PROPPI torna público o Relatório de Gestão de 2017A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Universidade Federal Fluminense divulga e disponibiliza para download seu relatório de gestão referente ao ano de 2017. "Estamos tornando público este Relatório de Gestão da PROPPI não apenas para divulgar o que foi realizado em 2017, mas para que ele também possa servir de instrumento de gestão da pesquisa, pós-graduação e inovação na Universidade Federal Fluminense. Cabe ressaltar que parte deste trabalho foi realizada na gestão do Prof. Roberto Kant. Considerando o cenário do país em termos de financiamento à IES, a PROPPI desenvolveu muitas ações que estão delineadas neste relatório. O resultado mais significativo que deve ser destacado foi o ótimo desempenho dos PPGs da UFF na Avaliação Quadrienal da Capes referente aos anos 2013-2016. Houve uma evolução na qualificação do Sistema de PG da UFF em relação à Avaliação Trienal: 64% dos cursos mantiveram seus conceitos; o número de cursos com nota 3 diminuiu e o número de cursos com nota 4 aumentou; três cursos nota 4 foram promovidos para nota 5, cinco cursos nota 5 passaram para nota 6 e o número de cursos conceito 6 aumentou de três para oito, aumento de 166,7%. Em termos de Pós-Graduação Lato Sensu, o ano de 2017 encerrou com o mesmo número de cursos com que começou. Vários PPGs promoveram a criação de vagas de ações afirmativas para estudantes que se autodeclaram nessas categorias. Houve um aumento de 100% de 2016 para 2017 no número de programas que aderiram a essas iniciativas. Foram lançados e executados dois editais importantes para a UFF: Auxílio à Manutenção Corretiva de Equipamentos Multiusuários e o Programa de Fomento à Pesquisa (FOPESQ). O FOPESQ teve como principal meta incrementar as atividades de pesquisa desenvolvidas na UFF por seus pesquisadores, para o ano de 2017. A chamada foi direcionada a docentes recém-doutores, com até cinco anos de doutoramento, que caracterizam a modalidade Jovem Pesquisador. No que tange a eventos, foram realizadas algumas ações na busca de colaborar e aumentar o seu quantitativo interno, proporcionando uma maior disseminação e circulação do conhecimento dentro da UFF. Pode se observar um crescimento considerável em relação aos eventos realizados no ano de 2017. Foi lançado um edital de Apoio a Eventos que apoiou 45 eventos que ocorreram na UFF. De forma similar, também foram organizados eventos internos com a equipe da PROPPI, em eventos específicos de interesse da comunidade, como por exemplo, a Voz da Pesquisa, Publicações Científicas, Integridade e Ética. Gostaria de destacar o evento “Dose de Ciência” que aconteceu num formato diferenciado e acessível ao público para atender o Dia C de Ciência e, ser um piloto para o “Pint Of Science Brasil” em maio de 2018. Para dar suporte aos diversos comitês e comissões da PROPPI, foi inaugurada a Sala dos Comitês e Comissões, localizada nas dependências da AGIR, no prédio do Instituto de Física, campus de Praia Vermelha. A inovação também teve destaque em 2017. A área de tecnologia levantou que existem 33 experiências de inovação em tecnologias sociais em andamento na UFF que foram acompanhadas ao longo do ano. Ao final de 2017, foi lançado, num evento, o catálogo com a descrição e os dados dessas tecnologias sociais. Ainda em 2017 foi criado o site das Tecnologias Sociais e iniciou-se a divulgação das notícias sobre o tema para mais de 600 pessoas dentro da UFF, tendo sido publicados ao longo do ano 35 informes. Este Relatório de Gestão não poderia deixar de enfatizar que a falta de previsibilidade e perenidade do orçamento da universidade afeta consideravelmente qualquer planejamento institucional. O cenário não é muito otimista para 2018, principalmente no que diz respeito ao investimento em infraestrutura. A falta de recursos para investimentos em infraestrutura certamente afetará o desenvolvimento dos grupos de pesquisa, os PPGs, o desenvolvimento da inovação e, como pior consequência, a formação de recursos humanos. Entretanto, continuamos criando alternativas, inovando e avançando! Nos cenários nacional e estadual, estaremos sendo ativos na luta por mais recursos para CT&I e internamente continuaremos a ser sempre transparentes, colaborativos e dedicados a avançar na qualidade da nova PG, pesquisa e inovação!" Prof. Vitor Francisco Ferreira Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação
