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Prefeitura de Niterói e UFF assinam cooperação com investimento de R$ 30 milhões em pesquisa, extensão e inovaçãoValores serão destinados a projetos que apresentem soluções relacionadas a desafios prioritários da cidade   A Prefeitura Municipal de Niterói e a Universidade Federal Fluminense celebraram oficialmente o Programa de Incentivos a Projetos Aplicados e Fomento à Inovação nessa manhã de 28 de novembro. Por meio do programa, a Prefeitura investirá R$ 30 milhões de reais em iniciativas de pesquisa, extensão e inovação que apresentem soluções aplicadas para problemas concretos da cidade. Os objetivos foram determinados participativamente por meio de consulta pública à sociedade niteroiense. Os projetos terão duração de três anos a partir de abril de 2020. O programa faz parte do Plano Estratégico Niterói que Queremos 2033, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. O cronograma já está em andamento. Na primeira quinzena de dezembro, será composto um comitê para preparação do edital e as bancas de seleção de projetos. O edital será publicado na segunda quinzena de dezembro e as inscrições estarão abertas até fevereiro. Em março, acontece o processo seletivo e em abril serão assinados os instrumentos jurídicos para execução dos projetos. Para o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o Programa de Incentivos a Projetos Aplicados e Fomento à Inovação representa uma nova forma de relacionamento entre os órgãos públicos para solução de problemas concretos e socialização do conhecimento acadêmico. “Estamos seguindo conceitos consagrados da cooperação entre a chamada tripla hélice, governo, universidade e empresas, para fomentar pesquisa, extensão e inovação. Consultei outros reitores e é um modelo de parceria inovador pela sua proposta e investimento, que certamente será exemplo para outras cidades e universidades”, conta Antonio Claudio. Segundo o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o programa representa uma priorização da importância da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento autônomo, estável e soberano. “Em um contexto escandaloso de queda no fomento federal, estamos investindo média de R$ 10 milhões de reais anualmente até 2023. Contando com os aportes na finalização da construção do Instituto de Arte e Comunicação Social e recuperação do Cinema Icaraí, é um ato de governo claro em defesa do conhecimento, das instituições e da democracia. Esperamos que a sociedade niteroiense aproveite os resultados dos projetos que nascerão dessa parceria”, disse o prefeito. Demandas relacionadas a objetivos estratégicos de consulta pública Em consulta pública, a sociedade niteroiense sugeriu sete objetivos estratégicos que orientam as linhas a serem desenvolvidas. “Esses são pontos que a própria população de Niterói considerou relevantes para se viver e ser feliz na cidade. Não é um plano de gestão, mas uma visão de futuro coletiva de longo prazo. São projetos que vão criar as bases de desenvolvimento estável até 2033”, afirma Rodrigo Neves. Os objetivos e focos são: Niterói Organizada e Segura: Mobilidade, Desenvolvimento e Ordenamento Urbano; Prevenção e Segurança Niterói Saudável: Saúde, Saneamento e Gestão de Resíduos Niterói Escolarizada e Inovadora: Educação; Ciência e Tecnologia Niterói Próspera e Dinâmica: Desenvolvimento Econômico, Inserção Produtiva Niterói Vibrante e Atraente: Meio Ambiente; Lazer e Esporte; Cultura e Entretenimento Niterói Inclusiva: Igualdade de Oportunidades Niterói Eficiente e Comprometida: Gestão Pública, Participação Cidadã, Integração Regional As propostas a serem submetidas deverão demonstrar a relevância enfatizando os impactos para Niterói em relação aos eixos da Niterói que Queremos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Onu. Fomento à pesquisa e inovação De acordo com o secretário de Planejamento de Niterói, Axel Grael, a visão da Niterói que Queremos será desenvolvida pela parceria com a UFF para potencializar a solução de problemas concretos de Niterói. “Esta proposta está sendo transformada em programas com critérios, procedimentos, governança, cronograma e responsáveis. Dessa forma, vamos entregar de volta para a sociedade niteroiense projetos que trarão impacto direto”. Para o professor de Educação da UFF e deputado estadual, Waldeck Carneiro, o programa é o ápice de um longo planejamento institucional e envolvimento pessoal na elaboração de políticas educacionais, científicas e tecnológicas no município. “O que está acontecendo hoje é um marco para a história da UFF e de Niterói. Apresentamos um programa maduro nesse momento de desinvestimento em ciência”. Para submeter um projeto, as equipes deverão ser compostas por, no mínimo, dois pesquisadores. Cada equipe será liderada por um professor doutor com vínculo efetivo com a UFF. Estarão aptos a participar da seleção: professores, graduandos, mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e apoio técnico especializado. Fomento ao empreendedorismo e inovação Além disso, a parceria prevê o Ecossistema de Inovação, que fomenta um gabinete de inovação entre a Prefeitura de Niterói e a UFF. De acordo com a secretária da Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, o programa estimula a geração de ideias de negócio, aceleração e incubação de startups. “Teremos duas áreas de atuação prioritárias: Cidades Inteligentes e Inovadoras; e Economia do Mar. A ideia é gerar novas empresas em áreas estratégicas e capacitar empreendedores. É uma proposta inovadora de criar um cluster de inovação em cooperação com a UFF”, explica. O fomento à inovação terá edital específico, em parceria com a Agência de Inovação da UFF. O processo envolverá ideação, pré-incubação, incubação, aceleração e a graduação final, com apresentação de relatório listando as conclusões, desafios e próximas etapas. Das 30 empresas selecionadas, 22 serão incubadas, recebendo cada empresa um investimento de R$ 60 mil reais; e outras oito serão aceleradas, recebendo R$ 80 mil reais. “Também está previsto um plano para o futuro. Caso o negócio seja promissor e necessite de um investimento adicional, haverá a possibilidade de financiar até 100 mil reais o projeto”, detalha Giovanna Victer. Próximos passos Em dezembro, haverá intensiva divulgação dos editais e dos objetivos dos programas, com workshops e comunicação digital. A Universidade Federal Fluminense convida toda a sua comunidade a ficar atenta nas novidades e atualizações para participar de forma engajada na proposição de projetos e na socialização do conhecimento.
Pesquisadores da UFF debatem em Londres o papel das novas mídias na política latino-americanaNas últimas eleições brasileiras, as redes sociais tiveram participação determinante na hora de o eleitor escolher os candidatos de sua preferência. As campanhas eleitorais foram alavancadas pela internet, através de redes sociais e aplicativos de mensagem instantânea. Esse fenômeno, relacionado ao uso massivo das novas tecnologias nas eleições latino-americanas, vem sendo estudado por especialistas na área e será tema do Workshop “Mídia, novas tecnologias e desenvolvimento na América Latina: perspectivas políticas, sociais e econômicas”, que acontecerá nos próximos dias 4 e 5 de julho, na City, Universidade de Londres. O evento internacional será coordenado pelo professor do curso de Comunicação Social, Publicidade e Propaganda da UFF, Adilson Cabral, em parceria com a UERJ e financiamento de uma agência de fomento britânica. “O objetivo é debater os avanços na área tecnológica e sua influência no desenvolvimento sul-americano e na manutenção das democracias nesses países, em plena era de concentração e comercialização midiática”, explica a professora de Mídia e Sociologia do Departamento de Sociologia da universidade londrina e conferencista sênior da segunda etapa do workshop, Carolina Matos. Segundo ela, a etapa londrina antecipará o que será debatido no IAMCR 2019 (International Association in Media and Communication Research), que será realizado na Espanha ainda esse mês. “As “fake news” são o produto mais perverso dessa organização, na medida em que são amplamente acionadas e acolhidas, ganhando o status de verdade”, Adilson Cabral. O assunto já foi debatido em março no Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs) da UFF, onde foi realizada a primeira etapa do Workshop. “Esses encontros intensificam a colaboração entre os países latino-americanos e a Europa, num momento no qual se discute a importância da “de-colonização” - influência ou transferência cultural dos colonizadores para os colonizados e vice-versa - dos estudos e do ensino no Reino Unido no ambiente acadêmico”, explica Carolina. “A Universidade Federal Fluminense tem enorme tradição em pesquisas e produtos relacionados à Comunicação Comunitária e o workshop realizado aqui foi uma excelente oportunidade para aproximar os laços com a produção latino-americana e britânica”, adiantou Cabral. Já na opinião de Carolina, o evento foi importante para todas as instituições acadêmicas brasileiras com as quais a City trabalha conjuntamente. “Além da UFF, foram estabelecidas parcerias como o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, onde sou professora visitante, atuando em um projeto sobre o uso da comunicação e das redes digitais por ONGs que trabalham com a igualdade de gênero e direitos sexuais e reprodutivos”, destaca. A etapa londrina Em uma época de crescente concentração e comercialização da mídia, como podemos analisar o papel dos meios de comunicação para a democracia? Como a comunicação em rede pode ser melhor utilizada para dar voz não só à sociedade civil, mas também a movimentos sociais e grupos marginalizados socialmente? Como podem as tecnologias de informação e comunicação (TICs) ser utilizadas para o desenvolvimento das nações? Estas são algumas das muitas questões que foram discutidas recentemente na etapa brasileira do workshop, realizado no Iacs, e que serão aprofundadas na etapa londrina do evento, que contará com palestras proferidas por pesquisadores latino-americanos, norte-americanos e europeus especialistas na área de mídia. Um dos principais focos dos organizadores é dar visibilidade ao papel das comunicações e das novas tecnologias (TICs), inclusive das rádios comunitárias e TVs universitárias, no desenvolvimento das mais diversas comunidades. “O trabalho se estende às populações indígenas, movimentos sociais, a relação entre participação, empoderamento e gênero, e particularmente em relação ao uso das mídias e como essas ferramentas de comunicação podem ser usadas para o ativismo e o engajamento político”, enfatiza Adilson. Na entrevista a seguir, o professor