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Dia de Conscientização da Segurança da Informação Evento: DIA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Você já ouviu falar sobre a LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD)? Entenda o que a NOVA LEI trata e como ela afeta no seu dia a dia. Essas e outras informações sobre a Segurança da Informação - VOCÊ PRECISA SABER! Público: funcionários, docentes e discentes da UFF Organização: Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI/HUAP) VAGAS LIMITADAS! Emissão de certificados. PARTICIPE! Faça sua inscrição no site do Huap OU clique no link abaixo: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe1Y4dVXND1w4VzmlTpy6-cHO81iHn1fq1Qu0qq-ZQNhFVspw/viewform
Huap participa da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de PeleDezembro é laranja. O próximo mês é o da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Pensando nisso, o Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap) vai realizar, em 07/12/2019 (sábado), um dia de conscientização. Das 09h às 15h, as pessoas podem ir até o ambulatório de dermatologia do hospital para fazer o exame preventivo gratuito. O Huap atende o público da Região Metropolitana II. Além da realização do exame, o dia de conscientização contará com orientações à população, respostas às principais dúvidas, distribuição de protetor solar e outros brindes, etc. Segundo a dermatologista do Huap, Maria Fernanda Gavazzoni, o principal foco é em educação e esclarecimento. Ela reitera que a ideia principal da campanha anual é que um diagnóstico precoce pode salvar vidas: O câncer de pele é curável quando descoberto logo. Mas ele também mata", Maria Fernanda Gavazzoni. Como moramos em um país tropical e as pessoas têm o hábito de se expor ao sol, é bom ter acesso à informação e a um médico especialista que nos examine. No Antonio Pedro, nós temos o dermastocópio, que permite  encontrar alterações bem iniciais. Às vezes, a pessoa não se dá conta de que uma pinta mudou de cor ou uma mancha escondida nasceu. Por isso, o exame é tão importante. No dia 07/12, ao realizar o exame, caso seja detectada alguma lesão na pele, o paciente será absorvido pelo Huap se for da área programática do hospital (Niterói e São Gonçalo). Caso não seja, vai ser referendado para outro hospital da sua região, através de uma carta de encaminhamento. Segundo o Datasus, 119 pessoas com mais de 30 anos morreram de melanoma no Rio de Janeiro em 2015. De 2000 a 2015, foram 11633 óbitos na mesma faixa etária, sendo 965 mortes entre homens e 668 entre mulheres. Os números mostram índices crescentes, principalmente por conta da excessiva exposição solar.
UFF desenvolve ações de qualidade de vida para profissionais do HuapProjeto Cuidando de Quem Cuida promove calendário permanente de atividades de incentivo à saúde física e mental de servidores do Hospital   A partir desse mês de novembro, a Universidade Federal Fluminense inicia as atividades do Projeto Cuidando de Quem Cuida. O principal objetivo é promover ações de incentivo à saúde física e mental dos servidores do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), além de fornecer orientações sobre autocuidado, prevenir agravos e modificar fatores de risco para doenças cardiovasculares, psíquicas e osteomusculares. Entre as atividades, estão massoterapia, ginástica laboral, rodas de conversa, orientações sobre acidentes de trabalho, reiki e aulas de dança. O Cuidando de Quem Cuida está sendo realizado em salas e auditórios do Huap, com agenda prevista até o outubro de 2020.   Segundo o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o projeto foi desenvolvido para atender uma demanda antiga dos servidores do hospital. “O Cuidando de Quem Cuida traz uma visão integrada sobre saúde funcional na Universidade. A gestão acolheu e priorizou os pedidos de um programa específico para a saúde física e mental dos profissionais que trabalham no HUAP. Há ações preventivas, educativas, ginástica laboral e de identificação de fatores de risco. É uma agenda extensa com programação para o ano todo”. Cuidando de Quem Cuida Tendo em vista que o ambiente hospitalar provoca um alto índice de estresse em toda a equipe que ali atua (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, recepcionistas e muitos outros), é necessário repensar as relações construídas neste espaço e o papel da própria universidade na manutenção de um local mais equilibrado e saudável. De acordo com a coordenadora da Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida Dra. Fátima de Azevedo Loureiro o profissional da área da saúde tem características pessoais muito especiais porque além da aplicação do conhecimento técnico no trabalho do dia a dia, essas pessoas dedicam as suas vidas a cuidarem do outro. “Exercem a empatia, superam dificuldades e são incansáveis na busca da cura, do alívio da dor e no conforto do sofrimento. Esse contexto gera cansaço, estresse e até adoecimento físico e mental”, explica a médica da Casq. Atividades e calendário As ações do projeto visam promover a saúde e melhorar a qualidade de vida dos servidores do Huap durante a jornada de trabalho, através de práticas de relaxamento, atividades físicas lúdicas, palestras de autocuidado, orientações para prevenir acidentes de trabalho, rodas de conversa orientada por psicóloga e grupo de emagrecimento saudável. O calendário completo, com horários de atendimento, locais e número máximo de inscritos permitido para atividades, bem como o formulário de inscrição, encontram-se disponíveis neste link: https://bit.ly/2Pty216 . O projeto é uma iniciativa da gestão da UFF, coordenada pela Coordenação de Atenção à Saúde e Qualidade de Vida (Casq/Progepe), e voltada para todos os servidores (técnicos e docentes) do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Ainda tem dúvidas ou quer contribuir com sugestões sobre o projeto, envie um e-mail para cuidandodequemcuidauff@gmail.com
Huap receberá mais de 3 milhões para obras e aquisição de equipamentosOs hospitais da Rede Ebserh receberão, até dezembro, mais de R$ 108 milhões para investimento em estrutura física e tecnológica. No caso específico do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), a expectativa de crédito é de R$3.701.244. O objetivo é criar condições materiais e institucionais para que o Huap desempenhe plenamente suas funções em ensino, pesquisa e assistência à saúde da população. A liberação da verba se dará por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, com recursos vindos dos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS). A verba será destinada a obras para reforma, melhoria estrutural e renovação do parque tecnológico dos hospitais. O programa em questão inclui equipamentos de infraestrutura, médico-hospitalares, de hotelaria hospitalar e de tecnologia da informação. “Em fevereiro deste ano levamos a Brasília, em reunião na sede da EBSERH,  diversas demandas de melhorias para o Huap, incluindo a ampliação do parque tecnológico e a contratação de mais profissionais. Hoje, em um momento de graves restrições orçamentárias, estamos comemoramos a vinda deste recurso que irá beneficiar toda a população fluminense, com a ampliação dos serviços, modernização de equipamentos e melhor atendimento”, destaca o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. O superintendente do Huap, Tarcísio Rivello, assinou o contrato de objetivos no valor total de R$ 3.701.244, com o compromisso de aplicação dos recursos em itens que já estavam planejados. Desse total, R$ 3.037.244 será utilizado na aquisição de equipamentos médico-hospitalares, R$ 554 mil serão investidos na compra de aparelhos e softwares de tecnologia da informação e os R$ 110 mil restantes serão utilizados na aquisição de equipamentos de infraestrutura para o hospital. Atendimento de alta complexidade para mais de 2 milhões de habitantes Atualmente, o Hospital Universitário Antonio Pedro é a maior e mais complexa unidade de saúde da Grande Niterói e, portanto, considerado na hierarquia do SUS como hospital de nível terciário e quartenário, isto é, unidade de saúde de alta complexidade de atendimento. O Huap atende a população da Região Metropolitana II que engloba, além de Niterói, as cidades de Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá. Sua área de abrangência atinge uma população estimada em mais de dois milhões de habitantes e, pela proximidade com a cidade do Rio de Janeiro, atende também parte dos habitantes deste município. Devido a sua natureza educacional, como unidade de saúde vinculada à Universidade Federal Fluminense (UFF), o Huap têm características específicas, já que os hospitais universitários também são importantes campos de formação de profissionais da área. Dessa forma, o hospital também apoia não só a capacitação e qualificação de estudantes da saúde como o desenvolvimento de pesquisas de grande impacto para a sociedade.
Diversão na sala de espera: projeto da UFF estimula leitura de jovens que aguardam atendimento no HuapEsperar por atendimento médico, em clínicas e hospitais, para muitas pessoas é uma experiência de tempo perdido, mas no Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do ambulatório do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), esse momento é de tempo aprendido. Desde 2017 funciona no hospital um projeto de extensão de estímulo à leitura de livros literários infanto-juvenis, por meio da implantação de um ponto de leitura no ambulatório. Enquanto aguardam ser atendidas, crianças e jovens são convidados a escolherem livros que sejam de seu interesse, com ou sem a participação de seus pais, para ler ou simplesmente folhear. De acordo com a chefe do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental e também coordenadora do projeto, Valéria Pagnin, “é visível a satisfação das crianças durante o tempo de espera para as consultas ao se depararem com muitos livros. Manuseiam, brincam, desenham e ouvem histórias com curiosidade e atenção. Quando incentivadas a ler, elas demonstram interesse e gosto pela leitura”. Segundo ela, o projeto parte do entendimento de que a leitura literária é um direito humano e também um dever a ser defendido pelos serviços de saúde pública, e busca estimular não somente a vontade de ler, mas tudo o que vem a partir dela: a reflexão, a imaginação, a memória, entre outras coisas. “Ler é uma forma de ver e interpretar o mundo, e essa leitura precisa ultrapassar os limites da visão física e auditiva para ocupar também a ótica da fantasia”, ressalta a coordenadora.  A realidade de vida de grande parte dos jovens que frequentam o ponto de leitura, no entanto, não favorece um livre acesso aos livros. De acordo com a professora, “no município de Niterói, por exemplo, menos de 10% das escolas da Rede Municipal possui bibliotecas, embora a Lei 12.244/2010 obrigue todas as escolas a terem uma”. Esse é mais um motivo para que, segundo a professora, “o conhecimento científico esteja a serviço das demandas sociais”. Além de todos esses benefícios proporcionados pelo projeto, que encurta as distâncias entre o livro e alguns jovens frequentadores do Huap, levando até eles histórias, memórias e experiências lúdicas, Valéria destaca ainda um outro: “ainda estamos em fase de avaliação formal e sistemática do programa, mas já conseguimos perceber o impacto das ações de estímulo à leitura, como, por exemplo, o fato de alguns médicos do Huap relatarem que as crianças têm entrado menos agitadas para as consultas”. Colaboradores e parceiros do projeto Todo esse processo de interação com o livro é ainda mais potencializado quando entram em cena professores voluntários ou mesmo os pais que acompanham os jovens, através das contações de histórias: “a leitura oral e a apresentação do livro, com todos os pormenores da sua edição, como o texto, as ilustrações e como ele é produzido até chegar ao leitor, despertam grande interesse das crianças e jovens. O tom com que as histórias são lidas tocam suas emoções e despertam a imaginação”, enfatiza Valéria. Professores do Ensino Fundamental vinculados à Rede Municipal de Ensino de Niterói, assim como aqueles que atuam na rede privada de ensino são convidados periodicamente a participarem do projeto, como ledores e contadores de histórias, mas outras pessoas que se sintam tocadas pela iniciativa também são muito bem-vindas, inclusive médicos e funcionários do hospital. Outro braço do programa, inclusive, é o “Livro Livre no hospital”, destinado aos usuários e servidores que frequentam a recepção do Huap, estendendo-se a alguns setores dos ambulatórios. Alguns exemplares são expostos em mesas e cadeiras de espera, para que sejam abertos, folheados e lidos por aqueles que aguardam atendimento. Além disso, segundo a professora, alunos do curso de medicina também têm demonstrado interesse em participar: “estamos em contato para viabilizar a participação de alguns a partir do próximo semestre como atividade extra-curricular”.  De acordo com a pedagoga e técnica em assuntos educacionais Lílian Silva, também participante do projeto, é possível se envolver de outras formas com a iniciativa; por exemplo, através de doações de livros. “Contamos com o apoio da Associação dos Colaboradores do Huap, que, por intermédio da sua presidente Rita de Cássia Barros, tem doado mesas, cadeiras, livros e brinquedos, que são muito bem aproveitados. Além disso, muitos exemplares são oriundos das bibliotecas populares municipais de Niterói, que se dispõem a repassar livros duplicados. Também contamos com a contribuição de professores, alunos, funcionários, sindicatos, pais, pacientes, médicos, enfermeiros, além de pessoas que tomam conhecimento do projeto”. Para quem quiser fazer doações, Lilian faz o convite: “os livros podem ser depositados diretamente nas estantes, entregues no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Saúde Coletiva e também retirados nas casas das pessoas”, finaliza.
PROEX divulga o Dia Mundial do Doador de SangueA PROEX-UFF informa que amanhã, dia 14 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue! Doar sangue é um gesto nobre que pode salvar vidas! Realize sua doação no Hospital Universitário Antônio Pedro e ajude quem mais precisa! Para doar, basta você: Levar documento de identificação com foto; Estar bem de saúde; Ter entre 16 a 69 anos (menores de 18 anos apenas com a autorização e presença do responsável); Pesar mais de 50 kg; Não estar de jejum Evitar alimentos gordurosos até três horas antes de doar. Seja solidário. Doe sangue! Compartilhe vida!
Livro aborda passo a passo das rotinas de pediatriaRecém-lançada pela Eduff, a coletânea “Rotinas de pediatria” é uma ferramenta para auxiliar alunos do Internato de Medicina, residentes de Pediatria, médicos generalistas e pediatras de forma prática e objetiva em suas decisões diante do paciente pediátrico. Organizado por Ana Flávia Malheiros Torbey e Claudete Aparecida Araújo Cardoso, o livro traz as principais etiologias, formas de diagnóstico, diagnósticos diferenciais, exames complementares e tratamento por etapas, para que o leitor acompanhe passo a passo o manejo de cada doença. Saiba como comprar.
Campanha Calouro na Veia leva mais um curso para doação de sangue: EnfermagemEstudantes calouros e veteranos doam sangue para o Hospital Universitário Antônio Pedro Hoje, 29 de março, estudantes de Enfermagem estiveram no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) para realizar doação de sangue. A ação faz parte da recepção de calouros, que valoriza atitudes solidárias durante a semana de trote. Além da doação de sangue, durante toda a semana passada os calouros arrecadaram alimentos para serem doados a uma instituição social. Também fez parte da programação de recepção da Enfermagem, palestra sobre o curso e atividades com a bateria da Atlética, grupo de Cheerleader e torcida organizada. A Campanha Calouro na Veia foi idealizada pelo Projeto Trote Cultural UFF, e tem por objetivo incentivar os estudantes da UFF a se organizarem para doação de sangue no HUAP. Ao todo 20 cursos aderiram à Campanha.  O Projeto Trote Cultural UFF, que é institucional, está completando 18 anos e é coordenado pela Pró-Reitoria de Graduação. Neste semestre, conta com a participação de 57 Cursos de Graduação realizando atividades socioculturais com seus calouros.