Prêmios de Excelência 2016: UFF homenageia professores e alunosA Universidade Federal Fluminense realiza nesta quinta-feira, 15 de dezembro, mais uma edição da Láurea Acadêmica dos Prêmios de Excelência. O prêmio é concedido anualmente aos docentes que se destacaram como líderes de pesquisa nas suas respectivas áreas de conhecimento. Em 2016, a novidade é que alunos também receberão a honraria. A cerimônia de premiação ocorrerá às 14h no Auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas, NAB, no campus da Praia Vermelha. Criado em 2009 pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), o prêmio tem como objetivo divulgar e reconhecer a qualidade das pesquisas que são realizadas na UFF. Naquela ocasião, apenas três docentes receberam a homenagem. Desde então, o evento aumentou suas proporções. Foram criadas categorias principais, as quais contemplam as áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde (Ciências da Vida); Ciências Exatas e da Terra e Engenharias; Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes. Para a professora do Departamento de Letras, Laura Cavalcante Padilha, o prêmio é um gesto de reconhecimento ao corpo docente por parte da Universidade. “A primeira coisa que me vem à cabeça é ‘reconhecimento’. A UFF sabe do trabalho de todos e escolhe representantes para agraciar. O que seria um professor sem sua docência? Ele não seria. Por isso é absolutamente importante conceder um prêmio desses”, enfatiza Padilha. A docente está entre os cinco agraciados com o Prêmio de Excelência Científica 2016. Os vencedores do prêmio são escolhidos a partir da indicação de representantes das categorias concorrentes, que determinam a nomeação de acordo com sua trajetória acadêmica durante o ano em questão. Uma das novidades desta edição, no entanto, funciona de outra maneira. Os prêmios de Tese e Dissertação serão concedidos aos melhores trabalhos de conclusão defendidos e aprovados em programas de mestrado  e doutorado da UFF no ano anterior à premiação. Neste caso, a indicação parte dos próprios alunos, que torcem para serem selecionados. As comissões julgadoras são indicadas pela Proppi e são compostas por um coordenador docente da instituição e especialistas da comunidade externa. Um dos ganhadores foi o aluno Érick Oliveira Rodrigues, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Computação. Sua dissertação foi apresentada como um dos requisitos para o mestrado em Ciências no campo da Computação Visual e ganhou o prêmio na categoria Ciências Exatas e da Terra e Engenharias. Para Rodrigues, a premiação serve de incentivo aos graduandos. “Isso nos estimula a manter o empenho ou a se debruçar ainda mais na questão a ser resolvida, tentando fazer um bom trabalho e não apenas um trabalho com a finalidade de se graduar”, afirma. Além disso, o pós-graduando entende que o prêmio deveria se estender ainda mais. “Acho que poderia ser expandido, de repente até em uma aliança com empresas e o mercado. Não adianta só pensar na teoria e não haver um resultado prático. Acho que o Brasil perde muito porque muitas questões não saem da parte teórica”, enfatiza. Prêmio UFF de Inovação O Prêmio de Inovação é mais uma novidade em 2016, pois a partir de agora será oferecido anualmente. Tanto professores como alunos puderam concorrer em categorias distintas: Inovação Mercadológica e Desenvolvimento Social. O objetivo desta premiação é reconhecer as iniciativas inovadoras que existem dentro da UFF. A Universidade também oferece um incentivo inicial aos envolvidos nos projetos com o programa de bolsas PIBITI/PIBINOVA, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq. “A UFF tem suas atividades de inovação para além desse