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Estudo analisa informações sobre saúde do viajante e os riscos referentes à Covid-19 em websites oficiais de turismoO artigo "A análise do conteúdo informativo nos websites oficiais de turismo sobre a saúde do viajante e os riscos referentes à Covid-19" foi publicado no International Journal of Safety and Security in Tourism and Hospitality, pelo docente do PPGTUR-UFF e atual coordenador do Mestrado em Turismo da UFF,  professor Marcello Tomé. O objetivo principal do estudo consiste em analisar o conteúdo fornecido nos websites oficiais de turismo dos cinco países com maior fluxo turístico receptivo do continente americano (Estados Unidos, México, Canadá, Argentina e Brasil) e do continente europeu (França, Espanha, Itália, Turquia e Alemanha), em relação às informações disponíveis sobre saúde pública para os viajantes nos países destacados, avaliando o conteúdo informativo referente à pandemia de Covid-19. Para isso, foi realizada a identificação e avaliação do conteúdo presente nos websites oficiais de turismo dos países indicados, buscando nestes, referências sobre a pandemia da Covid-19. A pesquisa foi realizada por um professor da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF, juntamente com dois outros pesquisadores estrangeiros. Em relação aos resultados do estudo, o pesquisador Marcello Tomé afirma que: "Com exceção da Itália, cujo website oficial de turismo não apresentou claramente nenhuma informação sobre a saúde do viajante ou sobre a Covid-19, direcionada para a demanda turística real e potencial; e a Alemanha, que também não apresentou claramente informações em relação à saúde do viajante, apresentando somente informações sobre a pandemia; os demais países analisados apresentaram conteúdo informativo relativo à “Saúde Pública/Cuidados com a Saúde do Viajante”. No entanto, apenas a Espanha apresentou conteúdo informativo que alcançasse mais de 50% dos tópicos relacionados à saúde do viajante. Sobre as informações relativas à Covid-19, somente o Brasil e a Argentina, no contexto americano, e a Itália, no contexto europeu, não possuíam conteúdo informativo direcionado para a demanda turística sobre a pandemia, em seus websites oficiais de turismo. Os demais países analisados, por meio dos seus websites, apresentaram conteúdo e caminhos para a obtenção de informações importantes sobre risco e prevenção de contágio pelo novo coronavírus".    
" Turismo e Inovação: dinâmicas em Redes"A Direção, o Departamento e as Coordenações dos Cursos da FTH divulgam  a Live de 26/05, às 11 horas, sobre " Turismo e Inovação: dinâmicas em Redes"  como parte da programação de atividades e ações para o período de distanciamento social.   Acesso pelo Instagram  mba_pggs 
UFF participa de projeto nacional sobre o setor de Turismo no BrasilA COVID-19 ocasionou preocupações no mundo todo sobre como a quarentena afetaria o funcionamento dos setores econômicos. O setor de turismo tem na mobilidade das pessoas seu principal fundamento e, em função dessa natureza, é uma das áreas mais afetadas pelo cenário atual. A par dessa realidade, os grupos de pesquisa que fazem parte da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) desenvolveram um estudo sobre os efeitos da pandemia no setor de Turismo no Brasil. Ao todo, foram onze observatórios do país colaborando na construção desse estudo. A Universidade Federal Fluminense (UFF) contribuiu através do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro, grupo de pesquisa coordenado pelos professores Osiris Ricardo Bezerra Marques e João Evangelista Dias Monteiro, ambos da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF. O estudo denominado “Sondagem empresarial dos impactos da COVID-19 no setor de Turismo no Brasil” surgiu com o objetivo de produzir análises que pudessem auxiliar os governos estaduais e municipais a entender demandas e necessidades das empresas dessa área no país, visando à elaboração de ações governamentais para minimizar os danos no setor. “Até então cada grupo conduzia suas pesquisas de maneira isolada. Com o surgimento do novo coronavírus, a RBOT detectou a necessidade de produzir em conjunto. Tornou-se essencial a investigação de alguns dados em esfera nacional para compreender efeitos específicos da pandemia no turismo. Portanto, os observatórios da rede enxergaram a oportunidade de realizar um trabalho em equipe para monitorar os impactos do coronavírus em negócios do turismo”, explica o professor Osiris. O docente relata que o fundamento da pesquisa está em demonstrar como as empresas estão se saindo em termos de recuperação, faturamento, demissões, fôlego para sobrevivência, além do fluxo de caixa. “Para entender a evolução das decisões e expectativas dos empresários do setor ao longo dos meses de janeiro a abril de 2020, o grupo discutiu ajustes em um questionário inicial já elaborado pelo Observatório de Turismo do Estado de São Paulo. Depois de adaptar as perguntas para aplicação em nível nacional, cada observatório ficou responsável em divulgar o questionário nos municípios de seu estado. A pesquisa foi realizada com 4.921 empresas, em treze estados, entre 8 e 27 de abril. Por fim, compilamos e organizamos as informações para que todos os membros da RBOT divulgassem”. Turismo: do crescimento ao colapso Ao perceber que o turismo ainda é bastante vulnerável em relação à sua capacidade de recuperação, dada sua essência, Osiris destaca, em primeiro lugar, uma realidade do setor que se reflete na pesquisa: a maior parte são microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas - mais de 90%. “Em grande proporção, essa característica explica os resultados que obtivemos. Percebemos também que os negócios turísticos passam a ser afetados especialmente em março e abril de 2020”, sinaliza. De maneira específica, Osiris aponta algumas conclusões importantes do estudo. “Verifica-se que 45% das