PROEX e HUAP: Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele (Dezembro Laranja)#ProexEmAção em parceria com o Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) e por meio da equipe do ambulatório de dermatologia, sob a coordenação da extensionista professora Maria Fernanda Gavazzoni, foi realizada no último sábado 07, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele (Dezembro Laranja). Foram atendidos 290 pacientes e 61 casos de câncer da pele foi diagnosticados. A ação ganhou destaque com informação e orientação a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma séries de medidas fotoprotetoras, e o mais importante é procurar um médico especialista para o diagnóstico e tratamento. Previna-se!
PROEX e HUAP: Campanha do Câncer da PeleProex Em Ação informa que no próximo sábado dia 07 de dezembro, será realizada a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele (Dezembro Laranja) no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) das 9h às 15h no ambulatório de dermatologia para fazer o exame preventivo, lembrando que é gratuito. A professora Maria Fernanda Gavazzoni dermatologista e coordenadora extensionista da UFF, explica que a campanha irá atender ao público da Região Metropolitana II, realizando exame e orientações à população, tirando às principais dúvidas, distribuição de protetor solar e outros brindes. O principal foco da campanha é educação e esclarecimento sobre o diagnóstico precoce da doença. Cuide-se!
DST -UFF Campanha "Dezembro Vermelho"#ProexEmAção registrou a entrevista com o professor Mauro Romero Leal Passos coordenador do Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST - UFF). O professor ressaltou a importância da campanha do "Dezembro Vermelho" mês da prevenção e mobilização contra a AIDS. A universidade conta com um setor específico voltado para a prevenção e orientação à AIDS e a outros tipos de infecção sexualmente transmissíveis (ISTs). O Setor DST-UFF também oferece atendimento voltado para a comunidade acadêmica e a população em geral. Para mais informações basta ligar para 2629-2494/2495 ou mandar um e-mail para dst@dst.uff.br. Previna-se!
Mais uma novidade na UFF: projeto “Cuidando de quem Cuida”Quantas vezes paramos para pensar na qualidade de vida e bem-estar dos profissionais da área de saúde que prestam atendimento para nós mesmos e familiares, seja aqui na UFF ou em outras instituições? Em muitos momentos, colocamos todos esses profissionais em uma zona de invisibilidade, justamente pela nossa urgência em ser bem atendido e tratar alguma doença ou qualquer outro problema de saúde. Mas indo na contramão desta ideia, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas inicia diferentes ações que integram o novo projeto da casa, o “Cuidando de quem Cuida”. Trata-se de uma iniciativa da gestão da UFF, coordenada pela Coordenação de Atenção à Saúde e Qualidade de Vida (Casq/Progepe), e voltada para todos os servidores (técnicos e docentes) do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Tendo em vista que o ambiente hospitalar provoca um alto índice de estresse em toda a equipe que ali atua (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, recepcionistas e muitos outros), faz-se necessário repensar as relações construídas neste espaço e o papel da própria universidade na manutenção de um local mais equilibrado e saudável no tocante a ações de qualidade de vida. Neste sentido, o principal objetivo do “Cuidando de quem Cuida” é promover ações de incentivo à saúde física e mental junto aos servidores do hospital, além de fornecer orientações sobre autocuidado, prevenir agravos e modificar fatores de risco para doenças cardiovasculares, psíquicas, osteomusculares e outros. Massoterapia, ginástica laboral, rodas de conversa, orientações sobre acidentes de trabalho, reiki, aulas de dança e outras atividades já começaram a ser realizadas em diferentes salas e auditórios do Huap desde o início de novembro, com agenda prevista até o outubro de 2020. Ressalta-se que algumas ações ocorrerão em um prazo determinado e específico, com duração de 1 mês, mas no geral a ideia é manter um calendário mensal de diversas atividades que irão somar-se ao cotidiano de trabalho dos profissionais do hospital. Aliás, o calendário completo, com horários de atendimento, locais e número máximo de inscritos permitido para atividades, bem como o formulário de inscrição, encontram-se disponíveis neste link. Mas não se preocupe, cartazes explicativos também serão disponibilizados pelos corredores do HUAP para esclarecer dúvidas sobre o projeto. Lembrando que, em caso de desistência no dia da atividade, uma nova agenda de marcações será aberta no local. Dúvidas ou sugestões sobre o projeto, envie um e-mail para cuidandodequemcuidauff@gmail.com
DASE participa do Lançamento do Programa de Prevenção e Atenção à Saúde Mental dos EstudantesNo dia 11 de novembro de 2019, foi lançado o Programa de Prevenção e Atenção à Saúde Mental dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense. A Divisão de Atenção a Saúde do Estudante - DASE, estava presente apresentando as ações de acolhimento, acompanhamento e encaminhamento de demandas que desenvolvem para apoiar os alunos em diferentes situações. Dentre eles o acesso à orientação psicossocial, atendimentos médicos e psicológicos, projetos de saúde e à prestação de serviços médico hospitalares da rede pública de saúde, além de disponibilizar um manual para o manejo em situações agudas.
UFF desenvolve ações de qualidade de vida para profissionais do HuapProjeto Cuidando de Quem Cuida promove calendário permanente de atividades de incentivo à saúde física e mental de servidores do Hospital   A partir desse mês de novembro, a Universidade Federal Fluminense inicia as atividades do Projeto Cuidando de Quem Cuida. O principal objetivo é promover ações de incentivo à saúde física e mental dos servidores do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), além de fornecer orientações sobre autocuidado, prevenir agravos e modificar fatores de risco para doenças cardiovasculares, psíquicas e osteomusculares. Entre as atividades, estão massoterapia, ginástica laboral, rodas de conversa, orientações sobre acidentes de trabalho, reiki e aulas de dança. O Cuidando de Quem Cuida está sendo realizado em salas e auditórios do Huap, com agenda prevista até o outubro de 2020.   Segundo o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o projeto foi desenvolvido para atender uma demanda antiga dos servidores do hospital. “O Cuidando de Quem Cuida traz uma visão integrada sobre saúde funcional na Universidade. A gestão acolheu e priorizou os pedidos de um programa específico para a saúde física e mental dos profissionais que trabalham no HUAP. Há ações preventivas, educativas, ginástica laboral e de identificação de fatores de risco. É uma agenda extensa com programação para o ano todo”. Cuidando de Quem Cuida Tendo em vista que o ambiente hospitalar provoca um alto índice de estresse em toda a equipe que ali atua (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, recepcionistas e muitos outros), é necessário repensar as relações construídas neste espaço e o papel da própria universidade na manutenção de um local mais equilibrado e saudável. De acordo com a coordenadora da Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida Dra. Fátima de Azevedo Loureiro o profissional da área da saúde tem características pessoais muito especiais porque além da aplicação do conhecimento técnico no trabalho do dia a dia, essas pessoas dedicam as suas vidas a cuidarem do outro. “Exercem a empatia, superam dificuldades e são incansáveis na busca da cura, do alívio da dor e no conforto do sofrimento. Esse contexto gera cansaço, estresse e até adoecimento físico e mental”, explica a médica da Casq. Atividades e calendário As ações do projeto visam promover a saúde e melhorar a qualidade de vida dos servidores do Huap durante a jornada de trabalho, através de práticas de relaxamento, atividades físicas lúdicas, palestras de autocuidado, orientações para prevenir acidentes de trabalho, rodas de conversa orientada por psicóloga e grupo de emagrecimento saudável. O calendário completo, com horários de atendimento, locais e número máximo de inscritos permitido para atividades, bem como o formulário de inscrição, encontram-se disponíveis neste link: https://bit.ly/2Pty216 . O projeto é uma iniciativa da gestão da UFF, coordenada pela Coordenação de Atenção à Saúde e Qualidade de Vida (Casq/Progepe), e voltada para todos os servidores (técnicos e docentes) do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Ainda tem dúvidas ou quer contribuir com sugestões sobre o projeto, envie um e-mail para cuidandodequemcuidauff@gmail.com
I Encontro Internacional de Gestão em Saúde VIII Semana de Gerenciamento em Enfermagem – SEGERENFNos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2019, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Cidadania e Gerência em Enfermagem – NECIGEN, da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense, realizará nesta cidade o I Encontro Internacional de Gestão em Saúde e VIII Semana de Gerenciamento em Enfermagem – SEGERENF. O evento é voltado para gestores de serviços; profissionais da área da saúde; alunos de pós-graduação e graduação; e demais profissionais com interlocução com a saúde. Confira a programação no site: https://www.segerenf.com.br/  
Palestra O Desenvolvimento Biopsicossocial da Criança e do Adolescente Surdo: Desdobramento no Atendimento em Saúde#ProexEmAção divulga em parceria com o projeto de extensão "Libras em Saúde" a palestra O Desenvolvimento Biopsicossocial da Criança e do Adolescente Surdo: Desdobramento no Atendimento em Saúde. Tendo como convidada a Dra. Maria Angélica Bonfim Vieira. O evento será realizado no dia 06 de novembro às 18h , Campus do Gragoatá bloco C sala 218. Participe!
Guia do Idoso em Língua de Sinais#ProexEmAção divulga  em parceria com o projeto de extensão Libras em Saúde,  o vídeo na língua de sinais conscientizando sobre os direitos da pessoa idosa e dando importantes dicas para uma boa convivência. Fique atento! Se você ou alguém que conheça esteja sofrendo alguma forma de violência Disque 100 ou busque ajuda com um profissional da saúde, no Conselho do Idoso, Ministério Público ou na Delegacia.
1ª Exposição UFF Antártica:Estação Polar Rede GEAL-UFF, Difusão Científica & Inclusão Social SAÚDEANTAR#ProexEmAção divulga em parceria com o Programa de Extensão Rede GEAL-UFF, a 1ª Exposição UFF Antártica:Estação Polar Rede GEAL-UFF, Difusão Científica & Inclusão Social SAÚDEANTAR. A inauguração será no dia 25 de outubro às 9h com visitas interativas de 29 a 31 de outubro e de 04 a 11 de novembro das 14h às 17h, Campus Mequinho na Avenida Jansen de Melo, 174 Centro - RJ.
Outubro Rosa em Língua de SinaisA PROEX, em parceria com o projeto de extensão Libras em Saúde, divulga o vídeo na língua de sinais informando sobre o OUTUBRO ROSA, mês da importante conscientização sobre o CÂNCER DE MAMA e do cuidado com o teste individual nas mamas. Se conheça, se ame, se cuide!
Projeto de Extensão DescartUFF MEDescarte #ProexEmAção divulga o projeto de extensão DescartUFF MEDescarte coordenado pela professora Julia Peixoto de Albuquerque. Os impactos negativos ocasionados pela má gestão dos resíduos sólidos é cada vez maior. O aumento na geração de resíduos leva ao aumento dos custos para a coleta e tratamento do lixo, dificuldade para encontrar áreas disponíveis para sua destinação final, grande desperdício de matérias primas. As consequências do enorme volume de lixo gerado pelas sociedades modernas envolvem questões sanitárias e econômicas. O principal problema dos diferentes tipos de resíduos está relacionado à má gestão dos mesmos e à sua destinação final. A ausência de coleta adequada e de estações de tratamentos levam ao aumento da poluição, através da contaminação destes solos. Quando descartamos, junto ao nosso lixo doméstico ou via esgoto, restos de medicamentos, vencidos ou não, acabamos por aumentar os riscos da contaminação do ambiente – atmosférico, terrestre e aquático. Os medicamentos vencidos e descartados são considerados resíduos que apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Como consequências, temos intoxicação acidental de crianças e adultos; impactos na qualidade da água e solo; malefícios sobre a saúde pública; impactos negativos sobre a vida aquática – que acabam por levar a alterações no desenvolvimento de plantas, microrganismos e insetos. O Brasil ainda não possui uma regulamentação sobre o descarte, recolhimento, transporte e destinação adequados de resíduos domiciliares. Assim, é vital levar à população o conhecimento sobre quais as possíveis consequências do descarte inadequado de fármacos. Este projeto busca informar a população sobre o descarte de medicamentos e sua matéria-prima, focando na legislação e impacto ambiental envolvido nessas atividades.
Projeto de extensão "Sem DST nas Escolas"#ProexEmAção divulga o projeto de extensão "Sem DST nas Escolas", coordenado pela médica Ana Marcia Xavier Bastos. As Doenças Sexualmente Transmitidas (DSTs) são infecções transmitidas pelo ato sexual propriamente dito com uma pessoa que já esteja infectada ou através do contato íntimo que se estabelece com as demais partes do corpo. Muitas delas são silenciosas ou assintomáticas, o que faz com que o indivíduo seja portador e potencial transmissor. O diagnóstico precoce e tratamento adequados são mandatórios, não só pelas sequelas que podem ocasionar, mas também para interromper a cadeia de transmissão e suas complicações. Atualmente, são denominadas de Infecções Sexualmente Transmitidas (ISTs) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e sociedades científicas, com a finalidade de alertar a população sobre a possibilidade de ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas, o que aponta para estratégias de atenção integral, eficaz e resolutiva. As ISTs são frequentes, têm múltiplas etiologias e apresentações clínicas e causam impacto na qualidade de vida das pessoas, nas relações pessoais, familiares e sociais. Por isso, devem ser priorizadas pelas suas complicações e implicações que causam grande impacto social e custos elevados para o setor público. A sexualidade pode ser vivenciada de diversas formas, mas nem sempre a educação sexual é abrangente e satisfatória, fornecendo conhecimento e orientações adequadas. As escolas representam um espaço conveniente para que rotineiramente seja dado este tipo de informação, na faixa etária dos adolescentes. A constante informação para a população geral e atividades educativas que sensibilizem ao risco da exposição à contaminação acarretarão em mudanças no comportamento sexual.
II Roda de Conversa NESED - Saúde, Educação e Diversidade no Cotidiano Escolar Brasileiro.Palestrantes: Profª Analu Steffen - Pedro II / RJ Profª Giovana Ciampi - SEDUC / Juíz de Fora Prof. Leandro Chasse Pinheiro - FAETC/RJ A II Roda de Conversa NESED - Saúde, Educação e Diversidade no Cotidiano Escolar Brasileiro  é uma oportunidade para a troca de conhecimento e compreensão da dinâmica entre as interfaces da Saúde, Educação e  a Diversidade, considerando os aspectos sociais e políticos com ênfase nas Políticas Públicas desses campos em questão, por meio de debates e apresentações de pesquisas e ações realizadas por profissionais mestrandos e doutorandos dos Programas CMPDI e PGCTIn da Universidade Federal Fluminense e do EBS do Instituto Oswaldo Cruz / IOC / Fiocruz. As pesquisas em debate são desenvolvidas no Núcleo de Estudo Saúde, Educação e Diversidade - NESED, certificado pelo CNPQ / UFF e sob a liderança do Prof. Dr. Paulo Pires de Queiroz. O objetivo da II roda de Conversa NESED é debater e divulgar as dissertações e teses que estão sendo orientadas nesse grupo de pesquisa. Espera-se que esse evento possa colaborar na elaboração dos diversos estudos e pesquisas em andamento e acredita-se, efetivamente, que todas as discussões e problematizações desenhadas durante o encontro possam favorecer na elucidação do fenômenos que estão sendo investigados pelos mestrandos e doutorandos.
O projeto de extensão Amor em cada Fio em parceria com o projeto Mão na Massa capacita as mulheres que tiveram e/ou estão em tratamento contra o câncer de mama em gastronomia e confeitaria Capacitação de mulheres que tiveram e/ou estão em tratamento contra o câncer de mama em gastronomia e confeitaria #ProexEmAção divulga por meio do projeto de Extensão Amor em Cada Fio e em parceria com o projeto Mão na Massa o Curso de Capacitação para Mulheres com Câncer de Mama no dia 18/10 às 13h. O objetivo é capacitar as mulheres que tiveram e/ou estão em tratamento contra o câncer de mama em gastronomia e confeitaria. Acreditamos que ao aprenderem um novo ofício, elas podem ocupar o tempo ocioso enquanto não retornam ao seu antigo emprego e ainda podem complementar a renda familiar através dos produtos elaborados pelas próprias mãos. Junte-se a nós! #juntossomosfortes
I Roda de Conversa do NESED - Núcleo de Estudos em Saúde, Educação e Diversidade I Roda de Conversa NESED acontecerá na Sala 305 , da Faculdade de Educação, na Universidade Federal Fluminense. Palestrantes: Profª Maria da Conceição Vicente de almeida - Colégio Pedro II / Fiocruz Profª Rosane Barreto - FAETC / Fiocruz  Prof. Leonardo Chermont - Colégio Pedro II Moderador: Prof. Paulo Pires de Queiroz - UFF / Fiocruz O objetivo do evento é problematizar questões nas interfaces dos campos da Saúde, Educação e Diversidade. A finalidade do Encontro é possibilitar reflexões a respeito de algumas questões de partidas referentes às pesquisas de mestrado e doutorado desenvolvidas no NESED. Espera-se que esse evento possa contribuir na elucidação de algumas questões de pesquisas em andamento na universidade.  
Encontro do Projeto "Debatendo a Biossegurança Social com Foco na Saúde do Trabalhador”A PROEX divulga a ação extensionista realizada pelo projeto "Debatendo a Biossegurança Social com Foco na Saúde do Trabalhador”, que promoveu debates acerca de questões relacionadas às condições que envolvem os processos de trabalho e afetam diretamente à saúde dos trabalhadores. A palestrante convidada foi a professora Maristela Soares Lourenço, da faculdade de Nutrição UFF. Nesse encontro o destaque foi sobre a sustentabilidade, o uso da água e o aproveitamento integral dos alimentos. O Projeto é coordenado pelo professor Antonio Fernando Lyra da Silva, do Departamento de Planejamento em Saúde (Instituto de Saúde Coletiva).
A Proex divulga cartilha sobre doença de Falciforme Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES) A Proex divulga por meio do projeto de extensão a cartilha sobre doença de Falciforme, elaborada pelo curso de Licenciatura Interdisciplinar em Educação do Campo do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES) e orientado pelo professor Dr. Júlio Cesar Medeiros da Silva Pereira. A cartilha tem como intuito conscientizar a população afrodescendente sobre os cuidados com a doença.
Biossegurança Social Saúde do Trabalhador com o tema: "Profissionais de Oficinas Náuticas A Proex divulga a Atividade de Extensão do “Projeto Debatendo a Biossegurança Social com Foco na Saúde do Trabalhador”, que promove debates acerca de questões relacionadas às condições que envolvem os processos de trabalho e afetam diretamente à saúde dos trabalhadores. O Projeto é coordenado pelo prof. Antonio Fernando Lyra da Silva, do Departamento de Planejamento em Saúde (Instituto de Saúde Coletiva). Desta vez o foco será o trabalho em oficinas náuticas. Esta ação extensionista tem parceria com a FIOCRUZ e Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e como público alvo os trabalhadores em oficinas náuticas.
Projeto de Extensão - Natação Adaptada A PROEX registrou o Projeto de Extensão - Natação Adaptada, coordenado pelo Prof. Aurélio Pitanga Vianna. O objetivo do projeto é  trabalhar a reabilitação de crianças e adolescentes com deficiência através de atividades aquáticas. As atividades realizadas ajudam não somente o desenvolvimento físico dos alunos, como também psicológico. A melhora dos alunos é facilitada pelas atividades na piscina e essa é uma experiência que promove a saúde e o bem-estar da família como um todo. O projeto funciona as quartas e sextas-feiras das 13h às 14h, na piscina do prédio da Educação Física - Campus do Gragoatá - São Domingos - Niterói. Telefone: (021) 2629 - 2810
Não falta sangue, falta ATITUDE!A PROEX alerta para a necessidade da doação de sangue no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), a solidariedade se torna mais importante e urgente. As doações podem ser feitas de segunda à sexta, de 8h às 12h. Para doar, é necessário ter entre 18 e 69 anos e pesar mais de 50kg. Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto e de se alimentar bem antes da doação. Seja um doador você também!
Biossegurança/Saúde Trabalhador – Sustentabilidade, Água e AlimentosAtividade de Extensão do “Projeto Debatendo a Biossegurança Social com Foco na Saúde do Trabalhador”, que promove debates acerca de questões relacionadas às condições que envolvem os processos de trabalho e afetam diretamente à saúde dos trabalhadores. O Projeto é coordenado pelo prof. Antonio Fernando Lyra da Silva, do Departamento de Planejamento em Saúde (Instituto de Saúde Coletiva). Desta vez o enfoque será sobre a sustentabilidade, o uso da água e o aproveitamento integral dos alimentos. Participantes: estudantes e trabalhadores da área da saúde e público interessado. Inscrições: http://www.extensao.uff.br/inscricao/
Projeto de Extensão Ciência e Saúde - Tema: Câncer de PróstataA PROEX-UFF, em parceria com o projeto Ciência e Saúde, produziu o vídeo informando sobre as principais dúvidas sobre o câncer de próstata e fatores envolvidos são descritos nesse vídeo que aborda a saúde do homem.
Prevenção da Hepatite C para a Comunidade SurdaA PROEX-UFF em parceria com o projeto de extensão Libras em Saúde, divulga o vídeo para comunidade surda informando sobre a importância da vacinação na prevenção da Hepatite tipo-C. Previna-se!
Laboratório de Bacteriologia Veterinária - LABV/UFFA Proex registrou o trabalho de Pesquisa e Extensão que é desenvolvido no Laboratório de Bacteriologia Veterinária - LABV UFF, coordenado pelo Prof. Walter Lilenbaum. O laboratório é referência Nacional em Pesquisa e Diagnóstico de Bacterioses dos Animais Domésticos, com ênfase em Leptospirose. O LABV-UFF, funciona no Instituto Biomédico de 2ª a 6ª das 8h às 16h. Para mais informações: (21)2629-2435 www.labv.sites.uff.br
Projeto de Extensão Amor em Cada Fio - 4ª EdiçãoA PROEX-UFF registrou a quarta edição do projeto de extensão Amor em Cada Fio, coordenado pela professora Maria Fernanda Galvazzoni, no Auditório Aloísio de Paula - Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). A programação do evento contou com palestras com Dra. Camila Figueroa (idealizadora do projeto), Dra. Maria Fernanda Gavazzoni (Como cuidar dos cabelos) e Juliana Emerick (Como foi o meu processo), junto com oficinas de turbantes e faixas com embutido capilar com Luciana Lara (@cabelo_manero), produção de maquiagem e de fotos das pacientes, em parceria com o Espaço Juliana Paes, e com perucas confeccionadas gratuitamente pela fábrica Di Milesi. O objetivo do projeto é elevar a autoestima das pacientes com alopécia e em quimioterapia.
Prevenção da Hepatite B para a Comunidade SurdaA PROEX-UFF em parceria com o projeto de extensão Libras em Saúde, divulga o vídeo para comunidade surda informando sobre a importância da vacinação na prevenção da Hepatite tipo-B. Previna-se!
Amamentação para Comunidade SurdaA PROEX-UFF em parceria com o projeto de extensão Libras em Saúde, divulga o vídeo para comunidade surda informando sobre a importância da amamentação.
