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A arte nos une: Centro de Artes UFF disponibiliza acervo cultural nas redes sociais durante a quarentenaArte e cultura não poderiam ficar de fora das múltiplas ações coordenadas pela UFF para atravessar, junto à sociedade, esse período de quarentena. Sendo assim, com o intuito de oferecer conteúdo de qualidade e aproximar a comunidade de sua produção, o Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense lança nesta quinta-feira, 2 de abril, a campanha "a arte nos une", voltada ao público das suas redes sociais – Facebook, Instagram e Twitter. Através dessa iniciativa, serão veiculados conteúdos que resgatam a memória de alguns eventos e divulgada boa parte do acervo de suas produções recentes; algumas delas atualmente disponíveis em seu canal oficial no YouTube. De acordo com o reitor Antonio Claudio da Nóbrega, as ações da UFF no contexto da pandemia visam não somente colaborar para o combate ao vírus e a proteção das pessoas, em particular os profissionais de saúde da linha de frente, mas também compreender o mundo em estado de quarentena, oferecendo meios para garantir a saúde mental e a qualidade vida. “Arte e cultura são elementos integrais da existência humana e certamente contribuem para uma vida melhor nesse momento de afastamento físico entre as pessoas”.   Alguns destaques da programação, inteiramente gratuita, são: debates, conferências, masterclasses, shows e concertos, incluindo o filme “A Música do Tempo - do Sonho do Império ao Império do Sonho”, primeiro documentário musical de longa-metragem brasileiro idealizado e produzido pela equipe de um centro cultural. O filme, que em 2019 esteve em circuito nos cinemas de seis capitais do país, estará disponível via streaming para acesso por tempo limitado. Também estarão disponíveis o acervo de projetos especiais, como “Interculturalidades”, “Espiral dos Afetos” e “Teko Porã”, além de ações já consagradas pelo público, como o UFF Debate Brasil; a série de programas na web “Educadores debatem Educação”, além de eventos de música popular e de concerto. “A arte nos une”, mote da campanha criada num contexto de restrições e de isolamento social da população brasileira em virtude da pandemia do novo coronavírus, traduz o desejo da universidade de promover um contato com a arte e a cultura como maneira de exercitar as potencialidades criativas e estimular trocas entre as pessoas, unidas através das redes sociais. A campanha visa também reafirmar o lugar da UFF e do Centro de Artes de efervescente criação, pesquisa e difusão da arte e da cultura brasileiras. Há quase 38 anos, a universidade possui um dos mais destacados complexos culturais do país. Localizado na Reitoria da universidade, o Centro de Artes UFF reúne teatro, cinema e galerias voltadas à fotografia e às artes visuais em geral. O centro conta também com grupos residentes que têm mais de três décadas de atividades contínuas, a exemplo do Quarteto de Cordas da UFF e do conjunto Música Antiga da UFF, assim como a Orquestra Sinfônica Nacional UFF, criada em 1961.                                                                                                                                                                                                                                                     Redes sociais do Centro de Artes UFF: YouTube: https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial Facebook: https://www.facebook.com/centrodeartesuff/ Instagram: https://www.instagram.com/centrodeartesuff/ - @centrodeartesuff Twitter: https://twitter.com/ceart_uff - @ceart_uff  
UFF dá início às comemorações dos seus 60 anosNo próximo ano, a Universidade Federal Fluminense vai completar seis décadas de fundação. A solenidade de lançamento das comemorações destes 60 anos será realizada no dia 18 de dezembro (quarta-feira), às 19h30, no Cine Arte UFF, com um concerto gratuito da Orquestra Sinfônica Nacional UFF (OSN) – única orquestra profissional pública do país – apresentando árias de óperas de Giuseppe Verdi e Carlos Gomes. O evento reunirá convidados, autoridades, além da comunidade acadêmica e do público em geral e será a primeira de uma série de atividades comemorativas que marcarão o ano de 2020 em todos os campi da instituição. Segundo o reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, nestes 60 anos de história a UFF se transformou muito, sendo hoje uma universidade referenciada pela excelência em produção de conhecimento e formação de cidadãos e cidadãs, por seu alto nível acadêmico, de produção científica, de inovação e por seu impacto social e econômico evidente em todo estado do Rio de Janeiro. “Somos uma universidade mais diversificada e inclusiva: cerca de dois terços dos estudantes são de família com renda de até um salário mínimo e meio; quase metade dos estudantes se declaram negros e pardos e temos cerca de 400 pessoas com deficiência na instituição”, ressalta. Nóbrega enfatiza que a UFF e sua comunidade acadêmica têm muito a comemorar. “A celebração dessa data segue com o compromisso direto que a instituição tem com os objetivos fundamentais do artigo 3º da constituição brasileira: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, garante o reitor. Com uma comunidade acadêmica formada por mais de 70.000 alunos matriculados, mais de 3.500 professores e em torno de 3.800 técnicos-administrativos, a instituição é reconhecida nacional e internacionalmente, não só pela excelência de seus cursos e de sua produção científica, como pelo impacto social das suas atividades. A missão da UFF é promover, de forma integrada, a produção e difusão do conhecimento científico, tecnológico, artístico e cultural, e a formação de um cidadão imbuído de valores éticos e responsabilidade social que, com competência técnica, contribua para o desenvolvimento autossustentado do Brasil. UFF: das origens ao ano 2020 Criada em 1960, a Universidade Federal Fluminense possui unidades acadêmicas em diferentes pontos da cidade de Niterói. É constituída, além do prédio da Reitoria, de três campi e outras cinco unidades isoladas, situadas em bairros do mesmo município. A instituição também possui unidades em oito municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro – Angra dos Reis; Campos dos Goytacazes; Macaé; Nova Friburgo; Petrópolis; Rio das Ostras; Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda. A UFF oferece cursos EAD (Educação a distância), distribuídos em 28 municípios, incluindo sua sede, em Niterói. Hoje, a instituição é constituída por 44 unidades de ensino, sendo 26 Institutos, 12 Faculdades e 6 Escolas. São, ao todo, 125 departamentos de ensino, 125 cursos de graduação presenciais e seis cursos de graduação a distância, oferecidos em 28 polos da Universidade Aberta do Brasil, em convênio com o CEDERJ-RJ. Na Pós-Graduação Stricto Sensu, são 85 programas de Pós-Graduação e 126 cursos, sendo 44 de doutorado, 66 de mestrado acadêmico e 16 mestrados profissionais. A Pós-Graduação Lato Sensu apresenta 150 cursos de especialização e 45 programas de residência médica. A Universidade Federal Fluminense possui ainda 29 bibliotecas, 580 laboratórios, 21 auditórios, o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), a farmácia universitária, um Hospital Veterinário Professor Firmino Marsico Filho (HUVET) e o Colégio de Aplicação (Colégio Universitário Geraldo Reis). Conta também com um núcleo experimental em Iguaba Grande, uma fazenda escola em Cachoeiras de Macacu e uma unidade avançada em Oriximiná, no estado do Pará. Além disso, possui uma editora e quatro livrarias, e um Centro de Artes, composto por cinema, teatro, galeria de arte e espaço de fotografia. Na área da música, conta com uma orquestra, um conjunto de música antiga, um coral e um quarteto de cordas. Serviço: Lançamento das celebrações dos 60 anos da UFF Dia 18 de dezembro de 2019 (quarta-feira), às 19h30 Concerto: Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN UFF) Série Alvorada Regência: Tobias Volkmann Solista: Ludmilla Bauerfeldt (voz - soprano) Local: Cine Arte UFF - Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói-RJ Entrada Franca - distribuição de senhas uma hora antes da apresentação Classificação etária: Livre Duração aproximada: 70 minutos
Campanha solidária, flash mob e karaokê animam Acolhimento Estudantil 2018.2Na última sexta-feira, 17 de agosto, a UFF através da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) realizou mais uma edição do Acolhimento Estudantil (AE) no campus do Gragoatá. O evento busca recepcionar os novos alunos da universidade de forma descontraída, recebendo não só calouros, como também veteranos e alunos visitantes do ensino médio. Além da participação de projetos como o Sensibiliza UFF, TV Bandejão, Ciências sob Tendas e das atléticas, a edição contou também com uma gincana, DJ e torcidas animadas. Para o coordenador de apoio acadêmico da Proaes, Thiago José Silva, o Acolhimento foi um sucesso. “A adesão, como nas edições anteriores, foi bastante representativa, com o envolvimento de cerca de 1500 estudantes”, comemora. Para a caloura do curso de Biblioteconomia, Leticia de Souza, que perdeu o primeiro trote, o AE é o momento de “conhecer a galera, se enturmar e não ficar sozinha por Niterói”. Já a veterana do 3º período do curso de Relações Internacionais, Maria Helena explica: “quando a gente chega na faculdade, está meio perdida e não sabe direito o que fazer. O Acolhimento permite integrar todo mundo e conhecer pessoas de outros cursos. Vim no 1º período, achei muito legal e pretendo vir sempre”. Pelo terceiro ano consecutivo, o Ciência sob Tendas marcou presença no Acolhimento. Nesse semestre, o projeto de extensão, que tem como objetivos divulgar e popularizar temas científicos de forma inclusiva, ofereceu uma série de brincadeiras para despertar o interesse dos alunos, como um jogo da memória em Libras e um manequim através do qual se podia conhecer o corpo humano por dentro. Segundo o coordenador das atividades do projeto, Gustavo Henrique Alves, “é importante o aluno ter contato desde o início da graduação com projetos de extensão, fazendo a transposição do conhecimento da academia para uma linguagem mais acessível. Dessa forma, ele consegue passar à sociedade a importância de se manter a pesquisa e o desenvolvimento da ciência nas universidades”. É muito gratificante, ao longo dos anos, conhecer pessoas que estiveram conosco no Conheça a UFF e atualmente são alunos da instituição”, Renato Vasconcellos. A Divisão de Acessibilidade e Inclusão – Sensibiliza UFF também participou do evento, oferecendo uma vivência de acessibilidade e inclusão e promovendo um quiz com perguntas sobre o tema. O programa tem como objetivo criar e implantar políticas de acessibilidade visando à permanência daqueles com deficiência ou outras necessidades educacionais especiais na universidade. De acordo com a coordenadora, Lucília Machado, jornalista e funcionária da UFF há 34 anos, “estamos aqui para marcar o território e receber os estudantes com ou sem deficiência, falar do nosso trabalho, fazer uma oficina de sensibilização, na qual por alguns minutos a pessoa tem a experiência de se sentir cego ou de andar sobre rodas”. Para a advogada e servidora do Sensibiliza, Tatiana Mendonça, que, como Lucília, também é deficiente, “é importante dizer para o aluno que nós existimos, que estamos aqui e que ele pode nos procurar”. O AE também conta com a presença de jovens do ensino médio, que veem no evento uma oportunidade de conhecer a universidade de maneira leve e receptiva. Para os estudantes do terceiro ano, Paloma, Giovanna e Caio Leonardo, o Acolhimento é a chance de explorar a instituição antes de decidir onde pretendem se graduar. De acordo com Giovanna, que pensa em cursar Publicidade e Propaganda, o AE é “uma forma de conhecer a estrutura da universidade e também os cursos”. O Conheça a UFF é uma atividade de integração com os alunos do ensino médio que também ocorre durante o Acolhimento Estudantil. O objetivo é apresentar a instituição aos futuros universitários, esclarecendo suas dúvidas e promovendo a integração com os graduandos. A atividade conta com palestras gerais onde são apresentados os três pilares da academia - ensino, pesquisa e extensão -, as bolsas e os auxílios, a moradia estudantil, o bandejão, o BusUFF, as unidades fora da sede, as possibilidades de estudo no exterior e a relação da universidade com a sociedade. Depois, os participantes são divididos de acordo com suas áreas de preferência, como biológicas, exatas e humanas. Após um walking tour pelo Campus do Gragoatá, eles se juntam aos calouros e veteranos na quadra. A escolha da Pares Cátedra do Rio de Janeiro como instituição que receberá os donativos arrecadados no Acolhimento Estudantil tem como objetivo principal estreitar ainda mais os laços institucionais com os refugiados. Assim, exercitamos uma das vocações da UFF, que é ser uma universidade atenta aos problemas sociais", Thiago José Silva. Segundo o coordenador do programa, Renato Vasconcellos, essa edição contou com a participação de dez escolas e de aproximadamente 450 alunos, além da colaboração de vinte voluntários dos cursos de graduação. “Temos um controle junto às escolas de quais estudantes participam do programa e posteriormente iniciam seus estudos aqui. É muito gratificante, ao longo dos anos, conhecer pessoas que estiveram conosco no Conheça a UFF e atualmente são alunos da instituição”, ressalta. A gincana do AE, lançada em 2016 devido aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, é a atividade que mais mobiliza os universitários, unindo a atividade lúdica ao entusiasmo das torcidas. Desta vez, a brincadeira foi marcada por competições de corrida de saco, complete o dito popular, cabo de guerra, karaokê e ainda um circuito em equipe. Durante o intervalo, que contou com uma mesa de cachorro-quente, o DJ foi o responsável por entreter os participantes, e provocou um flash mob instantaneamente ao som de Madagascar, do MC Edy Lemond, que tirou quase todos da arquibancada em uma animada coreografia. A empolgação das atléticas foi recompensada com a premiação de primeiro, segundo e terceiro lugar na gincana para os cursos de Enfermagem, Turismo e Engenharia Ambiental. Já a melhor torcida ficou também por conta da Enfermagem. Foram as atléticas também as responsáveis por organizar com os calouros a entrega de doações de materiais de higiene pessoal e de alimentos não perecíveis. Ao todo, foram 300 kg arrecadados para doação à Pares Cáritas RJ (link: http://www.caritas-rj.org.br/), que possui um programa de atendimento a refugiados e solicitantes de refúgio. A caloura do curso de enfermagem, Maira Brito, ressalta a importância desse tipo de ação e afirma: “com certeza, foi o olhar para as causas sociais que me trouxe ao Acolhimento Estudantil”. Recentemente, a UFF se tornou a primeira instituição federal do Rio de Janeiro a aderir à Cátedra Sérgio Vieira de Mello, que tem como objetivo facilitar o ingresso na graduação e agilizar a revalidação de diplomas da população refugiada. “A escolha da Pares Cátedra do Rio de Janeiro como instituição que receberá os donativos arrecadados no Acolhimento Estudantil tem como objetivo principal estreitar ainda mais os laços institucionais com os refugiados, que em suas trajetórias de vida passaram por diversas turbulências e esperam aqui - em nosso país - recomeçar suas vidas. Assim, exercitamos uma das vocações da UFF, que é ser uma universidade atenta aos problemas sociais”, conclui o coordenador de apoio acadêmico da Proaes, Thiago José Silva.
