Geografia da UFF integra rede internacional de pesquisas em gestão de recursos naturaisA Universidade Federal Fluminense, única representante do Brasil, integra, há cinco anos, a rede de universidades de países em desenvolvimento, do Centro de Recursos Naturais e Desenvolvimento (CNRD). O projeto é coordenado e financiado integralmente pelo Instituto de Tecnologia e Gestão de Recursos nos Trópicos e Subtrópicos, da Universidade de Colônia, na Alemanha. O programa proporciona aos alunos de Pós-Graduação em Geografia da UFF realizarem diversas atividades dentro e fora do país, na área de gestão de recursos naturais, com ênfase em ecossistemas, água, terra e recursos energéticos renováveis. As ações são realizadas em conjunto com estudantes de universidades conveniadas dos seguintes países: Chile, Egito, Indonésia, Jordânia, México, Índia, Nepal, Quênia, Sudão, Vietnã e Etiópia. Entre as atividades oferecidas pelo CNRD, o Join Student Project (JSP) tem o objetivo de partilhar experiências em trabalho de campo com estudantes de pós-graduação de três países (no mínimo) conveniados, que possuam interesses comuns em relação à área de pesquisa. A UFF promoveu o projeto durante três anos consecutivos - 2013, 2014 e 2015  e  participou em outros países - Moçambique (2012), México (2013), Vietnã (2015) e recentemente, na Indonésia (2015). “Tivemos a oportunidade de conhecer como essas pessoas vivem, lidar com as diferenças culturais, desde a língua até seu modo de vida” - Caroline Martins O último JSP foi realizado na Indonésia, de 31 de agosto a 5 de setembro e o tema pesquisado foi “Interações Socioambientais na Bacia Hidrográfica Bompon”. Participaram cinco alunos e um professor-tutor da pós-graduação em Geografia da UFF, Guilherme Fernandez, além de representantes das universidades do México e Indonésia. A atividade foi realizada na Ilha de Java. Pesquisa de campo na Ilha de Java A experiência dos alunos da UFF na ilha asiática, junto com estudantes do México e da Indonésia, consistiu em realizar um trabalho de campo envolvendo decisões da comunidade local em relação aos desastres naturais, com ênfase em deslizamento de terra. A equipe foi dividida em dois grupos de atuação, sendo um direcionado a deslizamentos e o outro a erosão do solo.  O local analisado foi uma área montanhosa na parte central da Ilha de Java, em Bompon Catchment, Margoyoso. “Os estudantes mensuraram as diversas áreas de deslizamentos, fizeram testes de caracterização do solo, realizaram entrevistas com os agricultores da região e reconheceram os diferentes tipos de culturas locais”, relatou Guilherme Fernandez. Os participantes ficaram hospedados em casas de famílias de agricultores durante todo o período da pesquisa. Ao final das atividades, os alunos se reuniam para discutir o que havia sido observado em campo, processavam as informações colhidas, realizavam um mapa de suscetibilidade de movimento de massa e risco de erosão na área. O grupo apresentou os resultados para determinação de áreas passíveis de desastres naturais a partir de entrevistas e mapeamentos prévios. Para Caroline Martins, pesquisadora da equipe, a experiência proporcionou uma grande troca cultural, principalmente pelo fato de terem ficado juntos à comunidade local.  “Tivemos a oportunidade de conhecer como essas pessoas vivem, lidar com as diferenças culturais, desde a língua até seu modo de vida”, ressaltou a estudante da UFF. O aluno Leonardo Amora, outro participante do projeto, acrescentou que  esse tipo de atividade possibilita não apenas o crescimento acadêmico, mas, também, um crescimento pessoal: “estabelecemos um vínculo de amizade com os participantes do Brasil, da Indonésia e do México”, afirmou o aluno.
