Acolhimento Estudantil: recepciona calouros e apresenta programas sociais da universidadeDe acordo com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), responsável pelo evento em Niterói, estão previstas aproximadamente 2,5 mil pessoas, nos três dias, 6, 7 e 8 de abril, no Campus do Gragoatá. Nos campi fora da sede, a estimativa é de mil calouros e familiares, nos dias 11 e 12 de abril, quando estudantes veteranos, professores e funcionários, com o apoio da Proaes, planejam atividades para recepcionar os calouros do primeiro semestre de 2016 da UFF. Tradicionalmente, o programa Acolhimento Estudantil oferece, a cada semestre, as boas-vindas aos novos estudantes da Universidade Federal Fluminense. Desde 2007, com as mudanças implementadas no processo seletivo, o programa vem ganhando novo formato para atender principalmente o novo perfil de calouros. E, além disso, se adequar à realidade da instituição. Este ano, um dos focos da programação será informar aos calouros sobre o empenho da UFF em tentar manter suas ações afirmativas, como bolsas e auxílios, a fim de que o aluno permaneça na universidade até o término do seu curso. O direcionamento que oferecemos é especialmente benéfico para quem vem de outros estados e cidades distantes.” - Renata Feitosa Responsável pelo acolhimento e ex-aluna de Produção Cultural da UFF, Renata Feitosa, acredita que um dos maiores benefícios do evento é oferecer ao calouro “um norte” dentro do novo ambiente estudantil. “Quando você chega a uma universidade grande como a UFF, é natural ficar perdido. É um ambiente completamente diferente do colégio”, explica Renata. Ela enfatiza ser ainda maior esse problema para aqueles que moram em outra cidade. “O direcionamento que oferecemos é especialmente benéfico para quem vem de outros estados e cidades distantes. A família se preocupa com a mudança, mas a recepção da UFF deixa os pais mais seguros. Após inteirar-se do programa no qual os calouros são realmente acolhidos, eles permitem que seus filhos estudem numa cidade que ainda não conhecem”, completa. Além de uma equipe formada pelos diversos setores da Proaes no dia do evento, conscientizando os calouros a respeito dos benefícios oferecidos pela UFF, a programação do acolhimento contará também com atividades organizadas por outros grupos da comunidade universitária. Entre eles, a oficina Café no Escuro, programa de inclusão da universidade, vai simular junto aos participantes a experiência de uma pessoa com deficiência física e vai apresentar as novas tecnologias desenvolvidas na área. Haverá também o Grupo Teia Arte-Política, formado por artistas plásticos e uma fotógrafa, que convidará o público a participar da criação conjunta de um painel. A equipe do Conheça a UFF, projeto da Superintendência de Comunicação Social, acompanhará, nestes dias do acolhimento, alunos do ensino médio a realizarem o primeiro contato com um ambiente universitário. Na programação também estão previstas apresentações artísticas e workshops de atléticas e de diretórios acadêmicos. Bolsas, Auxílios e Apoios A Proaes disponibiliza na internet editais de programas sociais para o aluno matriculado em curso de graduação presencial, com o objetivo de ampliar suas condições de permanência na instituição: Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes, Auxílio Alimentação para Estudantes Fora da Sede, Auxílio Creche, Auxílio Moradia, Auxílio Saúde e a Bolsa de Apoio aos Estudantes com Deficiência, são alguns dos benefícios concedidos aos alunos da UFF. Para obter mais informações, entre em contato com a Proaes.