Medicina e Arte – O encontro da Ciência com as HumanidadesTemática: Medicina e Arte – O encontro da Ciência com as Humanidades 10:00h -10:20h – Abertura: Reitor da Universidade Federal Fluminense Acad. Prof. Antonio Claudio Lucas da Nóbrega Presidente da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro Acad. Luiz José Martins Romêo Filho Diretor da Faculdade de Medicina da UFF Prof. Adauto Dutra Moraes Barbosa Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro Prof. Tarcísio Rivello Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia Prof. Alair Augusto Sarmet Moreira Damas dos Santos 10:20h – 10:30h – Homenagem do Serviço de Medicina Nuclear do HUAP à Dra Sandra Marina Miranda Apresentação – Prof. Jader Cunha de Azevedo 10:30h – 10:40h – Homenagem da Pós-Graduação em Ciências Cardiovasculares ao Professor Raffaele Giubbini Apresentação – Prof. Claudio Tinoco Mesquita 10:40 – 10:50h – Entrega da Medalha Honorífica Albert Sabin ao Professor Raffaele Giubbini Vereador Dr Rodrigo Blach Farah 10:50h às 11:30h – Lecture: Art and Medicine Apresentação – Prof. Raffaele Giubbini (Universitá degli Studio Brescia) 11:30h às 12:00 – Debate com Acadêmicos da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro Prof Heraldo Victer, Prof Evandro Tinoco Mesquita
III Ações de Extensão em Medicina VeterináriaPela terceira vez, a Faculdade de Veterinária abre seus portões para a comunidade externa com apresentação dos projetos de extensão coordenados por professores da unidade. O evento, denominado Ações de Extensão em Medicina Veterinária, propõe aproximar universidade e comunidade para difundir os conhecimentos adquiridos dentro da instituição e receber da comunidade feedbacks que conduzam os esforços em ações de extensão. Além disso, o evento oferece aos discentes a oportunidade de estar diante da realidade da sociedade, minimizando a formação de profissionais estritamente teóricos. É um evento para toda a família, mas que tem um enfoque especial nos pequenos, que podem vivenciar um pouquinho do que é a medicina veterinária em suas diversas áreas de atuação, concluindo a visita com o diploma simbólico dos veterinários mirins.  
PROEX divulga o Dia Mundial do Doador de SangueA PROEX-UFF informa que amanhã, dia 14 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue! Doar sangue é um gesto nobre que pode salvar vidas! Realize sua doação no Hospital Universitário Antônio Pedro e ajude quem mais precisa! Para doar, basta você: Levar documento de identificação com foto; Estar bem de saúde; Ter entre 16 a 69 anos (menores de 18 anos apenas com a autorização e presença do responsável); Pesar mais de 50 kg; Não estar de jejum Evitar alimentos gordurosos até três horas antes de doar. Seja solidário. Doe sangue! Compartilhe vida!
Do criador à criação: conheça o percurso de invenções patenteadas na UFF que transformam a sociedade A marca Coca-Cola foi criada pelo contador Frank Robinson, que também desenhou à mão o tradicional logotipo, depois que o amigo e farmacêutico John Pemberton inventou o refrigerante em 1886, nos Estados Unidos. No entanto, a intenção dele não era exatamente criar um refrigerante, mas sim uma espécie de tônico para combater dores de cabeça. Cento e trinta e três anos depois, o produto se tornou a mais famosa bebida do mundo: a cada 10 segundos, 126 mil pessoas consomem um dos produtos da “The Coca-Cola Company”, que vende também chás, sucos e até artigos de vestuário. A importância da criação de novas marcas e a consequente obtenção de patentes se tornou ao longo dos últimos anos um assunto estratégico para a UFF, pois respalda a pesquisa, a criação e a produção de conhecimento dentro da instituição, gerando recursos a curto, médio e longo prazo. Entusiasmado com as novas ideias que estão surgindo, mesmo nesses tempos de crise, o diretor da Agência de Inovação (Agir), professor Ricardo Henriques Leal, informou que as patentes e marcas desenvolvidas na instituição são, por força de lei, propriedades da universidade e administradas pelo Escritório de Transferência de Conhecimento (ETCO). Hoje a instituição possui 107 patentes e 21 marcas depositadas, sendo que desde a criação da agência, em 2009, tem sido depositadas em média de oito a dez patentes anualmente. “Para que uma patente possa ser depositada é necessário que o produto ou processo motivo do pedido seja um invento novo, sem similaridade com algo já existente e que tenha potencial aplicação prática. Portanto, a geração de patentes é um indicador muito importante da capacidade inovadora de uma instituição e um depositário de produtos e processos novos com grande potencial de aplicação para a sociedade nas mais diversas áreas do conhecimento”, explicou Leal. Segundo o coordenador do ETCO, Vicente Abreu, o benefício imediato, ao se criar uma tecnologia e protegê-la por meio de uma patente, é a obtenção de uma maior competitividade dessa tecnologia no mercado. Além disso, o inventor ou o detentor de uma patente tem a garantia de que terceiros venham a produzir, usar, comercializar, exportar ou importar produtos sem o seu consentimento. O primeiro passo para quem deseja proteger um produto ou marca é a busca de sua “anterioridade”; ou seja, procurar saber se o objeto ou a marca a ser patenteada já existia. O segundo passo é a redação de um relatório descritivo, contendo todas as características físicas e de funcionalidade; só então, ele deverá ser enviado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Para os pedidos de patente e de modelo de utilidade, a ETCO conta com o apoio externo de escritório de advocacia, licitado e capacitado, para fazer tanto a busca quanto a redação do documento com a descrição da criação. Já em relação a pedidos de registro de marca, de programa de computador e desenho industrial, a ETCO executa todas as etapas, desde a busca de anterioridade em bases de dados abertas até o registro junto ao INPI e seu acompanhamento. Nesse sentido, sempre que um inventor vinculado à UFF desenvolver algum produto ou inovação tecnológica que seja passível de proteção, ele deverá apresentá-lo ao Fórum de Propriedade Intelectual. Nos moldes atuais, os inventores e autores da UFF devem informar ao escritório sobre seus produtos por meio do questionário “Produtos Criados na UFF – Apresentação Resumida”. Ele antecede a documentação necessária que deverá ser apresentada futuramente, caso haja sinalização positiva do escritório para a continuidade do processo. Dado o aval, é necessário que os inventores apresentem a documentação adequada devidamente preenchida, e que dará origem ao documento final a ser entregue ao INPI. Vicente Abreu lembra que nem todo conhecimento é passível de proteção via registro ou depósito. Se for esse o caso, e dependendo das circunstâncias, pode-se, ainda, fazer a proteção pelas vias contratuais com cláusula de sigilo nas fases de pesquisa e de defesa de tese. E antes de divulgar a invenção, recomenda-se sigilo em toda pesquisa que tenha potencial de gerar um produto. A UFF, por sua vez, como proprietária dos direitos, arca com os custos de depósito e registro, além de cuidar de seu acompanhamento. Segundo o coordenador do ETCO, uma marca torna-se mais relevante quando ela é associada a uma determinada tecnologia incorporada em produtos ou serviços, e quanto melhor for a tecnologia desenvolvida e aplicada, mais a marca ganha força no mercado e amplia a possibilidade de vincular novos produtos e serviços. É o chamado ciclo virtuoso: a marca ganha força por representar bons produtos e serviços, e estes são bem-vistos por estarem associados à determinada marca. A maioria das invenções tem sua relevância comprovada muito além dos muros da universidade, principalmente no setor tecnológico e de saúde - área que atualmente lidera os pedidos de obtenção de patentes na instituição. A seguir, mostraremos alguns exemplos de projetos de relevante impacto social patenteados na UFF.  Biodigestor: equipamento para a geração de energia e reciclagem de lixo Os professores Sorele Batista Fiaux e Carlos Rodrigues Pereira, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas, em parceria com o aluno e agora mestre Vinícius Oliveira de Araújo, entraram em 2017 com um pedido de patente no INPI para um biodigestor. Ou seja, uma câmara fechada para tratamento de resíduo orgânico, que, através de fermentação, é transformado em biogás, podendo a biomassa residual ser usada como biofertilizante. O equipamento desenvolvido é diferente dos atuais modelos existentes em zonas rurais, pois necessita de pouco espaço para ser instalado e é para ser utilizado em zonas urbanas, em locais com pouca área útil, como residências, prédios e centros comerciais, embora seja também proveitoso seu uso no campo. O aparelho é formado por um conjunto de módulos hexagonais, em número compatível com a quantidade de resíduo a ser tratada. Cada módulo opera independentemente dos demais e pode ser sacado para limpeza ou retirada do biofertilizante. “É um equipamento de fácil operação, de baixo custo, de montagem rápida e requer uma manutenção simples. O gás produzido pode ser comprimido e armazenado em tambores próprios de forma segura para ser transportado e usado no local onde há necessidade. Para alimentação dos módulos, pode ser utilizado qualquer material orgânico, como restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, restos de vegetais, esterco de qualquer origem. Assim, o equipamento ajuda na reciclagem de lixo convencional e é uma alternativa para a geração de energia limpa, já que o biogás produzido tem potencial energético elevado”, explicou Sorele. Kitaus: auxílio no diagnóstico precoce do autismo em lactantes Outra patente da UFF que destacamos na área da Saúde é o Kitaus, um kit instrumental, composto também por um software, uma câmera e um tablet ou computador, que irá auxiliar no diagnóstico precoce do autismo em mulheres que estão amamentando seus filhos. A autoria é dos professores Gisele Soares Rodrigues do Nascimento, Sérgio Crespo Coelho da Silva Pinto, Diana Negrão Cavalcanti e Cristina Maria Carvalho Delou. Segundo a Coordenadora do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI) e professora do Instituto de Biologia, Diana Negrão Cavalcanti, uma das autoras do Kit, a patente ainda está tramitando no INPI. “Fazemos uma análise na medicação do movimento ocular no bebê, que pode detectar possíveis aspectos que auxiliam na conclusão do laudo da doença, que se caracteriza por um déficit de atenção da criança. A invenção foi depositada e passou pela primeira fase de aprovação do órgão. A UFF, por sua vez, através do escritório de patentes na AGIR, vem acompanhando todo o processo”, informou.  Prevenção do HIV através do uso de derivados quinolônicos A patente para o uso de derivados quinolônicos (variações de antibióticos) na prevenção do HIV-1 e sua ação virucida In vitro é demonstrada na redução da multiplicação do HIV, bem como na proteção denominada efeito virucida. Esses derivados podem gerar um modelo de tratamento descrito como Microbicida, possuindo um caráter de prevenção à infecção, podendo ser utilizados de diferentes formas, como gel, espuma, entre outros, para impedir a infecção no ato sexual. Com isso, os pesquisadores do Laboratório de Virologia molecular do Departamento de Biologia Celular e Molecular da UFF, chefiado pela professora Izabel Paixão, e supervisionado pelos pesquisadores Claudio Cirne-Santos e Caroline Barros, acreditam ser uma boa forma de prevenção e controle da pandemia de infecção pelo vírus, reduzindo de maneira significativa os gastos públicos que atualmente são bastante significativos para a economia brasileira. Entretanto, como o HIV possui um alto grau de mutações, muitas terapias realizadas podem falhar e novos compostos devem ser implementados para uma terapia eficaz. Desta maneira, estudos buscam avaliar composições que possuam efeitos promissores, capazes de inibir a replicação do vírus e possivelmente gerar outras que possam ser integradas às já disponíveis no mercado. Dengue: eficácia dos antivirais no tratamento da doença Outro destaque da UFF é um trabalho que tem sido determinante no combate à Dengue. Produzida pelo professor do Programa de Pós-Graduação em Química, Vitor Francisco Ferreira, com mais de 15 patentes registradas, e outros professores da UFRJ, a pesquisa concluiu que o uso de um medicamento contendo o composto químico piranonaftoquinonas atua com eficácia nas infecções causadas pelo vírus da dengue. A patente, já depositada no INPI, está em fase de análise pelo órgão federal. “O invento destina-se à área médica por tratar-se de uma composição farmacêutica contendo um determinado composto químico, e o uso deste produto no tratamento de inflamações causadas por agentes virais em animais mamíferos humanos e não humanos tem se mostrado eficaz”, informou Ferreira. Telessaúde: atendimento de pacientes à distância Segundo o Coordenador Geral do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas (NETAv), o professor Júlio Cesar Rodrigues Dal Bello, o acordo de Cooperação Técnica, Acadêmica e Científica celebrado entre a UFF e a Marinha do Brasil, há seis anos, possibilitou que as duas entidades colocassem em prática o Projeto Telessaúde. Essa patente, de sua autoria e de outros sete professores, permitiu à universidade implantar um sistema holográfico de atendimento em unidades de saúde, possibilitando a uma equipe médica atender a um paciente à distância. Essa tecnologia foi empregada em laboratório por profissionais de saúde do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) e por engenheiros de telecomunicações da Escola de Engenharia da UFF, no atendimento, diagnóstico e supervisão de pacientes, bem como na capacitação de profissionais à distância. “O Telessaúde é uma necessidade premente da sociedade. Não temos médicos suficientes para atender a uma população que está distribuída em um Brasil continente. Esse projeto nos proporciona conhecimento, o que trará qualidade de vida aos nossos pacientes”, enfatizou Dal Bello. A professora e geriatra, Yolanda Boechat, uma das parceiras no Telessaúde, vê no projeto a possibilidade de abrir novas fronteiras do conhecimento, a aproximação de saberes, o apoio ao paciente distante em áreas em que ele não tem acesso à saúde. “É a chance da população ter acesso à saúde e ao diagnóstico especializado de qualidade com maior eficiência”, ressaltou.
Prax-Circense: projeto da UFF integra atividades circenses, saúde e educaçãoDas corridas de carruagem no Império Romano aos espetáculos mega produzidos do Cirque du Soleil, as artes circenses evoluíram ao longo do tempo, preservando o fascínio provocado em seus espectadores. Enquanto parte da cultura popular, o circo auxiliou no surgimento do Movimento Ginástico Europeu durante o século XIX — mais focado na saúde do trabalhador que sofria com as consequências da Revolução Industrial do que no usual entretenimento —, e posteriormente formulou e sistematizou a Ginástica, prezando pela rigidez e técnica nas performances corporais. A adesão de práticas circenses em atividades escolares ainda acontece gradativamente, pois faltam profissionais que articulem as duas áreas. Entretanto, a iniciativa Prax-Circense de professores do Instituto de Educação Física e da Faculdade de Educação direciona essa demanda para uma proposta única e prazerosa. O projeto de extensão foi criado em agosto de 2018 com o objetivo de tematizar as atividades oriundas do circo, atuando com a disciplina de Acrobacia e Malabares e com o grupo de pesquisa Educação Física Escolar, Esporte e Lazer do Instituto de Educação Física. A Prax-Circense também busca a especialização em oficinas de palhaço para a realização de trabalhos nas alas infantis em hospitais, levando entretenimento para crianças internadas.Um dos materiais que serão utilizados na realização das propostas do projeto é o trampolim, que foi recebido pela Prax-Circense por meio de uma doação. Além disso, os idealizadores estão no processo de levantamento de referências para a formulação de um grupo de residência multiprofissional em saúde a fim de estabelecer exercícios circenses para portadores da doença de Parkinson, previamente tramitando entre o Conselho de Ética para sua concretização. O Parkinson é uma doença degenerativa que afeta principalmente a coordenação motora, e a realização de exercícios físicos lúdicos atua em todas as fases da doença, melhorando equilíbrio e força muscular. O uso da estética circense, portanto, serve para estimular o paciente em sua inserção social de modo mais instantâneo. “É algo novo para as metodologias de ensino brasileiras do ramo: Portugal é o único país que desenvolveu prática semelhante”, explica a professora Elizandra Garcia da Silva, docente da UFF e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). “A ideia do Prax Circense foi simples e deu muito certo. Ano passado conseguimos reunir um grupo de 75 alunos, e foi ótimo, já que reunimos aqueles que não fazem outras práticas dentro da instituição e que posteriormente se encontraram nas atividades”, afirma . A familiaridade com o tema foi um dos fatores que incentivou a professora a se aprofundar na área. “Sou de família circense, desde criança brincava de circo. Na faculdade, tive pouca coisa de ginástica circense e atualmente tenho o objetivo de centrar pesquisas para nutrir informações do projeto”. Oferecida nas segundas e quartas, das 15:30 às 16:30 no ginásio da universidade, a Prax-Circense atualmente conta com a participação de seis professores da UFF e mais de 50 alunos que realizam atividades junto a materiais de malabares, tatame, pernas de pau, tecido indiano e lira — sendo as duas últimas oferecidas especialmente às terças e sextas. É de escolha do discente participar todos os dias ou em apenas um. Mesmo com divulgação limitada à página do Facebook, o projeto conquistou um considerável número de participantes. Ainda com o projeto conseguindo atender os alunos com materiais específicos, a demanda é grande. “Precisamos consertar o trampolim que ganhamos, porque ele é essencial para melhorarmos os saltos realizados nas atividades, que, aliás, são de grau de dificuldade altíssimo”, sustenta Elizandra. De acordo com análises feitas no espaço de realização das práticas oferecidas, o ginásio apresenta estrutura que comporta a fixação de instrumentos como trapézio e lira didática. Nesse caso, é necessária a avaliação de um engenheiro civil para assegurar a estabilidade do local. “Instituições que fazem esse tipo de formação, como a Escola Nacional de Circo e a Fundição Progresso, têm essas ferramentas. O ginásio que utilizamos as comportam, mas é imprescindível um estudo mais apurado para legitimar nossa segurança”, constata. Em 2019, ocorreu uma parceria entre a Faculdade de Educação Física da UFF e a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que culminou na participação de professores da UFRJ em oficinas ministradas aos alunos. A participação de graduandos em licenciatura, portanto, é essencial para a visibilidade do projeto, visto que estes podem levar o conhecimento adquirido a ser praticado em escolas no estado do Rio de Janeiro. “O aluno possui um papel importante e dinâmico para a fluidez do projeto. As aulas são fornecidas independente do avanço curricular dos participantes em suas respectivas graduações, e aqueles que participam há mais tempo auxiliam no ensino dos iniciantes”, explica Elizandra. No mês de setembro do ano passado, em função da campanha brasileira de prevenção ao suicídio, foi preparada uma roda de debate para que os alunos pudessem compartilhar experiências e estimular um diálogo honesto e construtivo sobre o tema, que, na opinião de Elizandra, fortifica o trabalho que vem sendo construído. “Não é só um projeto de extensão, é também um grupo de amigos. O aprendizado mais positivo que recebemos retorno foi o acolhimento proporcionado aos alunos e a perspectiva de que demos outra visão sobre os espaços que eles ocupam. Esse foi o principal ganho”, conclui.
Projeto da UFF pioneiro na saúde pública recebe reconhecimento da Organização Mundial de SaúdeProjeto de extensão pioneiro da UFF ganhou destaque internacional com o reconhecimento por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) do trabalho como “uma proposta de boas práticas para os serviços de saúde”. Coordenado pelo professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFF, Túlio Batista Franco, em parceria com a Agência Sanitária e Social da região de Emilia-Romagna, na Itália, e o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, o projeto prevê a transformação de parte do hospital municipal Carlos Tortelly, que tem média de ocupação de apenas 35%, em uma “unidade de cuidados intermediários”. A OMS afirmou ainda que a parceria estabelecida entre os países “demonstra o quão poderosa uma ferramenta de colaboração internacional pode ser ao promover práticas inovadoras e efetivas”. Confira o link para mais informações sobre o projeto: http://www.uff.br/?q=noticias/25-07-2018/uff-acende-debate-sobre-desospitalizacao-com-projeto-pioneiro-na-saude-publica  
PROEX e CODIM promovem Mesa de debates: Mulheres, Saúde e CâncerEm 25 de março, a Pró-Reitoria de Extensão da UFF (PROEX) em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói (Coordenadoria de Direitos das Mulheres - CODIM) realizou a Mesa de debates: Mulheres, Saúde e Câncer, atividade integrante da Agenda da Mulher do mês de março, que aconteceu no Auditório (2º andar) do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), Av. Marquês de Paraná, 303, Centro, RJ. A mesa contou com a palestrante Pérola Giron (Psicóloga clínica e enfermeira oncologista pela residência multiprofissional – UFF e da Atualização Cuidados Paliativos – INCA) que discorreu sobre a sua experiência profissional com mulheres em tratamento de câncer. Para ela, a dificuldade financeira e a falta de apoio dos familiares dificultam o recebimento do tratamento em tempo hábil. Pontuou a necessidade da criação de políticas públicas que contemplem as demandas das enfermas mais vulneráveis economicamente. A segunda palestrante, Maria Gabriela Ribeiro Portella (Psicóloga hospitalar e Mestre em Saúde Coletiva), expôs os estudos e resultados obtidos da sua dissertação de mestrado. A  pesquisa revelou que o “cuidado”, por ser entendido pela sociedade como pertencente exclusivamente ao gênero feminino por questões culturais, influencia desfavoravelmente no tratamento psicológico de mulheres em diagnóstico de câncer de mama. Já a Prof.ª Lucíola Rangel de Luca (Faculdade de Odontologia da UFF e coordenadora do Projeto de Extensão “Cinderela”) expôs o trabalho realizado com mulheres com câncer, cuja autoestima encontra-se afetada em consequência dos agressivos tratamentos. A ação, que conta com o auxílio de bolsistas de extensão e voluntariados, busca acolher essas mulheres, orientá-las sobre a importância da prevenção da saúde bucal e auxiliá-las na reconstrução da autoestima. A próxima ação da Agenda do Mês da Mulher “Debates: Lei Maria da Penha e o contexto escolar” acontecerá no dia 27 de março, de 13h as 18h, no Memorial Roberto Silveira, Caminho Niemeyer, Centro, Niterói (RJ). Link da Agenda Mês da Mulher completa: http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/mes-mulher19.pdf
Café Cultural do Departamento de Psiquiatria e Saúde MentalO Café Cultural do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental surgiu como uma atividade de ensino/extensão inicialmente planejada para nossos alunos do Curso de Pós Graduação em Psiquiatria e da graduação em medicina. A leitura literária nos transporta para o lugar do outro, seja ele o autor ou o personagem; era um modo prático de treinar empatia. A interseção entre literatura e medicina não é nova e encontra-se na característica humanista de ambas. Mas nosso público atual não é só médico; todos são bem-vindos! O Café traz sempre textos de autores clássicos da literatura brasileira apresentados por nossos convidados  e em seguida, discutidos por todos.Venha tomar um café conosco!
