que se encaixem em critérios de noticiabilidade jornalísticos e prepara reportagens ou sugestões de pautas para serem replicadas e aprofundadas pelos jornais. “Estamos intensificando de forma muito proativa nosso relacionamento com os jornalistas dos meios de comunicação do Rio de Janeiro e do Brasil. Só nesses primeiros meses do ano, emplacamos matérias sobre a UFF na TV Record, TV Brasil, Jornal do Brasil, O Globo, O Dia, BandNews FM, Agência EBC e muitos outros veículos”, explica o superintendente de Comunicação Social, João Fanara. Outra iniciativa foi o lançamento do site Pesquisadores UFF. A proposta do portal é oferecer um canal de busca de especialistas para ser consultado por jornalistas e pela sociedade em geral. “É muito comum nossa assessoria de imprensa receber pedidos para professores sobre temas muito específicos, como inteligência artificial. O site pesquisadores UFF é um canal para buscas fáceis e rápidas sobre quem pesquisa qual tema na universidade, assuntos relacionados, publicações”, detalha o superintendente. O site pode ser acessado pelo endereço: http://pesquisadores.uff.br Qualificar e orientar os professores sobre a rotina de trabalho dos jornalistas e técnicas de como dar entrevistas também figuram no projeto. A SCS preparou vídeos com dicas para divulgação científica que serão enviados por email para todos os professores. Audiovisual e mídias sociais Além disso, a Superintendência de Comunicação Social apresenta outros produtos para a comunidade interna. Ciente das oportunidades de comunicação ágil e lúdica das mídias sociais, criamos campanhas audiovisuais em que os docentes e estudantes podem explicar suas pesquisas ou conceitos que trabalham em quadros de um minuto para circulação no Instagram, Youtube e outros meios oficiais da UFF. “Esse foco audiovisual pretende potencializar o capital acadêmico da UFF, que é um de seus maiores ativos, para produzir conteúdo de qualidade sobre temas de relevância pública. O formato ideal são vídeos curtos em que os responsáveis podem apresentar ideias de forma breve e concisa, além de deixar contatos para materiais mais aprofundados e detalhados”. As ações podem ser consultadas em detalhes no espaço de serviços do site da UFF em: http://www.uff.br/?q=grupo/comunicacao Sugestões de pautas e agendamento de entrevistas para gravação podem ser feitos em: http://www.uff.br/?q=servico/divulgacao-cientifica
Concreto permeável: UFF pesquisa soluções para uma urbanização sustentável As inundações, causadas sobretudo pela gestão ineficiente do escoamento das águas de chuva, comprometem não só a qualidade de vida da população, como causam danos patrimoniais e aumentam o risco de proliferação de doenças. Em cidades de grande e médio porte no Brasil, o problema é ainda mais grave por conta da redução da permeabilidade do solo causada pelo concreto das calçadas, asfalto das ruas e até pelo azulejo dos decks das piscinas. Tradicionalmente, os mecanismos utilizados para resolver a questão do escoamento pluvial focam na ampliação da vazão dos canais de drenagem. Essa estratégia, porém, além do alto custo, apenas transfere o inconveniente para as partes mais baixas da cidade. O escoamento indevido na superfície das cidades se agrava a cada nova residência, prédio comercial ou industrial e via asfaltada. Essa progressiva impermeabilização do solo urbano aumenta os volumes hídricos que, deslocando-se com velocidade, carregam o lixo comumente depositado nas ruas e sobrecarregam as galerias fluviais. Além disso, o processo de drenagem misto, que interliga sistemas pluviais e de esgotos, é comum em muitas cidades e aumenta ainda mais o custo do tratamento dessas águas. Nesse contexto, outro agravante é a baixa troca de calor e umidade das superfícies impermeáveis com o ar. Segundo a professora do Departamento de Engenharia Civil da UFF, Camila Abelha Rocha, “o fenômeno comumente chamado de ilha de calor ocorre quando a temperatura e a umidade da superfície não podem ser ajustadas. Isso leva a um desconforto térmico para os cidadãos e a um consumo de eletricidade adicional para fins de resfriamento e, consequentemente, aumento das emissões de CO2”, explica. Para a pesquisadora, uma solução possível para essa problemática é a utilização do concreto permeável, tecnologia