Projeto voluntário de estudantes da UFF combate evasão universitária em Volta RedondaO Próximo mais Próximo (P+P) é um projeto social voluntário de alunos da UFF de Volta Redonda, com o objetivo de combater a evasão de estudantes da universidade. Para isso, desde 2003, eles custeiam transporte e alimentação de colegas com vulnerabilidade econômica por meio da organização de eventos, venda de chaveiros e doações, que podem ser feitas em sua sede no campus da UFF Vila. Nos últimos dois anos, 115 alunos foram beneficiados pela iniciativa. O diretor financeiro da P+P, Diego Lima, explica que cerca de 90% da renda do empreendimento advém dos eventos organizados nos campi UFF Vila e UFF Aterrado. “Estamos passando por um processo de estruturação, com previsão de mais arrecadamento”, conta o também estudante de Engenharia de Agronegócios. Cerca de 10% são de doações diretas e da venda de chaveiros com a logo da UFF. A iniciativa tem proporcionado mudanças na vida acadêmica dos alunos contemplados nesses 13 anos de atividades. O estudante de Matemática Emilson Faria Pessanha faz parte deste grupo grato ao projeto. “A P+P não pode parar nem regredir, pois verdadeiramente tem ajudado a pessoas que se encontram na mesma situação socioeconômica que a minha”, conta o graduando. O auxílio recebido por Emilson inclui almoço e transportes diários. Quando presenciamos alunos [...] auxiliando voluntariamente seus colegas, temos que parabenizar todos os participantes” - Luis Duncan. O estudante de Engenharia de Agronegócios Rafael Landim é outro universitário que também recebe o apoio do P+P. Após reconhecer a atuação do projeto na luta contra a evasão, ele afirma que o ideal seria o custeio integral das despesas com a faculdade de todos os beneficiados. “Quando ingressei na UFF, a proposta do projeto era exatamente essa: ajudar todos os estudantes contemplados durante todos os dias em que houvesse aulas, fossem elas o dia todo ou não. Infelizmente, essa ideia foi modificada há alguns anos”, ressalta. Apesar da crítica, Rafael constata que o projeto faz a diferença em sua vida acadêmica. ”Sem o auxílio, seria muito difícil me manter na universidade e continuar estudando. A despesa com comida é uma das maiores dificuldades”, conclui. O estudante recebe vale-alimentação para os dois dias em que tem aulas em período integral na UFF. Rafaela Mendes, integrante da Diretoria Financeira e também aluna do curso de Engenharia de Agronegócios, explica que no início o projeto custeava diariamente o almoço de todos aqueles que recebiam o benefício. No entanto, com a divulgação das ações do P+P e aumento da procura, tornou-se inviável a manutenção do auxílio integral. “Eu e o ex-presidente optamos por ajudar com o almoço nos dias em que o estudante passasse o dia inteiro na faculdade”, explica. Rafaela conta que, dessa forma, mais alunos puderam ser contemplados pela iniciativa. Por ser uma ação voluntária, não tem valor de estágio para seus membros. No entanto, a atuação no projeto é uma oportunidade de participação em um empreendimento, com todas as tomadas de decisões e responsabilidades que isso demanda. Camila Ferreira é membro da Diretoria de Marketing e exemplifica esse aspecto do P+P: ”Você aprende na prática a transformar em realidade o ideal de melhores condições para os alunos carentes. O planejamento e a organização são fundamentais para que isso aconteça, e são, também, habilidades necessárias para qualquer profissional”, explica a mestranda de Engenharia Metalúrgica. Também motivados pela iniciativa, docentes e funcionários da UFF auxiliam o trabalho feito pela P+P. O professor do Departamento de Engenharia de Produção, Luis Duncan, conta que a ação dos alunos o estimulou a participar do empreendimento. “Quando presenciamos alunos criando um projeto, gerenciando e participando ativamente dele e, assim, auxiliando voluntariamente seus colegas, temos que parabenizar todos os participantes”, enfatiza. Para selecionar beneficiários e identificar suas carências, são realizadas entrevistas com os alunos que solicitam o auxílio. O professor Duncan e a funcionária da UFF de Volta Redonda, Cleide Cristina, têm cumprido essa função a convite dos coordenadores do P+P. O agendamento é feito, em geral, com dois ou três dias de antecedência. Evasão no Ensino Superior Segundo dados referentes a 2014, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), 2.834.096 estudantes no Brasil se desvincularam de suas instituições de ensino ou trancaram suas matrículas. Isso equivale a 36% dos 7.828.013 que se matricularam naquele ano.  