Empreendedorismo: alunos da UFF são destaque na Revista ForbesCom um mercado de médicos no Brasil girando em torno de 650 mil, entre profissionais formados e estudantes, três egressos do curso de Medicina da UFF, que também participavam do programa “Minor em Empreendedorismo e Inovação”, ganharam destaque na edição de janeiro da Revista Forbes. O periódico publicou artigos sobre os empreendedores brasileiros mais influentes com idade abaixo de 30 anos. Os ex-alunos Pedro Gemal Lanzieri, Bruno Lagoeiro e Eduardo Moura criaram o Whitebook, uma plataforma de apoio à tomada de decisão médica. O motivo do destaque do aplicativo, criado pela empresa PEBmed se deve ao fato de ele não só ter se tornado uma ferramenta amplamente utilizada em todo país, como também em diversos países da Europa, África e América Latina. De acordo com Pedro - aluno da edição 2017 do Minor -, a ideia surgiu da necessidade que os médicos tinham de acessar textos técnicos da área - que permitem ao profissional aplicar um determinado procedimento ou identificar o tratamento ou a cura de uma doença - durante as aulas de Semiologia do curso de graduação em Medicina da UFF. Segundo o professor e coordenador do curso de Empreendedorismo e Inovação Gabriel Marcuzzo do Canto Cavalheiro, a PEBmed já existia antes da participação do Pedro Lanzieri no Minor, um curso gratuito de formação complementar semipresencial, com duração de um ano, que serviu para complementar a formação do novo empresário com um conjunto de ferramentas de gestão que apoiaram a estruturação do novo negócio. Marcuzzo ressalta que, além de disponibilizar um ferramental de gestão alinhado às melhores práticas internacionais para a estruturação de novos negócios, a iniciativa também oferece um ambiente interdisciplinar, no qual alunos de diversas graduações e campi da UFF interagem em grupos para a realização de um plano de negócios dirigido a um novo empreendimento. Durante as sete disciplinas do curso, os estudantes incorporam novos elementos ao plano de negócios que será apresentado para uma banca externa na formatura do programa. “O acesso ao programa é realizado por meio de processo seletivo organizado pela Coordenação de Seleção Acadêmica (Coseac) ao final do segundo semestre”, esclarece. Estímulo aos novos alunos Para o coordenador, a sociedade passa por um processo de transformação digital com profundos impactos em diversas dimensões. “Nesse período é possível observar que grandes empresas de base digital vêm surgindo, criando e agregando muito valor. Dessa forma, esse fenômeno iniciado no Vale do Silício, Califórnia, se tornou mundial”, enfatiza. Esse processo, segundo ele, criou as condições para a criação da PEBmed, assim como outras startups que surgiram do ecossistema empreendedor da UFF, em Niterói, tais como a Edools (vencedora do Startup Awards e considerada a melhor startup brasileira de 2018), Displace, Cuponeria, Wpensar, entre outras. Nesse contexto, essas novas empresas poderão ter um impacto similar às gigantes da tecnologia do Estados Unidos, como a Google, Apple e Facebook, pois despertam o senso de urgência para o empreendedorismo e fornecem referenciais de crescimento para alunos brasileiros. Para Marcuzzo, o município de Niterói - por contar com a UFF e outras universidades - é um dos locais do Brasil mais propícios para a criação de startups.   Geração de empregos e royalties e o Observatório Digital O Departamento de Empreendedorismo e Gestão também oferece uma graduação em Processos Gerenciais com ênfase em Empreendedorismo, assim como um MBA em Gestão Empreendedora, e empregam diversos egressos da UFF. Seus eventos são frequentados por fundadores das startups brasileiras, alunos de graduação e estagiários. Além disso, vale destacar que nos últimos anos diversos docentes da universidade depositaram pedidos de patentes por meio da Incubadora de Empresas da UFF (Agir) e, futuramente, poderão gerar royalties para a instituição através do licenciamento de novas tecnologias. Somando-se às iniciativas acima, Marcuzzo ressalta a criação de um grupo de pesquisa dedicado a questões relacionadas ao impacto da transformação digital sobre novos negócios, com foco especial no ecossistema empreendedor da UFF, o Observatório Digital. “ Eu sou o coordenador do grupo que também inclui outros docentes do departamento de empreendedorismo, professores externos e empreendedores digitais. O objetivo do Observatório Digital é produzir pesquisa de alto impacto na área em âmbito internacional”, explica. Atendimento ao público O departamento está em fase de implantação do Escritório de Atendimento ao Empreendedor (EAE). O projeto - financiado por Emenda Parlamentar da bancada de Deputados Federais do Rio de Janeiro - tem por objetivo implementar uma nova interface entre a UFF e a sociedade através da criação de um escritório de atendimento para suporte ao microempreendedor individual (MEI) no Campus do Valonguinho. A iniciativa é motivada pela crescente dificuldade encontrada pelos pequenos empresários para atender às exigências administrativas decorrentes da obtenção de um CNPJ.  Segundo o coordenador, o projeto, que deve iniciar seus serviços em abril de 2019, poderá ser um piloto para algo já bastante comum em universidades dos EUA e Europa, chamado Centro de Empreendedorismo ou Entrepreneurship Center, onde os próprios estudantes de graduação prestam atendimento ao MEI. Na entrevista a seguir, o ex-aluno da UFF Bruno Lagoeiro, CEO e cofundador da PEBMed divide sua experiência com aqueles que  pensam em abrir o seu próprio negócio: A PEBMED surgiu antes de vocês concluírem o curso de empreendedorismo, mas no que ele realmente pode auxiliar no posterior desenvolvimento da empresa ou do produto criado? O curso de empreendedorismo foi uma oportunidade que surgiu após a criação do produto e da empresa, mas que colaborou para aplicação das melhores práticas de gestão de pessoas e recursos, bem como para propagação dos conceitos de ágil, design thinking (uma forma de pensar que ajuda a resolver diversos problemas de todos os tipos e pode ser usado para qualquer área) e metodologias lean (criada pela Toyota para melhorar a eficiência e combater o desperdício) no desenvolvimento de um produto. Havia a necessidade da classe médica e de outros profissionais de saúde acessarem informações técnicas com mais agilidade e confiabilidade. Essa foi a principal razão para o criação do Whitebook? O profissional de saúde (médico ou estudante de medicina), durante sua rotina diária, precisa tomar decisões, diagnósticas ou terapêutica, sobre a conduta de um paciente que não dependem unicamente do conhecimento teórico. Este é um dos momentos mais críticos do seu dia a dia e um ponto fundamental para a ideia se criar o aplicativo. Muitas vezes, a insegurança, a variedade de apresentações clínicas, ou mesmo os contextos de estrutura hospitalar disponíveis exercem influência sobre as decisões. O Whitebook é o assistente que apóia essa tomada de decisão, trazendo informações, conteúdos, ferramentas, que auxiliam e impactam na qualidade do tratamento. Nosso propósito é melhorar a saúde do Brasil através do apoio  nas decisões médicas. Melhores decisões, melhores condutas. Entre tantos jovens empresários aqui e no mundo, como a Revista Forbes descobriu vocês? Sempre valorizamos a rede de apoio e a construção de sólido networking com outros empreendedores e empresas, com as quais possamos sempre trocar experiências e aprendizados. Em geral esse networking nos leva até esses destaques. Estamos trabalhando também com uma assessoria de imprensa, que nos ajudou na conexão com o repórter e a levar a nossa história para se tornar pauta de interesse público. A boa aceitação do Whitebook está possibilitando bons negócios para a PEBMed? O Whitebook é um dos nossos produtos. O outro é o Portal PEBMed (pebmed.com.br) também com grande destaque. O Whitebook se destaca pela inserção e relevância para a classe no momento de tomada de decisões. Já o Portal PEBMED, por ser uma referência em atualizações. Trabalhamos a cada dia com objetivos audaciosos e que nos levem sempre a um novo patamar. Nessa trajetória, contamos com parcerias de pessoas e empresas que nos auxiliam a chegarmos a essas metas.
Abertas as inscrições para o 3° SescotransAline Bonifácio   O 3° Seminário da Saúde Coletiva sobre a inclusão do tema da saúde das pessoas transgêneros, travestis e intersexo na formação médica (Sescotrans) acontecerá dia 15 de março, às 9h30, no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). O objetivo desta edição é discutir a violação dos direitos humanos de transexuais, travestis e pessoas intersexo. A coordenação é da professora do Instituto de Saúde Coletiva Sandra Brignol. A programação completa pode ser consultada em http://isc.sites.uff.br/arquivos/938 As inscrições devem ser realizadas apenas pelo QR Code disponível no banner em anexo. 
Pesquisa da UFF Friburgo relaciona uso de agrotóxicos a obesidade e diabetesPesquisa que estuda possíveis ligações entre agrotóxicos utilizados no Brasil e o desenvolvimento da obesidade e outras doenças relacionadas, como a diabetes, está sendo realizada no Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF). A coordenadora do Laboratório Multiusuário de Cultivo de Células e Tecidos animais (LMCT) do Campus de Nova Friburgo, professora Flora Milton, e o coordenador do curso de graduação em Biomedicina do ISNF, professor Leonardo Mendonça, são os orientadores do estudo. A investigação tem como objetivo avaliar se os agrotóxicos utilizados no Brasil possuem potencial obesogênico, ou seja, se podem induzir o acúmulo de gorduras no organismo. Os pesquisadores selecionaram 10 agrotóxicos que têm seu uso registrado no país, de classes químicas variadas para maior abrangência e veracidade nos resultados. O estudo foi dividido em duas etapas. A primeira, coordenada pela professora Flora, está sendo realizada agora, e trata-se das aplicações do produto e avaliações em cultivos de células. Já a segunda etapa, comandado pelo professor Leonardo, concerne os testes em camundongos. No entanto, por preocupações éticas, a equipe optou por diminuir o uso dos animais na pesquisa, e considerou a necessidade de, primeiramente, entenderem o funcionamento de todo o mecanismo molecular do que vêm verificando para somente, em seguida, fazer uma avaliação mais global através dos animais. O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008. O glifosato, herbicida mais utilizado no país, é altamente conhecido por sua controvérsia. Listado inúmeras vezes como agente cancerígeno, o composto é também amplamente defendido por ruralistas e alguns especialistas pró-agrotóxicos. Além desse herbicida, muitas outras substâncias utilizadas no Brasil como defensivos agrícolas são proibidas na Europa e nos EUA, como o fungicida Tiram, que foi retirado do mercado dos Estados Unidos devido a sua associação com mutações genéticas e problemas endócrinos e reprodutivos, e o herbicida Lactofen, proibido na União Europeia desde 2007. Flora expõe o papel de uma pesquisa do gênero para nosso país, “O fato do Brasil ser o maior consumidor de agrotóxicos no mundo foi fundamental na nossa escolha do objeto. Precisamos estudar e mostrar os nossos resultados, para sermos levados em consideração até na regulamentação de novos produtos. Para podermos argumentar através de estudos e provas de que esses produtos fazem mal a saúde”. Uma das regras utilizadas na escolha desses pesticidas para a  pesquisa foi a aplicação oficial deles na produção nacional. “Um dos critérios utilizados foi o registro no Brasil desses produtos, nós precisamos utilizar as substâncias na forma pura, sem fixadores. Então compramos de uma empresa que comprova essa pureza, para termos a certeza de que é o agrotóxico em si que causa o efeito que estamos verificando. Escolhemos também agrotóxicos de classes químicas diferentes e que são utilizados em maior número de espécies e cultivares. Dessa forma, escolhemos agrotóxicos que têm mais relevância e que podemos, como cidadãos, estarmos expostos”, explica a professora. A obesidade é uma doença multifatorial. Os desreguladores endócrinos - substâncias presentes no ambiente que podem interferir no metabolismo endócrino - por exemplo, possuem papel importante no desenvolvimento da doença, como destaca a professora Flora Milton. “Esses desreguladores endócrinos são fatores considerados contribuintes no desenvolvimento da obesidade, tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto pela Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Existem comprovações de que esses desreguladores contribuem como fatores externos no desenvolvimento da obesidade e da diabetes. E o que estamos investigando é se os agrotóxicos podem atuar nesses mecanismos. Encontramos o indício de que sim, temos um resultado de que o agrotóxico está induzindo o acúmulo lipídico em célula, nosso próximo passo é avaliar isso em animais”, explica. O professor de Bioengenharia da Universidade da Califórnia e criador do termo obesogênico, doutor Bruce Blumberg, é colaborador do projeto de pesquisa. Quando esteve na Universidade de Brasília para o I Simpósio de Farmacologia do Distrito Federal, que aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro de 2018, ele teve acesso aos resultados da pesquisa desenvolvida pelos docentes da UFF e considerou-os de extrema relevância. O professor Blumberg estuda os desreguladores endócrinos e os seus efeitos, os danos causados no DNA  e se esses danos são hereditários. “O que não conseguimos fazer por aqui estamos buscando nessa colaboração com o cientista americano. A parceria está nos rendendo bons frutos”, ressalta Flora Milton. A pesquisa é também uma parceria da UFF com a Universidade de Brasília (UnB). A UnB é colaboradora financeira do estudo, assim como fornecedora de materiais e de espaço para a realização de alguns testes específicos, como a PCR em tempo real. Este exame, que permite a visualização do DNA e a identificação da presença de patógenos na amostra, é utilizado para avaliação da expressão de genes relacionados à adipogênese, obesidade e resistência à insulina tanto em células quanto em animais.  Flora conclui apresentando os objetivos temporais do estudo. “A curto prazo esperamos identificar o potencial adipogênico dos agrotóxicos através do estudo em cultura de células. A médio prazo, avaliaremos se o potencial observado nas células também pode ser observado em camundongos. Os animais representam organismos mais complexos, onde outros fatores com certeza irão interagir com os agrotóxicos. E a longo prazo esperamos estabelecer uma relação do que foi observado no laboratório com os seres humanos”.
INFES realizou o I Fórum de Ciência e SaúdeFoi realizado, entre os dias 06 a 08 de novembro de 2018, o I Fórum de Ciência e Saúde do Noroeste Fluminense no INFES/UFF, localizado em Santo Antônio de Pádua/RJ, que se constituiu numa ação de extensão no campo da Biossegurança, em parceria com a Fiocruz/IOC. O tema foi ampliado para questões emergenciais da saúde e da saúde do trabalhador. Dentre as atividades, houve o IV Workshop sobre Biossegurança e também foram articuladas novas parcerias com IFF/Campus Pádua, Secretaria de Saúde de Santo Antônio de Pádua, SENAI, CEREST/Itaperuna, dentre outras. Durante a oficina sobre saúde do trabalhador, foram divulgadas as atividades do GETRAS (Grupo de Estudos sobre Trabalho, Saúde e o Ambiente), vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva da UFF.
I Encontro “Narrativas da saúde, da memória e dos afetos: entrelaçamentos midiáticos e geracionais”No dia 26 de novembro, das 9h às 19h, acontece o I Encontro “Narrativas da saúde, da memória e dos afetos: entrelaçamentos midiáticos e geracionais”, organizado pelo PPGMC. A proposta do Encontro é abordar temas importantes para a atualidade, mas que não têm ganhado tanto destaque na mídia. O evento ocorrerá na sala Interartes, do IACS (manhã) e na sala do PPGMC no IACS II (tarde). Visite o site para saber mais sobre a programação do evento. Inscreva-se para participar.
ISC- UFF e Secretaria de Educação de Niterói promovem 2º seminário sobre educação e políticas públicasAline Bonifácio Estarão abertas a partir de 22 de novembro as inscrições para o "2° Seminário Anual de Avaliação do Programa Transdiciplinar de Educação Integral e Fortalecimento de Políticas Públicas". O evento faz parte das ações desenvolvidas pelo programa de extensão Tear UFF Educação e será realizado em 30 de novembro, na Casa do Conhecimento, em Niterói. O objetivo do seminário é discutir e ampliar as principais ações de extensão realizadas pela parceria do Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Niterói. Tendo por base a identificação das principais demandas da área da educação no município, o evento trará para o debate coletivo especialistas em educação e casos de experiências bem-sucedidas geradas pela parceria. Há 110 vagas disponíveis e os interessados devem realizar a inscrição pelo site www.extensao.uff.br/inscricao  
UFF realiza simpósio internacional em Rio das OstrasFoi realizado no dia 25 de outubro o ”I Simpósio Internacional de Biossegurança da UFF em Rio das Ostras”, evento de extensão coordenado pela professora Sandra Chaves, do Instituto de Humanidades e Saúde (UFF – Rio das Ostras/RJ). O evento, vinculado ao Programa de Extensão "Sensibilização e Capacitação em Biossegurança da UFF”, teve como objetivo ampliar as discussões acerca da biossegurança no contexto atual, contemplando a saúde, o meio ambiente, os riscos ocupacionais e as implicações para a saúde humana.  
Abertas inscrições para o Seminário Internacional Reformas Sanitárias Italiana e BrasileiraAline Bonifácio Estão abertas até 28 de novembro as inscrições para o “Seminário Internacional Reformas Sanitárias Italiana e Brasileira: trajetórias e perspectivas”. O evento está sendo promovido pela Associação Brasileira Rede Unida em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal Fluminense (ISC-UFF), e outras instituições. O objetivo é discutir as variadas experiências de reformulação normativa e institucional no campo da assistência à saúde dos cidadãos, cujo ponto principal foi viabilizar o direito ao acesso universal aos serviços. Dentre essas experiências foi a reforma italiana que mais fortemente marcou e inspirou o movimento da Reforma Sanitária no Brasil. De acordo com o coordenador nacional da Rede Unida e professor do ISC-UFF, Túlio Franco, a melhor forma de homenagear esses processos é promover o intercâmbio entre Brasil e Itália sob a forma de debate. “É uma forma de persistir no ideário generoso das reformas e, ao mesmo tempo, avançar nas suas formulações, como modo de fortalecer o seu ideário”, explicou. A programação completa pode ser consultada no anexo da matéria. Os interessados deverão se inscrever no site https://bit.ly/2OxwHSB
UFF oferece ao público programa voltado à qualidade de vida do idosoEm meio a um contingente populacional no país de quase 208 milhões de pessoas, os idosos somam 30 milhões. Mesmo assim, quase não os vemos. Com seus cabelos brancos, passos lentos e olhares demorados para o horizonte, eles passam muitas vezes despercebidos, desafiando nosso modo de viver, baseado no cultivo de uma juventude eterna e em uma hiperaceleração do tempo. Na contramão dessa tendência, o Projeto de Extensão UFF Espaço Avançado (Uffespa) há vinte e quatro anos vem buscando estimular um protagonismo desses cidadãos no contexto social ao promover processos participativos de reflexão e trocas de experiência. Diariamente circulam nas oficinas e nos projetos oferecidos pelo espaço, localizado no Campus do Gragoatá, entre 30 e 50 idosos, moradores de Niterói e cidades vizinhas. No total, são mais de 160 inscritos. De acordo com a coordenadora do Uffespa, Maria Carmen Alvarenga, “se queremos trabalhar a cidadania, a metodologia tem que ser a da participação e decisão com relação aos projetos. Por cidadania, entendemos a possibilidade de exercitar direitos e deveres socialmente. Aqui os idosos oferecem oficinas, participam delas e decidem em assembleia suas demandas”. Na oficina de teatro, por exemplo, espaço em que podem participar de algumas peças construídas por suas histórias de vida, bem como desenvolver a expressão, percepção e concentração, risos se alternam com marcações de cena. O clima é de leveza e descontração. Giba Maria, de 83 anos, muito sorridente, é uma das participantes do grupo e que se destaca na hora da cantoria. Enquanto seus braços se abrem no meio do palco, balançando com graciosidade de um lado para o outro, seus olhos se iluminam e uma voz muito afinada embala o coro: “Edgar chorou/Quando viu a Rosa/Gingando toda prosa/Numa linda baiana/Que ele não deu/Coitado do Edgar”.   Ao final, ela é aplaudida por todos. “Musa das musas”, um de seus colegas exclama! E Giba sai de cena agradecendo cada um dos olhares: “minha vida mudou muito. Hoje sou sozinha, mas gosto de cantar. Sou alegre e gosto muito de vir para cá”, comenta. Também frequentadora do espaço, Mara Rúbia, de 61 anos, é entusiasta da oficina teatral. Para ela, esse é um momento na sua rotina – e também na sua vida – em que se dedica a realizar um sonho: “Trabalhei fora desde os catorze anos. Minha vida inteira foi assim. Mas sempre fui louca para fazer teatro. Quando me falaram daqui, vim e adorei. O pessoal é maravilhoso. As ‘menininhas’ são animadas. Faço o que gosto e as apresentações são ótimas! Quem sabe um dia uma emissora grande não me chama?!”. Além do teatro, o Uffespa oferece outras oficinas, como a de memória cognitiva e social, dança de salão, ioga, Tai chi chuan e psicologia, assim como acesso a consultas e atendimentos com enfermeiros. A coordenadora Maria Carmen explica que o espaço agrega projetos ligados a vários setores da universidade, como enfermagem, psicologia, serviço social, educação física, entre outros. Segundo ela, “cada atividade oferecida possui um projeto por trás”. Além das oficinas, os idosos participam de encontros temáticos, com profissionais de diferentes áreas, nos quais são exibidos filmes, realizadas palestras e rodas de conversa. Maria Carmen destaca que esses espaços de convivência têm como diferencial a troca de saberes a partir do que é produzido na UFF, das suas pesquisas, o que gera um impacto muito grande no usuário. Segundo ela, “eles adoecem menos, a solidão é amenizada. Eles ficam mais informados, passando a debater saúde, política, atualidades”. De uma forma geral, explica a coordenadora, ao participarem das atividades, “eles se abrem para outros temas que não somente o envelhecimento e doenças. O diálogo com a família fica diferente, mais fácil. Há muitos casos de transformação, de melhorias”. Um exemplo é Maria Adelaide Martoran, de 68 anos, que possui uma neuropatia degenerativa. Frequentadora do Uffespa há sete anos, ela conta que recebe muita força e ajuda das pessoas: “aqui me levam até o ônibus, fazem coisas para mim. Teve até uma vez que fizeram minha festa de aniversário e me botaram para dançar”. Marlene Peixoto, de 70 anos, é outro exemplo. Participante de várias oficinas, entre elas a de teatro e memória, Marlene ressalta a importância para a sua vida desse espaço, onde se encontra com muitas pessoas. Segundo ela, “aqui interagimos bastante. Não tem tempo para ter depressão”. Todas essas mudanças, no entanto, têm ocorrido ao longo dos últimos vinte e quatro anos no espaço privilegiado do Uffespa. Para a coordenadora, a contribuição do programa na transformação do envelhecimento em um tema prioritário na agenda pública contrasta com a realidade da política e da sociedade. Segundo ela, “apesar de constatarmos mudanças nesse cenário, o tema do envelhecimento não tem prevalência. As políticas na direção dos idosos têm se resumido a ações que assegurem gratuidade, meia-entrada, atendimento preferencial. Precisamos de uma atenção governamental mais específica”. Além disso, comenta ela, o olhar das pessoas com relação ao idoso ainda é muito preconceituoso: “há uma tendência de vê-lo como chato, rabugento ou como alguém ‘bonzinho’, mas ele sempre foi um ser humano. Talvez agora com algumas características mais acentuadas. Aqui ele é apenas e simplesmente uma pessoa envelhecida”. A empolgação das turmas durante as oficinas não deixa dúvidas. Sem estereótipos e com alegria, eles continuam a decidir sobre suas vidas. Informações e Contatos Avenida Professor Marcos Waldemar de Freitas s/n Campus do Gragoatá, Bloco E - salão térreo segunda a sexta, de 13:30 às 17h Tel.: (21) 2629-2715 Email: uffespa@vm.uff.br    
UFF descobre substâncias promissoras para o tratamento da doença de ChagasPesquisadores do Instituto de Biologia da UFF dão mais um passo nas pesquisas sobre o tratamento da doença de Chagas, uma doença considerada como negligenciada, propagada pelo inseto conhecido como barbeiro. A novidade fica por conta dos testes com a quinidina, fármaco já utilizado para tratar a malária. O Chefe do Laboratório de Interação Celular e Molecular (Licem), professor Saulo Cabral Bourguignon, deu início em 2002 a sua linha de pesquisa na busca por compostos tripanocidas, ou seja, capazes de eliminar o Trypanosoma cruzi. “A doença de Chagas afeta as camadas mais pobres da população e recebe investimento irrisório da indústria farmacêutica, principalmente quando comparado com o investimento em HIV, malária e tuberculose. Dessa forma, essa tarefa sobra para as setores públicos, que infelizmente não possuem recursos suficientes para investir”, ressalta. A pesquisa atual, que conta com a participação do recém-doutor pela UFF, Guilherme Curty Lechuga, é desenvolvida em parceria com o Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e possibilitou recentemente a publicação conjunta de um artigo na revista americana PLoS Neglected Tropical Diseases (Doenças Tropicais Negligenciadas), que possui um alto fator de impacto no meio científico. No artigo, os pesquisadores mostram que o fármaco antimalárico conhecido como quinidina inibe a cristalização do heme em hemozoína e pode impedir a transmissão do parasito pelo vetor. “Após a picada do barbeiro no ser humano, o parasito que se encontra nas fezes do inseto necessita digerir a hemoglobina do sangue ingerido e, como subproduto dessa digestão, produz uma molécula tóxica (heme), que é cristalizada para não causar danos ao parasito. O principal mecanismo de ação da quinidina é a ligação ao heme, que impede a formação do cristal, levando-o à morte. Após o tratamento com a quinidina, observamos uma redução significativa na contagem total do T. cruzi no barbeiro. Os resultados são bastante promissores”, afirma Guilherme. A publicação amplia também o debate sobre doenças que afetam parte da população que se encontra em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto, o professor Saulo ressalta a importância de se pesquisar substâncias que possam tratar mais de uma doença considerada negligenciada. “Tratar com uma mesma substância duas doenças como a malária e a doença de Chagas é o que preconiza a Organização Mundial de Saúde, por reduzir os gastos com pesquisa e o tempo para aprovação do fármaco”, destaca o professor. Os resultados dessa e de outras pesquisas auxiliam não só na criação de medidas preventivas mais eficazes, mas também no desenvolvimento de novos medicamentos ou de substâncias já usadas para tratar outra enfermidade, estratégia conhecida como reposicionamento de fármaco. De acordo com Saulo, medicamentos com efeitos colaterais pesados, como náuseas, dores de cabeça e vômitos, fazem com que os pacientes interrompam o tratamento. “É o que acontece atualmente com o benzonidazol, o único medicamento que temos no Brasil para tratamento da doença de Chagas. Daí a importância de se usar substâncias como a quinidina, cujos efeitos colaterais, já conhecidos, são menos danosos ao organismo”. A pesquisa na UFF Além de diversos artigos publicados em revistas internacionais e trabalhos apresentados em congressos científicos, o trabalho dos pesquisadores já resultou em dois pedidos de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O primeiro teve origem quando o professor Saulo, na busca por compostos tripanocidas, recebeu a colaboração do professor do Instituto de Química, Vitor Francisco Ferreira. “Através dessa parceria, testamos muitos compostos derivados da lapachona, que é extraída da casca dos ipês. Em 2004, descobrimos uma substância denominada epoxi-alfa-lapachona, com alta atividade contra os tripanossomas e baixa citotoxidade para as células dos mamíferos, ou seja, uma ótima candidata para ser utilizada contra a doença de Chagas”, explica Saulo. O segundo pedido de patente se refere à pesquisa realizada pelo doutor Guilherme Lechuga durante a realização da sua tese de doutorado, orientada pelo professor Saulo Bourguignon, em parceria com o grupo de síntese orgânica coordenado pela professora do Instituto de Química, Alice Bernardino. Na ocasião, eles investigavam a ação de moléculas pertencentes à classe das quinolinas, conhecidas por sua ação antimalárica. “Nosso grupo descobriu, em 2013, outro composto da família das quinolinas com alta atividade tripanomicida”, relata o recém-doutor Guilherme Lechuga. Além disso, os resultados obtidos no mestrado quanto à ação das quinolinas contra o agente causador da doença de Chagas levaram à publicação de um artigo na International Journal for Parasitology: Drugs and Drug Resistance, que possui fator de impacto 4.809 por seu alto número de citações entre a comunidade científica. Guilherme faz questão de ressaltar que na contramão do descaso com a universidade pública e da constante luta por investimento, a pesquisa na UFF ganha ainda mais importância e resolutividade quando reúne num só trabalho diferentes disciplinas e cursos, promovendo a interlocução e a interdisciplinaridade acadêmica. “O conhecimento produzido mostra que a colaboração entre diversos grupos e instituições é necessária e fortalece a ciência brasileira, principalmente neste momento da economia nacional, onde o governo realiza cortes de recursos e de repasse de verbas para a pesquisa, prejudicando o avanço da ciência e a produção de novas descobertas”, analisa. Brasil: aumento nas notificações de casos de malária e doença de Chagas A maioria dos casos de malária e de doença de Chagas no território brasileiro, segundo o Ministério da Saúde (MS), se concentra na região amazônica. Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, de Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins lideram em número de notificações. Ao contrário do que muitos pensam, a picada do barbeiro não transmite a enfermidade, que se dá em função das fezes contaminadas do inseto, que ao chupar uma grande quantidade de sangue, defeca próximo ao local onde se alimenta. Após coçar a pele, a pessoa faz com que o parasita penetre a mucosa e se espalhe pela corrente sanguínea, tornando-se também um hospedeiro da doença. “A doença de Chagas é transmitida pelas fezes do barbeiro e a transmissão vetorial geralmente ocorre em locais com casas de pau a pique. No entanto, existem outros mecanismos, como o oral, que tem ganhado importância por conta do aumento de casos de transmissão por cana de açúcar e açaí. O barbeiro defeca no fruto, ele é triturado e quem o ingere se contamina. Outra forma de transmissão que tem ganhado destaque, sobretudo na Europa, se dá através de transfusão de sangue ou transplantes realizados sem o teste prévio”, esclarece o biomédico. De acordo com Saulo, professor de Biologia Celular e Molecular, Carlos Chagas (1879-1934) não só identificou a doença em 1909, que recebeu o seu nome, como também identificou seu agente etiológico - Trypanossoma cruzi - e o vetor de transmissão da doença (barbeiro). O feito é um marco para a ciência brasileira e está nas bases da medicina tropical. Passado mais de um século, a doença de Chagas, que ainda hoje não possui um medicamento eficaz, devido a baixa quantidade de recursos financeiros investidos nessa enfermidade. A universidade pública, segundos os pesquisadores, tem um papel fundamental no desenvolvimento de estudos que tenham essas doenças negligenciadas como objeto, pois elas acabam por não despertar o interesse da indústria farmacêutica. “A pesquisa na universidade tem como objetivo também atender demandas das camadas mais pobres, que não são contempladas por indústrias que visam apenas o lucro. Nosso compromisso com o desenvolvimento científico é, sobretudo, social. Estamos trilhando esse caminho aqui na UFF”, conclui Guilherme.
