Alunas da UFF no 1º Concurso Nacional de Audiovisual da Andifes - assistam os vídeos#ProexEmAção parabeniza as alunas Helena de Araujo Zimbrão, Maria Eduarda Barros e Isabella de Oliveira Suplino que tiveram seu vídeos selecionados no 1º Concurso Nacional de Audiovisual da Andifes! O concurso teve como tema a "defesa da universidade pública" e a UFF está concorrendo com os três vídeos feitos pelas nossas companheiras estudantes. Os dez vídeos mais visualizados até dia 26 de fevereiro serão classificados para a próxima etapa, então cliquem nos links abaixo, visualizem os curtas que elas produziram e compartilhem! LINKS dos vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=QAoHpN-jSbU https://www.youtube.com/watch?v=NrsXw76X1io https://www.youtube.com/watch?v=dM1TcPHia1E Parabéns à todas pessoas envolvidas. A competição deve ser apenas motivadora de criatividade e produção, de forma inteligente e amigável entre companheiras e companheiros do audiovisual brasileiro, juntas/os! Andifes - Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior: www.andifes.org.br www.facebook.com/andifes0/
UFF organiza primeira edição do Festival de Cinema do BRICS no BrasilO projeto “Niterói: Cidade do Audiovisual”, parceria da Prefeitura de Niterói junto a Secretaria da Cultura do município e da Agência Nacional de Cinema (Ancine), representa um investimento promissor para a indústria cinematográfica da região, que tem como principal aliada a Universidade Federal Fluminense. O curso de Cinema da UFF foi o segundo da área a ser criado no Brasil, com mais de 50 anos de existência. O caráter histórico de pesquisa e preservação cinematográfica da instituição conquistou, para 2019, a realização do 4º Festival de Cinema do BRICS, que terá Niterói como cidade-sede em sua primeira edição brasileira, entre os dias 23 de setembro e 9 de outubro. O evento tem como objetivo reunir atividades de cinema dos integrantes do grupo BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, tendo edições intercaladas entre seus membros. A última edição foi realizada na África do Sul, consistindo na exibição de dois longas-metragens de cada país na categoria competitiva e três longas-metragens na categoria não competitiva. Douglas Resende, professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF e um dos organizadores do festival, ressalta a importância de promover a visibilidade do setor de audiovisual dos países envolvidos: “esse vasto território que abrange cinco países e quatro continentes está conectado pela economia global e as macropolíticas dos Estados-nação. Um festival de cinema nesse contexto cria a possibilidade de estabelecermos outras conexões, a partir da pluralidade cultural, das singularidades, das micropolíticas – que, em geral, a globalização tende a apagar”. Os docentes envolvidos na organização garantem um aspecto pedagógico às atividades, voltadas principalmente para a formação dos estudantes. “A residência artística e a Mostra Filmes de Escola, coordenadas pelo professores Douglas Resende e Cezar Migliorin e pelas graduandas Mariana Siqueira e Rachel Aranha, são duas das frentes mais intensas no sentido de pensar o cinema enquanto experiência coletiva, produtora de encontros e novas subjetividades”, diz o pesquisador. A programação propõe uma intensa participação de universitários da UFF, e também de outras instituições de ensino espalhadas pelos países do BRICS, como a Universidade de Calcutá, a Universidade da Cidade do Cabo e a Academia Nacional de Artes Chinesas. Preservação da memória O Departamento de Cinema e Vídeo da UFF se destaca pela experiência no campo da preservação audiovisual, particularidade evidenciada na criação do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA), em 2017. Suas atividades são direcionadas também para a promoção do cinema amador fluminense, o que abriga tanto a produção de filmes do próprio curso quanto diversos tipos de filmes amadores realizados no Estado do Rio de Janeiro. O LUPA surgiu como ideia no departamento em 2014, quando o prédio novo do Instituto de Artes e Comunicação Social estava em obras