Ainda de acordo com a pesquisa, no Estado do Rio de Janeiro havia 634.727 novos universitários e 305.218 alunos desvinculados ou com a matrícula trancada em 2014. Ou seja, as pessoas que trancaram ou se desvincularam da universidade no Rio de Janeiro representavam 48% dos matriculados. Aqui no site da UFF há, também, números referentes à evasão e conclusão na universidade. Confira.  Mais sobre o P+P Parte do processo de estruturação do P+P foi a criação do seu novo site. Nele estão informações sobre o projeto, seus membros, seu trabalho e os eventos planejados. Também na página, estão o local e o horário nos quais é possível fazer uma doação. Além do site, é possível encontrar mais dados no Facebook, na página e no perfil do empreendimento.
Projeto da UFF utilizará ferramenta inédita para prevenir deslizamentos em tempo real Ferramenta inédita vai monitorar em tempo real o risco de deslizamentos na comunidade Coronel Leôncio, na Engenhoca, bairro da cidade de Niterói. A iniciativa é da Universidade Federal Fluminense (UFF) através do projeto de extensão “Comunidade em Alerta: mapeando e monitorando os riscos geológicos”, vinculado ao Programa UFF SOS Comunidade, da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), em cooperação com a Prefeitura Municipal e a Defesa Civil de Niterói. O monitoramento na comunidade está previsto para o primeiro semestre de 2016, e posteriormente será implementado em todos os locais de risco geológico do município. Desenvolvido pelo professor do Departamento de Análise Geoambiental e coordenador do “Comunidade em Alerta”, Elias Arruda, o projeto é o único no mundo a acompanhar de forma dinâmica o risco de deslizamento. O que permite o exame imediato é a plataforma TerraMA², objeto de estudos do pós-doutorado do professor. “Nós desmontamos uma equação clássica de escorregamentos e implementamos o sistema na plataforma para, pela primeira vez, o TerraMA² estar operacional em monitorar deslizamentos. O nosso projeto é o primeiro a rodar o sistema, usá-lo operacionalmente para esse fim”, explicou Arruda. Para tanto, dois mapas foram necessários: o Mapa de Susceptibilidade e o Mapa de População. O primeiro mapa representa as áreas com risco de deslizamento e é gerado em tempo real por meio da equação implementada pelo projeto mediante dados coletados automaticamente por pluviômetros, radares meteorológicos e dados de previsão e observação por satélite de instituições, como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe). Esses dados foram somados a parâmetros de solo e variáveis extraídas da altimetria da comunidade Coronel Leôncio, obtidos através da tecnologia LIDAR (Light Detection and Ranging), um sensor remoto ativo investido no projeto pela Prefeitura de Niterói. Somou a vontade de colocar em prática os conhecimentos da universidade, com a necessidade do município de proteger sua população dos escorregamentos” Catarina Ribeiro. Já o Mapa de População é composto pela localização geográfica de cada residência e os atributos físicos do imóvel, além do perfil socioeconômico de seus moradores. Esses dados são importantes para prevenir desastres porque permitem saber não apenas quais casas estão em maior risco, como também se há algum indivíduo mais vulnerável a esses eventos, como idosos, crianças e pessoas com deficiência. Este mapa é o resultado do levantamento de campo, realizado em setembro de 2015, pela equipe do programa de extensão “UFF SOS Comunidade”, com o auxílio da Associação de Moradores da Coronel Leôncio. O cruzamento de dados dos dois mapas deu origem ao Mapa de Risco da Comunidade Coronel Leôncio, o qual a Defesa Civil já tem acesso. Com os dados introduzidos na plataforma TerraMA2, sobre a base cartográfica da cidade, é possível realizar o monitoramento de forma imediata do risco de deslizamentos de cada local, de forma que a Defesa Civil, que será capacitada pelo