Adilson Cabral explica alguns aspectos do debate sobre o uso eleitoral das redes sociais na América Latina: As eleições americanas e brasileiras comprovaram o poder das redes sociais na escolha e definição de um candidato. Como o senhor avalia esse fenômeno? Minha compreensão é que as mídias sociais e, especialmente, os mensageiros instantâneos, estão sendo usados a partir da mineração de dados e da computação em nuvem para acionar uma extensa e imbricada rede de fabricação de verdades a partir de organizações que estão incidindo fortemente em cenários políticos ao redor do mundo. As mídias sociais digitais comprovadamente foram decisivas nas últimas eleições aqui no Brasil e no exterior? As redes sociais estão tomando uma importância maior e mais grave nas eleições por conta dos agenciamentos em torno das tecnologias para mobilizar o acionamento de conteúdos em escala massiva, para usuários geolocalizados. Trata-se de um projeto mundialmente orquestrado, que está sendo acionado em vários países, incluindo a América Latina, e que demanda atenção fundamental da sociedade e regulação transparente e de alcance internacional por parte das nações. Como funcionam as “fake news” dentro desse contexto? As “fake news” são o produto mais perverso dessa organização, na medida em que são amplamente acionadas e acolhidas, ganhando o status de verdade diante de um amplo deserto de ideias e da inviabilidade do Estado do bem estar na formulação e implementação de políticas públicas capazes de promover direitos humanos relacionados à supressão da desigualdade de renda. Como especialista em Comunicação Comunitária, como o senhor destaca a força e a penetração das rádios comunitárias? Elas também foram determinantes nas últimas eleições no Brasil? As rádios efetivamente comunitárias estão sendo restringidas em seu potencial de atuação, justo por serem o contraponto dessa articulação, em virtude de sua transparência e da participação plural com a diversidade cultural. E vale destacar que elas, aliadas às TVs comunitárias, são veículos que não podem ser deixados de lado em virtude das tecnologias digitais, pois articulam comunidades em seus territórios e seus cotidianos. Esses veículos, apesar dos avanços tecnológicos e da concorrência das novas mídias, ainda permanecem no gosto de boa parte da população, com grande e importante penetração principalmente junto às comunidades mais pobres. E, sabendo disso, os candidatos se utilizam do meio para a divulgação de suas plataformas de governo.
Empreendedorismo: alunos da UFF são destaque na Revista ForbesCom um mercado de médicos no Brasil girando em torno de 650 mil, entre profissionais formados e estudantes, três egressos do curso de Medicina da UFF, que também participavam do programa “Minor em Empreendedorismo e Inovação”, ganharam destaque na edição de janeiro da Revista Forbes. O periódico publicou artigos sobre os empreendedores brasileiros mais influentes com idade abaixo de 30 anos. Os ex-alunos Pedro Gemal Lanzieri, Bruno Lagoeiro e Eduardo Moura criaram o Whitebook, uma plataforma de apoio à tomada de decisão médica. O motivo do destaque do aplicativo, criado pela empresa PEBmed se deve ao fato de ele não só ter se tornado uma ferramenta amplamente utilizada em todo país, como também em diversos países da Europa, África e América Latina. De acordo com Pedro - aluno da edição 2017 do Minor -, a ideia surgiu da necessidade que os médicos tinham de acessar textos técnicos da área - que permitem ao profissional aplicar um determinado procedimento ou identificar o tratamento ou a cura de uma doença - durante as aulas de Semiologia do curso de graduação em Medicina da UFF. Segundo o professor e coordenador do curso de Empreendedorismo e Inovação Gabriel Marcuzzo do Canto Cavalheiro, a PEBmed já existia antes da participação do Pedro Lanzieri no Minor, um curso gratuito de formação complementar semipresencial, com duração de um ano, que serviu para complementar a formação do novo empresário com um conjunto de ferramentas de gestão que apoiaram a estruturação do novo negócio. Marcuzzo ressalta que, além de disponibilizar um ferramental de gestão alinhado às melhores práticas internacionais para a estruturação de novos negócios, a iniciativa também oferece um ambiente interdisciplinar, no qual alunos de diversas graduações e campi da UFF interagem em grupos para a realização de um plano de negócios dirigido a um novo empreendimento. Durante as sete disciplinas do curso, os estudantes incorporam novos elementos ao plano de negócios que será apresentado para uma banca externa na formatura do programa. “O acesso ao programa é realizado por meio de processo seletivo organizado pela Coordenação de Seleção Acadêmica (Coseac) ao final do segundo semestre”, esclarece. Estímulo aos novos alunos Para o coordenador, a sociedade passa por um processo de transformação digital com profundos impactos em diversas dimensões. “Nesse período é possível observar que grandes empresas de base digital vêm surgindo, criando e agregando muito valor. Dessa forma, esse fenômeno iniciado no Vale do Silício, Califórnia, se tornou mundial”, enfatiza. Esse processo, segundo ele, criou as condições para a criação da PEBmed, assim como outras startups que surgiram do ecossistema empreendedor da UFF, em Niterói, tais como a Edools (vencedora do Startup Awards e considerada a melhor startup brasileira de 2018), Displace, Cuponeria, Wpensar, entre outras. Nesse contexto, essas novas empresas poderão ter um impacto similar às gigantes da tecnologia do Estados Unidos, como a Google, Apple e Facebook, pois despertam o senso de urgência para o empreendedorismo e fornecem referenciais de crescimento para alunos brasileiros. Para Marcuzzo, o município de Niterói - por contar com a UFF e outras universidades - é um dos locais do Brasil mais propícios para a criação de startups.   Geração de empregos e royalties e o Observatório Digital O Departamento de Empreendedorismo e Gestão também oferece uma graduação em Processos Gerenciais com ênfase em Empreendedorismo, assim como um MBA em Gestão Empreendedora, e empregam diversos egressos da UFF. Seus eventos são frequentados por fundadores das startups brasileiras, alunos de graduação e estagiários. Além disso, vale destacar que nos últimos anos diversos docentes da universidade depositaram pedidos de patentes por meio da Incubadora de Empresas da UFF (Agir) e, futuramente, poderão gerar royalties para a instituição através do licenciamento de novas tecnologias. Somando-se às iniciativas acima, Marcuzzo ressalta a criação de um grupo de pesquisa dedicado a questões relacionadas ao impacto da transformação digital sobre novos negócios, com foco especial no ecossistema empreendedor da UFF, o Observatório Digital. “ Eu sou o coordenador do grupo que também inclui outros docentes do departamento de empreendedorismo, professores externos e empreendedores digitais. O objetivo do Observatório Digital é produzir pesquisa de alto impacto na área em âmbito internacional”, explica. Atendimento ao público O departamento está em fase de implantação do Escritório de Atendimento ao Empreendedor (EAE). O projeto - financiado por Emenda Parlamentar da bancada de Deputados Federais do Rio de Janeiro - tem por objetivo implementar uma nova interface entre a UFF e a sociedade através da criação de um escritório de atendimento para suporte ao microempreendedor individual (MEI) no Campus do Valonguinho. A iniciativa é motivada pela crescente dificuldade encontrada pelos pequenos empresários para atender às exigências administrativas decorrentes da obtenção de um CNPJ.  Segundo o coordenador, o projeto, que deve iniciar seus serviços em abril de 2019, poderá ser um piloto para algo já bastante comum em universidades dos EUA e Europa, chamado Centro de Empreendedorismo ou Entrepreneurship Center, onde os próprios estudantes de graduação prestam atendimento ao MEI. Na entrevista a seguir, o ex-aluno da UFF Bruno Lagoeiro, CEO e cofundador da PEBMed divide sua experiência com aqueles que  pensam em abrir o seu próprio negócio: A PEBMED surgiu antes de vocês concluírem o curso de empreendedorismo, mas no que ele realmente pode auxiliar no posterior desenvolvimento da empresa ou do produto criado? O curso de empreendedorismo foi uma oportunidade que surgiu após a criação do produto e da empresa, mas que colaborou para aplicação das melhores práticas de gestão de pessoas e recursos, bem como para propagação dos conceitos de ágil, design thinking (uma forma de pensar que ajuda a resolver diversos problemas de todos os tipos e pode ser usado para qualquer área) e metodologias lean (criada pela Toyota para melhorar a eficiência e combater o desperdício) no desenvolvimento de um produto. Havia a necessidade da classe médica e de outros profissionais de saúde acessarem informações técnicas com mais agilidade e confiabilidade. Essa foi a principal razão para o criação do Whitebook? O profissional de saúde (médico ou estudante de medicina), durante sua rotina diária, precisa tomar decisões, diagnósticas ou terapêutica, sobre a conduta de um paciente que não dependem unicamente do conhecimento teórico. Este é um dos momentos mais críticos do seu dia a dia e um ponto fundamental para a ideia se criar o aplicativo. Muitas vezes, a insegurança, a variedade de apresentações clínicas, ou mesmo os contextos de estrutura hospitalar disponíveis exercem influência sobre as decisões. O Whitebook é o assistente que apóia essa tomada de decisão, trazendo informações, conteúdos, ferramentas, que auxiliam e impactam na qualidade do tratamento. Nosso propósito é melhorar a saúde do Brasil através do apoio  nas decisões médicas. Melhores decisões, melhores condutas. Entre tantos jovens empresários aqui e no mundo, como a Revista Forbes descobriu vocês? Sempre valorizamos a rede de apoio e a construção de sólido networking com outros empreendedores e empresas, com as quais possamos sempre trocar experiências e aprendizados. Em geral esse networking nos leva até esses destaques. Estamos trabalhando também com uma assessoria de imprensa, que nos ajudou na conexão com o repórter e a levar a nossa história para se tornar pauta de interesse público. A boa aceitação do Whitebook está possibilitando bons negócios para a PEBMed? O Whitebook é um dos nossos produtos. O outro é o Portal PEBMed (pebmed.com.br) também com grande destaque. O Whitebook se destaca pela inserção e relevância para a classe no momento de tomada de decisões. Já o Portal PEBMED, por ser uma referência em atualizações. Trabalhamos a cada dia com objetivos audaciosos e que nos levem sempre a um novo patamar. Nessa trajetória, contamos com parcerias de pessoas e empresas que nos auxiliam a chegarmos a essas metas.