programa de bolsas, mas a partir do momento que ele existe, nós começamos a reconhecê-las realmente”, destaca o Diretor da Agência de Inovação, Thiago Renault, um dos criadores do prêmio. São duas categorias: uma com foco no mercado de trabalho e outra com foco social, com um vencedor em cada uma delas. A banca julgadora foi formada por profissionais com bolsa de produtividade na área de inovação de outros estados do país. Para Renault, o fato dos participantes da banca não serem da UFF também ajuda em outra questão: “Nós pretendemos dar visibilidade aos trabalhos que existem na universidade. Quando o jurado lê sobre o projeto para fazer seu julgamento, ele fica sabendo do que está acontecendo aqui dentro da instituição”, aponta. O pró-reitor da Proppi, Roberto Kant, entende que a universidade é um lugar onde, do ponto de vista institucional, o mérito é o que estrutura a vida acadêmica. “Todo ano queremos promover aqueles que se destacaram nos seus trabalhos, tornar isso público e mostrar a sua relevância, pois está sendo julgado por profissionais que não pertencem à nossa comunidade universitária. Também estamos prestando conta à sociedade, que é quem nos sustenta”, conclui. Os premiados de 2016 foram: Prêmio UFF de Inovação Inovação Mercadológica Professor Eduardo Ariel Ponzio Departamento: Físico-Química Inovação Social Professor Pedro Heitor Barros Geraldo Departamento: Segurança Pública Prêmio UFF de Teses e Dissertações Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde - Ciências da Vida Dissertação Nicolly de Lima Petito Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas a Produtos para a Saúde Orientador: Kátia Gomes de Lima Araujo Tese Felipe Gomes F. Padilha Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (Clínica e Reprodução) Orientador: Ana Maria Reis Ferreira Ciências Exatas e da Terra e Engenharias Dissertação Érick Oliveira Rodrigues (link is external) Programa de Pós-Graduação em Computação Orientador: Aura Conci Tese José Ricardo da Silva Junior (link is external) Programa de Pós-Graduação em Computação Orientador: Esteban Walter Gonzalez Clua e Leonardo Gresta Paulino Murta Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes Dissertação Talitha M. Amaral Rocha Programa de Pós-Graduação em Antropologia Orientador: Edilson Márcio Almeida da Silva Tese Thiago C. Pessoa Lourenço Programa de Pós-Graduação em História Orientador: Hebe Mattos Prêmio UFF de Excelência Científica Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde - Ciências da Vida Professor Renato Crespo Pereira Departamento: Biologia Marinha Unidade: GBM Ciências Exatas e da Terra e Engenharias Professora Andréa Latge Departamento: Física Unidade: Física Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes Professora Laura Cavalcanti Padilha Departamento: GLE/ SRI Unidade: Instituto de Letras
UFF debate os desafios da pesquisa na Universidade“A Voz da Pesquisa” é uma iniciativa da UFF, através da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi), que tem por objetivo ouvir os pesquisadores da universidade, por meio de reuniões e palestras com o intuito de debater e criar soluções para os problemas enfrentados por esses profissionais ao desenvolverem seus projetos. A primeira reunião, realizada em setembro, contou com a presença de pesquisadores da instituição e foi mediada pelo coordenador de pesquisa, Walter Lilenbaum. Ao longo do encontro foram apontadas questões como a valorização do pesquisador na universidade e a insatisfação dos participantes quanto à aquisição de equipamentos. Outro ponto abordado foi em relação ao desempenho da UFF na disputa de editais das agências de fomento como Faperj, Capes ou CNPQ. Na ocasião, o coordenador ressaltou a necessidade de institucionalização da pesquisa e o baixo número de docentes pesquisadores como os maiores entraves a serem solucionados. No final do evento, o grupo decidiu criar um programa de valorização da pesquisa como solução para os problemas apontados. Na opinião do pró-reitor de pesquisa, Roberto Kant, o primeiro passo na direção da