UFF amplia e moderniza espaço voltado para a saúde integral do servidorO reconhecimento do valor e a preocupação da UFF com o bem-estar de seus servidores se evidencia em ações como a recente reinauguração do espaço de atendimento médico da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (Casq). No último dia 16 de agosto, ocorreu, no saguão da reitoria, o evento de reinauguração das novas instalações. “Essa iniciativa consolida as políticas de prevenção de doenças e promoção da saúde na universidade, além de integrar as diversas áreas de atendimento. Certamente, no momento atual vivido pelas universidades públicas, não é trivial gerar condições operacionais e financeiras para uma reestruturação dessa natureza. Porém, essa é mais uma das decisões estratégicas tomadas com o objetivo de priorizar nosso corpo de funcionários, focando em suas necessidades, desejos e também responsabilidades”, destaca o atual vice-reitor e reitor eleito para o próximo quadriênio, Antonio Claudio da Nóbrega. Criado nos anos 80 e vinculado à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), o espaço de atenção à saúde do servidor oferece atualmente as especialidades de clínica médica, pediatria, cardiologia, geriatria, ginecologia, gastroenterologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, dermatologia, clínica nutricional, odontologia, ortopedia, fonoaudiología, fisioterapia, terapia ocupacional, ayurveda, acupuntura e shiatsu, além de atendimento psicológico. Segundo Antônio Cláudio, que também é médico, a integração de todos os atendimentos num único espaço é extremamente positiva: “Hoje estamos voltados para uma visão mais integrada do indivíduo, em que as pessoas buscam a saúde em sentido mais amplo, ou seja, o bem-estar físico e psicossocial. Essa abordagem tem o intuito de criar as condições necessárias para que os trabalhadores de fato se sintam motivados, gerando assim um retorno para a universidade. Isso cria um ciclo virtuoso de comprometimento e realização”, explica. Todas as especialidades ofertadas são destinadas aos servidores ativos, aposentados, dependentes que constem no assentamento funcional do servidor, alunos bolsistas, estudantes que vivem na Moradia Estudantil e intercambistas. “O atendimento é amplo e irrestrito, contemplando todos os servidores da UFF, inclusive dos campi no interior”, ressalta a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mariana Cristina Monteiro Milani. Já a médica da equipe, Jurema Nunes Mello, reafirma que a união dessas diversas áreas médicas tem um efeito comprovadamente benéfico: “Quando o atendimento é multiprofissional, o especialista não vê um indivíduo seccionado, ele o observa em sua totalidade. Acho excelente a oportunidade dessa troca profissional”. A coordenadora de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (Casq), Fátima de Azevedo Loureiro, enfatiza a importância da reforma: “Uma reestruturação da parte física era necessária, tanto para os pacientes quanto para os servidores que lá trabalham”. Além das melhorias no espaço, ela ressalta que a reestruturação permitiu a expansão das especialidades oferecidas: “Com o aumento do número de salas, foi possível trazermos outros profissionais. Agora temos mais um otorrino e também um ortopedista, que até então não possuíamos na equipe”, comemora. Fátima explica que, além das melhorias já implementadas, como a unificação das recepções com um sistema informatizado de agendamento único, outras melhorias estão em curso: “Estamos em processo de informatização de todos os consultórios para viabilizarmos um prontuário on-line único, que integrará melhor todas as especialidades e estamos planejando também o gerenciamento das listas de espera. Além disso, estudamos formas de movimentar o atendimento e buscamos ferramentas para acelerar tanto a lista de espera da odontologia quanto do atendimento psicológico. Aguardamos também a chegada de um endocrinologista no próximo concurso”. Com todas essas novidades, a expectativa é o aumento da demanda pelos serviços oferecidos. “Atendemos servidores que até possuem plano de saúde, mas preferem se consultar aqui, pois entendem que nossos profissionais oferecem um atendimento diferenciado. É sempre muito gratificante receber esse retorno das pessoas”, revela Jurema Mello. O gerente operacional da Pró-reitoria de Extensão (Proex), Artur Brazão, conta que já se consulta na Casq há alguns anos e considera que a estrutura depois da reforma ficou muito boa. “Depois da reinauguração, já recebi atendimento de otorrino e cardiologista e posso garantir que o doutor Franz e a doutora Fernanda são ótimos médicos. Mesmo com plano de saúde, venho aqui porque a excelência dos profissionais é um diferencial”, destaca. Práticas para a promoção integral da saúde Segundo Fátima, a reforma possibilitou a criação de um espaço dedicado a tratamentos alternativos: “Disponibilizamos uma sala para atendimentos de outros profissionais de saúde e práticas alternativas. Teremos também shiatsu, reiki e acupuntura. Ainda estamos organizando a agenda desses atendimentos, mas já temos o local reservado”, informa. Para o clínico geral e responsável pelas aulas de yoga e atendimento de ayurveda, Leon Claude Sidi, fatores alimentares, ambientais, hereditários e até emocionais acabam por desencadear ansiedade, insônia, dores crônicas, obesidade, compulsões alimentares, hipertensão, depressão e tantas outras aflições. “Utilizando técnicas e conhecimentos milenares, podemos re-equilibrar e harmonizar nosso corpo e mente, seja através de agulhas, ervas, dieta, posturas ou respiração”, ressalta o médico. A servidora Maria Teresa Souto, que participa das atividades de yoga e se consulta com o doutor Leon há 4 anos, explica que a prática foi um divisor de águas em sua vida. Para ela, a yoga é uma terapia muito importante, tanto para o corpo quanto para a mente: “Vejo um impacto positivo na minha autoestima, autoconhecimento e no relacionamento com as pessoas, inclusive no trabalho. Com a alimentação da ayurveda, perdi 10 kg e passei a ter uma consciência melhor de como me alimentar de forma saudável”, destaca, lembrando também o efeito positivo para o ambiente profissional: “Ter à disposição um serviço eficaz e sem custo como esse melhora também a eficiência no trabalho. Ao sermos valorizados pela instituição, com certeza trabalhamos melhor”, acrescenta. O clínico reforça a opinião da funcionária e destaca a importância das diversas práticas alternativas que a UFF disponibiliza gratuitamente aos servidores. “Certamente essa é uma iniciativa pioneira, introduzida há anos, que agora estamos vendo ser também abraçada pelo Ministério da Saúde, ao incluir essas práticas integrativas no âmbito do SUS”, reforça Leon. Atendimento psicológico O atendimento psicoterápico oferecido ao público pela Casq é contínuo, realizado semanalmente, sempre no mesmo dia e hora, podendo ser individual, de casal ou em família. A seção psicossocial é composta por onze psicólogos, um assistente social e uma técnica em assuntos educacionais e os interessados no serviço devem entrar em uma fila de espera para o atendimento. De acordo com a chefe da seção, Fernanda Pessanha, “cada profissional tem a liberdade de trabalhar com a linha que quiser. As principais são a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental e a terapia sistêmica”. De acordo com Fernanda, o atendimento psicológico ao servidor faz parte do cuidado integral à saúde. Para ela, saúde deve ser entendida como potência de vida para o enfrentamento de seus desafios em todas as suas dimensões. “O trabalho é uma destas dimensões e não está separado das outras. O processo terapêutico busca trabalhar os conteúdos internos do servidor, que ao compreender melhor a si mesmo e desenvolver recursos para lidar com seu sofrimento, consegue adotar novas posturas em relação à vida, tanto no âmbito pessoal como profissional”. A servidora aposentada Lena Mendes, que é atendida pelo serviço já há alguns anos, destaca que o atendimento psicológico é feito por profissionais altamente qualificados. “Fui atendida em um primeiro momento quando passava por uma situação dificílima no meu ambiente de trabalho e que me deixou muito fragilizada emocionalmente. Recebi o encaminhamento para a terapia e as sessões me ajudaram a recuperar o equilíbrio tanto no trabalho quanto junto a minha família”. Um outro serviço diferenciado oferecido pelo setor é a orientação vocacional e profissional, realizada em aproximadamente dez sessões, podendo ocorrer de forma individual ou em grupo. Segundo Fernanda, “o primeiro deles é realizado no momento em que se vai optar por uma carreira. Geralmente é feito por jovens que estão no ensino médio e com dificuldades de escolha profissional”. Já a orientação profissional, ressalta, “é direcionada a pessoas que não estão satisfeitas com seu curso, com sua carreira e querem escolher uma outra”, explica. Segundo as psicólogas responsáveis pelo programa, Berenice Calvo e Joseane Tavares, o objetivo é ajudar as pessoas com as questões do mundo do trabalho, decidir e até mesmo repensar escolhas já realizadas, a fim de elaborar um projeto de vida com satisfação. Berenice informa que as inscrições para o projeto abrem em setembro. As psicólogas explicam que a metodologia utilizada é a psicopedagógica, de forma que a participação ativa do indivíduo nas atividades propostas visa levar a aprendizagem sobre a escolha. “Essa abordagem favorece a percepção de si mesmo, a ampliação do conhecimento sobre os cursos e o mundo do trabalho, através de experiências que levam o indivíduo a explorar alternativas e definir metas para chegar a um processo de escolha”, esclarece Berenice. Para a psicóloga, esse é um trabalho de suma importância no âmbito da universidade, tanto para os servidores que repensam suas carreiras profissionais, quanto para seus dependentes, jovens do ensino médio que sofrem muito com as dúvidas sobre qual carreira seguir, além dos próprios universitários da UFF que já tomaram uma decisão, mas por vários motivos não tiveram a oportunidade de passar por um processo de orientação antes e estão sofrendo com seu curso. “Algumas vezes o processo de orientação vocacional confirma a opção do aluno. Neste caso, ele consegue organizar seu pensamento e entrar em contato de modo mais claro com o porquê de sua decisão e isso faz toda a diferença para o prosseguimento do curso. Este trabalho nos gratifica sobremaneira como profissionais de psicologia”. Serviço: Endereço: Rua Miguel de Frias, 9 (ao lado do Banco do Brasil) - Icaraí - Niterói/RJ Funcionamento: De segunda a sexta, das 08h às 20h. Agendamento de consultas e outras informações sobre o funcionamento exclusivamente pelos telefones: (21) 2629-5278 ou 2629-5279  
PROEX informa nova data de curso Introdução à Saúde do TrabalhadorDevido à greve dos caminhoneiros, ocorrida na semana passada, a última aula do “III Curso de Extensão Introdução à Saúde do Trabalhador” foi transferida para o dia 15/06/2018 (sexta-feira), de 8h as 17h, no prédio nº 2 da Administração (antigo edifício da Matemática), 1º andar (entrada principal).  
Programa de combate ao tabagismo é sucesso no HuapParar de fumar pode parecer, para muitos, impossível. Quem conhece o Programa de Controle e Tratamento de Tabagismo do Huap, no entanto, fica com uma visão diferente. Há mais de 14 anos atendendo pessoas que procuram ajuda para deixar de fumar, o programa - que conta com uma equipe multidisciplinar formada por sete professores, três técnicos administrativos e dez estudantes - já acompanhou mais de mil casos de transformação nos hábitos de vida de pacientes do hospital, estudantes, professores e funcionários da UFF. Segundo a professora Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina, Angela Santos Ferreira Nani, idealizadora e coordenadora do projeto, o paciente que passa por essa transformação recupera muito de sua capacidade física e – não menos importante – também sua autoestima. São muitas e diferentes as motivações que levam uma pessoa a procurar ajuda: “Eu vim porque meu marido disse que parece estar beijando um cinzeiro”; “meu neto vai nascer e não vou poder cuidar dele”; “estou me sentindo um E.T., não posso fumar mais em lugar nenhum”; “meu médico falou que já estou com enfisema”. De acordo com a professora, é com base nessas motivações que todo o tratamento é feito: “é preciso ter tempo para ouvir o paciente e não simplesmente informá-lo sobre os prejuízos que o consumo do tabaco ocasiona no organismo”. A triagem inicial dos pacientes para o programa é feita pela assistente social Regina Célia Silva. Uma vez inscritos, eles passam por uma avaliação clínica e são acompanhados por meio de terapia em grupo e da administração de medicamentos, por cerca de três meses. Os encontros acontecem uma vez por semana, durante duas horas. Cada integrante narra um pouco de como está sendo a experiência de parar de fumar, suas angústias, dificuldades e também avanços. Os relatos são entrecortados pela fala de Angela e de Regina, que vão costurando as narrativas com informações e proposições de estratégias para lidar com as “pedras no meio do caminho”. As pequenas e grandes conquistas de cada um são comemoradas pelo grupo, que aplaude os esforços com empolgação. Outra parte importante da dinâmica dos encontros é reservada aos depoimentos de pessoas que passaram pelo programa anteriormente e tiveram sucesso com o tratamento. Trata-se, segundo a professora, de uma motivação a mais. Depois desse período inicial de três meses, os participantes deixam de frequentar semanalmente o hospital e passam a ser assistidos pelos estudantes por meio de contato telefônico, até completarem 12 meses de tratamento. Essa é uma das razões, de acordo com a coordenadora, que explicam o êxito do programa. “Temos um alto índice de sucesso imediato. De vinte pessoas que entram, cerca de 18 param de fumar nesses primeiros meses. O grande problema é que se trata de uma doença crônica e 75% das recaídas acontecem durante o primeiro ano”. O acompanhamento por telefone, nesse sentido, reduz em muito as chances de o paciente voltar a fumar e tem um impacto direto nas taxas de recaída, que, segundo a professora, estão abaixo da média. “De acordo com a literatura mundial, depois de um período de um ano de abstinência inicial, somente 20% das pessoas permanecem sem fumar. No programa, essa taxa está em torno de 50%, o que possivelmente se deve à atuação da equipe multidisciplinar e ao envolvimento dos estudantes”, ressalta. Para o estudante do 11° período de medicina Eduardo Moreno, participante do projeto e monitor do Departamento de Pneumologia do Huap, é preciso ter sensibilidade no momento de contato com o paciente. Alguns continuam sem fumar e outros voltam, por motivos variados. Em algumas ligações, eles precisam de uma atenção especial. “Uma vez, falei com um fumante que disse ter perdido tudo em uma enchente e só tinha sobrado um maço de cigarros. Foi então que disse a ele: ‘volta que a gente tenta de novo’”, relata. Além de Eduardo, participam do projeto dois bolsistas de extensão, três alunos de iniciação científica e quatro do trabalho de campo supervisionado. Outro diferencial é o conhecimento que se tem do perfil do paciente. Além de uma avaliação clínica e realização de exames para checar seu estado de saúde física, é feito um tratamento com base no motivo principal que ele apresenta para deixar de fumar e não somente nos prejuízos relacionados ao seu consumo. “Enquanto a indústria pôde esconder, ela escondeu. Hoje todo mundo sabe dos malefícios causados pelo cigarro. O tabagismo reduz a expectativa de vida de 10 a 15 anos, causa mais de cinquenta enfermidades já descritas, dentre as quais se destacam as cardiovasculares, as do aparelho respiratório e vários tipos de câncer. São mais de cinco mil substâncias tóxicas catalogadas na fumaça do cigarro e passam de 200 mil as mortes por ano devido às doenças relacionadas ao seu consumo, mas não é isso o que faz uma pessoa parar de fumar”, afirma Angela. A pneumologista ressalta que o programa não para de crescer: os esforços agora estão voltados para a extensão desse tratamento a pacientes fumantes internados, que fazem uma abstinência de forma compulsória. Trata-se de uma estratégia ainda pouco comum na maioria dos hospitais do país, mesmo sabendo-se que esse é um momento oportuno para a interrupção do consumo. Contente com as estatísticas relativas à eficácia do projeto e ao seu contínuo avanço no tempo, ela revelou a “motivação principal” para ajudar tantas pessoas: “trabalhei durante vinte anos fazendo endoscopia respiratória e me deparava, com muita frequência, com a enfermidade mais temida por quem consome tabaco: o câncer de pulmão. Eu me perguntava o que é que estava fazendo para ajudar as pessoas a evitar essa doença. Sentia que precisava contribuir”. Às vésperas do Dia Mundial de Luta contra o Tabaco, celebrado no dia 31 de maio, a coordenadora fala em prevenção com naturalidade, numa perspectiva nem sempre comum em nossa cultura médica, e comenta sobre as atividades realizadas na ocasião: “vamos distribuir panfletos e prender cartazes de combate ao tabagismo no hospital e na sala de aula, e também divulgar o programa”. O tema desse ano são as doenças cardiovasculares, cuja incidência é significativamente maior em consumidores de tabaco. Para os interessados em deixar de consumir cigarros, boas razões não faltam. Com tantos recursos disponíveis, como os oferecidos pelo Programa de Controle e Tratamento de Tabagismo no Huap, pode ser muito menos difícil do que se imagina. Serviço: Hospital Universitário Antonio Pedro Av. Marquês do Paraná, 303 - Centro, Niterói - RJ, 24033-900 Ambulatório Novo, Sala 6 Telefone: (21) 2629-9000 Segunda a sexta, de 8 às 12h
“Tenho um mioma, o que fazer?”: explicações, sintomas e tratamentos Miomas são tumores benignos, formados por células musculares, na parede do útero, que podem chegar até a parte externa do órgão. A condição atinge cerca de 80% das mulheres no Brasil, segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Mas, de todos esses casos, raras exceções manifestam os sintomas tradicionais de um mioma, então, muitas mulheres nem sequer sabem que o têm. Em “Tenho mioma, o que fazer?” (Eduff, 2018), os ginecologistas Ricardo Lasmar, Paulo Barrozo e Bernardo Lasmar apresentam informações sobre o mioma uterino, o quadro clínico, opções terapêuticas e tratamentos alternativos – citando as vantagens e desvantagens de cada um. Com uma linguagem simples e clara, o livro é voltado não apenas para o público especializado, mas para aqueles que não têm formação médica. Com o propósito de disseminar e desmitificar as causas, sintomas e tratamentos do mioma, a obra traz imagens, curiosidades e dúvidas frequentes de muitas mulheres a respeito dos miomas. Apesar de grande parte das vítimas permanecerem assintomáticas ao longo da vida, algumas mulheres podem passar por dores e sangramentos vaginais. Em casos mais extremos, os miomas podem chegar a volumes superiores a mil centímetros cúbicos, causando inchaço abdominal, prejudicando ainda mais a saúde e até mesmo a autoestima da mulher.  Com o conhecimento cada vez maior sobre violência obstetra e métodos menos violentos de parto ou até mesmo de exames ginecológicos, é essencial que as mulheres brasileiras saibam mais dessa condição tão comum, mas ainda tão pouco conhecida. Saiba como comprar.