Em resposta à matéria publicada, sob o título “Com leitos bloqueados, Antonio Pedro tem superlotação"NOTA DE ESCLARECIMENTO   NOTA AO JORNAL “O FLUMINENSE”, em resposta à matéria publicada no site, em 21/03/19, às 15h57, sob o título “Com leitos bloqueados, Antonio Pedro tem superlotação”, prestamos os seguintes esclarecimentos: O Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap/UFF), por meio da Superintendência, esclarece que aumentou em 12% o número de leitos ativos no período entre 2016 e 2018. Isso demonstra que o Huap permanece em expansão no número de leitos, assim como na melhoria da produção ambulatorial (12%), internações (14%) e procedimentos cirúrgicos (71%) no mesmo período (fontes: DataSUS/TabWin e MV). O hospital universitário faz parte da rede SUS e que nunca será a vontade desta Superintendência e da sua Governança em diminuir leitos de internação. Estamos na busca da plenitude da capacidade instalada hospitalar e, assim, atender a um maior número de usuários do SUS. A matéria erroneamente informa que o Hospital Universitário, de Niterói, encontra-se com “16 leitos de CTI, seis estão bloqueados e três ocupados”. De fato, o Centro de Tratamento de Terapia Intensiva (CTI) do hospital universitário tem capacidade de 16 leitos e este espaço está em obra, para melhorias estruturais e melhor atendimento a população. Os 10 leitos ativos estão hoje funcionando em um espaço da expansão do CTI. Outro ponto a ser questionado: “que apenas três dos dez leitos disponíveis estão sendo usados na Unidade Coronariana”. Na verdade, a Unidade Coronariana tem sete leitos ativos que também recebe pacientes de cirurgias cardíacas, angioplastias, entre outros. É uma falha grave considerar que o número de leitos em funcionamento na Unidade Intensiva Neonatal: “só dois dos oitos leitos funcionam”. O Hospital Antonio Pedro, na sua Unidade Intensiva Neonatal, comporta 10 leitos de Unidade Intermediária, seis leitos de UTI e quatro que utilizam o método “canguru”. Emergência “superlotada” & Evolução do Huap A falta de leitos no SUS de porta de saída para os pacientes oncológicos, fora de possibilidade terapêutica e em cuidados paliativos gera a emergência “lotada” do Hospital Universitário. Vale ressaltar que o Huap é o único hospital público na Região Metropolitana II que atende pacientes oncológicos. Já a evolução do Antonio Pedro resultou em muitos ganhos para a população local como os exames de cateterismo, angioplastia, como a instalação no novo angiógrafo, entre outras melhorias. Por exemplo, em outubro de 2018, foi implantado um projeto de gestão clínica chamado “Kanban”, que reduziu o tempo médio de permanência da clínica médica masculina e feminina. Isso impactou no aumento no número de internações destas clínicas em 33% (média). Médicos especializados A afirmação de que os atendimentos no setor de emergência são feitos por médicos não especializados em terapia intensiva não procede, já que a legislação não exige titulação em terapia intensiva para atuar neste setor. Ainda assim, ressaltamos que toda a equipe do setor de emergência tem larga experiência neste tipo de atendimento. Anestesistas no Huap A matéria informa que o Huap mantém em sua estrutura apenas quatro anestesistas. Na verdade, o quadro é composto por 34 profissionais médicos anestesistas. Além disso, este profissional atua não apenas nas cirurgias, como também são solicitados em procedimentos tais como: endoscopias, exames de ressonâncias magnéticas, entre outros. Diante de tais argumentos, o Huap acredita que o jornal “O Fluminense” copiou na íntegra o informe no site do CREMERJ, sem reflexão, apuração ou conhecimento do seu editor/chefe. O mesmo deve ter acontecido na publicação do informe do CREMERJ, sem consentimento de instâncias superiores sobre a possível repercussão negativa dos fatos narrados na nota divulgada. A análise crítica destrutiva não leva a melhoria das políticas públicas responsáveis.   Niterói, 22 de março de 2019. Tarcisio Rivello Superintendente do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap)
Campanha Calouro na Veia leva estudantes de 20 cursos para doação de sangue no Hospital Universitário Antônio PedroA Campanha, organizada pelo Projeto Trote Cultural UFF, faz parte de diversas ações de recepção aos calouros A Campanha Calouro na Veia, mobilizada pela equipe do Projeto Trote Cultural UFF, tem por objetivo incentivar os estudantes da UFF a se organizarem para doação de sangue no Hospital Universitário Antônio Pedro. São ao todo 20 cursos que levarão seus calouros para doação de sangue ao longo do mês de março. O Projeto Trote Cultural UFF, que é institucional, está completando 18 anos e é coordenado pela Pró-Reitoria de Graduação. Neste semestre, conta com a participação de 57 Cursos de Graduação realizando atividades socioculturais com seus calouros.
Huap tem aumento de 63% no número de atendimentos assistenciaisNos últimos dois anos, o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap-UFF), sob a gestão compartilhada com a Ebserh, apresentou importantes avanços e conquistas. Foi concluída a reforma de 72 consultórios ambulatoriais e a reativação de 38 leitos que estavam desativados por falta de pessoal e estrutura adequada. Além disso, a climatização das enfermarias foi concluída e a reforma da maternidade e do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) tem previsão de finalização ainda para 2019. No mesmo período, houve um acréscimo de 63% no número de atendimentos assistenciais realizados, saltando de 742 mil por ano para 1,2 milhão. A revisão da contratualização de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) foi revista, tendo um incremento de 18%, saltando de R$ 35,7 milhões por ano para R$ 42,2, o que significa a possibilidade de ter mais pessoas atendidas gratuitamente. Segundo o reitor da UFF, Antonio Claudio da Nóbrega, esses avanços têm base nas ações da Ebserh e no compromisso da UFF de fazer a gestão verdadeiramente compartilhada. “Os princípios que nos regem são responsabilidade, inovação, transparência, interesse público e determinação para sermos referência na atenção à saúde 100% gratuita pelo SUS e na missão universitária de formação de profissionais, produção do conhecimento e interação com a comunidade. Nosso objetivo é sempre expandir os serviços de forma responsável, oferecendo dignidade, profissionalismo e humanidade aos atendidos e a toda a comunidade acadêmica. Por exemplo, o projeto pioneiro de climatização das enfermarias foi concretizado com recursos da UFF, sem comprometer o orçamento do HUAP”, reforça. Quanto ao funcionamento do hospital universitário no contexto da saúde pública em geral, o reitor afirma que “é fundamental que o Huap esteja cada vez mais inserido na rede pública de saúde como unidade referência de média e alta complexidade com máxima qualidade. Isto significa inclusive poder contra-referenciar os pacientes de volta aos seus municípios de origem como determina a Lei do SUS, quando for o caso de cuidados possíveis de serem oferecidos próximos à própria residência. Desta forma, abrem-se mais vagas no Huap, permitindo o atendimento a ainda mais pessoas”. Uma das pacientes do Huap é Deise da Silva, 37, moradora de Niterói, que iniciou tratamento oncológico no ano passado. Deise participou do evento “amor em cada fio”, que consistiu na doação de perucas para mulheres em tratamento quimioterápico. Na ocasião, ela comentou seu estado de espírito antes e depois do evento de humanização da saúde. “Minha autoestima andava baixa, já não me olhava no espelho, também fiz tratamento com psiquiatra no Antonio Pedro. Saí ótima, motivada e digo que vai ser tranquilo usar a peruca todo dia”, disse. Ao trabalho de humanização da equipe assistencial, une-se a melhoria na gestão, refletida, por exemplo, na habilitação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Coronariana, que foi inaugurada em 1995, reformada em 2012, mas não era habilitada até a chegada da Ebserh. Outros serviços iniciaram seus respectivos processos de habilitação após Ebserh: Alta Complexidade em Oftalmologia; Terapia Nutricional; Atendimentos Terciários a Gestação de Alto Risco, quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e uma de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru, 10 leitos de UTI adulto e Laboratório de Citopatologia Cervical. Para o superintendente do Huap, Tarcísio Rivello, antes da Ebserh a governança era restrita. “Hoje temos uma gestão transversal, planejada com a organização dos processos de trabalho nas diferentes gerências. Criou-se também uma expectativa em virtude da existência de um ponto de apoio importante junto aos ministérios, no que se refere a logística de gestão na área de tecnologia da informação, de recursos humanos, do parque tecnológico, dentre outros, trazendo assim uma visão futura sob uma perspectiva otimista. Outro ponto a ser destacado é o fortalecimento do relacionamento entres os hospitais da Rede Ebserh, na troca de experiências de gestão e na formação de fato de uma rede”, destacou. Mais avanços Também foi iniciada a implementação do Modelo de Gestão de Atenção Hospitalar, que envolve a utilização de ferramentas assistenciais como a Unidade de Produção (espaços de decisão colegiada multidisciplinar, que têm o intuito de capturar problemas de diversas ordens e suas soluções), Kanban (um tipo de cartão de sinalização que controla, por meio de cores, a permanência de pacientes nas unidades de saúde, para alertar sobre prazos prolongados, a fim de otimizar o tratamento), Núcleo Interno de Regulação (que gerencia os leitos no nível hospitalar de forma centralizada) e o Painel de Indicadores (instrumento usado para revelar se os outros dispositivos estão gerando eficiência e efetividade clínica. Em relação à força de trabalho, o Huap já contratou 339 funcionários por meio de concurso público. “E todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas serão convocados no prazo de validade do certame”, explica Rivello. Na parte de ensino, pesquisa e extensão, em 2018 foram destinados recursos específicos que possibilitaram complementar os investimentos com verba da Reitoria e de emenda parlamentar da Faculdade de Medicina necessários à implementação de um Centro de Simulações Realísticas, o qual fará parte do treinamento de médicos residentes, profissionais do hospital e alunos da graduação em Medicina e Enfermagem. Os recursos também foram utilizados para a instalação de um estúdio de gravação de aulas para ensino à distância (EaD), um Núcleo de Telessaúde, uma sala de aula, uma área equipada com computadores para montagem das aulas EaD, uma sala com computadores para treinamento e uma sala de reuniões.
UFF conquista recursos para conclusão de novo prédio da MedicinaNo próximo ano, a UFF contará com uma verba de cerca de R$ 25 milhões que será destinada à conclusão das obras do novo prédio da Faculdade de Medicina. O montante foi liberado por meio de uma emenda parlamentar impositiva - com execução de caráter obrigatório - ao Projeto de Lei Orçamentária para 2019. O novo prédio, que possui cerca de 6 mil metros quadrados e se localiza ao lado do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), será destinado às atividades acadêmicas da Faculdade de Medicina, que passará a contar com uma sede própria. “Desde sua transferência, durante a reforma universitária de 1968, da antiga Faculdade Fluminense de Medicina - onde hoje é o Instituto Biomédico - a Faculdade funciona no Huap. É um marco!”, ressalta o reitor eleito, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. Com a transferência de todos os espaços do Huap ocupados pela Faculdade de Medicina para o novo prédio, vários setores do hospital serão desocupados para dar lugar às novas atividades hospitalares. “É importante destacar a inauguração de um espaço no Huap destinado ao transplante de medula óssea, atendendo inclusive crianças e adolescentes, bem como de transplante renal e cirurgia cardíaca”, enfatiza o futuro reitor. Na primeira reunião com os parlamentares, ocorrida no início de 2018, Antonio Claudio expôs detalhadamente aos deputados a importância da destinação da verba para a finalização do projeto da UFF. Desde então, houve avanços nas negociações com a bancada, culminando na liberação dos recursos no último dia 30 de outubro. A participação do futuro reitor foi determinante ao longo de toda a negociação da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, formada pelos Deputados Federais da bancada do Estado do Rio de Janeiro, ocorrida em Brasília.                                     A importante conquista para a UFF teve a chancela da bancada fluminense coordenada nas reuniões pelos deputados Hugo Leal (PSB), Soraya Santos (PR), Jandira Feghali (PC do B) e recebeu apoio decisivo dos deputados Chico D’Ângelo (PDT), Celso Pansera (PT), Júlio Lopes (PP), Aureo Ribeiro (SD) e Otávio Leite (PSDB).
Residência Médica HUAP-UFF 2019A Universidade Federal Fluminense, através da Direção Geral do Hospital Universitário Antônio Pedro e da Comissão de Residência Médica, torna público o Concurso de Seleção para Residência Médica do HUAP.  São 103 vagas destinadas aos Programas de Residência Médica para o ano letivo de 2019. A realização do Concurso de Seleção para Residência Médica 2019 está a cargo da Comissão de Residência Médica do Hospital Universitário Antonio Pedro (COREME), ligada diretamente à Direção Geral do Hospital Universitário Antonio Pedro da Universidade Federal Fluminense. A COREME está instalada no Hospital Universitário Antonio Pedro, 6º andar do Prédio Anexo, sito à Rua Marquês do Paraná, 303, Centro - CEP: 24.033-900 - Niterói - RJ. O Concurso, cujas inscrições estarão abertas até as 12 horas do dia 10 de outubro de 2018, é operacionalizado pela Coseac.  O Concurso terá etapa única, com as provas sendo realizadas no dia 1º de dezembro de 2018, sábado, às 13 horas. Para mais informações, acesse http://www.coseac.uff.br/concursos/coreme/2019
Campanha Solidária Amor em Cada Fio - 2ª Edição Campanha “Amor em cada fio” realiza entrega de perucas confeccionadas com doações Devido ao sucesso do evento, realizado em março, estudantes de Medicina da UFF, prepararam a 2ª edição com supresas para os participantes   A campanha “Amor em cada fio” surgiu com um grupo de estudantes de Medicina da UFF, pertencentes à Liga de Dermatologia, e tem como objetivo arrecadar mechas de cabelos para confecção de perucas para doação, atendendo a pacientes em tratamento quimioterápico oncológico ou com alopecia grave. Na 1ª edição, realizada em março deste ano, no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), foram arrecadadas 220 mechas de cabelos e 80 kg de leite em pó desnatado que foram doadas a pacientes com HIV e em quimioterapia. A fábrica Di Milese confeccionou, sem custos, 20 perucas que serão doadas às pacientes do Huap na 2ª edição da campanha, a ser realizada no dia 09 de agosto, das 09h às 13h, no Auditório Aluíso de Paula, que fica no próprio hospital. Além disso, cabeleireiros e maquiadores do Espaço Juliana Paes, parceiros da campanha, estarão presentes em uma ação de incentivo e valorização da autoestima. O evento terá também café da manhã e, às 11h:30, uma palestra com o tema “Cuidados Básicos com os Cabelos”, com Fernanda Gavazzoni, dermatologista internacionalmente e especialista em doenças do couro cabeludo. A palestrante ensinará cuidados básicos com o couro cabeludo e com as perucas. Os estudantes da Liga de Dermatologia também estão preparando uma cartilha para ser entregue durante a palestra. A participação é gratuita e aberta ao público. Contamos com a sua participação e presença!
