Categoria
UFF e Projeto Volta Redonda Cidade da Música se unem em intercâmbio educativo-musicalNo momento em que a Covid-19 aparece como desafio à prática orquestral e às apresentações artísticas, a tecnologia une dois importantes parceiros para um amplo intercâmbio na área da educação musical: o Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense, por meio da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN UFF), e o projeto Volta Redonda Cidade da Música (VRCM), mantido pela Prefeitura Municipal de Volta Redonda. Até novembro de 2020, OSN e VRCM desenvolvem uma nova forma metodológica e didático-pedagógica para diversificar e enriquecer o processo musical de 50 jovens com idade média de 15 a 18 anos integrantes da Banda de Concerto e Orquestra de Cordas, com uma cooperação que envolve também a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Educacional de Volta Redonda (FEVRE). O escopo da parceria, iniciada no dia 1° de julho, também inclui lives especiais para os alunos com residentes da Universidade Federal Fluminense – os grupos Música Antiga da UFF e Quarteto de Cordas da UFF e o fagotista Jeferson Souza (OSN UFF) – além da produção de um documentário sobre o intercâmbio educativo-musical. São ministradas aulas virtuais de clarineta, contrabaixo, flauta, percussão, trombone, tuba, trompa, trompete, viola, violino e violoncelo. Na prática, uma plataforma de videoconferência aproxima os 35 músicos profissionais dos jovens estudantes, que são orientados por monitores e professores do projeto. Quando possível, as aulas são realizadas com a estrutura on-line das dependências do projeto Volta Redonda Cidade da Música, no bairro Vila Mury, atendendo a todos os protocolos sanitários e de distanciamento. O trabalho musical é desenvolvido com exercícios de técnica diária do instrumento e sugestão de repertório pelos professores, a partir do que cada aluno vem estudando. Aprender e ensinar música, ensaiar e ampliar a experiência artística dos participantes são só algumas das consequências do intercâmbio, onde ambos os lados têm muito a oferecer.   No momento em que a UFF completa 60 anos de fundação, a OSN, que existe há 59 anos, reafirma sua missão de fomentar e difundir a música brasileira de concerto e vem acumulando experiências no campo da educação, realizando aulas de campo, concertos didáticos, projetos itinerantes e extensionistas no estado do Rio de Janeiro, consolidando-se como uma das principais orquestras do meio musical brasileiro. O projeto Volta Redonda Cidade da Música; criado e idealizado há 46 anos pelo professor e maestro Nicolau Martins de Oliveira e hoje também é coordenado pela maestrina Sarah Higino e pelo maestro José Sérgio Torres da Rocha; Volta Redonda Cidade da Música; abrange 39 escolas da rede Municipal de Ensino, alcançando 4.600 crianças, adolescentes e jovens, dos Ensinos Fundamental e Médio. É considerado um celeiro de talentos e, de 1974 até hoje, já formou uma série de músicos que se profissionalizaram em conjuntos e orquestras no Brasil e no exterior.   Acesse a ficha técnica completa e fotos da parceria no site do Centro de Artes UFF. Visite também: Site da Orquestra Sinfônica Nacional UFF Página do projeto Volta Redonda Cidade da Música    
UFF dá início às comemorações dos seus 60 anosNo próximo ano, a Universidade Federal Fluminense vai completar seis décadas de fundação. A solenidade de lançamento das comemorações destes 60 anos será realizada no dia 18 de dezembro (quarta-feira), às 19h30, no Cine Arte UFF, com um concerto gratuito da Orquestra Sinfônica Nacional UFF (OSN) – única orquestra profissional pública do país – apresentando árias de óperas de Giuseppe Verdi e Carlos Gomes. O evento reunirá convidados, autoridades, além da comunidade acadêmica e do público em geral e será a primeira de uma série de atividades comemorativas que marcarão o ano de 2020 em todos os campi da instituição. Segundo o reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, nestes 60 anos de história a UFF se transformou muito, sendo hoje uma universidade referenciada pela excelência em produção de conhecimento e formação de cidadãos e cidadãs, por seu alto nível acadêmico, de produção científica, de inovação e por seu impacto social e econômico evidente em todo estado do Rio de Janeiro. “Somos uma universidade mais diversificada e inclusiva: cerca de dois terços dos estudantes são de família com renda de até um salário mínimo e meio; quase metade dos estudantes se declaram negros e pardos e temos cerca de 400 pessoas com deficiência na instituição”, ressalta. Nóbrega enfatiza que a UFF e sua comunidade acadêmica têm muito a comemorar. “A celebração dessa data segue com o compromisso direto que a instituição tem com os objetivos fundamentais do artigo 3º da constituição brasileira: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, garante o reitor. Com uma comunidade