Huap é referência estadual no tratamento de doença ocular infantilAo longo dos últimos 30 anos, o Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) vem realizando um trabalho fundamental de prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas disfunções oculares, como glaucoma e catarata, além de transplantes, cirurgias de retina, estrabismo e plásticas oculares. Mensalmente, cerca de 800 pessoas são atendidas através do SUS. Um dos principais destaques no serviço é o atendimento ao público infantil no tratamento da ambliopia, uma disfunção que impede o desenvolvimento correto de um dos olhos e afeta de 1 a 5% das crianças. A doença ocorre quando áreas do cérebro ligadas à visão favorecem um olho em detrimento de outro, alterando o desenvolvimento neurológico das funções do olho prejudicado. O olho não é desconectado do resto do corpo. Existem várias doenças clínicas ligadas, por exemplo, à dermatologia, pediatria, nefrologia e reumatologia, que necessitam de um acompanhamento oftalmológico”, Luiz Cláudio Lima. De acordo com o professor e responsável pela área de Oftalmopediatria e Estrabismo, Luiz Cláudio Santos de Souza Lima, a doença pode ser classificada em três tipos: a estrábica, que ocorre quando o bebê nasce com um grau de estrabismo suficiente para acarretar em baixa de visão, afetando o desenvolvimento do córtex visual; a anisometrópica, ligada a diferença de grau entre os olhos de crianças afetadas por doenças como miopia e hipermetropia; e a de privação, que pode surgir em um recém nascido em casos de catarata congênita ou má formação na pálpebra, impedindo a chegada de luz ao olho. A equipe responsável pelo atendimento é formada por cinco médicos, oito professores, além de alunos da graduação e residentes e atende não só os moradores do município de Niterói, mas também a população de São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Maricá e Tanguá, além de cidades como Itaperuna, Cabo Frio e Macaé. “A maioria dos pacientes que procuram tratamento são encaminhados ao Huap pela prefeitura de seus municípios. Após uma avaliação, eles passam a fazer um acompanhamento regular. E apesar das limitações orçamentárias dos hospitais públicos, o Huap possui os equipamentos básicos para o atendimento e consegue atingir uma posição de destaque graças à equipe médica e ao bom resultado alcançado pelos residentes no exame nacional de oftalmologia”, explica. Diagnóstico Para Luiz Cláudio, o diagnóstico precoce é fundamental, já que a ambliopia ocorre dentro da janela temporal do desenvolvimento neurológico humano, denominada período crítico, que vai aproximadamente até os 5 anos. “Esse é o momento ideal para o tratamento, quando a criança adquire condições de focalizar imagens. Após essa etapa, o processo é muito mais complexo, porque a capacidade de desenvolvimento é afetada. No atendimento de uma criança com 7 anos, já não conseguimos ter o mesmo êxito que teríamos ao tratá-la com 1 ano de vida”, afirma o médico. Também influenciam na doença fatores hereditários, que alertam ainda mais para a importância de uma descoberta prematura. “Por exemplo, se existe um caso não explicado de problema de vista na família, é preciso fazer uma verificação oftalmológica logo nos primeiros meses de vida do bebê”, ressalta. No Huap, além do teste do olhinho, que detecta previamente casos de catarata e glaucoma congênito, é feito um exame de fundo de olho para garantir a saúde de todo o globo ocular. Segundo o professor, um complicador é o fato de a doença, muitas vezes, não ser visível. “Um estrabismo que aconteceu nos primeiros meses de vida, por exemplo, pode se reverter naturalmente sem intervenção médica, embora a condição amblíope já tenha se dado. Nesse caso, um exame oftalmológico de rotina não detecta nenhuma anormalidade física no globo ocular, mas o paciente continua enfrentando problemas para enxergar com o olho prejudicado”, esclarece. Por isso, o especialista acredita que o papel do oftalmologista é ir mais fundo no caso e procurar a fonte do problema. Tratamento O tratamento da ambliopia consiste em criar condições para o correto desenvolvimento do olho amblíope, variando de acordo com o caso do paciente. Em algumas situações apenas a utilização de óculos é suficiente para o correto desenvolvimento da vista, mas pode ser necessário também o uso de tampões no olho saudável durante algumas horas do dia para estimular o desenvolvimento do órgão prejudicado. “Em casos de glaucoma congênito ou de graves níveis de estrabismo, é necessário que seja feita uma intervenção cirúrgica. O objetivo é que, no fim, o paciente tenha uma diferença mínima de capacidade entre os dois olhos”, explica o professor. Prevenção Luiz Cláudio afirma que todo paciente examinado passa por uma rotina completa oftalmológica. Para ele, é importante também realizar exames neurológicos básicos, porque o olho, como órgão diretamente ligado ao cérebro, pode dar muitas informações sobre o estado do sistema nervoso central. “A região chamada de córtex visual recebe e processa informação do meio ambiente captada pelos olhos. Essa ponte olho-cérebro é importantíssima e dá origem à especialidade denominada neuro-oftalmologia”, destaca o professor. O setor de oftalmologia não trabalha isolado, as ações são integradas às diversas áreas do Huap. “O olho não é desconectado do resto do corpo. Existem várias doenças sistêmicas ligadas, por exemplo, à dermatologia, pediatria, nefrologia e reumatologia, que necessitam de um acompanhamento oftalmológico, já que podem ter início na região ocular. Por isso, quero reforçar que é fundamental que as diversas áreas do hospital atuem conjuntamente. Muita gente não conhece o trabalho que desenvolvemos aqui, portanto, também é nosso dever informar a população”, conclui. Serviço: Serviço de Oftalmologia - Hospital Universitário Antônio Pedro Endereço: Av. Marquês do Paraná, 303 - Prédio Anexo - Centro, Niterói - RJ, 24033-900 Telefone: (21) 2629-9194  
II Simpósio de Deficiência Intelectual e Desenvolvimento Humano da UFF: vida além da escolaTemos o prazer de anunciar que nos dias 23 e 24 de julho de 2018, o Curso de Mestrado em Diversidade e Inclusão (CMPDI) realizará na Faculdade de Economia, Bloco F do Campus do Gragoatá, o II Simpósio de Deficiência Intelectual e Desenvolvimento Humano da UFF:  vida além da escola." O objetivo do evento é construir um espaço de falas, ampliando o olhar para a Deficiência Intelectual nos campos da educação, saúde, acessibilidade e direitos humanos e discutindo alternativas que promovam autonomia. Esse evento faz parte do V Encontro em Diversidade e Inclusão da UFF: reunindo saberes. http://www.uff.br/?q=events/v-encontro-em-diversidade-e-inclusao-da-uff-reunindo-saberes Inscrições através do formulário: https://goo.gl/forms/TAPWX5nHI61KxREr2 Esse encontro contará com o com apoio da Associação Brasileira de Diversidade e Inclusão (ABDIn) e será realizado no Auditório Moacir Carvalho Gama localizado na Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/n - Bloco F, Campus do Gragoatá – Térreo, São Domingos, Niterói – RJ, CEP, 24210-20. Telefones 2629-9692/ 2629-9699. O evento receberá resumos expandidos (5 laudas, Arial, espaço 1,5) até 15/07/2018 -  Modelo no site da UFF em anexo)    Dia 23/07 Tema gerador do dia: O apoio da família no desenvolvimento da autonomia da pessoa com deficiência intelectual. 8h às 8h45 – Credenciamento 8h45 às 9h – Cerimonial 9h às 9h45h – Palestra de abertura: Avaliação e implementação de ensino de habilidades adaptativas à jovens adultos com deficiência intelectual, com Doutoranda Patrícia Zutião – IF Baiano / UFSCar / SIS 9h45 às 10h30 - Palestra: “Deficiência Intelectual: Escola, sociedade e teorias emergenciais”, com Dra. Edicléa Mascarenhas – NEEI/ UERJ e Mestre Sônia Mendes – FAETEC 10h30 – Coffee break 11h às 12h – Mesa Redonda: ”Redes de Apoio” Participantes:    Special Olympicis – Professor Rafael Fiuza - Diretor nacional do Atletas Jovens das Olimpíadas Especiais Brasil e Doutorando Professor Carlos Lidizia – UFF (Turismo e hospitalidade), e a representante da Residência Inclusiva. 12h as 13h30 - Almoço, com tolerância até 14h 14h às 14h20 – Roda de conversa: Entrevista e apresentação – Transição para empregabilidade, com Fernanda Honorato – Jornalista e Ana Frigo – Artista plástica. 14h20 às 15h – Mesa redonda: “Deficiência intelectual e religiosidade”. Participação: Movimento fé e luz; Mestranda Olga Maria Tavares – Seminário Teológico Betel e Movimento Espírita. Ordem Rosacruz AMORC 15H ÀS 17H - APRESENTAÇÃO DE PÔSTER     Dia 24/07 - Tema gerador do dia: Um olhar para deficiência intelectual, além dos muros da escola. 8h às 8h45 – Credenciamento 8h45 às 9h – Cerimonial 9h às 10h00 – Mesa redonda: “Transição, experiências e vivências do mundo adulto ” Participantes:    Dra. Dagmar de Mello – UFF; Mestre Ana Cristina – FAETEC; Rita Freire – CIEE Programa Aprendiz Legal; Professora Márcia Macedo – Presidente da Aswerj, atual gestora do Caep Favo de Mel. 10h às 10h30 – Roda de conversa com Rachel Canella – Dança cigana (entrevista e apresentação) 10h30 às 11h - Coffee break 11h às 11h45 – Palestra: “Deficiência Intelectual e sexualidade” com Mestre Patrícia Monteiro - FAETEC 11h45 às 12h – Roda de conversa com Juliane Venâncio e Fernando Adolfo, entrevista e apresentação do grupo de capoeira – APAE Tijuca. 12h as 13h30 - Almoço, com tolerância até 14h. 14h às 15h – Mesa redonda: “Redes Colaborativas e Amparo legal para a Inclusão” com Mestre Dr. Caio Sousa – Advogado, Secretário Geral da comissão de Defesa da Pessoa com Deficiencia da OAB/RJ e Dr. Hélio Orrico – Faculdade de Educação da UERJ, conselheiro do Conselho de Defesa de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência. 15h ÀS 17h – APRESENTAÇÃO DE PÔSTER 17h - Encerramento Bom encontro a todos!!!  
PROEX realiza ação na Casa de Acolhimento Lélia GonzalezO projeto de extensão Por que também temos que falar de violência?, cujo objetivo principal é desenvolver ações voltadas a discutir violências a partir de uma perspectiva de gênero, foi convidado pela Instituição Casa de Acolhimento Lélia Gonzalez para participar da roda de conversa: Uma reflexão sobre o Dia Internacional das Mulheres, no dia 10 de março. O objetivo da atividade, organizada pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Niterói, foi refletir junto às mulheres acolhidas pelo Centro de Acolhimento Lélia González sobre o que é ser mulher? e o que é ser mulher numa instituição para pessoas em situação de rua?, As usuárias do dispositivo de alta complexidade da Assistência Social de Niterói foram o público alvo da atividade. O projeto Por que também temos que falar de violência? é uma ação ligada à Pró-Reitoria de Extensão da UFF (PROEX/UFF) e ao Instituto de Psicologia, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Paula Land Curi. A ação extensionista esteve ainda participando de apresentação de dois trabalhos no Seminário Gênero, Feminismos e Sistemas de Justiça, no dia 16 de março: 1) Formação de Multiplicadores para o Acolhimento de Mulheres em Situação de Violência de Gênero: relato de uma experiência extensionista em educação feminista; 2) Criminalização do Aborto: efeito do patriarcalismo. Autoras: Paula Land Curi e Luciana da Silva Oliveira (doutoranda em Psicologia pela UFF e voluntária do projeto).
UFF beneficia população idosa com atendimento focado em qualidade de vidaPesquisa do IBGE aponta que o número de idosos a partir de 60 anos no Brasil subiu de 9,8%, em 2005, para 14,3%, em 2015. Considerando esse aumento e os cuidados especiais exigidos por essa parcela da população, a UFF oferece ao público da terceira idade o Centro de Atenção à Saúde do Idoso e seus Cuidadores (Casic). O centro de atendimento ambulatorial conta com profissionais de enfermagem, cardiologia, nutrição, fisioterapia, serviço social, fonoaudiologia, farmácia, psicologia, acupuntura, auriculoterapia, esparadrapoterapia e massoterapia para consultas individuais. Além disso, também são oferecidas oficinas em grupo para cuidadores, estimulação cognitiva de idosos, informática, música, educação em saúde e diabetes, fisioterapia e psicologia. Situado na área do Mequinho, a estrutura do centro é dividida em quatro consultórios individuais para os idosos e seus cuidadores, uma sala de reuniões e oficina para atendimentos em grupo, além de secretaria e recepção, sala da direção e um pequeno espaço externo para atividades ao ar livre para estimulação cognitiva dos idosos com demências. “Vale destacar que os idosos acamados ou com dificuldades locomoção podem receber visitas em suas casas de enfermeiros, assistentes sociais e nutricionistas do Casic”, ressalta a professora de enfermagem e vice-coordenadora do centro, Mirian Lindolpho. Criado em 1998, o Casic teve início a partir de um Projeto Extensão intitulado “A Enfermagem na Atenção à Saúde do Idoso e Seu Cuidador”. Em 2007, tornou-se um programa de extensão e, em 2014, um centro de referência em extensão que funciona como campo de ensino teórico-prático para alunos do 4º e 8º períodos matriculados nos cursos de graduação em Enfermagem e Farmácia, bem como mestrado e doutorado da Escola de Enfermagem e da Faculdade de Nutrição da UFF. A UFF tem o compromisso de colocar suas competências a serviço da sociedade de forma inter e transdisciplinar. Considerando que o número de idosos aumenta rapidamente, contribuir para que essas pessoas mantenham sua autonomia é uma forma de colaborar para o aumento de sua qualidade de vida e para a saúde da sociedade de um modo mais amplo", Antonio Claudio da Nóbrega. Além do corpo docente, a equipe do Casic é formada por dois enfermeiros, um cardiologista, e uma assistente social da Escola de Enfermagem. Existem outros profissionais voluntários - alunos do curso de mestrado e doutorado em Enfermagem e Nutrição e quatro nutricionistas, três fisioterapeutas, uma farmacêutica, três acupunturistas, uma fonoaudióloga, duas psicólogas e uma educadora física. Para o vice-reitor e médico, Antonio Claudio da Nóbrega, a atenção à saúde integral é essencial, pois aborda o indivíduo de uma forma ampla e considera o conceito de saúde não como somente ausência de doença, mas como o estado de bem-estar bio-psico-social. “A UFF tem o compromisso de colocar suas competências a serviço da sociedade de forma inter e transdisciplinar. Considerando que o número de idosos aumenta rapidamente, contribuir para que essas pessoas mantenham sua autonomia é uma forma de colaborar para o aumento de sua qualidade de vida e para a saúde da sociedade de um modo mais amplo”, pontua. Segundo a vice-coordenadora, cerca de 3200 idosos, entre homens e mulheres, estão cadastrados na unidade, que oferece todos os seus serviços gratuitamente à população. O centro também realiza oficinas informativas para a comunidade com temas de interesse aos cuidadores, como a Oficina de Cuidadores de Idosos, de Demência e de Primeiros Socorros aos Idosos. Mirian destaca a importância do atendimento para a população menos favorecida que, de outra forma, talvez não pudesse ter acesso a um serviço tão integrado e de qualidade. “Uma tese defendida em fevereiro 2017 constatou que a renda média dos cuidadores e dos idosos que buscam a unidade está em torno de três salários mínimos. Além disso, o Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração (MFE), e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) são parceiros do Casic na manutenção da qualidade da assistência de enfermagem oferecida à população”, explica a professora. De acordo com o enfermeiro Rafael da Silva Soares, para ser atendido no Casic, o interessado deve ser idoso ou cuidador de idosos e apresentar-se na unidade para agendamento, munido de documento de identidade e CPF. “O primeiro atendimento é sempre uma consulta de enfermagem. Os outros serão realizados de acordo com as necessidades de cada indivíduo”, finaliza. Serviço: Dias e horários: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Email: casic.uff@outlook.com Endereço do serviço: Avenida Jansen de Mello 174, Centro, Niterói, RJ. Campus Mequinho (próximo ao 12º BPM). Outras informações pelo Facebook ou pelos telefones: (21) 36747437 ou 2745-2658.
II Workshop Técnico de Biossegurança da Universidade Federal FluminenseA Biossegurança é o conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes às atividades de pesquisa, ensino, e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, e do meio ambiente. Neste contexto, a CBio-UFF vem desenvolvendo inúmeras ações para implementar uma política ampla de Biossegurança na UFF, estimulando a realização de workshops técnicos, criação de disciplinas na área de biossegurança, criação do site de biossegurança, e visitas técnicas nas unidades acadêmicas. Para implementar a política de biossegurança de forma institucionalizada, a PROPPi promoveu a formação de Comissões de Biossegurança (CBio) em cada unidade acadêmica suscetível a riscos inerentes às atividades de pesquisa, ensino e extensão. As comissões locais deverão oferecer suporte e orientação aos responsáveis pelo desenvolvimento de atividades que envolvam agentes biológicos, químicos, radioativos e organismos geneticamente modificados (OGM), contribuindo inclusive com a gestão dos resíduos, de acordo com as normas vigentes de biossegurança. Deste modo, as CBios passam a ter fundamental importância na orientação de professores, funcionários e alunos, sobre as normas, manuais, procedimentos e legislações na área de biossegurança, com objetivo de promover boas práticas de trabalho, protegendo a si mesmos, a comunidade acadêmica e o meio ambiente.  Em continuidade ao trabalho desenvolvido até aqui, a PROPPi está organizando o II Workshop Técnico de Biossegurança. O evento contará com a participação dos presidentes e membros das CBios e Diretores das respectivas Unidades. A CBIo-UFF apresentará o relatório das visitas técnicas realizadas nas unidades da UFF, no ano de 2017. Em seguida, as CBios das Unidades Acadêmicas apresentarão as ações de biossegurança implementadas por suas unidades, em resposta à publicação do novo regimento de Biossegurança da UFF (aprovado em 22/03/2017 na RESOLUÇÃO N.º 035/2017) e as recomendações sugeridas pelos relatórios de visitas técnicas da CBio-UFF. Ao final do evento, planejaremos as ações de biossegurança para o ano de 2018. O principal objetivo desse evento é discutir as ações de biossegurança necessárias para melhorar as condições de trabalho dos laboratórios, consultórios e unidades prestadoras de serviço em saúde da UFF.
UFF promove atividade para donos de cães na ReitoriaA Faculdade de Veterinária da UFF convida todos os donos de cães para participarem de uma atividade que será realizada na área externa da Reitoria, no intuito de alertar quanto aos riscos que os dejetos dos animais domésticos representam para a saúde da população.  
Ação de Promoção da Saúde 2017 - Rio das OstrasO curso de Enfermagem do Campus UFF de Rio das Ostras, em parceria com o Rotary Club de Rio das Ostras , o Lions Club, e a Igreja Católica realizarão no dia 20 de outubro, sexta feira, no horário de 9h as 17h, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, "Ação de promoção da Saúde" que contará também com ações do Outubro Rosa. O evento tem como objetivo promover a conscientização da população quanto a importância de ações de promoção da saúde. O público alvo do evento é a população em geral. A ação contará, dentre outras atividades, com: Ações que serão realizadas Triagem para doenças cardiovasculares e diabetes Aferição de Pressão Arterial Verificação de frequência cardíaca Verificação de IMC Verificação de glicemia capilar Orientações acerca da prevenção desses agravos Acolhimento e Aconselhamento em Hepatite C e HIV Triagem para Hepatite C e HIV Testagem para Hepatite C e HIV Aconselhamento em Hepatite C e HIV Tenda dos direitos sexuais e direitos reprodutivos Orientações direitos sexuais e direitos reprodutivos Infecções Sexualmente Transmissíveis Orientações sobre prevenção desses agravos Teste de Snellen e Teste do olhinho Acuidade visual Teste do olhinho Tenda da Amamentação Amamentação Cuidados domiciliares com o recém nascido Roda de conversa sobre os principais cuidados com o recém nascido Promoção da saúde bucal Orientação da saúde bucal Palestras educativas de saúde bucal Atividades educacionais interativas ligadas à saúde bucal A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição fica na Rod. Amaral Peixoto, 4565 - Centro, Rio das Ostras.