empresas entrevistadas demitiu ou vão demitir funcionários. Sobre a expectativa de recuperação, cerca de 51% delas aguardam que se concretize no ano de 2021, enquanto 12% acredita que isso só ocorrerá de 2022 em diante. Contudo, por serem micro e pequenos negócios, seu fôlego de sobrevivência é muito curto: 30% dos negócios possuem fluxo de caixa para sobreviver apenas um mês; outros 27%, de um a dois meses, e 20% dos negócios conseguem sobreviver de dois a quatro”. Já o professor João Evangelista, também coordenador do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro, narra que apesar do crescimento contínuo do fluxo de viagens internacionais no mundo nos últimos dez anos, a pandemia pode ser realmente grave para o turismo. “Entre 2009 e 2019, a proporção de turistas aumentou consideravelmente. Segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (CMVT), em 2019 o setor representava 10,3% do PIB mundial e era responsável por 300 milhões de empregos diretos no mundo. As medidas de restrição implantadas em função da pandemia interromperam esse período de crescimento do turismo global e os negócios estão entrando em colapso. Projeções da Organização Mundial do Turismo (OMT) divulgadas no dia 12 de maio mostram que os cenários rumam para retração de 58% a 78% no fluxo de turistas internacionais”, admite. O especialista ressalta que os dados levantados pelo estudo da RBOT indicam uma deterioração nas condições de atividades turísticas no Brasil. “Cerca de 30% das empresas adotaram alguma estratégia de redução de preços como resposta à queda na demanda em função do isolamento social. A partir daí, começaram a sofrer alguns impactos, como retração no faturamento. No final de abril, mais de 60% delas estavam em quarentena, fechadas ou com redução de 100% nas receitas”. João ressalta que, neste momento, o grande desafio é salvar o maior número de negócios, minimizando os impactos da pandemia, e que uma solução seria prover crédito de baixo custo para o setor. Segundo ele, as ações governamentais são de elevada necessidade para o suporte à recuperação do setor nos próximos meses, até o ano de 2021. Diante dessa conjuntura, Osiris pontua que as perspectivas para a área do turismo não são promissoras, como refletem os resultados apurados no estudo. “Sem movimentação de pessoas, não há turismo e todos os negócios que dependem dele, de forma direta ou indireta, podem desaparecer. Apesar de algumas medidas já anunciadas pelo governo federal serem importantes num primeiro momento, elas têm um prazo de duração. Parece insuficiente quando o setor exige certa atenção das políticas de assistência em um prazo mais longo. Além disso, a burocracia é um fator que tem dificultado o acesso das empresas aos recursos disponibilizados”. Por fim, o professor traz um questionamento que, se respondido, pode ajudar o setor a enfrentar os desafios que vivencia no momento. “É preciso saber quando as pessoas poderão viajar com segurança. A principal fonte para a resolução desse impasse é o conhecimento científico; por isso ele é tão fundamental. Apesar das dificuldades impostas pela quarentena, é necessário um esforço coletivo para que universidades e centros de pesquisa cumpram seu papel e continuem a produzir conhecimento de qualidade. Tenho orgulho de poder colaborar na área em que atuo e compor o mosaico das diversas pesquisas e ações que estão sendo implementadas”.
Prêmio Nacional de Turismo 2019 #ProexEmAção divulga que o professor Marcello Tomé coordenador extensionista da UFF, está entre os finalistas do Prêmio Nacional de Turismo 2019 na categoria Academia do Ministério do Turismo. Parabéns! A votação popular, realizada pela internet, será até o dia 1º de dezembro de 2019 no link abaixo:  http://www.turismo.gov.br/ultimas-noticias/13127-premio-nacional-do-turismo-2019-academia.html?fbclid=IwAR0tnaGf2_MmzW3IcyrjuvvyJC2huFul1-ETVOL43OBhcEdqPPdPjRx9BPs
Inscrições para a experiência turística do Turismo Social UFFO Programa de Extensão/Pesquisa Turismo Social UFF está com as inscrições abertas para a experiência turística que acontecerá no dia 28/09 na cidade de Niterói, intitulada "Niterói Cultural". O Programa tem como objetivo proporcionar experiências turísticas de baixo custo aos alunos e trabalhadores da UFF que, por falta de condições, não conhecem os atrativos das cidades próximas à Universidade, realizando visitas mediadas por destinos turísticos, possibilitando a integração e socialização dos participantes fora de seu ambiente habitual. Alunos e funcionários podem se inscrever para participar do processo seletivo preenchendo o formulário disponível no site: http://turismosocialuff.wixsite.com/turismosocialuff. Para acessar o formulário, clique na aba "Participe". Também é possível realizar as inscrições de forma presencial. As datas e locais se encontram disponíveis em nossa página do Facebook: facebook.com/turismosocialuff. As inscrições estarão abertas até o dia 16/09. Em caso de dúvidas, acesse nosso site e clique na aba "Informações" ou envie um e-mail para turismosocialuff@gmail.com.
Dissertação de mestrado da UFF foi lançada como livroDissertação de mestrado defendida no Programa de Pós Graduação em Turismo (PPGTUR), da Universidade Federal Fluminense, foi a primeira do curso a ser lançada como livro. O estudo se tornou uma obra que conta com 251 páginas e teve seu lançamento no dia 22 de março. Com o tema "Copa pra quem? Olimpíadas pra quem? Arte e megaeventos no Rio de Janeiro - contranarrativas na cidade turística", a pesquisa do artista plástico e escritor Alex Frechette trouxe um panorama histórico das problemáticas das Copas do Mundo e das Olimpíadas na cidade e uniu os temas arte e turismo. Sob a orientação da professora Karla Godoy, vice-coordenadora do Programa, o trabalho abordou os fenômenos sociais decorrentes do assunto em uma crítica às posições elitistas e excludentes dos eventos pretensamente “para todos”.