solução das questões apresentadas no encontro é a criação de um Diretório de Pesquisa. “O objetivo é dar visibilidade tanto à pesquisa quanto ao pesquisador”, ressalta. Já em relação à gestão de projetos, desafio que envolve recursos humanos e financeiros, ele ressalta a importância do CNPQ e da Fapesp no processo. “As agências de fomento vêm criando reservas técnicas que podem ser usadas em grandes projetos, mas há necessidade de consultoria também no caso daqueles de pequeno e médio porte”, conclui. Na entrevista a seguir, Lilenbaum explica com detalhes a iniciativa de se ouvir os pesquisadores, o que pode e o que está sendo feito para melhorar o ambiente da pesquisa da UFF, além de informar como funcionará o programa de valorização. O que motivou a criação do “A Voz da Pesquisa”? Durante muito tempo nós [da Proppi] entendemos que ambiente de pesquisa está para além das questões financeiras. Claro que a verba é muito importante, até porque em algumas áreas a pesquisa é mais cara que em outras. Porém, existem questões burocráticas e documentais que podemos melhorar aqui dentro da nossa universidade. A UFF vem crescendo muito em termos de pós-graduação e pesquisa. Observando isso, a atual gestão da Proppi sentiu necessidade de regulamentar um pouco melhor esse ambiente. Quando falamos em regulamentação, os professores pensam que a vida deles vai ficar mais complicada, com mais formulários para preencher, por exemplo. No entanto, é o inverso, nossa intenção é simplificar e institucionalizar o processo. Quanto mais institucional for o processo mais resguardada está a universidade e o pesquisador. A ideia da institucionalização já está sendo colocada em prática? Existe um programa na UFF, pioneiro no país, que é o Programa de Gerenciamento de Laboratórios Multiusuários (Progem), em que a universidade estabelece critérios para reconhecê-lo como um laboratório em que os equipamentos podem ser manuseados por pesquisadores de áreas afins. A iniciativa multiplica o uso dos equipamentos caros e complexos e permite o acesso a grupos de pesquisa emergentes. O uso não fica na base da camaradagem, passa a não ser uma questão de ‘eu conheço você e vou fazer um favor’. O processo passa a ser institucional, em que o usuário tem um acesso mais oficial ao laboratório. O cadastro é simples? O laboratório tem que estar cadastrado na página do Progem e atender a todas as exigências da Proppi. Além disso, ele tem que criar um site disponibilizando as regras de uso, porque o fato de ser multiusuário não quer dizer que é de livre acesso. Depois de atender às exigências do regulamento e disponibilizar as regras, o laboratório é reconhecido pela Proppi e passa a ter acesso às verbas e à regulamentação da pró-reitoria. É fácil para o usuário se cadastrar na página e utilizar os equipamentos? É simples, basta entrar na página do Progem, que vai ter disponibilizada uma lista com todos os pesquisadores e laboratórios multiusuários, com todos os equipamentos e regulamentos disponíveis. Para o pesquisador, é interessante ter um laboratório nesses moldes, porque como ele se coloca como multiusuário, ele passa a ter acesso a verbas de projetos institucionais, reconhecimento da universidade e um certificado da pró-reitoria atestando que o laboratório cumpre com as exigências. A emissão do certificado aumenta a chance de sucesso na captação de verba para um projeto de uma agência de fomento como a Faperj, Finep ou CNPQ. Qual é o objetivo do projeto “A Voz Da Pesquisa”? A reunião “A Voz da Pesquisa” surgiu de um entendimento de que temos ideias de quais são os problemas e sugestões dentro do ambiente de pesquisa na universidade, mas temos que ouvir o pesquisador também. A primeira reunião teve como objetivo dar voz ao pesquisador da UFF, desde o mais sênior até o mais emergente, tanto da sede, em Niterói, como também de outras unidades, na tentativa de entender quais são as reivindicações e sugestões. Surgiram alguns apontamentos interessantes, que serão trabalhados, mas não será um projeto de curto prazo, já que trabalhar com