recente e ainda pouco divulgada nacionalmente. Ela explica que, recentemente, os países onde essa tecnologia está mais disseminada são EUA, França e Japão. “No Brasil, desde os anos 80, há apenas registros pontuais do uso do material. As primeiras aplicações foram em pistas de aeroportos e posteriormente em rodovias, com o objetivo de reduzir o número de acidentes automobilísticos. Atualmente, nas cidades de São Paulo e Curitiba, alguns trechos de calçadas e estacionamentos também têm sido construídos a partir dessa tecnologia, no intuito de reduzir os alagamentos frequentes que ocorrem devido a chuvas de algumas regiões”. Na UFF, sob a orientação de Camila, pesquisas sobre o tema estão sendo realizadas. “Começamos em 2017, quando uma ex-aluna me procurou querendo produzir um concreto permeável em seu projeto de conclusão de curso. Durante a revisão da literatura, identificamos que o material possui um enorme potencial para ser aplicado em nossa região, no entanto, a maioria dos estudos desenvolvidos, principalmente no Brasil, apresentavam métodos de dosagem bastante empíricos, por tentativa e erro. Sendo assim, no decorrer da pesquisa, buscamos utilizar uma metodologia mais científica para a dosagem desse concreto. Entre os alunos que atualmente se dedicam ao estudo do tema, está o graduando Lucas Caon Menegatti, que estuda a influência do teor de pasta na resistência e permeabilidade do concreto permeável. A seguir, Lucas explica um pouco mais sobre o tema e o objetivo de seu estudo sobre o material sustentável: O que é o concreto permeável e como ele é diferente do tradicional? O concreto permeável, diferente do convencional, é desenvolvido para permitir a passagem de água e ar por sua estrutura através de um amplo sistema de poros interconectados. Os materiais que constituem os dois tipos de concreto são basicamente os mesmos: cimento, água, brita e areia. A diferença está na quantidade de areia, que em geral é bem reduzida ou até mesmo nula. No concreto permeável, busca-se utilizar material granular quase todo do mesmo tamanho, de forma a criar vazios que não conseguem ser preenchidos. Entretanto, por possuir mais vazios em sua estrutura, o concreto permeável apresenta resistência reduzida quando comparado com concretos convencionais. Onde ele pode ser utilizado? A principal utilização deste tipo de concreto é em pavimentos drenantes, sendo comumente aplicados em estacionamentos, calçadas, pátios, parques, praças, ruas de baixo tráfego, ciclovias e em decks de piscina, não sendo indicado para locais submetidos a altas cargas e tráfego intenso, uma vez que o material não atinge elevados valores de resistência mecânica. Qual é o objetivo da pesquisa que você está desenvolvendo? O projeto tem por objetivo analisar a influência da espessura da pasta de cimento no desempenho do concreto permeável quanto a sua resistência mecânica e permeabilidade. Ainda é incerta a forma como os métodos de dosagem influenciam as características do concreto permeável, uma vez que alterações na quantidade de água, cimento e agregado, e até na energia de compactação aplicada, afetam a espessura da pasta de cimento que envolve os agregados e, consequentemente, impactam na disposição do sistema de vazios do concreto. O trabalho foi dividido em duas etapas: na primeira parte, os materiais constituintes do concreto foram caracterizados, determinamos um traço referência para o concreto e este foi testado quanto à resistência. Na segunda etapa, serão realizados os testes de permeabilidade e o estudo da influência do teor de pasta no desempenho destas propriedades por meio da variação do teor de pasta de cimento na dosagem do concreto. Por que o concreto permeável pode ser considerado sustentável? O concreto permeável é considerado sustentável devido aos benefícios que este sistema construtivo agrega, como, por exemplo, a redução do escoamento superficial de águas de chuva e, consequentemente, redução do impacto de enchentes; redução, e em alguns casos, até eliminação da necessidade de tanques de retenção de água pluvial, devido ao aumento da área permeável do terreno; recuperação da capacidade filtrante do solo, podendo realimentar o aquífero subterrâneo; além de contribuir para mitigar o efeito da ilha de calor nos centros urbanos, uma vez