Prêmio Péter Murányi de Ciência e Tecnologia recebe inscrições até 31 de agostoEstão abertas as inscrições para o Prêmio Péter Murányi de Ciência e Tecnologia, os interessados podem participar até o dia 31 de agosto de 2018. Para assegurar a relevância da iniciativa, é necessário que os trabalhos sejam indicados por instituições cadastradas no Colégio Indicador da edição. No caso da Universidade Federal Fluminense, o material deve ser enviado para a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação - PROPPI, pelo e-mail secretaria@proppi.uff.br. A Participação é gratuita. Maiores informações: http://www.fundacaopetermuranyi.org.br/premio/  
Empreendedorismo: alunos da UFF criam aplicativo de viagem para mochileirosImagine poder viajar com uma plataforma mostrando o seu perfil de viagem em função de seus gostos e interesses, com informações sobre os principais pontos turísticos, hotéis e bares da cidade, sempre com dicas que cabem no seu bolso? Essa é a proposta do Local Cave, um planejador de viagens desenvolvido pelos alunos de Engenharia de Produção da UFF, Pedro Franklin, Rodrigo Tagliari e Vinicius Cezar Souza. No aplicativo, o usuário participa de um quiz inicial para descobrir o seu perfil de viajante, para, em seguida, poder montar o seu próprio roteiro de viagem. O app, ainda em fase inicial, abrange por enquanto apenas a cidade do Rio, mas, segundo um de seus idealizadores, Pedro Franklin, o próximo passo é expandir o serviço para cidades adjacentes que estejam na rota dos mochileiros, como Ilha Grande, Arraial do Cabo, Búzios, Petrópolis e Paraty. “Temos o objetivo de até o fim do ano chegar a essas outras cidades e a partir disso fechar toda a principal rota mochileira do país”, afirma Franklin. Pedro também conta que a inspiração para o projeto surgiu da própria experiência dos três sócios em viagens como mochileiros. “Tivemos a oportunidade de viajar pela América Latina, Europa, Oceania e Ásia, sempre estando em contato com gente de todo o mundo, e onde quer que fôssemos sentíamos falta de informação certa do que fazer”, revela. No início, os alunos criaram um blog para disseminar a cultura mochileira, mas conforme o tempo passou e a possibilidade de aprimorar a ideia surgiu, eles resolveram criar o planejador de viagens. No site, o usuário não precisa se cadastrar para ter acesso ao seu roteiro temático, basta seguir 4 passos: fazer o quiz do viajante; escolher o destino de viagem; montar a sua própria viagem e gerar o roteiro personalizado. Para o docente da Engenharia de Produção da UFF, Fernando Araujo, orientador do Rodrigo Tagliari, a universidade é um lugar privilegiado para o desenvolvimento de ideias capazes de suportar as demandas sociais por meio dos negócios, com ou sem finalidade lucrativa. “A atividade empreendedora é fundamental aos alunos, na medida em que eles passam a refletir soluções interdisciplinares para a resolução de questões reais, não previamente modeladas pelo ambiente acadêmico”, explica. Além disso, o professor conta que tem ajudado os alunos no projeto. “Com muita alegria, fui convidado pelos alunos-empreendedores para uma mentoria da iniciativa. Tenho tentado apoiá-los na reflexão estratégica, na ampliação da qualidade e diversidade da rede, participação em editais de fomento, além de tentar refletir conjuntamente ações orientadas ao empoderamento do negócio”, explica. Atualmente, o Local Cave participa de eventos da Startup Rio, uma iniciativa público-privada que visa fomentar a cultura de empreendedorismo no Rio, em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado e de órgãos como a Faperj. Em abril deste ano, eles se classificaram para um período de 3 meses de convivência no programa ao ficarem em segundo lugar no prêmio Hackatour, uma maratona de programação focada em desenvolver soluções para o turismo do Estado, promovida pelo Sebrae. “Na Startup, trabalhamos compartilhando o espaço com outros projetos da cidade que foram selecionados pelo governo para desenvolverem seus planos. Estamos usufruindo do espaço e construindo uma rede de contatos com outras startups”, contam os alunos. Sonhamos em tornar digital a maneira analógica como se viaja hoje na América Latina”, Pedro Franklin. O professor de MBA da UFF em Gestão e Serviços e diretor-executivo da Startup Rio, Leonardo Campos, afirma que ações empreendedoras podem gerar um turismo mais rentável e dinâmico, mas, para isso, elas precisam estar alinhadas com a inovação e tecnologia, a fim de promover um turismo inteligente e sustentável. “O programa começou em 2014 e já está na sua terceira turma, pré-acelerando 27 empresas atualmente. Mais de 90 empresas que passaram pelo programa já receberam ou estão recebendo investimentos para desenvolver seus próprios modelos de negócio”, revela o diretor. Leonardo ainda ressalta a importância de se estimular a mentalidade empreendedora, colaborativa e gestora, através de um conhecimento multidisciplinar. Nesse sentido, ele cita as práticas existentes na UFF de estímulo a essas ações. “Uma iniciativa muito interessante é o Seminário Internacional de Tecnologia e Turismo (TecTur) realizado pelo núcleo de projetos da Faculdade de Turismo. Pode-se mencionar também as iniciativas de Deep Learning e Realidade Virtual do Instituto de Computação, a Incubadora da UFF e empresas juniores da universidade”, afirma o professor. TecTur: unindo turismo e tecnologia O TecTur é um evento criado em 2014 pelo professor da Faculdade de Turismo e Hotelaria (FTH), Eduardo Vilela, que ocorre anualmente com uma edição temática, tendo sempre como eixo principal a relação entre turismo e tecnologia. O atual coordenador do projeto e também docente da FTH, Carlos Alberto Lidizia, conta um pouco mais sobre os objetivos dessa iniciativa. “Tivemos a ideia de resgatar a temática para a academia, discutindo e fornecendo aos alunos novas técnicas e metodologias relacionadas ao Turismo, através de redes sociais, aplicativos, inteligência de negócios, big data, marketing, drones, etc”. Este ano, o TecTur terá como temática central “A Viagem do Futuro” e a expectativa é que ocorra no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro”, explica. Carlos Alberto revela também que o evento tem sido importante por incluir tecnologia de ponta na formação dos alunos. “Participam pesquisadores da Inglaterra, Espanha e Portugal, promovendo essa interação acadêmica internacional a partir de palestras, workshops e oficinas”. Segundo ele, o projeto também contribui para a integração dos graduandos com o mercado de trabalho e entre os diferentes cursos da UFF. “Firmamos parcerias com docentes do Instituto da Computação e com o curso de Sistemas de Informação. Isso possibilitou uma alavancagem muito grande dos estudantes na perspectiva empreendedora, com o desenvolvimento de aplicativos, sites e blogs”, destaca. Já sobre o Local Cave, Carlos destaca: “O aplicativo dos estudantes da engenharia funciona bem, fornecendo informações básicas. Está impecável do ponto de vista tecnológico e a navegabilidade está boa. Em termos de base de conteúdo, eles ainda podem desenvolver um pouco mais e profissionais do turismo podem ajudar muito”, conclui o professor. O país precisa muito desses projetos”, Eduardo Vilela. Para Eduardo Vilela, o Rio de Janeiro é carente de projetos empreendedores desse tipo e, por isso, eles devem ser estimulados. “Na Faculdade de Turismo puxamos essa discussão a partir do lançamento do Seminário TecTur, entendendo que a tecnologia é uma questão fundamental para a área turística e no receptivo das cidades. Os visitantes precisam ter um referencial tecnológico em mãos”. Além disso, ele também avalia o aplicativo Local Cave. “Pelo que observei, é um software que busca nichos de mercado e objetiva estabelecer atrativos relacionados a uma visão demográfica da população, idade, sexo e nível cultural. Tudo isso o algoritmo rapidamente pode fornecer e a partir da análise de dados identificar o perfil dos atrativos que possam melhor se adequar à possibilidade de sua utilização”. Ele conclui reafirmando o caráter indispensável desse tipo de iniciativa empreendedora. “Eu diria que esse não é nem o futuro, é o presente, e o país precisa muito desses projetos”. O Local Cave O nome “Local Cave” vem do Mito da Caverna de Platão, promovendo a alusão à saída das cavernas a partir de uma experiência genuína de viagens. O “Local”, de acordo com eles, tem o propósito de fazer com que as pessoas se sintam em casa em qualquer lugar do mundo utilizando o serviço da plataforma. “Partimos da ideia de que as viagens fazem