Alunos de outros estados têm presença marcante na UFFO Sistema de Seleção Unificada (Sisu/MEC) facilitou o ingresso de alunos em universidades fora de seus estados de origem, ao possibilitar que participassem dos processos seletivos em instituições de qualquer estado da federação. Em 2010, no período anterior à admissão integral por meio do sistema, ingressaram 375 estudantes vindos de outros estados.  Já em 2012, com a aderência total ao Sisu, entraram 543 universitários na UFF. A Superintendência de Tecnologia da Informação divulgou que no primeiro semestre de 2015, 5530 calouros ingressaram na instituição no sistema presencial e 2031 no ensino à distância. Destes, mais de 500 são oriundos de outros estados — os alunos que não deram informações sobre suas origens não foram contabilizados. Ao todo, são 54.526 alunos com matrícula ativa. Fora o Rio de Janeiro, os três estados com maior presença na UFF são Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, com respectivamente 713, 922 e 325 estudantes ativos. Um exemplo, é o aluno de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente Samuel Campos, que veio de Campinas (SP) e ingressou na UFF em 2012. A escolha da universidade, explica Campos, foi motivada pela afinidade com a área e o desempenho no Enem. No entanto, estudar fora também é um desafio. ”As principais dificuldades dos alunos de outros estados é exatamente a permanência na cidade e a consequente boa performance nas disciplinas que estão sendo cursadas”, ressaltou o universitário. Se eu não tivesse a moradia, provavelmente já teria voltado para São Paulo", Maria Lúcia Meira, estudante de Comunicação Social. A UFF oferece programas de suporte ao estudante para contribuir com a permanência dos alunos. Desenvolvidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, os programas são restaurantes universitários, bolsas de assistência, o Programa de Acolhimento Estudantil e as moradias estudantis. No terceiro período de Comunicação Social, Maria Lúcia Meira, 21 anos, está instalada em um dos alojamentos oferecidos pela universidade. Para ela, mais alunos deveriam ter acesso à moradia. Apesar dos programas de assistência, Maria Lúcia acredita que ainda é difícil se manter na universidade. “É um absurdo o preço do aluguel que se cobra dos estudantes aqui em Niterói. Se eu não tivesse a moradia, provavelmente já teria voltado para São Paulo”, explicou. De acordo com a aluna de Direito Thalita Ribeiro, natural do Espírito Santo, o Acolhimento Estudantil é muito útil e ajuda a esclarecer dúvidas sobre a universidade, como o funcionamento e a localização dos “campi”. Outra contribuição do evento, diz Thalita, é fazer com que o calouro se sinta acolhido e parte da instituição. A universitária destaca a importância dos outros programas de assistência oferecidos pela UFF. “As principais dificuldades que os alunos de outros estados encontram e enfrentam é o custo de viver fora de casa. Principalmente em relação a moradia e alimentação, que são muito caras, por isso, muitos dependem do Bandejão. Então acredito ser um ponto positivo o nosso Restaurante Universitário ser tão barato, o que o torna acessível a todos.” Ainda no primeiro período de Medicina, Flávia de Mello veio do Rio Grande do Sul para estudar em Niterói. Apesar da distância da família, do alto custo de se manter e das dificuldades de morar só, a universitária ressalta os benefícios que a experiência traz. “Desde independência, autogestão e liberdade até as dificuldades que passamos para aprender, os erros que cometemos. Da UFF, em especial, as vantagens são alguns “campi” lindos, pessoas maravilhosas e as oportunidades”, citou. O início do segundo semestre letivo — dia 9 de novembro para alunos de Medicina e 25 de novembro para os demais cursos — é um período de mudanças para muitos estudantes, principalmente universitários que, além de ingressar na faculdade, têm de mudar de cidade. O aluno de Estudos de Mídia Hilton de Souza, de Barreira (BA), passou pela experiência e dá dicas de como estar preparado para a nova rotina. “Não ter medo de sair da sua cidade. As vezes, é aterrorizante você pensar: ‘Poxa, vou ficar tão distante da minha cidade, para ir ao Rio de Janeiro que é uma cidade caríssima, e Niterói também é’, mas em tudo se dá um jeito.” Segundo Hilton, é importante pesquisar sobre a faculdade para a qual se está indo. O universitário relatou que antes de se matricular na universidade se informou pelos sites da UFF e conversou pelas redes sociais com alunos da instituição para esclarecer as principais dúvidas. Atualmente, é estagiário do projeto Conheça a UFF, que apresenta a instituição para estudantes do ensino médio por meio de visitas guiadas, palestras e eventos. A apresentação inclui os mais de 60 cursos que a universidade oferece em suas 33 unidades localizadas em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, modalidades de bolsas, auxílios, intercâmbio com instituições nacionais e internacionais, além de outros benefícios.  As possibilidades de crescimento acadêmico dentro da universidade são inúmeras: monitoria, estágio interno, iniciação científica e intercâmbio são exemplos, dentre outros, de oportunidades que disponibiliza. Thalita Ribeiro destaca a importância de se envolver com a faculdade o máximo possível e aproveitar o que ela tem a oferecer.  “Um ponto positivo de estudar na UFF são as diversas oportunidades acadêmicas que nos proporciona, particularmente em relação ao meu curso, onde são sempre organizados eventos, seminários e palestras que ajudam a complementar e engrandecer o nosso aprendizado”, concluiu. A Universidade Federal Fluminense é a instituição de ensino que mais oferece vagas para novos estudantes desde 2014.    