Governo Federal divulga diretrizes para difusão de informações no período eleitoralA partir do dia 7 de julho de 2018, tem início o período eleitoral no Brasil. Com ele, passam a valer determinadas diretrizes de divulgação para os meios de comunicação de todos os órgãos do Governo Federal. As normas incluem as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), entre elas, a Universidade Federal Fluminense. A medida está em acordo com as Instruções Normativas n. 1 e 2, da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, e deverá ser cumprida até o término do período eleitoral, no dia 7 ou 28 de outubro, a depender da realização de um segundo turno. As Instruções Normativas, mais rigorosas esse ano, abrangem toda ação de difusão da informação, incluindo conteúdos noticiosos. Durante esse período, só poderão ser veiculados, nos domínios uff.br e sob gestão da universidade, conteúdos estritamente informativos ou de interesse do cidadão relativos à prestação de serviços públicos. Isso inclui sessões como “Informes” e “Eventos”, hospedadas no site da UFF. A medida afeta diretamente a veiculação de notícias no site da instituição e as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Youtube), nas quais os comentários dos usuários estarão sujeitos à moderação. A orientação se estende às páginas de unidades de ensino, departamentos, programas de pós-graduação e setores administrativos, assim como a canais de televisão, rádio e às mídias impressas. As diretrizes também abrangem a utilização de logotipos, ou seja, serão vedadas as marcas do Governo Federal, bem como dos programas de Governo e das instituições. Não estarão autorizadas, portanto, quaisquer publicações que não se enquadrem na descrição acima. Por exemplo, as que contenham nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, assim como conteúdos ou análises com juízo de valor sobre ações, políticas públicas e programas sociais e comparações entre gestões de governo. Em caso de dúvidas, contatar a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (secom.eleicoes@presidencia.gov.br). Mais informações: Instrução Normativa nº 1, de 11 de abril de 2018 Instrução Normativa nº 2, de 20 de abril de 2018 Perguntas Frequentes Esclarecimentos do Assessor Jurídico da Andifes Modelos de publicidades permitidas e proibidas
Pesquisa da UFF de Pádua incentiva ensino da história africana nas escolasDesconstruir estereótipos e destacar o passado glorioso das rainhas e reis africanos são os grandes desafios do professor de História Contemporânea da UFF, Júlio César Medeiros Pereira, do Departamento de Ciências Humanas de Santo Antônio de Pádua. Outro objetivo do pesquisador é garantir a aplicação da Lei 10.639/03, que trata da obrigatoriedade do ensino da história da África, da luta dos negros no Brasil e da cultura afro-brasileira na formação da sociedade nacional nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, do país. A ideia, segundo ele, é que os professores possam ensinar às crianças uma história na qual elas se vejam representadas não como oriundas de pessoas escravizadas, ou em posição desprestigiada, mas como descendentes de um povo vencedor, guerreiro e portador de um vasto conhecimento milenar. Além disso, o foco do trabalho é a produção de conhecimento relacionado à temática negra e que esse conteúdo chegue à sociedade como um todo. No Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), os pesquisadores vêm lutando para guardar a memória de milhares de africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil e sepultados sem nenhum paramento religioso. Trata-se do maior cemitério de escravos das Américas e fica na Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro. Este assunto foi tema do primeiro livro de Júlio César “À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro”. Na obra, ele discute os mecanismos simbólicos da morte na visão africana e os motivos que fizeram que, pelo menos 60 mil indivíduos recém-chegados, os chamados pretos novos, nunca tivessem sido devidamente enterrados e nem recebessem quaisquer paramentos fúnebres e respeito. No continente africano, as famílias eram matrilineares, ou seja, cabia à mulher um papel social muito além do trabalho doméstico e da educação dos filhos", Júlio César Medeiros. Concomitantemente, Júlio César também realiza uma pesquisa denominada “Saúde e Adoecimento de populações quilombolas no Rio de Janeiro” junto a um grupo de estudantes. O trabalho tem como foco os diversos grupos remanescentes de povos tradicionais e é desenvolvido no curso de Licenciatura Especial de Educação do Campo, no campus de Santo Antônio de Pádua. “As pesquisas que temos realizado nessa área têm relação com os meus trabalhos de mestrado e doutorado sobre saúde dos escravos, publicado no meu livro intitulado “A sociabilidade escrava na Imperial Fazenda de Santa Cruz”, baseado em minha tese de doutorado em História da Ciência e da Saúde pela Fiocruz”, informou o professor. Segundo o pesquisador, no departamento em que atua em Pádua, há um número expressivo de professores negros e negras, também interessados pela temática. “Por esse motivo, criamos o Núcleo de Estudos e Pesquisa Sankofa, onde trabalho com os colegas Silvio Lima e Claudio Honorato, o africanista Tomba Justus Axel, do Congo, mestrando da UFRJ, estudantes de pedagogia e educação do campo e, ainda, colaboradores do IPN, que também se interessam pelo assunto”, acrescentou o pesquisador. O professor explica que o curso em que leciona na graduação tem sua grade curricular voltada à questão étnico-racial. “Temos disciplinas obrigatórias, como Educação e Relações Étnico-raciais, História e Cultura dos Povos Indígenas, História Afro-brasileira, Cultura popular e Patrimônio imaterial, todas no sentido de construir uma formação de docentes preparados para a inclusão e diversidade”, informou. Na opinião de Júlio, a abordagem do tema para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral é essencial, pois há séculos essas informações foram sonegadas dos brasileiros, que, por isso, têm em sua maioria uma visão segregacionista e limitada da população negra residente no país. As pesquisas sobre a África e a Diáspora que são conduzidas pelo grupo, assim como os trabalhos sobre o ensino destes temas em sala de aula são fundamentais para a universidade. “A UFF é uma das principais universidades públicas do Brasil, mas a sua produção e ações nesta área são muito reduzidas se comparadas a outras instituições de ensino superior”, ressaltou.  Já quanto à temática das rainhas africanas, Júlio César afirma que se trata de uma nova abordagem, ainda em processo de construção, e que a ideia surgiu com as pesquisas no IPN. Lá os arqueólogos encontraram a primeira ossada completa de uma mulher vinda da África, batizada por eles de “Bakita”, que significa “abençoada”, em homenagem a uma santa católica que dedicou a vida na luta pela libertação dos escravos na África. Na entrevista a seguir, Júlio César Medeiros amplia o nosso conhecimento sobre a história e a cultura do povo africano: Como o senhor avalia o ensino da história e da cultura africanas no Brasil após a lei 10639/03? Significou um grande avanço para o conhecimento acerca do nosso passado, uma vez que não se pode entender o Brasil sem se compreender a África. A implementação dela, e depois seu acréscimo pela lei 11.645/8, que incluiu o ensino da cultura indígena, produziu um grande impacto no ambiente escolar uma vez que trouxe à tona questões relacionadas à noção de pertencimento e reconhecimento do negro e do indígena como sujeitos históricos do nosso país. Quais medidas o senhor acredita que ajudariam no processo de difusão desses conteúdos no Brasil? As medidas ainda precisam de ajustes, mas já é um grande passo em direção à tentativa de diminuição do preconceito racial. Acho também que a lei pode ser considerada um marco da luta histórica da população negra para se ver retratada com o mesmo valor dos outros povos. Em 1878, o missionário Alexander Mackey chegou à Uganda, à tribo do Rei Mutesa, levando uma forja para fabricar ferramentas agrícolas. Poderia explicar o domínio da forja no continente africano? Em primeiro lugar, há de se relativizar esta informação de Alexander Mackey, pois pressupõe uma África homogênea no sentido de inovações tecnológicas. Na verdade, grupos bantos já dominavam a técnica da forja muito antes do século XVIII. Há diversos artefatos que foram encontrados em sítios arqueológicos na região de Taruga, na Nigéria central, que datam dos séculos V e VII a.C e, no Vale do Níger, foram descobertos milhares de artefatos de ferro, que ao serem expostos ao processo de datação por carbono 1, demonstram ser do século II a.C. Tudo isto comprova que os africanos do tronco linguístico banto já produziam utensílios de ferro muito antes dos europeus ou mesmo dos mesopotâmios. Assim ao longo de pelo menos um milênio, três grandes levas de grupos bantófones deixaram a região da zona equatorial e se expandiram para o sul dominando e se aculturando com os grupos autóctones da região até o que é hoje a África do Sul. E qual o papel das rainhas na sociedade africana? O destaque de rainhas africanas está relacionado ao fato de se tratar de uma sociedade regida por uma lógica completamente diferente da organização social europeia, pois na África as famílias eram matrilineares, ou seja, cabia à mulher um papel social muito além do trabalho doméstico e da educação dos filhos. Eram elas que resolviam as disputas, negociavam na vizinhança, etc. Além disso, apenas a linhagem materna tinha importância, fazendo com que a mulher, a mãe e filha assumissem um papel preponderante no grupo social, o que, por sua vez, possibilitou o surgimento de verdadeiros matriarcados, como por exemplo, o da famosa rainha de Sabá, chamada de Malikat (Makeda, para os etíopes), que ficou imortalizada por sua visita ao rei Salomão, em Israel em cerca de 600 a.C., e por ter sido registrada no Antigo Testamento. Ela era oriunda do reino de Sabá, atual Etiópia e, segundo a tradição etíope, tiveram um filho chamado Menelik I que viria a ser o primeiro imperador da Etiópia. Houve outras rainhas importantes no continente africano? Em Axum, perto do delta do Nilo, se desenvolveu a sociedade egípcia, cujo solo presenciou rainhas como Amósis Nefertari e depois com a rainha Shanakdakhete (por volta de -170 a -160), dando início a uma sucessão de “rainhas mães”. Mas não foi somente na antiguidade africana que as mulheres estiveram no poder, ainda poderíamos citar a rainha ga Mbandi (1581 - 1663), figura feminina da resistência africana contra o colonialismo. A rainha Nzinga marcou a história de Angola do século XVII. Ela foi uma grande estrategista e hábil negociadora, defendeu o seu povo até à sua morte, em 1663, com 82 anos. Nzinga foi a rainha das tribos Ndongo e Matamba, tornando-se um notável exemplo de governo feminino. Enfim, todos estes fatos comprovam não apenas o destaque do papel da mulher naquela sociedade, mas também o grande avanço tecnológico produzido. É isto o que queremos mostrar. Como ocorreu a evolução das tribos africanas e quais as consequências dessa história para a formação do povo brasileiro? A África, berço da humanidade, tem um papel mundial que ultrapassa em muito o seu passado de exploração e sofrimento. Nosso desejo é que nós brasileiros, portadores desta cultura, uma vez que estamos no país que recebeu o maior número de africanos na Diáspora Atlântica – seis milhões de africanos – possamos nos orgulhar de nossas origens ao entramos em contato com a nossa raiz, nos compreendamos melhor, e assim possamos avançar em direção a um futuro de progresso e respeito às diferenças. Qual é a importância de se falar sobre cultura africana com o público infantil? A importância de se ensinar a história e a cultura afro-brasileira às nossas crianças está em poder romper com um tipo de postura pedagógica que não reconhece as diferenças resultantes do nosso processo de formação nacional, a fim de que elas criem laços de identidade e de representatividade com a sua história.  