as pessoas saírem de suas próprias “cavernas”, expandindo as suas noções de possibilidades e sonhos através da troca cultural, por isso o nome traz a analogia da saída das cavernas a partir de uma experiência genuína de viagens”, explica Pedro. Assim, o aplicativo enfrenta o desafio de transformar o modo analógico de como se viaja para a América Latina em digital. Para Rodrigo Tagliari, isso se deve em função da ampliação das informações propiciadas pela internet. “Agora, com cada vez mais dados sendo criados e armazenados, as empresas podem melhorar a experiência dos turistas. Através da análise de dados, é possível identificar o comportamento dos viajantes e suas preferências, de modo que seja possível traçar o seu perfil e oferecer serviços personalizados”. Além disso, o aluno conta que da mesma maneira que o Youtube recomenda vídeos para os usuários, de acordo com seus interesses, as empresas poderão utilizar esses conhecimentos de algoritmos em viagens. “O que nos propomos a fazer é criar um sistema de recomendação tanto para a hospedagem quanto para as atividades a partir da coleta de dados do check-in do hóspede. Ou seja, o viajante não vai precisar gastar horas procurando algo do seu gosto, essa é a forma analógica de viagem”, ressalta. Seu parceiro no projeto, Pedro Franklin ainda completa: “Hoje o planejamento de viagens é totalmente analógico. Sonhamos em tornar digital o modo de como se viaja para toda a América Latina”. A alma mochileira já foi tema de muitos filmes e obras literárias, mas segue a inspirar novos viajantes pelo mundo. Isso, para os alunos do projeto, também serve de motivação para seguir investindo esforços no planejador de viagem. “O mochileiro é um cara que não se importa com luxo, com o conforto de um hotel cinco estrelas. O coração mochileiro é o que quer ter experiência cultural, viajar para entrar em contato com outras culturas, conhecer pessoas, fazer amizades, se divertir e ao mesmo tempo descobrir o mundo. Pensando em proporcionar a esses viajantes a melhor experiência possível, surgiu a ideia do Local Cave”, conclui Pedro.
Alunos da UFF desenvolvem próteses robóticas de baixo custoO Brasil registra anualmente cerca de 40 mil casos de amputação por motivos de acidente ou doença. O Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, não consegue atender a demanda da população, pois a maioria das próteses robóticas são importadas e caras. Com foco nessa realidade, um grupo interdisciplinar formado por alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e de Telecomunicações da UFF se reuniu e criou o Projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach), com a finalidade de desenvolver próteses de baixo custo. De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas (NETAv), Ricardo Campanha Carrano, a preocupação com a causa social, em especial com os pacientes amputados atendidos pelo SUS, mobilizou alunos e professores a participarem do trabalho. Para facilitar essa integração, foi criado um grupo no aplicativo WhatsApp chamado de “Reach - Nave Mãe”, com 63 participantes. São cinquenta alunos envolvidos, sendo dez de maneira mais ativa, dez professores de diversas unidades da UFF, além de pessoas que ajudam o projeto e que não têm vínculo com a universidade. “Todo o design de logomarcas e banners, por exemplo, foi elaborado voluntariamente pela jornalista Erika France, formada pela UFF. Ela cedeu seu tempo, por acreditar na causa”, destaca. Segundo ele, o Projeto Reach, que completará um ano em junho, é uma iniciativa exclusivamente de alunos. O grupo empreendedor bateu de porta em porta nos laboratórios e departamentos, angariando apoio. A iniciativa fez com que muitos professores se prontificassem a ajudar, orientando alunos, apresentando a outros parceiros, dentro e fora da UFF. “O professor da Engenharia de Telecomunicações, João Marcos Meirelles, e o pesquisador do Laboratório MidiaCom, Flávio Seixas, são exemplos de docentes que se dispuseram a ajudar e hoje são peças chave na iniciativa”, ressalta. Onde tudo começou Antes do Reach, o NETAv foi criado por meio de um acordo de cooperação acadêmica, técnica e científica, celebrado em 18 de março de 2011, entre a UFF e a Marinha do Brasil. O núcleo atende à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SecCTM), sendo um facilitador e mantenedor da relação entre a instituição e a força armada. Em 2016, sua área de atuação foi ampliada, visando o desenvolvimento de programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão, em parceria com as demais forças armadas e outras instituições, públicas e privadas. Hoje, segundo Carrano, o núcleo é um órgão de integração de expertise e competências dentro da UFF com know-how suficiente para oferecer seus projetos a outras organizações e entidades externas. O Projeto Reach, por sua vez, surgiu por iniciativa do aluno do sexto período de medicina, Robinson Simões Júnior, que numa primeira etapa utilizou como protótipo uma mão de robô adaptada. Com isso, a equipe teve a oportunidade de aprender sobre os aspectos mecânicos e eletrônicos envolvidos no processo de criação e montagem de uma prótese, e principalmente como ocorre a captura do sinal mioelétrico - impulso nervoso que resulta de uma ação de controle do cérebro humano sobre os músculos do corpo. “Contamos também com a parceria da aluna da Medicina, Angela Tsuda, que por iniciativa própria já tinha começado a imprimir uma mão robótica, utilizando uma impressora 3D cedida pela professora Yolanda Boechat, do Departamento de Telecom. O Reach a localizou e ela se tornou uma importante colaboradora”, enfatiza o professor. Atualmente a equipe está trabalhando num segundo protótipo que será operado brevemente como uma verdadeira prótese, ou seja, acoplado a um paciente com amputação. As duas mãos robóticas em teste são controladas por movimentos humanos, por meio da plataforma Arduino, um software aberto. Ele captura os sinais musculares por meio de eletrodos afixados no paciente, transmite ao computador, que os reenvia em segundos à prótese, criando o movimento. A aluna Giulia dos Santos Dias, do curso de Engenharia Mecânica, acrescentou que o projeto teve também a participação de alunos de graduação e mestrado de cursos de engenharia elétrica, biomedicina e ciência da computação. Para ela, a multidisciplinaridade do Reach é o que o diferencia de outras iniciativas dentro da universidade, fazendo com que a equipe ganhe conhecimentos de diversas áreas e possa observar diferentes problemas, com pontos de vistas distintos, facilitando a resolução deles. “Os recursos que usamos para a compra de materiais e equipamentos necessários para o projeto vêm exclusivamente de doações dos próprios alunos e professores membros do Projeto Reach, uma vez que ainda não possuímos parcerias para o recebimento de fundos”, ressaltou Giulia. Parceria Os protótipos das mãos estão sendo montados no Laboratório de Telemetria e Telecontrole (LaTelCo), vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações. Num segundo passo, a mão robótica será destinada a pacientes amputados do SUS. Nesse sentido, a equipe está buscando firmar uma parceria com a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR). “Há um ciclo a ser vencido, até que tenhamos confiança na maturidade do produto. E claro que ser ofertado pelo SUS é o nosso grande objetivo”, afirma Robinson Júnior. Já de acordo com Carrano, a ideia é que a mão robótica seja patenteada, produzida em escala industrial e oferecida gratuitamente ao público. Para isso, as patentes do projeto eventualmente geradas serão da universidade, até como forma de proteger a propriedade intelectual e seu objetivo social. “Ainda não vivenciamos a fase de buscar empresas para a produção da mão. Estamos nas etapas iniciais do projeto, testando conceitos e técnicas”, esclarece. Contudo, os recursos dos projetos e inventos da UFF, segundo o professor, poderão retornar à universidade na forma de patentes que gerarão royalties, isso quando há interesse comercial pelo licenciamento da tecnologia desenvolvida. No entanto, o grande retorno para a universidade, que advêm do Reach, é a inserção dos alunos em projetos transdisciplinares que conciliam os objetivos primeiros e nobres de uma instituição pública: o ensino, a pesquisa e a extensão. “É a UFF cumprindo seu papel na sociedade, que é a grande beneficiária do projeto”, conclui. Na entrevista a seguir o aluno Robinson Simões Júnior fala sobre o Projeto Reach: Como se deu a iniciativa para criar o projeto Reach? Sou um grande entusiasta da integração do ser humano