Tese de doutorado de professora da UFF vira lei no novo Código de Processo Civil Brasileiro (2015)A professora da Faculdade de Direito Célia Abreu teve sua tese de doutorado sobre a flexibilização da curatela/interdição publicada no Novo Código de Processo Civil Brasileiro. O estudo propõe uma leitura mais humanizada da interdição civil e curatela, com base no Direito Civil, Constitucional, Internacional e Comparado. Transformado na lei n.13.105/2015, hoje em lei vacante, entrará em vigor a partir de março de 2016. Descontente com a forma rigorosa em que a interdição total era aplicada a pessoas com transtorno mental, a docente notou que o Código Civil Brasileiro/2002, ao contrário do código civil anterior de 1916, trouxe um instituto novo: estavam presentes dois tipos de curatela, a total e a parcial. No entanto, o artigo 1772 determinava que a curatela parcial era cabível a determinadas condições de transtornos. Célia Abreu observou que o código civil tinha por tradição declarar incapazes estes indivíduos. Em sua tese, Célia atenta para existência do artigo, desconsiderados por muitos juristas que optam pela interdição total. “Uma vez atentada para a existência desse dispositivo, vamos criticar, porque ele está errado. Se você tem uma medida menos gravosa para a dignidade da pessoa e para os direitos humanos você não pode restringir para A, B e C como está previsto no artigo 1772. Qualquer pessoa que tenha uma capacidade parcial, a ela deve ser garantida a curatela parcial.” A curatela parcial deveria ser admitida como uma proteção jurídica disponível para todos os que dela necessitassem, ainda que não referenciados literalmente no dispositivo”. Célia Abreu Célia Abreu explica que a interdição ou curatela é uma medida de amparo e exceção da cidadania, criada pela legislação civil, ou seja, um processo judicial por meio do qual a pessoa é declarada civilmente incapaz, total ou parcialmente, para a prática dos atos da vida civil como vender, comprar, testar, casar, votar, assinar contratos, dentre outros. Em razão disso, essa pessoa declarada civilmente incapaz, deve ser representada ou assistida por outra pessoa civilmente capaz, denominada curador.“O meu objetivo com esse trabalho foi buscar uma maior proteção para as pessoas com transtorno mental. Como estudiosa do Direito Civil eu notei que o direito tinha por tradição, a título de proteger a pessoa com transtorno mental, excluí-la da sociedade. Mais de 90% dos casos estudados de interdição representam a interdição total.” O destaque da pesquisa consiste no questionamento da norma contida no art. 1772, Código Civil/2002. Célia propôs que a leitura do artigo fosse feita independentemente da letra da lei. “Fui contra a leitura expressa da lei, a leitura literal. A lei dizia, em termos, a interdição parcial é cabível para condições específicas e eu dizia que não, vamos abrir o dispositivo. A curatela parcial deveria ser admitida como uma proteção jurídica disponível para todos os que dela necessitassem, ainda que não referenciados literalmente no dispositivo”. Com isso, a fixação dos limites da curatela deveria se dar caso a caso, conforme a necessidade concreta do interditando, consideradas suas habilidades, potencialidades e dificuldades. O objetivo era propor uma interpretação mais humana do artigo, em prol do melhor atendimento do interesse do curatelado. Em março de 2015, a flexibilização da curatela foi adotada no Brasil pelo Novo Código de Processo Civil Brasileiro, que entra em vigor em março de 2016. A nova lei processual revoga expressamente o art. 1772 do Código Civil/2002 e introduz, em seu lugar, a norma do art. 755. A sentença de interdição deverá se pautar em todas as potencialidades do sujeito, segundo o estado e o desenvolvimento mental do interdito. Buscará entender a identidade, as limitações, as vontades e  os sonhos do indivíduo.