UFF Nova Friburgo pesquisa compostos naturais para o combate ao câncer de bocaO câncer de boca é um tipo de neoplasia maligna dos tecidos da cavidade oral, o quinto com maior incidência no mundo, com cerca de 450 mil casos notificados no último ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a expectativa de sobrevivência, após cinco anos do diagnóstico, é de 33% em regiões pobres e 63% em regiões ricas. Segundo o pesquisador do Laboratório Multiusuário de Pesquisa Biomédica (LMPB) de Nova Friburgo, Bruno Robbs, no município, há um elevado número de pessoas com diagnóstico de câncer de boca e faringe. Alguns fatores podem ser considerados como as principais causas do câncer de boca: tabagismo, consumo de álcool, infecção pelo vírus HPV e, no caso dos trabalhadores rurais, a exposição contínua a grandes quantidades de agrotóxicos e ao sol. Com foco nos índices locais, um grupo de professores e alunos do Polo Universitário de Nova Friburgo (Punf) em parceria com o Laboratório de Síntese Orgânica Aplicada (LSOA), do Instituto de Química de Niterói, deu início à pesquisa de fabricação de substâncias químicas derivadas de produtos naturais, como o ipê e a hena, produzindo assim substâncias capazes de combater o carcinoma de células escamosas orais. O Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Vitor Francisco Ferreira, ressalta a relevância do trabalho, não somente pelo objeto de estudo, mas pelo fator estratégico que envolve a junção de investimentos e a parceria de outros pesquisadores num mesmo objetivo. “Há profissionais na instituição que têm pesquisas em comum e muitas vezes estão separados por uma parede ou andar. Eles precisam se comunicar, trocar ideias e unir recursos. A UFF, a sociedade, todos saem ganhando”, afirmou. Para Vitor, a colaboração dentro da própria universidade é fundamental. “Existem pesquisadores que estão fora de Niterói, instalados em outros municípios do Estado, desenvolvendo trabalhos de excelência, e aqui não estamos a par. É necessário que os professores saibam o que os colegas estão produzindo, e de alguma forma, contribuam para que as pesquisas avancem”, enfatizou. Com a busca de novos fármacos, estamos agindo na direção de melhorar a qualidade de vida das pessoas e é importante que a sociedade saiba do que desenvolvemos ao seu favor", Fernando de Carvalho da Silva. A pesquisa é realizada desde 2016 por um grupo de quinze professores e alunos bolsistas, liderado pelo coordenador do Laboratório de Análises Clínicas do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF), Bruno Kaufmann Robbs, junto com o professor do Departamento de Química Orgânica, Fernando de Carvalho da Silva e sua equipe. O objetivo é investigar a ação anticancerígena de substâncias orgânicas presentes na natureza, frente às células de câncer. “Fizemos uma ampla varredura da toxicidade e seletividade de 21 diferentes compostos em diversas linhagens de células de câncer de boca humana. Demonstramos que um desses compostos apresentava atividade promissora para matar células tumorais seletivamente, sendo quatro vezes mais tóxico para diferentes linhagens de câncer da cavidade oral em relação às células normais do organismo”, explicou Robbs. Já segundo Fernando, a pesquisa visa a criação de novos fármacos. “Nós sintetizamos moléculas de baixo peso molecular, que tradicionalmente possuem funções responsáveis por determinadas atividades farmacológicas. As naftoquinonas, por exemplo, têm propriedades microbicidas, tripanomicidas, viruscidas, antitumorais e inibidoras de sistemas celulares reparadores, processos nos quais atuam de diferentes formas”, exemplificou. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto já conta com cerca de cem novos compostos sendo avaliados em culturas de células e com alguns alvos interessantes para a continuação em modelos animais. O professor observa que a pesquisa é apenas o embrião de um trabalho maior, cujo objetivo é a descoberta de um novo medicamento. “Neste sentido, a UFF vem disponibilizando a infraestrutura necessária para que trabalhos como este sejam realizados”, avaliou. Além dos benefícios que trazem para a universidade - como a propriedade intelectual em si - explica Fernando, o trabalho serve para mostrar à sociedade que “com a busca de novos fármacos, estamos agindo na direção de melhorar a qualidade de vida das pessoas e é importante que a sociedade saiba do que desenvolvemos ao seu favor.  Por isso a importância também da divulgação aliada ao trabalho que produzimos”. O especialista esclarece que o próximo passo da pesquisa é a ampliação da divulgação das etapas do trabalho junto à comunidade universitária, trazendo a médio e longo prazo, maior visibilidade e novos investimentos, internos e externos. Além disso, há a possibilidade da criação de parcerias com a indústria farmacêutica, o que dará a estrutura necessária aos pesquisadores para formularem os compostos e definirem a forma mais eficaz de sua utilização - na forma injetável, xarope, comprimidos ou diluições - com certificações específicas que referendam a qualidade dos produtos pesquisados. Fernando acrescentou ainda que a pesquisa científica e tecnológica é um dos pilares para soberania nacional de qualquer país, fato que corrobora a necessidade constante de financiamento e investimentos na área. Segundo ele, de acordo com matéria publicada recentemente no jornal A Folha de São Paulo, a produção científica brasileira cresceu de forma expressiva nas últimas duas décadas, mas seu impacto diminuiu. “Em 1998, os cientistas produziram 11.839 artigos, número que colocava o Brasil em 20º lugar no ranking dos que mais publicam. Quase 20 anos depois, com uma produção sete vezes maior, o país saltou para 13º. No entanto, a relevância dos artigos nacionais não acompanhou essa marcha e perdeu terreno, ficando atrás dos vizinhos Argentina, Chile e Colômbia”, relatou. Os pesquisadores Bruno, Fernando e Vitor concordam que a pesquisa, apesar dos poucos recursos disponíveis, vem avançando consideravelmente nos últimos meses, o que possibilitou a identificação de 100 novos compostos, até então não catalogados na literatura química e que foram planejados, sintetizados e estão sendo empregados, ainda na fase de testes, nessa forma específica de câncer. “Esse estudo une áreas totalmente distintas, da Química e da Biologia, com dois grupos de professores e alunos voltados para um único objetivo. Eu não sei nada do universo de pesquisa de Fernando e ele pouco sabe do meu, mas nosso desafio é reunir uma equipe em busca de resultados práticos para uma pesquisa conjunta, que traga bem-estar e qualidade de vida à sociedade. Esse também é o nosso papel”, conclui Bruno Robbs.