Programa de combate ao tabagismo é sucesso no HuapParar de fumar pode parecer, para muitos, impossível. Quem conhece o Programa de Controle e Tratamento de Tabagismo do Huap, no entanto, fica com uma visão diferente. Há mais de 14 anos atendendo pessoas que procuram ajuda para deixar de fumar, o programa - que conta com uma equipe multidisciplinar formada por sete professores, três técnicos administrativos e dez estudantes - já acompanhou mais de mil casos de transformação nos hábitos de vida de pacientes do hospital, estudantes, professores e funcionários da UFF. Segundo a professora Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina, Angela Santos Ferreira Nani, idealizadora e coordenadora do projeto, o paciente que passa por essa transformação recupera muito de sua capacidade física e – não menos importante – também sua autoestima. São muitas e diferentes as motivações que levam uma pessoa a procurar ajuda: “Eu vim porque meu marido disse que parece estar beijando um cinzeiro”; “meu neto vai nascer e não vou poder cuidar dele”; “estou me sentindo um E.T., não posso fumar mais em lugar nenhum”; “meu médico falou que já estou com enfisema”. De acordo com a professora, é com base nessas motivações que todo o tratamento é feito: “é preciso ter tempo para ouvir o paciente e não simplesmente informá-lo sobre os prejuízos que o consumo do tabaco ocasiona no organismo”. A triagem inicial dos pacientes para o programa é feita pela assistente social Regina Célia Silva. Uma vez inscritos, eles passam por uma avaliação clínica e são acompanhados por meio de terapia em grupo e da administração de medicamentos, por cerca de três meses. Os encontros acontecem uma vez por semana, durante duas horas. Cada integrante narra um pouco de como está sendo a experiência de parar de fumar, suas angústias, dificuldades e também avanços. Os relatos são entrecortados pela fala de Angela e de Regina, que vão costurando as narrativas com informações e proposições de estratégias para lidar com as “pedras no meio do caminho”. As pequenas e grandes conquistas de cada um são comemoradas pelo grupo, que aplaude os esforços com empolgação. Outra parte importante da dinâmica dos encontros é reservada aos depoimentos de pessoas que passaram pelo programa anteriormente e tiveram sucesso com o tratamento. Trata-se, segundo a professora, de uma motivação a mais. Depois desse período inicial de três meses, os participantes deixam de frequentar semanalmente o hospital e passam a ser assistidos pelos estudantes por meio de contato telefônico, até completarem 12 meses de tratamento. Essa é uma das razões, de acordo com a coordenadora, que explicam o êxito do programa. “Temos um alto índice de sucesso imediato. De vinte pessoas que entram, cerca de 18 param de fumar nesses primeiros meses. O grande problema é que se trata de uma doença crônica e 75% das recaídas acontecem durante o primeiro ano”. O acompanhamento por telefone, nesse sentido, reduz em muito as chances de o paciente voltar a fumar e tem um impacto direto nas taxas de recaída, que, segundo a professora, estão abaixo da média. “De acordo com a literatura mundial, depois de um período de um ano de abstinência inicial, somente 20% das pessoas permanecem sem fumar. No programa, essa taxa está em torno de 50%, o que possivelmente se deve à atuação da equipe multidisciplinar e ao envolvimento dos estudantes”, ressalta. Para o estudante do 11° período de medicina Eduardo Moreno, participante do projeto e monitor do Departamento de Pneumologia do Huap, é preciso ter sensibilidade no momento de contato com o paciente. Alguns continuam sem fumar e outros voltam, por motivos variados. Em algumas ligações, eles precisam de uma atenção especial. “Uma vez, falei com um fumante que disse ter perdido tudo em uma enchente e só tinha sobrado um maço de cigarros. Foi então que disse a ele: ‘volta que a gente tenta de novo’”, relata. Além de Eduardo, participam do projeto dois bolsistas de extensão, três alunos de iniciação científica e quatro do trabalho de campo supervisionado. Outro diferencial é o conhecimento que se tem do perfil do paciente. Além de uma avaliação clínica e realização de exames para checar seu estado de saúde física, é feito um tratamento com base no motivo principal que ele apresenta para deixar de fumar e não somente nos prejuízos relacionados ao seu consumo. “Enquanto a indústria pôde esconder, ela escondeu. Hoje todo mundo sabe dos malefícios causados pelo cigarro. O tabagismo reduz a expectativa de vida de 10 a 15 anos, causa mais de cinquenta enfermidades já descritas, dentre as quais se destacam as cardiovasculares, as do aparelho respiratório e vários tipos de câncer. São mais de cinco mil substâncias tóxicas catalogadas na fumaça do cigarro e passam de 200 mil as mortes por ano devido às doenças relacionadas ao seu consumo, mas não é isso o que faz uma pessoa parar de fumar”, afirma Angela. A pneumologista ressalta que o programa não para de crescer: os esforços agora estão voltados para a extensão desse tratamento a pacientes fumantes internados, que fazem uma abstinência de forma compulsória. Trata-se de uma estratégia ainda pouco comum na maioria dos hospitais do país, mesmo sabendo-se que esse é um momento oportuno para a interrupção do consumo. Contente com as estatísticas relativas à eficácia do projeto e ao seu contínuo avanço no tempo, ela revelou a “motivação principal” para ajudar tantas pessoas: “trabalhei durante vinte anos fazendo endoscopia respiratória e me deparava, com muita frequência, com a enfermidade mais temida por quem consome tabaco: o câncer de pulmão. Eu me perguntava o que é que estava fazendo para ajudar as pessoas a evitar essa doença. Sentia que precisava contribuir”. Às vésperas do Dia Mundial de Luta contra o Tabaco, celebrado no dia 31 de maio, a coordenadora fala em prevenção com naturalidade, numa perspectiva nem sempre comum em nossa cultura médica, e comenta sobre as atividades realizadas na ocasião: “vamos distribuir panfletos e prender cartazes de combate ao tabagismo no hospital e na sala de aula, e também divulgar o programa”. O tema desse ano são as doenças cardiovasculares, cuja incidência é significativamente maior em consumidores de tabaco. Para os interessados em deixar de consumir cigarros, boas razões não faltam. Com tantos recursos disponíveis, como os oferecidos pelo Programa de Controle e Tratamento de Tabagismo no Huap, pode ser muito menos difícil do que se imagina. Serviço: Hospital Universitário Antonio Pedro Av. Marquês do Paraná, 303 - Centro, Niterói - RJ, 24033-900 Ambulatório Novo, Sala 6 Telefone: (21) 2629-9000 Segunda a sexta, de 8 às 12h
Huap é referência estadual no tratamento de doença ocular infantilAo longo dos últimos 30 anos, o Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) vem realizando um trabalho fundamental de prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas disfunções oculares, como glaucoma e catarata, além de transplantes, cirurgias de retina, estrabismo e plásticas oculares. Mensalmente, cerca de 800 pessoas são atendidas através do SUS. Um dos principais destaques no serviço é o atendimento ao público infantil no tratamento da ambliopia, uma disfunção que impede o desenvolvimento correto de um dos olhos e afeta de 1 a 5% das crianças. A doença ocorre quando áreas do cérebro ligadas à visão favorecem um olho em detrimento de outro, alterando o desenvolvimento neurológico das funções do olho prejudicado. O olho não é desconectado do resto do corpo. Existem várias doenças clínicas ligadas, por exemplo, à dermatologia, pediatria, nefrologia e reumatologia, que necessitam de um acompanhamento oftalmológico”, Luiz Cláudio Lima. De acordo com o professor e responsável pela área de Oftalmopediatria e Estrabismo, Luiz Cláudio Santos de Souza Lima, a doença pode ser classificada em três tipos: a estrábica, que ocorre quando o bebê nasce com um grau de estrabismo suficiente para acarretar em baixa de visão, afetando o desenvolvimento do córtex visual; a anisometrópica, ligada a diferença de grau entre os olhos de crianças afetadas por doenças como miopia e hipermetropia; e a de privação, que pode surgir em um recém nascido em casos de catarata congênita ou má formação na pálpebra, impedindo a chegada de luz ao olho. A equipe responsável pelo atendimento é formada por cinco médicos, oito professores, além de alunos da graduação e residentes e atende não só os moradores do município de Niterói, mas também a população de São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Maricá e Tanguá, além de cidades como Itaperuna, Cabo Frio e Macaé. “A maioria dos pacientes que procuram tratamento são encaminhados ao Huap pela prefeitura de seus municípios. Após uma avaliação, eles passam a fazer um acompanhamento regular. E apesar das limitações orçamentárias dos hospitais públicos, o Huap possui os equipamentos básicos para o atendimento e consegue atingir uma posição de destaque graças à equipe médica e ao bom resultado alcançado pelos residentes no exame nacional de oftalmologia”, explica. Diagnóstico Para Luiz Cláudio, o diagnóstico precoce é fundamental, já que a ambliopia ocorre dentro da janela temporal do desenvolvimento neurológico humano, denominada período crítico, que vai aproximadamente até os 5 anos. “Esse é o momento ideal para o tratamento, quando a criança adquire condições de focalizar imagens. Após essa etapa, o processo é muito mais complexo, porque a capacidade de desenvolvimento é afetada. No atendimento de uma criança com 7 anos, já não conseguimos ter o mesmo êxito que teríamos ao tratá-la com 1 ano de vida”, afirma o médico. Também influenciam na doença fatores hereditários, que alertam ainda mais para a importância de uma descoberta prematura. “Por exemplo, se existe um caso não explicado de problema de vista na família, é preciso fazer uma verificação oftalmológica logo nos primeiros meses de vida do bebê”, ressalta. No Huap, além do teste do olhinho, que detecta previamente casos de catarata e glaucoma congênito, é feito um exame de fundo de olho para garantir a saúde de todo o globo ocular. Segundo o professor, um complicador é o fato de a doença, muitas vezes, não ser visível. “Um estrabismo que aconteceu nos primeiros meses de vida, por exemplo, pode se reverter naturalmente sem intervenção médica, embora a condição amblíope já tenha se dado. Nesse caso, um exame oftalmológico de rotina não detecta nenhuma anormalidade física no globo ocular, mas o paciente continua enfrentando problemas para enxergar com o olho prejudicado”, esclarece. Por isso, o especialista acredita que o papel do oftalmologista é ir mais fundo no caso e procurar a fonte do problema. Tratamento O tratamento da ambliopia consiste em criar condições para o correto desenvolvimento do olho amblíope, variando de acordo com o caso do paciente. Em algumas situações apenas a utilização de óculos é suficiente para o correto desenvolvimento da vista, mas pode ser necessário também o uso de tampões no olho saudável durante algumas horas do dia para estimular o desenvolvimento do órgão prejudicado. “Em casos de glaucoma congênito ou de graves níveis de estrabismo, é necessário que seja feita uma intervenção cirúrgica. O objetivo é que, no fim, o paciente tenha uma diferença mínima de capacidade entre os dois olhos”, explica o professor. Prevenção Luiz Cláudio afirma que todo paciente examinado passa por uma rotina completa oftalmológica. Para ele, é importante também realizar exames neurológicos básicos, porque o olho, como órgão diretamente ligado ao cérebro, pode dar muitas informações sobre o estado do sistema nervoso central. “A região chamada de córtex visual recebe e processa informação do meio ambiente captada pelos olhos. Essa ponte olho-cérebro é importantíssima e dá origem à especialidade denominada neuro-oftalmologia”, destaca o professor. O setor de oftalmologia não trabalha isolado, as ações são integradas às diversas áreas do Huap. “O olho não é desconectado do resto do corpo. Existem várias doenças sistêmicas ligadas, por exemplo, à dermatologia, pediatria, nefrologia e reumatologia, que necessitam de um acompanhamento oftalmológico, já que podem ter início na região ocular. Por isso, quero reforçar que é fundamental que as diversas áreas do hospital atuem conjuntamente. Muita gente não conhece o trabalho que desenvolvemos aqui, portanto, também é nosso dever informar a população”, conclui. Serviço: Serviço de Oftalmologia - Hospital Universitário Antônio Pedro Endereço: Av. Marquês do Paraná, 303 - Prédio Anexo - Centro, Niterói - RJ, 24033-900 Telefone: (21) 2629-9194  
Residência Médica em Urologia do Huap recebe certificado de credenciamento pleno da SBUA Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) através da sua Comissão de Ensino e Treinamento concedeu ao Programa de Residência Médica em Urologia do Hospital Universitário Antonio Pedro a Certificação de Credenciamento Pleno de acordo com as normas de qualidade na formação urológica. Após análise das características do Programa de Residência e com o intuito de contribuir para a constante melhoria do ensino urológico a Comissão estabelece que o Programa deve ensinar, treinar e qualificar algumas das seguintes áreas: Doenças Sexualmente Transmissíveis, transplante renal, urologia geral, entre outras. Esse reconhecimento deve-se a atuação dos médicos residentes, médicos e professores que compõem o Serviço de Urologia. Além desses profissionais outros profissionais da área de enfermagem, nutrição, farmácia, compras, rouparia e demais setores.
Huap recebe 70 novos médicos residentesO Hospital Universitário Antonio Pedro recebeu no último dia (27), no Anfiteatro Aloysio de Paula, 70 novos residentes distribuídos em 43 especialidades. O Programa de Residência Médica do Huap existe há 52 anos, este ano teve a oferta total de 108 vagas no formato de residência médica, com início em março. O vice-reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nobrega disse que apesar de todas as dificuldades, a infraestrutura do hospital tem melhorado em muitas direções. O vice-reitor anunciou a mais recente conquista do Huap que é a obra do primeiro Centro de Simulação Realística e Treinamento dentro de um Hospital Universitário com esse perfil. “Mais do que beneficiários vocês serão atores desse processo pedagógico que irá contribuir diretamente para o ensino e pesquisa”, conclui. O superintendente do Huap, Tarcisio Rivello, parabenizou os novos residentes e falou sobre a importância desse momento de troca de conhecimentos com os preceptores. Rivello destacou ainda a preocupação da gestão com a qualidade de atendimento em todos os aspectos, seja relacionado ao fator humano ou técnico. “Temos um grupo de trabalho e um parque tecnológico muito bom. Sejam cada vez mais, curiosos e críticos, para saírem com melhores condições de trabalho e capacitação de treinamento. Façam uma boa política na rede de saúde”, afirmou. Durante a recepção, que ocorreu, os médicos passaram por uma integração institucional, e puderam conhecer a infraestrutura do Huap, receberam orientações gerais que envolvem segurança, normas e conduta, bem como toda a rotina hospitalar. Ao final do evento os residentes se reuniram com os coordenadores de área. Estiveram presentes a chefe da Divisão de Gestão de Cuidados, Sayonara Drummond, o gerente de Ensino e Pesquisa, Rubens Antunes da Cruz Filho, o chefe da Divisão Médica, Roberto Carlos Barcellos, além de chefes de serviço e servidores técnico-administrativos.
UFF consegue recursos para obras no Cine Icaraí e no Instituto de QuímicaO reitor da UFF, Sidney Mello, se reuniu em Brasília, na última segunda-feira, 13 de novembro, com o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Barone, para negociar a liberação de verbas para a conclusão do projeto executivo do Cine Icaraí e das obras do Instituto de Química. Para a reabertura do Cine Icaraí, fechado desde 2006, o MEC liberou R$ 1 milhão. O recurso contribuirá para transformação do espaço em um centro cultural e sede da Orquestra Sinfônica Nacional e da Companhia de Ballet de Niterói. “Daremos continuidade ao projeto básico do Cine Icaraí com a verba negociada com o MEC. O adiantamento de R$ 15 milhões solicitado para a reabertura de parte do cinema ficará para 2018, mas já é um passo importantíssimo”, destaca o reitor. Para o Instituto de Química, a UFF conseguiu o adiantamento de R$ 4 milhões para a conclusão das obras. Esse valor faz parte de um aporte de R$ 28 milhões de recursos do Ministério, direcionados para esse fim. Outros R$ 19 milhões estão serão disponibilizados pela Petrobras para a construção de um laboratório de alta tecnologia no instituto. A previsão é que no início de 2019 o prédio seja entregue à comunidade acadêmica. “Para acelerar o processo, criaremos uma equipe de trabalho”, garante Sidney. A UFF também obteve avanços significativos em relação à dívida de R$ 4 milhões - saldo a pagar pela compra do terreno do INSS, localizado próximo ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap). Segundo o reitor, o MEC informou que entrará em contato com o INSS para negociar a dívida e propor o repasse do terreno para a universidade sem nenhum custo. A administração da universidade já havia encaminhado proposta de parcelamento para saldar o débito. No local, a UFF prevê a construção de uma unidade do Huap, com um centro de reabilitação cardíaca e fisioterápica, centro de diálise crônica e unidade de tratamento de sangue para análises clínicas. “No entanto, a verba para a criação da segunda unidade do Antonio Pedro ficará para o próximo ano, pois o projeto ainda precisa ser avaliado pela Ebserh”, conclui.
Huap recebe reforço de 50 novos funcionáriosNo último dia (1), o Huap recebeu 50 novos funcionários, concursados recentemente pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para prestação de serviços no Hospital Universitário Antonio Pedro, participaram de um momento de integração e acolhimento no Auditório Aloysio de Paula. O evento faz parte de uma série de atividades de integração e capacitação. Para recepcionar os novos funcionários houve a participação do coral do Huap que é formado por funcionários do hospital e pela comunidade externa. Eles foram saudados pelo Reitor da UFF, professor Sidney Luiz de Matos Mello, pelo vice-reitor da UFF, professor Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega Superintendente do HU, Professor Tarcisio Rivello, pela Gerente Administrativa, Maria Conceição Lima de Andrade, pelo Gerente de Ensino e Pesquisa, Rubens Antunes da Cruz Filho, Chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Sayonara Drummond, pela chefe da Divisão de Enfermagem, Fabiana Braga,  a Chefe da Divisão de Apoio e Diagnóstico Terapêutico, Marita Junca Trindade Beacklini e pela Chefe da Divisão de Gestão de Pessoas, Joana D’arc. O Superintendente do Huap, Tarcisio Rivello, deu boas vindas aos novos funcionários e falou sobre a expectativa de compartilhamento da gestão. “Nós acreditamos nessa ferramenta da Ebserh, porque é um modelo novo de gestão, de eficiência e de eficácia do dinheiro público. Nós somos um hospital universitário, uma unidade acadêmica especial, que tem o contrato com o SUS, portanto público e gratuito”. O superintendente do HU destacou, ainda, a importância do envolvimento e a luta do reitor e do vice-reitor da UFF para a assinatura do contrato. O vice – reitor da UFF, Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega saudou os presentes e reforçou sobre a perspectiva da responsabilidade compartilhada.  “Me sinto muito privilegiado por ter podido colaborar nesse processo de construção  da relação com a Ebserh. Não foi um processo simples, foi extremamente complexo, por uma série de razões, principalmente pela novidade. É um desafio muito grande, mas ao mesmo tempo estimulante estar num ambiente com extrema responsabilidade de um modo geral por lidar com saúde e educação. Vocês são a expressão de que é possível fazer melhor com a atitude responsável e otimismo”, conclui o vice-reitor. O reitor da UFF, Sidney Luiz de Matos Mello parabenizou os novos contratados e falou sobre a Universidade e o corpo de profissionais docentes e técnicos de alto nível, que são referência no Brasil e no exterior. “A UFF tem uma agenda positiva sendo um pilar de resistência às crises. O Huap passou por muitas dificuldades, assim como outros hospitais do país, mas ficou de pé. Sempre serviu de elemento de resistência se colocando como um HU de referência para a população, para a produção do conhecimento e formação dos profissionais de saúde. Esse hospital teve um desenvolvimento tecnológico muito bom nos últimos anos. O hospital precisava da força de trabalho de vocês que entram num momento de somar e agregar os valores que cada um traz da sua vida e formação profissional”. Na segunda parte do evento o chefe da Unidade de Planejamento, Júlio Cesar Miranda Ferreira fez uma apresentação sobre o hospital e sua estrutura. A chefe da Divisão de Gestão de Pessoas do HC-UFMG; Renata Ferreira Soares falou sobre Política de gestão de pessoas EBSERH, que englobou regulamento de pessoal, avaliação de desempenho, capacitação e desenvolvimento. A engenheira de Segurança do Trabalho, Marisa Fasura de Amorim, falou sobre a NR 32 (Segurança e Saúde no Trabalho de Serviços de Saúde) e Biossegurança. Em seguida houve a apresentação do SOST (Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho), que é um serviço ligado à Divisão de Gestão de Pessoas voltado para atender às necessidades dos servidores nas questões relacionadas à saúde e segurança das suas atividades laborais. Ao final do acolhimento foi realizada a assinatura do contrato. Dentre os novos contratados estão: analista administrativo - administração hospitalar, analista de tecnologia da informação – processos, assistente administrativo, enfermeiro, farmacêutico, físico - física médica - medicina nuclear, fisioterapeuta, médico – anestesiologia, médico – cardiologia, médico - clínica médica médico – coloproctologia, médico - hematologia e hemoterapia, médico - medicina intensiva, nutricionista, técnico em citopatologia, técnico em enfermagem, técnico em farmácia, tecnólogo em radiologia, advogado, técnico em segurança do trabalho, engenheiro em segurança do trabalho, assistente administrativo, técnico em contabilidade, enfermeiro/saúde do trabalhador e médico/medicina do trabalho.