regulamentação é complexo. Qual é o maior desafio no campo da pesquisa na UFF? Não existe uma tradição poderosa de longa data de pesquisa na nossa universidade. Foram nos anos mais recentes que a UFF fez a escolha de ser uma universidade plena, que inclui obrigatoriamente a geração de conhecimento, ou seja, a pesquisa científica. Percebemos hoje em dia que temos nomes e grupos de sucesso, laboratórios produtivos, mas a maior parte do êxito é fruto de uma história individual e não institucional. São conquistas alcançadas por pesquisadores que se relacionaram com outras instituições e conseguiram, apesar das dificuldades, fazer uma bela carreira. Aplaudimos esses pesquisadores, mas queremos um ambiente institucional que não seja tão dependente da iniciativa individual. Ao final da reunião, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) para a criação de um programa de valorização do pesquisador. Como será a atuação do GT? Penso numa ação multifatorial, sem sombra de dúvidas. Precisamos criar boas condições para o pesquisador e ao mesmo tempo divulgar melhor seu papel dentro da universidade. Muitos docentes ainda entendem que a pesquisa é um luxo ou que o pesquisador a desenvolve por ego próprio na intenção de melhorar o currículo, quando na realidade essa é uma função da universidade. A intenção da Proppi é deixar claro que pesquisa não é uma atividade suplementar, mas sim uma atividade essencial. Para que isso aconteça, vamos propor ciclos de palestras, convidar colegas de outras universidades mais avançadas para relatar sua experiência, entre outras ações. O programa de valorização da pesquisa dentro da UFF está sendo elaborado. Observe que falei da pesquisa e não do pesquisador, a pesquisa enquanto atividade institucional precisa fazer parte da UFF. Durante o encontro você divulgou o percentual de que 7,7% dos docentes da universidade são bolsista de produtividade do CNPQ enquanto a UFRJ tem 20%. Quais são as propostas para reverter o quadro? Ser bolsista de produtividade do CNPQ requer uma carreira sólida e a agência não tem criado novas vagas, então é uma seleção bastante rigorosa. Eu apresentei esses números para poder ter um padrão objetivo, já que ser bolsista de produtividade é um dos quesitos de qualidade reconhecidos. Existe também o critério do número de bolsas de Cientista Nosso Estado e Jovem Cientista Nosso Estado da Faperj. A taxa de sucesso nos editais do CNPQ, Faperj e Finep também consta como critério de reconhecimento de qualidade. Na verdade, o número vem nos mostrar que ainda existe um longo trabalho a ser feito. Como são os resultados dos editais das agências de fomento? Quando analisamos os nossos resultados nos editais da Faperj nos últimos anos, os mais simples, onde podem trabalhar os grupos emergentes, jovens pesquisadores, vamos bem. Quando começamos a trabalhar nos editais mais robustos, que envolvem valores maiores e exigem equipes mais organizadas, com pesquisadores seniores, não vamos tão bem. Nosso maior desafio é pegar esse grupo de jovens pesquisadores, que na sua maioria ingressou na universidade nos últimos 10 anos, e não os deixar desanimar. Temos que criar condições para que esses resultados que obtemos com esse grupo num intervalo de cinco a dez anos venham a dar frutos, para que eles entrem para a categoria sênior e não desistam no meio do caminho. Uma reclamação coletiva na primeira reunião foi a questão da aquisição dos equipamentos serem vinculadas ao CPF do pesquisador. Vocês pretendem debater melhor esse entrave? É uma questão sensível, mas a solução não passa por nós [coordenação de pesquisa]. Esse debate já aconteceu algumas vezes com a Faperj e parece que é uma exigência do Tribunal de Contas. De fato, hoje, a Faperj e o CNPQ depositam na conta corrente do pesquisador, mesmo sendo uma conta corrente criada especificamente para esse fim, mas a verba vem no CPF do pesquisador e isso é muito delicado. Esse desconforto não é de hoje. O problema já foi levado algumas vezes às agências de fomento que nunca nos apresentaram outra opção. No