e foi prevista a instalação de um laboratório de preservação audiovisual. Inaugurado em 2017, conquistou seu espaço físico apenas um ano depois, na sala 13D do campus. O trabalho desenvolvido nesse ambiente consiste na restauração de equipamentos antigos como o Super 8, formato cinematográfico configurado e lançado pela empresa Kodak nos anos 60. O laboratório possui equipamentos de edição e projeção para os processos de inspeção e limpeza dos materiais, além de uma mesa enroladeira para revisão de filmes em bitolas 16 e 35mm. Pensar a memória do audiovisual em articulação com a produção amadora é um dos trunfos do LUPA, o que explica as diversas solicitações para parcerias, projetos conjuntos e consultorias. “Em 2018, nosso primeiro grande projeto foi organizar, pela primeira vez no Brasil, o APEx - Audiovisual Preservation Exchange, um programa de intercâmbio do Mestrado em Preservação Audiovisual da Universidade de Nova York. Alunos e professores vieram dos Estados Unidos e passaram duas semanas em Niterói e no Rio de Janeiro trabalhando em conjunto com instituições locais e participando de oficinas, palestras e debates”, explica Rafael de Luna, professor da UFF e coordenador do laboratório. Diante do projeto “Niterói: Cidade do Audiovisual”, foi estabelecida uma parceria com a Secretaria de Cultura da cidade, que passa por um convênio para o desenvolvimento do projeto "Memória Audiovisual Fluminense", voltado para a preservação do cinema amador de Niterói. “Nossa intenção é que os futuros realizadores audiovisuais saídos da universidade não cometam os mesmos erros que muitos cineastas, produtores e gestores fizeram no passado, com consequências terríveis para a memória audiovisual brasileira”, Rafael de Luna. O laboratório ganhou destaque ao exibir uma parte de seu acervo, já digitalizado, de filmes amadores com imagens do Rio de Janeiro e Teresópolis nas décadas de 1930 e 1940, na I Jornada de Estudos em História do Cinema Brasileiro – realizada em 2017. Consequentemente, houve a participação em diversos eventos e a organização de exibições e palestras. “Destaco o ‘I Dia do Filme Caseiro na UFF’, em 2018, que consistiu em um convite a qualquer pessoa para levar filmes antigos que tivessem em casa a fim de serem avaliados e eventualmente projetados em nossos equipamentos”, relata Rafael. “O evento foi um sucesso e iremos repeti-lo esse ano, talvez com uma edição também em Maricá, já que a Secretaria de Cultura daquele município manifestou interesse”. A graduanda de cinema da UFF e parte da equipe do LUPA, Laura Batitucci, ressalta que o espaço é essencial para a comunidade externa à universidade, pelo serviço de guarda de filmes amadores e posterior exibição dos mesmos. “A coleção J. Nunes, que possui acervo sobre Carnaval do Rio de Janeiro, é um caso interessante de utilização dos nossos filmes. Após fazer a disciplina de Preservação, Memória e Políticas de Acervos, um dos alunos que trabalharam com esse material decidiu utilizar um de seus trechos ao ser chamado para criar um clipe musical para a banda Gragoatá”, explica. A experiência da aluna no projeto mudou sua percepção sobre a área de estudo oferecida pelo laboratório. Laura então se inscreveu na disciplina da área, e assim entrou em contato com o universo da preservação audiovisual, do filme em película, dos equipamentos históricos (câmeras, projetores, entre outros) e dos desafios relacionados a essas questões no Brasil e no mundo. Apesar do destaque obtido, o espaço de trabalho dos integrantes do LUPA apresenta demandas. “Nosso projeto mais ambicioso é a compra de um scanner para filmes, isto é, um equipamento para digitalização profissional de filmes de arquivo em bitolas estreitas, as mais comuns para filmes amadores”, ressalta Rafael. A ferramenta é especialmente desenvolvida para arquivos de filmes, pois destina-se àqueles já deteriorados ou danificados, que precisam de um tratamento diferenciado. “Será o primeiro do gênero numa universidade brasileira e nos dará a possibilidade de digitalizar - e consequentemente dar acesso - um vasto número de acervos hoje