com as tecnologias. Ver um ramo em que eu poderia atuar nesse sentido e ao mesmo tempo lidar de forma tão impactante na Saúde Pública me inspirou muito a criar o Reach. E como foi o processo de reunir alunos de áreas tão distintas? Primeiramente, procurei ver se tinha algum projeto existente na UFF ao qual pudesse me associar. Como não encontrei, decidi primeiro formar um time inicial de professores que pudesse contribuir com a criação de algo que seria totalmente novo na universidade. Então, fui de porta em porta, de departamento em departamento, e recebendo vários “nãos”. Finalmente, consegui reunir docentes das áreas de Engenharia, Computação e Medicina. Depois disso, cada professor ficou responsável por recrutar alunos em suas respectivas disciplinas, que estivessem interessados em participar. Como se dá a divisão do trabalho? Após essa movimentação, resolvemos nos estruturar internamente em três frentes: Captação, lidando diretamente com o paciente em si e descobrindo de que forma poderíamos capturar os sinais mioelétricos; Processamento, analisando os dados e programando para ativar a prótese; e por fim, a Atuação, que lida com a confecção da prótese em si e todo o seu design. Cada frente atuando com focos diferentes, mas concomitantes e com um fim em comum.  E por tudo isso, agradeço a colaboração e o entusiasmo dos alunos Angela Tsuda, Giulia Dias, da Engenharia Mecânica, Yago Rezende e Rafael Vaz, da Engenharia de Telecomunicações; e a Marcela Tuler, do Mestrado em Telecomunicações. Há uma estratégia para captar futuros recursos que darão prosseguimento ao projeto? Atualmente estamos discutindo algumas possibilidades, como, por exemplo, a criação de uma emenda parlamentar, “crowdfunding” (financiamento coletivo), ou parcerias com outras instituições. Quais são os nomes das duas mãos robóticas batizadas pelo grupo? A Riri Williams, a primeira mão, é uma homenagem à sucessora de Tony Stark, o personagem Homem de Ferro da Marvel. Já a segunda se chama Hackberry, em alusão a Exiii Hackberry, empresa japonesa na qual nos baseamos para confeccionar a atual prótese. Quanto tempo você acredita que ainda levará para a mão robótica estar efetivamente no mercado? Tudo depende das parcerias que formarmos. Já evidenciamos alguns grandes obstáculos, como a produção em larga escala, a logística de confecção, distribuição, a reabilitação dos pacientes e o custo de tudo isso. Então, se obtivermos auxílio do Estado e de instituições que já atuam nesse sentido, como a AFR (Associação Fluminense de Reabilitação), creio que boa parte dessas questões serão solucionados rapidamente, tornando possível uma distribuição de próteses, numa quantidade razoável.
Manutenção de TI no Hospital VeterinárioFoi realizado, recentemente, um trabalho de manutenção corretiva e preventiva nos computadores no Hospital Veterinário da UFF. A varredura das máquinas foi feita pelo Departamento Técnico da STI (Superintendência de Tecnologia da Informação).  Os profissionais de TI fizeram a manutenção de todos os computadores. Os problemas eram diversos: lentidão, desligamento incorreto, falta de acesso à internet, compartilhamento de impressoras, troca do switch da Pós Graduação e do Hospital Veterinário, entre outros. Visando melhorar ainda mais o acesso à internet do HUVET, foi criado um relatório com todas as necessidades que irá contribuir no desenvolvimento de um projeto que visa a futura instalação do Eduroam/ Wifi UFF.
Pesquisadores da UFF criam tecnologia para diagnóstico médico à distânciaO Sistema de Saúde Holográfica, desenvolvido por pesquisadores da UFF, levará acompanhamento médico virtual para locais distantes e de difícil acesso. Através do Projeto Telessaúde da UFF, moradores do interior do Acre, Amazonas e Pará, por exemplo, poderão receber atendimento clínico ágil e de qualidade. A iniciativa, que visa contribuir para a saúde e bem-estar da população, é uma parceria com o Exército e a Marinha do Brasil e conta com suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O sistema permite que uma junta médica acompanhe um atendimento clínico, mesmo a milhares de quilômetros de distância. Os pacientes poderão ser observados numa imagem 3D em cores, interagindo durante a consulta, ajudando no diagnóstico e, em casos específicos, contribuindo na decisão por cirurgia ou transferência para outra localidade. O consultório virtual é composto de maca, mesa, cadeira e tem equipamentos para auxiliar a consulta pela internet, como webcam, microfone, computador para a transmissão da imagem holográfica e iluminação especial para garantir a boa visibilidade do doente. Dessa forma, o médico que está junto ao paciente recebe em tempo real o apoio e a participação da equipe de especialistas de um centro urbano melhor equipado. Desenvolvido pelos pesquisadores do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas da Escola de Engenharia (Netav/UFF), em parceria com o Corpo de Saúde do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), o sistema foi testado pela Marinha na operação do navio de apoio às atividades na Antártida e, também foi avaliado em navios-hospitais que atendem populações ribeirinhas da Amazônia. Na UFF, o consultório virtual contribuiu para a realização de testes psicológicos e diagnósticos precoces de demência, No Hospital Central do Exército (HCE), está sendo definido um protocolo que, no futuro, ajude a equipe médica a identificar doenças de pele. A assistência à saúde não deve ter fronteiras, limites de territórios, municípios e estados. É necessário o engajamento e cooperação de todos na busca pela integração nacional", Antonio Claudio da Nóbrega. A construção de um consultório virtual tem custo estimado em menos de R$ 10 mil e utiliza equipamentos simples, com baixo custo de manutenção. “A imagem refletida em uma tela fina, posicionada à frente da junta médica, garante a sensação de conforto e tridimensionalidade. Pelo sistema holográfico, é possível acompanhar a cena completa. Os médicos podem observar o paciente dos pés à cabeça, seus gestos e sinais de relaxamento ou tensão”, destaca o engenheiro de telecomunicações, professor e coordenador geral do projeto, Julio Cesar Rodrigues Dal Bello. “O emprego da holografia em shows já era conhecido, mas as imagens transmitidas não eram feitas em tempo real”, explica a também engenheira, professora e coordenadora científica do projeto, Natalia Castro Fernandes. O projeto começou a ser desenvolvido em 2012, no Centro de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, Serviço de Geriatria do Huap. Segundo a coordenadora da equipe de Saúde, Yolanda Eliza Moreira Boechat, a ideia foi de uma ex-aluna da pós-graduação, que queria promover a interiorização do serviço. A equipe de engenharia do Netav/UFF foi, então, desafiada a dar uma solução tecnológica. Segundo Dal Bello, o sistema criado pela equipe da UFF garante a segurança no envio e compartilhamento de dados dos pacientes, que são transmitidos dos consultórios virtuais até o centro de saúde holográfico de forma criptografada, utilizando a rede de telecomunicações terrestre ou satélite. Para o vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, a assistência à saúde não deve ter fronteiras, limites de territórios, municípios e estados. É necessário o engajamento e cooperação de todos na busca pela integração nacional, de modo que a população tenha um atendimento de qualidade. “É o que a UFF vem fazendo com esse projeto, por exemplo, contribuindo para o bem-estar de toda a sociedade: dos centros urbanos até os que moram em localidades de difícil acesso. A partir de estudos e profissionais qualificados da universidade e com o uso da tecnologia da informação para a área da saúde vamos sempre buscar diminuir essas distâncias continentais e tornar realidade um atendimento de excelência para todos os cidadãos”, ressalta. A professora Yolanda Boechat anunciou que um projeto de extensão está sendo planejado para o curso de Medicina em Oriximiná, no Pará, onde a UFF tem uma unidade avançada de atendimento médico-ambulatorial à população local, de 50 mil habitantes. Além de aperfeiçoar o sistema, com novas funcionalidades, o grupo pretende também contribuir na implantação da tecnologia nas unidades de fronteira do Exército e criar um banco de dados sobre doenças tropicais. “É preciso que toda a sociedade não só conheça o potencial do projeto e de seus pesquisadores, mas também saiba que é desenvolvido no Brasil. Essa é uma estratégia que vai além da assistência à saúde, contribuindo para o ensino e a pesquisa científica”, conclui.
