Categoria
PROEX no Outubro Rosa #ProexEmAção em parceria com o projeto de extensão "Escutando mulheres com câncer de mama na tecitura do autocuidado", coordenado pela professora Virginia Dresch. do Instituto de Psicologia - UFF . Informa que a mamografia foi a única estratégica que funcionou para salvar vidas, mas poucas mulheres a partir dos 40 anos são encaminhadas para mamografia no SUS. É muito importante empoderarmos as mulheres para que cobrem a mamografia como forma de detecção precoce. O autoexame NÃO é medida de prevenção. Quando apalpado ao toque, o câncer de mama já está em estadiamento muito avançado, na maior parte das vezes.
Corona Vírus - Covid 19#ProexEmAção em parceria com o projeto de extensão "Espaço Aberto para a Saúde" coordenado pelo professor Jorge Lima, produziu o vídeo "Corona Vírus - Covid 19". Dúvidas sobre a novo corona vírus, mitos e verdades, quarentena e informações sobre a transmissão e prevenção são descritos neste vídeo.
Prevenção durante o Carnaval#ProexEmAção divulga que com a chegada do Carnaval é importante lembrar da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST) como a sífilis. Por isso é importante se informar e prevenir. Sífilis tem cura, procure ajuda quanto antes possível. Saiba mais em www.aids.gov.br.
Projeto de Extensão CinderelaA Pró-Reitoria de Extensão registrou o evento do projeto "Cinderela", coordenado pela professora Lucíola de Luca, mostrando o potencial da universidade, possibilitando a transformação da realidade social em que se encontram essas mulheres. O projeto visa beneficiar diretamente as mulheres portadoras de neoplasia maligna, tanto no que se refere à promoção de saúde bucal, quanto ao acolhimento e auxílio na reconstrução de sua autoestima através de serviços como: hidratação da pele, maquiagem profissional, massagem nas mãos, fotografia, oficina de lenços, palestras, doação de acessórios, entre outras atividades.
Huap participa da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de PeleDezembro é laranja. O próximo mês é o da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Pensando nisso, o Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap) vai realizar, em 07/12/2019 (sábado), um dia de conscientização. Das 09h às 15h, as pessoas podem ir até o ambulatório de dermatologia do hospital para fazer o exame preventivo gratuito. O Huap atende o público da Região Metropolitana II. Além da realização do exame, o dia de conscientização contará com orientações à população, respostas às principais dúvidas, distribuição de protetor solar e outros brindes, etc. Segundo a dermatologista do Huap, Maria Fernanda Gavazzoni, o principal foco é em educação e esclarecimento. Ela reitera que a ideia principal da campanha anual é que um diagnóstico precoce pode salvar vidas: O câncer de pele é curável quando descoberto logo. Mas ele também mata", Maria Fernanda Gavazzoni. Como moramos em um país tropical e as pessoas têm o hábito de se expor ao sol, é bom ter acesso à informação e a um médico especialista que nos examine. No Antonio Pedro, nós temos o dermastocópio, que permite  encontrar alterações bem iniciais. Às vezes, a pessoa não se dá conta de que uma pinta mudou de cor ou uma mancha escondida nasceu. Por isso, o exame é tão importante. No dia 07/12, ao realizar o exame, caso seja detectada alguma lesão na pele, o paciente será absorvido pelo Huap se for da área programática do hospital (Niterói e São Gonçalo). Caso não seja, vai ser referendado para outro hospital da sua região, através de uma carta de encaminhamento. Segundo o Datasus, 119 pessoas com mais de 30 anos morreram de melanoma no Rio de Janeiro em 2015. De 2000 a 2015, foram 11633 óbitos na mesma faixa etária, sendo 965 mortes entre homens e 668 entre mulheres. Os números mostram índices crescentes, principalmente por conta da excessiva exposição solar.
Ação extramuros Instituto Biomédico diagnóstico de sífilis e HIVA PROEX registrou a ação extramuros sobre IST (infecções sexualmente transmissíveis - termo atualizado de DST) do Instituto Biomédico com apoio da Prefeitura de Niterói. O objetivo da ação foi realizar teste rápido de HIV e Sífilis, além de conscientizar e educar a população quanto aos riscos de ISTs e formas de prevenção.
