UFF recebe o XX Encontro de Reitores do Grupo TordesilhasNa manhã do dia 25 de novembro, a Universidade Federal Fluminense recebeu a Mesa de Abertura do XX Encontro de Reitores do Grupo Tordesilhas. Na oportunidade, o vice-reitor da UFF, Fabio Passos, assinou o Convênio entre o Grupo Tordesilhas e a Fundação Carolina. Além disso, aconteceu a Conferência de Abertura: “A universidade e o desenvolvimento global”, ministrada por Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências; e a primeira mesa de debates: “Universidade, desenvolvimento e economia verde”, moderada por Leonardo Guelman, superintendente do Centro de Artes da UFF. Compuseram a mesa de abertura o vice-reitor Fabio Passos, representando o reitor da UFF e presidente do Grupo Tordesilhas, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o reitor da Universidade do Porto, António Manuel de Sousa Pereira, o reitor da Universidad de Valladolid, Antonio Largo Cabrerizo, o reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra, Luiz Pedro San Gil Jutuca, representando Ricardo Silva Cardoso, reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e Vitor Ferreira, representando Jerson Lima Silva, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). De acordo com o vice-reitor da UFF, Fabio Passos, o XX Encontro reforça a relevância do conhecimento e das universidades. “A universidade se prolonga ao longo da história da sociedade. É importante a gente sempre lembrar isso. Vivemos uma situação no Brasil em que precisamos falar cada vez mais dessa relevância da universidade e que ela ajuda a desenvolver a sociedade, o país e o mundo. Isso tem que ser levantado sempre. É um momento de resistência contra a desvalorização das universidades nacionais”. O reitor da Universidade do Porto, António Manuel de Sousa Pereira, destacou a construção de projetos multilaterais para as universidades contemporâneas. “Temos como política da universidade não querer fazer caminhos sozinhos. Entendemos que, hoje em dia em nossa sociedade, caminhar sozinho é caminhar para sítio nenhum. Portanto, entendemos que fazer parcerias é fundamental e essas parcerias são facilitadas no âmbito espanhol e brasileiro porque há um patrimônio cultural imenso que temos que explorar num mundo cada vez mais competitivo. Espero que este fórum possa estimular cooperações já existentes e criar novas cooperações para que nossa comunidade saia reforçada e possa se reafirmar com veemência num contexto internacional cada vez mais desafiador.” O reitor da Universidad de Valladolid, António Manuel de Sousa Pereira, elogiou a organização do evento e a recepção da UFF. “É um prazer estar em Niterói participando em um encontro já histórico de reitores. Dessa forma, agradeço a magnífica organização da UFF e de toda a equipe do reitor, particularmente na figura da Lívia. Creio que é muito importante estar presente nessas reuniões para compartilhar experiências e fortalecer cooperações multilaterais entre as universidades dos três países.” Por sua vez, o reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra, contou a expectativa de fomentar novas ideias e projetos de colaboração entre Brasil, Espanha e Portugal. “Estamos a incrementar a interação com as universidades brasileiras e espanholas aqui presentes. Temos muito caminho para fazer, quer no ensino, quer na investigação com muita margem de progresso para incrementar os laços, em alguns casos mais antigos, noutros mais novos com todas as instituições do grupo”. Programação  Organizado pela Superintendência de Relações Internacionais, o evento teve, ainda nessa segunda-feira, a mesa “Mulheres, agentes do desenvolvimento e da produção de conhecimento”, mediada pela pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Andrea Brito Latgé.  O encontro continua na terça-feira com intensa programação com a participação de reitores, vice-reitores, professores e pesquisadores das instituições integrantes, abordando o tema: “Educação e cultura para o desenvolvimento social”, mediada pela superintendente de Relações Internacionais, Lívia Reis; e a conferência “Desafios e sustentabilidade nas universidades hoje”, ministrada por João Carlos Salles Pires da Silva, Reitor da Universidade Federal da Bahia. Já os colégios doutorais farão reuniões direcionadas, contando com as áreas de Psicologia, Ciências Ambientais, Física, Enfermagem, Engenharia, Saúde Pública e História. Segundo, Luiz Pedro San Gil Jutuca, coordenador brasileiro do Grupo Tordesilhas, os colégios doutorais são um momento importante de intercâmbio internacional de ideias e projetos científicos. “O encontro do Grupo Tordesilhas, que acontece anualmente, é  sempre um momento que podemos trocar experiências entre as universidades dos três países. Isso é muito bom porque estamos sempre predispostos a aprender com as boas ações em outras instituições. Os colégios doutorais são grupos de pesquisa formados com participantes dos três países e mostram quão importante é o Grupo Tordesilhas”. A professora Ana Abrahão, diretora da Escola de Enfermagem da UFF, explica que há dez anos a Escola de Enfermagem participa do ‘Programa de Enfermería del Grupo Tordesillas (PEGT)’. De acordo com a docente, ser membro da rede acadêmica permite que a escola participe de editais específicos para pós-doutorado, doutorado-sanduíche, visita técnica, estágio de graduação, entre outros. “Formam-se parcerias com as universidades integrantes que se estendem da graduação à pós-graduação, estabelecendo laços acadêmicos e culturais entre os membros dessas instituições. Novas colaborações são estabelecidas a cada encontro e estamos avançando na cooperação de investigações científicas que promovam estruturas e redes em um ambiente de pesquisa voltado para os cuidados de enfermagem”, conclui. Grupo Tordesilhas O Grupo Tordesilhas, rede acadêmica que agrega 26 instituições brasileiras, vinte espanholas e nove portuguesas, somando atualmente 55 entidades de ensino superior. Seu principal objetivo é promover entre seus membros a cooperação nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. A superintendente de relações internacionais, Lívia Reis, explica que na busca da consolidação de sua internacionalização, a UFF mantém convênios bilaterais com a maioria das universidades participantes do Tordesilhas. “Isso possibilita que, anualmente, muitos estudantes de graduação sejam enviados a essas instituições através da mobilidade internacional”, explica. O Grupo Tordesillas nasceu com a celebração do I Encontro de Reitores das Universidades do Brasil, Espanha e Portugal, realizado no ano de 2000 e teve como anfitriã a Universidade de Valladolid. O primeiro encontro foi realizado na cidade hispânica conhecida como “Casa do Tratado”, local onde foi firmado o histórico Tratado de Tordesilhas, em 1494.  