NeuroUPC: tecnologia de ponta no estudo da dorA Unidade de Pesquisa Clínica em Neurologia e Neurociências (NeuroUPC) da UFF, financiada pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Saúde e pela Finep, será inaugurada, no próximo dia 12 de agosto, no 5º andar do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Com tecnologia de ponta na área de saúde, o laboratório tem como objetivo tornar-se referência em pesquisa neurológica para todo o Brasil ao gerar novas formas de diagnósticos em tratamentos de neuropatias. Desenvolvido, inicialmente, na Unidade de Pesquisa Clínica, o projeto sobre dor em pessoas com hanseníase, responsável pela viabilização do Neuro UPC, é realizado há seis anos. Os resultados preliminares do estudo apontam para uma nova forma de tratamento da doença na qual o uso de corticoides é reduzido para evitar efeitos colaterais como a hipertensão, diabetes, ganho de peso ou retenção de líquidos. A pesquisa integra a Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC) em Hospitais de Ensino do Ministério da Saúde e tem a participação de docentes e alunos do programa de pós-graduação de Neurologia e Neurociências da Faculdade de Medicina. O projeto é coordenado pelos professores Osvaldo Nascimento e Pedro Moreira Filho, ambos vinculados ao departamento de Neurologia. Acho que é função do professor universitário, principalmente da área de saúde, produzir conhecimento também - pesquisadora Camila Pupe De acordo com os coordenadores, o êxito do estudo “Segurança e Eficácia do Controle da Dor em Pacientes com Hanseníase e Novos Esquemas Terapêuticos”, destaque na Academia Americana de Neurologia (AAN), atraiu investimentos e possibilitou a construção da unidade específica em neurologia na universidade. Para estudos clínicos, a unidade dispõe de 16 salas: três para atendimento, uma sala de arquivo, uma de conservação de medicamentos e outra de procedimentos invasivos  - biópsias de nervo, músculo e pele, punção lombar, aplicação de toxina botulínica. As 11 restantes são laboratórios para estudos específicos. Laboratórios com alta tecnologia, espaço para armazenamento de amostras biológicas e setores de biologia molecular e analítico integram o Neuro UPC. Os aparelhos recentemente adquiridos complementam a estrutura da unidade de pesquisa clínica. Pioneiro em seu uso no Brasil, o CHEPS auxilia no estudo das diferentes modalidades da dor e neuropatias de fibras finas. A ferramenta é capaz de medir a dor a partir de estímulos sensitivos e avaliar se as vias da dor estão alteradas, independente da sensibilidade individual do examinado. O Neuro UPC é voltado exclusivamente para a pesquisa acadêmica e  recebe voluntários de acordo com a necessidade do estudo. Para o coordenador, as atividades desenvolvidas no laboratório buscam resultados satisfatórios no tratamento de doenças. “A importância do Núcleo no Brasil é a sua produção de conhecimento e isso certamente vai gerar resultado de pesquisas que devem ser publicadas em outros países e, também, orientar condutas terapêuticas no próprio estado e em âmbito nacional”, afirma. Produzir ciência é papel essencial da Universidade. Para isso, segundo Osvaldo, é necessário fortalecer a “cultura da pesquisa”. Camila Pupe, pesquisadora do Neuro UPC e colaboradora do projeto sobre Hanseníase, acredita que a Faculdade de Medicina deve estar na fronteira do conhecimento. “Acho que é função do professor universitário, principalmente da área de saúde, produzir conhecimento também. Tem que passar, obviamente, o já conhecido, mas você tem, inclusive, que inspirar  seus alunos a produzir conhecimento. Acho que essa é a diferença da área acadêmica”, ressaltou. A forma como a clínica utiliza a Microscopia Confocal de Córnea (CCM)  também tem um diferencial, explica Camila. “Começou-se a usar microscopia confocal de córnea na avaliação pós transplante de córnea para ver se a nova córnea não era rejeitada pelo organismo. Depois disso, foi observado que podíamos ver a enervação da córnea em alguns pacientes que apresentavam neuropatias diversas”, conclui.  Tarcísio Rivello, diretor do Huap, destaca a contribuição do núcleo de investigação avançada para a instituição. "A neurociência como área abrangente da neurologia tem uma grande importância na atualidade das pesquisas tanto na origem como no tratamento das doenças. Parte dos núcleos de pesquisa que constituem a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC) institucionalizam a pesquisa desta área no hospital". Os projetos da unidade contam com patrocínios públicos e privados, aceitam doações e contribuição de pessoas e instituições interessadas em investir nas pesquisas.
