Mariana Baltar lança "Realidade lacrimosa" pela EduffCaracterizado pelo caráter racional e analítico da realidade, o documentário pode também apresentar traços afetivos, íntimos e muitas vezes sentimentais de histórias cotidianas. Em “Realidade lacrimosa” (Eduff, 2019), Mariana Baltar aborda a tendência do documentário latino-americano contemporâneo de incorporar à construção da narrativa o melodrama e as histórias de vida de pessoas comuns. A análise se desenvolve a partir da análise de filmes brasileiros bem conhecidos do público: Ônibus 174, Um Passaporte Húngaro, Peões, A Pessoa é para o que nasce, Estamira e Edifício Master. O lançamento, com noite de autógrafos, será no dia 29 de outubro, às 19h, na Blooks Livraria, em Botafogo.   Mais do que histórias privadas, os documentários analisados trazem questões sintomáticas da contemporaneidade, como o debate do público e do privado. Por meio de conceitos-chave, como personagem, autoperformance, intimidade, memória e subjetividades midiáticas, o processo de autoexposição da intimidade é questionado. Como equilibrar o caráter documental e o excesso melodramático das performances?   Para isso, a autora buscou narrativas em que a apropriação do melodramático desestabiliza lugares tradicionais de legitimidade. Ela partiu da hipótese de que os filmes que mais chamam a atenção do público são aqueles que apresentam cenas de conversas e confissões de dramas íntimos que promovem a sensação de uma intimidade partilhada.   Nos seis documentários analisados, a narrativa está centrada em dramas íntimos compartilhados por meio de depoimentos dos personagens. Para a autora, quanto mais se consolida a sensação de intimidade, mais se acredita na realidade documentária do filme. Como no caso de Eduardo Coutinho, diretor de dois dos documentários analisados, que costuma pedir para que os personagens cantem para as câmeras. “Não é a beleza das performances musicais que está em jogo, mas a sua força enquanto símbolo e, principalmente, enquanto exposição de uma vulnerabilidade frente ao olhar público da câmera. Tal vulnerabilidade ativa o jogo de empatias próprio do melodrama, aproxima afetiva e passionalmente espectadores de personagens, sentimo-nos compartindo intimidades”, explica Baltar.   Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff no ISSUU. Saiba como comprar.  
Construção da intimidade no documentário é tema de livro da EduffEm “Realidade Lacrimosa”, a professora de Cinema e Audiovisual da UFF Mariana Baltar reflete sobre o melodrama no documentário brasileiro contemporâneo. Para além de uma série de análises, a obra recém-lançada pela Eduff contempla “uma forma de ver o mundo e de ver-se no mundo que é amplamente presente no contexto latinoamericano e brasileiro”. Mais do que histórias privadas, os documentários analisados trazem questões sintomáticas da contemporaneidade, como o debate do público e do privado. Por meio de conceitos-chave, como personagem, autoperformance, intimidade, memória e subjetividades midiáticas, o processo de autoexposição da intimidade é questionado. Como equilibrar o caráter documental e o excesso melodramático das performances? Para isso, a autora buscou “narrativas em que a apropriação do melodramático pelo documental se faz desestabilizando lugares tradicionais de legitimidade”. Ela partiu da hipótese de que os filmes que mais chamam a atenção do público são aqueles que apresentam cenas de conversas e confissões de dramas íntimos que promovem a sensação de uma intimidade partilhada. Saiba como comprar.
Documentário sobre vida de família na Rocinha será exibido no Cine Debate, no Cine Arte UFFAline Bonifácio Lançado em 29 de setembro de 2018, o documentário “Vai Cair Mais Terra”, dirigido por Sam Liebmann e Lee McKarkiel, será exibido no Cine Debate, no Cine Arte UFF, em 29 de novembro, às 15 horas. Filmado na Rocinha, o filme apresenta a história de uma família de baixa renda que luta por uma vida melhor em meio ao cotidiano de uma das comunidades mais violentas do Rio de Janeiro. O documentário foi pensado para dar voz aos moradores de uma comunidade negligenciada pelo poder público, neste momento crítico pelo qual passa o Brasil. Após a exibição, a psiquiatra da Infância e da Adolescência da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Luciana Carvalho e a doutora em Saúde Pública e professora do Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal Fluminense, Lilian Koifman comandarão um debate com a audiência.