Grupo Tordesilhas: UFF preside rede internacional de universidadesEntre os dias 11 e 13 de novembro, a Universidade de Granada foi sede da XIX Reunião Anual de Reitores do Grupo Tordesilhas, uma rede acadêmica que agrega universidades do Brasil, Espanha e Portugal com o objetivo de promover entre seus membros a cooperação multilateral nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Na ocasião, o ex-reitor Sidney Mello foi eleito presidente da entidade. Com isso, a UFF organizará o encontro em novembro de 2019, em Niterói, fortalecendo sua atuação dentro do grupo e consolidando seu  projeto de internacionalização. Atualmente, a vice-presidência do Tordesilhas está nas mãos do reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, uma das mais tradicionais de Portugal. Composto por 52 instituições, o grupo soma atualmente 29 entidades brasileiras, dezoito espanholas e oito portuguesas. Com o tema “A Universidade Inclusiva”, o evento reuniu diferentes mesas de debate compostas por reitores, vice-reitores, professores e pesquisadores ligados ao tema maior, além das reuniões das Escolas Doutorais do Grupo, como Física, Enfermagem, Letras e Saúde Pública. Esses colégios promovem intercâmbio acadêmico e mobilidade de doutorandos e pesquisadores membros. A superintendente de relações internacionais, Livia Reis, informou que desde o encontro em Recife, Pernambuco, em 2016, o ex-reitor Sidney Mello vinha trabalhando junto ao Grupo Tordesilhas, com o objetivo trazer o evento de volta ao Brasil. “Isso reafirma a importância da UFF e das universidades brasileiras na configuração trinacional do grupo”, destacou a professora. “Para a UFF, o encontro foi de especial importância, pois o professor Sidney teve papel decisivo nas negociações para o retorno dessas reuniões ao país. Além disso, a sua posse como novo presidente do grupo foi importante para a instituição e para ele próprio, pois comprova a relevância da universidade dentro da entidade e da liderança dele em todo o processo”, relembrou Livia. Internacionalização da UFF A conquista da presidência do Grupo Tordesilhas também é resultado do processo de internacionalização que a UFF conquistou ao longo do mandato de Sidney Mello, que colocou o fato como meta a ser conquistada.   “Fizemos grandes avanços na área da mobilidade de graduação, pós-graduação e de docentes, implementamos um número significativo de cotutelas de doutorado em diferentes áreas (o estudante de doutorado pode ter dois orientadores, um no Brasil e outro em país estrangeiro, recebendo no final o diploma de doutorado dos dois países), aumentamos o número de convênios ativos, tanto na mobilidade quanto na pesquisa, fazemos parte hoje de três colégios doutorais do Tordesilhas (Enfermagem, Letras e Física), participamos do Programa Erasmus Mundus - programa de cooperação internacional, criado em 2004, e financiado pela Comissão Europeia, que permite a mobilidade de alunos que estejam no ensino superior", relembrou o ex-reitor Sidney Mello. Ainda segundo ele, além do Programa de Doutorado Internacional na área de Patrimônios, a UFF implementou um rol de disciplinas ministradas em outros idiomas, inaugurou um Instituto Confúcio em parceria com a China, e entregou à comunidade um Centro de Línguas, que coordena as ações em políticas de ensino de línguas estrangeiras. E, finalmente, a universidade foi contemplada no Programa Institucional de Internacionalização Capes-Print, voltado às pesquisas de cursos de excelência na Pós-Graduação.  “Com foco na consolidação de sua internacionalização, a UFF mantém convênios bilaterais com a maioria das universidades participantes do Tordesilhas. Isso possibilita que, anualmente, diversos alunos de graduação sejam enviados a essas instituições através da mobilidade internacional”, explica Livia Reis.