UFF divulga resultado de Prêmio de Fotografia em Ciência, Tecnologia e InovaçãoNo dia 04 de outubro de 2017, reuniu-se na Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, o comitê de avaliação composto para apreciação dos materiais recebidos para o Prêmio de Fotografia em Ciência, Tecnologia e Inovação. A banca foi composta pelos seguintes membros da Universidade Federal Fluminense: Vitor Ferreira, Pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação; Andrea Latge, coordenadora da Pós-graduação Stricto-Sensu; Walter Lilenbaum, coordenador de Pesquisa Lato-Sensu, João Fanara, Diretor da Superintendência de Comunicação Social, e Thaiane Oliveira, Coordenadora do Fórum de Periódicos e Comunicação Científica. Para esta avaliação foram levados em consideração os critérios referentes ao impacto visual, inovação e contribuição para a popularização e divulgação científica e tecnológica. Após avaliação em sessão fechada, o comitê avaliador decidiu pela premiação na seguinte ordem: • 1° lugar: “Resistência pela água”, de autoria de Isadora Freixo, discente de graduação em Estudos de Mídia; • 2° lugar: “A Guerra dos Pinguins”, de autoria de André Luiz Belém, docente de Engenharia de Recursos Hídricos e Meio Ambiente; • 3° lugar: “O grito da Guerreira”, de autoria de Andreza Azevedo Cunha, discente de graduação em Sociologia. A banca destacou a qualidade dos trabalhos, indicando menção honrosa às fotografias “Neurônio de retina isolado”, de autoria de Ivan Carlos de Luca Domith Gallo, docente do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e “O Invisível”, de autoria de Maria Alice Chaves Nunes Costa, docente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito. Todos os trabalhos serão expostos no Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense durante a Semana Acadêmica e em outros locais da instituição. Parabenizamos a todos pelos trabalhos enviados, ressaltando a importância da iniciativa para a popularização da Ciência de modo que possamos construir em conjunto uma universidade aberta para toda a sociedade.
UFF Volta Redonda se destaca em competições internacionais de robóticaUFFight Robótica é um Projeto de Extensão que surgiu em 2012 a partir da empolgação dos alunos dos cursos de engenharias da UFF Volta Redonda ao serem desafiados a construir um protótipo capaz de exemplificar princípios fundamentais da mecânica. Além de desafiar seus integrantes a estudar, aprender e inovar, o projeto tem como objetivo central introduzir os alunos à robótica - que integra várias modalidades da engenharia - e construir robôs para competições em várias categorias como sumô, seguidor de linha e trekking. De acordo com os professores do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (EEIMVR) Flávio Feiteira e Flávia de Paula Vitoretti e coordenadores do projeto, a empolgação impulsionava tanto os estudantes que viravam noites acordados buscando soluções criativas para os problemas propostos. O capitão da equipe e estudante de Engenharia Mecânica, Sérgio Ribeiro, explica que todas as etapas da montagem dos protótipos são desenvolvidas na UFF. “Trabalhamos o robô do zero, fazendo todo o projeto mecânico e eletrônico. Após isso, partimos para a montagem, usinagem de componentes e produção de placas de circuito eletrônico”, enfatiza. Segundo Feiteira, desde sua criação, 184 alunos já contribuíram com o projeto. Em média, a cada ciclo competitivo, 25 alunos se dedicam ao trabalho. “A cada ano entram e saem participantes, mas procuramos nos manter com essa média, que garante que as atividades sejam realizadas dentro dos prazos estabelecidos”, descreve. Desde 2015, a equipe faz parte do calendário competitivo da robótica na América Latina. Nessa trajetória, já conquistou quatro troféus, sendo um de campeão, dois de vice-campeão e um de terceiro lugar. Além disso, já se destacou algumas vezes entre os dez melhores das competições. “Esses resultados fazem do nosso grupo uma referência em robótica e inovação tecnológica na região Sul Fluminense”, ressalta Feiteira. Atualmente, o projeto conta com a participação de alunos dos quatro cursos de engenharia oferecidos na EEIMVR: Mecânica, Metalúrgica, Produção e Agronegócios. Porém, como as necessidades do grupo são  interdisciplinares, os únicos pré-requisitos para se participar de um processo seletivo do UFFight são ser estudante de qualquer curso da UFF e se interessar por robótica. Para a estudante de Engenharia Mecânica e líder da gestão da equipe, Letícia Estrela, o UFFight Robótica agrega muito no desenvolvimento profissional do aluno de engenharia. A multidisciplinaridade do projeto, que une os conhecimentos das salas de aula com os estudos da área de eletrônica e programação, possibilita um salto no desenvolvimento dos participantes. “Aprendemos a lidar também com gestão, trabalhando como se fosse uma empresa, gerindo finanças e delegando funções. É motivador saber que fazemos parte de um time tão premiado e que cresce e se supera a cada competição”, conclui. As competições latino-americanas são realizadas pela RoboCore, responsável por patrocinar a maior competição de Robótica da América Latina. “É uma empresa brasileira, com sede em São Caetano do Sul, São Paulo, onde mantém uma loja com grande variedade de componentes mecatrônicos necessários à construção de robôs. Desde 2005, a RoboCore estimula a robótica no país através de competições entre grupos de várias instituições nacionais e estrangeiras, com a participação de universitários e de alunos dos ensinos médio e fundamental”, explica Feiteira. Segundo o coordenador, a equipe almeja expandir e competir em outros lugares do mundo. “Um dos nossos maiores sonhos é poder participar de duas competições, a RoboGames, que é o Campeonato Mundial de Robótica realizado anualmente na Califórnia, e o International Robot Sumo Competition, que é o Campeonato Mundial de Robótica exclusivo da categoria Sumô, realizado anualmente no Japão", acrescenta. Para o coordenador do projeto, além das aulas regulares de disciplinas do curso de graduação relacionadas à área (Mecânica, Dinâmica, Controle Linear e Introdução à Robótica, entre outras) e de disciplinas da Pós-graduação acessíveis através do Programa de Altos Estudos da UFF, (Propagação de Ondas, Redes Neurais Profundas, Processamento de Sinais, e Métodos Computacionais, entre outras), os professores da EEIMVR contribuem com o UFFight orientando trabalhos de iniciação científica, projetos de fim de curso e dissertações de mestrado em temas ligados à robótica. A partir deste segundo semestre de 2017, o UFFight conta com a participação de alguns estudantes da Escola de Engenharia de Niterói. De acordo com Feiteira, esta parceria está ainda na fase inicial. “Estamos marcando uma reunião entre estudantes dos dois campi, via videoconferência, para compartilhar a trajetória e os conhecimentos de cada equipe. Acreditamos que vários desafios computacionais, mecânicos e eletrônicos que enfrentamos, possam ser compartilhados com eles, pois em seus integrantes há graduandos dos cursos de Ciência da Computação, Telecomunicações e Engenharia  Mecânica. Além disso, o professor do Instituto de Computação da UFF (IC-UFF), Esteban Clua, doou-nos uma placa eletrônica da NVIDIA e colabora conosco convidando-nos para eventos e palestras de sua área”, justifica. Na opinião de Feiteira, a técnica de ensino baseada na expressão “hands on approach” (mão na massa), em oposição à abordagem excessivamente teórica, estimula os alunos. Segundo ele, não há exame nem prova de conhecimento mais real que a proporcionada por uma competição de engenharia, por isso, o sucesso de projetos de extensão como o UFFight, o BAJA, o UFForce e o de lançamento de foguetes. Flávio Feiteira argumenta que a necessidade de resolver problemas reais de seus protótipos mostra claramente aos estudantes a vantagem e a necessidade de se dedicarem ao aprendizado da teoria e de ferramentas matemáticas e computacionais indispensáveis à modelagem dos fenômenos físicos. “Estudar equações diferenciais, física, métodos numéricos e eletricidade passa a ser muito interessante, invalidando o uso da expressão “não serve pra nada”. Outro fator que eleva o entusiasmo e a integração de discentes e docentes no UFFight, é o desafio que robótica impõe. O sucesso a ela relacionado amplia nosso orgulho acadêmico institucional através da possibilidade de divulgar o nome da instituição”, enfatiza. Para o estudante de Engenharia Mecânica e membro do robô Trekking, Walter Chagas, a área da robótica é especialmente atraente pois é uma atividade que, além de prazerosa, é também muito instrutiva. “Meu interesse na área também surgiu pela busca de uma adequação ao mercado de trabalho atual e futuro, que cada vez mais cresce na área de automatização de processos e trabalhos com inteligência artificial”, justifica. UFFight conquista posição de destaque em competição Latino-Americana A equipe UFFight de robótica participou no período de 06 a 09 de julho da competição Winter Challenge realizada pela RoboCore na cidade de São Caetano do Sul, São Paulo. O grupo atuou em quatro categorias do evento e representou a UFF nas categorias Seguidor de Linha Pro, Trekking Pro, Mini Sumô Autônomo e Sumô RC 3Kg. A equipe da UFF se destacou competindo contra engenheiros de dentro e fora do país ,e alunos de universidades de todo o Brasil. O melhor resultado foi com o robô Paladino, que participa da categoria Sumô Rádio Controlado de 3Kg, e já foi vice-campeão da edição Summer Challenge de 2015. Após vencer grandes competidores, como USP e Unicamp, Paladino terminou sua participação no evento com o 4º Lugar. Agora, o UFFight já se prepara para novos desafios e busca resultados ainda melhores para o próximo ano. Confira o trabalho através da página no Facebook: https://www.facebook.com/uffightvr, pelo Instagram @uffightrobotica e acompanhe os combates através do canal do Youtube: UFFight Robótica.