acadêmica formada por mais de 70.000 alunos matriculados, mais de 3.500 professores e em torno de 3.800 técnicos-administrativos, a instituição é reconhecida nacional e internacionalmente, não só pela excelência de seus cursos e de sua produção científica, como pelo impacto social das suas atividades. A missão da UFF é promover, de forma integrada, a produção e difusão do conhecimento científico, tecnológico, artístico e cultural, e a formação de um cidadão imbuído de valores éticos e responsabilidade social que, com competência técnica, contribua para o desenvolvimento autossustentado do Brasil. UFF: das origens ao ano 2020 Criada em 1960, a Universidade Federal Fluminense possui unidades acadêmicas em diferentes pontos da cidade de Niterói. É constituída, além do prédio da Reitoria, de três campi e outras cinco unidades isoladas, situadas em bairros do mesmo município. A instituição também possui unidades em oito municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro – Angra dos Reis; Campos dos Goytacazes; Macaé; Nova Friburgo; Petrópolis; Rio das Ostras; Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda. A UFF oferece cursos EAD (Educação a distância), distribuídos em 28 municípios, incluindo sua sede, em Niterói. Hoje, a instituição é constituída por 44 unidades de ensino, sendo 26 Institutos, 12 Faculdades e 6 Escolas. São, ao todo, 125 departamentos de ensino, 125 cursos de graduação presenciais e seis cursos de graduação a distância, oferecidos em 28 polos da Universidade Aberta do Brasil, em convênio com o CEDERJ-RJ. Na Pós-Graduação Stricto Sensu, são 85 programas de Pós-Graduação e 126 cursos, sendo 44 de doutorado, 66 de mestrado acadêmico e 16 mestrados profissionais. A Pós-Graduação Lato Sensu apresenta 150 cursos de especialização e 45 programas de residência médica. A Universidade Federal Fluminense possui ainda 29 bibliotecas, 580 laboratórios, 21 auditórios, o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), a farmácia universitária, um Hospital Veterinário Professor Firmino Marsico Filho (HUVET) e o Colégio de Aplicação (Colégio Universitário Geraldo Reis). Conta também com um núcleo experimental em Iguaba Grande, uma fazenda escola em Cachoeiras de Macacu e uma unidade avançada em Oriximiná, no estado do Pará. Além disso, possui uma editora e quatro livrarias, e um Centro de Artes, composto por cinema, teatro, galeria de arte e espaço de fotografia. Na área da música, conta com uma orquestra, um conjunto de música antiga, um coral e um quarteto de cordas. Serviço: Lançamento das celebrações dos 60 anos da UFF Dia 18 de dezembro de 2019 (quarta-feira), às 19h30 Concerto: Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN UFF) Série Alvorada Regência: Tobias Volkmann Solista: Ludmilla Bauerfeldt (voz - soprano) Local: Cine Arte UFF - Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói-RJ Entrada Franca - distribuição de senhas uma hora antes da apresentação Classificação etária: Livre Duração aproximada: 70 minutos
Orquestra Sinfônica Nacional UFF tem uma sessão gratuita do OSN Cine com o filme Ganga Bruta O 4º Festival de Cinema do BRICS, que está sendo acontecendo de 23 de setembro a 9 de outubro, é uma realização da Universidade Federal Fluminense (UFF), com a cooperação da Prefeitura Municipal de Niterói, apoio institucional da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e patrocínio da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério da Cidadania. Dentro do Festival – que reúne produções e atividades voltadas para o campo do cinema realizado pelo membros do grupo BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão programadas três sessões do OSN Cine, projeto no qual será exibido o filme Ganga Bruta e, simultaneamente, a Orquestra Sinfônica Nacional UFF executará a trilha sonora ao vivo, composta por Radamés Gnattali (1906 - 1988), um dos grandes nomes da música de concerto brasileira. O regente das apresentações do OSN Cine é o maestro convidado Thiago Santos, que comandará a Orquestra nos dias 4 de outubro, às 19 horas; e 5 e 6 de outubro, às 10h30. No dia 4, sexta-feira, a sessão terá ENTRADA GRATUITA para todos, mediante retirada de senhas uma hora antes do espetáculo. As sessões dos dias 5 e 6 estão com preços populares: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).   Projeto OSN Cine - filme + Orquestra Ganga Bruta Brasil, 1933, 82', 14 anos De Humberto Mauro Com Déa Selva, Durval Bellini, Lu Marival e Décio Murilo Dias 4 a 6 de outubro de 2019 Sexta | 19h, sábado e domingo | 10h30 Local: Cine Arte UFF Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói Classificação etária: 14 anos Com a Orquestra Sinfônica Nacional UFF tocando a trilha sonora do filme ao vivo, dentro do Festival Internacional de Cinema do Brics Regência: Thiago Santos Outras informações sobre o projeto OSN Cine no site www.centrodeartes.uff.br . 