que os vazios do concreto podem acumular calor, ajustando então a temperatura e umidade da superfície. O que deve ser levado em conta em relação à aplicação do concreto permeável? O concreto permeável corresponde apenas à camada mais superficial do sistema de drenagem do pavimento, que é tipicamente composto por sub-base, base, camada de assentamento e revestimento. O tipo de solo, sua capacidade de suporte e de infiltração, bem como as características pluviométricas da região devem ser levadas em consideração no dimensionamento dos pavimentos drenantes. Deve ser feita uma análise hidráulica, a fim de definir o volume de água a ser drenado, bem como os níveis de infiltração, que podem ser total, parcial ou sem infiltração. Nos dois últimos casos, há necessidade de instalação de tubos de drenagem para auxiliar no fluxo do excesso de água. Existem particularidades em relação à manutenção do concreto permeável em comparação com o tradicional? O concreto permeável, com o passar do tempo, vai perdendo seu potencial drenante em função do fenômeno denominado colmatação, que consiste na obstrução dos poros do concreto permeável pela deposição e acúmulo de partículas de areia ou solo, tornando a pavimentação impermeável. Alguns pesquisadores sugerem que seja realizada manutenção com periodicidade máxima de 6 meses. Quando moldado in loco, a manutenção pode ser feita retirando e substituindo a camada mais externa do pavimento ou, de forma mais simples, com uma limpeza com jato de água ou a vácuo para restaurar a capacidade permeável do pavimento. No caso do sistema de blocos, o problema de entupimento dos poros pode ser contornado invertendo os blocos e submetendo-os a passagem de água, de forma a proporcionar uma "retrolavagem". Essa pigmentação vermelha tem algum objetivo especial ou é apenas uma questão estética? Na prática, o concreto permeável pode receber pigmentação para atribuir coloração às peças em que é utilizado. Entretanto, neste projeto foi utilizada adição de pigmento inorgânico vermelho à base de óxido de ferro para proporcionar melhor análise das imagens de seção dos corpos de prova cilíndricos no estudo da espessura da pasta de cimento. Com coloração vermelha, a pasta se diferencia do interior dos grãos de brita ao fazer um corte na amostra de concreto. Quais são os próximos passos da sua pesquisa? Nas próximas etapas trabalharemos na busca de materiais mais sustentáveis para a confecção do concreto permeável. Além de produzir literatura sobre o tema e disseminar a tecnologia no Brasil, projetos de pesquisa como esse são muito importantes para os alunos, pois permitem não só que o conhecimento teórico obtido na sala de aula seja colocado em prática, como também nos dá um direcionamento para a carreira acadêmica.
CAPES disponibiliza primeira versão de aplicativo para bolsistasJá está disponível para download, de forma gratuita, o aplicativo móvel Bolsista CAPES. Criado para atender bolsistas e ex-bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o app pode ser encontrado na Apple Store (iPhones e iPads) e Google Play (telefones e tablets Android), nos seguintes links: Usuários Apple (iPhone e iPad) https://itunes.apple.com/br/app/bolsista-capes/id1200516646?mt=8 Usuários Google (telefones e tablets Android) https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.capes.bolsista&hl=pt_BR Nesta primeira versão, os usuários podem realizar o acompanhamento de bolsas na CAPES, acessar informações dos processos (como vigência da bolsa e dados bancários cadastrados) e também visualizar o histórico de pagamentos efetivados. Podem utilizar o aplicativo bolsistas e ex-bolsistas de diversos programas de pagamento de bolsas da CAPES, entre eles o Programa de Demanda Social (DS), Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), Programa de Doutorado Pleno no Exterior, Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE), entre outros. Novas versões do aplicativo estão previstas para os próximos meses, trazendo novidades como a opção para receber notificações push sobre pagamentos e comunicados da CAPES, além da integração com o canal Linha Direta, disponível aos bolsistas no exterior. Mais APPs Em março deste ano a CAPES lançou o aplicativo Sucupira – Pró Reitor, voltado para atender os pró-reitores das instituições de ensino superior (IES) do Brasil, permitindo que tenham acesso a dados institucionais preenchidos pelos coordenadores de programas da pós-graduação (PPGs) de suas IES. Também disponível para download, o aplicativo .periodicos. permite que o usuário tenha acesso ao acervo do Portal de Periódicos da CAPES. Outros aplicativos destinados a bolsistas e à comunidade em geral estão em fase de desenvolvimento. Fonte: CCS/CAPES