Afrofeminismo: grupo da UFF debate raça e gênero sob a ótica do DireitoFora dos muros da universidade, crescem as discussões sobre temas feministas e raciais. Cada vez mais, a sociedade vem se conscientizando acerca da necessidade de repensar as estruturas discriminatórias que a compõem. A mobilização social causada pelo assassinato da vereadora e ex-aluna do mestrado em Administração Pública da UFF, Marielle Franco, importante liderança feminina e negra no estado do Rio de Janeiro, é um exemplo recente da necessidade de dar voz ao público negro e feminino, historicamente silenciado. Tendo em vista a urgência de trazer essas discussões para o ambiente acadêmico, há três anos, um grupo de estudantes e professores da Faculdade de Direito da UFF criou o Grupo de Estudos Afrofeministas Anastácia Bantu, no qual está inserido o Grupo de Pesquisa Sexualidade, Direito e Democracia - http://www.sdd.uff.br/index.php/projetos/anastacia-bantu/ -. Desde então, eles se reúnem para discutir questões relacionadas à raça e gênero. Inicialmente, segundo a professora e coordenadora, Carolina Câmara Pires dos Santos, somente mulheres participavam, em sua maioria graduandas do curso. Posteriormente, alunas da pós-graduação e um aluno do curso se juntaram ao projeto. O Anastácia Bantu se tornou muito mais que um projeto de pesquisa. Ele é um espaço para troca de afeto e desenvolvimento da resistência contra o racismo, dentro e fora da academia", Carolina Pires. O principal foco do grupo é estudar práticas discriminatórias, partindo da perspectiva de mulheres negras. “A ideia é suscitar reflexões sobre problemáticas de gênero e raça, buscando enfrentar formas de opressão distintas, definidas em termos de classe, orientação sexual, etnia, raça, idade, estética, entre outras. Além disso, outro objetivo nosso é o combate o racismo institucional, ponderando soluções que tornem o ambiente acadêmico um espaço epistemológico plural e diverso”, explica a coordenadora. Carolina, enquanto estudante do mestrado em Sociologia e Direito, identificou a ausência de disciplinas que tratassem sobre discriminação racial e de gênero. Influenciada pelo I Seminário Internacional sobre o Pensamento das Mulheres Negras da Diáspora Africana, realizado em dezembro de 2014, em Salvador-BA, elaborou uma proposta de projeto de pesquisa que fosse norteada a partir do pensamento desse universo feminino. Apresentou a ideia para as estudantes da graduação em Direito, que concordaram e colaboraram na construção, formando assim o coletivo de estudos. “O Anastácia Bantu se tornou muito mais que um projeto de pesquisa. Ele é um espaço para troca de afeto e desenvolvimento da resistência contra o racismo, dentro e fora da academia”, destacou a coordenadora, ressaltando que o grupo compreende que a abolição da escravatura foi inconclusa e que nesse aspecto ainda há muito a ser feito. Na entrevista a seguir, Carolina Pires, amplia o debate sobre questões relevantes discutidas pelo grupo: Por que a escolha de Anastácia Bantu para nomear o grupo de pesquisa? Há dois fatos de extrema importância histórica: era ela que organizava os movimentos de resistência dentro da senzala e articulava a fuga de outros escravos para os quilombos. Em represália à rebeldia, foi colocada uma mordaça de ferro em sua boca para impedi-la de falar e se comunicar com seu povo. Ainda assim, ela conseguia ajudar homens e mulheres escravizados a curar as feridas corporais provocadas pelos açoites e torturas por meio da sabedoria ancestral. Portanto, Anastácia foi considerada como um símbolo de luta contra a escravidão e posteriormente, uma santa milagreira pelo povo negro, embora sua história e sua própria existência tenham sido contestadas e silenciadas durante anos pela Igreja Católica e pela história hegemônica. Nesse contexto, o nome foi escolhido para homenagear essa liderança feminina, além de evidenciar sua origem africana e demonstrar que nós, mulheres negras inseridas no ambiente acadêmico do Direito, temos voz e que não permitiremos, em hipótese alguma, sermos silenciadas.   Quais as principais atividades e pesquisas desenvolvidas pelo projeto? O Anastácia se transformou em um espaço de resistência e enfrentamento ao “epistemicídio”; ou seja, a negação ou morte do saber, da intelectualidade negra, considerando que as referências bibliográficas de intelectuais negros, independente do gênero, ainda são raras nos cursos oferecidos na faculdade. Então, nos dedicamos à leitura de uma bibliografia negra, pensada principalmente por mulheres negras, para potencializar nossas escritas e retirar a intelectualidade negra do anonimato acadêmico. O projeto surgiu com a finalidade apenas de pesquisa, mas dada a luta contra as diversas faces do racismo dentro do curso de Direito, necessitamos nos organizar também enquanto coletivo para promover articulações políticas que efetivem ações afirmativas e bem-estar de alunos e alunas negras em um ambiente  majoritariamente branco. A partir desse momento surgiram eventos de mobilização? Sim! Promovemos o I Seminário Direito e Racismo da UFF, com o apoio do Grupo de Pesquisa Sexualidade, Direito e Democracia, coordenado pelo professor Eder Fernandes, com a participação do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) e do Coletivo de Estudantes Negros da UFF (CenUFF), que reúne todos os coletivos negros dos cursos da graduação e tem sido um grande parceiro nosso, estando sempre presente em nossas ações. Além da atuação dentro da universidade, promovemos cursos em espaços do movimento negro e rodas de conversas em escolas públicas e projetos sociais com o objetivo de estabelecer um diálogo com a juventude negra, falando sobre autoestima, combate ao racismo e acesso ao ensino superior. Quantas pesquisas já foram desenvolvidas até agora e quantas estão em andamento? As pesquisas do Anastácia estão atreladas aos nossos trabalhos acadêmicos dentro da graduação e pós-graduação. Os temas das nossas pesquisas são bem diversos: Direito à Moradia, Gênero e Raça; Sistema Prisional e Racismo; Criminologia e Racismo Institucional; Ações Afirmativas; Educação e Racismo; Nutrição no âmbito das comunidades quilombolas; Sexualidade e Racismo, etc. Enfim, são temas que acompanham nossas trajetórias e experiências pessoais e acadêmicas. Já foram realizadas duas defesas de dissertação:  "Elekô - Mulheres Negras na Luta por Direito à Moradia na Cidade do Rio de Janeiro", minha dissertação, que tratou sobre as relações de poder, discriminação racial, de gênero e classe no âmbito das remoções das favelas no Rio de Janeiro e "Olhar Insurgente sobre o Sistema Prisional", da colega Clarissa Félix, que tratou sobre a seletividade do sistema prisional a partir da perspectiva racial. Atualmente, temos nove pesquisas em desenvolvimento, mas posso dizer que o questionamento que atravessa as investigações do Projeto Anastácia Bantu é: qual é o papel do Direito na perpetuação ou combate da discriminação racial e de gênero? Pois é a partir desta indagação que mergulhamos na bibliografia das intelectuais e ativistas negras, realizamos nossas reflexões e debates e, posteriormente, nos dedicamos a escrever nossos trabalhos acadêmicos.   Quantos pesquisadores participam do projeto? Somos 11 pesquisadoras nas áreas de Sociologia, Comunicação, Direito, Segurança Pública,  Arquitetura e Urbanismo, Direitos Humanos, Governança e Poder, Ciências Sociais, Educação, Assessoria Jurídica Popular e Direitos Humanos. Em sua opinião, qual a importância desse grupo para a universidade e para o curso de direito? As reflexões trazidas pelas intelectuais negras nos fazem pensar de maneira profunda, ampliam nossos horizontes nos debates e, desta maneira, nos orientam a destruir práticas racistas enraizadas e naturalizadas dentro do espaço universitário. Lélia González, Beatriz Nascimento, Neusa Santos, Kimberle Crenshaw, Audre Lorde, Patrícia Hill Collins,  Angela Davis, Keisha Khan-Perry, Luciane Rocha, Thula Pires, Jurema Werneck, dentre tantas outras intelectuais, nos conduzem por meio das suas teorias a exercitar o enfrentamento dessa estrutura racista e sexista que nos oprime. Pode dar um exemplo? Sim. A presença e a organização de estudantes negras na faculdade de Direito, por exemplo, motivaram a vinda do professor Jacques D'Adesky, renomado intelectual negro, que hoje ministra aulas como professor visitante do Programa de Pós-Graduação e que nos auxilia, desde o I Direito e Racismo, nas reflexões sobre relações raciais no Brasil. A vinda dele é uma conquista, não somente pela representatividade no quadro de professores da pós-graduação, mas também pela qualidade dos seus artigos, livros e reflexões em sala de aula. Ele atualmente coordena uma pesquisa intitulada "Direito, Justiça e Pluralismo Étnico-Racial", que envolve alunos do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito (PPGSD). Gostaríamos que falasse um pouco sobre como é a convivência acadêmica entre alunos e professores com pensamentos e atitudes tão distintas.  Tem sido bem interessante perceber o quanto a comunidade acadêmica ainda não está preparada para receber e conviver com alunos e alunas negros. Muitos professores e administradores não sabem lidar com a nossa autonomia e com o fato de sermos os protagonistas da nossa própria história. Eles ficam extremamente incomodados com a nossa altivez, o nosso domínio sobre os temas raciais, as denúncias de práticas racistas naturalizadas. Não viemos para o espaço acadêmico para dar continuidade ao mito da democracia racial, para fazer pacto de mediocridade e nos subjugar ao modus operandi da hegemonia branca. Estamos aqui para falar por nós mesmas, construir métodos de pesquisa que não nos use como objetos, que representem nossas lutas de maneira digna. Portanto, a presença do Anastácia Bantu e de outros coletivos negros fortalece o combate à violência gerada pelas microagressões raciais no dia-a-dia do campus. Especificamente no Direito, temos questionado o papel da estrutura jurídica na perpetuação do racismo e da discriminação de gênero na sociedade e apontamos que esse modelo jurídico proposto, desde sua origem, nunca nos representou. Assim, exigimos a manutenção das conquistas pautadas por aqueles e aquelas que nos antecederam e, por fim, nos lançamos em novos desafios para alcançar, de fato, a paridade de direitos.Fora dos muros da universidade, crescem as discussões sobre temas feministas e raciais. Cada vez mais, a sociedade vem se conscientizando acerca da necessidade de repensar as estruturas discriminatórias que a compõem. A mobilização social causada pelo assassinato da vereadora e ex-aluna do mestrado em Administração Pública da UFF, Marielle Franco, importante liderança feminina e negra no estado do Rio de Janeiro, é um exemplo recente da necessidade de dar voz ao público negro e feminino, que historicamente vem sendo silenciado. Tendo em vista a urgência de trazer essas discussões para o ambiente acadêmico, há três anos, um grupo de estudantes e professores da Faculdade de Direito da UFF criou o Grupo de Estudos Afrofeministas Anastácia Bantu, no qual está inserido o Grupo de Pesquisa Sexualidade, Direito e Democracia - http://www.sdd.uff.br/index.php/projetos/anastacia-bantu/ -. Desde então, eles se reúnem para discutir questões relacionadas à raça e gênero. Inicialmente, segundo a professora e coordenadora, Carolina Câmara Pires dos Santos, somente mulheres participavam, em sua maioria graduandas do curso. Posteriormente, alunas da pós-graduação e um aluno do curso se juntaram ao projeto. O principal foco do grupo é estudar práticas discriminatórias, partindo da perspectiva de mulheres negras. “A ideia é suscitar reflexões sobre problemáticas de gênero e raça, buscando enfrentar formas de opressão distintas, definidas em termos de classe, orientação sexual, etnia, raça, idade, estética, entre outras. Além disso, outro objetivo nosso é o combate o racismo institucional, ponderando soluções que tornem o ambiente acadêmico um espaço epistemológico plural e diverso”, explica a coordenadora. Carolina, enquanto estudante do mestrado em Sociologia e Direito, identificou a ausência de disciplinas que tratassem sobre discriminação racial e de gênero. Influenciada pelo I Seminário Internacional sobre o Pensamento das Mulheres Negras da Diáspora Africana, realizado em dezembro de 2014, em Salvador-BA, elaborou uma proposta de projeto de pesquisa que fosse norteada a partir do pensamento desse universo feminino. Apresentou a ideia para as estudantes da graduação em Direito, que concordaram e colaboraram na construção, formando assim o coletivo de estudos. “O Anastácia Bantu se tornou muito mais que um projeto de pesquisa. Ele é um espaço para troca de afeto e desenvolvimento da resistência contra o racismo, dentro e fora da academia”, destacou a coordenadora, ressaltando que o grupo compreende que a abolição da escravatura foi inconclusa e que nesse aspecto ainda há muito a ser feito.    