Inauguração Ambulatório HUAPA Universidade Federal Fluminense, através da Pró-Reitoria de Extensão, registrou a Inauguração do Complexo Ambulatorial do Hospital Universitário Antônio Pedro. A obra teve início no ano de 2012, com os objetivos de melhorar as condições de atendimento ao paciente e de trabalho da equipe de saúde, a criação de ambientes propícios ao ensino da prática profissional, a adequação à legislação vigente e a oferta de mais serviços. Estiveram presentes na solenidade o Reitor Prof. Sidney Mello, o Vice-Reitor Prof. Antônio Cláudio Nóbrega, o Pró-Reitor de Extensão Prof. Cresus Vinicius Depes de Gôuvea, o ex-Reitor da UFF Prof. Hildiberto Ramos Cavalcanti, o Diretor da Faculdade de Medicina Prof. José Carlos Trugilho, o Superintendente do HUAP Prof. Tarcisio Rivello, além de outros membros e funcionários da Universidade. Também participaram do evento, colaboradores da ACHUAP (Associação de Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro) e a Presidente da Associação Profa. Rita Rivello, a Secretária de Saúde de Niterói Maria Célia Vasconcellos, o Reitor da Unirio Prof. Luiz Pedro Jutuca e os membros da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) Cláudio Wanderley Saab (Diretor de Atenção à Saúde) e Prof. Kleber de Melo Morais (Presidente). Para abrilhantar a Inauguração, foram chamados o Quarteto de Cordas da UFF e o Coral do Hospital Universitário, comandado pelo Maestro Marcos Cardoso. Confira as fotos!
Hospital universitário entrega a Niterói novo ambulatório com mais conforto e qualidade
Projeto da UFF oferece atendimento humanizado a pacientes com câncerDe acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12,7 milhões de novos casos de câncer são diagnosticados por ano em todo o mundo. Em 2016, estima-se a ocorrência de mais de 596 mil casos no Brasil. Pensando em como tornar menos doloroso o tratamento e elevar a autoestima e esperança dos pacientes, um grupo de profissionais da Universidade Federal Fluminense, conhecido como “Equipe das Amarelinhas”, decidiu colorir e alegrar os corredores, enfermarias e salas de espera do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). O programa Terapia Expressiva como veículo de Cuidado Integral no Hospital Universitário Antônio Pedro (Teci-Huap) é um conjunto de ações voltadas à integralização e humanização do cuidado em saúde. O “Cuidar de si com arte”, que existe desde 2010 e está em sua sétima edição, é um curso de extensão da Pró-reitoria de Extensão (Proex), conta atualmente com 42 alunos e oferece sessões de terapia expressiva a aproximadamente 50 pacientes oncológicos por semana. A atividade é realizada de março a dezembro, durante os dois semestres letivos. Os estudantes e voluntários do programa promovem atividades artísticas, exposições, eventos, vídeos, dança circular no saguão do hospital, apresentam um coral terapêutico e também organizaram um livro, o “Terapia expressiva - a arte do afeto colorindo um hospital”, publicado pela Editora da UFF (Eduff). O projeto é composto por três equipes, com aproximadamente 15 voluntários multiprofissionais, que participam do trabalho de campo e auxiliam nas atividades do projeto. O “Cuidar de si com arte” é a principal ação do Teci-Huap, cujo objetivo é que o profissional de saúde e universitários de diversas áreas tenham um espaço para cuidar de si, revisitar sua subjetividade e entrar em contato com sua profissão. A “Infusão de Vida” é uma atividade que dá assistência aos pacientes do Huap na sala de quimioterapia para casos graves. Neste trabalho, os alunos e voluntários do projeto vão ao Núcleo de Atenção Oncológica (NAO), onde os doentes recebem o tratamento de quimioterapia intravenosa para câncer, e à sala de espera do NAO, onde estão também parentes e acompanhantes. Dentre as ações oferecidas pelo programa, destaca-se a “Hora da Visita”, que acontece na enfermaria de hematologia para os casos mais graves, simbolizando saúde e esperança. Quíron e a humanização do cuidado O Quíron, do grego Kheíron (mão), é o ícone escolhido para representar o Teci-Huap. Quíron, um centauro da mitologia grega, parte homem, parte animal, nos remete à dupla natureza dos seres humanos e era mestre de diversos heróis gregos, a quem ensinou todas as artes, a filosofia e as ciências da cura. Paradoxalmente, Quíron foi ferido na perna por uma flecha lançada sem querer por seu discípulo Héracles, embebida no veneno da Hidra de Lerna, que provocava feridas incuráveis. Como era imortal, padeceria de dores terríveis de forma perene. Ele era agora o curandeiro que não podia curar a sua própria ferida. Por isso, Quíron representa a filosofia do programa de terapia expressiva, no qual profissionais de saúde podem perceber que, embora tratem e curem tantas pessoas, também têm suas próprias mazelas e precisam de um espaço para cuidarem de si mesmos. “O que queremos trazer para as pessoas que fazem o curso e nossos voluntários é que não devemos nos esquecer de nós mesmos, para que possamos atender com mais humanidade. Fazemos questão de entrar em contato permanentemente com a nossa dor, com a nossa humanidade, para fazer as coisas com o coração”, afirma a médica terapeuta, professora e supervisora do curso, Denise Vianna. Para a médica, é um paradoxo falar em humanização em um trabalho cujo pressuposto é exatamente humanizar. Segundo Denise, os estudantes de medicina e ciências da saúde em geral são estimulados a não se expressarem. No curso “Cuidar de si com arte”, existe essa permissão para transformar a dor em algo produtivo. “Numa área em que você tem que se responsabilizar pelo outro, não há momento para demonstrar fraqueza. O treinamento é para você se desumanizar, ficar duro, enrijecer. É preciso ter compaixão e sentir junto. Isso é o Quíron, é a humanização”, explica. Cuidando de si Para a voluntária Edwiges Barros, a terapia expressiva age em todos os que estão envolvidos em oferecer esse tratamento. As tarefas não são impostas, as ideias surgem e são construídas em conjunto. As atividades são intensas e mobilizam toda a equipe. “Planejamos o que os participantes farão e entregamos o material. Ali, eles vão se expressando, dando vida ao material de acordo com o que estão pensando, e isso também começa a mexer conosco. Às vezes, pensamos em um trabalho totalmente abstrato, mas não acontece nada de abstração, vem um trabalho de muita interiorização, que mexe com eles e nosso íntimo”, ilustra. Segundo Edwiges, a forma como enfrentamos as adversidades nos fortalece para a vida. Portanto, ver a força com que alguém enfrenta uma doença tão agressiva como o câncer nos faz refletir sobre a dimensão dos nossos problemas. “É uma via de mão dupla. Não estamos aqui fazendo o trabalho porque somos bonzinhos ou apenas porque gostamos. Nós os tratamos e também recebemos tratamento”, reforça. Já para a voluntária Nilma Araújo, são muitas as experiências vividas no programa. Algumas vezes, as pessoas chegam tristes e, após as atividades, suas expressões mudam. Para Nilma, o trabalho manual feito é a expressão daquilo que mudou dentro de cada paciente e isso demonstra uma transformação nos sentimentos. “Certa vez, pedimos para uma participante colar um coração vermelho em um papel, mas ela quis pintar de preto o espaço em seria colocado o coração, pois era como ela se sentia naquele momento, e depois afirmou que um dia ela colaria o coração vermelho naquele espaço. Ou seja, cada um tem o seu tempo e ela abriu a possibilidade de um dia aquele coração preto, cheio de mágoa e dor se transformar em algo melhor. Esse é o grande benefício”, descreve. Diversos materiais são utilizados durante as sessões de terapia expressiva, como papéis, tintas coloridas, pedras, lã, cola, material plástico, tecidos, colagem de materiais de diversas texturas, música, contação de histórias e até meditação. Denise Vianna afirma que não gosta de usar o nome “arteterapia”, pois pressupõe que a pessoa tem que ser artista. “É terapia pela expressão, pois expressão pode ser qualquer coisa, rasgar, pintar, fazer o que quiser”, ressalta. A partir do trabalho de terapia expressiva, foi desenvolvida uma pesquisa qualiquantitativa que virou livro. O estudo observou o que a equipe fez e atestou a eficiência do tratamento. “Eu sabia da eficácia, mas precisava comprovar. O nosso trabalho não é apenas uma brincadeira, é um tratamento”, atesta Denise. Ela também acredita que cada pessoa que passa pelo tratamento tem em si o poder de cura e transformação. “Tentamos ficar invisíveis para que eles fiquem à vontade para definirem a atividade que vão desenvolver, a gente não impõe nada”, justifica. Edwiges Barros explica que, na condição em que se encontram os pacientes, é muito fácil se negar a participar da terapia. “Se você der um empurrãozinho, eles cedem e se desarmam. O ato de se defender é um impulso muito forte, mas naturalmente respeitamos os limites de cada um e os deixamos à vontade”, alega. Já segundo Nilma Araújo, a produção dos pacientes durante as sessões os empodera e isso se reflete em sua melhora tanto emocional, quanto física. Abaixo, Denise Vianna fala um pouco mais sobre o programa de Terapia Expressiva: Como surgiu a ideia de montar o programa? Trabalho com terapia expressiva desde 2000. No Campus do Mequinho, dava um curso de formação, que durava três anos. Nesse formato de um ano apenas, o curso é denominado de humanização. Quando fui transferida para o Huap, resolvi aprofundar esse trabalho. Sempre tive vontade de fazer um curso voltado para os cuidadores, para que eles se aprimorassem. O objetivo era aperfeiçoar o cuidado e a qualidade de vida deles. Rapidamente as portas se abriram. O Departamento de Saúde e Sociedade e o Instituto de Saúde Coletiva foram bem receptivos e muito abertos a essas iniciativas inovadoras. A UFF prima por essas iniciativas. Em 2009, ministrei uma disciplina obrigatória chamada “Trabalho de campo supervisionado”, em que comecei com a terapia expressiva, ali começou a se formar essa ideia. Minhas amigas e os voluntários vieram comigo, para me ajudar. Qual é a importância do trabalho voluntário no projeto? Estamos aqui há sete anos trabalhando voluntariamente. A participação voluntária é fundamental e sem ela o Terapia Expressiva não existiria. Compramos os materiais, pedimos aos alunos que façam doações e estamos todos sempre aqui. Somos uma escola de terapia expressiva, aprendemos juntos o tempo inteiro. Temos uma rede solidária muito grande, de amizade muito profunda, pois partilhamos muitas coisas e é isso que nos impulsiona a continuar. Contando com essa união, nosso trabalho foi premiado por três anos (2011, 2012 e 2014) pelo Programa de Extensão Universitária (Proext) de saúde. Qual a importância da relação e interação dos pacientes com outras pessoas, como família, amigos e profissionais? É interessante trabalhar com o paciente que está recebendo a quimioterapia e com quem o está aguardando fora da sala. Primeiro, porque o acompanhante fica feliz de saber que estamos com a pessoa que está recebendo a quimioterapia, pois é reconfortante ter certeza de que ela está se distraindo e recebendo apoio. Depois que termina a sessão, o paciente vai ao encontro de seu acompanhante e ambos recebem apoio para encarar aquela realidade de outra maneira. Um fortalece o outro. Os pacientes respondiam a um questionário qualiquantitativo. Qual a importância dessa análise? No início, aplicávamos um questionário para avaliar as condições físicas e psíquicas antes e depois das sessões, perguntando aos participantes quais sentimentos tinham antes e depois da atividade. Fizemos a pesquisa com base nessas respostas. Atualmente, apenas conversamos com os pacientes, perguntando quais foram suas impressões sobre a atividade e então preenchemos um relatório. Durante a pesquisa concluímos que os pacientes consideram a experiência útil e prazerosa, ajudando-os a relaxar e expandir sua criatividade e expressar melhor suas emoções. Além disso, as pessoas relataram que a família, a fé e a saúde eram as questões mais importantes para suas vidas, o que eles mais valorizavam. Percebeu-se que antes de cada sessão de terapia, os pacientes afirmavam estar emocionalmente bem, mas, na verdade, não estavam. Só depois da atividade, eles tomavam consciência dessa realidade e começavam a se expressar melhor em relação aos seus sentimentos. Por isso, mesmo fazendo uma análise quantitativa, a narrativa dos pacientes é fundamental. É importante olhar sob as duas óticas, do antes e depois, para analisarmos os dados de forma correta. É necessário saber o porquê, como e quando as coisas acontecem. Para a eficiência da terapia expressiva, o diálogo é indispensável. Como avaliam os resultados obtidos nessas sessões? Comprovamos a eficácia da terapia expressiva e percebemos transformações não apenas no paciente, mas também no ambiente, pois os laços entre as pessoas se estreitam e a energia do lugar muda. Quando entramos de férias, os participantes sentem a nossa falta e querem fazer a quimioterapia apenas nos dias do projeto. O essencial é que o tratamento medicamentoso aconteça, nosso papel é complementar a quimioterapia. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) tem pouco mais de dez anos e está abrindo para o Sistema Único de Saúde (SUS) tratamentos de homeopatia, medicina ayurvédica e acupuntura. A terapia expressiva também foi instituída no SUS como uma prática integrativa. Anteriormente, as pessoas não levavam a sério sua importância, mas nossa pesquisa prova o contrário. Durante as sessões, a magia acontece. Todos entram no clima de entrega, saindo da dor e adentrando num espaço em que o sofrimento não é o foco principal. Enquanto a quimioterapia trata o câncer, nós colorimos a vida.