Comunidade em Alerta a utilizar o sistema, possa agir na prevenção de desastres naturais. Os programas da Proex UFF SOS Comunidade e Núcleo de Ensino e Pesquisas em Urgências (NEPUr) passaram a ter, a partir de dezembro de 2015, um espaço próprio dentro do prédio da Defensoria Civil de Niterói. Desde 2014, a UFF e a Defesa Civil mantêm um convênio, com a duração de três anos, para fortalecer sua parceria. Os desastres naturais são focos de ações da UFF desde 2010, quando na noite de 7 abril, 48 pessoas morreram e centenas de casas ficaram soterradas no evento conhecido como “Tragédia do Morro do Bumba”. Nesta época, professores, alunos e funcionários da universidade agiram de forma voluntária para ajudar as vítimas das 160 comunidades afetadas pela chuva. “No começo éramos apenas um grupo de pessoas. Com a criação do ‘UFF SOS Comunidade’, formamos uma rede com profissionais de todas as áreas”, declarou Maria Lúcia Teixeira, coordenadora do programa. O índice de ocorrência de desastres geológicos ainda é uma preocupação para Niterói. De acordo com o site da Defesa Civil, em 2014, o órgão recebeu 743 solicitações de auxílio. Desse total, 143 referentes a deslizamento de solo, o equivalente a 15% das chamadas atendidas. Tendo em vista a necessidade de prevenção contra esses desastres, Catarina Ribeiro, moradora da Engenhoca e supervisora do “SOS Comunidade”, relatou que o projeto “Comunidade em Alerta” nasceu da proximidade do Programa UFF SOS Comunidade com a região. “Somou a vontade de colocar em prática os conhecimentos da universidade, com a necessidade do município de proteger sua população dos escorregamentos”, contou Catarina.
Alunos de outros estados têm presença marcante na UFFO Sistema de Seleção Unificada (Sisu/MEC) facilitou o ingresso de alunos em universidades fora de seus estados de origem, ao possibilitar que participassem dos processos seletivos em instituições de qualquer estado da federação. Em 2010, no período anterior à admissão integral por meio do sistema, ingressaram 375 estudantes vindos de outros estados.  Já em 2012, com a aderência total ao Sisu, entraram 543 universitários na UFF. A Superintendência de Tecnologia da Informação divulgou que no primeiro semestre de 2015, 5530 calouros ingressaram na instituição no sistema presencial e 2031 no ensino à distância. Destes, mais de 500 são oriundos de outros estados — os alunos que não deram informações sobre suas origens não foram contabilizados. Ao todo, são 54.526 alunos com matrícula ativa. Fora o Rio de Janeiro, os três estados com maior presença na UFF são Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, com respectivamente 713, 922 e 325 estudantes ativos. Um exemplo, é o aluno de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente Samuel Campos, que veio de Campinas (SP) e ingressou na UFF em 2012. A escolha da universidade, explica Campos, foi motivada pela afinidade com a área e o desempenho no Enem. No entanto, estudar fora também é um desafio. ”As principais dificuldades dos alunos de outros estados é exatamente a permanência na cidade e a consequente boa performance nas disciplinas que estão sendo cursadas”, ressaltou o universitário. Se eu não tivesse a moradia, provavelmente já teria voltado para São Paulo", Maria Lúcia Meira, estudante de Comunicação Social. A UFF oferece programas de suporte ao estudante para contribuir com a permanência dos alunos. Desenvolvidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, os programas são restaurantes universitários, bolsas de assistência, o Programa de Acolhimento Estudantil e as moradias estudantis. No terceiro período de Comunicação Social, Maria Lúcia Meira, 21 anos, está instalada em um dos alojamentos oferecidos pela universidade. Para ela, mais alunos deveriam ter acesso à moradia. Apesar dos programas de assistência, Maria Lúcia acredita que ainda é difícil se manter na universidade. “É um absurdo o preço do aluguel que se cobra dos estudantes aqui em Niterói. Se eu não tivesse a moradia, provavelmente