Segurança Pública da UFF atende demanda da sociedade e repensa a violênciaRecentemente, a pesquisadora do Departamento de Segurança Pública, Jaqueline Muniz, concedeu entrevista sobre a intervenção militar federal no Rio de Janeiro com repercussão imediata em todos os meios de comunicação. O posicionamento da especialista reforça a importância da formação profissional na área de segurança pública junto à opinião da sociedade no que diz respeito às questões de violência urbana, que vêm atingindo a população de todo o estado. O conhecimento produzido na universidade deve estar a serviço da promoção do Estado Democrático de Direito e das garantias individuais e coletivas, bem como da promoção equitativa da justiça. “A UFF, ao ser a primeira universidade do país a oferecer um curso de Segurança Pública, assume o compromisso com o desenvolvimento e a aplicação do conhecimento numa área, até então, dominada por determinados segmentos corporativos incrustados no interior do Estado”, afirma Jaqueline. Para a professora, pensar segurança pública articulada à noção de controle e suas dinâmicas descontínuas na vida social, com vistas às garantias dos direitos civis, se faz urgente. Essa demanda da sociedade, levou um grupo de professores da UFF a se unir e propor em 2016 a criação do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC). Passados dois anos de sua implantação, já são mais de 1000 tecnólogos e 78 graduados, números que confirmam o atual interesse pela área. Segundo o professor de Antropologia e coordenador do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão de Administração Institucional de Conflitos (Nepeac), Roberto Kant de Lima, a segurança pública está intimamente ligada à defesa dos direitos sociais básicos da população, como educação pública em todos os níveis, saúde, alimentação, trabalho e moradia. Desde que foi criada a rede de instituições e pesquisadores voltada para o estudo de processos de administração de conflitos - que deu origem ao curso - , quatro turmas foram formadas nos primeiros e segundos semestres de 2016 e 2017, “No entanto, não devemos confundir com a unidade de ensino da UFF, dirigida pelo professor Lênin Pires, e que também é resultado do trabalho desta rede, e que também reúne instituições internacionais”, ressalta. O coordenador esclarece que há dois cursos distintos na UFF: um de Bacharelado em Segurança Pública e Social (presencial), oferecido nas dependências do Instituto de Estudos Comparados (IAC), em Administração de Conflitos. O outro, de Tecnologia em Segurança Pública e Social (à distância), em convênio com o Consórcio Cederj/Cecierj - um pool de universidades públicas para ensino à distância no Rio de Janeiro, atualmente ministrado em 12 polos da entidade no estado do RJ, alcançando diretamente mais de 60 mil alunos. Ambos os cursos propõem uma ampla discussão sobre a segurança pública do ponto de vista da sociedade e não apenas do estado. “Quem se forma no primeiro é bacharel em segurança pública e social, após oito semestres de estudo. E quem se forma no segundo é tecnólogo em segurança pública e social, depois de cursar cinco semestres”, explicou Kant.   Formação profissional no combate ao crime Para o diretor do InEAC, o antropólogo e docente do Departamento de Segurança Pública Lenin Pires, a UFF inovou ao criar o curso de bacharelado em Segurança Pública. “A iniciativa trouxe para a universidade a incumbência de formar profissionais civis que estejam aptos a pensar políticas alternativas às formas exclusivamente repressivas de atuação e tradicionalmente patrocinadas por agências estatais, discutindo a segurança pública do ponto de vista da sociedade e não apenas do estado”, acrescenta. Nesse esforço institucional, explica Pires, a UFF apresentou a oportunidade de novos perfis para pensar formas de administrar conflitos apontando para métodos palpáveis. “O momento atual mostra a importância dessa transformação. Constata-se que após décadas de firmes investimentos na área, ainda há a carência de profissionais que se dediquem a trabalhar a segurança pública para além da fórmula de combate ao crime”, destaca. Segundo o diretor, pensar segurança pública significa atender às demandas por modernidade nas instituições. Trabalhar com planejamento voltado para a promoção de uma sociedade mais igualitária, que destine recursos públicos para mediar os conflitos de interesse, promovendo a educação formal e formas de inclusão abrangentes, que identifique correspondência nas políticas de emprego e de mobilidade com os compromissos pela incorporação das mais variadas identidades sociais no tecido urbano. “É necessário que se pense na perspectiva da prevenção de delitos, desvios, elaborando iniciativas e medidas que dialoguem com políticas que apelem para a responsabilidade dos sujeitos pela sociedade em que vive, e não apenas para a dimensão da culpabilização. E que, uma vez observadas as ofensas à sociedade, sejam administradas penas com justiça pública, em lugar de castigos privados”, enfatizou. Ainda para o especialista, os profissionais da Segurança Pública podem ser mobilizados pelo Estado nas três esferas - municipal, estadual ou federal -, para que atuem em suas instituições com informações mais abrangentes sobre segurança em todo o mundo. Eles também podem ser recrutados para atuar de acordo com interesses empresariais e corporativos que, igualmente, devem se comprometer com uma sociedade mais justa e igualitária. Afinal, cada vez mais o chamado mercado descobre o alcance da segurança pública, incluindo os veículos de comunicação, como jornais e telejornais. “Tal dimensão requer interesse para lidar com a acomodação dos interesses legítimos dos que vivem em nossa sociedade e não com suas repressões. Diferentemente do que é defendido por grupos sociais que reclamam para si privilégios, em lugar de tratamento republicano”, concluiu. Mudança de paradigma na mídia Os crescentes casos de violência registrados nas grandes cidades, principalmente na região metropolitana do Rio de Janeiro, despertam cada vez mais não só o interesse de alunos e docentes, como também da mídia. O Jornal O São Gonçalo, por exemplo, passou recentemente por uma mudança em seu formato. A tradicional editoria de Polícia ganhou status e se tornou mais abrangente, passando a ser chamada Segurança Pública. O fato abriu um novo campo de trabalho para a estudante Bruna Sotero, que cursa o sétimo período do bacharelado da UFF. “Atualmente atuo junto à equipe de jornalismo, na função de comentarista em Segurança Pública, além de fazer o levantamento estatístico nessa área”, informou a estudante, que ingressou na universidade em 2015. Em 2016, cursando o segundo período, Bruna atuou na função de monitora, auxiliando a docente Luciane Patrício. Essa primeira experiência a fez perceber que poderia explorar mais as oportunidades que o curso oferece. E assim começou, nesse mesmo ano, a organizar eventos acadêmicos junto ao diretório, ocasião em que estreitou as relações e estabeleceu um contato mais próximo com os docentes do departamento. No ano seguinte, após o término da monitoria, Bruna e sua professora analisaram numa pesquisa os espaços de articulação entre o estado e a sociedade. Em paralelo, assumiu o cargo de diretora de Assuntos Acadêmicos no Diretório do curso de Segurança Pública, o que a levou a organizar a Semana Acadêmica, além de outros eventos que mobilizam os estudantes. Também em 2017, foi convidada a organizar um curso de capacitação na Defensoria Pública do Estado - "Garantias Legais em Territórios Instáveis". Assim, mais uma vez, a estudante teve a oportunidade de trabalhar diretamente com administração de conflitos, direitos e cidadania. Esses temas a acompanharam durante sua formação, ampliando seu conhecimento na área. A vivência adquirida por Bruna a levou a uma nova experiência: trabalhar no jornal. Lá, ela acompanhou toda a mudança ocorrida em sua editoria. “O entendimento de toda a equipe era que não se podiam restringir os problemas da segurança pública como sendo apenas caso de polícia. A mudança fez parte de outro conjunto de ações ocorridas no periódico e estendido à área do audiovisual”, explica. Hoje, a estudante também atua num programa diário do canal online do veículo, com comentários mais aprofundados sobre os acontecimentos que envolvem a segurança pública das Regiões de São Gonçalo e Niterói.  A seguir, o professor Kant explica outros detalhes dos cursos que vêm despertando o interesse de todos. Quais são as áreas de atuação dos profissionais formados em Segurança Pública? Os alunos do curso de tecnologia são profissionais de segurança pública, por imposição de regulamento específico do Ministério da Educação. A intenção é de aprofundar a reflexão sobre a atividade profissional, em especial no que se refere aos policiais militares, que são a maioria dos alunos do curso, para que possam assim exercer funções relevantes em suas instituições. Nesse sentido, os graduados de ambos os cursos estão habilitados para exercer funções como consultorias, gestão, planejamento, formulação de políticas e outras atividades afetas às secretarias federais, municipais e estaduais de segurança pública. Qual é a contribuição que o curso de Segurança Pública pode dar à atividade policial nacional? De certa forma, servidores da segurança pública, situados no Executivo, passam a conceber a segurança pública e a atuação policial como fundamentalmente repressora, o que os distancia das atividades policiais presentes em sociedades avançadas, em que essa atuação é pontual e cuja ênfase é, majoritariamente, em processos não jurídicos de administração de conflitos. No Brasil, a segurança pública (restrita a agentes policiais civis e militares, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais) está separada, desde 1870, da justiça criminal (ministério público, magistratura), o que faz com que a mentalidade jurídico-repressiva saia da justiça criminal e se espalhe, através do direito repressivo, para o executivo. Nem tudo é caso de polícia! A mentalidade do brasileiro está mudando com relação a isso? Por tudo que disse acima, é claro que a segurança pública - inclusive nas palavras do general que acaba de assumir a secretaria de segurança do RJ - está muito além da polícia, embora a atividade policial de administração de conflitos seja parte relevante dela. No entanto, a prestação de serviços públicos de saúde, educação, redes urbanas de iluminação, saneamento, etc., são fundamentais para assegurar aos cidadãos condições de acesso aos bens públicos que tornam sua vida minimamente confortável, evitando conflitos provocados pela disputa desses recursos devido a sua distribuição desigual. E como isso afeta a população? Os efeitos nocivos da má distribuição de recursos são inúmeros e dizem respeito, principalmente, às vantagens da obediência e desobediência a regras de convivência que asseguram direitos àqueles que as cumprem. A distribuição desigual desses recursos, seja pelo estado, seja por particulares, enseja uma disputa por eles sem regras universais, que leva a uma descrença generalizada na efetividade do cumprimento às regras. Qual é a importância da formação desses profissionais para a sociedade? Kant: É a contribuição da UFF e dos INCTs para a população, transferindo conhecimento das pesquisas de ponta, bem como cumprindo com sua missão de atender às demandas sociais e ser uma universidade brasileira, pública, gratuita e de qualidade. Nesse contexto, cabe ressaltar três aspectos importantes. Em primeiro lugar, a instituição está formando profissionais na área com competências ali ainda inexistentes; em segundo lugar, a socialização na graduação, do ensino, da pesquisa e extensão, fortalece a formação desses profissionais que irão atuar junto à sociedade; e, finalmente, os cursos difundem além dos muros da universidade uma perspectiva democrática da segurança pública, vinculada aos princípios republicanos de que todos somos iguais perante a lei.