"Outubro Rosa" na UFFOutubro é conhecido mundialmente como o mês da luta contra o câncer de mama. Esta data tão importante visa promover a conscientização sobre a doença, que atinge mulheres e homens. Ao longo do mês de outubro, diversas ações serão realizadas em diferentes campi da universidade. Confira a programação completa:  - Início de outubro/2017 - iluminação do prédio da Reitoria, na cor rosa, à cargo do CEART. - Dia 02/10/17 - distribuição do símbolo da Campanha de Prevenção do Câncer de Mama (lacinho cor de rosa) e material informativo/educativo do INCA sobre Prevenção do Câncer de Mama e de Colo de Útero, pela manhã, para os servidores da Reitoria; - Dia 03/10/17 - distribuição do símbolo da Campanha de Prevenção do Câncer de Mama (lacinho cor de rosa) e material informativo/educativo do INCA sobre Prevenção do Câncer de Mama e de Colo de Útero, pela manhã, para os servidores do HUAP; - Dia 10/10/17 - realização de atividades de promoção da saúde no Instituto de Saúde de Nova Friburgo, de 10h às 15h, tais como:    . Distribuição do símbolo do "Outubro Rosa" (lacinhos cor de rosa); . Distribuição de material informativo/educativo sobre câncer de mama e de colo de útero; . Atendimento individualizado sobre dúvidas mais frequentes a respeito do câncer de mama e de colo de útero (através da aplicação do quiz); . Apresentação de trabalho sobre a prevenção do câncer de mama, através da amamentação; . Aferição de Pressão Arterial; . Distribuição de Cartilhas de Acidente de Trabalho e Cartilhas de Barreiras de Proteção; . Apresentação de propostas e/ou esclarecimentos, sobre acidentes de trabalho e acidentes de trabalho com material biológico. - Dia 18/10/17 - realização de atividades de promoção da saúde na Reitoria, tais como:  . Distribuição do símbolo do "Outubro Rosa" (lacinhos cor de rosa); . Distribuição de material informativo/educativo sobre câncer de mama e de colo de útero; . Apresentação da violinista Simone F. Valladares Silva e do Coral UFF, na Reitoria; . Atendimento individualizado sobre dúvidas mais frequentes, a respeito do câncer de mama e de colo de útero (através da aplicação do quiz); . Apresentação de trabalho sobre a prevenção do câncer de mama, através da amamentação; . Aferição de Pressão Arterial; . Exposição de fotografias, no hall da Reitoria, das "mulheres vencedoras da UFF" (servidoras da UFF, que tiveram câncer de mama e que quiseram colaborar com a campanha, demonstrando, através da captação de suas fotos, que diagnosticaram e trataram a doença e hoje estão bem, com suas rotinas diárias e qualidade de vida!); . Exposição fotográfica do trabalho do tatuador Rodrigo Catuaba, que realiza trabalhos de reconstituição dos mamilos e cicatrizes nas mamas, através de tatuagens.
I Encontro de Libras e Saúde II Encontro de professores e alunos de LibrasA primeira edição do Encontro de Libras & Saúde e a segunda edição do Encontro de Professores e alunos de Libras têm como objetivo geral congregar estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados nos temas: Ensino, Libras, Saúde e Inclusão para troca de experiências de pesquisas, apresentação e publicação de trabalhos, tendo em vista a construção de conhecimentos na área da surdez a fim de contribuir para a formação dos professores e alunos de Libras.
Minicurso Estilo Vancouver | 27 de setembro de 2017Aprenda a referenciar e citar segundo o Estilo Vancouver, para escrever e publicar seus artigos de acordo com um dos padrões mais utilizados na área de saúde. O quê você irá aprender? Você aprenderá a fazer citações e referências utilizando o Estilo Vancouver, que é o padrão utilizando internacionalmente na área de saúde para produção e publicação de documentos e artigos científicos. Poderá tirar dúvidas e conhecer um pouco mais sobre o Estilo Vancouver. Com quem? Jeorgina Gentil ICICT-FIOCRUZ Mestre em Ciência da Informação (UFRJ/ IBICT), Doutora em Informação, Comunicação em Saúde pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz. Presidente da Associação dos Profissionais de Informação e Documentação em Ciências da Saúde do Rio de Janeiro. Local: Universidade Federal Fluminense, Auditório do Instituto Biomédico, Bloco A. Data: 27 de setembro de 2017, de 13h às 17h.   Pré-inscrição no Minicurso Estilo Vancouver . Facebook do Grupo de Capacitação de usuários.
Odontologia da UFF desenvolve osso sintéticoOs professores e alunos da Faculdade de Odontologia da UFF, em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), desenvolveram um biomaterial capaz de substituir os ossos da arcada dentária. O “osso sintético” beneficiará principalmente as pessoas com doenças ósseas (tumores e cistos), quem teve perda em função da idade (atrofias) e as vítimas de acidentes de trânsito e da violência urbana, atingidas por arma de fogo na face. O material, composto por hidroxiapatita carbonatada nanoestruturada, 100% sintética, começou a ser desenvolvido em 2010 e os testes em animais foram publicados a partir de 2012. Em 2017, a Odontologia da UFF iniciou os testes nos pacientes que procuraram a Clínica de Cirurgia Bucal da universidade para fazer extração dentária. Sem nenhum custo para o participante e aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFF, o estudo foi divido em duas ações. Os resultados foram surpreendentes … com um material nosso, de produção totalmente brasileira”, destacou Mônica C. Maia. Na primeira, um grupo de 30 pacientes de ambos os sexos e na faixa etária entre 18 e 60 anos extraiu o dente danificado e recebeu preenchimento com o biomaterial novo e implante dentário em três meses. A segunda teve como foco o levantamento do seio maxilar e contemplou 20 participantes, entre 40 e 60 anos de idade, de ambos os sexos, sem dentes superiores e que precisavam de implantes, mas não tinham estrutura óssea para a realização dos implantes. Todos os participantes das duas fases do estudo, após a integração do implante ao osso, receberam as próteses definitivas em porcelana. Os testes mostraram que os riscos são mínimos, semelhantes a qualquer procedimento cirúrgico odontológico sob anestesia local, ou nenhum para os pacientes, já que o material é exclusivamente sintético. Além disso, os pesquisadores constataram que o “osso sintético” é de fácil manuseio, tem baixo custo e resposta tecidual semelhante aos importados disponíveis no mercado. “Os resultados foram surpreendentes. Agora poderemos reparar um osso lesado ou perdido, reconstruir as cavidades ósseas e preencher as lesões periodontais, assim como levantar o seio maxilar com um material nosso, de produção totalmente brasileira”, ressaltou a professora Mônica Diuana Calasans Maia, que também explicou que o procedimento cirúrgico para a aplicação do material é igual aos tradicionais e que a recuperação do paciente é muito boa e requer os mesmos cuidados de higiene, dieta e repouso físico. Segundo a professora, até o momento, não houve registros de rejeição ou outro efeito adverso com o uso do material. As cirurgias são feitas no laboratório associado de Pesquisa Clínica em Odontologia da UFF. Para o professor José Mauro Granjeiro, que estuda o assunto há 30 anos, “o grande avanço é que o novo biomaterial desenvolvido é absorvido gradativamente dando espaço ao novo osso”. A expectativa destes cientistas é de que, em pouco tempo, a combinação deste novo material com células do paciente, fatores de crescimento e proteínas ósseas permitirá a regeneração óssea semelhante ao enxerto da própria pessoa. O vice-reitor, professor Antonio Claudio Nóbrega, enfatiza que o projeto exemplifica de forma emblemática as ações da UFF integrando ensino, pesquisa, extensão e inovação. "Com trabalho planejado e visão de longo prazo, estamos oferecendo soluções para problemas concretos, atuando em cooperação com outras instituições. Internamente, temos promovido a articulação dos setores de apoio à pesquisa e inovação de forma que os resultados estão aparecendo e beneficiando as pessoas diretamente". Participaram da pesquisa três professores e treze alunos da UFF, sendo três da graduação e dez da pós-graduação, além de três pesquisadores do CBPF. O material foi sintetizado pelo CBPF, depois foi caracterizado fisico-quimicamente no Inmetro e, na sequência, foi enviado para esterilização na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), por meio do edital Pesquisa para o SUS. As equipes envolvidas na pesquisa aguardam a conclusão do depósito de patente para posterior transferência de tecnologia para a indústria. Mais detalhes sobre a pesquisa em: https://www.youtube.com/watch?v=qJ4vO1mbHTA
Saúde e atenção básica da mulher é tema de novo livro da EduffFruto do trabalho de estudantes da graduação em Enfermagem da UFF, o livro “Saúde da mulher na atenção básica: compilando informações que apoiam o ensino – aprendizagem na graduação de Enfermagem” (2016), organizado pelo professor Audrey Pereira, será lançado no dia 23 de agosto, às 18h, na Livraria Icaraí, em Niterói. Apoiados por professores da disciplina “Enfermagem em Saúde da Mulher”, os autores procuraram aproximar os futuros enfermeiros ao cotidiano profissional ao qual estarão submetidos. Os conteúdos apresentados nos cinco capítulos do livro foram escolhidos a partir de sua relevância e escritos de maneira clara e acessível. Na publicação, são enfatizadas a relação entre o processo de Educação em Saúde da Mulher na área da Enfermagem e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Além disso, os autores destacam a importância na área da Estratégia Saúde da Família (ESF), para melhor atender a população. Saiba como comprar.  
A PROPPI convida para o Prêmio Péter Murányi 2018A PROPPI - Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, vem a público convidar a comunidade acadêmica a indicar candidatos ao Prêmio Péter Murányi 2018 cujo tema é Saúde. O edital da fundação e o formulário estão disponíveis em: http://www.fundacaopetermuranyi.org.br/main.asp?pag=premioatual Dúvidas sobre o edital: sec@fundacaopetermuranyi.org.br A - DA NATUREZA DO PRÊMIO Os trabalhos vencedores receberão da Fundação Péter Murányi um troféu, certificado e o valor de R$ 200 mil para o primeiro lugar; certificado e R$ 30 mil para o segundo lugar e certificado e R$ 20 mil para o terceiro lugar. A Universidade Federal Fluminense deve indicar trabalhos para concorrer ao prêmio cuja cerimônia de entrega será realizada em Abril de 2018. B - CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE A fundação Peter Murányi busca trabalhos inovadores na área de saúde que tenham aplicabilidade prática e que melhorem a qualidade de vida dos povos situados abaixo do paralelo 20º de latitude norte, região onde estão localizadas as populações em desenvolvimento. A Universidade Federal Fluminense faz parte do colégio indicador e poderá indicar quantos trabalhos julgar conveniente. A fundação Peter Murányi utilizará 03 critérios para avaliação: -A originalidade e relevância da inovação; -O impacto socioeconômico dos resultados; -A aplicabilidade prática dos conhecimentos em outras condições. Esses 03 critérios serão considerados, baseados nas informações sobre a qualidade científica da apresentação completa do trabalho (com métodos adequados, objetivos precisos, apresentação e discussão de resultados de qualidade, bem como pertinência e relevância da conclusão). Portanto, certifique-se de destacar os critérios supra mencionados. C – CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO Os professores ou grupo de professores da UFF interessados em participar devem enviar os seguintes documentos para o email: pró-reitor@proppi.uff.br - Síntese do trabalho (em PDF), enviada em português, utilizando fonte arial 12 PT, respeitando-se o mínimo de 250 e o máximo de 800 palavras, contendo: objetivos, resultados, conclusão e aplicabilidade. Ao final da síntese deverá constar de 04 a 06 palavras chave; - Formulário da Fundação Peter Murányi  conforme anexo I. - Apresentação do trabalho (em PDF): documento de livre formatação e conteúdo, abordando aspectos relevantes do trabalho, suas metodologias, resultados e quaisquer informações adicionais que o autor julgar conveniente; D - CRONOGRAMA Atividades Prazo Envio dos trabalhos a serem indicados ao prêmio  Até 20/08/2017 Resultado preliminar dos trabalhos da UFF que serão indicados para o prêmio Até 28/08/2017   Recursos De 28/08/2017 a 04/09/2017 Resultado final Até 18/09/2017 Indicação por parte da UFF dos trabalhos que concorrerão ao prêmio Até 30/09/2017     ANEXO I – Edital e Formulário da Fundação Peter Muranyi  para indicação dos candidatos ao prêmio.  
Biossegurança é debatida no Campus da UFF de PáduaNos dias 12 e 13 de julho de 2017 o INFES (Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior) realizou o “III Workshop sobre Biossegurança: ações no controle da saúde”, ação extensionista coordenada pela profa. Jacqueline de Souza Gomes. O Evento teve expressiva participação da comunidade acadêmica e de representantes de instituições locais e regionais (Secretarias Municipais de Saúde, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Federal Fluminense, Faculdade Santo Antônio de Pádua, dentre outras). O público presente, de oitenta e seis participantes, demonstrou grande interesse pela temática da biossegurança e solicitou que a UFF continue a desenvolver outras ações extensionistas, visando fortalecer a articulação com os diferentes segmentos da sociedade. O “III Workshop sobre Biossegurança: ações no controle da saúde”, iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) em articulação com a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI) e em parceria com a IOC/FIOCRUZ, integra o “Programa de Extensão em Sensibilização e Capacitação em Biossegurança UFF”.  
Hospital universitário entrega a Niterói novo ambulatório com mais conforto e qualidade
Saúde e atenção básica da mulher é tema de novo livro da EduffAlunos da graduação em Enfermagem da Universidade Federal Fluminense produziram a mais nova obra lançada pela Eduff, “Saúde da mulher na atenção básica: compilando informações que apoiam o ensino – aprendizagem na graduação de Enfermagem” (2016), cuja organização é do professor Audrey Vidal Pereira. Apoiados por professores da disciplina “Enfermagem em Saúde da Mulher”, os autores procuraram aproximar os futuros enfermeiros ao cotidiano profissional ao qual estarão submetidos. Os conteúdos apresentados nos cinco capítulos do livro foram escolhidos a partir de sua relevância e escritos de maneira clara e acessível. Na publicação, são enfatizadas a relação entre o processo de Educação em Saúde da Mulher na área da Enfermagem e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Além disso, os autores destacam a importância na área da Estratégia Saúde da Família (ESF), para melhor atender a população. O prefácio do livro é do professor Valdecy Herdy Alves, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da UFF. Sobre o organizador O professor Dr. Audrey Vidal Pereira é enfermeiro e atualmente é professor Adjunto na Escola de Enfermagem da UFF. Tem experiência nas áreas de Saúde Coletiva/Estratégia de Saúde da Família e Saúde da Mulher/Enfermagem Obstetrícia. Saiba como comprar    
Doença renal crônica: mais de 500 pessoas atendidas em projeto da NutriçãoQuando se trata de problemas renais é comum pensar de imediato nos conhecidos cálculos e infecções, entretanto, disfunções relacionadas aos rins podem ser graves e gerar até falência do órgão, como é o caso da doença renal crônica (DRC). Caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins, a doença tem como principais causas no Brasil a hipertensão e a diabetes, seguidas de obesidade e glomerulopatia. Um dado agravante é que devido à demora em apresentar sintomas, cerca de 70% dos pacientes descobrem tardiamente o desenvolvimento da enfermidade, aumentando assim os casos com necessidade de diálise e transplantes. A incidência de casos é tão preocupante que a DRC é considerada hoje em dia uma questão de saúde pública, principalmente pela falta de conhecimento por parte da população. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Nefrologia realiza anualmente uma campanha pelo Dia Mundial do Rim – comemorado em 2017 no dia 9 de março –, com o intuito de conscientizar a sociedade a respeito dos riscos e das formas de prevenção. Buscando oferecer tratamentos nutricionais a doentes renais crônicos e desenvolver pesquisas sobre a disfunção, a UFF conta com um ambulatório de nutrição renal coordenado pela professora Denise Mafra. Os pacientes encaminhados ao ambulatório passam por uma reeducação alimentar baseada em dietas hipoproteicas e são acompanhados para que a função renal se estabilize. O projeto conta com a participação de estudantes de Nutrição, da graduação ao pós-doutorado, o que permite resultados práticos, estudos aprofundados e, consequentemente, avanços no tratamento. Uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da doença renal crônica”, enfatiza Denise Mafra. De acordo com a coordenadora do projeto, informações a respeito da doença são um grande passo para a redução dos casos. Ainda que seja uma enfermidade silenciosa, existem formas de prevenir e acompanhar o funcionamento renal por meio dos exames de rotina. “Assim como o colesterol e a glicose são verificados, a creatinina é um marcador importante para a função dos rins, principalmente nos pacientes diabéticos e hipertensos, e deve ser acompanhada. Além disso, uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da disfunção renal crônica”, enfatiza a professora. A seguir, Denise Mafra, explica um pouco mais sobre o projeto: Como surgiu o ambulatório? O ambulatório surgiu em 2009, motivado pelas pessoas que perguntavam se eu atendia pacientes com doença renal crônica. Na época eu tinha uma aluna da iniciação científica e em 2010 iniciamos o projeto de extensão do Ambulatório de Nutrição Renal. Com o tempo, a proposta foi tomando uma grande proporção devido à divulgação nos postos de saúde, com os nefrologistas do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e da rede básica de saúde, que passaram a encaminhar pacientes para cá. Hoje em dia nós temos mais de 350 pacientes sendo atendidos por mim e pelas mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas que trabalham comigo. Como é feito o tratamento no ambulatório? Quando o paciente chega ao ambulatório, pedimos que ele já traga o exame bioquímico apresentando os níveis de creatinina, porque aqui é feito um cálculo através de um aplicativo que mede a função renal. O normal é que essa função esteja em média 100 ml/min., mas nos casos de doença renal crônica os níveis vão diminuindo e quando marcam 10 ml/min., esse paciente precisa ser encaminhado para a diálise. Dessa forma, quando ele chega com os exames, fazemos esse cálculo, seguido de uma avaliação antropométrica para verificar as medidas e um questionário alimentar para saber quais os hábitos do paciente. A partir daí o tratamento se inicia com base em uma dieta hipoproteica, ou seja, uma dieta com quantidades diminuídas de proteína. Para que essa dieta seja seguida corretamente e gere bons resultados, realizamos aqui uma educação nutricional com o paciente, orientando quanto ao sal e quanto às quantidades e os alimentos ingeridos, por exemplo. Quais pesquisas são desenvolvidas no ambulatório atualmente? Todas as pesquisas realizadas aqui contam com a participação dos pacientes. Nós aprovamos no comitê de ética e os que aceitam contribuir assinam um termo de consentimento. Dessa forma, nós temos duas pesquisas de doutorado, uma que avalia se essa dieta hipoproteica que é prescrita aqui diminui os níveis de inflamação e outra a respeito da modulação da microbiota intestinal por essa dieta, além de uma pesquisa de mestrado avaliando os efeitos da dieta hipoproteica em alguns marcadores cardiovasculares. Nesse sentido, já realizamos oficina de culinária com a participação dos pacientes de forma a apresentar a dieta e motivar uma maior adesão e publicamos artigos mostrando que essa microbiota intestinal se altera em pacientes com doença renal crônica, levantando a hipótese de que a ingestão de grande quantidade de proteína pode gerar toxinas urêmicas que não são adequadamente administradas pelo rim do paciente renal crônico. Os alunos do curso de Nutrição participam ativamente do projeto? Sim, o ambulatório é muito divulgado na minha disciplina. Além das mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas já citadas, eu conto com alunos do curso de Nutrição atuando no estágio interno e no desenvolvimento acadêmico. Esses alunos de graduação acompanham os atendimentos e realizam a avaliação nutricional dos pacientes. Assim, o projeto passa pela pesquisa, pelo ensino e pela extensão, criando uma ligação interessante e necessária entre as mais diversas áreas da Nutrição. SERVIÇO: Telefone: 2629-9862 E-mail: nutricaorenal@gmail.com Endereço: Faculdade de Nutrição - UFF - Rua Mário Santos Braga, N°30, 4° andar, Valonguinho - Niterói RJ. Horários de atendimento: Terça das 8h às 12h e das 14h às 17h / Quinta das 14h às 17h / Sexta das 8h às 12h.
IV Simpósio de Sensibilização em BiossegurançaO IV Simpósio de Sensibilização em Biossegurança tem como tema central “Os diferentes olhares sobre a biossegurança no contexto social e nos serviços de saúde”, busca sensibilizar e debater acerca de questões práticas relacionadas ao tema. É um evento voltado particularmente para profissionais que atuam ou que pretendam atuar nas áreas de saúde, biológica, biomédica e afins. O Simpósio integra o Programa de Extensão “Sensibilização e Capacitação em Biossegurança da UFF”. Nesta edição, o simpósio está sendo coordenado pela Prof.ª Barbara Pompeu Christovam, da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site www.extensao.uff.br/inscricao.
UFF Promove 9° LiTRE SaúdeA Liga de Trauma, Reanimação e Emergência da Universidade Federal Fluminense (LiTRE-UFF) convida toda a comunidade para participar do “9º LiTRE Saúde”. O LiTRE Saúde é uma atividade de extensão universitária realizada anualmente na Praia de Icaraí. No evento os transeuntes têm a oportunidade de aprender sobre suporte básico de vida (BLS), reanimação cardiopulmonar (RCP), sinais para reconhecimento de acidente vascular encefálico (AVE) e do infarto agudo do miocárdio (IAM). Ao longo de mais de 8 anos de projeto, estima-se que mais de 3500 pessoas tenham recebido as informações fundamentais para o rápido reconhecimento destas situações de emergência e o acionamento do serviço médico. O pedido rápido de ajuda tem significativo impacto sobre a sobrevida e a qualidade de vida da vítima. Para mais informações, acesse http://litremeduff.wix.com/litreuff e https://www.facebook.com/uff.litre/
Faculdade de Nutrição cria tecnologia inovadora para armazenar leite humanoO leite materno é um alimento essencial para os recém-nascidos. É importante tanto para a sua sobrevivência quanto para a qualidade de vida. Rico em nutrientes, ajuda na prevenção da enterocolite necrotizante, doença que causa lesões e inflamações na superfície interna do intestino, e de infecções em geral. Considerando isso, a Faculdade de Nutrição da UFF desenvolveu embalagens de polietileno para o armazenamento desse leite, visando ajudar os bebês que nascem com menos de oito meses de gestação e ainda não possuem a capacidade de sugar, deglutir e respirar coordenadamente. A adoção dessas embalagens, livre de plastificantes e Bisfenol-A (substância química que pode causar malefícios para a saúde, como mudanças de comportamento e alteração no crescimento infantil), traz uma nova tecnologia, que otimizará a rotina dos Bancos de Leite Humano - BLH. Antes, a única opção para o armazenamento era usar recipientes de vidro com tampas de plástico, cada vez mais difíceis de serem encontrados. Essa restrição limitava as doações e impossibilitava também seu empréstimo às nutrizes – mulheres doadoras de leite. A coordenadora do projeto e diretora da Faculdade de Nutrição da UFF, Alexandra Anastacio Monteiro, explica como a pesquisa teve início: “A proposta foi avaliar uma nova metodologia de armazenamento segura que não alterasse as características nutricionais do leite. Assim, iniciaram-se os testes para verificar a viabilidade do uso destas embalagens plásticas em bancos de leite humano”. A idealização dos novos frascos começou em 2012, com pesquisas no Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, município do Rio de Janeiro. Lá foram coletadas 55 amostras de leite humano, no período de agosto de 2013 a dezembro de 2014, para teste das embalagens a partir das condições higiênico-sanitárias adequadas. Foram avaliados os níveis de acidez, valor energético, gordura, lactose e proteínas presente no leite que acabou de ser ordenhado e no pasteurizado – congelado por um período de 15 dias e descongelado para servir de alimento aos recém-nascidos. Estas atividades fazem parte de uma política nacional que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra Anastacio. As pesquisas mostraram que os frascos, estéreis e transparentes, proporcionam vedação perfeita para que a integridade do leite seja mantida após o período de descongelamento. As embalagens seguem a norma da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº. 171 da Anvisa, que determina que elas devem ser constituídas de material inerte (que não sofra reação química quando em contato com outros materiais) e inócuo (que não cause danos nem benefícios a outras substâncias), em temperaturas na faixa de -25°C a 128°C, e com valor biológico preservado. O Banco de Leite Humano, além de receber e armazenar as doações de nutrizes saudáveis, também orienta e presta assistência às mulheres quanto ao aleitamento materno. No local, são realizadas as atividades de pasteurização, controle de qualidade e distribuição do leite doado para recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. “Todas estas atividades fazem parte de uma política nacional de incentivo à amamentação que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra. O abastecimento do Banco é feito a partir de doações internas e externas do BLH. As nutrizes doadoras são mulheres que apresentam produção e secreção lácteas superiores às demandas de seu filho e disponibilizam, por livre e espontânea vontade, o excedente. Também podem ser doadoras as mulheres impedidas de amamentar por motivos associados à saúde do recém-nascido e as mães cujos bebês estão internados em unidades hospitalares e que ordenham o próprio leite, para manter a produção ou para alimentar exclusivamente o próprio filho. As perspectivas do projeto para o futuro estão no desenvolvimento e na diversificação dos frascos, como explica à coordenadora. “Mayara Silmas, nossa doutoranda na FIOCRUZ, está elaborando o projeto de teste de outras embalagens plásticas, de modelos diferentes, para o armazenamento. O intuito é o aperfeiçoamento destes frascos, para que possam inclusive ser aquecidos, mantendo as características e nutrientes inicialmente presentes no leite humano”. Para contribuir, as interessadas na doação de leite devem acessar o site da Rede Brasileira de Bancos de Leite. Nele estão os endereços e telefones dos bancos presentes no país e as informações detalhadas de como fazer para acessá-los. “Ao chegar nos BLHs elas são entrevistadas e têm seus exames de saúde avaliados para verificar sua aptidão para a doação”, esclarece a coordenadora Alexandra Anastácio. Durante a pesquisa, as análises realizadas para se chegar ao produto final contaram com parcerias do Banco de Leite do Hospital Antônio Pedro (Huap), Instituto Nacional de Saúde da Mulher e da Criança Fernandes Figueira, Instituto Nacional de Saúde de Controle de Qualidade em Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde do RJ. O projeto tem a participação dos alunos de Nutrição da UFF Ana Paula de Souza Rocha, Samily Viégas e Bruna Rafaela Acioli Lins, da doutoranda da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Mayara de Silmas Mesquita, além do pesquisador Antonio Eugenio Castro Cardoso de Almeida. O projeto de Inovação Tecnológica em Bancos de Leite Humano conta com o financiamento da universidade através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.