II Workshop Avaliação Interna da Pós-Graduação: As experiências de internacionalizaçãoO objetivo do evento é propiciar que os coordenadores de Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da UFF apresentem suas experiências de internacionalização e debatam as dificuldades e avanços em suas áreas. Além da presença dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação Strictu Sensu, contaremos também com as presenças da Diretora de Relações Internacionais da CAPES, Profª. Concepta McManus Pimentel, na  Conferência de Abertura, e da Profª. Sonia Ranincheski, também da CAPES, para debater as apresentações. O evento será aberto a toda a comunidade Universitária. Todos os interessados no debate serão bem-vindos. 9h - MESA DE ABERTURA 9h15 - CONFERÊNCIA DE ABERTURA Concepta Margaret McManus Pimentel Diretora de Relações Internacionais da CAPES 10h15  - CIÊNCIAS DA VIDA Sonia Ranincheski - Debatedora Membro do Grupo Assessor Especial da Diretoria de Relações Internacionais da CAPES Helena Castro Programa de Pós-Graduação em Ciências e Biotecnologia Letícia de Oliveira Programa de Pós-Graduação em Ciências Biomédicas Carlos Adam Conte Junior Programa de Pós-Graduação em Higiene Veterinária 11h30 - 12h  - DEBATE 13h - CIÊNCIAS EXATAS, TECNOLÓGICAS E MULTIDISCIPLINAR Sonia Ranincheski - Debatedora Membro do Grupo Assessor Especial da Diretoria de Relações Internacionais da CAPES Vanessa Braganholo Instituto de Computação Ana Luiza Spadano Albuquerque Programa de Pós-Graduação em Geoquímica Max Souza Programa de Pós-Graduação em Matemática Edson Alvisi Neves Doutorado em Justiça Administrativa 14h30 - DEBATE 15h - HUMANIDADES Sonia Ranincheski - Debatedora Membro do Grupo Assessor Especial da Diretoria de Relações Internacionais da CAPES Samantha Quadrat Programa de Pós-Graduação em História Fernando Resende Programa de Pós-Graduação em Comunicação Monica Savedra Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem Andrea Medrado Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano Eduardo Gomes Programa de Pós-Graduação em Ciência Política Edilson Márcio Almeida da Silva Programa de Pós-Graduação em Antropologia 16h30 - DEBATE Inscrições: https://goo.gl/d2TNbb    
Portal de Periódicos Capes realiza treinamento na UFFO Portal de Periódicos Capes em parceria com a Superintendência de Documentação da UFF, através da Coordenação de Bibliotecas (CBI/SDC) e a Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi) oferecerá, nos dias 17 e 18 de novembro de 2015,  treinamento multidisciplinar que visa contribuir para a promoção e o fortalecimento dos programas de pós-graduação no Brasil por meio da democratização do acesso online à informação científica internacional de alto nível. O treinamento é aberto a qualquer interessado, de qualquer instituição de ensino ou pesquisa. Para participar é preciso se inscrever no Portal de Periódicos Capes (clique aqui). Quem já possuir cadastro, basta se increver. Usuários novos devem se cadastrar e receberão um e-mail de confirmação de cadastro para ativar a conta e só depois terão acesso à inscrição do curso. Após realizar o cadastro e logar-se no portal, basta ir até a seção "Treinamentos" e buscar aquele que será realizado na Universidade Federal Fluminense. O treinamento acontecerá no Núcleo de Estudos em Água e Biomassa - NAB, localizado no Campus da Praia Vermelha. Local: Auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas(NAB) - Rua Professor Edmundo March, s/n. Campus da Praia Vermelha – Boa Viagem – Niterói, Rio de Janeiro, CEP: 24.210-330 Veja a Programação e faça sua inscrição
Bibliotecas UFFA Universidade Federal Fluminense possui atualmente 30 Bibliotecas, sob gestão da Superintendência de Documentação, e um extenso acervo com busca integrada em catálogo eletrônico, disponível online. Para saber mais, acesse o Portal de Bibliotecas