entanto, existe uma alternativa do CNPQ, que é o cartão pesquisa, em que o depósito é feito em uma conta geral e o pesquisador tem o direito a acessar um determinado valor com seu cartão pesquisa. Embora não seja perfeito, demonstra um avanço. No entanto, a iniciativa começou pelo CNPQ e não foi adotada por outras agências, como Faperj ou Capes. Não seria esse o motivo que os impede de iniciar ou até mesmo de abandonar a pesquisa? É um dos motivos, mas não creio que seja o mais importante. Como a pesquisa é individualizada, as agências de fomento utilizam o indivíduo pesquisador. Quanto mais institucional for a pesquisa, mais institucional será a administração dos recursos, mas esse processo de institucionalização não é rápido. Qual é o balanço da primeira reunião? A primeira reunião foi muito produtiva. Estávamos com problemas no newsletter da Proppi, que agora foi solucionado e não tenho certeza se o nosso chamado chegou a todos os pesquisadores. Um ponto que poderia melhorar para a próxima vez seria uma divulgação mais direcionada. Esperava mais colegas na reunião. Por outro lado, os que participaram, contribuíram com forte senso crítico e com excelentes sugestões. Sinto claramente um movimento de valorização de pesquisa na universidade ser criado e tomar forma. O objetivo é mostrar que a pesquisa deve ser encarada como uma atividade rotineira e exercida por um grande número de docentes.
Ciclo de Encontro Itinerante PROPPIA Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, convida para participar do Ciclo de Encontro Itinerante PROPPI/Niterói - Biomédico - (Agrárias, Biologia e Saúde), a ser realizado no dia 12 de maio de 2016, às 14h no Auditório do NAB, Rua Edmundo March, s/nº - Campus da Praia Vermelha. Em função do crescimento da Universidade Federal Fluminense, que corresponde ao ingresso de 1.500 professores novos nos últimos cinco anos, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PROPPi) decidiu realizar um ciclo de encontros itinerantes para apresentar o trabalho desenvolvido pela instituição, bem como receber as demandas locais e fornecer orientações acerca da política para a pesquisa, pós-graduação e inovação na UFF. A UFF é uma das universidades federais com maior presença no interior do estado de sua respectiva sede. O grande crescimento nos últimos anos em campi externos fez surgir a necessidade de gerenciamento de movimentos pró-ativos, capazes de criar ambiente favorável ao desenvolvimento de pesquisas individuais e coletivas, e levar à formação de grupos de trabalho, com trocas de experiências direcionadas por programas de pós-graduação da sede que já tenham reconhecida maturidade científica e visibilidade nacional. Uma das metas do programa é, portanto, o fortalecimento acadêmico-científico desses centros. O programa Apoio ao Desenvolvimento da Pesquisa e Pós-Graduação, iniciado em 2011 com a participação da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) se realiza visitando não apenas nas unidades no interior, mas também em alguns campi da UFF em Niterói. Todas as ações da Proppi envolvendo a pesquisa, pós-graduação, inovação, capacitação e qualificação são apresentadas nas visitas, que buscam detalhar as ações nessas áreas para maior conhecimento da comunidade acadêmica. A seguir a agenda do Ciclo de Encontros Itinerantes Apresentação da PROPPi: Pró-Reitor, Prof. Roberto Kant de Lima: - Atividades desempenhadas no período de 2014 a 2015; - Perspectivas para 2016. Apresentação da Coordenação Stricto Sensu: Coordenadora, Profa. Ana Paula Miranda - Programas de Pós-Graduação; - Notas CAPES; - Indicadores; - Pós-Graduação nos Campi Fora de Sede; - Atividades administrativas; - SISPOS; - Implantação e gerenciamento de bolsas; - Atividades previstas. Apresentação da Coordenação Lato Sensu: Coordenador, Prof. César Barreto e Kleber - Objetivos; - Atividades; - Dados atuais dos cursos e formas de financiamento; - Atendimento às demandas das unidades fora da sede. Apresentação da Coordenação Pesquisa: Coordenador, Prof. Saulo Bourguignon - Competência; - Comitês e