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Campus da UFF em Santo Antônio de Pádua recebe terrenos doados pela PrefeituraO campus universitário da UFF localizado no município de Santo Antônio de Pádua (RJ) recebeu da prefeitura três terrenos, que somam 32 mil m², onde futuramente serão construídas novas instalações da universidade. Em agosto, o reitor Antonio Claudio da Nóbrega se reuniu com o prefeito Josias Quintal de Oliveira e a partir de então todo o processo foi deflagrado, culminando na doação definitiva da área. “Estamos trabalhando intensamente para consolidar a expansão e conferir segurança jurídica para todas as nossas ações e nosso patrimônio. Nesse contexto, temos feito diagnósticos dinâmicos das condições de todos os campi, com especial atenção a nossas unidades situadas fora de Niterói. O trabalho é realizado junto às direções, as quais têm demonstrado comprometimento institucional exemplar. Essa ação em parceria tem produzido resultados, como o de Pádua, onde avançamos na consolidação desse importante campus da UFF”, explicou Antonio Claudio. No fim de setembro e outubro deste ano, a Câmara aprovou e o prefeito sancionou as duas leis municipais que autorizaram a transferência permanente das áreas à universidade, após 20 anos de negociações e mudanças de planos e de locais de construção. Nesta terça-feira, 11 de dezembro, às 18h30, o reitor e o prefeito participarão da cerimônia de assinatura do termo de doação definitiva dos terrenos cedidos anteriormente pela Prefeitura ao Instituto. O evento será realizado no auditório do Infes, localizado na Rua João Jasbick, s/n°, bairro Aeroporto, em Santo Antônio de Pádua, e contará com a apresentação do Quarteto de Cordas da UFF. Construção Segundo o Diretor do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (Infes), professor Tibério Borges Vale, todo o processo de doação dos terrenos teve início em 1998, ocasião em que a prefeitura cedeu um espaço para que a UFF construísse o primeiro prédio do campus de Santo Antônio de Pádua. A área se situava em um local próximo à rodoviária do município e muito perto do Rio Pomba, que corta a cidade. Por este motivo, após minuciosa análise das questões ambientais que envolviam a doação e acatando a legislação federal vigente, o acordo não ocorreu. Em 2005, o então prefeito de Pádua, Luiz Fernando Padilha Leite, ofereceu em permuta outro terreno de 10 mil m², com uma localização no Bairro Aeroporto mais adequada à legislação ambiental, para instalação do campus. Em 2008, foi iniciada a construção do primeiro prédio, de apenas um andar, com duas salas de aula e uma pequena biblioteca. Já em 2009, o segundo prédio - com um andar e dois salões - foi construído e entregue. Um ano depois, foi iniciada a obra de um bloco maior com três andares, chamado de “Ufasinha”, versão reduzida dos prédios padronizados da UFF conhecidos como Unidades Funcionais de Administração e Salas de Aula (Ufasa). A unidade possui salas administrativas e de aula, laboratórios e auditório. O empreendimento foi finalizado em 2012, com área total construída de 2.252 m². Em 2011, houve também a cessão de um segundo terreno, anexo ao primeiro, com área total de 16.000 m² e, em 2014, de um terceiro espaço, com 6.197 m². Os terrenos foram concedidos pelo prazo máximo permitido na legislação, que é de 99 anos. De acordo com o professor Tibério, estes locais eram apenas cedidos - não doados - e o termo de cessão do terreno de 16 mil m² previa uma cláusula que cancelava a cessão caso nada fosse construído nele em um prazo máximo de dois anos. Nesse sentido, em 2012, um grupo de técnicos, professores e alunos se juntou para a elaboração do Plano Diretor deste terreno. Além disso, no ano seguinte, um novo acordo com a prefeitura foi firmado com a prorrogação do prazo para a construção nos terrenos por mais quatro anos. A partir dos trabalhos da comissão do Plano Diretor, da qual Tibério fez parte, em 2013, uma empresa foi licitada para elaborar os projetos executivos de moradia estudantil e restaurante universitário para o campus. Finalmente, no ano passado, foi recriada a comissão para planejamento do uso do último terreno recebido. “É importante destacar que a doação dos terrenos é um sonho de muitos professores mais antigos do que eu na instituição, o que considero uma vitória coletiva”, afirmou Tibério. O campus de Santo Antônio de Pádua Atualmente, o campus conta com cerca de 700 alunos ativos, distribuídos em sete cursos de graduação, sendo seis licenciaturas (Física, Matemática, Ciências Naturais, Computação, Pedagogia e Educação do Campo) e um bacharelado em Matemática. Pretendemos, a médio e longo prazo, alcançar com essas novas instalações cerca de mil a 1.300 alunos no campus. “Além disso, temos um programa de pós-graduação próprio e outro em parceria com a Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica de Volta Redonda, que também é da UFF. Com isso, pretendemos aumentar em pelo menos 25% o total de alunos matriculados”, explicou o professor Tibério. De acordo com o diretor, a parceria entre a universidade e a prefeitura local só contribui para a manutenção e expansão do ensino público superior gratuito. Ele explica ainda que a receptividade da Câmara dos Vereadores à possibilidade de doação dos terrenos foi imediata. “Para se ter uma ideia, a primeira reunião entre Antonio Claudio e o prefeito Josias Quintal ocorreu no dia 22 de agosto deste ano, e em 12 de setembro e 22 de outubro, ele sancionou as leis que autorizavam a prefeitura a efetuar a doação dos terrenos. Portanto, o processo foi muito rápido e contou com o acompanhamento da Procuradoria Geral da UFF (Proger) e da direção do Infes”, ressaltou. Segundo o responsável pelo registro de patrimônio da UFF, Carlos Belmont, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) desde 2015, a UFF e a UFRJ não podem construir em terrenos que não sejam próprios. Assim, era uma preocupação resolver todas as pendências burocráticas que envolvessem desimpedir a UFF de erguer prédios no campus de Pádua, de forma a permitir a expansão do campus e de seus cursos, planejando sempre com o olhar voltado para o futuro.
Universidade Federal Fluminense e Fiocruz articulam a realização do Fórum de Ciência e Saúde em Santo Antônio de PáduaA Universidade Federal Fluminense (UFF), representada pela PROEX e INFES, e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) apresentaram, no dia 23 de junho de 2016, proposta à Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento de Santo Antônio de Pádua, para realização de Fórum de Ciência e Saúde no município, com o intuito de discutir a importância desse tipo de evento para a região, bem como a formação acadêmica e profissional na área da saúde.     No dia anterior, representantes da FIOCRUZ e da PROEX reuniram-se com docentes e técnico-administrativos do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES) para debaterem a programação que foi apresentada ao município. Na oportunidade foi apresentada proposta também à representação local do Sistema SESI/SENAI. Os Fóruns de Ciência e Saúde são elaborados e implementados a partir da participação dos vários interlocutores locais, a fim de abordar questões pertinentes às realidades locais, principalmente, no que tange às questões epidemiológicas relativas às doenças negligenciadas e/ou emergentes e reemergentes, a partir das informações fornecidas pelas Secretarias de Saúde de cada município e das Instituições envolvidas. O público-alvo é representado por estudantes, profissionais de saúde e líderes comunitários. Como fruto de negociações da reunião, ficou acordada a realização do Fórum no dia 22 de setembro do corrente ano. Maiores informações em breve.