Servidores do Huap continuam vinculados à UFF sob o regime RJUNota explicativa aos servidores do Huap O Superintendente do Huap, professor Tarcisio Rivello, esclarece que os servidores do hospital não foram cedidos à Ebserh. Por meio de nota, o Superintendente informa sobre a Portaria UFF nº 58.675, de 05/05/2017, publicada no BS nº 079, de 09/05/2017, editada pelo reitor da universidade, Sidney Mello, e elaborada com o objetivo de formalizar os princípios e normas construtivas da vida funcional dos servidores do Huap. Ao contrário do que vem sendo divulgado por alguns meios, não existe cessão dos servidores à Ebserh, esta portaria apenas reforça seus direitos. Fica assegurado aos servidores públicos do hospital universitário todos os direitos e vantagens estabelecidas na Lei 8.112/90, bem como na Lei 11.091/05 - Plano de Carreira dos cargos Técnicos-Administrativos em Educação. A Portaria foi editada por recomendação do Tribunal de Contas da União com o objetivo de regularizar a situação dos servidores vinculados às universidades federais sob gestão da Ebserh, além de proteger e garantir a situação jurídica, mantendo o vínculo RJU da UFF. O Huap continua 100% SUS, público e gratuito. -> Leia a nota na íntegra
40 anos da Psiquiatria Infantil na UFFA Universidade Federal Fluminense, por meio de sua Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), registrou o V Simpósio de Desenvolvimento Infantil na Perspectiva Histórico-Cultural UFF-IPHEM e Pré - Congresso de Neurologia e Psiquiatria Infantil – ABENEPI, realizado pela Rede GEAL – Grupo Transdisciplinar de Estudos e Tratamento do Alcoolismo e outras dependências. O evento foi uma comemoração dos 40 anos da Psiquiatria Infantil na UFF e contou com a presença do Pró-Reitor de Extensão, Professor Cresus Vinicius Depes de Gouvêa; da Desembargadora do Tribunal de Justiça do RJ, Dr.ª Ivone Caetano; da presidente do Instituto de Pesquisas Heloísa Marinho (IPHEM), Prof.ª Cristina Werner, da presidente da Associação Brasileira de Prevenção e Tratamento das Ofensas Sexuais (ABTOS), Dr.ª Gislene Valadares; do presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (ABENEPI-RJ), Dr. Ricardo Krause; da Prof.ª Dr.ª Elvidina Adamson Macedo (Reino Unido); da Coordenadora de Pedagogia-UFF, Dr.ª Zoia Ribeiro Prestes, da Drª. Anna Maria Lunardi Padilha (professora de Educação na Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP/SP); e dos professores José Carlos Vieira Trugilho (Diretor da Faculdade de Medicina), José Antônio Monteiro (Coordenador do Curso de Medicina) e Flávio Prado Vasques (Sub-chefe do Materno Infantil HUAP). O evento promoveu conferências, painéis e cursos que abordaram principalmente temas como a psiquiatria infantil, violência e infância, educação, relação entre a mãe e o recém-nascido, educação sexual e ideologia de gênero.
Visita Técnica ao Complexo Ambulatorial no HUAPA Universidade Federal Fluminense, por meio de sua Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), realizou Visita Técnica ao novo Complexo Ambulatorial do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) para usuários SUS – HUAP. A visita contou com as presenças do magnífico Reitor da UFF, Professor Sidney Luiz de Matos Mello; do Vice-Reitor, Professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega; do Diretor Superintendente do HUAP, Professor Tarcisio Rivello; e do Diretor Médico do HUAP, Anibal Dragão. Também participaram do evento a empresa responsável pela obra do novo setor do Hospital, a Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antonio Pedro (ACHUAP) e representantes de diversos setores do HUAP e da comunidade em geral.
Programa SOS Mulher no Huap: atendimento às vítimas de violência sexualAngústia, dúvida, medo, vergonha, dores físicas e emocionais. Esses são alguns dos sentimentos que a equipe multidisciplinar do Programa de extensão SOS Mulher busca aliviar nas mulheres que chegam ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap) após sofrerem algum tipo de violência, principalmente sexual. Em atividade há quase 15 anos, o SOS Mulher atende, 24 horas por dia, a mulheres que chegam ao Serviço de Obstetrícia, comumente chamado de maternidade do hospital. O setor localizado no oitavo andar do Huap funciona tanto como porta de entrada para emergências obstétricas quanto para mulheres em situação de violência sexual. Para ser atendida fora do horário em que a recepção do ambulatório esteja aberta, é preciso acessar a portaria lateral do Huap, onde as equipes são constantemente orientadas a autorizar a entrada das mulheres. Acolhimento é a palavra de ordem do serviço, que é reconhecido como referência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o Leste Metropolitano (também chamado de Região Metropolitana II, que abrange municípios como São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Maricá, Tanguá e Niterói). É um dos poucos atendimentos que se dá também por demanda espontânea, pois, desde 2008, o Huap adotou a gestão de emergência aberta, referenciada e regulada, no modelo do SUS, cujo encaminhamento se dá pela central de regulação ou pelo próprio ambulatório. Ao acessar a recepção da emergência, a paciente relata suas queixas em uma ficha e recebe encaminhamento para a maternidade, onde há médicos ginecologistas e a equipe de enfermagem de plantão. Todo o atendimento segue as diretrizes do Ministério da Saúde na norma técnica “Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes”. A norma estabelece os medicamentos, exames e procedimentos de profilaxia indicados para prevenir, por exemplo, uma gravidez indesejada e doenças como HIV-Aids e outras sexualmente transmissíveis. Daí a importância de se buscar ajuda em até 72 horas, de preferência, prazo para que os coquetéis antirretrovirais possam combater rapidamente a ação do vírus. No Huap, a medicação é organizada em kits pelo setor de Farmácia do hospital, em conformidade com as normas do ministério, que são distribuídos às mulheres atendidas. Obstetrícia é a porta de entrada para quem sofre violência sexual A enfermeira Diva Pilotto, integrante do SOS Mulher desde a origem do programa, ressalta que além do tratamento, as usuárias encontram amparo no serviço. “É um lugar onde não necessariamente elas precisam contar a história mais uma vez. Algumas querem ser ouvidas, outras querem só o medicamento. Mas é importante dizer que elas são recebidas depois de vencer uma barreira muito complicada, que é ter coragem para entrar no hospital. É como se fosse o primeiro tempo de um longo caminho, então dizemos a cada uma elas ‘tenha tranquilidade. Você já chegou no lugar que procurava’. É um lugar onde a calmaria tem que se fazer, porque vemos coisas muito difíceis”, conta.  É ali também que os plantonistas examinam a paciente e fazem a primeira testagem do HIV e de DST’s. Isso dá uma visão prévia sobre o quadro de saúde e o panorama de vida antes do ato de violência. Passada a etapa emergencial, a usuária é recomendada ao atendimento que ocorre às quartas-feiras, em diferentes áreas da saúde. Quando necessário, recebe o encaminhamento para o tratamento com antirretrovirais na Infectologia e para uma entrevista junto ao Serviço Social e à Psicologia e para o acompanhamento ginecológico. “Esse atendimento de quarta-feira é super importante para conscientiza-las e incentiva-las à reflexão sobre a importância de seguir o tratamento até a alta. Ficam em acompanhamento médico para definir como será esse seguimento. Os antirretrovirais têm que ser tomados durante 28 dias e podem causar efeitos colaterais desagradáveis, como diarréias e náuseas. E, depois da violência ocorrida, os testes anti-HIV e DST’s são refeitos três vezes. A paciente só recebe alta depois da terceira testagem negativa. Tudo isso é explicado lá como acontece”, afirma a assistente social Leila Guidoreni, uma das fundadoras do programa. Segundo Leila, a equipe do Serviço Social – que é formada por ela e dois estagiários, estudantes da graduação na área – trabalha sob livre demanda. Ou seja, não há a obrigação, por parte da usuária, de passar pela assistente social cada vez que comparecer ao hospital. Porém, muitas voltam porque se forma um vínculo. “Orientamos as pacientes nas necessidades que elas possam ter – seja afastamento do trabalho ou da escola, atendimento jurídico, previdência, leis trabalhistas, benefícios e outros direitos, depende do que cada uma demandar. E muitas delas acabam vindo inclusive por questões que não tem mais a ver com a violência sofrida. Do jeito que a nossa acolhida acontece, acabam voltando pelo vínculo, e também para demonstrar que estão bem”, diz.  A equipe do programa dá atenção especial à privacidade das pacientes. Não apenas o que é dito, como detalhes sobre os procedimentos, são mantidos em sigilo. Nesse sentido, a ginecologista Carmen Athayde, chefe do ambulatório de Ginecologia, expressa a preocupação de não manter muitos profissionais e estudantes nos locais onde as mulheres estiverem. “Em se tratando de violência, uma temática na qual elas têm dificuldade de verbalizar, com uma carga emocional muito forte, não há como colocar um monte de gente no ambulatório sentada ali para assistir. Isso se torna muito invasivo. Por mais que tenhamos o compromisso de formar, também é fundamental pensar no lado da paciente. Tem que haver um rodízio, com no máximo dois residentes ou estudantes por vez”, explica Carmen, que atualmente coordena o SOS Mulher. Graduação em Medicina também é parceira do SOS Mulher Em relação à formação, além de manter estagiários e residentes como parceiros do SOS Mulher, o programa firmou uma parceria com o curso de graduação em Medicina, por meio da disciplina obrigatória “Trabalho de Campo Supervisionado I (TCS I)”, ministrado pelas professoras Elizabeth Clarkson e Sonia Berger a alunos do segundo período. A disciplina tem o eixo temático “Atenção Integral à pessoa em situação de violência”. “Trabalhamos com temas ligados à saúde coletiva, às ciências humanas e sociais, em questões como direito, estudos de gênero. Não olhamos apenas para a violência sexual, mas para os diversos tipos de violência – contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos, sob a perspectiva doméstica, sexual, institucional. É uma disciplina que une a teoria, sob o olhar da integralidade, com a prática, buscando conhecer o espaços onde ela se dá. E o SOS Mulher virou um campo de estudo. De 2013 para cá, já foram seis turmas participando”, esclarece Sonia, acrescentando que Leila e os estagiários promovem, a cada semestre, encontros com os estudantes para apresentar o serviço. Eles são divididos em pequenos grupos, acompanhados dos chamados preceptores, que na área da saúde são responsáveis por conduzir e supervisionar o desenvolvimento de internos e residentes nas diversas especialidades de um hospital. Elizabeth Clarkson e Sonia Berger mantém ainda o projeto de pesquisa “Estudo sobre o Acolhimento a pessoas em situação de violência no Hospital Universitário Antônio Pedro”. A pesquisa busca avaliar rotinas e práticas internas da equipe envolvida na assistência e na articulação com a rede intersetorial local, aprofundando a análise sobre a situação das mulheres, especialmente das vítimas de violência sexual, no processo de adesão ao tratamento ofertado. “A partir da sensibilização pela disciplina e com o projeto, os alunos entendem qual é o trabalho do SOS Mulher e, a partir dali, formulam suas próprias questões sobre gênero e violência”, conta Elizabeth, explicando que a pesquisa foi toda construída em parceria com os alunos. Segundo Sonia, o estudo já foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e os resultados preliminares deverão ser divulgados em março de 2017, por ocasião do mês internacional da mulher. “Fizemos um diagnóstico situacional geral no Huap, por entendermos que a questão da violência é um problema de saúde para todos os setores e pessoas atendidas ali. Mesmo que a pessoa tenha outra demanda que não seja específica sobre violência, quem está internado ou sendo atendido pode ter sofrido maus tratos, violência sexual ou outro tipo de violência. Por isso, o olhar de que quem atende e dos futuros profissionais precisa ser ampliado para identificar os casos e acolher de forma diferenciada”, pontua. Articulação em rede é base para atendimento integral Antes da criação do programa, o campo da violência contra a mulher não recebia uma abordagem específica no Huap, ficando a cargo de serviços que já atendiam à saúde da mulher de forma geral. De acordo com Leila Guidoreni, a criação de atendimentos especializados na área é resultado de uma intensa luta de movimentos sociais, mais especificamente de movimentos organizados de mulheres e entidades locais. “Isso fez com que o governo federal convocasse as secretarias estaduais de saúde e instituições onde já havia um polo de atendimento à saúde da mulher para uma capacitação, entre os anos 2000 e 2001. O objetivo era nos capacitar para implementar um protocolo de organização e sistematização dos atendimentos em rede”. Em 2013, foi lançado o programa federal “Mulher, Viver sem Violência”, com o  propósito de integrar e ampliar os serviços públicos já existentes voltados às mulheres em situação de violência. Dentre os objetivos, está a ampliação do atendimento adequado e humanizado às vítimas de violência sexual e o combate à impunidade dos agressores.  Segundo a assistente social, um dos desafios hoje é a manutenção da integração dessa rede como uma política permanente. Ela conta que o programa busca maior aproximação com órgãos locais onde já há formalmente uma parceria, como o Ministério Público, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim) da Prefeitura de Niterói, e a OAB Mulher, seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. “Dentro do atendimento em saúde, damos, no hospital, tudo o que é possível oferecer. Mas não há como dar conta, por exemplo, da questão legal. Então hoje podemos dizer que, internamente, temos um fluxo estruturado e que ninguém fica sem atendimento”. Ela afirma que estão buscando reforçar a rede de atendimento, com a sensibilização de todos os responsáveis. “Está programado um calendário de reuniões bimestrais, na Codim, para buscar a rearticulação de rede, com todas essas instituições convocadas a atuar. Nem sempre podem estar presentes ou dar uma prioridade à questão, o que depende muito do profissional que estiver à frente no atendimento. Mas não podemos parar, temos que continuar. Por isso estreitamos ao máximo que o contato com as outras instituições”. O atendimento no Serviço Social do ambulatório do Huap para vítimas de violência doméstica ou sexual (não emergenciais) ocorre de segunda à sexta-feira, das 13h às 17h. O telefone é 2629-9073.
Processo Seletivo Simplificado para o HUAPJá estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Simplificado 2016 para o Hospital Universitário Antonio Pedro, referente ao Edital 2/2016.  As vagas são para Analista de Sistemas – Especialista em Sistemas RIS/PACS (*), Analista de Sistemas, Administrador – Especialista em Administração Hospitalar, Assistente Técnico de Gestão em Saúde e Assistente Técnico de Gestão em Saúde/Informática. Para informações sobre este Processo Seletivo Simplificado acesse http://www.coseac.uff.br/pss/huap/20162.