Trote Cultural: consciência social e voluntariado une calouros e veteranos da UFFO Trote Cultural, criado em 2001, é uma alternativa aos trotes convencionais e tem como objetivo gerar impacto positivo para a sociedade. Com foco na cidadania, respeito à vida e cuidado com o meio ambiente, suas ações visam à preparação dos alunos não só para a formação de nível superior, mas também para sua consciência social e participação na construção de um Brasil mais justo. O projeto incentiva a realização de atividades socioculturais e voluntárias aos novos universitários, agregando assim valores em sua vida acadêmica e pessoal. A UFF foi a primeira universidade a declarar apoio público e formal às atividades de trote desenvolvidas pelos seus estudantes. O projeto, que começou nos campi de Niterói, se expande a cada ano e já se consolidou como um marco do início dos semestres letivos para toda a comunidade estudantil. Atualmente, o evento conta também com a participação de 49 cursos de 6 unidades acadêmicas da UFF - Macaé, Niterói, Petrópolis, Santo Antônio de Pádua, Volta Redonda e Campos - em sua programação. O Trote será realizado até 9 de abril e a expectativa é que cerca de 4 mil pessoas participem das atividades. Na opinião do vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, a UFF, enquanto comunidade, transformou o que no passado era somente um momento de recepção de novos alunos em uma ação de solidariedade, responsabilidade social e reflexão sobre nosso papel como universidade pública. “Nossos novos alunos já chegam inteirados sobre seu lugar no universo acadêmico e na sociedade, tornando-se atores e atrizes do seu processo de transformação", afirma. “O Trote Cultural foi implantado há 17 anos pela Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e tem a intenção de receber os ingressantes com ações dignas dos nossos universitários, realizando trotes criativos, inovadores, solidários, encerrando-os com novatos e veteranos reunidos em uma grande festa de confraternização, sempre com uma proposta multidisciplinar, inovadora, dentro de espaços da própria universidade e de caráter cultural”, explica a servidora e coordenadora do projeto, Nelma Cezário. Pude me envolver com o Trote Cultural três vezes e em cada uma delas tive uma experiência diferente que vou levar pra sempre", estudante Caio Pacheco. As campanhas - propostas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pelos Diretórios Acadêmicos (DAs) - são realizadas no início de cada período letivo e contam com a participação de veteranos e calouros que ingressaram nos diversos cursos de graduação. Por sua atuação direta em comunidades de baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), em escolas públicas, orfanatos, asilos, além de palestras acadêmicas, visitas aos campi da universidade, visitas técnicas, etc., o Trote tornou-se um elemento de integração entre a comunidade estudantil, a instituição e a sociedade. Segundo a coordenadora, a administração superior da universidade, técnico-administrativos e professores também participam ativamente das campanhas e dos eventos organizados e oferecem infra-estrutura necessária às diversas produções, dentre elas, programação visual, cobertura jornalística, material gráfico, transporte, etc., potencializando os trotes de caráter social e/ou cultural. “A característica de interatividade do Trote Cultural UFF permite sua interface com importantes campanhas de prevenção de doenças, de educação, preservação do meio ambiente, de esporte, de combate às drogas e à violência, de coleta de roupas, alimentos, brinquedos, materiais de limpeza e escolar, livros, medicamentos, fraldas descartáveis, de doação de sangue, além da organização de debates e oficinas com temas de interesse público. Isso possibilita também a interação com projetos dos governos federal, estadual e municipal, como o Programa Fome Zero e Amigos da Escola, além de diversas fundações e organizações não-governamentais”, destaca Nelma. Para o aluno do 5º período do curso de licenciatura em Física de Santo Antônio de Pádua, Caio Pacheco, o Trote Cultural é um momento para agregar conhecimentos e vivenciar o trabalho em grupo, com brincadeiras coletivas que fazem a integração dos novos universitários com seus companheiros de curso, onde trocam ideias e experiências com os veteranos. Em sua opinião, o Trote é uma forma de atrair a população da cidade para o campus, além de despertar o interesse de futuros estudantes. “Tive a experiência de participar como calouro no período em que ingressei na universidade, em 2016, já no ano seguinte estive junto aos veteranos na recepção dos calouros. Em 2018, tenho a oportunidade de participar mais uma vez, agora como representante discente. Pude me envolver com o Trote Cultural três vezes e em cada uma delas tive uma experiência diferente que vou levar pra sempre”, relembra Caio. Nesta edição, a novidade fica por conta da participação das ligas acadêmicas do curso de Medicina. Elas promoverão no Huap a campanha “Amor em Cada Fio”, que acontecerá no dia 21 de março, das 9h às 17h30. A ação tem como principal objetivo a doação de fios que serão utilizados na confecção de perucas para pacientes submetidos à quimioterapia. O corte de cabelos com mais de 15 cm será realizado pelos profissionais do Espaço Juliana Paes e doado para a Adama (Associação dos Amigos da Mama), com o intuito de promover o aumento da autoestima da mulher submetida à terapia de combate ao câncer. Na ocasião, serão dadas orientações sobre a saúde da mulher para os participantes. Além disso, doações de leite em pó, Sustagen e Nutren Active também serão recebidas no local. Os produtos serão encaminhados para a Comissão de Aids e para o setor de Oncologia do hospital. A estudante do sétimo período de Medicina e participante da Liga Acadêmica Multiprofissional de Saúde Mental e Psiquiatria (LiPsi), Carla Graziela Paes Ladeira, explica que a liga é um projeto de extensão do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da UFF, mas é, antes de tudo, uma iniciativa estudantil, organizada por e para estudantes. “Nas atividades realizadas por nosso grupo, a proposta é reunir diferentes públicos e formar parcerias, por isso, no Trote Cultural, esperamos calouros de Enfermagem, Medicina, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social e demais cursos das áreas da saúde e educação. No dia 22 de março, às 13h, iremos ao Museu de Imagens do Inconsciente, localizado no Instituto Municipal Nise da Silveira, no Rio de Janeiro. A ideia da visita, além de permitir a integração dos calouros de vários cursos, tem a intenção de reconhecer a realidade multifacetada do inconsciente e da subjetividade e de estabelecer contato com a fronteira real da prática de cuidado com o outro”, explica. Dentre as atividades dessa edição do Trote Cultural, destacam-se a ação de limpeza na Praia de Icaraí, promovida pelo curso de Ciência Ambiental, a doação de sangue mobilizando diversos cursos, trabalho voluntário em ONGs de animais abandonados pelos estudantes de Medicina Veterinária e escovação de dente dos alunos do colégio de aplicação Geraldo Reis pelos universitários de Odontologia. Além disso, um mutirão está sendo realizado pelos alunos de Arquitetura e Urbanismo para restaurar as moradias da comunidade Mama África, no Ingá, com o objetivo de melhorar as condições de habitação de 36 famílias através da pintura das paredes e da fachada do casarão onde vivem.
Pesquisadoras da UFF destacam o papel da mulher no universo acadêmicoO dia 8 de março é um marco internacional na luta das mulheres por igualdade de direitos. Em 1911, uma tragédia motivou a criação da data - a morte de mais de cem operárias em um incêndio de uma fábrica têxtil nos Estados Unidos. Hoje, 107 anos depois, ainda são constantes as batalhas enfrentadas para que o público feminino conquiste mais espaço e respeito na sociedade. Com o objetivo de levantar a reflexão acerca da importância da participação feminina no ambiente acadêmico, a UFF homenageará, na próxima quinta-feira, 50 mulheres, entre professoras, servidoras e terceirizadas, que fazem a diferença para o ensino e a pesquisa na universidade. O evento “Mulher - Presente e Futuro” é organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) e será realizado no Auditório do NAB (Campus da Praia Vermelha), às 9h30. Segundo a coordenadora de pós-graduação da Proppi e professora do Instituto de Física, Andrea Latgé, o evento é uma homenagem​ especial comemorativa do Dia ​Internacional​ das Mulheres, que destaca o papel feminino no universo acadêmico e alerta para a importância de se fomentar mais ativamente sua inserção em várias áreas do conhecimento. O número de mulheres ​docentes e discentes, nos diferentes setores da UFF,​ é cada vez maior, com algumas pequenas exceções como nas áreas de Física e de Ciências da Computação. No Programa de Pós-Graduação em Física, por exemplo, a proporção de mulheres é de 10,2%, no Instituto de Física, de 17,5%, na Matemática elas representam 38,4%, enquanto no Instituto de Química este número cresce para 45%. Pensando em como incentivar jovens estudantes a se interessarem por essas áreas, predominantemente masculinas, alunas e professoras dos cursos de Engenharia e Tecnologia da Informação (TI) da UFF criaram grupos que fomentam a participação feminina na ciência e tecnologia, como o Include Meninas e o Woman in Engineering. Acho de grande importância, como mulher e pesquisadora, ajudar a diminuir a sensação de não pertencimento que muitas meninas sentem”, Karin Calaza. Andrea explica ainda que, em geral, a participação feminina em diferentes setores da instituição é crescente, mas isso não é observado nas posições de liderança. Nas universidades federais brasileiras, por exemplo, apenas 19 mulheres ocupam o cargo máximo de reitor num universo de 63 posições, representando 28,3% de participação. “Este é o chamado efeito “tesoura”, que é tema de vários trabalhos no contexto da participação feminina no ambiente acadêmico e científico. Estudos da distribuição de bolsas de pesquisa das agências de fomento revelam claramente essa realidade. Enquanto nas bolsas de iniciação científica, 59% são para mulheres, na distribuição de bolsas de produtividade científica com maior financiamento este número é 35,5%. Maior contraste ainda se observa no grupo das bolsas de mais recursos (1A), onde o percentual cai para 24,6%”, detalha. Uma das dificuldades globais que mulheres cientistas sempre enfrentaram é conciliar a maternidade com as atividades de pesquisa. O CNPq reconheceu este entrave e em 2013 adotou uma política que deu o direito a um ano adicional de bolsa de produtividade quando as pesquisadoras tiverem filhos. “Com a medida, o CNPq  atendeu uma demanda das pesquisadoras e de grupos envolvidos no aumento da participação das mulheres nas ciências. Uma medida similar já havia sido implantada com sucesso para bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado”, relembra Latgé. A pesquisadora ainda acrescenta que é essencial garantir direitos de creche e escolas de tempo integral na sociedade, que permitam um envolvimento maior nas atividades acadêmicas de ambos os sexos. “Além disso, é preciso que haja uma aproximação com as escolas de ensino médio para a divulgação das pesquisas desenvolvidas pelas docentes universitárias. A representatividade é fundamental e esse tipo de iniciativa encontra eco e identificação das alunas com as pesquisadoras”, esclarece. Na opinião da professora do Instituto de Química e homenageada, Maria Vargas, no nosso  modelo arcaico de academia, ainda se acredita no mito de que a profissão de cientista demanda dedicação absoluta em detrimento de si mesma e da família. Com isso, muitas mulheres talentosas desistem de continuar na carreira e encontram-se cada vez mais pesquisadoras que optaram por não terem filhos. “Vale destacar também que somente 14% dos membros da Academia Brasileira de Ciências são mulheres. Somos pouco representadas entre os revisores e editores de revistas científicas, entre palestrantes em congressos científicos - o que resulta em menor visibilidade da nossa pesquisa, nos comitês de avaliação dos órgãos de fomento, nas posições de comando nas universidades e instituições de pesquisa”, afirma. A professora de Economia, especialista na área de estudos de gênero e uma das homenageadas do evento, Hildete Pereira de Melo, é uma das vozes mais atuantes em defesa da igualdade de gênero e foi uma das primeiras docentes da universidade a trabalhar os temas feministas, na década de 70, quando essa questão ainda era considerada irrelevante no meio científico. “Na área acadêmica nacional, somente quando