III JORNADA DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIOA Divisão de Saúde e Atenção ao Estudante promove  a III Jornada da Prevenção do Suicídio, evento que ocorre anualmente por ocasião do Setembro Amarelo. No dia 11 de setembro de 2019, de 13h às 18h, no Auditório da Faculdade de Enfermagem/EEAAC/UFF. O evento  é gratuito e aberto para acadêmicos, pós-graduandos, docentes, profissionais e demais interessados. Haverá a participação do psiquiatra da DASE, Alexsander Moreira Siqueira, com o tema "Depressão e Suicídio: um enfoque sobre prevenção, diagnóstico e acompanhamento". Link para inscrições. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSff_hH2Z5x9MvhBZtSy32o-5uCgWc5WEF2_CPW7ID3YArFt6A/viewform Não fique de fora. Estão todos convidados.  
UFF atua com jovens do Preventório na prevenção ao uso de drogasDe acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE (https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97870.pdf) de 2016, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou o número de estudantes do ensino fundamental, entre 13 e 15 anos, que já usaram algum tipo de droga. O consumo de drogas lícitas, como álcool e cigarro, subiu de 50,3%, em 2012, para 55,5% em 2015. Já o consumo de drogas ilícitas, como maconha, crack, cocaína, cola, loló, lança-perfume, ecstasy, etc., aumentou de 7,3% para 9% no mesmo período.  A iniciativa, que teve início no segundo semestre de 2017, conta com a participação de alunos do quarto período de Medicina, que promovem atividades de conscientização e prevenção ao uso de drogas entre os estudantes do sexto, sétimo e nono anos do segundo segmento do ensino fundamental - entre 11 e 16 anos de idade - no Colégio Estadual Maria Pereira das Neves, localizado na comunidade do Preventório, em Niterói, Agir na prevenção da doença, e não apenas no combate, é inteligente, funcional e mais econômico", Thiago Gomes, estudante de Medicina. Segundo o professor do departamento de Planejamento em Saúde, Carlos Dimas, a atividade é feita dentro de uma disciplina, chamada “Trabalho de Campo Supervisionado II”, ministrada no segundo ano do curso de Medicina. O objetivo é inserir os alunos nas unidades básicas de saúde (UBS), de modo que possam vivenciar e refletir sobre esse segmento do sistema de saúde. Assim sendo, eles acompanham os profissionais da área no seu processo de trabalho, conhecem a comunidade onde a unidade se situa e desenvolvem atividades assistenciais. “As turmas são divididas em pequenos grupos, que são inseridos em várias unidades de Niterói, entre elas, o Preventório”, relata. O professor explica que existe formalmente um projeto de extensão há mais de dez anos chamado “Diversificação de Cenário de Aprendizagem - a integração ensino-serviço e sociedade”, em que várias disciplinas estão inseridas, mas a atividade de prevenção ao uso de drogas no Preventório foi realizada pela primeira vez neste semestre. “É como se fosse um guarda-chuva, e em cada ponta dele está um tipo de trabalho e atividade que varia de acordo com a necessidade do público atendido. A demanda veio através da diretora de um colégio que estava dentro da comunidade e precisava de orientação nessa área, então aceitamos”, justifica. Para a aluna Uinalaiã Latessa, o intuito da atividade é integrar a unidade de saúde, a escola, a comunidade e a universidade. “Todo trabalho acontece dentro do colégio. Os profissionais das UBS vão até o local para dar assistência aos adolescentes no horário escolar, evitando assim a evasão. Se o adolescente tivesse que ir até a unidade de saúde, o projeto não teria a adesão que tem hoje”, ressalta. A atividade no Preventório é realizada por sete alunos do curso de Medicina, que atualmente atendem quase 100 alunos da rede pública. “São seis turmas, cada uma com em torno de 25 jovens. Cada roda de conversa conta com cerca de 15 estudantes do sexto, sétimo e nono ano”, destaca o professor. Carlos Dimas explica que ao todo, o projeto de extensão conta com aproximadamente 90 alunos de Medicina do 3º e 4º período. Esses alunos são divididos em pequenas equipes de, no máximo, dez alunos para cada professor. A atividade de prevenção às drogas é um subgrupo e cada um desses grupos está em uma unidade de Niterói realizando atividades distintas. O aluno de Medicina Paulo Postigo relata que na metodologia utilizada com os estudantes da comunidade, as atividades são desenvolvidas em dois encontros. Na primeira reunião, o