Elke: maravilha de mulher   Projeto “Elke: maravilha de mulher” presta homenagem a Elke Maravilha, no Centro de Artes UFF Produzido por alunos do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, o projeto “ELKE: MARAVILHA DE MULHER”, presta homenagens à atriz, cantora e ícone Elke Grunnup, mais conhecida no meio artístico como Elke Maravilha, que faleceu em 2016. O projeto abrange exposição de figurinos e bijuterias, desenhados especialmente para Elke, assim como exibição de documentários e filmes em que ela atuou, oficinas de maquiagem e de confecção de bijuterias, e roda de conversa sobre a icônica personagem popular, que contagiava todos com seu jeito expansivo e carismático. Toda a programação, especificada abaixo, acontecerá no Centro de Artes UFF, na cidade de Niterói, dia 20 de setembro de 2017, a partir das 10h, com entrada gratuita. Segundo os organizadores, serão “Doses sem moderação de extravagância e autenticidade que irão transportar o público presente para o universo criado e vivenciado por Elke, essa maravilha de mulher”! Programação detalhada EXPOSIÇÃO “ELKE: MARAVILHA DE MULHER” Esta exposição pretende contar e celebrar a vida de Elke Maravilha, personagem marcante e especial da cultura brasileira, através de fotos, mostra de figurinos e objetos do seu acervo pessoal, cedidos gentilmente, para a mostra, por sua família. Local: Varanda do Centro de Artes UFF (Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói- RJ) 10s às 21h Curadoria: Magali Bragado Entrada franca. Classificação - Livre   OFICINAS - Maquiagem e Produção de Bijuterias Serão duas oficinas, uma de maquiagem, às 14h, e outra de produção de bijuterias, às 15h. A ideia destas oficinas surgiu das técnicas utilizadas pela própria Elke, que pensava a maquiagem como forma de externar aquilo que você realmente é por dentro, em forma de arte no rosto. Já na de produção de bijuterias, ela idealizava e criava peças únicas com uma grande carga de sentimento, assim ela fazia com um de seus colares - que era seu maior amuleto. Inscrições no local, no dia, sujeitas à lotação. Entrada franca Classificação - Livre   RODA DE CONVERSA - A Questão de Gênero, pelos olhos de Elke A proposta para a roda de conversa é mostrar o olhar visionário de Elke Maravilha, em relação à questão de gênero. Ficou notória sua fala sobre não considerar as pessoas como homens ou mulheres, mas sim como “gente”, algo que, atualmente, tem sido colocado em pauta cada vez mais nos debates sobre igualdade de gêneros, identidade e pensamento não-binário. A roda receberá convidados íntimos de Elke, que poderão ilustrar mais os pensamentos da artista e relacioná-los ao tema. Convidados: - Marília, grande amiga e ex-freira - Marcos Ninke, amigo pessoal - Natasha Benzaquen, sobrinha de Elke, que fará a mediação Local : Teatro da UFF (Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói- RJ) 18h30 Entrada franca Classificação - Livre   FILMES E DOCUMENTÁRIOS Duas exibições audiovisuais, umas às 11 horas e outra às 16 horas. Foram escolhidos documentários como meio de apresentar Elke como Elke, não interpretando uma personagem: Sessão das 11h - A noiva da cidade Produção: Embrafilme, CATAVENTO PRODUÇÕES. Direção: Alex Viany. Sinopse: Cansada do modo de vida frenético e fútil das grandes cidades, uma famosa atriz de cinema retorna à pequena cidade de Cataventos, sua cidade natal, como uma maneira de reconectar-se com seu estilo de vida do passado. No entanto, assim que os políticos locais descobrem os planos da atriz de passar uma temporada na cidade, eles buscam capitalizar a presença da estrela na região o máximo possível, como maneira de utilizar a influência dela para defender as causas favoritas de cada um deles. Duração: 2h10min Sessão das 16h - Pixote in Memoriam Documentário lançado em 2007, com 1h20min de duração, sob a direção de Felipe Briso e Gilberto