Turismo da UFF oferece treinamento para policiais militares do Rio de JaneiroO turismo é visto por muitos como uma das possíveis saídas para a crise econômica do país. A atividade é capaz de injetar verba na economia, no setor de transportes e em diversas outras áreas. A cidade do Rio de Janeiro, conhecida como “cidade maravilhosa”, apesar de seus inúmeros atrativos, continua abaixo da sua potencialidade, o que se explica, segundo o professor do Departamento de Turismo e Hotelaria da UFF, Marcello de Barros Tomé Machado, pelos seus altos índices de violência. Pensando nisso, o Departamento de Turismo e Hotelaria da UFF em parceria com o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (BPTur-PMERJ), criou o Curso Especial de Policiamento em Áreas Turísticas (Cepat), com o objetivo de conscientizar os policiais militares lotados no BPTur sobre o impacto do turismo para a cidade. “Ninguém deseja viajar para um lugar que oferece risco à sua integridade física e daqueles que o acompanham. E não há como negar que o Rio é conhecido internacionalmente como uma cidade que oferece riscos significativos relativos à violência urbana. Por isso, ampliar a segurança é fundamental para o desenvolvimento do turismo, não só na nossa cidade, mas também em todo o Brasil. Evidentemente, a violência não é só uma questão policial. Existem diversos fatores envolvidos, mas uma polícia estruturada, com equipamentos adequados, treinamento, etc., realiza ações mais precisas e seguras”, afirma Tomé. Embora o processo de seleção para o curso priorize inscrições dos policiais do BPTur, Marcello ressalta que todos os agentes de segurança que atuam no Rio de Janeiro podem se inscrever. “Nós já tivemos policiais do Bope, de UPPs, e de outros batalhões também. Além dos policiais militares, temos vagas para a Guarda Municipal, que sempre participou ativamente em todas edições, e temos vagas para a Polícia Civil também”. “O contato com esses saberes gera uma transformação na interação desse policial com a sociedade”, Marcello Tomé. Em 2011, o então Comandante do BPTur, o Tenente-Coronel Cláudio Costa de Oliveira, procurou a UFF em busca de contribuições para a criação do Cepat. Mesmo depois da troca de comando, o Tenente-Coronel Joseli Cândido da Silva deu prosseguimento às tratativas de criação do curso. “Quando finalmente conseguimos abrir a primeira turma em 2012, a UFF ficou responsável por algumas disciplinas como: Fundamentos do Turismo, Marketing Turístico, Hospitalidade, Negociação e Conflitos em Turismo, Geografia e História do Rio de Janeiro e Língua Estrangeira”, explica Marcello. Parte das disciplinas são ministradas por professores da Secretaria de Segurança Pública, principalmente da PMERJ. Os docentes civis são da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF. O professor afirma que as aulas são realizadas nos mais variados lugares: "Algumas edições foram no próprio BPTur, outras no Parque do Cantagalo, tivemos hotéis em Copacabana que cederam espaço para as atividades e já aconteceu aqui na universidade, no Campus Gragoatá”. Normalmente, a abertura do curso é feita com uma palestra inaugural, onde um especialista é convidado a falar sobre questões relacionadas ao tema Turismo e Segurança. Marcello destaca a troca de experiências proporcionada pela iniciativa. “Uma dessas palestras já aconteceu na UFF e é uma interação interessante. Muitos desses policiais são jovens e alguns até estão cursando faculdade. No entanto, uma parte significativa não tem proximidade com esse ambiente. Para muitos, foi o primeiro contato com essa atmosfera acadêmica, muito própria e diferente”. Além de aulas e palestras, os alunos do Cepat também participam de trabalhos de campo, que já ocorreram no centro do Rio de Janeiro e em cidades do interior, como Petrópolis e Itatiaia, proporcionando maior conhecimento sobre a geografia e a história de diversos municípios do estado. Após a conclusão do curso, que dura dois meses com aulas todos os dias de manhã e de tarde, os policiais participam de uma espécie de estágio, que garante a efetividade da formação. A primeira turma teve como estágio a Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, em 2012. Para Marcello, é importante que o aluno esteja preparado para fornecer informações que propiciem uma fruição mais segura e de maior qualidade para o turista: “É natural que o agente de segurança represente a informação segura e precisa, por isso o policial precisa conhecer a história da cidade, a localização dos atrativos turísticos. E também é necessário que esteja consciente sobre a vulnerabilidade do turista, que desconhece as rotinas particulares da cidade e pode se submeter a riscos desnecessários”. O curso também proporciona ao agente, enquanto indivíduo, uma formação diferenciada. “Ele adquire uma noção melhor de língua estrangeira, do fenômeno turístico e suas relações com a esfera econômica, social, ecológica, cultural e política. Também passa a conhecer mais da história e da geografia do Rio de Janeiro, a importância de se mostrar acolhedor através da hospitalidade. O contato com esses saberes gera uma transformação na interação desse policial com a sociedade, seja com os turistas ou não”, afirma o professor. Esse contato também vem sendo positivo para a UFF: “No ambiente universitário, pode existir uma impressão negativa do policial militar. Essa convivência acaba desmontando preconceitos, o que gera uma quebra de paradigmas”, observa Marcello. O projeto contempla os três pilares da universidade - ensino, pesquisa, extensão: “Nós estamos, obviamente, auxiliando na formação desses agentes; alguns resultados do Cepat viabilizam pesquisas, seja na área da segurança ou hospitalidade; e a demanda para a criação do curso partiu da Polícia Militar, então temos a universidade ultrapassando os seus muros, atendendo os anseios da sociedade”, conclui.
Inscrições Projeto Turismo Social UFF - Passeio Penedo/ItatiaiaO Projeto Turismo Social UFF informa à comunidade acadêmica que as inscrições para o passeio do dia 24 de novembro com destino à Penedo/Itatiaia estão abertas. O projeto de extensão da Faculdade de Turismo oferece excursões e atividades de lazer a baixo custo para a comunidade acadêmica. A ideia é estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional e, assim, promover o bem-estar e a qualidade de vida durante e após a sua experiência turística. Alunos e funcionários podem se inscrever para participar do processo seletivo preenchendo o formulário disponível no site: http://turismosocialuff.wixsite.com/turismosocialuff. Para acessar o formulário, clique na aba "Participe". As inscrições estarão abertas do dia 22/09 a 26/10. Em caso de dúvidas, acesse nosso site e clique na aba "Informações" ou envie um e-mail para turismosocialuff@gmail.com. Siga a página no Facebook para acompanhar nossas atividades e locais de inscrições presenciais: facebook.com/turismosocialuff.  
Empreendedorismo: alunos da UFF criam aplicativo de viagem para mochileirosImagine poder viajar com uma plataforma mostrando o seu perfil de viagem em função de seus gostos e interesses, com informações sobre os principais pontos turísticos, hotéis e bares da cidade, sempre com dicas que cabem no seu bolso? Essa é a proposta do Local Cave, um planejador de viagens desenvolvido pelos alunos de Engenharia de Produção da UFF, Pedro Franklin, Rodrigo Tagliari e Vinicius Cezar Souza. No aplicativo, o usuário participa de um quiz inicial para descobrir o seu perfil de viajante, para, em seguida, poder montar o seu próprio roteiro de viagem. O app, ainda em fase inicial, abrange por enquanto apenas a cidade do Rio, mas, segundo um de seus idealizadores, Pedro Franklin, o próximo passo é expandir o serviço para cidades adjacentes que estejam na rota dos mochileiros, como Ilha Grande, Arraial do Cabo, Búzios, Petrópolis e Paraty. “Temos o objetivo de até o fim do ano chegar a essas outras cidades e a partir disso fechar toda a principal rota mochileira do país”, afirma Franklin. Pedro também conta que a inspiração para o projeto surgiu da própria experiência dos três sócios em viagens como mochileiros. “Tivemos a oportunidade de viajar pela América Latina, Europa, Oceania e Ásia, sempre estando em contato com gente de todo o mundo, e onde quer que fôssemos sentíamos falta de informação certa do que fazer”, revela. No início, os alunos criaram um blog para disseminar a cultura mochileira, mas conforme o tempo passou e a possibilidade