UFF quebra tabus e disponibiliza tratamento odontológico para gestantesCom o intuito de oferecer tratamento odontológico gratuito para gestantes e quebrar o tabu de que não é adequada sua realização na gravidez, surgiu, na Faculdade de Odontologia da UFF, o Projeto de Atendimento às Gestantes. O serviço visa a uma abordagem especial e atenciosa para que as pacientes se sintam à vontade, mesmo em uma situação comumente de desconforto. Dessa forma, os profissionais participantes, alunos e professores pretendem lidar não apenas com as gestantes, mas também com suas famílias. Além de reforçar a importância dos conceitos de prevenção, educação e do cuidado com a saúde bucal. Ao levar em conta o contexto do momento gestacional, no qual não só o físico da mulher está alterado, mas o emocional também, muitas acabam deixando de lado a saúde bucal. Dentre eles, a equipe do projeto pesquisou e listou que os mais comuns são a dificuldade de acesso ao profissional, problemas financeiros, medo de chegar ao dentista e não ser atendida, o famoso ‘vou deixar para depois’, a contraindicação da família e o temor de que a odontologia possa gerar algum problema na gravidez. Ainda é recorrente o mito de que uma extração dentária pode acarretar uma hemorragia que levará à perda do bebê. Assim, muitas grávidas optam por deixar de lado as consultas ao dentista. Entretanto, esse pensamento é equivocado, como expõe a coordenadora do projeto odontológico Tereza Cristina Almeida Graça: “O fato de uma gestante apresentar um problema bucal que pode até ser infeccioso é muito mais lesivo e traumático para essa gravidez do que o tratamento em si, que é controlado e feito a partir do uso de anestésicos e antibióticos recomendados por um profissional”. A partir das análises feitas, a equipe definiu como prioridade facilitar o atendimento odontológico às gestantes e torná-lo atrativo. A coordenadora do projeto explica a solução encontrada para possibilitar isso: “Procuramos acolher a gestante em todos os sentidos para conhecermos um pouco mais suas ansiedades e também levar esse conhecimento, essa reflexão, de que a saúde bucal tem que ser valorizada. Às vezes é como se as pessoas pensassem ‘a boca é uma coisa e o corpo é outra’ e esquecessem de que tudo é saúde e todo mundo quer saúde durante a gravidez”. Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, destaca Tereza Cristina. Dessa forma, a equipe reconheceu a importância de lidar também com seus núcleos familiares, que muitas vezes não apoiam o tratamento pela crença equivocada no seu malefício. “É preciso levar esse conhecimento para as famílias, de forma respeitosa e com cuidado, para que eles apoiem a gestante e facilitem o tratamento contínuo”, ressalta Tereza Cristina. Além disso, mesmo que a paciente tenha a saúde bucal perfeita, ela também tem o direito de ir à clínica para ser cuidada e acompanhada por um profissional odontológico, prevenindo problemas futuros. Por ser afiliado à universidade, o projeto apresenta parcerias com outros cursos: Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Nutrição e Medicina. O trabalho integrado proporciona às gestantes um atendimento auxiliar completo a qualquer problema de saúde que possa vir a ser apresentado. “Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, afirma Tereza Cristina. Devido ao projeto estar no início, ainda não há financiamento externo. Apenas uma aluna participante recebe bolsa para ajudar no deslocamento. A equipe envolvendo alunos e professores, tanto da própria Odontologia quanto dos cursos parceiros, é formada por voluntários. O material básico de consumo - para restauração, resinas, obturação, etc. - e medicamentos são fornecidos pela UFF e o instrumental clínico pertence aos alunos, que já os utilizam também em aulas da graduação. O atendimento é feito em um espaço cedido pela instituição, na Clínica 4, localizada na Faculdade de Odontologia dentro do Campus do Valonguinho. O consultório foi recentemente reformado e apresenta uma aparelhagem moderna para que o atendimento seja realizado da forma mais confortável possível. O projeto atende unicamente às gestantes para que os profissionais envolvidos consigam lhes dar uma atenção especial. O foco também está em proporcionar o bem-estar das grávidas situando-as em um ambiente de fácil troca e reconhecimento entre elas mesmas. A coordenadora ressalta a importância dessa atmosfera para proporcionar um momento de tranquilidade às pacientes, ajudando muitas vezes a acalmar seus anseios, facilitando assim a cooperação no tratamento. Alerta às gestantes Durante o período gestacional, é muito comum o aumento hormonal ocasionar uma sensibilidade da gengiva, acarretando na doença periodontal, o que ocorre também porque muitas mulheres deixam de escovar os dentes por sentirem enjoo na gravidez. Às vezes elas enjoam da escova, da pasta e até mesmo motivos externos podem dificultar a higiene bucal. A falta de escovação acarreta um acúmulo de placa bacteriana que irrita a gengiva, facilitando o desenvolvimento do sangramento gengival, que é o primeiro sinal clínico de uma inflamação na gengiva. “Quando veem o sangue na boca, as pessoas logo pensam ‘ai meu deus, estou doente’ e param com a escovação. Na verdade, nesse momento é imprescindível fazer o contrário, pois a medida profissional que temos para fazer esse sangramento parar é escovando os dentes”, enfatiza Tereza Cristina. Segundo ela, entretanto, é necessário que tenhamos certa quantidade de placas na boca para impedir outras doenças de aparecerem. “O ideal para ter uma boa saúde bucal é escovar o dente com a regularidade de três vezes ao dia”, conclui. A coordenadora alerta também para a importância da escova de dente em prol da saúde da boca. A escolha inadequada favorece uma limpeza ruim. Ela afirma que, erroneamente, as pessoas compram as que apresentam cerdas duras e compridas porque associam força com a limpeza. No entanto, o que se recomenda são escovas pequenas e macias, que possibilitam uma higienização ideal. Tereza Cristina ainda completa: “A isso soma-se o sabor da pasta de dente, que proporciona uma falsa sensação de limpeza, fazendo as pessoas acharem que a saúde bucal está em dia quando, na verdade, pode não estar”.
Huap: novas contratações aumentarão número de leitosO Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) conseguiu recentemente, por meio de negociação com o Ministério da Educação (MEC), a abertura de 241 vagas temporárias para a área de saúde e 31 vagas destinadas ao setor administrativo para suprir a demanda de profissionais. As vagas serão preenchidas por tempo determinado, com contrato de duração de até 2 anos. Com as novas contratações na área médica, o hospital planeja dobrar o número de leitos, ou seja, reabrir os 160 que estão inutilizados devido ao déficit de funcionários. A contratação acontecerá via Processo Seletivo Simplificado (PSS), por meio de uma prova de conhecimentos específicos regida pelo edital lançado nesta terça-feira, 20 de setembro. Na mesma data em que foi oficializado o PSS no Diário Oficial da União, 31 de agosto, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) lançou o edital do concurso público para efetivação de funcionários dispondo de 259 vagas para reduzir o déficit na área médica, assistencial e administrativa. Além das contratações, o Huap está investindo na construção de um novo ambulatório que será inaugurado em janeiro de 2017. De acordo com o Superintendente do Huap e professor do hospital Tarcísio Rivello, o concurso ainda não vai suprir totalmente a demanda do hospital, mas complementará o quadro funcional até que a contratação temporária expire e seja feito um novo concurso para entrar em vigor em 2018. “Assim que os funcionários da contratação temporária se desligarem do hospital, já haverá um novo concurso em andamento para preencher as vacâncias e, finalmente, atender totalmente a carência de profissionais”, esclarece. Todas as áreas serão contempladas, como radiologia, enfermagem, análises clínicas, além de médicos e demais profissionais da saúde" - Tarcísio Rivello  O processo de entendimento com o MEC durou seis meses e um dos entraves foi a determinação da União de que as novas contratações se desse exclusivamente via concurso organizado pela Ebserh. Segundo o vice-reitor da UFF, Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega, foi um período complicado, já que a negociação ocorreu em meio ao processo de impeachment. “Para que as vagas fossem concedidas via contratação temporária, tivemos que argumentar sobre a urgência de profissionais na unidade e ressaltar a importância do processo para suprir a demanda do hospital enquanto a Ebserh não lançava o concurso”, esclarece. Nóbrega declarou ainda que além da argumentação com parlamentares, ministros e secretários, foi necessário o trabalho de uma equipe jurídica para agilizar os trâmites. O argumento que sustentou a negociação teve como base a Lei Nº 8.745/93, que permite a contratação temporária em órgãos públicos, caso seja para “assistência a emergências em saúde pública”. “Para chegarmos a um acordo, foi necessário irmos a Brasília pelo menos oito vezes”, ressalta. O reitor da universidade, Sidney Mello, aponta para os ganhos que serão obtidos por meio da contratação. “Uma vitória para a UFF, em particular para aqueles que querem ver o Huap com força total. O benefício direto dessas contratações será a ampliação de leitos e a retomada de serviços importantes, inclusive acompanhando melhorias em equipamentos, pessoal e tecnologia. Além disso, o novo ambulatório logo estará pronto, o que trará para todos um espaço de trabalho, serviço e atendimento à altura de um Hospital Universitário como o Huap”, orgulha-se. Ensino-aprendizagem Os serviços prestado pelo Antônio Pedro, como também é conhecido, atendem não só ao município de NIterói, onde está situado, mas também outras localidades, como São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá. Além disso, o hospital é classificado como uma unidade que lida com procedimentos de média e alta complexidade que outras unidades do SUS não realizam, como transplantes, neurocirurgia, cirurgias altamente complexas ou atendimento de doenças raras. O hospital é uma instituição importante também como produtora e disseminadora de conhecimento. “O Huap é uma prioridade para a nossa gestão. Temos o intuito de buscar meios para que a unidade exerça plenamente suas funções como hospital de atendimento ao público e unidade de ensino para universitários”, esclarece o vice-reitor da UFF. Um dos setores que mais será beneficiado com a contratação temporária é o centro cirúrgico, que carece principalmente de anestesistas e equipe de enfermagem, assim como instrumentadores. Serão contratados, segundo o edital, 13 anestesistas, 109 técnicos em enfermagem e 10 técnicos de enfermagem especializados em instrumentação cirúrgica. O chefe do setor, Nisval de Magalhães Júnior, explica a importância do centro cirúrgico para o aprendizado do alunos. “Quanto maior for o número de cirurgias realizadas, melhor será a formação dos estudantes, já que terão a oportunidade de colocar em prática o que lhes é ensinado na teoria”, ressalta. Além da falta de profissionais, Magalhães destaca a falta de leitos não só como um problema para o fluxo cirúrgico no hospital, mas também para a vivência acadêmica dos universitários. Hoje são realizadas 300 cirurgias mensais e, com a nova contratação, esse número deve alcançar 540, um acréscimo de 240 procedimentos, o que representará uma mudança significativa na rotina do atendimento cirúrgico e da prática acadêmica. “A fila de pacientes aguardando cirurgia é enorme, com a falta de leitos, o número de procedimentos cirúrgicos cai drasticamente, já que para que um paciente seja operado, é necessário que outro tenha desocupado o leito”, explica Magalhães. “Não adianta ter um centro cirúrgico a todo vapor e bem equipado, como é o nosso caso, e não haver leitos para o pós e pré-operatório”, enfatiza. Melhorias Desde 2007, o Huap enfrenta problemas gerados pela falta de profissionais. Segundo Rivello, a contratação temporária será realizada via Processo Seletivo Simplificado para que a demanda do hospital seja suprida mais rapidamente. “Todas as áreas serão contempladas, como radiologia, enfermagem, análises clínicas, além de médicos e demais profissionais da saúde”, afirma o superintendente. “O nosso objetivo é promover um atendimento de qualidade aos pacientes do hospital, que são beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Segundo Rivello, a prática do PSS é realizada no hospital pelo menos de dois em dois anos para suprir a demanda de profissionais, mas acredita que esta seja a última vez, já que a Ebserh abriu edital para concurso definitivo. Os funcionários contratados via PSS trabalharão juntos com os efetivos do concurso até a expiração do prazo da contratação temporária. De acordo com o superintendente, a Ebserh pretende publicar mais um edital no fim de 2017, além do já lançado, para ocupar as vagas abertas com o fim do PSS. “Nossa gestão está voltada para a qualidade no atendimento do paciente como ser humano, não somente como um beneficiário do SUS. A intenção é acompanhar o paciente, fazer um controle de qualidade e proporcionar o respeito que ele merece. Para isso, a meta é disponibilizar 300 leitos até 2018”, conclui. Ebserh A Ebserh, criada em 2011, é uma empresa pública vinculada ao MEC e integra um conjunto de ações do governo no sentido de recuperar os hospitais vinculados às universidades federais. No primeiro semestre deste ano, atendendo à norma imposta pela União, a gestão do Huap foi concedida à Ebserh e, ao longo do processo, o hospital estabeleceu condições para aderir às novas diretrizes. “Tais condições foram de que o hospital continuasse a atender somente pacientes do SUS e de que houvesse autonomia universitária das unidades acadêmicas para propor planos de ação e colocá-los em prática. Outra exigência foi de que a unidade continuasse a ser um hospital-escola, promovendo o aprendizado prático aos alunos da área da saúde. Por último, os funcionários da universidade que atuam no hospital deverão continuar exercendo suas funções como concursados da universidade”, explicou Nóbrega.
Pesquisas sobre fisiologia do exercício representam legado acadêmico na UFFOs Jogos Olímpicos de 2016 deixam um legado de transformações pelo Rio de Janeiro. À primeira vista, as principais mudanças se dão nas áreas de infraestrutura, serviços públicos e incentivo à prática de esportes. Mas há também o legado acadêmico, pouco falado, que se perpetuará graças às universidades e institutos. Na UFF, um desses polos é o Laboratório de Ciências do Exercício (Lace), em atividade no Instituto Biomédico desde 1994. De forma multidisciplinar, a equipe pesquisa a fisiologia humana durante a prática de atividade física. A fisiologia do exercício é uma área do conhecimento que investiga como o organismo funciona quando indivíduos saudáveis ou com doenças se exercitam, desde movimentos mais simples até atividades de alto impacto. O coordenador do Lace, Antonio Claudio da Nóbrega, explica que os projetos adotam o conceito de atividade de forma ampliada, entendendo atividade física, exercício e esporte como conceitos distintos e trabalhando com as três dimensões. Segundo o professor, atividade física é qualquer contração muscular que eleva o gasto energético, em comparação com o estado de repouso. Já o exercício é a atividade física estruturada, com objetivo específico – que pode ser o de melhorar a capacidade cardiovascular ou o condicionamento, ganhar mais saúde ou perder peso, por exemplo. O esporte, então, é o exercício realizado sob algumas regras e que pressupõe algum nível de competição, mesmo que de forma recreativa. O coordenador do Lace conta que quando o laboratório foi criado o interesse inicial era na fisiologia do exercício em si e em sua prática para a promoção da saúde, sem foco específico no esporte de competição. Mas, com a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas, os pesquisadores foram estimulados a desenvolver e criar um legado de conhecimento científico sobre atividade física, exercício físico e esporte, a fim de estimular na população o aumento da prática e provocar impacto duradouro na produção científica do estado. Nosso objetivo não é exatamente tornar o Brasil uma potência olímpica esportiva superior às outras, mas aumentar o grau de atividade física da população” – Antonio Claudio da Nóbrega. O Lace hoje envolve cerca de 40 pesquisadores, estudantes e docentes de áreas como Enfermagem, Medicina, Biomedicina, Farmácia e Educação Física, entre outras, com a finalidade de realizar pesquisa, extensão e apoio ao ensino, da graduação ao pós-doutorado. Em paralelo às pesquisas na UFF, os membros atuam em uma rede colaborativa com outras instituições, o que tornou o laboratório um catalisador da aproximação de projetos. Um dos pontos altos dessa articulação foi a aprovação, neste ano, do projeto "(In)atividade Física e Exercício" como um dos cinco Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) coordenados e sediados na UFF. A rede multi-institucional "(In)atividade Física e Exercício" prevê ações estratégicas sobre o impacto da atividade, do exercício e da prática esportiva em diversas esferas – molecular, fisiológica, antropológica, epidemiológica, social e de saúde pública. O objetivo é contribuir para a redução dos gastos com saúde e dos impactos da taxa de doenças e mortes, a chamada morbimortalidade, que incide sobre a população. A criação de INCTs é financiada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e agências estaduais de fomento à pesquisa (Faperj, Fapesp, Fapemig e outras). O objetivo é mobilizar os melhores grupos de pesquisa brasileiros e promover o avanço da ciência, tecnologia e inovação, articulando diferentes áreas para a projeção internacional e o desenvolvimento sustentável do país. Antes mesmo de compor um INCT, o Lace já era um dos núcleos financiados pela Faperj nos últimos anos em editais como Apoio à Inovação nos Esportes, Equipamento Solidário, Apoio ao Desenvolvimento de Inovações no Esporte e Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). Uma das pesquisas mais conhecidas do laboratório desenvolveu um método de treinamento para praticantes de esporte de combate, como taekwondo, jiu-jitsu, judô e boxe. Entre outros aspectos, o experimento avaliou a capacidade aeróbica e o gasto energético durante o treino e recomendou um protocolo visando à melhora da performance e otimização do treinamento de cada atleta. “Acompanhamos inclusive atletas no nível da Federação Brasileira de Taekwondo, realizando a medida do consumo de oxigênio e outros gases, um teste de esforço na esteira e o gesto motor específico da luta, como as sequências de chutes”, explica Nóbrega, ressaltando os benefícios desse conhecimento não apenas para os esportistas, mas também para os instrutores. “Tivemos notícias de que o protocolo está sendo usado por treinadores, não só para a avaliação inicial de seus atletas, mas também de forma contínua, para medir o desenvolvimento deles. Faltavam instrumentos objetivos e específicos para isso”, afirma. O estudo foi publicado no final de 2015 na revista acadêmica norte-americana Journal of Strength and Conditioning Research. Experiências com voluntários permite observação da pesquisa na prática Ao longo dos anos de atividade, o Lace vem promovendo diversas pesquisas com o uso de colaboradores que voluntariamente se submetem aos experimentos. De acordo com a pesquisadora Natália Galito, professora do Departamento de Fisiologia e Farmacologia e uma das responsáveis pelo Lace, os participantes atendem às convocações feitas pelos pesquisadores, seja por meio da publicação de notas em jornais locais de grande circulação ou por cartazes distribuídos dentro e pelo entorno dos campi da UFF em Niterói. A maioria dos interessados são estudantes e funcionários da universidade e, eventualmente, moradores do próprio município e de São Gonçalo. “Por saber que se trata de um laboratório de ciências do exercício, eles já nos procuram querendo participar de algum projeto. Aí, apresentamos os projetos que vêm sendo desenvolvidos e norteamos essas pessoas, conforme o perfil buscado. É importante que tenham disponibilidade de tempo”, conta a professora. Em experiências que envolveram treinamento físico dos voluntários, entre 2011 e 2012, por exemplo, o hall do laboratório era adaptado com equipamentos para treinamento de musculação, como esteira e bicicleta ergométrica. “Muita gente procurava o Lace interessada em participar dos projetos e, consequentemente, treinar. Cada pessoa treinava três meses conosco, sempre com um profissional de Educação Física para acompanhar durante todo o processo”, ela lembra, ressaltando ainda que todo experimento com humanos tem que passar pela aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da universidade. “Como o Lace agregou pesquisadores com várias expertises, o perfil do laboratório mudou um pouco. Além de estudar o funcional, nós investigamos mais os mecanismos moleculares e celulares por trás dos procedimentos. No momento, optou-se por equipamentos que possibilitem um estudo por diversas áreas, então, a sala conta com no máximo com um aparelho de exercício ou equipamentos menores, como o handgrip”, explica Natália, cuja linha de investigação analisa mecanismos associados à função endotelial – em resumo, alterações no endotélio, que é a camada que reveste o interior dos vasos sanguíneos, podem ser indicativos de problemas cardiovasculares e arteriais. O handgrip é um aparelho de exercício em forma de bastão desenvolvido para avaliação da resistência e fortalecimento dos músculos das mãos, dedos, punhos e antebraço. No Lace, é utilizado para pesquisar o que acontece no cérebro quando uma pessoa realiza um exercício de preensão manual. O estudo, coordenado pelo pós-doutorando Igor Fernandes, avalia esse impacto sobre o fluxo sanguíneo dos vasos do cérebro e sobre o Sistema Nervoso Simpático (SNS), responsável por mobilizar as respostas do corpo humano ao estresse. O SNS, a prática de exercício e a pressão arterial estão diretamente ligados, uma vez que o aumento da frequência cardíaca e da força de contração leva a um aumento da pressão arterial. Em pacientes com hipertensão crônica ou insuficiência cardíaca, o SNS está desregulado, o que, segundo Igor Fernandes, é um problema para o coração, para os vasos e, consequentemente, para a pressão arterial, interferindo na irrigação de órgãos e tecidos. Fernandes e a equipe – formada pelos pesquisadores Daniel Mansur, João Dario de Mattos, Marcos Paulo Rocha e Monique Opuszcka – utilizam no experimento a fenilefrina, um medicamento que bloqueia parcialmente a reação do sistema nervoso simpático. “Em exercício, o SNS está atuando de maneira mais intensa, se comparado a condições de repouso. Quando o voluntário, que é jovem e saudável, contrai a mão, regiões específicas do cérebro são ativadas para que o movimento aconteça, principalmente as do lado oposto à mão que faz o exercício. Quando essas áreas estão ativas, os neurônios precisam de oxigênio, e acontece uma série de reações que resultam no aumento do fluxo sanguíneo, para levar oxigênio e nutrientes e sangue para aquelas regiões. Durante o exercício, tanto por informações que vêm do próprio cérebro quanto informações dos músculos que estão fazendo a contração, elas fazem com que o SNS seja mais ativado. Quando o sistema é bloqueado, ao invés de observar o aumento do fluxo de sangue apenas da região contralateral, você observa para ambos os lados, como se ele estivesse fazendo o exercício em ambos os lados. Então, com a ação do bloqueador, a pressão arterial sobe menos. Ou seja, a contração de cada vaso é menor, o que consequentemente faz com que o sangue passe com mais facilidade e, aí, a pressão fica menor”. O pesquisador tinha algumas hipóteses sobre o que interfere no aumento da pressão e, com essa pesquisa, conclui-se que de fato existe alguma contribuição do SNS nessa regulação. Os dados preliminares foram publicados na American Journal of Physiology (Revista Americana de Fisiologia). Em breve, a etapa seguinte do estudo se dedicará à ação do SNS na condição de exercício em pacientes idosos, mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares do que as pessoas jovens. “É uma consequência de vários hábitos ao longo da vida, mas também do envelhecimento de órgãos, tecidos do corpo e do tônus muscular cerebral. O idoso, na condição de exercício, e comparado com o indivíduo jovem, tem menos aumento do fluxo sanguíneo para as regiões do cérebro afetadas por aquele exercício e, em condições de repouso, o SNS está mais ativado. As respostas que observamos aqui são as mesmas na condição de envelhecimento e na deterioração da ativação cerebral, até mesmo a quantidade de massa cerebral funcional, que diminui durante o envelhecimento. Será que elas exercem alguma influência sobre a regulação do fluxo para o cérebro? Esse menor aumento do fluxo de sangue durante o exercício é sempre uma consequência de maior ativação do SNS em idosos? É isso que pretendemos investigar”, adianta Fernandes. “Qualquer identificação de tratamento ou minimização dos efeitos do envelhecimento sobre o corpo é importante para a saúde de modo geral, mas também para a economia e o país. E quando pensamos em envelhecimento, o exercício é uma ferramenta essencial para minimizar seus efeitos deletérios do envelhecimento, sendo benéfico para a saúde mental e para o aumento da qualidade de vida. No cotidiano, o exercício regular é, talvez, uma das mais potentes intervenções não farmacológicas que conhecemos”, afirma o pós-doutorando. Referência em fisiologia do exercício e na medicina esportiva, Antonio Claudio da Nóbrega, que atualmente é vice-reitor da UFF, endossa a importância da atividade física na vida de todas as pessoas. “Você pode lidar com a promoção da saúde por meio da atividade física sem necessariamente ter indivíduos que sejam esportistas, pois você pode ser fisicamente ativo de diversas formas. Ao aumentar, por exemplo, o número de lances de escada que se sobe por dia, diminui-se o risco de doença cardiovascular, que é a principal causa de morte natural no país”, exemplifica. Doutor em Fisiologia pela UFRJ e Universidade do Texas (EUA), foi médico-colaborador da Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos (CBDEA) e atuou nos Jogos Panamericanos de Indianápolis (1988), Olimpíadas de Inverno de Nagano, no Japão (1998), e em diversos mundiais de natação. Foi um dos médicos credenciados pela autoridade olímpica no comitê antidoping durante as Olimpíadas de Atlanta (1996) e avaliou a delegação dos atletas brasileiros em Seul (1988). Em relação ao contexto olímpico, o coordenador do Lace acredita que essa é uma chance para que a população se torne mais interessada em atividade física. “Nosso objetivo primário não é exatamente tornar o Brasil uma potência olímpica esportiva superior às outras, mas se aproveitar do encanto, da atração e da admiração pelos Jogos Olímpicos para aumentar o grau de atividade física da população. Isso contribui para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares, prevenir vários tipos de câncer, ampliar a autoestima e o bem-estar, prolongar a vida e, consequentemente, reduzir os gastos governamentais com saúde, otimizando os impostos e os investimentos para ações preventivas e de melhoria da qualidade de vida. É um conjunto de benefícios individuais e coletivos tão grande, que essa tem sido a principal motivação do Lace desde que foi criado e esse seria o nosso maior legado”, conclui.