Programa de Altos Estudos da UFF é pioneiro no paísDesenvolver o potencial de estudantes com altas habilidades é a proposta do Programa de Altos Estudos, da UFF, primeira universidade a implementar a iniciativa no país. A partir de uma trajetória curricular avançada e integradora, alunos de graduação e pós-graduação “stricto sensu” podem abreviar seu tempo de conclusão no curso. Criado em 2012, o programa é desenvolvido pelas pró-reitorias de Assuntos Estudantis (Proaes), Pesquisa e Inovação (Proppi) e  Graduação (Prograd), acompanhado por um Comitê Gestor. Atualmente, 17 cursos de graduação e 37 bolsistas fazem parte da iniciativa. A adesão é voluntária e a inscrição no programa é realizada pelos colegiados dos cursos, que definem as disciplinas que podem ser cursadas da pós-graduação e as dispensadas da graduação. Os estudantes são selecionados através de critérios elaborados pelo Comitê Gestor Local (específico de cada curso) e aprovados pelo Comitê Gestor do Programa. Os cursos podem aderir ao programa por meio de seus colegiados. “O programa contribui para a integração e acelera a formação de alto nível ao possibilitar ao aluno a experimentação do ambiente de pesquisa e pós-graduação”, afirma a coordenadora do Programa de Altos Estudos, Helena Rodrigues. Fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o projeto prevê a aceleração de estudos para estudantes com alto desempenho curricular. Bruna Barreto e Raí Rocha, alunos do mestrado na área de Ciências do Cuidado em Saúde da Escola de Enfermagem da UFF, participam do programa. Ambos acreditam que a iniciativa direcionou o ingresso no mestrado, ainda na graduação, ao permitir o conhecimento prévio do ramo da pesquisa com maior embasamento. Para Raí Rocha, os benefícios acadêmicos englobam o contato com profissionais da área, a adaptação a realidade da pós-graduação, participação em projetos, trabalhos e elaboração de artigos científicos, além do amadurecimento pessoal. “Na minha seleção no mestrado, Altos Estudos contou pontos, além de gerar um conceito de que você foi uma boa aluna na graduação. Conseguir entrar no programa não é para o aluno mediano, mas sim para aquele que se esforça e se dedica por completo na graduação”, ressalta Bruna Barreto. Segundo Helena, a iniciativa tem como intuito fortalecer a graduação e a pós-graduação, através de políticas estudantis. Além disso, visa colaborar com o crescimento qualificado na formação de estudantes no país. Não há uma média geral na redução do tempo de conclusão, pois cada curso de graduação possui carga horária diferente. Porém, de acordo com Helena, a redução é sempre significativa, sendo no mínimo de  um semestre. O programa contribui para a integração e acelera a formação de alto nível ao possibilitar ao aluno a experimentação do ambiente de pesquisa e pós-graduação, afirma Helena Rodrigues Critério de seleção e bolsas Os critérios de admissão no programa para estudantes que ingressaram na UFF por vestibular ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são pela ordem de colocação no vestibular ou Enem, em comparação com outros candidatos do curso correspondente; ter obtido medalha em olimpíada nacional na área de conhecimento correlacionado, ou outros critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor Local. Os alunos incluídos no programa após concluírem o primeiro período letivo passam pelos seguintes critérios de seleção: coeficiente de rendimento; desempenho acadêmico em disciplinas obrigatórias; qualidade de trabalho de iniciação científica e outros critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor Local. Desde o ingresso no programa, o aluno recebe bolsa-auxílio. Para a graduação o valor é de R$600 e para mestrado de R$1.600. Em Niterói, os cursos participantes com bolsistas, em conjunto com diversos curso de pós-graduação são: Administração, Artes, Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia Mecânica, Física e Matemática. Em Volta Redonda, os cursos de Engenharia de Produção, Engenharia de Agronegócios, Engenharia Metalúrgica, Matemática, Engenharia Mecânica e Química. Em Santo Antônio de Pádua, o curso de Matemática. “A perspectiva para os próximos anos é a de que novos cursos façam parte do programa, e que possamos expandir o número de vagas, pois o sucesso tem sido cada vez maior, e já temos sete alunos no Mestrado”, ressalta Helena.