as pesquisadoras norte-americanas, inglesas e francesas conquistaram o respeito das suas academias, nossos colegas passaram a ter um olhar diferente para esse campo teórico, o que levou anos para acontecer. Levantaram comigo há quase 50 anos a bandeira dos estudos sobre as mulheres e depois das relações de gênero na UFF, as professoras Raquel Soihet, Suely Gomes Costa, Ismenia de Lima e Cenira Braga, cuja cumplicidade e destemor quero lembrar aqui”, ressalta. Para ela, ainda hoje, em 2018, vivemos momentos de embate, com destaque ao protagonismo que o ativismo das mulheres negras assumiu nas lutas em todo o Brasil. Segundo Hildete, para as brasileiras, faltam ainda muitas conquistas fundamentais, como a descriminalização do aborto, o fim da violência doméstica, a equidade salarial, entre os sexos, a divisão igualitária dos afazeres domésticos e cuidados com crianças, idosos e doentes. “Além disso, é fundamental uma maior participação das mulheres nos cargos de poder em todo o país. São tantos os sonhos!”, idealiza. A neurocientista e integrante do projeto “A voz feminina da pesquisa”, Karin Calaza, concorda plenamente com a importância de mais mulheres ocuparem cargos elevados no Brasil. “Se ampliarmos essa discussão para cor da pele, a situação é terrivelmente lamentável”, acrescenta. Segundo ela, há muitas conquistas já realizadas e não se pode negar que a condição da mulher evoluiu bastante recentemente, afinal, em 1833, a primeira estudante foi aceita para cursar uma faculdade nos EUA e, em 1882, na Alemanha, a educação superior ainda era negada ao público feminino. “Existem diversas histórias de mulheres cientistas cujos trabalhos foram creditados apenas aos homens que pesquisaram em conjunto com elas, como Esther Lederberg ou Rosalind Franklin. Hoje no Brasil já somos metade do quadro docente universitário, é um avanço incrível. No entanto, ainda temos que publicar mais do que os homens para conseguir os mesmos títulos, prêmios, honrarias, ainda somos subrepresentadas em áreas como as ciências duras. Ainda temos muito a avançar”, observa Karin. A pesquisadora ressalta que não existem diferenças cognitivas entre homens e mulheres que possam justificar os contrastes nos espaços ocupados por ambos. “Como neurocientista, acredito que a capacidade cognitiva não tem nenhuma relação com gênero e cor de pele. Porém, a biologia mostra que a diversidade é muito eficiente no processo da evolução. Certamente, quanto maior a variedade de pessoas com suas diferentes habilidades, formações, paixões e histórias, melhor será a evolução de um trabalho de pesquisa frente à maior variedade de perspectivas e potencial criativo. Então, é óbvia a importância feminina em grupos de pesquisa de qualquer área”, explica. Nesse sentido, a neurocientista levanta outro tópico relevante dentro dos estudos de gênero, relacionado à questão da perpetuação dos estereótipos associados ao sexo feminino. Segundo Karin, “os estereótipos afetam negativamente tanto a performance de um indivíduo, como, por exemplo, quando se diz que "matemática não é coisa de mulher", quanto à avaliação que fazemos do outro, conhecida como viés implícito. Esse prejuízo acontece de maneira inconsciente, já que grande parte do processamento cerebral ocorre sem que a pessoa se dê conta. Dessa maneira, a cultura a qual estamos expostos desde que nascemos reforça e gera a ameaça pelo estereótipo e o viés implícito, prejudicando as mulheres na academia”, esclarece. Para ela, é um orgulho e uma alegria sem tamanho participar do atual período em que a universidade vem se tornando mais inclusiva. “É incrível ser um “modelo” de mulher que faz o que ama e conquistou um espaço nesse mundo que já foi só masculino. Tanto na graduação quanto na pós-graduação, acho de grande importância, como mulher e pesquisadora, ajudar a diminuir a sensação de não pertencimento que muitas meninas sentem”, conclui.   LISTA DAS HOMENAGEADAS - "MULHER - PRESENTE E FUTURO" Docentes 1- IDA MARIA SANTOS FERREIRA ALVES    2- LAURA CAVALCANTI PADILHA   3- LÍVIA MARIA DE FREITAS REIS TEIXEIRA   4- LENI JOAQUIM DE MATOS   5- CELUTA SALES ALVIANO  6- ELIANE BARRETO BERGTER 7- LUCIA MENDONÇA PREVIATO 8- ANDREA VIDEIRA ASSAF    9- LÍVIA AZEREDO ALVES ANTUNES    10- REBECA DE SOUZA AZEVEDO    11- IZABEL CHRISTINA NUNES DE PALMER PAIXÃO   12- HELENA CARLA CASTRO CARDOSO DE ALMEIDA    13- VALÉRIA LANEUVILLE TEIXEIRA     14- HILDETE PEREIRA DE MELO HERMES DE ARAÚJO    15- SUELY GOMES COSTA       16- CARMEM APARECIDA DO VALLE COSTA FEIJÓ     17- ANA URRACA RUIZ    18- MARIA CECÍLIA BASTOS VIEIRA DE SOUZA     19- MARIA DAS GRAÇAS FIALHO VAZ     20- MARIA DOMINGUES VARGAS    21- ANDREA BRITO LATGÉ    22- ANA MARIA MOTTA RIBEIRO    23- LETÍCIA OLIVEIRA   24- ETEL RODRIGUES PEREIRA GIMBA  25- KÁTIA GOMES DE LIMA    26- AURA CONCI   27- DEBORA CHRISTINA MUCHALUAT SAADE    28- LUCIA MARIA DE ASSUMPÇÃO DRUMMOND    29- GESMAR VOLGA HADDAD HERDY    30- MARIA LUIZA GARCIA ROSA    31- CHRISTIANNE BRETAS VIEIRA SCARAMELLO 32- ANA MARIA MAUAD DE SOUSA ANDRADE ESSUS    33- SONIA MARIA TADDEI FERRAZ     34- CARLA APPOLLINARIO DE CASTRO    35- CARMEN LUCIA TAVARES FELGUEIRAS     36- LIGIA MARIA DE SOUZA DABUL    37- KITA CHAVES DAMASIO MACARIO     38- LUCIA DA CRUZ DE ALMEIDA     39- MIRIAN ARAUJO CARLOS CRAPEZ    40- LUCIA TEIXEIRA DE SIQUEIRA E OLIVEIRA      41- MARIÂNGELA RIOS DE OLIVEIRA    42- ANA PAULA MENDES DE MIRANDA     43- ANA LUIZA SPADANO ALBUQUERQUE     44- KARIN SOARES GONÇALVES CUNHA   45- ELIANE PEDRA DIAS   Técnicas administrativas 46- CLARICE MARIA SIQUEIRA BRAZÃO 47- APARECIDA GOUVEA 48- ANÍCIA TEIXEIRA PIRES DA SILVA 49- VERA LUCIA LAVRADO CUPELLO CAJAZEIRAS 50- MARIA DE LOURDES PEÇANHA
Pedalada pela sustentabilidade na UFF marca Acolhimento Estudantil 2018Com o objetivo não só de superar os obstáculos econômicos enfrentados nos últimos anos pelas universidades públicas federais, como também de cuidar do nosso planeta, a UFF lançou no final de 2017 o Plano de Gestão Logística Sustentável (PLS). O sucesso da iniciativa depende do compromisso de toda a comunidade acadêmica em ações que visem à economia de recursos, em especial os naturais. Sendo assim, no intuito de mobilizar servidores, alunos e professores, a universidade realizará a primeira campanha com foco no consumo responsável e inteligente, “UFF Sustentável: seja um agente consciente”, estruturada em três fases distintas, que dizem respeito à redução do uso de energia, água e materiais administrativos, como papel, tinta, copos descartáveis e outros. Nesse sentido, ao longo do ano, diferentes ações serão realizadas junto à comunidade universitária. A UFF é hoje uma liderança nas ações de desenvolvimento sustentável, pautada nos pilares social, econômico e ambiental. Isso decorre do envolvimento de toda nossa comunidade em prol de uma universidade arrojada e responsável", Antonio Claudio da Nóbrega. O plano será apresentado à população durante o Programa de Acolhimento Estudantil 2018 (PAE), que será realizado no dia 16 de março, sexta-feira, a partir das 9h, na quadra do Instituto de Educação Física, Campus do Gragoatá. Na ocasião, como forma de motivar e fortalecer o engajamento ao PLS, será realizada uma pedalada musical passando por alguns campi da UFF e com a participação de técnicos, docentes, alunos e da comunidade externa. A atividade será promovida em parceria com o Coletivo Pedal Sonoro, grupo que reúne mais de 100 ciclistas ativistas de todas as idades e que defendem a criação de ciclovias e rotas compartilhadas em Niterói, bem como incentivam a utilização da bicicleta como meio de transporte sustentável. Todos os interessados estão convidados a participarem, basta trazer a bicicleta. A concentração será a partir das 16h, no jardim da Reitoria, e das 17h, saindo da frente da tenda do Acolhimento Estudantil no campus Gragoatá. PLS O plano busca atingir seis metas importantes para o equilíbrio das contas e a mudança de hábitos que colaboram para o desperdício na UFF: incentivar ações de eficiência energética nas edificações da universidade, estimular o consumo racional dos recursos naturais e bens públicos, garantir a gestão integrada dos resíduos consumidos, inclusive o descarte correto no meio ambiente, melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho e nos demais Campi espalhados no Estado, promover ações de sensibilização e capacitação, bem como viabilizar a implementação de práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos na administração universitária. De acordo com Deise Faria Nunes, chefe da Seção Administrativa do Gabinete do Reitor e Presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade, o PLS é um trabalho inovador na área de gestão. “Pretendemos envolver todos os setores da universidade. Nessa primeira etapa vários deles já caminham ao encontro do uso sustentável dos recursos, entre eles a Superintendência de Comunicação Social (SCS), a Superintendência de Documentação (SDC), além do curso de Ciência Ambiental e a Faculdade de Engenharia”, explicou. Segundo a presidente, além dos próprios integrantes, muitos servidores estão colaborando com o trabalho da comissão. "A campanha UFF Sustentável é mais uma forma dos servidores terem consciência das suas responsabilidades junto ao meio ambiente e a sociedade. E a nossa expectativa é que nos próximos meses toda a comunidade esteja envolvida”, esclareceu Deise, ressaltando que a economia de recursos com a implantação do PLS está baseada em metas pré-estabelecidas. “Para cada eixo há um objetivo de consumo sustentável com percentuais diferentes a serem atingidos”, acrescentou. "A UFF é hoje uma liderança nas ações de desenvolvimento sustentável, pautada nos pilares social, econômico e ambiental. Isso decorre do envolvimento de toda nossa comunidade em prol de uma universidade arrojada e responsável", enfatizou o vice-reitor, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. O Plano de Logística Sustentável foi constituído de forma participativa através de audiências públicas - sendo uma em Niterói e 10 nas unidades fora da sede - para que seja elaborado um documento executável por toda comunidade universitária, sendo estendido a todos os campi da UFF. “É certo que algumas metas podem não ser alcançadas, por esse motivo o monitoramento das ações será constante pela Comissão Permanente de Sustentabilidade (CPS) e ao final de um ano será elaborado um relatório contendo os resultados alcançados”, acrescentou Deise. Todos os resultados dos trabalhos são divulgados no site e no Facebook. PAE 2018 O Programa de Acolhimento Estudantil, tradição na UFF em sua 11ª edição, é o primeiro contato do estudante com o universo acadêmico, onde ele encontra informações essenciais para quem está entrando em um novo ambiente. A iniciativa traz em sua programação a tradicional gincana de integração, que, desta vez, terá uma nova prova: o touro mecânico. E na feira de informações, além de uma tenda com atividades esportivas e culturais, terá o Projeto de Esporte e Lazer da Cidade, o núcleo de informações jurídicas da Faculdade de Direito, bem como a oficina de capoeira e outras intervenções artísticas. O PAE é realizado duas vezes no ano, no inicio de cada semestre. De acordo com a coordenadora do programa, Renata Feitoza, o espaço da universidade é muito diferente do escolar, muitos estudantes chegam "perdidos", sem saber como funcionam as coisas. “No momento do Acolhimento, nós levamos a eles informações sobre a graduação, bolsas e outras oportunidades que a UFF oferece”, esclareceu. “Reunimos também no local estudantes veteranos, professores e funcionários com o foco na  integração dos jovens, não só com os seus colegas, mas também entre os vários cursos da universidade. Eles participam durante todo o dia de diversas atividades lúdicas e, ao final, premiamos os três melhores cursos e a melhor torcida. É uma grande festa!”, comemorou Renata. O Projeto Conheça a UFF, iniciativa da Superintendência de Comunicação Social (SCS), apresentará a instituição aos alunos das escolas do ensino médio. Após o evento, os participantes visitarão a feira e farão parte das torcidas dos cursos durante a gincana. Estima-se a presença de aproximadamente 400 jovens, oriundos de escolas públicas e privadas. A organização do PAE, em parceria com o Hemorio, fará diversas intervenções de conscientização sobre a importância da doação de sangue e receberão os alimentos arrecadados em uma das provas da gincana. Os cursos interessados ou representações estudantis que queiram participar do PAE 2018 terão até esta sexta-feira, dia 2 de março, para inscrição na gincana e apresentação de projetos. As atividades programadas irão até as 17h.