Topczewski, produzido por HB Filmes e Big Bonsai Produções. Este documentário promoveu um reencontro com os personagens de Pixote - A lei do mais fraco, filme dirigido por Hector Babenco e lançado em 1981, com depoimentos de atores, parte da equipe envolvida na produção do longa-metragem, personalidades impactadas pelo filme e familiares do protagonista Fernando Ramos da Silva, já falecido. Sessão das 19h30 - Elke Elke, de 2007, com 41 minutos de duração, sob direção de Julia Rezende e produção de Batoque Filmes. Documentário sobre a artista Elke Maravilha. O curta revela a mulher por trás da personagem a partir da reflexão sobre sua imagem, desconstruindo estereótipos e propiciando um novo olhar sobre Elke.    
Rio Paraíba do Sul é tema de documentário premiado da UFF Volta RedondaAs questões ambientais que envolvem o rio Paraíba do Sul, que banha os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, despertaram o interesse de alunos e professores da Faculdade de Direito da UFF de Volta Redonda. O trabalho rendeu uma pesquisa e a produção de um documentário premiado pelo Canal Futura. A iniciativa teve a parceria do grupo de pesquisa Direitos Humanos, Comunicação e Mídia (DHC Mídia), da TV Universitária de Volta Redonda (TVR) e do Grupo de Estudos em Meio Ambiente e Direito (Gemadi). Com 14 minutos de duração, “Nas Águas do Rio Paraíba do Sul” foi produzido pelo então estudante de Direito Alexandre Ferreira Valente, sob a orientação da professora Ana Alice Di Carli. O vídeo foi uma das 20 produções selecionadas na terceira edição do Projeto Curtas Universitários, parceria do Canal Futura com a Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), que contou com o apoio do projeto Globo Universidade da TV Globo. O evento reuniu audiovisuais de todo o país. O chefe do Departamento de Direito da UFF e coordenador da TV Universitária de Volta Redonda (TVR), professor Marcus Wagner de Seixas, explica que o documentário continua chamando a atenção para os problemas enfrentados pela maior bacia hidrográfica do Estado do Rio de Janeiro. A produção ouviu técnicos ambientais, trabalhadores que tiram seu sustento das águas do rio e a população ribeirinha. O objetivo foi alertar para os problemas que o rio Paraíba do Sul vem enfrentando, como a poluição, a destruição da mata ciliar, o assoreamento e a diminuição dos níveis de suas águas (...)”, destaca Alexandre Valente. “O documentário abriu as portas para todos os alunos de graduação da UFF em fase de redação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) para a produção de obras audiovisuais de curta-metragem. Foi uma oportunidade incrível de levar o debate de determinadas questões sociais com viés jurídico para milhões de brasileiros”, revela Marcus Seixas. “Foi uma pesquisa importante porque chamou a atenção para um tema de grande relevância para o país”, destaca Alexandre Valente. Segundo ele, foram seis meses de muito trabalho até conseguir o certificado da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para ser exibido. “Pesquisei e estudei muito, mas ao mesmo tempo tive a sorte de encontrar bons personagens e contar com a colaboração de algumas pessoas”, ressalta. Para Marcus Seixas, a produção do curta representou um grande desafio, sobretudo por ter sido proposto na época por um estudante de Direito e não de Comunicação. Mesmo com as dificuldades encontradas durante a produção, houve muito empenho e aprendizado, aliando as duas áreas e abordando a temática ambiental. Grupo de pesquisa De acordo com o professor Marcus Seixas, o grupo DHC Mídia, criado há seis anos, surgiu justamente para pesquisar, entre outros temas, a relação entre o Direito e as novas mídias, com o objetivo de discutir assuntos relacionados aos direitos humanos de forma mais abrangente possível. O meio ambiente, inserido nessa temática, também motivou a criação