UFF implanta núcleo de comunicação e cultura em país africanoA UFF deu mais um passo em direção à internacionalização da universidade. Em maio, a instituição finalizou o projeto “São Tomé e Príncipe Plural: Ações Programáticas em Comunicação e Cultura” fruto da parceria entre o governo brasileiro e o de São Tomé e Príncipe. A iniciativa surgiu através do intercâmbio firmado com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Desenvolvido pelo Instituto de Artes e Comunicação Social a convite da ABC, a UFF elaborou um projeto amplo no campo da comunicação baseado na cooperação entre os dois países. O trabalho buscou fortalecer as práticas comunicacionais e culturais de São Tomé e Príncipe a partir de três áreas de atuação: definição de modelos de gestão em rádio e TV, capacitação técnica e instrumentalização voltada para o reconhecimento e difusão das expressões culturais. Ao todo, desde o início do programa, em agosto de 2012, foram realizadas 10 missões, envolvendo cerca de 15 docentes atuando em São Tomé. A demanda inicial do governo São Tomense era desenvolver um projeto na área de comunicação, na questão de capacitação técnica para dar suporte a TV São Tomense e a Rádio Nacional - duas instituições nacionais. O projeto ganhou outra dimensão, principalmente, na área cultural, a partir da primeira prospecção feita em 2011 pela UFF na cidade. Na análise inicial foi estabelecido articular cinco áreas de atuação - Rádio; TV e Audiovisual; Publicidade, Propaganda e Marketing; Internet; Mediação Cultural -  para nortear as atividades a serem desenvolvidas. Coordenador do projeto, Leonardo Guelman ressalta que o escopo principal do projeto tornou-se trabalhar na interface entre a comunicação e cultura. “A perspectiva do projeto é contribuir para a sociabilidade, a ética, a cidadania e para o fortalecimento cultural, onde as práticas comunicacionais são também meios para transformação da realidade”, ressalta. Voltado para a comunidade local e funcionários da TV e Rádio Nacional, o programa São Tomé e Príncipe Plural implantou o Núcleo de Comunicação e Cultura no país junto a atual Universidade de São Tomé. O espaço deu suporte e sustentação às oficinas e ao trabalho de capacitação técnica. “A gente tem ali uma estação de trabalho, uma espécie de telecentro com equipamentos que foram adquiridos e que vão ser revertidos para a Universidade de São Tomé e Príncipe”, conclui Guelman. A perspectiva do projeto é contribuir para a sociabilidade, a ética, a cidadania e para o fortalecimento cultural, onde as práticas comunicacionais são também meios para transformação da realidade. - Leonardo Guelman. Como resultado das oficinas desenvolvidas, o projeto gerou importantes produtos entre os quais se destacam o portal colaborativo http://www.portalstp.com/ com produção de vlogs, blogs, podcasts, mapeamento do patrimônio imaterial, dentre outros. De acordo com João Fanara, que promoveu a capacitação para a criação do site, a ferramenta é um espaço plural para democratizar a informação e se tornar um ponto de referência para os conteúdos gerados pela própria população de São Tomé e Príncipe. Além de contribuir com a formação de profissionais e capacitar os estudantes, o resultado do projeto é significativo tanto para a UFF, quanto para São Tomé e Príncipe. Para a UFF, significa um projeto de extensão no âmbito internacional, onde professores e técnicos administrativos terão a oportunidade de desenvolver conhecimentos em contato direto com uma realidade social de grande riqueza por meio da troca de experiências e de visões de mundo distintas. Já São Tomé e Príncipe recebeu transferência de conhecimento e equipamento de forma valiosa para capacitar, desenvolver e atuar no âmbito da comunicação e cultura. Para Leonardo Guelman, a relação estabelecida entre a UFF e São Tomé produziu um campo de experiência na área social muito importante. “Os professores e técnicos que vão produzir experiências em São Tomé não vão simplesmente para ensinar, mas para aprender e apreender essa realidade”. De acordo com o vice-reitor Antonio Claudio da Nóbrega, a internacionalização da universidade firma um processo continuado de conexão com o mundo. Segundo Nóbrega, o desenvolvimento de projetos inéditos de caráter solidário fortalece o crescimento acadêmico de forma socialmente referenciada para além das fronteiras brasileiras.  