grupo aborda os conceitos básicos e estabelecem uma aproximação com os adolescentes. “Nós nos apresentamos, perguntamos o que era droga, pedimos para darem exemplos, questionamos os conceitos de lícito e ilícito, etc. Queríamos investigar o que eles sabiam sobre o assunto, para planejar nossa ação no segundo encontro”, descreve. A aluna Camila Martins explica que o grupo queria que os participantes atuassem ativamente, trocando informações e construindo o conhecimento. “Antes mesmo do primeiro encontro, deixamos uma caixinha na secretaria, como se fosse um cofre, onde eles podiam depositar perguntas sobre o assunto sem se identificar. Além disso, distribuímos cartazes pela escola para chamar a atenção dos adolescentes, com memes e alguns fatos relacionados ao uso de drogas. Isso serviu como convite para que eles participassem das atividades”, relata. Em relação às drogas lícitas, o grupo tratou de álcool e cigarro, já nas ilícitas, focou em maconha, crack e cocaína. “Os próprios agentes comunitários sugeriram essas três, por serem mais comuns na comunidade. Além disso, apareceram com frequência nas perguntas deixadas na caixinha”, relata o aluno Thiago Gomes. Já no segundo encontro, Paulo conta que a equipe conversou sobre prevenção e questionou os estudantes sobre as atitudes que tomariam caso alguém lhes oferecesse algum tipo de entorpecente. “Os jovens montaram uma cena de teatro para simular a reação que teriam numa situação dessas e todos eles ficaram muito empolgados com a atividade”, ilustra. Os alunos de Medicina reafirmam a importância desse tipo de trabalho para sua formação acadêmica. Para Uinalaiã, as drogas são tratadas como assunto de polícia, quando deveriam ser de saúde pública. “Em questão de prevenção e conscientização, o fundamental é passar informação e é isso que nós, como futuros profissionais da saúde, devemos fazer. O médico deve atuar como educador e não apenas como alguém que detecta doenças. Isso faz com que a relação seja mais humanizada, pois ouve, conhece e interage com seu paciente”, afirma. Já para Thiago, “agir na prevenção da doença, e não apenas no combate, é inteligente, funcional e mais econômico”. O futuro médico Tássio Abreu concorda e acrescenta que a relação com o paciente consiste basicamente em lidar com uma realidade diferente. “Para a formação profissional do médico, essa relação humanizada é muito importante. Ser médico não é só ficar no consultório, é tratar a pessoa, considerar seus diferentes aspectos, não apenas doenças”, conclui.
UFF Angra dos Reis cria rede de educação para redução de desastres socionaturaisAs águas de março fechando o verão - como na canção de Tom Jobim - não são apenas fonte de inspiração para poetas e compositores, mas também trazem preocupação para os moradores das grandes cidades. Os problemas causados pelos temporais, não só no verão, como durante todo o ano, fizeram surgir em 2015 a Rede de Educação para Redução de Desastres (RED). Formada por professores da UFF de Angra dos Reis e profissionais de diversas áreas, a iniciativa reúne diferentes grupos de pesquisa e as secretarias municipais de Educação, Proteção e Defesa Civil, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade. Nesse sentido, foi criado o “Curso de Capacitação de Educadores para Redução de Desastres”. Considerado um dos maiores projetos de capacitação de profissionais da educação do Brasil na área, o curso se encontra atualmente em sua segunda edição. A RED, formada também pelo Grupo de Pesquisas em Desastres Socionaturais (Gden) e pela Coordenação de Pesquisa, Extensão e Inovação do Instituto de Educação de Angra do Reis (CPEX/Iear), conta desde sua criação com a parceria do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e a partir de 2016, com o trabalho dos Grupos de Pesquisa em Dinâmicas Ambientais e Geoprocessamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Dageop/Uerj), de Estudos Integrados em Ambiente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Geia/UFRRJ) e de Estudos da Baía da Ilha Grande (Gebig/UFF). Todas as instituições que compõem a rede se comprometem com o trabalho coletivo. Segundo o professor do Departamento de Geografia e Políticas Públicas da UFF de Angra dos Reis, Anderson Mululo Sato, “a integração interinstitucional e intersetorial dos esforços viabiliza o aprimoramento dos projetos, melhoria de sua eficiência, eficácia e sustentabilidade”, ressalta o especialista. Segundo Sato, a RED trabalha