de aprimorar a ideia surgiu, eles resolveram criar o planejador de viagens. No site, o usuário não precisa se cadastrar para ter acesso ao seu roteiro temático, basta seguir 4 passos: fazer o quiz do viajante; escolher o destino de viagem; montar a sua própria viagem e gerar o roteiro personalizado. Para o docente da Engenharia de Produção da UFF, Fernando Araujo, orientador do Rodrigo Tagliari, a universidade é um lugar privilegiado para o desenvolvimento de ideias capazes de suportar as demandas sociais por meio dos negócios, com ou sem finalidade lucrativa. “A atividade empreendedora é fundamental aos alunos, na medida em que eles passam a refletir soluções interdisciplinares para a resolução de questões reais, não previamente modeladas pelo ambiente acadêmico”, explica. Além disso, o professor conta que tem ajudado os alunos no projeto. “Com muita alegria, fui convidado pelos alunos-empreendedores para uma mentoria da iniciativa. Tenho tentado apoiá-los na reflexão estratégica, na ampliação da qualidade e diversidade da rede, participação em editais de fomento, além de tentar refletir conjuntamente ações orientadas ao empoderamento do negócio”, explica. Atualmente, o Local Cave participa de eventos da Startup Rio, uma iniciativa público-privada que visa fomentar a cultura de empreendedorismo no Rio, em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado e de órgãos como a Faperj. Em abril deste ano, eles se classificaram para um período de 3 meses de convivência no programa ao ficarem em segundo lugar no prêmio Hackatour, uma maratona de programação focada em desenvolver soluções para o turismo do Estado, promovida pelo Sebrae. “Na Startup, trabalhamos compartilhando o espaço com outros projetos da cidade que foram selecionados pelo governo para desenvolverem seus planos. Estamos usufruindo do espaço e construindo uma rede de contatos com outras startups”, contam os alunos. Sonhamos em tornar digital a maneira analógica como se viaja hoje na América Latina”, Pedro Franklin. O professor de MBA da UFF em Gestão e Serviços e diretor-executivo da Startup Rio, Leonardo Campos, afirma que ações empreendedoras podem gerar um turismo mais rentável e dinâmico, mas, para isso, elas precisam estar alinhadas com a inovação e tecnologia, a fim de promover um turismo inteligente e sustentável. “O programa começou em 2014 e já está na sua terceira turma, pré-acelerando 27 empresas atualmente. Mais de 90 empresas que passaram pelo programa já receberam ou estão recebendo investimentos para desenvolver seus próprios modelos de negócio”, revela o diretor. Leonardo ainda ressalta a importância de se estimular a mentalidade empreendedora, colaborativa e gestora, através de um conhecimento multidisciplinar. Nesse sentido, ele cita as práticas existentes na UFF de estímulo a essas ações. “Uma iniciativa muito interessante é o Seminário Internacional de Tecnologia e Turismo (TecTur) realizado pelo núcleo de projetos da Faculdade de Turismo. Pode-se mencionar também as iniciativas de Deep Learning e Realidade Virtual do Instituto de Computação, a Incubadora da UFF e empresas juniores da universidade”, afirma o professor. TecTur: unindo turismo e tecnologia O TecTur é um evento criado em 2014 pelo professor da Faculdade de Turismo e Hotelaria (FTH), Eduardo Vilela, que ocorre anualmente com uma edição temática, tendo sempre como eixo principal a relação entre turismo e tecnologia. O atual coordenador do projeto e também docente da FTH, Carlos Alberto Lidizia, conta um pouco mais sobre os objetivos dessa iniciativa. “Tivemos a ideia de resgatar a temática para a academia, discutindo e fornecendo aos alunos novas técnicas e metodologias relacionadas ao Turismo, através de redes sociais, aplicativos, inteligência de negócios, big data, marketing, drones, etc”. Este ano, o TecTur terá como temática central “A Viagem do Futuro” e a expectativa é que ocorra no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro”, explica. Carlos Alberto revela também que o evento tem sido importante por incluir tecnologia de ponta na formação dos alunos. “Participam pesquisadores da Inglaterra, Espanha e Portugal, promovendo essa interação acadêmica internacional a partir de palestras, workshops e oficinas”. Segundo ele, o projeto também contribui para a integração dos graduandos com o mercado de trabalho e entre os diferentes cursos da UFF. “Firmamos parcerias com docentes do Instituto da Computação e com o curso de Sistemas de Informação. Isso possibilitou uma alavancagem muito grande dos estudantes na perspectiva empreendedora, com o desenvolvimento de aplicativos, sites e blogs”, destaca. Já sobre o Local Cave, Carlos destaca: “O aplicativo dos estudantes da engenharia funciona bem, fornecendo informações básicas. Está impecável do ponto de vista tecnológico e a navegabilidade está boa. Em termos de base de conteúdo, eles ainda podem desenvolver um pouco mais e profissionais do turismo podem ajudar muito”, conclui o professor. O país precisa muito desses projetos”, Eduardo Vilela. Para Eduardo Vilela, o Rio de Janeiro é carente de projetos empreendedores desse tipo e, por isso, eles devem ser estimulados. “Na Faculdade de Turismo puxamos essa discussão a partir do lançamento do Seminário TecTur, entendendo que a tecnologia é uma questão fundamental para a área turística e no receptivo das cidades. Os visitantes precisam ter um referencial tecnológico em mãos”. Além disso, ele também avalia o aplicativo Local Cave. “Pelo que observei, é um software que busca nichos de mercado e objetiva estabelecer atrativos relacionados a uma visão demográfica da população, idade, sexo e nível cultural. Tudo isso o algoritmo rapidamente pode fornecer e a partir da análise de dados identificar o perfil dos atrativos que possam melhor se adequar à possibilidade de sua utilização”. Ele conclui reafirmando o caráter indispensável desse tipo de iniciativa empreendedora. “Eu diria que esse não é nem o futuro, é o presente, e o país precisa muito desses projetos”. O Local Cave O nome “Local Cave” vem do Mito da Caverna de Platão, promovendo a alusão à saída das cavernas a partir de uma experiência genuína de viagens. O “Local”, de acordo com eles, tem o propósito de fazer com que as pessoas se sintam em casa em qualquer lugar do mundo utilizando o serviço da plataforma. “Partimos da ideia de que as viagens fazem as pessoas saírem de suas próprias “cavernas”, expandindo as suas noções de possibilidades e sonhos através da troca cultural, por isso o nome traz a analogia da saída das cavernas a partir de uma experiência genuína de viagens”, explica Pedro. Assim, o aplicativo enfrenta o desafio de transformar o modo analógico de como se viaja para a América Latina em digital. Para Rodrigo Tagliari, isso se deve em função da ampliação das informações propiciadas pela internet. “Agora, com cada vez mais dados sendo criados e armazenados, as empresas podem melhorar a experiência dos turistas. Através da análise de dados, é possível identificar o comportamento dos viajantes e suas preferências, de modo que seja possível traçar o seu perfil e oferecer serviços personalizados”. Além disso, o aluno conta que da mesma maneira que o Youtube recomenda vídeos para os usuários, de acordo com seus interesses, as empresas poderão utilizar esses conhecimentos de algoritmos em viagens. “O que nos propomos a fazer é criar um sistema de recomendação tanto para a hospedagem quanto para as atividades a partir da coleta de dados do check-in do hóspede. Ou seja, o viajante não vai precisar gastar horas procurando algo do seu gosto, essa é a forma analógica de viagem”, ressalta. Seu parceiro no projeto, Pedro Franklin ainda completa: “Hoje o planejamento de viagens é totalmente analógico. Sonhamos em tornar digital o modo de como se viaja para toda a América Latina”. A alma mochileira já foi tema de muitos filmes e obras literárias, mas segue a inspirar novos viajantes pelo mundo. Isso, para os alunos do projeto, também serve de motivação para seguir investindo esforços no planejador de viagem. “O mochileiro é um cara que não se importa com luxo, com o conforto de um hotel cinco estrelas. O coração mochileiro é o que quer ter experiência cultural, viajar para entrar em contato com outras culturas, conhecer pessoas, fazer amizades, se divertir e ao mesmo tempo descobrir o mundo. Pensando em proporcionar a esses viajantes a melhor experiência possível, surgiu a ideia do Local Cave”, conclui Pedro.