abrigados em diferentes instituições que não têm condições de arcar com um processo caro e complexo feito em laboratórios comerciais”, explica. A dedicação dos professores no campo de preservação audiovisual auxilia os graduandos de cinema da UFF a considerar essa área como uma opção profissional com possibilidades de trabalhos em redes de televisão, produtoras ou arquivos audiovisuais. Para Rafael, “uma lição fundamental é que preservar é sempre mais fácil e barato do que restaurar. Nossa intenção é que os futuros realizadores audiovisuais saídos da universidade não cometam os mesmos erros que muitos cineastas, produtores e gestores fizeram no passado, com consequências terríveis para a memória audiovisual brasileira”. O LUPA está envolvido diretamente em algumas atividades do 4º Festival de Cinema do BRICS, como o Encontro de Preservação Audiovisual do BRICS, tema que pela primeira vez será tratado no evento. “É um grande desafio para o Departamento de Cinema e Vídeo, responsável por sua organização, mas que certamente trará ótimos frutos”, explica o coordenador do laboratório. A estudante Laura também possui altas expectativas: “a exposição dos equipamentos do LUPA, projeto no qual estou diretamente envolvida, é uma das atividades que me desperta maior curiosidade. Os equipamentos estão sendo restaurados e com certeza vão chamar bastante atenção no festival”. A programação do evento inclui a residência estudantil, cursos de história do cinema russo e soviético, chinês, indiano e sul-africano; fóruns, exposições e encontros. Entre 3 e 9 de outubro, o Cine Arte UFF exibirá uma mostra de animação gratuita voltada a estudantes da rede básica de ensino municipal, utilizando equipamentos e objetos históricos relacionados ao audiovisual para contar a história do cinema. Além disso, haverá a Mostra de Clássicos, aberta ao público em geral e com sessões gratuitas. A abertura oficial das mostras e da exposição no Centro de Artes UFF ocorrerá na noite do dia 2 de outubro. As sessões de filmes dos cinco países estão programadas entre os dias 3 e 9 de outubro, no CineArte UFF e no Reserva Cultural. A Cerimônia de Encerramento e Premiação dos vencedores da Mostra Contemporânea está prevista no dia 9 de outubro, às 20h.
Rio Paraíba do Sul é tema de documentário premiado da UFF Volta RedondaAs questões ambientais que envolvem o rio Paraíba do Sul, que banha os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, despertaram o interesse de alunos e professores da Faculdade de Direito da UFF de Volta Redonda. O trabalho rendeu uma pesquisa e a produção de um documentário premiado pelo Canal Futura. A iniciativa teve a parceria do grupo de pesquisa Direitos Humanos, Comunicação e Mídia (DHC Mídia), da TV Universitária de Volta Redonda (TVR) e do Grupo de Estudos em Meio Ambiente e Direito (Gemadi). Com 14 minutos de duração, “Nas Águas do Rio Paraíba do Sul” foi produzido pelo então estudante de Direito Alexandre Ferreira Valente, sob a orientação da professora Ana Alice Di Carli. O vídeo foi uma das 20 produções selecionadas na terceira edição do Projeto Curtas Universitários, parceria do Canal Futura com a Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), que contou com o apoio do projeto Globo Universidade da TV Globo. O evento reuniu audiovisuais de todo o país. O chefe do Departamento de Direito da UFF e coordenador da TV Universitária de Volta Redonda (TVR), professor Marcus Wagner de Seixas, explica que o documentário continua chamando a atenção para os problemas enfrentados pela maior bacia hidrográfica do Estado do Rio de Janeiro. A produção ouviu técnicos ambientais, trabalhadores que tiram seu sustento das águas do rio e a população ribeirinha. O objetivo foi alertar para os problemas que o rio Paraíba do Sul vem enfrentando, como a poluição, a destruição da mata ciliar, o assoreamento e a diminuição dos níveis de suas águas (...)”, destaca Alexandre Valente. “O documentário abriu as portas para todos os alunos de graduação da UFF em fase de redação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) para a produção de obras