Concurso de Seleção para Residência Médica - HUAP 2017A Universidade Federal Fluminense, através da Direção Geral do Hospital Universitário Antônio Pedro e da Comissão de Residência Médica, torna público o Concurso de Seleção para Residência Médica do HUAP.  São 104 vagas destinadas aos Programas de Residência Médica para o ano letivo de 2017. A realização do Concurso de Seleção para Residência Médica 2017 está a cargo da Comissão de Residência Médica do Hospital Universitário Antonio Pedro (COREME), ligada diretamente à Direção Geral do Hospital Universitário Antonio Pedro da Universidade Federal Fluminense. A COREME está instalada no Hospital Universitário Antonio Pedro, 6º andar do Prédio Anexo, sito à Rua Marquês do Paraná, 303, Centro - CEP: 24.033-900 - Niterói - RJ. O Concurso, cujas inscrições estarão abertas até as 12 horas do dia 3 de novembro, é operacionalizado pela Coseac. Para mais informações, acesse http://www.coseac.uff.br/concursos/coreme/2017  
Huap: novas contratações aumentarão número de leitosO Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) conseguiu recentemente, por meio de negociação com o Ministério da Educação (MEC), a abertura de 241 vagas temporárias para a área de saúde e 31 vagas destinadas ao setor administrativo para suprir a demanda de profissionais. As vagas serão preenchidas por tempo determinado, com contrato de duração de até 2 anos. Com as novas contratações na área médica, o hospital planeja dobrar o número de leitos, ou seja, reabrir os 160 que estão inutilizados devido ao déficit de funcionários. A contratação acontecerá via Processo Seletivo Simplificado (PSS), por meio de uma prova de conhecimentos específicos regida pelo edital lançado nesta terça-feira, 20 de setembro. Na mesma data em que foi oficializado o PSS no Diário Oficial da União, 31 de agosto, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) lançou o edital do concurso público para efetivação de funcionários dispondo de 259 vagas para reduzir o déficit na área médica, assistencial e administrativa. Além das contratações, o Huap está investindo na construção de um novo ambulatório que será inaugurado em janeiro de 2017. De acordo com o Superintendente do Huap e professor do hospital Tarcísio Rivello, o concurso ainda não vai suprir totalmente a demanda do hospital, mas complementará o quadro funcional até que a contratação temporária expire e seja feito um novo concurso para entrar em vigor em 2018. “Assim que os funcionários da contratação temporária se desligarem do hospital, já haverá um novo concurso em andamento para preencher as vacâncias e, finalmente, atender totalmente a carência de profissionais”, esclarece. Todas as áreas serão contempladas, como radiologia, enfermagem, análises clínicas, além de médicos e demais profissionais da saúde" - Tarcísio Rivello  O processo de entendimento com o MEC durou seis meses e um dos entraves foi a determinação da União de que as novas contratações se desse exclusivamente via concurso organizado pela Ebserh. Segundo o vice-reitor da UFF, Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega, foi um período complicado, já que a negociação ocorreu em meio ao processo de impeachment. “Para que as vagas fossem concedidas via contratação temporária, tivemos que argumentar sobre a urgência de profissionais na unidade e ressaltar a importância do processo para suprir a demanda do hospital enquanto a Ebserh não lançava o concurso”, esclarece. Nóbrega declarou ainda que além da argumentação com parlamentares, ministros e secretários, foi necessário o trabalho de uma equipe jurídica para agilizar os trâmites. O argumento que sustentou a negociação teve como base a Lei Nº 8.745/93, que permite a contratação temporária em órgãos públicos, caso seja para “assistência a emergências em saúde pública”. “Para chegarmos a um acordo, foi necessário irmos a Brasília pelo menos oito vezes”, ressalta. O reitor da universidade, Sidney Mello, aponta para os ganhos que serão obtidos por meio da contratação. “Uma vitória para a UFF, em particular para aqueles que querem ver o Huap com força total. O benefício direto dessas contratações será a ampliação de leitos e a retomada de serviços importantes, inclusive acompanhando melhorias em equipamentos, pessoal e tecnologia. Além disso, o novo ambulatório logo estará pronto, o que trará para todos um espaço de trabalho, serviço e atendimento à altura de um Hospital Universitário como o Huap”, orgulha-se. Ensino-aprendizagem Os serviços prestado pelo Antônio Pedro, como também é conhecido, atendem não só ao município de NIterói, onde está situado, mas também outras localidades, como São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá. Além disso, o hospital é classificado como uma unidade que lida com procedimentos de média e alta complexidade que outras unidades do SUS não realizam, como transplantes, neurocirurgia, cirurgias altamente complexas ou atendimento de doenças raras. O hospital é uma instituição importante também como produtora e disseminadora de conhecimento. “O Huap é uma prioridade para a nossa gestão. Temos o intuito de buscar meios para que a unidade exerça plenamente suas funções como hospital de atendimento ao público e unidade de ensino para universitários”, esclarece o vice-reitor da UFF. Um dos setores que mais será beneficiado com a contratação temporária é o centro cirúrgico, que carece principalmente de anestesistas e equipe de enfermagem, assim como instrumentadores. Serão contratados, segundo o edital, 13 anestesistas, 109 técnicos em enfermagem e 10 técnicos de enfermagem especializados em instrumentação cirúrgica. O chefe do setor, Nisval de Magalhães Júnior, explica a importância do centro cirúrgico para o aprendizado do alunos. “Quanto maior for o número de cirurgias realizadas, melhor será a formação dos estudantes, já que terão a oportunidade de colocar em prática o que lhes é ensinado na teoria”, ressalta. Além da falta de profissionais, Magalhães destaca a falta de leitos não só como um problema para o fluxo cirúrgico no hospital, mas também para a vivência acadêmica dos universitários. Hoje são realizadas 300 cirurgias mensais e, com a nova contratação, esse número deve alcançar 540, um acréscimo de 240 procedimentos, o que representará uma mudança significativa na rotina do atendimento cirúrgico e da prática acadêmica. “A fila de pacientes aguardando cirurgia é enorme, com a falta de leitos, o número de procedimentos cirúrgicos cai drasticamente, já que para que um paciente seja operado, é necessário que outro tenha desocupado o leito”, explica Magalhães. “Não adianta ter um centro cirúrgico a todo vapor e bem equipado, como é o nosso caso, e não haver leitos para o pós e pré-operatório”, enfatiza. Melhorias Desde 2007, o Huap enfrenta problemas gerados pela falta de profissionais. Segundo Rivello, a contratação temporária será realizada via Processo Seletivo Simplificado para que a demanda do hospital seja suprida mais rapidamente. “Todas as áreas serão contempladas, como radiologia, enfermagem, análises clínicas, além de médicos e demais profissionais da saúde”, afirma o superintendente. “O nosso objetivo é promover um atendimento de qualidade aos pacientes do hospital, que são beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Segundo Rivello, a prática do PSS é realizada no hospital pelo menos de dois em dois anos para suprir a demanda de profissionais, mas acredita que esta seja a última vez, já que a Ebserh abriu edital para concurso definitivo. Os funcionários contratados via PSS trabalharão juntos com os efetivos do concurso até a expiração do prazo da contratação temporária. De acordo com o superintendente, a Ebserh pretende publicar mais um edital no fim de 2017, além do já lançado, para ocupar as vagas abertas com o fim do PSS. “Nossa gestão está voltada para a qualidade no atendimento do paciente como ser humano, não somente como um beneficiário do SUS. A intenção é acompanhar o paciente, fazer um controle de qualidade e proporcionar o respeito que ele merece. Para isso, a meta é disponibilizar 300 leitos até 2018”, conclui. Ebserh A Ebserh, criada em 2011, é uma empresa pública vinculada ao MEC e integra um conjunto de ações do governo no sentido de recuperar os hospitais vinculados às universidades federais. No primeiro semestre deste ano, atendendo à norma imposta pela União, a gestão do Huap foi concedida à Ebserh e, ao longo do processo, o hospital estabeleceu condições para aderir às novas diretrizes. “Tais condições foram de que o hospital continuasse a atender somente pacientes do SUS e de que houvesse autonomia universitária das unidades acadêmicas para propor planos de ação e colocá-los em prática. Outra exigência foi de que a unidade continuasse a ser um hospital-escola, promovendo o aprendizado prático aos alunos da área da saúde. Por último, os funcionários da universidade que atuam no hospital deverão continuar exercendo suas funções como concursados da universidade”, explicou Nóbrega.
UFF contratará 272 profissionais para o HUAP, que ampliará sua capacidade para 220 leitosApós longo processo de negociação e argumentação, a Reitoria da UFF conseguiu a autorização do Governo Federal para contratar de forma emergencial um total de 272 profissionais para ampliar os serviços oferecidos pelo Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) aos usuários do SUS. Serão contratados médicos de 17 especialidades, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, técnicos de enfermagem e de laboratório, bem como profissionais de apoio administrativo. Com o aumento e qualificação da força de trabalho será possível ampliar dos atuais 160 leitos para ao menos 220, além de aumentar o número de atendimentos, exames e cirurgias. Estes profissionais terão seus contratos vigentes até que sejam aprovados em concurso e nomeados em 2017 os funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação com a qual a UFF assinou contrato de gestão compartilhada do HUAP. Portanto, esta autorização excepcional para contratação temporária de 272 profissionais representa uma ação de transição para um novo modelo de gestão do HUAP, sempre visando a sustentabilidade de um hospital-escola eficiente e com crescente relevância para a formação de profissionais de saúde, a produção de conhecimento inovador e o atendimento gratuito da população da região metropolitana II que abrange mais de 1,5 milhões de habitantes de 7 municípios do leste fluminense.
Huap inaugura centro de excelência para recém-nascidos e maternidade de alto riscoFoi inaugurado nesta segunda-feira, 4 de abril, o Centro de Perinatologia do Hospital Universitário Antônio Pedro, que engloba a Unidade Neonatal e a Maternidade de Alto Risco. Com a recente reforma, a Unidade Neonatal do Huap se torna uma das mais modernas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal do Estado do Rio, oferecendo uma estrutura de qualidade e acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. A recente obra concluída na Unidade Neonatal deste Centro permite, a partir de agora, um melhor atendimento, pois a equipe de saúde e a população contarão com instalações físicas modernas, orientadas pelas determinações da ANVISA, fato essencial para manter a qualidade e permitir mais segurança ao atendimento dos recém-nascidos e às suas famílias. Os chefes da Uti Neonatal do Huap, Alan Araujo e Sayonara Drummond comentaram sobre a emoção de conseguir realizar um projeto de muitos anos idealizado por toda a equipe multiprofissional , com  local adequado para trabalhar, de acordo com as normas técnicas exigidas e principalmente poder proporcionar um atendimento de qualidade aos usuários SUS. A coordenadora de enfermagem da Neonatal, Maria Teresa Barbosa destacou o trabalho realizado por toda a equipe, que durante todo esse período conseguiu manter a qualidade do serviço prestado e agora pode contar com um ambiente ideal para trabalhar. A obra da Unidade Neonatal está localizada em um espaço de 250 metros quadrados ocupados por 8 leitos de UTI Neonatal, 8 leitos de UI, além do espaço Mãe Canguru com 4 leitos, que dispõe de um ambiente humanizado, estimulando o aleitamento materno e garantindo a  privacidade e o conforto para as gestantes. Representando a Gerência de projetos e Obras, o arquiteto Marcello Saldanha, destacou que a obra é o resultado da colaboração da direção e da equipe de saúde que forneceu informações preciosas para o projeto ser concretizado. O diretor-geral do Huap,  Tarcisio Rivello agradeceu o trabalho realizado por toda a equipe envolvida no projeto  para que pudesse  cumprir  a obra e atender as demandas da população .  A UTI Neonatal integrada à UI e ao espaço Mãe Canguru pode ser comparada a uma das melhores da região. Nós somos uma unidade de ensino e precisamos aprimorar o conhecimento, formando profissionais que vão trabalhar na rede, destacou o diretor. O vice-reitor Antonio Cláudio Nobrega , parabenizou o hospital por levar adiante os objetivos planejados, trabalhando com a missão da universidade  em formar pessoas  e  do hospital de qualificar o atendimento.   O reitor Sidney Mello destacou a capacidade do Huap aliado a UFF de cumprir o seu papel  mesmo diante de situações adversas e momentos de crise pelo qual o país vem passando. Satisfeito e orgulhoso em participar deste momento o reitor elogiou a direção do hospital pela capacidade de resistência e trabalho  para elevar o hospital. Toda vez que venho ao Huap tenho uma grata surpresa, seja com novos equipamentos, desenvolvimento de novas tecnologias, ou a inauguração de ambientes como este, afirma o reitor. Após as falas houve o descerramento da placa, seguida da visitação pelo setor e a benção dada pelo diácono José Márcio da Costa. A Universidade garante, assim, a oferta de um atendimento Neonatal de excelência à população que recorre aos seus cuidados. O ganho é imenso para toda a população atendida pelo Huap/UFF.
Democracia Universitária Fortalecida: EBSERH aprovada no Conselho UniversitárioApós longos meses de intenso debate e ânimos acirrados, o Conselho Universitário (CUV), realizado hoje (16) deliberou pelo compartilhamento da gestão do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Estiveram presentes 71 conselheiros. Apesar das sucessivas tentativas de impedir o funcionamento do Conselho por parte das organizações sindicais e alguns estudantes, a ampla maioria de 53 conselheiros votou a favor da contratualização. Pela proposta ficam garantidos: Manutenção de “porta única de acesso” ao Hospital, exclusivamente pelo SUS. Proibição de contratação com Planos e Seguros privados de saúde, bem como Universidades privadas. Garantia da autonomia universitária. Garantia do fortalecimento da atividade acadêmica. Respeito aos direitos dos servidores e fim do contrato precário de profissionais da saúde. Redimensionamento da força de trabalho com provimento de pessoal necessário ao pleno funcionamento do HUAP. Controle social da gestão com pleno funcionamento do Conselho Deliberativo. Aumento de leitos e serviços beneficiando usuários, com melhoras qualitativas no cuidado das pessoas. Manutenção da propriedade do patrimônio e equipamentos do HUAP com a UFF, sendo feita uma cessão de uso, para que a Ebserh possa realizar manutenções e reformas necessárias. Gerenciar o cuidado de forma integral, interprofissional centrado na pessoa, baseado em evidência científica. Garantir os espaços de ensino, extensão e pesquisa nas dependências do hospital. Possibilidade de inclusão de cláusula que garanta a possibilidade da UFF romper o contrato, caso o mesmo não esteja sendo cumprido pela outra parte. Transparência no uso dos recursos materiais e financeiros, com prestação de contas ao Conselho Deliberativo do Hospital. A reunião do Conselho foi realizada no auditório da imprensa oficial, no centro de Niterói, visando a garantia da realização da mesma e da integridade física dos conselheiros. Salientamos que as medidas protetivas que garantiram a realização do CUV tiveram que ser tomadas em virtude do histórico de truculência e agressões por parte das entidades sindicais que colocaram, por mais de uma vez, a nossa democracia universitária em risco. A reunião do CUV se encerou às 10h30 não apenas com a garantia da sustentabilidade do HUAP, mas também com o fortalecimento da democracia interna da Universidade Federal Fluminense.
Democracia Universitária Fortalecida: EBSERH aprovada no Conselho UniversitárioApós longos meses de intenso debate e ânimos acirrados, o Conselho Universitário (CUV), realizado hoje (16) deliberou pelo compartilhamento da gestão do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Estiveram presentes 71 conselheiros. Apesar das sucessivas tentativas de impedir o funcionamento do Conselho por parte das organizações sindicais e alguns estudantes, a ampla maioria de 53 conselheiros votou a favor da contratualização. Pela proposta ficam garantidos: - Manutenção de “porta única de acesso” ao Hospital, exclusivamente pelo SUS. - Proibição de contratação com Planos e Seguros privados de saúde, bem como Universidades privadas. - Garantia da autonomia universitária. - Garantia do fortalecimento da atividade acadêmica. -  Respeito aos direitos dos servidores e fim do contrato precário de profissionais da saúde. - Redimensionamento da força de trabalho com provimento de pessoal necessário ao pleno funcionamento do HUAP. - Controle social da gestão com pleno funcionamento do Conselho Deliberativo. - Aumento de leitos e serviços beneficiando usuários, com melhoras qualitativas no cuidado das pessoas. -  Manutenção da propriedade do patrimônio e equipamentos do HUAP com a UFF, sendo feita uma cessão de uso, para que a Ebserh possa realizar manutenções e reformas necessárias. - Gerenciar o cuidado de forma integral, interprofissional centrado na pessoa, baseado em evidência científica. - Garantir os espaços de ensino, extensão e pesquisa nas dependências do hospital. - Possibilidade de inclusão de cláusula que garanta a possibilidade da UFF romper o contrato, caso o mesmo não esteja sendo cumprido pela outra parte. - Transparência no uso dos recursos materiais e financeiros, com prestação de contas ao Conselho Deliberativo do Hospital. A reunião do Conselho foi realizada no auditório da imprensa oficial, no centro de Niterói, visando a garantia da realização da mesma e da integridade física dos conselheiros. Salientamos que as medidas protetivas que garantiram a realização do CUV tiveram que ser tomadas em virtude do histórico de truculência e agressões por parte das entidades sindicais que colocaram, por mais de uma vez, a nossa democracia universitária em risco. A reunião do CUV se encerou às 10h30 não apenas com a garantia da sustentabilidade do HUAP, mas também com o fortalecimento da democracia interna da Universidade Federal Fluminense.
GinecologiaDestinado a médicos ginecologistas e alunos – de graduação ou pós-graduação – em formação, este livro é produto da atividade docente e da prática diária de um grupo de profissionais desta especialidade, integrantes do Serviço de Ginecologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense. A coletânea está sedimentada por conhecimento adquirido ao longo de anos, desde a anatomopatologia, fisiologia, propedêutica, até a terapêutica. Tudo isso, sem perder um importante foco: a manutenção e a melhoria da qualidade de vida da cliente e de seus familiares. "Ginecologia" Autor: Renato de Souza Bravo (Org.) Ano de publicação: 2014 Idioma: Português Preço: R$ 150,00 Como comprar: Na nossa Livraria Icaraí, Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói, ou consulte-nos pelo formulário de e-mail em www.editora.uff.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=24.