Turismo Social UFF: passeio para o Rio de Janeiro O Projeto Turismo Social UFF está com as inscrições abertas para a experiência turística que acontecerá no dia 30/06, com destino à cidade do Rio de Janeiro (Região do Cais do Porto). O projeto Turismo Social UFF oferece excursões e atividades de lazer a baixo custo para a comunidade acadêmica. A ideia é estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional e, assim, promover o bem-estar e a qualidade de vida durante e após a sua experiência turística. As inscrições estarão abertas até o dia 08/06. Para participar do processo seletivo, basta ter vínculo com a UFF e preencher o formulário disponível no link: https://goo.gl/1KHnwM Informamos que não serão aceitas inscrições realizadas após o período estabelecido, dia 08 de junho de 2018. Observações importantes: *A inscrição será automaticamente enviada para a nossa equipe. *É importante informar que o número de vagas para o passeio será de acordo com o número de assentos do ônibus. Se a quantidade de inscritos for maior que a quantidade de vagas disponíveis, será feito um processo seletivo. *Sendo assim, após o encerramento das inscrições, a equipe dará início ao processo seletivo. Dentro de alguns dias, os inscritos receberão um e-mail informando se foram contemplados. Em caso de dúvidas, acesse nosso site: http://turismosocialuff.wixsite.com/turismosocialuff ou envie um e-mail para turismosocialuff@gmail.com
Exposição Itinerante Cotidiano Sem Muros: o olhar do invisívelA equipe do Projeto Turismo Social UFF convida a todos para a exposição itinerante “Cotidiano Sem Muros: o olhar do invisível”, que será realizada entre os dias 4 e 15 de junho. A exposição apresenta o desdobramento dos passeios turísticos realizados pelo nosso projeto em parceria com o Centro Pop Niterói, Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua. O evento contará com reproduções fotográficas registradas pelos participantes dos passeios, emolduradas por material reciclado do lixo, trabalho também realizado por eles. Outras ações como apresentações de teatro, discotecagem e sarau de poesias integram a programação da exposição. A abertura da exposição na UFF acontecerá no dia 11/06 às 14 horas no Bloco H, no campus do Gragoatá e contará com a performance da Escola Oficina Social de Niterói. No dia 12/06 as fotografias estarão expostas no Bloco E. A Biblioteca Central do Gragoatá receberá a exposição a partir do dia 13/06. Atualmente a exposição está disponível no Macquinho, em Niterói.  
Observatório do Turismo participa do 2º Encontro da Rede Brasileira dos Observatórios do TurismoNos dias 8 e 9 de maio de 2018 realizou-se em Foz de Iguaçu/Paraná o 2º Encontro da Rede dos Observatórios Brasileiros de Turismo. O Observatório do Turismo da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF, que também participou da organização do evento, foi representado por um dos seus coordenadores, o professor João Evangelista, que além de participar das discussões e reuniões, coordenou uma Oficina de Trabalho sobre Avaliação e Mensuração dos Impactos Econômicos do Turismo. O evento contou com a participação de 26 observatórios do Brasil e com a participação do Observatório de Buenos Aires, Argentina, representado pelo pesquisador, Federico Zerba, que proferiu palestra sobre “Os observatórios de turismo como instrumentos para a construção de destinos turísticos inteligentes”. A Rede dos Observatórios de Turismo possui dentre seus objetivos principais discutir assuntos relacionados ao monitoramento do turismo em todo o Brasil, tratando de temas como metodologias de pesquisa utilizadas pelos Observatórios e os diferentes impactos do turismo. Como resultado de suas pesquisas os Observatórios produzem e divulgam estatísticas e indicadores de desempenho sobre as economias dos Municípios e dos Estados. Criado a partir da união dos Observatórios do Turismo, a Rede Brasileira dos Observatórios do Turismo passou a ser prioridade número um no Plano Nacional do Turismo 2018-2022, tendo em vista a importância na produção de informações e do monitoramento da atividade turística em todos os níveis da federação (municipal, estadual e nacional). De acordo com o Professor João Evangelista, o 2º Encontro da Rede dos Observatórios mostrou que há interesse de todos os participantes em discutir questões como, harmonização de metodologias de pesquisa e de indicadores do turismo e compartilhar experiências e conhecimento na área de monitoramento do turismo como atividade econômica. Este 2º Encontro foi coordenado pelo professor José Gândara da Universidade Federal do Paraná, tendo sido organizado pelos Observatórios do Turismo do Paraná, de Minas Gerais e da própria UFF, com o apoio institucional da Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil. O Observatório do Turismo da UFF é um núcleo de pesquisa ligado à Faculdade de Turismo e Hotelaria. Possui como objetivo principal a produção de estudos e pesquisas de monitoramento da atividade turística do Rio de Janeiro, tendo já realizado também estudos em âmbito nacional. É coordenado pelos professores Marcello Tomé, Osiris Marques e João Evangelista Dias Monteiro. Para mais informações sobre os estudos e pesquisas do grupo, segue o link para o site do Observatório do Turismo FTH/UFF e o e-mail para contato. Site: www.observatoriodoturismo.uff.br E-mail: observatorio@turismo.uff.br