comissões; - Editais; - Bolsa de iniciação científica: PIBIC; - Cadastramento de Grupos de Pesquisa; - Procedimento para solicitação de bolsa PIBIC; - Agenda Acadêmica em números; - FOPIN 2015 em números; - Lei no. 13.123 de 20 de maio de 2015 (CGEN e UFFGEN; Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA)) - Lei no. 11.105 de 24 de março de 2005 (Política Nacional de Biossegurança) Apresentação da Agência de Inovação: Diretor, Prof. Thiago Renault - Histórico; - Bolsas; - Incubadora; - Transferência de Conhecimento; - Tecnologia Social ? Fórum de Inovação. Apresentação da Gerência Plena Financeira: Vera Cajazeiras - Execução orçamentária; - Compra de materiais e equipamentos; - Modalidade de financiamento para aluno e pesquisador; - Sistema de Concessão de Diárias e Passagens (SCDP). Os próximos encontros serão em Nova Friburgo, Niterói (Humanas/Letras), Rio das Ostras, Niterói (Engenharia/Ciências Extas), Niterói (Ciências Humanas)e Macaé.
Agir prorroga inscrições para os programas Pibiti e Pibinova até 19 de junhoA Agência de Inovação (Agir) da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) lançou o edital para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Inovação (Pibinova). São 45 bolsas em cada modalidade, com vigência de um ano, no valor de R$ 400. Devido à grande demanda da comunidade acadêmica as inscrições foram prorrogadas até o dia 19 de junho. A alteração do prazo é somente em relação ao envio de propostas, o restante do calendário permanece o mesmo. O Pibiti é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Pibinova, pelo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFF. Os programas estimulam a atuação de professores da universidade e alunos de qualquer curso de nível superior em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com o objetivo de contribuir para a solução de problemas de mercado ou da sociedade em geral. Novo perfil e objetivo da Agir De acordo com o diretor da Agir, Thiago Renault, até 2014 a estrutura de apoio à inovação e ao empreendedorismo e a transferência de tecnologia na UFF eram trabalhadas em plataformas diferentes. A partir de 2015, a Agir, a Incubadora de Empresas da universidade e o Escritório de Transferência de Conhecimento (Etco) funcionam de forma conjunta. “Esse edital é voltado para alimentar o fluxo de empreendimentos na incubadora e de proteções de propriedade intelectual do Etco. A ideia é que os ganhadores desenvolvam produtos ou serviços que possam efetivamente ser aplicados no mercado ou na sociedade em geral”, afirmou Renault. A nova abordagem da Agir busca trazer o mercado para próximo da universidade e transformar as invenções em inovação. Com as mudanças implementadas pela administração da agência desde janeiro, esse é o primeiro edital voltado para transferir o conhecimento desenvolvido pelos bolsistas para a prática social e de mercado. Desta forma, o foco antes puramente tecnológico é ampliado para trabalhar a plataforma “lato sensu”. Segundo Renault, as ações da Agir são baseadas no tripé que une editais, incubadora e Etco, beneficiando os estudantes. “É importante que o aluno, desde a graduação, seja treinado para fazer a ponte entre o mercado e a universidade, pois quem leva o conhecimento para a sociedade é o estudante”, completou. Inscrições e resultados As propostas devem ser enviadas pelos orientadores para o e-mail bolsasagir@proppi.uff.br até o dia 19 de junho, por meio do formulário disponível no Anexo II do edital. Cada orientador pode solicitar até duas bolsas. O resultado final do programa será divulgado no dia 14 de julho, e as bolsas implantadas no mês de agosto. O relatório final sobre os projetos desenvolvidos durante a vigência das bolsas deverá ser entregue em 29 de julho de 2016. No Seminário de Iniciação à Inovação, em outubro desse, promovido pela Agir e pela Proppi, os alunos vão apresentar sob a forma de pôsteres, resumos e/ou painéis sua produção inovadora, com auxílio do orientador. Outras informações sobre o edital e critérios de seleção emhttp://www.editais.uff.br/1015.