do grupo de pesquisa, que até então não tinha conhecimento dos editais de curta-metragem. Decidido a pesquisar e trabalhar com comunicação e suas interrelações, o grupo obteve recursos externos à UFF para, dois anos depois, montar o Laboratório da TV Universitária de Volta Redonda, criando um estúdio nas dependências do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFF (ICHS) e adquirindo equipamentos audiovisuais de ponta. O laboratório transformou-se num programa de extensão, trabalhando em conjunto com o DHC Mídia e as atividades de ensino, especialmente com as videoaulas, em parceria com o curso semipresencial em Administração Pública. A professora Ana Alice vem pesquisando a temática da água já há alguns anos. Segundo ela, Alexandre sempre demonstrou interesse em assuntos ligados ao meio ambiente, como também associar a educação ambiental à tecnologia, fato que a levou a orientar seu TCC. O aluno, inclusive, foi um dos integrantes do grupo de estudos Gemadi, liderado por ela e pelo professor Pedro Curvello Avazaradel. Quando o professor Marcus Seixas informou sobre o edital do Canal Futura, Alexandre abraçou a ideia de desenvolver um projeto de documentário sobre o Rio Paraíba do Sul. A seguir, um pouco mais sobre a pesquisa e o vídeo. O que motivou o estudante a pesquisar o Rio Paraíba do Sul? Alexandre Valente: Quando surgiu a oportunidade no edital do Canal Futura, a orientadora Ana Alice e eu enxergamos a possibilidade de promover e divulgar as questões ambientais em rede nacional, falando sobre a importância vital da água e utilizando o Rio Paraíba do Sul como personagem central, devido a sua importância na região Sudeste. Dessa forma, a grande motivação para mim, na época no 8º período de Direito, foi exatamente a oportunidade de abordar e difundir o tema para a sociedade, alertando a todos, num sentido mais amplo, sobre o valor da água e de se proteger os nossos rios. Como surgiu a parceria com o Canal Futura? Marcus Seixas: Foi justamente em 2013 que iniciamos os diálogos com o pessoal do Canal Futura, que culminaram com a assinatura de um convênio em 2014, e renovado no início de 2016. Portanto, foi com muita satisfação que tivemos conhecimento do resultado da seleção do edital Curtas Universitários, com o projeto da professora Ana Alice, em conjunto com seu orientando e nosso ex-bolsista de extensão, Alexandre Valente. Importante registrar que o aluno integrou dois grupos de pesquisa, como pode ser observado no diretório do CNPq. A pesquisa foi solicitada pela professora Ana Alice com que objetivo? Alexandre Valente: A sugestão da temática para a produção do vídeo foi sugerida pela professora Ana Alice, em decorrência do tema que escolhi para o meu TCC se adequar às exigências do edital do Canal Futura. O objetivo foi alertar para os problemas que o rio Paraíba do Sul vem enfrentando, como a poluição, a destruição da mata ciliar, o assoreamento e a diminuição dos níveis de suas águas, com a finalidade de sensibilizar a população para a preservação e proteção dos nossos recursos naturais, sobretudo a água, em rede nacional. A pesquisa abordou que aspectos do Paraíba do Sul? Alexandre Valente: Em virtude desse rio cortar três grandes estados de importância nacional - Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais - foram explorados no documentário os aspectos históricos, econômicos, sociais e, principalmente, ambientais. O documentário teve instituições parceiras e patrocinadoras aliadas à pesquisa? Marcus Seixas: A TV Universitária possui um técnico-administrativo e tem somente alunos na sua parte técnica (captação audiovisual e edição). Alguns desses, receberam bolsa de extensão, como o próprio Alexandre Valente (por três anos consecutivos). Portanto, considero que a primeira “patrocinadora” foi a própria UFF por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), além