para criar, executar e aprimorar projetos educacionais que visam à redução do risco de desastres ambientais. Além disso, a rede monitora as áreas de risco com pluviômetros e radares de chuva, sensores de nível para medir a oscilação dos rios, sensores geotécnicos para aferir o movimento das encostas, mapeamentos de suscetibilidade, entre outros, integrando as comunidades, moradores e instituições na proteção da sociedade e defesa civil. De acordo com pesquisas realizadas pela rede, mais da metade dos deslizamentos é provocado por ação do homem. Assim, explica o professor, o modelo atual adotado nas áreas de risco para o sistema de alerta e alarme está fadado ao fracasso, pois para a comunidade predomina a ideia de que o mais importante não é a vulnerabilidade dos moradores, mas o aviso emitido pela sirene. “Temos que desconstruir a visão de que os desastres são naturais. Devemos, sim, colocar o homem no centro da discussão e neste aspecto a educação tem papel fundamental”, enfatizou. Na entrevista a seguir, o professor Anderson Sato fala sobre a RED:   A rede se destina apenas para a capacitação de professores? Não, reunimos diferentes profissionais. No entanto, a RED entende que a educação para redução do risco de desastres pode e deve ser trabalhada nas práticas educativas formais e não formais. Nesse processo, o professor é fundamental e certamente nos leva a criar estratégias e metodologias muitas vezes específicas, obviamente adaptadas aos diferentes contextos de ameaças e vulnerabilidades. Daí a necessidade de trazer os educadores das escolas públicas para o debate e torná-los multiplicadores de informações.   Os recursos para criação e implantação da RED vieram unicamente da UFF ou existem também outras instituições envolvidas? O recurso humano, composto por professores, alunos e gestores da universidade, da prefeitura de Angra dos Reis e de outras universidades e centros de pesquisa, foi o principal meio para possibilitar a criação e a manutenção da RED. Devemos valorizar esse capital, pois o tema desastres vai muito além do âmbito institucional. Acima de tudo, é uma questão de cidadania. Vale lembrar que desde a sua criação em 2015 foram investidos R$ 4.800,00 de uma bolsa de iniciação à inovação (Pibinova 2015-2016) da Agência de Inovação (inserir link: http://www.agir.uff.br/) da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Agir/Proppi) da UFF e aproximadamente 2.500 horas de trabalho da equipe que coordena as ações e projetos. Em 2017, estamos pleiteando bolsas de extensão à Pró-Reitoria de Extensão (Proex). Outras ações e projetos têm se viabilizado pelo apoio de instituições e de empresários que atuam como parceiros. Qual foi a expectativa de investimento? Existe uma clara limitação por parte dos profissionais envolvidos nas ações e projetos, pois eles não possuem como única atribuição sua atuação na RED. Os professores das universidades participantes também fazem parte de outros projetos e têm outras responsabilidades, assim como os gestores municipais. Temos resultados que indicam que o trabalho na rede gera grande satisfação aos seus participantes, aumentando a integração interinstitucional e intersetorial dentro da própria Prefeitura Municipal de Angra dos Reis e do Instituto de Educação do município. O ideal seria investir ainda mais tempo da equipe no desenvolvimento da RED, mas sabemos que há entraves. Atualmente, estamos expandindo nossa atuação por meio do “Projeto Gestão de Risco de Desastres por Eventos Extremos e por Condutas Humanas: Cidades Resilientes – Angra dos Reis”, com coordenação da agência de desenvolvimento alemã GIZ e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU). Quais serão as regiões beneficiadas pela RED? O modelo desenvolvido em Angra dos Reis é um exemplo de tecnologia social, que possibilita o diálogo entre a população, educadores e gestores públicos visando à redução do risco de desastres, e que pode ser adaptado aos diversos municípios fluminenses. Na região da Costa Verde, de alguma forma, já existe uma troca entre Angra dos Reis e os municípios vizinhos, por ser a maior cidade da região, o que não impede que sejam pensadas outras ações específicas nesses locais. A RED também já foi consultada por agentes da Defesa Civil de Niterói sobre a possibilidade de adaptar a metodologia do curso à realidade do município. Na região Serrana, mais especificamente em Nova Friburgo, já existe grande intercâmbio entre a Rede