Alunos da UFF vencem Desafio Universitário de TurismoO fim do semestre letivo de 2016 teve um gostinho de vitória para a Faculdade de Turismo e Hotelaria (FTH) da UFF. Um case desenvolvido pelos estudantes Gabriela Corsino e Marina Vaz, do curso superior de Tecnologia em Hotelaria, e Dionísio Almeida, do bacharelado em Turismo, foi o vencedor do 3º Desafio Universitário de Turismo. A competição é organizada pela Agência de Comunicações ECA Jr., empresa júnior da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e consiste na resolução de um problema real por universitários de Hotelaria, Eventos, Turismo, Hospitalidade e áreas afins. Pela primeira vez, o evento foi aberto a graduandos de fora do estado de São Paulo, incluindo toda a Região Sudeste. Os vencedores foram contemplados com uma viagem para Buenos Aires. Na primeira etapa, foram avaliadas as propostas escritas e classificados os melhores trabalhos, que seguiram para uma apresentação oral à banca julgadora, num evento em São Paulo. Na final, ocorrida em dezembro, a UFF competiu com outros cinco grupos: USP, da capital; Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do campus Sorocaba; Universidade Paulista (Unip), de Campinas; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de Belo Horizonte; e a equipe conjunta da Universidade Veiga de Almeida e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UVA/Uni-Rio), da capital fluminense. O desafio focou especificamente no mercado de consultoria, instigando a capacidade criativa, analítica e o trabalho em equipe”, afirma Lúcia Silveira. O caso analisado pelos grupos envolveu a resolução de um problema para a São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB). A instituição é responsável por realizar ações de valorização do patrimônio turístico, incentivo à cultura e capacitação de profissionais envolvidos na recepção de turistas no estado e também é gestora da marca “Visite São Paulo”, que realiza a promoção da imagem e de eventos da capital. Para a manutenção de suas atividades, a SPCVB cobra da rede hoteleira a chamada room tax, taxa de serviço que é calculada por quarto e repassada ao hóspede. O valor atualmente varia conforme a categoria da hospedagem, de R$ 2,20 (econômico) a R$ 10 (luxo). Pelas regras, a room tax é opcional e os funcionários dos hotéis não podem fazer a cobrança sem a ciência dos clientes. No Desafio de Turismo, o tema proposto foi “Como conscientizar o cliente final sobre a importância do pagamento da room tax a partir do nível operacional?”. Para solucionar o problema, os estudantes da UFF desenvolveram um programa de pontos e vantagens voltado aos hóspedes, incentivados pelos funcionários dos hotéis vinculados à SPCVB. Com a adesão, os clientes poderiam usufruir dos empreendimentos associados à instituição e seus parceiros, como restaurantes, cursos, lojas e espaços para entretenimento. Além disso, as empresas envolvidas ofereceriam descontos ou brindes, o que criaria a fidelização. “No case havia um foco no turismo de negócios porque é o que mais leva visitantes a São Paulo. Em média, o turista que viaja a negócios gasta mais do que o turista de lazer. Mas, pelas pesquisas que fizemos, vemos que são necessidades bem diferentes. A própria definição e características do turismo de lazer e de negócios demonstram isso. Então, um diferencial do nosso trabalho foi justamente destacarmos a importância de cada cliente voltar por lazer e levando a família”, conta Dionísio. Ele lembra, ainda, que outra preocupação foi elaborar propostas que atendessem também o interior, permitindo a descentralização geográfica e a desconcentração do fluxo financeiro da cidade de São Paulo. Conhecimentos aprendidos na UFF foram diferencial para a vitória Dionísio Almeida, que está no último período de Turismo, acredita que os conteúdos do curso relacionados à administração e à gestão foram fundamentais para desenvolver o projeto. “Na graduação, aprendemos a trabalhar com segmentação. Então, defendemos a oferta de serviços e produtos associados a cada perfil e de acordo com as categorias de quarto. Ainda que o objetivo final seja a venda, o consumidor quer sentir retorno e que vale a pena contribuir com a taxa opcional”. “A experiência do desafio me acrescentou muito como aluna e futura profissional. Com a vitória, fiquei muito mais confiante e determinada. Acredito que será importante para estimular os demais alunos a participarem de concursos e projetos. E, mais ainda, motivá-los a continuar, já que infelizmente o curso de Hotelaria ainda é pouco conhecido e valorizado no Brasil”, avalia Gabriela, que está no último ano e tem interesse pelas áreas de Alimentos e Bebidas e Marketing Hoteleiro. “Participar do projeto e vencer foi importante para vermos que estamos no caminho certo, e também para nossos professores, que nos incentivam a sempre querer mais. A Hospitalidade é uma disciplina base do curso de Hotelaria e foi uma matéria essencial para o sucesso do projeto, pois nos permitiu contextualizar o trabalho não somente com os benefícios para a empresa, mas também para o usuário”, reforça Marina, que cursa atualmente o terceiro período e já sabe que quer dar continuidade à formação no mestrado. Segundo a coordenadora do curso superior de Tecnologia em Hotelaria da UFF, Lúcia Silveira, concursos como esse permitem aos estudantes uma aproximação com a realidade do mercado de trabalho, incentivando-os a pensar de maneira estimulante em uma solução para os problemas. “O desafio focou especificamente no mercado de consultoria, instigando a capacidade criativa, analítica e o trabalho em equipe”, afirma Lúcia, que também é professora do bacharelado em Turismo. Foi dela a sugestão de que os grupos fossem formados por equipes mistas, envolvendo os dois cursos, a fim de que o olhar sobre o desafio fosse multifacetado. A participação no Desafio Universitário de Turismo foi fruto de uma ação colaborativa que envolveu o corpo docente dos dois cursos e os estudantes, inclusive representantes dos diretórios acadêmicos (DAs). De acordo com Dionísio, para receberem o prêmio a equipe contou com o apoio financeiro de um grupo da Faculdade de Turismo e Hotelaria. “Nos desdobramos para ajudar nas despesas dos alunos e nas passagens, já que a final foi em outro estado”, acrescenta a professora Lúcia. Na volta para Niterói, os vencedores foram recebidos com festa.