de recursos provenientes do Proext. Já os grupos de pesquisa Gemadi e DHC Mídia têm trabalhado em conjunto, na medida do possível, em várias vertentes, especialmente nos eventos acadêmicos desenvolvidos no espaço do ICHS. Além dos R$ 6 mil disponibilizados diretamente a Alexandre pelo Canal Futura, que possibilitou o pagamento de gasolina para deslocamento às locações externas, alimentação e custos de registro da obra na Ancine, o DHC Mídia comprou com recursos próprios um gravador profissional (Zoom H5), conforme especificações fornecidas pela emissora. Também merece destaque a parceria com a produtora PRO Filmes, que colaborou gratuitamente na captação, edição e pós-edição das imagens, especialmente as tomadas aéreas, pois a TVR não possui Drone.   A pesquisa e a produção do vídeo duraram quanto tempo?  Alexandre Valente: A pesquisa inicial durou aproximadamente dois meses. Nesse período criei o roteiro final do documentário, entrei em contato com os entrevistados, confirmando e agendando a participação no trabalho, e fiz o planejamento financeiro e logístico necessários. A fase de produção, com captação de imagens, sons e entrevistas, ocorreu em aproximadamente três meses. Por fim, a edição final se deu em cerca de um mês. No total, a produção levou de seis a sete meses, incluindo todas as etapas: pré-produção, produção e pós-produção. Quantos alunos estiveram envolvidos com a pesquisa em si e a produção do documentário? Alexandre Valente: Na época, eu e mais dois alunos estivemos envolvidos diretamente na produção do documentário, todos do curso de Direito da UFF de Volta Redonda. Ana Patrícia Rodrigues, na época no 6º período, e também membro do Gemadi, e Douglas de Mello, assim como eu, também pertencente ao grupo DHC Mídia. As imagens foram captadas por qual câmera? Alexandre Valente: As imagens foram captadas por uma câmera NX5N, emprestada pela TVR e por uma Canon 60D, da produtora “contratada” por mim para auxiliar na produção. Também foram utilizados os microfones de lapela da Sony e o boom da TVR; além do Drone da ProFilmes, para as tomadas aéreas e uma câmera GoPro para as gravações subaquáticas. O edital de seleção do Canal Futura era direcionado a estudantes de cursos ligados às quais áreas? Alexandre Valente: Apesar de estar relacionado diretamente às áreas que envolvem o produto audiovisual (jornalismo, cinema, produção de vídeo, etc.), o edital Curtas Universitários do Canal Futura, não era direcionado para algum curso específico. Qualquer aluno que estivesse próximo de concluir a graduação, poderia participar. A única exigência do edital era que o tema do TCC do estudante se comunicasse diretamente com o seu projeto de documentário. Vale destacar que dos 20 selecionados nesse edital, apenas eu era de um curso que tecnicamente não tem nenhuma relação direta com o meio audiovisual. Qual a importância do documentário para a UFF e para a sociedade? Alexandre Valente: Para a UFF, o importante é a visibilidade nacional que o documentário pode atingir. Além disso, acho que pode ser um estímulo para que outros estudantes participem de futuros editais como esse. Quanto à sociedade, os benefícios e resultados do vídeo são bem mais amplos, uma vez que se trata de um tema de importância vital. A grande ideia do documentário é tentar educar e alertar as pessoas para que despertem a consciência ecológica e passem a ter mais respeito aos nossos recursos naturais, contribuindo, assim, para a tutela de nossas águas. Ao fazer isso, todos somos automaticamente beneficiados, pois nossas águas são nossa fonte de vida. Atualmente, o Canal Futura conta com a participação de 31 universidades de diferentes regiões do Brasil em sua programação. Desde o ano passado, o documentário “Nas Águas do Rio Paraíba do Sul” pode ser assistido no site do Canal Futura, no site Globo Universidade e, também, no YouTube.