já teria voltado para São Paulo”, explicou. De acordo com a aluna de Direito Thalita Ribeiro, natural do Espírito Santo, o Acolhimento Estudantil é muito útil e ajuda a esclarecer dúvidas sobre a universidade, como o funcionamento e a localização dos “campi”. Outra contribuição do evento, diz Thalita, é fazer com que o calouro se sinta acolhido e parte da instituição. A universitária destaca a importância dos outros programas de assistência oferecidos pela UFF. “As principais dificuldades que os alunos de outros estados encontram e enfrentam é o custo de viver fora de casa. Principalmente em relação a moradia e alimentação, que são muito caras, por isso, muitos dependem do Bandejão. Então acredito ser um ponto positivo o nosso Restaurante Universitário ser tão barato, o que o torna acessível a todos.” Ainda no primeiro período de Medicina, Flávia de Mello veio do Rio Grande do Sul para estudar em Niterói. Apesar da distância da família, do alto custo de se manter e das dificuldades de morar só, a universitária ressalta os benefícios que a experiência traz. “Desde independência, autogestão e liberdade até as dificuldades que passamos para aprender, os erros que cometemos. Da UFF, em especial, as vantagens são alguns “campi” lindos, pessoas maravilhosas e as oportunidades”, citou. O início do segundo semestre letivo — dia 9 de novembro para alunos de Medicina e 25 de novembro para os demais cursos — é um período de mudanças para muitos estudantes, principalmente universitários que, além de ingressar na faculdade, têm de mudar de cidade. O aluno de Estudos de Mídia Hilton de Souza, de Barreira (BA), passou pela experiência e dá dicas de como estar preparado para a nova rotina. “Não ter medo de sair da sua cidade. As vezes, é aterrorizante você pensar: ‘Poxa, vou ficar tão distante da minha cidade, para ir ao Rio de Janeiro que é uma cidade caríssima, e Niterói também é’, mas em tudo se dá um jeito.” Segundo Hilton, é importante pesquisar sobre a faculdade para a qual se está indo. O universitário relatou que antes de se matricular na universidade se informou pelos sites da UFF e conversou pelas redes sociais com alunos da instituição para esclarecer as principais dúvidas. Atualmente, é estagiário do projeto Conheça a UFF, que apresenta a instituição para estudantes do ensino médio por meio de visitas guiadas, palestras e eventos. A apresentação inclui os mais de 60 cursos que a universidade oferece em suas 33 unidades localizadas em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, modalidades de bolsas, auxílios, intercâmbio com instituições nacionais e internacionais, além de outros benefícios.  As possibilidades de crescimento acadêmico dentro da universidade são inúmeras: monitoria, estágio interno, iniciação científica e intercâmbio são exemplos, dentre outros, de oportunidades que disponibiliza. Thalita Ribeiro destaca a importância de se envolver com a faculdade o máximo possível e aproveitar o que ela tem a oferecer.  “Um ponto positivo de estudar na UFF são as diversas oportunidades acadêmicas que nos proporciona, particularmente em relação ao meu curso, onde são sempre organizados eventos, seminários e palestras que ajudam a complementar e engrandecer o nosso aprendizado”, concluiu. A Universidade Federal Fluminense é a instituição de ensino que mais oferece vagas para novos estudantes desde 2014.    
NeuroUPC: tecnologia de ponta no estudo da dorA Unidade de Pesquisa Clínica em Neurologia e Neurociências (NeuroUPC) da UFF, financiada pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Saúde e pela Finep, será inaugurada, no próximo dia 12 de agosto, no 5º andar do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Com tecnologia de ponta na área de saúde, o laboratório tem como objetivo tornar-se referência em pesquisa neurológica para todo o Brasil ao gerar novas formas de diagnósticos em tratamentos de neuropatias. Desenvolvido, inicialmente, na Unidade de Pesquisa Clínica, o projeto sobre dor em pessoas com hanseníase, responsável