audiovisuais de curta-metragem. Foi uma oportunidade incrível de levar o debate de determinadas questões sociais com viés jurídico para milhões de brasileiros”, revela Marcus Seixas. “Foi uma pesquisa importante porque chamou a atenção para um tema de grande relevância para o país”, destaca Alexandre Valente. Segundo ele, foram seis meses de muito trabalho até conseguir o certificado da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para ser exibido. “Pesquisei e estudei muito, mas ao mesmo tempo tive a sorte de encontrar bons personagens e contar com a colaboração de algumas pessoas”, ressalta. Para Marcus Seixas, a produção do curta representou um grande desafio, sobretudo por ter sido proposto na época por um estudante de Direito e não de Comunicação. Mesmo com as dificuldades encontradas durante a produção, houve muito empenho e aprendizado, aliando as duas áreas e abordando a temática ambiental. Grupo de pesquisa De acordo com o professor Marcus Seixas, o grupo DHC Mídia, criado há seis anos, surgiu justamente para pesquisar, entre outros temas, a relação entre o Direito e as novas mídias, com o objetivo de discutir assuntos relacionados aos direitos humanos de forma mais abrangente possível. O meio ambiente, inserido nessa temática, também motivou a criação do grupo de pesquisa, que até então não tinha conhecimento dos editais de curta-metragem. Decidido a pesquisar e trabalhar com comunicação e suas interrelações, o grupo obteve recursos externos à UFF para, dois anos depois, montar o Laboratório da TV Universitária de Volta Redonda, criando um estúdio nas dependências do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFF (ICHS) e adquirindo equipamentos audiovisuais de ponta. O laboratório transformou-se num programa de extensão, trabalhando em conjunto com o DHC Mídia e as atividades de ensino, especialmente com as videoaulas, em parceria com o curso semipresencial em Administração Pública. A professora Ana Alice vem pesquisando a temática da água já há alguns anos. Segundo ela, Alexandre sempre demonstrou interesse em assuntos ligados ao meio ambiente, como também associar a educação ambiental à tecnologia, fato que a levou a orientar seu TCC. O aluno, inclusive, foi um dos integrantes do grupo de estudos Gemadi, liderado por ela e pelo professor Pedro Curvello Avazaradel. Quando o professor Marcus Seixas informou sobre o edital do Canal Futura, Alexandre abraçou a ideia de desenvolver um projeto de documentário sobre o Rio Paraíba do Sul. A seguir, um pouco mais sobre a pesquisa e o vídeo. O que motivou o estudante a pesquisar o Rio Paraíba do Sul? Alexandre Valente: Quando surgiu a oportunidade no edital do Canal Futura, a orientadora Ana Alice e eu enxergamos a possibilidade de promover e divulgar as questões ambientais em rede nacional, falando sobre a importância vital da água e utilizando o Rio Paraíba do Sul como personagem central, devido a sua importância na região Sudeste. Dessa forma, a grande motivação para mim, na época no 8º período de Direito, foi exatamente a oportunidade de abordar e difundir o tema para a sociedade, alertando a todos, num sentido mais amplo, sobre o valor da água e de se proteger os nossos rios. Como surgiu a parceria com o Canal Futura? Marcus Seixas: Foi justamente em 2013 que iniciamos os diálogos com o pessoal do Canal Futura, que culminaram com a assinatura de um convênio em 2014, e renovado no início de 2016. Portanto, foi com muita satisfação que tivemos conhecimento do resultado da seleção do edital Curtas Universitários, com o projeto da professora Ana Alice, em conjunto com seu orientando e nosso ex-bolsista de extensão, Alexandre Valente. Importante registrar que o aluno integrou dois grupos de pesquisa, como pode ser observado no diretório do CNPq. A pesquisa foi solicitada pela professora Ana Alice com que objetivo? Alexandre Valente: A sugestão da temática para a produção do vídeo foi sugerida pela professora Ana Alice, em decorrência do tema que escolhi para o meu TCC se adequar às exigências do edital do Canal Futura. O objetivo foi alertar para os problemas que o rio