UFF oferece mais de cinco mil vagas para o SisuApesar da conjuntura atual do país, onde cortes orçamentários drásticos atingem diretamente as instituições federais de ensino superior, a UFF demonstra mais uma vez seu compromisso em manter o ritmo de crescimento e oferece 5.152 vagas no primeiro semestre do Sisu 2018 divididas entre 123 cursos. Dessas, serão 2.552 vagas para a ampla concorrência e 2.600 para cotas, em cumprimento da Lei 12.711/12. Para as pessoas com deficiência são reservadas 588 vagas. Além disso, através de um Edital Suplementar, 74 vagas estão sendo oferecidas para o curso de Arquitetura. Vale ressaltar que o período de inscrições no Sisu termina nessa sexta-feira, 26 de janeiro, e os resultados serão divulgados na próxima segunda-feira, 29 de janeiro. Já o prazo para a matrícula da chamada regular vai de 30 de janeiro até 07 de fevereiro. Atualmente, a Universidade Federal Fluminense tem 60.284 alunos matriculados, sendo 41.887 nos cursos presenciais, 18.169 no ensino à distância e 228 nos cursos sequenciais. Além da sede  em Niterói, a UFF mantém subsedes em outros oito municípios fluminenses: Volta Redonda, Macaé, Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras, São Antônio de Pádua, Nova Friburgo, Petrópolis, Angra dos Reis, e um posto avançado em Oriximiná, no Pará. “A UFF consolida-se regionalmente em nove municípios do Estado, como uma universidade inclusiva e socialmente justa, tendo em vista que a atual gestão trabalha de forma incansável para ofertar serviços públicos eficientes, sustentáveis e com caráter inclusivo”, enfatiza o pró-reitor de graduação, José Rodrigues de Farias Filho. Entre os indicadores de crescimento, destaca-se o aumento do número de alunos que ingressaram na instituição e concluíram o curso. Em 2017, a taxa foi de 46.62%, superior aos 38.44% registrados em 2016. “Garantir que os nossos universitários tenham condições de se formar é um desafio constante da atual gestão”, afirma o pró-reitor de assuntos estudantis, Leonardo Vargas. Nesse sentido, com o intuito de assegurar que os estudantes ingressantes consigam permanecer e concluir sua formação acadêmica, a UFF concede 1.700 bolsas de assistência estudantil, além de promover diversas ações de apoio, como o restaurante universitário e as moradias estudantis de Niterói, com 298 vagas e de Rio das Ostras, com 48 vagas. “As bolsas atendem os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial, prioritariamente oriundos da rede pública básica de educação ou com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio”, destaca Leonardo. Para o vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, o crescimento da oferta de vagas e a preocupação integral com os alunos colocam a UFF em uma posição de destaque no cenário nacional como um importante centro de ensino, pesquisa e extensão do país. “Esses números consolidam nossa universidade como uma das maiores do Brasil e reafirmam sua responsabilidade com a transformação social através da educação e da produção do conhecimento”, conclui.
Prêmios de Excelência: UFF reconhece talentos de sua comunidade científicaA UFF é uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, contando em 2016 com quase quatro mil professores e mais de seis mil alunos na pós-graduação, além de um elevado índice de qualificação de corpo docente (4,5), demostrando a relação da qualidade do seu ensino com o volume de pesquisas desenvolvidas por sua comunidade acadêmica. Com uma produção científica tão expressiva, é necessário reconhecer os talentos, estimulando a construção de conhecimento relevante. Assim, nessa terça-feira, 05 de dezembro, às 9h30, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, será realizada, no Auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Água (NAB) - Campus UFF Praia Vermelha, a entrega dos Prêmios de Excelência e do Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação . As dissertações e teses premiadas por sua excelência atenderam aos seguintes critérios de elegibilidade:  disponibilidade na Plataforma Sucupira da Capes, defesa em 2016, no Brasil, mesmo em casos de cotutela ou outras formas de dupla diplomação. Os critérios de premiação consideraram a originalidade do trabalho, a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social, de inovação, além da contribuição para o sistema educacional. A novidade da edição 2017 fica por conta da inclusão do Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem como objetivo destacar a qualidade das produções audiovisuais realizadas no ano de 2017 pela comunidade acadêmica. Para esta avaliação, foram levados em consideração os critérios referentes ao impacto visual, inovação e contribuição para a popularização e divulgação científica e tecnológica. Segundo o pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e inovação, Vitor Ferreira, “divulgação científica e popularização da ciência sem uso de caricatura é feita por quem entende do assunto. Essa divulgação se torna muito importante nos dias atuais, pois é preciso integrar o conhecimento científico produzido nas universidades com a comunidade externa. É preciso que haja mais iniciativas por parte do cientista  que precisam entender que a sociedade é importante na valorização dos seus trabalhos”, ressalta. A premiação em vídeos de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma das iniciativas da UFF que marca o esforço de popularizar a ciência, sem deixar de entender esta comunicação científica com a seriedade própria da área. Como ressaltou o vice-reitor, Antonio Claudio de Nóbrega, “tornar a ciência mais acessível ao entendimento da população geral funciona como uma prestação de contas junto a quem nos financia, mas é também uma tarefa fundamental para legitimar nossas atividades e termos a população como a maior interessada no avanço do conhecimento independente e soberano para o país”, ressalta. O doutorando Alan Costa dos Santos, que teve sua dissertação premiada na categoria Ciências Exatas e Tecnológicas na área de Computação Quântica, acredita que o reconhecimento é fundamental para quem está iniciando sua  vida acadêmica. “Quando começamos uma pesquisa, estamos apenas no início de uma longa jornada. A maior preocupação no início é saber se chegaremos no ponto final de nosso trajeto: o devido reconhecimento de nossos esforços e da importância de nossa pesquisa. Esse prêmio ainda não é a linha de chegada, mas certamente é o combustível para renovar minhas forças e continuar a caminhada", afirma o estudante. Para a coordenadora do Programa de Pós-graduação no Departamento de Patologia e Clínica Veterinária da UFF, Ana Maria Reis Ferreira, receber o Prêmio UFF de Excelência Científica representa uma importante valorização e reconhecimento da trajetória acadêmica do professor e pesquisador, assim como de toda a equipe, colaboradores e parceiros envolvidos. “Destaco também a importância dos alunos de graduação, especialização, residência, mestrado, doutorado e pós-doutorado com quem teve a oportunidade de conviver e formar durante sua trajetória, assim como dos profissionais que tiveram importância em minha formação, que me inspiraram e inspiram até hoje minha vida acadêmica; e que foram fundamentais para a conquista do prêmio. Na minha opinião, esse reconhecimento tem como efeito positivo o estímulo à continuidade do investimento dos pesquisadores em seus projetos e seu próprio desenvolvimento. Também influenciará positivamente na formação de recursos humanos, inspirando e motivando jovens na carreira acadêmica e científica, como um fator incentivador na continuação de seu trabalho pela universidade e pela pesquisa”, destaca a premiada. Segundo a professora, o trabalho desenvolvido por seu laboratório, no momento,  envolve parcerias com pesquisadores de diferentes instituições nacionais e internacionais, permitindo a geração de produtos de alta qualidade científica e a formação de recursos humanos. “Dessa forma, o prêmio não só difundirá e dará uma maior visibilidade ao nossos projetos, possibilitando novas parcerias e colaborações com especialistas de diferentes instituições ou centros de pesquisa, como também divulgará para a sociedade a qualidade do que é desenvolvido na UFF.”, conclui Ana Maria. O professor e biólogo, Luiz Andrade, do Departamento de Imunobiologia assina a direção geral de “UFF na Rede contra Zika”, vencedor do Prêmio Excelência UFF 2017, na modalidade vídeo científico, produzido a partir de um documentário mais abrangente - “Quem foi que disse: sobre esta tal de zika” - que narra, de forma didática, toda a trajetória da epidemia que assolou o Brasil, em 2015 e 2016 e o impacto social da enfermidade sobre as famílias que tiveram filhos com microcefalia. Tanto o documentário, quanto o vídeo premiado, ressaltam o papel fundamental dos cientistas e  profissionais de saúde que estiveram na linha de frente durante a epidemia.  Já, no âmbito mais amplo, destacam o papel das instituições, das universidades, institutos de pesquisa, do Sistema Único de Saúde (SUS) e das agências de fomento à pesquisa, tais como o CNPq, na esfera federal, e a FAPERJ, no Rio de Janeiro. “ Em relação à participação da UFF na Rede Zika , a produção vencedora destacou a pesquisa coordenada pela professora do Instituto de Biologia, Izabel Frugulletti, que tem como principal objetivo o isolamento,  identificação e avaliação de moléculas com atividade antiviral, obtidas a partir de algas marinhas da costa brasileira, além da síntese e produção de novos medicamentos contra esta e outras arboviroses”, acrescenta Andrade. O pesquisador ressalta ainda que a universidade pode ser entendida como uma rede de conversações (dizeres, fazeres e saberes) enriquecidas pelas histórias de vida de seus membros, que influenciam o pensamento criativo e a própria instituição. “Incorporando a cultura produzida para além dos limites da instituição, a UFF ganha com a dinâmica de criação a partir da inclusão, gerando novas abordagens, formações profissionais, intervenções interdisciplinares e, sobretudo, novos sujeitos históricos”, conclui o premiado. Confiram os vencedores: Excelência Científica Ciências da Vida - Ana Maria Reis, professora do Departamento de Medicina Veterinária Ciências Exatas e Tecnológicas - Celso da Cruz Carneiro Ribeiro, professor do Departamento de Ciência da Computação e Pós-graduação Ciências Sociais e Humanas - Jorge Luiz Ferreira, professor do Departamento de História Tese Ciências da Vida - Ana Cláudia R. da Silva   Ciências Exatas e Tecnológicas - Wagner F. Baltazar   Ciências Sociais e Humanas - Ricarda Lucilia Domingues Tavares Dissertação Ciências da Vida - Estevão Luis Carvalho Braga Ciências Exatas e Tecnológicas - Alan Costa dos Santos Ciências Sociais e Humanas - Bárbara Dias Inovação Tecnológica - Monica Calasans Maia, professora de Cirurgia Bucal da Faculdade de Odontologia Social - Dinah Tereza Papi Guimarães, professora do curso de Produção Cultural do Polo Universitário de Rio das Ostras (Puro) Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação: 1º lugar - "UFF na rede contra Zika"- Luiz Antônio Botelho de Andrade, professor do Departamento de Imunobiologia, da Faculdade de Medicina 2º lugar -  "Terra Quilombola"- Leandro Serra Silva Pereira, aluno do curso de Geografia 3º lugar - “John Dalton, o pai da teoria atômica e daltônico" - Dayvisson Daniel Rodrigues Parente, aluno da Faculdade de Economia