Alunos da UFF integram equipe premiada em concurso de Robótica na NasaA participação de uma equipe brasileira de estudantes em uma competição da NASA ganhou destaque nos veículos de comunicação não só pela dedicação desses jovens, mas pelo ineditismo da empreitada. O grupo denominado SpaceTroopers foi o primeiro a representar o Brasil no NASA Human Exploration Rover Challenge, evento que em março de 2017 teve sua 24º edição, reunindo estudantes de vários países. O grupo é formado pelos alunos de Engenharia Química da UFF Nathalia Pires e Fellipe Franco, além de Yago Dutra, Larissa Ferreira, Rafaela Bastos e Alexandre Rodrigues, que cursam o ensino médio em escolas de São Gonçalo e Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Juntos, os seis colecionam mais de 50 medalhas em competições científicas regionais, nacionais e até internacionais. Para participar do concurso, os jovens construíram seu próprio Rover – veículo de exploração espacial – que concorreu em Huntsville, no Alabama. “O projeto se desenvolveu superando desafios com a construção, os materiais, a funcionalidade do equipamento e até a inscrição, já que o Brasil não aparecia entre os países na lista de inscritos”, relembra a aluna da UFF e integrante dos Spaces, Nathalia. Entre os prêmios conquistados pelos brasileiros, estão o “Jesco von Puttkamer International Team Award”, destinado à melhor equipe internacional  e o “Pit Crew Award”, voltado ao grupo que melhor solucionou as questões que envolveram a atuação do rover durante a competição, considerando critérios como a criatividade e a dedicação destinadas ao projeto. Segundo o professor e chefe de Departamento de Engenharia de Telecomunicações da UFF, João Marcos, a presença de uma equipe brasileira no NASA Human Exploration Rover Challenge é de grande importância para o futuro da robótica nacional. “O Brasil precisa cada vez mais formar pessoas com habilidades e criatividade nessa área. Não podemos ficar de fora dessa nova onda para que não sejamos, mais uma vez, um mero importador de tecnologia”, enfatiza. Acredito que abrimos uma porta para diversos alunos e que a nossa participação em uma competição da NASA servirá de estímulo para muitos jovens", destaca Nathalia. O investimento no país, entretanto, é limitado. Quando se fala em robótica, ainda se tem em mente robôs em linhas de montagem e submarinos que auxiliam na exploração de petróleo e gás. Contudo, há muitos outros usos em campos que somente agora estão ganhando destaque no mundo, tais como auxílio a cirurgias, veículos autônomos (terrestre, aquático e aéreo), sondas de exploração, vendas diretas ao consumidor e em substituição a um ser humano em operações industriais de grandes riscos, além da nanorobótica. Felizmente, o interesse por esse campo de conhecimento vem crescendo entre crianças e jovens. “Seja pela interação através de filmes e jogos, pelas tecnologias em geral que a cada dia se tornam mais disponíveis ou até mesmo por um primeiro contato com a área em algumas escolas que tomaram a bela iniciativa de incluí-la em seus currículos”, explica, entusiasmado, João Marcos. Incentivando o desenvolvimento da pesquisa e da aplicação da robótica, a UFF contribui para projetos dentro da universidade. Entre as iniciativas estão o UFFight e o PET-Elétrica, que além de produzirem tecnologias, promovem o avanço de estudos na área. UFFight Robótica O projeto de extensão, que realiza suas atividades na Escola de Engenharia Industrial de Volta Redonda, busca incentivar o estudo de novas tecnologias introduzindo os estudantes à robótica através da produção de robôs – sejam eles completamente autônomos ou controlados por membros da equipe – para competições latino-americanas. Para os participantes, a aplicação da robótica faz toda diferença na formação como profissionais. “Acreditamos que, em um mundo cada vez mais tecnológico e automatizado, é fundamental para a formação de um engenheiro ter conhecimento na área. No UFFight, o aluno realiza os projetos mecânico e eletrônico, além da programação, ou seja, aprende tudo que envolve o processo de projetar e construir um robô”, explica Sérgio Ribeiro, capitão da equipe. Nos últimos anos, o UFFight conquistou os prêmios de 1º lugar no Torneio de Robótica do IFRJ na categoria Seguidor de Linha, 2º lugar no Summer Challenge 2015 (RoboCore) na categoria Sumô 3kg Rádio Controlador e 2º e 3º lugar nas categorias Seguidor de Linha e Mini Sumô Autônomo 500g, respectivamente, da 1º Copa Serrana de Robótica. Com os bons resultados conquistados, a equipe tornou-se referência nos quesitos programação, eletrônica e robótica em geral na região sul fluminense. PET-Elétrica O PET-Elétrica é um grupo do programa de educação tutorial institucional da UFF (Propet), formado por alunos que, sob orientação de um tutor, desenvolvem atividades que articulam ensino, pesquisa e extensão voltados para a iniciação científica. Entre as propostas desenvolvidas está o projeto “Robótica Educacional”, que visa apresentar o uso dessas tecnologias como ferramenta de difusão da Engenharia no ensino fundamental e médio. “Organizamos competições na Escola de Engenharia envolvendo alunos de alguns colégios – dentre eles o Colégio Universitário Geraldo Reis (COLUNI) –, e produzimos materiais didáticos para professores aplicando a robótica nas disciplinas de Física e Matemática”, explica o tutor e professor, Vitor Hugo. Além de incentivar o conhecimento da área entre os jovens, o programa desenvolve tecnologias e materiais voltados, entre outros assuntos, à inteligência computacional, fontes renováveis de energia, empreendedorismo e criação de aplicativos, oferecendo ainda materiais de estudo e minicursos para aproveitamento científico. Conhecimento que gera desenvolvimento Projetos como esses são de extrema importância para o posicionamento nacional em relação aos avanços tecnológicos. Segundo o professor João Marcos, os resultados deste investimento intelectual podem gerar vantagens para o país. “O maior resultado a longo prazo será o domínio da tecnologia em si, principalmente na parte dos algoritmos que fazem os equipamentos funcionarem, considerada de maior valor agregado”, afirma. Dentre os integrantes do PET-Elétrica, é consenso que as tecnologias devem fazer parte do ensino brasileiro. “É necessário um rompimento com o paradigma tradicional das salas de aula, migrando de um modelo em que o estudante é passivo no processo de aprendizagem para uma relação onde ele participa ativamente. Neste sentido, o uso de tecnologia pode contribuir para atração e motivação dos estudantes na busca do conhecimento, ao integrá-los efetivamente no processo de construção do aprendizado”, enfatiza Vitor Hugo. Com o exemplo dos SpaceTroopers, fica a inspiração para que se fomente o estudo, as competições e a participação brasileira em projetos envolvendo robótica e tecnologias, possibilitando, assim,  o desenvolvimento científico nacional. “Acredito que abrimos uma porta para diversos alunos e que a nossa participação em uma competição da NASA servirá de estímulo para muitos jovens que se interessam por esse campo de conhecimento”, conclui a integrante dos Spaces, Nathalia Pires.