Os professores e técnicos que vão produzir experiências em São Tomé não vão simplesmente para ensinar, mas para aprender e apreender essa realidade. - Leonardo Guelman. “O projeto com STP marca nossa relação não somente com o continente africano, mas com nossa própria história, língua e cultura se desenvolvidas com semelhanças e particularidades. Portanto, mais do que o apoio na capacitação técnica, significa uma interação ampla em comunicação bilateral com ganhos para o indivíduo, instituições e os dois países”, afirma Nóbrega  No período de 25 a 29 de maio de 2015, foi realizada em São Tomé e Príncipe, a missão de avaliação final do projeto. Marcou o encerramento das atividades o lançamento do documentário “Dosu Manu”, dirigido por Leonardo Guelman e João Velho, que enfoca os contadores de histórias Zawa e Guewa.  A exposição “Brasil – São Tomé e Príncipe: um encontro fotográfico”, composta em maior parte por fotografias de alunos, também integrou a programação.  Em dois anos de trajetória, São Tomé e Príncipe Plural emitiu 550 certificados de participação.
UFF lança novo site com foco no cidadãoJá está disponível o novo site institucional da UFF (www.uff.br), mais transparente, interativo e fácil de navegar. Nesta quinta-feira, 14 de maio, os usuários encontram um portal renovado e dinâmico. A página se apresenta com clareza na informação e qualidade de conteúdo com base na produção universitária, ao mesmo tempo que investe em imagens e multimídia. Um portal único para informação e comunicação voltado prioritariamente ao cidadão foi desenvolvido pelo coordenador de Comunicação Interna da Superintendência de Comunicação Social (SCS), João Fanara. “O objetivo principal é promover a transparência de informações, além de contribuir para a atualização e produção de conteúdos cada vez mais relevantes”, afirmou. A página foi redesenhada em concordância com as mudanças conceituais implementadas pela nova gestão administrativa. A meta é aproximar a universidade das pessoas que fazem parte da comunidade acadêmica e melhorar o diálogo com a sociedade em geral. Segundo Fanara, o novo site da instituição apresenta um alinhamento estratégico de comunicação. “O portal tem uma identidade visual única e sua linguagem é de fácil compreensão. Por ser unificado, irá poupar o trabalho de gerenciamento das pró-reitorias e superintendências da UFF”, ressaltou. As pró-reitorias e superintendências, incorporadas ao novo portal, terão livre acesso à página e, para isso, contarão com login e senha para divulgarem seus informativos diretamente. A comunicação será realizada a partir de dois eixos: informes e notícias. Estas, de valor estratégico para a universidade, serão elaboradas pela Divisão de Jornalismo da SCS. Os conteúdos, apresentados de forma transversal, serão veiculados pelas grandes áreas temáticas: Ações Afirmativas; Administração; Assistência Estudantil; Cultura e Artes; Editora; Extensão; Gabinete do Reitor; Gestão de Pessoa; Graduação; Internacional; Medicina e Saúde; Obras, Projetos, Manutenção e Patrimônio; Ouvidoria; Pesquisa e Inovação; Planejamento; Pós-Graduação; Sistema de Bibliotecas e Arquivos UFF e Tecnologia da Informação. A página também permite que o usuário encontre as informações pelas localidades (Niterói e fora da sede) e por público-alvo: técnico-administrativos, docentes, estudantes, empresas e sociedades. Para o reitor Sidney Mello, a criação de um portal único para a universidade é um dos compromissos assumidos na cerimônia de posse da sua gestão e que está sendo concretizado dentro do prazo estabelecido. “Naquela ocasião, estabelecemos uma série de metas a serem cumpridas em um período de 200 dias, e a criação do site único era uma delas. Naturalmente, seu lançamento é apenas um primeiro passo de um processo mais amplo. Ele funcionará como um instrumento excepcional de racionalização da administração e integração da universidade”, explicou Mello.