Intercâmbio inspira estudante da UFF a escrever romance sobre viagensDezoito meses de intercâmbio no exterior inspiraram o aluno do curso de Engenharia de Produção da UFF Pedro Franklin, 24 anos, a escrever um livro para motivar outros viajantes. Ele estudou na Austrália nos anos de 2015 e 2016 pelo Programa Ciência sem Fronteiras e, na ocasião, conheceu países como China, Japão, Camboja, Nova Zelândia e Vietnã. O livro eletrônico “The Man Who Wanted to Travel: The Journey Is More Important Than The Destination” é um dos best-sellers do portal de vendas Amazon. O e-book, escrito em inglês, está nesta segunda-feira, 23 de janeiro, na versão brasileira do portal, como o primeiro colocado nas categorias “Empreendimento”, “Turismo” e “Aventura” e está entre os cinco mais baixados em categorias como “Administração, Negócios e Economia”. O ranking da Amazon é atualizado de hora em hora. Com 132 páginas, o romance apresenta o personagem Ted, um velho e sábio viajante que, com o sobrinho Pete, conduz ensinamentos de vida a partir de suas experiências de viagem. “Depois de muito estudo, trabalho e viagens, voltei com muita história legal para contar. Espero que a trama motive as pessoas de todo o mundo a repensarem as próprias decisões na vida, a maneira de encarar suas rotinas e a forma de priorizar o que realmente importa na nossa passagem por esse mundo”, explica Franklin, dizendo que se inspirou em livros de autoajuda como “O Monge e o Executivo” e “Pai Rico, Pai Pobre”, nos quais uma teoria geral é apresentada por meio de uma narrativa ficcional. As táticas e estratégias são aplicáveis para o mochileiro, aventureiro, que quer ser um desbravador de culturas", afirma Pedro Franklin. Franklin, que já visitou 25 países, conta que lançou a publicação também com o propósito de compartilhar as estratégias que aprendeu na organização de suas viagens. “Viajando só ou em grupo, sempre fiz questão de planejar os detalhes mais minuciosos de cada 'trip': roteiro, finanças, hospedagem e logística de deslocamento, compra de passagens aéreas e tudo o mais. Por tentativas e erros, peguei as manhas aos poucos, assim consegui otimizar os resultados, minimizar os custos, maximizando a diversão e a experiência da viagem”. O estudante indica o livro àqueles que desejam praticar o chamado turismo de experiência, no qual o viajante busca conhecer e absorver a atmosfera do local em que está. “Acredito que essas táticas e estratégias sejam aplicáveis para o mochileiro, aventureiro, que quer ser um desbravador de culturas, tem a vontade de conhecer gente do mundo todo e acredita que uma viagem vai muito além de ficar em resort ou em um grande hotel”. O autor afirma que escreveu “The Man Who Wanted to Travel” em inglês com o objetivo de alcançar um público maior, mas não descarta fazer uma versão em português quando obtiver o reconhecimento necessário para ser convidado por uma editora. “Em um 'podcast', ouvi sobre o mundo dos e-books e como esse mercado está em franca expansão pelos quatro cantos do planeta. Essa é a plataforma ideal para escritores independentes, que ainda não possuem nenhum tipo de contato ou certificado importante, pois os algoritmos da Amazon são programados para ranquear os livros com os melhores conteúdos. Ao pesquisar as estatísticas do mercado por idiomas, vi que o inglês possui centenas de milhões de leitores, enquanto as outras línguas seguem muito atrás”, avalia Franklin, destacando que nessa plataforma o e-book está disponível para 13 países em quatro continentes. Para baixar gratuitamente o livro de Pedro Franklin, clique aqui.
TecTur - 3º Seminário Internacional de Tecnologia & TurismoUFF realiza Seminário de Tecnologia e Turismo em Niterói. Terceira edição do evento acontece nos dias 28 e 29 de novembro de 2016. Com o objetivo de discutir como a Tecnologia da Informação vem influenciando os destinos e empreendimentos turísticos e as relações com os turistas, a Universidade Federal Fluminense realiza a terceira edição do Seminário Internacional de Tecnologia & Turismo (TecTur). O evento acontece nos dias 28 e 29 de novembro, nas instalações do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas, localizado no Campus da Praia Vermelha, no Gragoatá, em Niterói. A edição deste ano, vai apresentar o tema “Cidades Inteligentes, Turistas Conectados” reunindo especialistas da área e autoridades do mercado e do trade turístico. Dentre os palestrantes já confirmados estão: Carlos Manuel da Costa, diretor do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial e Coordenador do Programa de Doutorado da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Esteban Gonzalez e Marcos Lages, professores do Instituo de Computação da UFF. Para Eduardo Vilela, coordenador geral do TecTur e professor da UFF, entender a relação da tecnologia e de suas ferramentas com os destinos turísticos é de fundamental importância para os profissionais da área. “O evento é justamente para que os profissionais do mercado, o trade turístico e os graduandos da área possam discutir sobre esta temática tão relevante na atualidade”, explicou. Além das palestras, a edição deste ano conta com uma novidade. No dia 29 de novembro (2º dia do evento), acontecerá pela manhã um workshop sobre “Interconectividade”. Este workshop será conduzido por Ronnie Figueiredo, especialista na área e pesquisador científico no Latec – Laboratório de Tecnologia, Gestão de Negócios e Meio Ambiente da UFF. Vale salientar que as inscrições para os dias de seminário e para o worskhop são gratuitas e abertas para todos que possuem interesse sobre o tema. Mais informações estão disponíveis no site do evento (http://www.tectur.uff.br/) e na página do Facebook (https://www.facebook.com/tectur.uff).