UFF é centro de referência nacional no tratamento de síndromes decorrentes do Zika vírusO Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), por meio da Unidade de Neurologia, Neurociência e Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina da UFF e a Unidade de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, são os dois únicos locais no Brasil que se tornaram referência nacional no atendimento e tratamento de neuropatias periféricas graves e de Síndrome de Guillian-Barré.  De acordo com o neurologista e professor da UFF, Osvaldo Nascimento, esses danos interferem no sistema nervoso periférico, que são responsáveis por transmitir impulsos do sistema nervoso central para o resto do corpo. Os primeiros casos da doença surgiram no final do ano passado, junto com o aumento incomum de casos de bebês com microcefalia em regiões do Nordeste. Até o momento 12 pessoas com Síndrome de Guillian-Barré foram internadas e submetidas ao tratamento no Huap, apenas uma delas ainda permanece no CTI, afirma o especialista. Os dois centros – Niterói e Ribeirão Preto – formam uma rede de neurologistas e pesquisadores, que até o dia desta entrevista, já havia notificado e atendido mais de 40 pacientes de várias regiões do país. A rede é formada por 18 profissionais entre técnicos de imagem, neurologistas e pesquisadores que, segundo o professor Nascimento, vem buscando aprimorar o diagnóstico, orientados pela classificação internacional da Síndrome de Guillian-Barré,  com o principal objetivo de evitar possíveis erros. Hoje, são mais de 30 condições e sintomas semelhantes aos da síndrome. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior", Osvaldo Nascimento Um exemplo disso é o caso de Leonardo Pizutti, químico, de 23 anos, que ficou internado por nove dias no Huap, sob os cuidados do médico Osvaldo Nascimento e sua equipe, formada pelas médicas Ana Carolina Andorinha, Pâmela Passos e outros residentes.  Depois do carnaval, ele procurou uma UPA quando começou a sentir os sintomas da Síndrome de Miller-Fisher, uma das variantes mais frequentes da Síndrome de Guillain-Barré. Na ocasião, ele apresentava tonteira, visão turva e dificuldade de locomoção. Na entrevista a seguir, o professor Osvaldo Nascimento dá mais detalhes sobre a infecção por Zika, Síndrome de Guillian-Barré e pede à população que evite as falsas notícias e o alarmismo. - De que forma a parceria entre a UFF e o poder público municipal podem orientar as gestantes durante o surto de Zika no Rio de Janeiro e o que elas devem fazer para se prevenir? Osvaldo Nascimento: É mais fácil a gente fazer ciência do que entender os políticos. A imprensa vem divulgando nosso trabalho diariamente, desde o surgimento dos primeiros casos da Síndrome de Guillian-Barré associados à “zikavirose”, mas, por incrível que pareça, nenhum secretário dos municípios da Região Metropolitana do Grande Rio me procurou para obter mais detalhes e outras informações sobre o tratamento dessas doenças, com exceção do secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o médico sanitarista, professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Daniel Soranz. - Quantas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti a população está enfrentando? Osvaldo Nascimento: boa parte do território brasileiro é endêmica em febre amarela e dengue. E agora temos a febre Chikungunia e a Zika. Todos esses vírus são transmitidos pelo Aedes aegypti. Nos Estados Unidos, a Febre do Oeste do Nilo, que causa encefalite (inflamação do cérebro), afeta o sistema imunológico e acaba deflagrando sintomas associados à Síndrome de Guillain-Barré, que, por sua vez, afetam a nuca, o cérebro e a medula do paciente. Todas essas doenças tem o mesmo vetor em comum. No caso da Zika, pelo fato de originar uma reação muito grande do sistema imunológico, acaba afetando o sistema nervoso central. A saída é não ter o mosquito. O cientista Oswaldo Cruz mobilizou o Poder Público e a população e conseguiu eliminar o Aedes aegypti há 100 anos. Mas, ao longo desses anos, o homem desrespeitou a ecologia, sujou a natureza e agrediu o meio ambiente com pesticidas.   - A diminuição do diâmetro da cabeça e do cérebro do bebê (microcefalia) afeta diretamente o desenvolvimento da criança em quais aspectos? Osvaldo Nascimento: essas relações ainda não estão bem definidas. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior.  Talvez, o nosso maior problema seja a subnotificação. Médicos mal treinados e a falta da obrigatoriedade da notificação podem subestimar o real número de casos, que podem estar sendo causados pelo vírus da Zika, mas ainda não se tem uma prova contundente que diga que a Síndrome de Guillain-Barré esteja associada ao vírus da Zika. - Qual o percentual de brasileiros contaminados com o Zika vírus atualmente? Osvaldo Nascimento: No Brasil, nos meses de janeiro e fevereiro, para cada grupo de 100 mil habitantes, quatro a cinco indivíduos, em fase produtiva, apresentavam sintomas de infecção por Zika vírus. Para os pesquisadores da UFF, o número era expressivo naquele momento. Mas, com a proximidade do fim do verão e o consequente declínio das temperaturas, provavelmente o número de casos notificados tenda a baixar. - A mãe ou o bebê, depois de recuperados da Zika, poderão desenvolver a síndrome de Guillain-Barré? Os estudos estão em curso, mas ainda não podemos comprovar que isso possa ocorrer. O que sabemos é que o cérebro não cresce. A microcefalia inibe o desenvolvimento natural do encéfalo durante a gestação. Há também um parasitismo das células nervosas, que não se desenvolvem. E o cérebro não crescendo vai interferir no raciocínio, movimentos, e assim por diante, gerando um ser que terá sérias limitações sociais. - Quais os sintomas da síndrome de Guillain-Barré e quais problemas neurológicos futuros que um paciente pode desenvolver depois de recuperado desta doença? Osvaldo Nascimento: a Síndrome de Guillian-Barré (SGB) foi descrita há 100 anos, por três médicos parisienses: Georges Guillain, Jean Alexandre Barré e André Strohl, que descobriram uma anormalidade no liquor dos pacientes que tinham a doença. Desde então, a enfermidade é caracterizada por uma fraqueza ascendente. Os sintomas começam pelos pés, sobem para as pernas, coxas, musculatura da face, e por fim paralisam a face e nos casos graves o sistema respiratório. No entanto, 80% dos pacientes reagem bem, 20% apresentam outras complicações, sendo que destes, 5% necessitam de maiores cuidados no estágio grave da doença. - O que está sendo feito para reverter este quadro? Osvaldo Nascimento: para reverter este quadro e estudar os mecanismos originários da SGB, mobilizamos neurologistas, biomédicos e pesquisadores da UFF, Fundação Oswaldo Cruz e UFRJ, para que possamos fazer um levantamento pormenorizado de cada paciente. Queremos saber quem tem o organismo predisposto a desenvolver a síndrome, após ter enfrentado a Zika. A boa notícia é que já isolamos o RNA Viral, que irá permitir desenvolver o antiviral e a vacina, evitando que novos casos aconteçam. - Que objetivos e benefícios a campanha de combate ao Aedes aegypti trará para a UFF e para a sociedade? Osvaldo Nascimento: Eu quero ação! A parceria entre o Poder Público e a UFF é de extrema importância, mas, como afirmei, os nossos profissionais não estão sendo procurados. Precisamos aumentar a oferta de leitos, promover concurso de novos profissionais, verba para comprar medicamentos e a imunoglobulina (substância utilizada no tratamento), além de melhorar o diagnóstico, e em curto prazo, produzir uma cartilha para orientação e capacitação da equipe médica e de todos os profissionais de saúde envolvidos nas ações de prevenção e tratamento. - Que mensagem o senhor deixa para a população: (assista no vídeo o esclarecimento do especialista a toda  a população) Osvaldo Nascimento: estamos em estado de atenção, não de alarme. A síndrome é rara, mas tem na maioria dos casos uma evolução favorável.  A sociedade e o Poder Público precisam se organizar para que tenhamos uma estrutura eficaz de atendimento, mas vale ressaltar: nem tudo é Zika, nem tudo é Síndrome de Guillain-Barré. 
Aprovada Resolução de Sustentabilidade do Hospital Universitário Antônio PedroO Conselho Deliberativo do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), reunido nesta 3ª feira pela manhã, aprovou a “Resolução sobre a Sustentabilidade do Hospital Universitário Antônio Pedro - HUAP, e indicativo de Contrato de Gestão Especial Gratuita do Hospital, entre a UFF e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh”. Houve, mais uma vez, tentativa de bloqueio do local da reunião por parte do Sintuff e pessoas alheias à comunidade universitária. Foi praticado novamente o fascismo que caracteriza estes grupos: atos de força, tentativas de intimidação e constrangimento dos conselheiros. Grupos que, até este momento, não apresentaram nenhuma proposta de superação dos graves problemas de sustentabilidade do Hospital. Gente que há muito perdeu sua humanidade, não se importando com o sofrimento alheio dos muitos que dependem do HUAP para o seu cuidado. A determinação desta administração é de que o Hospital seguirá forte, público e gratuito, conforme os preceitos do SUS. Demonstrando o vigor da democracia na UFF, o Conselho Deliberativo do HUAP se reuniu. Estiveram presentes à reunião 12 conselheiros, sendo que uma conselheira da direção do Sintuff presente, fez a opção de não assinar a lista de frequência e não votar. Dos outros 11 conselheiros, 10 votaram favoravelmente à resolução apresentada. Vitória da democracia e da comunidade que constrói a UFF, dia a dia. Pela proposta ficam garantidos: Manutenção de “porta única de acesso” ao Hospital, exclusivamente pelo SUS. Proibição de contratação com Planos e Seguros privados de saúde, bem como Universidades privadas. Garantia da autonomia universitária. Garantia do fortalecimento da atividade acadêmica. Respeito aos direitos dos servidores e fim do contrato precário de profissionais da saúde. Redimensionamento da força de trabalho com provimento de pessoal necessário ao pleno funcionamento do HUAP. Controle social da gestão com pleno funcionamento do Conselho Deliberativo. Aumento de leitos e serviços beneficiando usuários, com melhoras qualitativas no cuidado das pessoas. Manutenção da propriedade do patrimônio e equipamentos do HUAP com a UFF, sendo feita uma cessão de uso, para que a Ebserh possa realizar manutenções e reformas necessárias. Gerenciar o cuidado de forma integral, interprofissional centrado na pessoa, baseado em evidência científica. Garantir os espaços de ensino, extensão e pesquisa nas dependências do hospital. Possibilidade de inclusão de cláusula que garanta a possibilidade da UFF romper o contrato, caso o mesmo não esteja sendo cumprido pela outra parte. - Transparência no uso dos recursos materiais e financeiros, com prestação de contas ao Conselho Deliberativo do Hospital. Convidamos a todos a somarem esforços com a administração da UFF, no sentido de manter o HUAP funcionando, na perspectiva de ampliação dos serviços e do acesso aos usuários do SUS, e das atividades acadêmicas de ensino e pesquisa. Tarcísio Rivello Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro – HUAP.
Rio das Ostras e Macaé realizam debate sobre sustentabilidade do HUAPOcorreu, no último dia 18, em Rio das Ostras, mais um debate sobre o tema da Sustentabilidade do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Organizado pelos diretores dos Institutos das duas Unidades, o evento reuniu em torno de 50 participantes entre professores, estudantes e técnicos, contando na mesa com os Pró-Reitores da Progepe e Proaes, Túlio Franco e Sérgio Mendonça respectivamente; com a representante do Sintuff Lígia Regina, e o médico Wladimir Thadeu. Na ocasião foram expostos os problemas de sustentabilidade vividos pelo HUAP, uma unidade hospitalar de alta complexidade, referência para toda região Metropolitana II do Estado do Rio de Janeiro, e com compromissos de atender à população usuária do SUS. Além disto o Hospital tem como principal atividade o ensino, pesquisa e extensão em medicina e outras áreas da saúde. A primeira fala dos pró-reitores deixou clara a proposta para superação dos atuais problemas via gestão compartilhada com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, através de um contrato de gestão, em que mantém o HUAP como um serviço público, de financiamento exclusivamente estatal, e dedicado às atividades inerentes à Universidade, se mantendo 100% SUS. Por outro lado, a representante do Sintuff e Wladimir, que expuseram contrários à proposta em debate, não conseguiram apresentar alternativas que apontassem na direção de superação dos atuais problemas, sugerindo a formação de uma comissão, o que adiaria interminavelmente a agonia do hospital. Já há vários fóruns dedicados ao tema, como por exemplo, o Conselho Deliberativo do HUAP. O que fica claro é que, aqueles que são contra a contratualização com a Ebserh devem apresentar propostas para salvar o hospital e impedir o seu fechamento a curto prazo. Não é possível admitir a postura atual, de serem contra, e não apresentarem propostas para o HUAP, isto é pouco responsável com o Hospital e todos os que dele dependem para cuidado à saúde, o ensino e pesquisa na área. O debate transcorreu de forma organizada e respeitosa, demonstrando que a democracia na UFF pode ser exercida sem constrangimentos e cerceamentos, que queremos que façam parte do passado apenas. Hoje há uma nova prática no tratamento coletivo das nossas questões. Comitê Gestor da UFF
Entidades Sindicais inviabilizam reunião do Conselho Deliberativo do HUAPA reunião do Conselho Deliberativo do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), marcada para a manhã dessa quinta-feira (21), foi, novamente, inviabilizada pela ação truculenta e antidemocrática de representantes das entidades sindicais (Sintuff e Aduff) e alguns estudantes. A reunião anterior, realizada na semana passada, foi aberta a toda comunidade e teve seu encerramento antecipado por conta do clima de tensão exacerbada promovido pelas mesmas entidades. No dia de hoje, a reunião do Conselho tinha início previsto para as 10 horas, porém, desde cedo militantes sindicalistas impediam o acesso ao prédio, bloqueando a entrada, gritando palavras de ordem e intimidando os presentes em atos que acabaram por cercear o direito constitucional de ir e vir não apenas dos conselheiros, mas também dos trabalhadores do prédio. Devido ao clima de tensão elevado decidiu-se pelo cancelamento da reunião para garantir a segurança e integridade de todos presentes. O Conselho Deliberativo do HUAP é uma instância democrática fundamental para a definição sobre o futuro do hospital. Sua constituição foi uma decisão do Conselho Universitário (CUV) que também discutiu e elaborou seu regimento. Os membros do Conselho são eleitos democraticamente pela comunidade e representam todos os diferentes atores que compõem a nossa universidade, incluindo representantes dos funcionários, estudantes e dos usuários. Assim como na reunião anterior, o debate de temas fundamentais para a sustentabilidade e expansão do Hospital Universitário foi inviabilizado por representantes das entidades sindicais. Impedir o funcionamento do Conselho Deliberativo do HUAP é atentar contra a própria democracia que vigora dentro da universidade.