de Gestão de Riscos de Desastres (Reger) da bacia hidrográfica do Córrego Dantas com a RED. Cabe ressaltar que a rede foi reconhecida pela Agência de Inovação (Agir) através do Prêmio de Iniciação à Inovação de 2016 e foi uma das representantes da UFF no Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq do ano passado e que será divulgado este ano. Além disso, o projeto recentemente recebeu uma moção de aplausos, homenagem prestada pela Câmara de Vereadores de Angra dos Reis. Que legado a RED deixará para a sociedade? A educação para a redução de desastres pode ser analisada sob diferentes perspectivas. A curto prazo, podemos salvar vidas, pois estimular a percepção do risco de desastres na população pode se converter em medidas preventivas imediatamente. Exemplos poderiam ser dados pela correção de sistemas de drenagem e descarte de águas pluviais e esgoto sanitário, que são uns dos principais vilões na iniciação de deslizamentos de terra em encostas, assim como a adoção de medidas de proteção da vida em momentos de chuvas fortes aos moradores de áreas de risco de desastres, ou mesmo na execução de medidas de atendimento pré-hospitalar. A médio prazo, almeja-se desenvolver uma cultura de prevenção de desastres na sociedade, assim como promover uma visão crítica sobre os processos sócio-político-econômicos que são indutores da geração e desenvolvimento desigual do risco no espaço e para os diferentes grupos sociais. Por fim, a longo prazo, busca-se promover a sustentabilidade sócio-ambiental, o que naturalmente não inclui somente os afetados por desastres, mas uma mudança de paradigma sobre o desenvolvimento para a sociedade em geral.
UFF de Petrópolis e Prefeitura juntas na prevenção aos desastres naturaisA Universidade Federal Fluminense tem como um dos seus principais objetivos a integração entre seus cursos e a realidade das comunidades nas quais eles se inserem. Essa é uma preocupação comum a todos os "campi" localizados fora de Niterói. No caso de Petrópolis, atualmente, a unidade está envolvida na solução de um problema grave que afeta a região: os desabamentos. O campus de Petrópolis foi inaugurado em novembro de 2015 com o curso de Engenharia de Produção. Logo na primeira semana de aulas, docentes e discentes foram convidados a participar do Simpósio Municipal de Redução de Desastres Naturais. O evento foi promovido pela Prefeitura e fez parte da 2ª Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. Ali, representantes das secretarias nacional, estadual e municipal de Defesa Civil discutiram e apresentaram soluções de prevenção a essas catástrofes. Durante o Simpósio, o coordenador do curso da UFF, Moacyr Figueiredo, apresentou aos participantes a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), uma abordagem na qual os estudantes lidam com questões interdisciplinares e são desafiados a tomarem decisões sozinhos e em equipe. O tema “Desastres Naturais em Regiões Serranas” foi o escolhido para o projeto piloto baseado na ABP e será executado em três fases: pesquisa bibliográfica, de campo e um projeto final de intervenção a ser apresentado pelos estudantes. A nossa proposta é que no futuro outras unidades da Universidade também se envolvam nas atividades", revela a diretora do campus, Marcelle de Sá Guimarães. Atualmente, os alunos do segundo período estão finalizando a segunda etapa do processo. A metodologia apresentada por Figueiredo despertou o interesse das autoridades locais, que viram uma oportunidade de parceria técnica com a UFF. Desde então, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis vem apoiando efetivamente o projeto, o que facilita a discussão dos problemas pelos quais a cidade passa. Esse foi o primeiro passo para o início de outra parceria da UFF e da Prefeitura: o Centro de Inovação e Operações em Desastres em Regiões Serranas, CiopSerra, proposto pelo atual prefeito do município, Rubens Bomtempo. “Os resultados servirão não só à cidade imperial, mas também a toda a Região Serrana. Através de projetos de ensino, pesquisa e extensão, a finalidade principal do centro é estudar e propor soluções inovadoras”, afirma a diretora do Campus, Marcelle de Sá Guimarães. O Centro de Inovação e Operações em Desastres em Regiões Serranas também utiliza a ABP como metodologia. As ações e os problemas relacionados aos desastres na serra serão analisados por equipes que incluem profissionais da UFF, alunos e professores do Departamento de Engenharia de Produção, do governo e do segundo e terceiro setores, que farão a identificação, organização e priorização das questões que poderão virar projetos a serem desenvolvidos no centro.  