Concurso garante continuidade do grupo Música Antiga da UFF e reposições na OrquestraSão 11 vagas oferecidas para cargos da Orquestra Sinfônica e da Música Antiga   Concurso público abre inscrições para preenchimento de 11 vagas de músicos na Orquestra Sinfônica Nacional e para os grupos Quarteto de Cordas e Música Antiga da Universidade Federal Fluminense. A oferta contempla os seguintes cargos: Flauta, Percussão, Trombone Baixo, Trombone Tenor, Trompa, Violino (Música Sinfônica), Violoncelo (Música Camerista), Alaúde, Canto e Viola da Gamba (Música Antiga). Candidatos devem se inscrever, segundo edital disponível no site da Coseac, até as 12 horas do dia 08 de outubro de 2019. O Música Antiga possui 35 anos de história, um dos pilares da vasta tradição musical da UFF. Em sua formação original, contava com oito membros e depois se transformou em um quinteto. Por conta das aposentadorias, havia apenas dois membros recentes. Nunca havia tido concurso para reposição de vagas no Música Antiga. Além de atuarem em apresentações, os músicos da UFF estão integrados academicamente com a Universidade, realizando seminários, estudos, formação, projetos de pesquisa e de extensão. O Quarteto de Cordas da UFF foi formado em 1985 e desenvolve intensa atividade na divulgação do repertório de música de câmara, com destaque tanto para quarteto de cordas de compositores brasileiros, bem como do repertório tradicional internacional para esta formação. Para o quarteto, estão disponíveis no concurso uma vaga para Violoncelo e uma vaga para Viola. De acordo com o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, essa foi uma iniciativa da gestão para garantir a continuidade de um patrimônio fundamental da Universidade. “Os conjuntos da UFF fazem parte da história não somente da instituição, mas da música brasileira como um todo. Tomamos uma decisão administrativa importante de realizar reuniões interssetoriais para garantir a realização do concurso de forma ágil para que houvesse a recomposição de servidores dos três conjuntos musicais da UFF, levando em conta a aposentadoria dos membros. O Gabinete do Reitor liderou essa organização em articulação com Progepe, Coseac e Centro de Artes”, explica. Para se inscrever no concurso, os candidatos deverão atender os seguintes requisitos: formação superior completa em curso de graduação em Música, realizado em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação; e registro na Ordem dos Músicos do Brasil. Detalhes sobre o certame podem ser consultados no site: http://www.coseac.uff.br/concursos/uff/musico/2019/index.htm Música Antiga Ao longo da carreira, o grupo Música Antiga gravou um LP: Cantares de Amor, Sospiros e Cuydados; e oito CDs temáticos: Lope de Vega – Poesias cantadas, Cânticos de amor e louvor, Música no Tempo das Caravelas, A chantar – Trovadoras medievais, O Canto da Sibila, Medievo Nordeste, Carmina Burana e Milagres de Santa Maria. Realizou concertos por todo o Brasil, trilhas sonoras, videoclipes, além de participar da organização de cursos e apresentações em congressos sobre a temática, nacionais e internacionais, na Universidade Federal Fluminense e em outras universidades do Brasil. Faz apresentações também com regularidade em importantes salas de espetáculo da cidade e do Estado do Rio de Janeiro, como o Teatro da UFF, o Municipal de Niterói, a Sala Cecília Meirelles, o Espaço BNDES, o Centro Cultural Justiça Federal e algumas unidades do SESC, estas espalhadas por todo o Brasil. Em sua trajetória, conta com a participação em importantes festivais de música no Brasil e no exterior, tais como: Festival Seviqc Brezice na Eslovênia (2013), Festival de Música de Paraty (2008), Oficina de Música de Curitiba (1985, 1986, 1987), Festival de Música Barroca de Alcântara (2012, 2014), Festival de Música Colonial de Juiz de Fora (2003, 2004), Festivais de Inverno na Região Serrana do Rio de Janeiro, entre outros. Em 2017 o grupo Música Antiga da UFF lança seu primeiro longametragem, o documentário “Música do Tempo – Do Sonho do Império ao Império do Sonho”, que conta a trajetória artística do grupo durante os mais de trinta anos de pesquisa e difusão da música.