Sustentabilidade do HUAP em debateFoi realizada no dia 19/01, no auditório da FEC, reunião para discutir a sustentabilidade do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), com a presença de membros do Conselho Universitário da UFF, representantes do Sintuff e estudantes da Faculdade de Medicina, pertencentes ao Diretório Acadêmico Barros Terra. Na ocasião, o professor Celso Costa, diretor do Instituto de Matemática e Estatística, apresentou o relatório final do grupo de trabalho que visitou os Hospitais Universitários da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do Paraná, já contratualizados com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Este grupo de trabalho foi composto pelos seguintes servidores: Celso Costa (Instituto de Matemática e Estatística), Geralda Marques (Membro da Comunidade no CUV), Selma Rodrigues (Faculdade de Farmácia), Alexandra Anastacio (Faculdade de Nutrição), Sidney Gomes (Associação de Professores Inativos), Ana Lúcia Abrahão (Faculdade de Enfermagem), José Henrique Carneiro (Instituto de Computação), Fernando Bloise (Faculdade de Administração e Ciências Contábeis), Paulo Cresciulo (Instituto de Educação Física), Otílio Bastos (Instituto Biomédico), André Ferrari (Instituto de Geociências), Nadja Valéria Vasconcellos (Escola de Engenharia Metalúrgica de Volta Redonda). Após a apresentação, teve lugar um debate no qual puderam ser apresentados diferentes pontos de vista sobre o assunto. Esta reunião, realizada num clima de cordialidade e respeito, foi importante para  ampliar e aprofundar o conhecimento sobre as questões relacionadas ao HUAP e à Ebserh. Apresentamos a seguir a íntegra do relatório do grupo de trabalho.   Relatório final do grupo de trabalho que visitou os Hospitais Universitários de Brasília e Curitiba Aspectos em Discussão: Privatização; Quebra da autonomia; Contrato; Dupla porta de entrada SOBRE A DEFINIÇÃO INSTITUCIONAL DA  GESTÃO DOS HUS O superintendente do Hospital é escolhido pelo reitor e cedido para a EBSERH (recebendo uma remuneração pelo cargo na estrutura da EBSERH). Os gerentes, abaixo do Superintendente, em geral três ou quatro, dando conta das várias áreas, são escolhidos pela EBSERH a partir de lista tríplice encaminhada pela superintendência (membros escolhidos com acordo do reitor), podendo ou não serem dos quadros da Universidade. No caso do HU da UFPR pudemos certificar, em especial, a vantagem de o gerente administrativo ser um quadro externo à Universidade, o que pode facilitar a tomada de decisões impopulares. SOBRE O CONTRATO UNIVERSIDADE - EBSERH A EBSERH é uma empresa pública, sem fins lucrativos, com capital 100% do tesouro nacional. O contrato a ser celebrado com a EBSERH tem flexibilidade para incluir cláusulas e alterações para dar conta das peculiaridades de cada Universidade. No entanto, fica de antemão estabelecido que não haverá atendimento fora do SUS. A EBSERH proverá o Hospital com recursos para a folha de pagamento de pessoal CLT e recursos de Capital. Os recursos de custeio devem ser garantidos pelo SUS. Ainda não temos uma conclusão sobre as consequências de interrupção do contrato: é preciso estudar os contratos vigentes com as várias universidades, para avançar mais sobre as possíveis consequências.O Contrato Hospital - EBSERH  dimensiona a estrutura do quadro técnico e sua progressão a curto e médio prazos. Não ocorre transferência de patrimônio para a EBSERH.O patrimônio novo vindo através dos recursos da EBSERH é incorporado ao patrimônio da Universidade. A manutenção de equipamentos é da competência da EBSERH, mediante a contratação de firmas terceirizadas. SOBRE O QUADRO FUNCIONAL Nos dois hospitais, a mão de obra técnica era constituída por mais de 50% de funcionários precários. Ambas as Universidades haviam assinado TAC com o MP obrigando-se a promover a regularização, através de concurso público, do quadro funcional, eliminando a precariedade. No HU da UNB,  de 1.200 funcionários, 700 eram precários. A EBSERH abriu licitação e uma firma de concursos realizou concurso público para 1.200 funcionários, sendo 700 para substituição e 500 para acréscimo. Menos de 10% dos funcionários precários do HU da UNB lograram passar no concurso. No Hospital de Clinicas da UFPR havia 1.200 funcionários precários e a situação correu semelhante, com a realização de concurso público para a substituição de funcionários. A novidade, nesse caso, foi um acordo feito com o MP, de modo que os funcionários precários, para os quais faltavam menos de 4 anos para se aposentarem, puderam continuar prestando serviço, até a aposentadoria. Essa situação demonstra a possibilidade de flexibilidade frente à dispensa sumária dos funcionários precários. Também em Curitiba, a UFPR ofereceu um curso preparatório para que os funcionários precários pudessem melhor se preparar para o concurso público. Igualmente, nesse caso, os funcionários precários tiveram um índice de aprovação inferior a 10%. Os códigos de vaga dos concursados pela EBSERH estão registrados no Ministério do Planejamento, como vaga da Universidade . Em Curitiba, alguns conselheiros visitaram o Sindicato (SINDTEST) e pensamos que o diálogo travado com dois diretores sindicais deva ser considerado também. Ainda que os sindicatos tenham visão corporativa (essa é a razão deles existirem) suas avaliações devem contribuir para o processo de discussão sobre a adesão ou não à EBSERH. O processo ocorrido em Curitiba foi traumático para ambas as pontas do sistema. Há acusações dos dois lados e não nos cabe avaliar um processo que não vivemos. Foi afirmado pela administração do hospital e pelo sindicato que está havendo um choque de hábitos e competência entre os novos concursados e os antigos funcionários. Os recém-chegados atuam melhor e cumprem seus horários. SOBRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO A EBSERH não interfere na autonomia acadêmica. Em especial, a permanência do paciente no hospital deve seguir os indicadores do SUS. A EBSERH não tem ingerência sobre o hospital para celebrar contratos com universidades particulares para cessão de espaço de estágios para alunos da área médica. O atendimento é 100% dentro do SUS, não havendo atendimento a pacientes de plano de saúde, nem particular. Com essa restrição, fica estabelecido que o hospital tem apenas uma porta de entrada e ficam prejudicados os argumentos de que com a adesão a EBSERH o hospital poderia funcionar com dupla porta de entrada (pública e privada). Nos dois casos examinados, após a entrada na EBSERH, e a consequente melhoria da infraestrutura e da gestão,  ficou patente que a universidade, através de seus professores e alunos, estão mais presentes dentro do Hospital. No caso do Hospital de Clinicas da UFPR, foi muito positiva a atuação dos estudantes da área da saúde, que interferiram positivamente no processo de reversão da deliberação de 2012 de não adesão. Evidencia o compromisso com o ensino e condições de estudo em um hospital do porte do HC. PRODUTIVIDADE DOS HOSPITAIS VISITADOS Nos dois casos aqui em exame, após a entrada da EBSERH houve um aumento de mais de 50% no número de leitos ativos. No exemplo do HU da UFPR, antes da entrada da EBSERH, de 600 leitos existentes, menos de 280 leitos estavam ativos. Na UFPR, em 2012 o Conselho Universitário rejeitou a EBSERH, e a direção do hospital ficou demissionária. Nessa época, havia 280 leitos funcionando de um total de 600 leitos, e eram atendidos 50 pacientes por dia. Depois da entrada na EBSERH, e fruto da reestruturação da infraestrutura e do novo modelo de gestão, o hospital atende mais de 500 pacientes por dia e tem condições de, a médio prazo, atender 1.000 pacientes. Hoje, o hospital está com 560 leitos ativos e a Maternidade com 180 leitos, totalizando 740 leitos, e mais 75 leitos na urgência e emergência referenciadas.O HU da UFPR, depois da contratação com a EBSERH, recebeu mais de R$ 20 milhões em equipamentos (compra de vinte endoscópios). Também, importantes recursos financeiros entram para a pesquisa do HU da UFPR através da pesquisa farmacêutica (validação de medicamentos). Atualmente, no HU da UFPR está implantado o uso de catraca e ponto eletrônico. Ficou claro também que o ponto chave do sucesso desses dois hospitais repousa numa gestão extremamente profissional. No caso do HU da UFPR, o primeiro superintendente durou dois meses no cargo, por inadaptação ao processo. O Superintendente atual do HU da UFPR tinha acumulado experiência anterior de gestão de um grande hospital privado e, no caso do HU da UNB, a Superintendência está a cargo de um médico cardiologista, com mestrado stricto sensu na área de informática e com cursos MBA na área de gestão de empresas. A EBSERH mantém um Fórum permanente integrado pelos superintendentes dos HUs que compõem a rede. Esse mecanismo de diálogo permanente promove uma profícua troca de experiências. Desse modo, boas práticas e inovações de um hospital podem ser utilizadas por outro hospital. Por exemplo, nesse fórum coordenado pela EBSERH foi estabelecida a necessidade de padronizar nos hospitais a gestão através de processo, com metas a serem atingidas em tempos bem determinados. Recentemente, a gestão de metas é controlada por um software, gratuito e disponível na Web, primeiro utilizado pelo Superintendente do HU de Brasília (que encontrou e adaptou o software livre) e que depois foi disseminado para todos os outros hospitais. A pactuação com os municípios foi, por inúmeras vezes, apontada como um elemento crucial para a cobertura dos custos do HU. Um dos elementos apontados pelo superintendente do HU da UNB foi a crescente força política trazida pela EBSERH. Foi ressaltado que no ano de 2015 já houve dificuldades no repasse de recursos também para os hospitais gerenciados pela EBSERH. O investimento em reformas e equipamentos se deu, majoritariamente, até 2014. Outro aspecto muito relevante é o fato de que a constituição do Comitê Deliberativo do HU da UNB preconiza a participação dos diretores das unidades de ensino da área da saúde que têm atividades no HU. No entanto, foi destacado que esta foi uma opção do superintendente do HU da UNB, não havendo uma obrigatoriedade para que isto ocorra desta forma. Isto reforça a necessidade de um estudo pormenorizado do contrato, para que estas garantias estejam asseguradas.
Conselho Deliberativo do HUAP debate EBSERHO Conselho Deliberativo do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) se reuniu, na manhã da última terça-feira (12) com pauta única para debater “a sustentabilidade do HUAP numa gestão compartilhada com a EBSERH”. Convocado e dirigido pelo diretor do HUAP, Prof. Tarcísio Rivello, o conselho contou com a presença do Presidente da EBSERH, Newton Lima; do Magnífico Reitor da Universidade Federal Fluminense, Sidney Mello; e do Vice-Reitor, Antônio Cláudio Nóbrega. A reunião foi aberta pelo Professor Tarcísio Rivello que explicou, de forma sucinta, os problemas vividos pelo HUAP. Tarcísio fez um resumo dos relatos apresentados na reunião anterior do Conselho (onde foram abertas as contas do hospital) e passou a palavra ao Presidente da EBSERH, Newton Lima, para uma apresentação sobre a empresa estatal. Durante a apresentação do Presidente da EBSERH foram sanadas dúvidas importantes sobre a garantia da autonomia universitária, do atendimento 100% SUS e sobre o aumento de leitos e do quadro de pessoal dos hospitais universitários onde a EBSERH foi implementada. Atendendo à solicitação da entidade sindical (Sintuff), presente na reunião, coube à professora Claudia March fazer um contraponto à apresentação do Presidente da EBSERH. Após as duas exposições – de cerca de 30 minutos cada uma – perguntas seriam abertas para os Conselheiros indagarem tanto ao Presidente da EBSERH, quanto à professora indicada pelo Sintuff, sobre suas apresentações, no entanto, dirigentes do Sintuff criaram um clima de tensão elevado que impediu a continuidade da reunião. Apesar do encerramento prematuro, o Conselho Deliberativo do HUAP se consolidou como mais um espaço onde o tema da gestão compartilhada do HUAP com a EBSERH foi posto para debate. As formas de financiamento e estruturação do hospital universitário estão na pauta do dia da universidade com todos trabalhando em busca do melhor caminho para resolver os problemas pelos quais passa o Hospital Universitário Antônio Pedro.
UFF ganha destaque nacional com projetos sobre Cuidado e Educação em Saúde Em andamento desde 2014, com mais de cinco mil funcionários públicos participantes em todo o país, a Escola de Governança em Gestão Pública da UFF oferece cursos de capacitação a servidores do Sistema Único de Saúde (SUS), para atender as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (Pnab). Há cerca de um mês, a universidade inaugurou o Observatório de Políticas de Cuidado e Educação em Saúde, com o objetivo de analisar os impactos das políticas públicas na produção do cuidado em saúde. Os projetos se complementam na medida em que unem pesquisa e prática para aprimorar o atendimento à saúde da população. A Pnab é um conjunto de unidades e procedimentos chamado de Unidade Básica de Saúde. O principal programa que organiza a atenção básica no Brasil é o Programa Saúde da Família. Em Niterói, recebe o nome de Programa Médico de Família. O que é atenção básica em saúde? O propósito desta política é realizar atendimentos próximos da população e ações de prevenção à saúde, como os diversos programas de imunização, vacinas, educação, procedimentos de curativos, pequenas urgências e emergências. Quando há necessidade de um procedimento de complexidade maior, a pessoa é encaminhada da Atenção Básica para unidades especializadas ou hospitais. “Nós temos na UFF um grupo de excelência que coordena as pesquisas na área de atenção e cuidado em saúde, com reconhecimento nacional." Túlio Franco Observatório de Políticas de Cuidado e Educação em Saúde O observatório é um projeto nacional com 17 instalações por todo o país, sendo sete delas já estabelecidas em diversas instituições públicas federais, como UFRJ, com polos no Rio de Janeiro e em Macaé, Unicamp, UFMG, UFES e UFF. Todas as sedes têm a mesma finalidade. “Nós temos na UFF um grupo de excelência que coordena as pesquisas na área de atenção e cuidado em saúde, com reconhecimento nacional. Inclusive são parceiros do grupo da UFRJ que trabalha na mesma área de pesquisa”, afirma o pró-reitor da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e coordenador do observatório, Túlio Franco. O observatório tem uma instância de articulação e trabalho no Núcleo de Pesquisa e Análise Institucional da Escola de Governança em Gestão Pública da UFF, ligada à Progepe. A diretora da Escola de Enfermagem da UFF, Ana Lúcia Abrahão, e Franco dividem a coordenação do observatório, que segundo Ana, será um canalizador de ideias de investigação em diferentes áreas da saúde. “Pretendemos agregar princípios referentes à política em cuidado e assistência e dar subsídio para que os profissionais e a comunidade reflitam sobre estes assuntos”, completa. Há duas pesquisas em andamento, uma delas é sobre a Produção do cuidado no SUS – estudo sobre as Redes temáticas, são elas:  Urgência e Emergência; Cuidado à pessoa com doença crônica; Viver sem limites, pessoas com necessidades especiais; Câncer feminino, principalmente colo de útero; Atenção ao cuidado psicossocial e Rede Cegonha. A outra linha de pesquisa tem como foco a lei, aprovada em 2012, que define a obrigatoriedade da pessoa diagnosticada com câncer iniciar o tratamento em até 60 dias. De acordo com Franco, há previsão de uma pesquisa sobre a prevalência de doenças entre os servidores da UFF, quais são as mais frequentes, com o objetivo de programar os cuidados e prevenção a serem tomados. A implantação do projeto é financiada pelo Ministério da Saúde (MS) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) por meio de projetos de pesquisa, sem nenhum custo para a UFF. Os coordenadores do observatório pretendem obter recursos de agências de fomento de pesquisa na área de saúde. O observatório foi inaugurado no dia 13 de maio na Escola de Enfermagem da UFF, com a presença do coordenador nacional do Observatório de Políticas de Cuidado e Educação em Saúde, professor Elias Merhy, da UFRJ de Macaé, referência da saúde coletiva no Brasil. Capacitação de servidores Um grupo da Escola de Governança, coordenado pela professora Ana Abrahão e o professor Túlio Franco, é responsável por aplicar cursos gratuitos semipresenciais desenvolvidos para servidores na área de saúde. Na UFF, o programa de capacitação envolve o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e outras instituições que disponibilizam serviços à população, como Psicologia e Farmácia. Segundo Franco, o objetivo da instrução dos servidores do Huap é a melhor integração entre funcionários e o serviço de saúde, que devem funcionar como um conjunto especializado conectado com o próprio hospital. A formação complementar oferecida ao Ministério da Saúde é direcionada para os níveis de gerência de serviços nas secretarias estaduais. O curso terá continuidade entre 2015 e 2016 na formação de equipes das Secretarias Estaduais de Saúde. Os cursos vinculados à qualificação de funcionários ligados à atenção básica (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de enfermagem e dentistas) serão oferecidos na unidade de Angra dos Reis a pedido da Secretaria Municipal de Saúde e terão início ainda em 2015. A concretização ainda conta com a finalização dos contratos entre o MS e a prefeitura. O deslocamento dos alunos será custeado, quando necessário, pelas respectivas Secretarias Municipais ou Estaduais de Saúde e o servidor é dispensado do serviço para participar das aulas presenciais. A parte pedagógica é financiada pelo MS ou pelo município que faz contrato com a Escola de Governança da UFF. “Para nós é uma honra muito grande participar de um projeto dessa envergadura, que está se constituindo uma potente rede nacional de formação de servidores para o SUS, do qual estamos participando no centro dessa rede”, enfatiza o professor Franco.
Mais de 1,5 mil bebês são registrados no cartório da Maternidade do HuapO posto avançado de registro civil do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) completou quatro anos com dois bons motivos para comemorar: registrou nesse período mais de 1,5 mil bebês, e as mães, que têm seus filhos na Maternidade do hospital, recebem gratuitamente a certidão de nascimento, o que representa um avanço para as famílias. A instalação de um cartório de registro civil na Maternidade do Huap possibilitou diminuir o sub-registro civil, que no Estado do Rio de Janeiro chega a 5%. Muitas crianças acabam ficando sem o registro ou passando um longo período da vida sem o ter, levando um grande número de pessoas a não ter seus direitos civis garantidos por lei, dentre os quais, o direito à cidadania. Para o diretor-geral do Huap, Tarcísio Rivello, a falta de registro de recém-nascidos prejudica a vida do futuro cidadão, que fica muitas vezes alijado de seus direitos constitucionais, de criança à vida adulta. Durante os preparativos de instalação do posto, lembrou-se de uma mãe, cujo filho de cinco anos ainda não havia sido registrado. Para o médico, “isso mostra que o posto instalado aqui no Huap é um resgate da cidadania". De acordo com a titular do cartório, Ana Paula Caldeira, a instalação do posto no interior do hospital representa um grande auxílio para as pessoas de baixa renda. "O Huap é um dos pioneiros desse projeto no estado, o que propicia à população dar o primeiro passo no exercício pleno de sua cidadania”. A iniciativa da implantação do cartório foi da presidente da Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antonio Pedro (Achuap), Rita Rivello. No ano de 2011, o primeiro bebê registrado foi uma menina chamada Ana Clara, hoje com quatro anos de idade. A mãe da criança, Sílvia Crespo, ressaltou a importância de a filha já ter sido registrada no hospital. A emissão da certidão de nascimento é gratuita. O horário de funcionamento do cartório no Huap é das 9h às 12h, de segunda a sexta-feira.