TecTur - 3º Seminário Internacional de Tecnologia & TurismoUFF realiza Seminário de Tecnologia e Turismo em Niterói. Terceira edição do evento acontece nos dias 28 e 29 de novembro de 2016. Com o objetivo de discutir como a Tecnologia da Informação vem influenciando os destinos e empreendimentos turísticos e as relações com os turistas, a Universidade Federal Fluminense realiza a terceira edição do Seminário Internacional de Tecnologia & Turismo (TecTur). O evento acontece nos dias 28 e 29 de novembro, nas instalações do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas, localizado no Campus da Praia Vermelha, no Gragoatá, em Niterói. A edição deste ano, vai apresentar o tema “Cidades Inteligentes, Turistas Conectados” reunindo especialistas da área e autoridades do mercado e do trade turístico. Dentre os palestrantes já confirmados estão: Carlos Manuel da Costa, diretor do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial e Coordenador do Programa de Doutorado da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Esteban Gonzalez e Marcos Lages, professores do Instituo de Computação da UFF. Para Eduardo Vilela, coordenador geral do TecTur e professor da UFF, entender a relação da tecnologia e de suas ferramentas com os destinos turísticos é de fundamental importância para os profissionais da área. “O evento é justamente para que os profissionais do mercado, o trade turístico e os graduandos da área possam discutir sobre esta temática tão relevante na atualidade”, explicou. Além das palestras, a edição deste ano conta com uma novidade. No dia 29 de novembro (2º dia do evento), acontecerá pela manhã um workshop sobre “Interconectividade”. Este workshop será conduzido por Ronnie Figueiredo, especialista na área e pesquisador científico no Latec – Laboratório de Tecnologia, Gestão de Negócios e Meio Ambiente da UFF. Vale salientar que as inscrições para os dias de seminário e para o worskhop são gratuitas e abertas para todos que possuem interesse sobre o tema. Mais informações estão disponíveis no site do evento (http://www.tectur.uff.br/) e na página do Facebook (https://www.facebook.com/tectur.uff).
‘Minha Saúde’: rede social e medicina unidas em projeto da UFFO uso da tecnologia na medicina é cada vez mais comum, já que pode facilitar o diagnóstico e tratamentos médicos. Alinhado a essa realidade, o Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (IC-UFF) desenvolve projetos que proporcionam a integração entre as duas áreas. O Instituto pretende no segundo semestre de 2016 dar continuidade ao Projeto “Minha Saúde”, uma rede social voltada inicialmente para idosos e pacientes portadores de problemas cardíacos. O projeto é desenvolvido pelo Laboratório Tempo do IC-UFF. A professora Daniela Trevisan dará prosseguimento ao projeto iniciado ainda no mestrado da doutoranda de Computação Edhelmira Lima. De acordo com Daniela, a rede social pretende se expandir para abranger outros públicos, além daqueles focados inicialmente. “Pretendo captar alunos de mestrado para aperfeiçoar a rede”, explicou. “Meu objetivo é melhorar sua interface, deixando-a mais simples, assim como fazer uma parceria com o Facebook para alcançar um público maior e usar sensores móveis para monitorar as atividades fisiológicas do paciente, como batimentos cardíacos e pressão arterial”. A rede social foi desenvolvida para promover a interação entre pacientes com o mesmo diagnóstico médico. Através dela, eles trocariam mensagens, publicariam seu estado de saúde e dados clínicos como, por exemplo, pressão arterial. “O objetivo é integrar essas pessoas para motivar o tratamento. Além disso, a rede tem o papel de monitorá-los, a partir das informações compartilhadas”, explica Edhelmira. “Os dados coletados no projeto ‘Minha Saúde’ podem ser utilizados pelos médicos para observar o padrão comportamental daquele grupo, já que na rede os sintomas são registrados pelos usuários”, esclarece a doutoranda. “Esse plano de cuidado aponta, por meio de um diagrama, as alterações fisiológicas daquele paciente ao longo do dia. A partir da análise do diagrama a equipe médica pode avaliá-lo melhor”, complementa Edhelmira, que ao longo da pesquisa contou com a participação de profissionais da medicina da área de cardiologia. De acordo com Edhelmira, outra função da rede é auxiliar no atendimento do paciente que demonstre uma grave alteração no seu estado de saúde. “Se for observado um agravamento no quadro clínico do paciente, o monitor responsável por analisar os dados de tempo em tempo pode acionar o atendimento médico àquela pessoa, facilitando seu socorro”, explica. Dificuldades A pesquisa foi coordenada pelo professor Orlando Loques do IC-UFF e contou com a participação de 45 pacientes do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), entre idosos e cardíacos. Ao iniciar o projeto, foi descoberto que um considerável percentual daquele grupo não sabia manusear o computador ou simplesmente não o possuía. “Para que pudéssemos prosseguir, providenciamos internet e computadores para aqueles que não tinham”, acrescentou Loques. Outro percalço apontado por Loques foi a interface da rede social, que confundia os idosos. Para contornar o problema, foram feitas adaptações para amenizar as dificuldades encontradas na navegação. De acordo com o professor, a viabilidade nos usos de aparelhos para acompanhar os aspectos fisiológicos é mais um empecilho do trabalho. “O nosso objetivo foi comprovar que é possível usar a tecnologia no acompanhamento médico, além de demonstrar a viabilidade do projeto. No final, conseguimos bons resultados. Mas para que esteja ao alcance da sociedade é necessário que os aparelhos usados no monitoramento sejam mais acessíveis”, argumentou Loques, que também criticou a burocracia no processo de importação desses aparelhos. Sciads A rede social surgiu a partir do Sistema Computacional Inteligente de Assistência Domiciliar à Saúde (Sciads), coordenado por Loques, cujo objetivo era monitorar a saúde do paciente dentro de sua própria residência. O processo era realizado por meio de sensores móveis que transmitiam essas informações a um banco de dados. “O acerto no diagnóstico feito por meio dos dados colhidos pelos sensores foi de 100%”, explica. “Ao longo da pesquisa foi feita uma comparação entre o laudo feito pelo Sciads com o de outros médicos, a conclusão foi satisfatória e os resultados consoantes”, argumenta. Os dados, segundo o coordenador, foram coletados ao longo do dia, contabilizando todas as alterações, e enviados para uma central via internet para seu armazenamento. Metamodelo Além do Sciads e da Minha Saúde, outro projeto em andamento desenvolvido pelo Laboratório Tempo também promove o uso da tecnologia com aplicação na medicina. Desenvolvido pela doutoranda Edhelmira, o trabalho é coordenado pelo professor Loques e pelo professor José Viterbo, membro do IC-UFF. De acordo com a doutoranda, a pesquisa tem o objetivo de criar um sistema de integração, em que será possível o acesso a todos os dados do paciente coletados ao longo da sua vida e seu estado de saúde. “Por meio do metamodelo, os médicos poderão acessar os exames antigos – que geralmente se perdem ao longo do tempo – e o seu histórico de doenças. Isso permitirá que os dados do nascimento até a morte do paciente sejam acessados com facilidade”, explica. Apesar de o projeto estar em fase inicial, Viterbo aponta a privacidade como uma das questões a serem resolvidas. “Um debate que surge na criação do metamodelo é o fato de a pessoa ter seus dados disponíveis no sistema, o que pode atrapalhar sua entrada em uma vaga de emprego, por exemplo, uma vez que qualquer empresa – ou o Estado – pode ter acesso a essas informações”, aponta Viterbo. Edhelmira, no entanto, enfatiza a importância do aval do paciente antes da disponibilização de seus dados. Segundo Loques, o metamodelo auxilia também no mapeamento das doenças de uma determinada região geográfica, facilitando diretamente o trabalho para combatê-las. “O intuito é criar uma linguagem padrão para que os dados se comuniquem, facilitando seu acesso e, consequentemente, dando celeridade ao trabalho da medicina”, finaliza.
O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e InovaçãoA Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, através da sua Agência de Inovação, tem o prazer de convidá-lo(a) a participar do seminário sobre, "O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação", que acontecerá no dia 13 de maio de 2016, das 9h às12h, no auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas - NAB, rua professor Edmundo March, s/n, Campus da Praia Vermelha, São Domingos, Niterói, RJ. O evento contará com apresentações individuais, de, até, 30 minutos. PROGRAMAÇÃO 9h - Mesa de abertura 9h30 - Palestra com Vitor Ferreira 10h - Palestra com Renato Cotta 10h30 - Palestra com Celso Pansera 11h às 11h30 - Debate 11h30 - Inauguração do novo espaço da Agência de Inovação da UFF - Agir Para realizar sua inscrição, solicitamos que acesse o link http://goo.gl/HOMPyh
Gerência Operacional de Tecnologia – GOT/EX