UFF: Orquestra Sinfônica Nacional leva a alunos do Coluni proposta de formação musical unida ao ensino tradicional UFF: Orquestra Sinfônica Nacional leva a alunos do Coluni proposta de formação musical integrada ao ensino tradicional Em parceria com educadores e professores do Colégio Universitário Geraldo Reis, da UFF, a música é inserida em sala de aula como parte do conteúdo escolar Criada com a finalidade de cultivar e difundir a música sinfônica do país, a Orquestra Sinfônica Nacional (OSN) foi fundada em 1961 e incorporada à Universidade Federal Fluminense desde 1986. Passados 57 anos de sua fundação, uma iniciativa realizada com professores e educadores do Colégio Universitário Geraldo Reis (o Coluni que fica no bairro de São Domingos, Niterói) faz a difusão da música ir além: graças a um projeto didático e educacional criativo, crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental tiveram um contato diferente com a música, que agora faz parte do seu dia a dia. Segundo a Comissão Artística da Orquestra, a ideia para o projeto é que a Orquestra assuma uma vocação educacional, formando o seu público para que ele seja, além de ouvinte, participativo, em uma relação mais íntima com a arte. Para efetivar a integração com as crianças, o apoio da escola foi imprescindível. Dessa forma, o conteúdo da música foi trabalhado de forma interdisciplinar, sendo presente não só nas aulas de inglês e música, como também nas de matemática e física. A coordenadora de Música do Centro de Artes UFF, Juliana Amaral, conta que o projeto didático é resultado de uma parceria que se começou no ano passado. “A parceria com o colégio vem desde outubro de 2017, quando se iniciaram as conversas entre a OSN e os professores do Coluni para elaboração da proposta. Em maio, os professores começaram a trabalhar em sala de aula um conteúdo didático baseado no projeto e os encontros entre os alunos e os músicos da Orquestra ocorreram ao longo do mês de setembro”. Depois de um primeiro contato dos alunos com a música no ambiente escolar, junto aos próprios professores do colégio de aplicação da UFF, foi a vez de a Orquestra visitar a escola e mostrar as famílias de instrumentos. Foi um encontro repleto de curiosidades, experimentações, dúvidas e aprendizados. Trompista da Orquestra e membro da Comissão Artística da OSN, Waleska Beltrami conta: “O encontro foi uma grande surpresa e teve um ótimo resultado. Quando eles já tem um conteúdo pré-apresentado, há outra recepção desse público, trazem outros questionamentos, por exemplo, de como se produz o som, qual material é feito o instrumento, porque se agrupam assim, as diferenças entre sons. Eles puderam aprender na prática, fazendo música com a gente e tocando eles mesmos os instrumentos”. Trazer a música para o dia a dia pedagógico é algo que pode ser feito de diversas formas, já que é a música uma das artes mais versáteis e interdisciplinares. No projeto desenvolvido pela OSN nesta primeira edição do ano de 2018, as obras trabalhadas e apresentadas são do compositor alemão-brasileiro Ernst Mahle. O compositor tem obras de caráter didático, como os Duetos Modais, as Canções Folclóricas e a coleção As Melodias de Cecília, que, por meio de um conteúdo qualificado, puderam aproximar os alunos do ensino musical. Como Waleska Beltrami explica, o contato com a música pode trazer grandes benefícios ao ensino. “O maior ganho para eles é eles terem algo a mais dentro do próprio cenário educativo, da formação como indivíduo. Recebendo uma nova informação dessa área, você abre novos horizontes, algo que faz uma diferença na formação. Além disso, é interessante poder fazer os links entre as coisas, ver a correlação dos conhecimentos, ampliando as