Para cumprir seu objetivo principal, os estudos e aplicações do CiopSerra são guiados por três eixos de atuação: Gestão, Ferramentas de Suporte a Decisão e Tecnologias. Cada um tem suas funções, separadas por temas distintos, mas que se relacionam e se complementam. Essa estrutura permite, a partir dos problemas selecionados e orientados, que os projetos do Centro sejam desenvolvidos e executados, respeitando sua característica multidisciplinar e facilitando a participação dos setores envolvidos.   Gráfico mostra a integração dos diversos setores que atuam na prevenção de desastres   A Prefeitura de Petrópolis também firmou recentemente uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão, Jica, especializada em mapeamento de risco, possibilitando que os técnicos envolvidos no projeto aprendessem, por exemplo, a metodologia usada pelos japoneses. Segundo Figueiredo, “foram instalados nas encostas cem prismas - equipamentos capazes de prever deslizamentos de terra e que poderão ser aproveitados pelo centro. A ideia é tornar a cidade uma referência no Brasil na questão da prevenção”, explica Figueiredo. A assinatura do documento que cria oficialmente o CiopSerra foi realizada na última segunda-feira, dia 5, na Escola de Engenharia da UFF de Petrópolis. Estavam presentes, além da diretora da unidade, o Procurador-Geral, Marcus Vinicius de São Thiago, representando o prefeito, o Secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, e o Reitor da Universidade, Sidney Mello. De acordo com a diretora Marcelle, o Centro de Inovação foi proposto através de um termo aditivo ao Convênio anteriormente firmado entre a UFF e a Prefeitura de Petrópolis em 2014, que garantia a implantação de um novo Campus, inaugurado no ano seguinte. “A nossa proposta é que no futuro outras unidades da Universidade também se envolvam nas atividades. É um tema muito amplo e envolve muitos conhecimentos”, conclui.
Semana dedicada à saúde do servidor na ReitoriaA Coordenação de Atenção Integral à Saúde  e Qualidade de Vida (CASQ), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), através da Divisão de Promoção em Vigilância e Saúde, levará suas atividades a todos os campi da UFF com o objetivo de sensibilizar os servidores quanto aos cuidados com sua saúde e qualidade de vida.  Através de palestras, oficinas e outras atividades como aferição de pressão arterial, cálculo do IMC e distribuição de material educativo, a DPVS Itinerante pretende promover a saúde e aproximar o servidor das ações existentes na CASQ. O primeiro evento ocorrerá na reitoria entre os dias 11 e 15 de janeiro conforme programação abaixo. Hall dos elevadores: Equipe multiprofissional da área de saúde fará aferição de pressão arterial, cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), distribuição de preservativos e folder educativo. Sala dos Conselhos - 3° andar Palestras 11/01 14h30 - Preverção de LER (Lesão do Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) 12/01 14h30 - Segurança no Trabalho 13/02 9h - Educação para Aposentadoria 14/01 9h - Saúde Vocal 14h30 - Aedes Aegypti e Zika Virus 15/01 9h - Alimentação Saudável  
Saúde do homem em destaque na UFF17 de novembro na UFF será um dia dedicado à saúde do homem. Em uma ação de conscientização do servidor da Universidade para os cuidados com sua saúde, serão oferecidos aferição da pressão arterial, cálculo do índice de massa corporal e orientações nutricionais. O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas à saúde do homem, já que eles vivem em média 7 anos e meio a menos do que as mulheres. A maior vulnerabilidade do homem está associada a fatores comportamentais e culturais. O foco das ações do Novembro Azul não deve ser só com relação ao câncer de próstata. O objetivo deve ser qualificar a saúde da população masculina, na faixa etária entre 20 e 59 anos de idade, oferecendo orientações corretas e atualizadas para o diagnóstico precoce e prevenção de doenças cardiovasculares, cânceres e outras como o diabetes. Organizado pela Divisão de Promoção e Vigilância em Saúde, da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (CASQ/PROGEPE), o evento ocorrerá na varanda do Centro de Artes da Reitoria, das 9 às 11h, e terá como fundo musical, o sax do médico João Franzen.