pela viabilização do Neuro UPC, é realizado há seis anos. Os resultados preliminares do estudo apontam para uma nova forma de tratamento da doença na qual o uso de corticoides é reduzido para evitar efeitos colaterais como a hipertensão, diabetes, ganho de peso ou retenção de líquidos. A pesquisa integra a Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC) em Hospitais de Ensino do Ministério da Saúde e tem a participação de docentes e alunos do programa de pós-graduação de Neurologia e Neurociências da Faculdade de Medicina. O projeto é coordenado pelos professores Osvaldo Nascimento e Pedro Moreira Filho, ambos vinculados ao departamento de Neurologia. Acho que é função do professor universitário, principalmente da área de saúde, produzir conhecimento também - pesquisadora Camila Pupe De acordo com os coordenadores, o êxito do estudo “Segurança e Eficácia do Controle da Dor em Pacientes com Hanseníase e Novos Esquemas Terapêuticos”, destaque na Academia Americana de Neurologia (AAN), atraiu investimentos e possibilitou a construção da unidade específica em neurologia na universidade. Para estudos clínicos, a unidade dispõe de 16 salas: três para atendimento, uma sala de arquivo, uma de conservação de medicamentos e outra de procedimentos invasivos  - biópsias de nervo, músculo e pele, punção lombar, aplicação de toxina botulínica. As 11 restantes são laboratórios para estudos específicos. Laboratórios com alta tecnologia, espaço para armazenamento de amostras biológicas e setores de biologia molecular e analítico integram o Neuro UPC. Os aparelhos recentemente adquiridos complementam a estrutura da unidade de pesquisa clínica. Pioneiro em seu uso no Brasil, o CHEPS auxilia no estudo das diferentes modalidades da dor e neuropatias de fibras finas. A ferramenta é capaz de medir a dor a partir de estímulos sensitivos e avaliar se as vias da dor estão alteradas, independente da sensibilidade individual do examinado. O Neuro UPC é voltado exclusivamente para a pesquisa acadêmica e  recebe voluntários de acordo com a necessidade do estudo. Para o coordenador, as atividades desenvolvidas no laboratório buscam resultados satisfatórios no tratamento de doenças. “A importância do Núcleo no Brasil é a sua produção de conhecimento e isso certamente vai gerar resultado de pesquisas que devem ser publicadas em outros países e, também, orientar condutas terapêuticas no próprio estado e em âmbito nacional”, afirma. Produzir ciência é papel essencial da Universidade. Para isso, segundo Osvaldo, é necessário fortalecer a “cultura da pesquisa”. Camila Pupe, pesquisadora do Neuro UPC e colaboradora do projeto sobre Hanseníase, acredita que a Faculdade de Medicina deve estar na fronteira do conhecimento. “Acho que é função do professor universitário, principalmente da área de saúde, produzir conhecimento também. Tem que passar, obviamente, o já conhecido, mas você tem, inclusive, que inspirar  seus alunos a produzir conhecimento. Acho que essa é a diferença da área acadêmica”, ressaltou. A forma como a clínica utiliza a Microscopia Confocal de Córnea (CCM)  também tem um diferencial, explica Camila. “Começou-se a usar microscopia confocal de córnea na avaliação pós transplante de córnea para ver se a nova córnea não era rejeitada pelo organismo. Depois disso, foi observado que podíamos ver a enervação da córnea em alguns pacientes que apresentavam neuropatias diversas”, conclui.  Tarcísio Rivello, diretor do Huap, destaca a contribuição do núcleo de investigação avançada para a instituição. "A neurociência como área abrangente da neurologia tem uma grande importância na atualidade das pesquisas tanto na origem como no tratamento das doenças. Parte dos núcleos de pesquisa que constituem a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC) institucionalizam a pesquisa desta área no hospital". Os projetos da unidade contam com patrocínios públicos e privados, aceitam doações e contribuição de pessoas e instituições interessadas em investir nas pesquisas.