leituras”. Como forma de trazer ainda mais elementos lúdicos para o ensino, os alunos ainda foram presenteados com um jogo de cartas e tabuleiros, chamado "OSN Orquestra Super Naipes". O jogo idealizado pela Comissão Artística da OSN UFF e pelo designer Sol Klapztein, da equipe de programação visual do Centro de Artes UFF, é divertido e didático, com uma dinâmica similar a de um jogo de super trunfo, em que os jogadores aprendem sobre, disputam entre si e, com as cartas, montam sua própria orquestra a partir das características dos instrumentos. De acordo com Deivison Branco, violinista da OSN e integrante da Comissão Artística da Orquestra, a iniciativa busca novas formas de difundir a música, em um projeto pedagógico que pode ser ampliado e inserido em outros grupos sinfônicos e escolas. “Pensamos que a OSN é responsável também pela formação dessa plateia e dessas crianças em relação a arte. Nós somos agentes influenciadores e responsáveis por essa formação, por isso iniciamos esse projeto a partir de um novo formato para projetar a música sinfônica nacional”. Como conclusão das atividades, no dia 5 de outubro, às 10h30, no Centro de Artes UFF, o Projeto Didático da OSN UFF realiza um concerto com obras de Mahle, com a participação dos alunos, que se apresentam junto com a Orquestra. A OSN está aberta a convites e parcerias com outras escolas.
UFF e Musimagem selam parceria com a exibição de O Tempo e o Vento, com OSN UFF tocando ao vivoNa sexta-feira, dia 1º de junho de 2018, foi realizada a primeira das três sessões da OSN Cine, com a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF executando a trilha sonora ao vivo do filme "O Tempo e o Vento". A série marca também o início de uma parceria do Centro de Artes UFF com a Musimagem, associação que reúne os compositores de música para o audiovisual. "Organizar um espetáculo como esse não é simples", explica o compositor e presidente do Musimagem, Zé Neto. "As dificuldades são muitas, pois, para o compositor, não é só fazer uma música", diz ele. A realização depende de uma relação de entrosamento entre compositor e diretor do filme ou série, que, por sua vez, já tem uma determinada visão da sua obra. Essa é talvez a principal característica deste trabalho. O compositor tem que entender e atender, pela música, o ponto de vista do diretor. "Não tem que ser só compositor, mas estar a serviço do diretor", acrescenta. No entanto, ele afirma, a música traz emoções que não estão na imagem. A segunda dificuldade de realização de uma trilha sonora original é o tempo. Segundo Zé Neto, nossa cultura do audiovisual considera a música por último. O compositor só é chamado quando já está tudo pronto. "Nós gostaríamos de participar mais ativamente desde o início", pondera o compositor. "Em seguida, vêm as dificuldades financeiras, porque os orçamentos estão muito baixos. O que é destinado à música, no finalzinho, é o que sobra", conta. O presidente da Musimagem diz que o objetivo da associação é justamente dar visibilidade ao compositor, mostrando a pessoa que faz a música e a importância dela para se contar uma história. "Isso porque, curiosamente, nesses casos, um mais um, não são dois, mas três, porque é criado um terceiro espetáculo. A música potencializa a obra e as emoções do público", afirma Zé Neto, lembrando que atualmente há 60 músicos vinculados a esta associação, que existe há dez anos no Rio. A parceria UFF/Musimagem continua e, no segundo semestre, haverá nova edição com um filme ainda a ser definido. "Há ainda a questão técnica. É preciso que seja um filme com bastante música orquestral e, depois, que as produtoras liberem o filme e que as detentoras dos produtos nos enviem uma cópia sem a música", completa Zé Neto.