Turismo ao alcance de todosAlunos e servidores da UFF, que comprovem baixa renda, terão a oportunidade de visitar os principais pontos turísticos de Niterói, acompanhados por alunos bolsistas do curso de Turismo. Os locais visitados são cuidadosamente selecionados, agregando belas paisagens, conteúdos históricos e curiosidades, proporcionando conhecimento, bem estar, socialização e relaxamento. O projeto Turismo Social é uma parceria entre a Faculdade de Turismo da UFF, a Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (CASQ/Progepe) e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes). O próximo passeio será no dia 4 de junho. Informações e inscrições na página http://turismosocialuff.wix.com/turismosocialuff
Curso de Hotelaria da UFF faz parceria com hotel flutuanteO Campus do Gragoatá é famoso por sua vista privilegiada da Baía de Guanabara que, a partir do final de junho ganhará um novo complemento: o Good Hotel Brasil, um dos primeiros hotéis flutuantes do país. O projeto é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense, a empresa holandesa Good Hospitality Group e a prefeitura de Niterói, e servirá como estágio para os alunos do Curso de Hotelaria. O hotel ficará ancorado em frente ao Instituto de Educação Física por cerca de cinco anos, com a possibilidade de extensão do contrato. Em troca da permanência, a companhia holandesa construirá os laboratórios na UFF, necessários para a formação dos alunos do Curso Superior de Tecnologia em Hotelaria. Mas, enquanto as obras não forem concluídas, a própria hospedaria será usada para esse fim. Além desses benefícios para o Departamento de Turismo, o Good Hotel estará disponível para toda a comunidade da UFF, tanto pedagogicamente quanto como meio de hospedagem. Isso porque sete dos 150 quartos estarão reservados para a universidade, e servirá como hospedagem para professores e membros convidados de congressos e eventos acadêmicos, algo que durante esses cinco anos vai gerar uma economia de cerca de R$ 2 milhões para a instituição. O hotel flutuante não é importante apenas para a nossa formação como aluno, mas é uma conquista muito grande do Curso de Hotelaria", destaca o aluno Igor Maurício. “Tende a ser uma parceria bem positiva, já que de acordo com a Good Hospitality Group, os lucros serão investidos em Niterói”, relatou o diretor da Faculdade de Hotelaria e Turismo, Marcello Tomé. A empresa se comprometeu a participar de projetos de extensão da universidade e de cunho social no município, como esportes e lazer. Boa parte da equipe do hotel será recrutada na comunidade local pela prefeitura. Ou seja, além da qualidade dos serviços prestados há o caráter social, algo que já funciona na Holanda. Também serão instaladas lâmpadas de LED nas proximidades da estalagem, abastecidas por energia solar, trazendo mais segurança e conscientização ambiental. A hospedaria encerrou suas atividades em Amsterdã e está passando por reformas para se adaptar ao clima brasileiro, já que possui estruturas para suportar o inverno rigoroso holandês. A acessibilidade está sendo adaptada de acordo com as leis do Brasil, como a angulação e a altura das portas, rampas e segurança. Após essas mudanças, a embarcação chegará à Baía de Guanabara no final de junho com previsão de início das atividades no mês de julho. Para Lúcia Silveira, coordenadora do Curso de Hotelaria, a poluição da água não será um empecilho para atrair turistas, já que os quartos serão vedados e climatizados. “Além disso, pode ser importante para a conscientização sobre o meio ambiente, ainda mais num momento em que prometeram a despoluição da Baía”, completou. Toda a orla do Campus do Gragoatá é favorecida por não ter acúmulo de lixo. A expectativa de público estrangeiro é grande, principalmente durante os Jogos Olímpicos em agosto, o que garantirá ocupação total. Essa entrada inicial de recursos será importante para cobrir os gastos relativos à vinda do hotel para Niterói, em torno de um milhão de euros. O projeto vem sendo desenvolvido desde 2014 e algumas etapas ainda não foram concluídas para a instalação da hospedagem no país. A maior dificuldade é que não há uma legislação específica para a embarcação, por ser algo novo aqui. Na Holanda é muito comum, mas no Brasil isso tem um caráter pioneiro. “O hotel flutuante não é importante apenas para a nossa formação como aluno, mas é uma conquista muito grande do Curso de Hotelaria. Seremos os únicos a ter uma embarcação do tipo em nosso quintal, e é uma oportunidade única participar de todo o processo de implementação dele aqui”, destaca o aluno do segundo período de Hotelaria, Igor Maurício. Para Janelson da Silva, também do segundo período, o curso passará a ter maior visibilidade. “Isso vai atrair mais os alunos do ensino médio, porque além de termos professores altamente capacitados, agora teremos laboratórios”, completou.  Para Mariana Sousa, presidente do Diretório Acadêmico do Curso de Hotelaria, a importância da hospedagem para a UFF e o curso vai além. “Há muita demanda no mercado de trabalho tanto de Niterói quanto do Rio de Janeiro para hoteleiros, e é da UFF que saem boa parte desses profissionais. A experiência de estagiar no hotel flutuante será muito significativa para a nossa formação e o nosso currículo.”
Turismo social é oferecido a servidores e alunos da UFFCom o objetivo de estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional, o professor Bernardo Lazary Cheibub, da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF, lançou o projeto Turismo Social. A proposta é oferecer excursões gratuitas para servidores e alunos da universidade, que comprovem baixa renda, como forma de  proporcionar-lhes um dia inteiro de lazer e entretenimento na cidade de Niterói. A idealização do projeto teve início em 2014 quando a PROGEPE, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, solicitou ao professor dois bolsistas para a área de Atenção Integral a Saúde e Qualidade de Vida do Servidor. Foi então que, envolvidos nesse departamento, surgiu a possibilidade de realizar o Turismo Social. “Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Após a fase inicial de organização e planejamento, foi, no ano seguinte, em 2015, que o projeto se concretizou. O programa teve rápida aceitação pela PROAES, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que concedeu cinco bolsas para sua realização. Além disso, outros estudantes aderiram ao projeto de forma voluntária. Com o lema O melhor de uma cidade em um dia, o objetivo do turismo social é proporcionar experiências turísticas a alunos e servidores que, por falta de condições, não conhecem os atrativos da cidade. Niterói foi a cidade escolhida para iniciar o projeto porque além de ser o local onde a UFF tem sua sede, também concentra o maior número de servidores e estudantes. Embora muitos deles passem bastante tempo na cidade ainda não a conhecem. O professor Bernardo Cheibub explica que “o fato do passeio ser num único dia facilita para as pessoas, pois, elas não têm necessidade de terem outros gastos, o que encareceria o passeio. Dessa forma, o turismo fica mais acessível”, enfatiza. As vagas dependem da quantidade de lugares disponíveis no ônibus. De acordo com o professor, houve uma grande procura e a participação na primeira experiência preencheu o número total de assentos”. Como forma de facilitar a escolha, no caso de haver mais inscrições do que vagas, a equipe preparou um processo de seleção com pré-requisitos. A prioridade é dada às pessoas de baixa renda, com problemas de saúde causados no ambiente do trabalho - doenças psicossociais, pela função que exerce - ou pessoas com necessidades especiais. No caso de vagas disponíveis, abre-se espaço para acompanhantes (cônjuge e/ou filhos). Segundo Cheibub, “existem vários fatores que afastam as pessoas dessa experiência turística que as impedem de conhecer novos lugares. Elas até sabem da existência dos pontos turísticos da cidade, mas questões econômicas, sociais, políticas e até mesmo culturais não lhes permitem visitá-los. Proporcionar essa vivência é o que mais nos importa”. O projeto realizou seu primeiro passeio no sábado, dia 30 de janeiro. O roteiro incluiu os principais pontos turísticos de Niterói. Segundo Cheibub, para manter o baixo custo, o projeto conseguiu entradas gratuitas ou a preços reduzidos nos locais visitados e transporte utilizado foi o BusUff. Além disso, a NelTur, empresa de turismo da Prefeitura de Niterói, disponibilizou um guia para o grupo. Os participantes visitaram lugares como a Fortaleza de Santa Cruz, o Solar do Jambeiro e o Caminho Niemeyer. “A ideia é expandir a experiência para outras cidades próximas, como Teresópolis e Cabo Frio, e fazer dois passeios por semestre”, diz o coordenador. A próxima viagem está prevista para o mês de maio. Os interessados podem inscrever-se no site www.turismosocialuff.wix.com/turismosocialuff ou pelo Facebook do projeto.