Exposição Fotográfica 'ARTE E CENÁRIO DO ESPAÇO URBANO'A Exposição “ARTE E CENÁRIO DO ESPAÇO URBANO” será apresentada no Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS/UFF), na antessala do Espaço Interartes, a partir do dia 18 de julho, às 17 horas. Ficará exposta até o dia 04 de agosto. Endereço: Rua Professor Lara Vilela, 126 - São Domingos, Niterói. Entrada Gratuita. A Exposição é composta por cinco Ensaios Fotográficos, realizados coletivamente, que retrata alguns dos temas urbanos: Mobilidade, Saúde, Educação, Movimento Social Ocupa Escola e Patrimônio Cultural.  Os autores dos ensaios fotográficos são alunos do Curso de Produção Cultural do Departamento de Arte da UFF. Serão apresentados textos e fotografias de André Campos, Beatriz Cabral, Bruno Avellar, Jefferson Santos, Julia Camacho, Julia Musso, Pedro MacPherson, Renan Nazzos, Vanessa Felix, Victor Hugo e Yasmin Lucchesi. Além de autores, eles também são responsáveis pela produção cultural da Exposição, sob a curadoria da Fotógrafa e Professora Maria Alice Costa. A revelação dessa Exposição Fotográfica é o SER URBANO.  O trabalho mostra como olhamos, vivemos e somos cada um de nós na cidade. Ao caminhar e ao nos movimentarmos pela cidade somos capazes de nos surpreender, de sofrer, de interagir e de estabelecer alteridade com o outro, igual ou diferente de nós. É nessa ambivalência de sentimentos que construímos a nossa cultura urbana. As cidades, desde a modernidade, foram equacionadas nas suas dimensões estéticas e simbólicas e, assim, erigidas, em si mesmas, à condição de obra de arte. As cidades nos proporcionam um conjunto de intuições e uma série de elementos de contraste que se revelam preciosos para a compreensão dos atuais processos de reconfiguração objetiva e subjetiva das cidades. Desta forma, a produção cultural contemporânea nas cidades nos permite relativizar sobre as sinergias atualmente estabelecidas entre cultura, artes e dinâmicas urbanas, um terreno que se vem impondo como incontornável tanto do ponto de vista sociológico, como político. É a partir dessas nuances, que a Exposição Fotográfica “ARTE E CENÁRIO DO ESPAÇO URBANO” convida a todos a interagir com a estética cultural do Estar e do Ser Urbano.
Hipertensão arterial não preocupa só a área da saúdeTratada às vezes de forma banal, o controle da hipertensão arterial faz parte da rotina médica de muitas pessoas. No entanto, a médica e professora Lenita Claro, formada pela Universidade Federal Fluminense, acredita que a doença não interessa apenas ao campo biomédico. Em seu livro recém-lançado pela Eduff, "Diferentes olhares sobre a hipertensão arterial", a pesquisadora propõe que a experiência individual é fundamental para compreender a enfermidade e seus desdobramentos. Ainda desconhecida, a cura da doença é substituída por estratégias de controle. Isso faz com que a taxa de mortalidade da hipertensão seja uma das mais elevadas, já que seguir as orientações médicas torna-se uma escolha. De acordo com a autora, "os doentes, em geral, comportam-se como agentes reflexivos, que interpretam ativamente as recomendações, decidindo segui-las, ou não, totalmente ou em parte, segundo seus conhecimentos, suas crenças e experiências prévias e as situações de suas vidas diárias". A pressão alta também favorece o surgimento de outros males, como a obesidade, e afeta diariamente a vida dos hipertensos. Lenita Claro mostra a convergência entre o diagnóstico médico e o estilo de vida de cada um. "Esse conceito vinculou-se a uma perspectiva ideológica que enfatiza a responsabilidade pessoal do indivíduo na manutenção de sua própria saúde e prevenção de doenças, centrada na ideia de um 'estilo de vida saudável'", afirma. --> Como comprar  
DPVS Itinerante chega a Rio das OstrasA Divisão de Promoção e Vigilåncia em Saúde, da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (CASQ/Progepe), promoverá, no dia 27 de abril, o evento "DPVS Itinerante" no Campus Universitário de Rio das Ostras. O evento contará com uma equipe multiprofissional composta por médicos, nutricionista, enfermeiras, fisioterapeutas, técnico em segurança no trabalho e terapêuta ocupacional. Serão feitos a aferição de pressão arterial, cálculo do IMC ( Índice de Massa Corporal), distribuição de material educativo e informativo, além das palestras: "LER/DORT e Alongamentos" e "Alimentação e Nutrição - desvendando mitos". As atividades, com o objetivo de levar a conscientização da necessidade do cuidado com a saúde, aos servidores dos Campi do Interior do Estado, ocorrerão das 10h às 17h no pátio do prédio principal e auditório.
UFF é centro de referência nacional no tratamento de síndromes decorrentes do Zika vírusO Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), por meio da Unidade de Neurologia, Neurociência e Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina da UFF e a Unidade de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, são os dois únicos locais no Brasil que se tornaram referência nacional no atendimento e tratamento de neuropatias periféricas graves e de Síndrome de Guillian-Barré.  De acordo com o neurologista e professor da UFF, Osvaldo Nascimento, esses danos interferem no sistema nervoso periférico, que são responsáveis por transmitir impulsos do sistema nervoso central para o resto do corpo. Os primeiros casos da doença surgiram no final do ano passado, junto com o aumento incomum de casos de bebês com microcefalia em regiões do Nordeste. Até o momento 12 pessoas com Síndrome de Guillian-Barré foram internadas e submetidas ao tratamento no Huap, apenas uma delas ainda permanece no CTI, afirma o especialista. Os dois centros – Niterói e Ribeirão Preto – formam uma rede de neurologistas e pesquisadores, que até o dia desta entrevista, já havia notificado e atendido mais de 40 pacientes de várias regiões do país. A rede é formada por 18 profissionais entre técnicos de imagem, neurologistas e pesquisadores que, segundo o professor Nascimento, vem buscando aprimorar o diagnóstico, orientados pela classificação internacional da Síndrome de Guillian-Barré,  com o principal objetivo de evitar possíveis erros. Hoje, são mais de 30 condições e sintomas semelhantes aos da síndrome. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior", Osvaldo Nascimento Um exemplo disso é o caso de Leonardo Pizutti, químico, de 23 anos, que ficou internado por nove dias no Huap, sob os cuidados do médico Osvaldo Nascimento e sua equipe, formada pelas médicas Ana Carolina Andorinha, Pâmela Passos e outros residentes.  Depois do carnaval, ele procurou uma UPA quando começou a sentir os sintomas da Síndrome de Miller-Fisher, uma das variantes mais frequentes da Síndrome de Guillain-Barré. Na ocasião, ele apresentava tonteira, visão turva e dificuldade de locomoção. Na entrevista a seguir, o professor Osvaldo Nascimento dá mais detalhes sobre a infecção por Zika, Síndrome de Guillian-Barré e pede à população que evite as falsas notícias e o alarmismo. - De que forma a parceria entre a UFF e o poder público municipal podem orientar as gestantes durante o surto de Zika no Rio de Janeiro e o que elas devem fazer para se prevenir? Osvaldo Nascimento: É mais fácil a gente fazer ciência do que entender os políticos. A imprensa vem divulgando nosso trabalho diariamente, desde o surgimento dos primeiros casos da Síndrome de Guillian-Barré associados à “zikavirose”, mas, por incrível que pareça, nenhum secretário dos municípios da Região Metropolitana do Grande Rio me procurou para obter mais detalhes e outras informações sobre o tratamento dessas doenças, com exceção do secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o médico sanitarista, professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Daniel Soranz. - Quantas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti a população está enfrentando? Osvaldo Nascimento: boa parte do território brasileiro é endêmica em febre amarela e dengue. E agora temos a febre Chikungunia e a Zika. Todos esses vírus são transmitidos pelo Aedes aegypti. Nos Estados Unidos, a Febre do Oeste do Nilo, que causa encefalite (inflamação do cérebro), afeta o sistema imunológico e acaba deflagrando sintomas associados à Síndrome de Guillain-Barré, que, por sua vez, afetam a nuca, o cérebro e a medula do paciente. Todas essas doenças tem o mesmo vetor em comum. No caso da Zika, pelo fato de originar uma reação muito grande do sistema imunológico, acaba afetando o sistema nervoso central. A saída é não ter o mosquito. O cientista Oswaldo Cruz mobilizou o Poder Público e a população e conseguiu eliminar o Aedes aegypti há 100 anos. Mas, ao longo desses anos, o homem desrespeitou a ecologia, sujou a natureza e agrediu o meio ambiente com pesticidas.   - A diminuição do diâmetro da cabeça e do cérebro do bebê (microcefalia) afeta diretamente o desenvolvimento da criança em quais aspectos? Osvaldo Nascimento: essas relações ainda não estão bem definidas. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior.  Talvez, o nosso maior problema seja a subnotificação. Médicos mal treinados e a falta da obrigatoriedade da notificação podem subestimar o real número de casos, que podem estar sendo causados pelo vírus da Zika, mas ainda não se tem uma prova contundente que diga que a Síndrome de Guillain-Barré esteja associada ao vírus da Zika. - Qual o percentual de brasileiros contaminados com o Zika vírus atualmente? Osvaldo Nascimento: No Brasil, nos meses de janeiro e fevereiro, para cada grupo de 100 mil habitantes, quatro a cinco indivíduos, em fase produtiva, apresentavam sintomas de infecção por Zika vírus. Para os pesquisadores da UFF, o número era expressivo naquele momento. Mas, com a proximidade do fim do verão e o consequente declínio das temperaturas, provavelmente o número de casos notificados tenda a baixar. - A mãe ou o bebê, depois de recuperados da Zika, poderão desenvolver a síndrome de Guillain-Barré? Os estudos estão em curso, mas ainda não podemos comprovar que isso possa ocorrer. O que sabemos é que o cérebro não cresce. A microcefalia inibe o desenvolvimento natural do encéfalo durante a gestação. Há também um parasitismo das células nervosas, que não se desenvolvem. E o cérebro não crescendo vai interferir no raciocínio, movimentos, e assim por diante, gerando um ser que terá sérias limitações sociais. - Quais os sintomas da síndrome de Guillain-Barré e quais problemas neurológicos futuros que um paciente pode desenvolver depois de recuperado desta doença? Osvaldo Nascimento: a Síndrome de Guillian-Barré (SGB) foi descrita há 100 anos, por três médicos parisienses: Georges Guillain, Jean Alexandre Barré e André Strohl, que descobriram uma anormalidade no liquor dos pacientes que tinham a doença. Desde então, a enfermidade é caracterizada por uma fraqueza ascendente. Os sintomas começam pelos pés, sobem para as pernas, coxas, musculatura da face, e por fim paralisam a face e nos casos graves o sistema respiratório. No entanto, 80% dos pacientes reagem bem, 20% apresentam outras complicações, sendo que destes, 5% necessitam de maiores cuidados no estágio grave da doença. - O que está sendo feito para reverter este quadro? Osvaldo Nascimento: para reverter este quadro e estudar os mecanismos originários da SGB, mobilizamos neurologistas, biomédicos e pesquisadores da UFF, Fundação Oswaldo Cruz e UFRJ, para que possamos fazer um levantamento pormenorizado de cada paciente. Queremos saber quem tem o organismo predisposto a desenvolver a síndrome, após ter enfrentado a Zika. A boa notícia é que já isolamos o RNA Viral, que irá permitir desenvolver o antiviral e a vacina, evitando que novos casos aconteçam. - Que objetivos e benefícios a campanha de combate ao Aedes aegypti trará para a UFF e para a sociedade? Osvaldo Nascimento: Eu quero ação! A parceria entre o Poder Público e a UFF é de extrema importância, mas, como afirmei, os nossos profissionais não estão sendo procurados. Precisamos aumentar a oferta de leitos, promover concurso de novos profissionais, verba para comprar medicamentos e a imunoglobulina (substância utilizada no tratamento), além de melhorar o diagnóstico, e em curto prazo, produzir uma cartilha para orientação e capacitação da equipe médica e de todos os profissionais de saúde envolvidos nas ações de prevenção e tratamento. - Que mensagem o senhor deixa para a população: (assista no vídeo o esclarecimento do especialista a toda  a população) Osvaldo Nascimento: estamos em estado de atenção, não de alarme. A síndrome é rara, mas tem na maioria dos casos uma evolução favorável.  A sociedade e o Poder Público precisam se organizar para que tenhamos uma estrutura eficaz de atendimento, mas vale ressaltar: nem tudo é Zika, nem tudo é Síndrome de Guillain-Barré. 
Aprovada Resolução de Sustentabilidade do Hospital Universitário Antônio PedroO Conselho Deliberativo do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), reunido nesta 3ª feira pela manhã, aprovou a “Resolução sobre a Sustentabilidade do Hospital Universitário Antônio Pedro - HUAP, e indicativo de Contrato de Gestão Especial Gratuita do Hospital, entre a UFF e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh”. Houve, mais uma vez, tentativa de bloqueio do local da reunião por parte do Sintuff e pessoas alheias à comunidade universitária. Foi praticado novamente o fascismo que caracteriza estes grupos: atos de força, tentativas de intimidação e constrangimento dos conselheiros. Grupos que, até este momento, não apresentaram nenhuma proposta de superação dos graves problemas de sustentabilidade do Hospital. Gente que há muito perdeu sua humanidade, não se importando com o sofrimento alheio dos muitos que dependem do HUAP para o seu cuidado. A determinação desta administração é de que o Hospital seguirá forte, público e gratuito, conforme os preceitos do SUS. Demonstrando o vigor da democracia na UFF, o Conselho Deliberativo do HUAP se reuniu. Estiveram presentes à reunião 12 conselheiros, sendo que uma conselheira da direção do Sintuff presente, fez a opção de não assinar a lista de frequência e não votar. Dos outros 11 conselheiros, 10 votaram favoravelmente à resolução apresentada. Vitória da democracia e da comunidade que constrói a UFF, dia a dia. Pela proposta ficam garantidos: Manutenção de “porta única de acesso” ao Hospital, exclusivamente pelo SUS. Proibição de contratação com Planos e Seguros privados de saúde, bem como Universidades privadas. Garantia da autonomia universitária. Garantia do fortalecimento da atividade acadêmica. Respeito aos direitos dos servidores e fim do contrato precário de profissionais da saúde. Redimensionamento da força de trabalho com provimento de pessoal necessário ao pleno funcionamento do HUAP. Controle social da gestão com pleno funcionamento do Conselho Deliberativo. Aumento de leitos e serviços beneficiando usuários, com melhoras qualitativas no cuidado das pessoas. Manutenção da propriedade do patrimônio e equipamentos do HUAP com a UFF, sendo feita uma cessão de uso, para que a Ebserh possa realizar manutenções e reformas necessárias. Gerenciar o cuidado de forma integral, interprofissional centrado na pessoa, baseado em evidência científica. Garantir os espaços de ensino, extensão e pesquisa nas dependências do hospital. Possibilidade de inclusão de cláusula que garanta a possibilidade da UFF romper o contrato, caso o mesmo não esteja sendo cumprido pela outra parte. - Transparência no uso dos recursos materiais e financeiros, com prestação de contas ao Conselho Deliberativo do Hospital. Convidamos a todos a somarem esforços com a administração da UFF, no sentido de manter o HUAP funcionando, na perspectiva de ampliação dos serviços e do acesso aos usuários do SUS, e das atividades acadêmicas de ensino e pesquisa. Tarcísio Rivello Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro – HUAP.
Programa UFF Mulher e o 8 de março – Dia Internacional da MulherEm 2010, a Coordenação de Difusão e Fomento à Extensão da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense e professoras ligadas ao Núcleo de Pesquisa Histórica sobre Proteção Social e Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania criaram o Projeto UFF Mulher tendo como marco inicial atividades comemorativas para o 8 de março - Dia Internacional da Mulher. Em 2013, devido à demanda de atividades ampliou sua temática para gênero,  transformando-se em Programa. Seu objetivo principal é promover o diálogo e a troca de saberes entre a Universidade e a sociedade por meio de diferentes atividades relacionadas às áreas de gênero, direitos humanos, saúde, cultura, educação e qualidade de vida. Em parceria com Ações Extensionistas da PROEX, projetos desenvolvidos por outras Pró-Reitorias e instituições externas à UFF, tem realizado diversas atividades em comunidades de Niterói e outros municípios do Rio de Janeiro. Pelo 7º ano consecutivo, o Programa terá sua abertura com uma programação especial e gratuita no Hospital Universitário Antonio Pedro – HUAP. A atividade levará para a comunidade interna e externa ao Hospital ações direcionadas aos cuidados femininos, à qualidade de vida e à violência contra as mulheres, bem como outras  importantes para a sociedade sobre esses temas.
Mais de 1,5 mil bebês são registrados no cartório da Maternidade do HuapO posto avançado de registro civil do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) completou quatro anos com dois bons motivos para comemorar: registrou nesse período mais de 1,5 mil bebês, e as mães, que têm seus filhos na Maternidade do hospital, recebem gratuitamente a certidão de nascimento, o que representa um avanço para as famílias. A instalação de um cartório de registro civil na Maternidade do Huap possibilitou diminuir o sub-registro civil, que no Estado do Rio de Janeiro chega a 5%. Muitas crianças acabam ficando sem o registro ou passando um longo período da vida sem o ter, levando um grande número de pessoas a não ter seus direitos civis garantidos por lei, dentre os quais, o direito à cidadania. Para o diretor-geral do Huap, Tarcísio Rivello, a falta de registro de recém-nascidos prejudica a vida do futuro cidadão, que fica muitas vezes alijado de seus direitos constitucionais, de criança à vida adulta. Durante os preparativos de instalação do posto, lembrou-se de uma mãe, cujo filho de cinco anos ainda não havia sido registrado. Para o médico, “isso mostra que o posto instalado aqui no Huap é um resgate da cidadania". De acordo com a titular do cartório, Ana Paula Caldeira, a instalação do posto no interior do hospital representa um grande auxílio para as pessoas de baixa renda. "O Huap é um dos pioneiros desse projeto no estado, o que propicia à população dar o primeiro passo no exercício pleno de sua cidadania”. A iniciativa da implantação do cartório foi da presidente da Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antonio Pedro (Achuap), Rita Rivello. No ano de 2011, o primeiro bebê registrado foi uma menina chamada Ana Clara, hoje com quatro anos de idade. A mãe da criança, Sílvia Crespo, ressaltou a importância de a filha já ter sido registrada no hospital. A emissão da certidão de nascimento é gratuita. O horário de funcionamento do cartório no Huap é das 9h às 12h, de segunda a sexta-feira.