Paraíba do Sul vem enfrentando, como a poluição, a destruição da mata ciliar, o assoreamento e a diminuição dos níveis de suas águas, com a finalidade de sensibilizar a população para a preservação e proteção dos nossos recursos naturais, sobretudo a água, em rede nacional. A pesquisa abordou que aspectos do Paraíba do Sul? Alexandre Valente: Em virtude desse rio cortar três grandes estados de importância nacional - Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais - foram explorados no documentário os aspectos históricos, econômicos, sociais e, principalmente, ambientais. O documentário teve instituições parceiras e patrocinadoras aliadas à pesquisa? Marcus Seixas: A TV Universitária possui um técnico-administrativo e tem somente alunos na sua parte técnica (captação audiovisual e edição). Alguns desses, receberam bolsa de extensão, como o próprio Alexandre Valente (por três anos consecutivos). Portanto, considero que a primeira “patrocinadora” foi a própria UFF por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), além de recursos provenientes do Proext. Já os grupos de pesquisa Gemadi e DHC Mídia têm trabalhado em conjunto, na medida do possível, em várias vertentes, especialmente nos eventos acadêmicos desenvolvidos no espaço do ICHS. Além dos R$ 6 mil disponibilizados diretamente a Alexandre pelo Canal Futura, que possibilitou o pagamento de gasolina para deslocamento às locações externas, alimentação e custos de registro da obra na Ancine, o DHC Mídia comprou com recursos próprios um gravador profissional (Zoom H5), conforme especificações fornecidas pela emissora. Também merece destaque a parceria com a produtora PRO Filmes, que colaborou gratuitamente na captação, edição e pós-edição das imagens, especialmente as tomadas aéreas, pois a TVR não possui Drone.   A pesquisa e a produção do vídeo duraram quanto tempo?  Alexandre Valente: A pesquisa inicial durou aproximadamente dois meses. Nesse período criei o roteiro final do documentário, entrei em contato com os entrevistados, confirmando e agendando a participação no trabalho, e fiz o planejamento financeiro e logístico necessários. A fase de produção, com captação de imagens, sons e entrevistas, ocorreu em aproximadamente três meses. Por fim, a edição final se deu em cerca de um mês. No total, a produção levou de seis a sete meses, incluindo todas as etapas: pré-produção, produção e pós-produção. Quantos alunos estiveram envolvidos com a pesquisa em si e a produção do documentário? Alexandre Valente: Na época, eu e mais dois alunos estivemos envolvidos diretamente na produção do documentário, todos do curso de Direito da UFF de Volta Redonda. Ana Patrícia Rodrigues, na época no 6º período, e também membro do Gemadi, e Douglas de Mello, assim como eu, também pertencente ao grupo DHC Mídia. As imagens foram captadas por qual câmera? Alexandre Valente: As imagens foram captadas por uma câmera NX5N, emprestada pela TVR e por uma Canon 60D, da produtora “contratada” por mim para auxiliar na produção. Também foram utilizados os microfones de lapela da Sony e o boom da TVR; além do Drone da ProFilmes, para as tomadas aéreas e uma câmera GoPro para as gravações subaquáticas. O edital de seleção do Canal Futura era direcionado a estudantes de cursos ligados às quais áreas? Alexandre Valente: Apesar de estar relacionado diretamente às áreas que envolvem o produto audiovisual (jornalismo, cinema, produção de vídeo, etc.), o edital Curtas Universitários do Canal Futura, não era direcionado para algum curso específico. Qualquer aluno que estivesse próximo de concluir a graduação, poderia participar. A única exigência do edital era que o tema do TCC do estudante se comunicasse diretamente com o seu projeto de documentário. Vale destacar que dos 20 selecionados nesse edital, apenas eu era de um curso que tecnicamente não tem nenhuma relação direta com o meio audiovisual. Qual a importância do documentário para a UFF e para a sociedade? Alexandre Valente: Para a UFF, o importante é a visibilidade nacional que o documentário pode atingir. Além disso, acho que pode ser um estímulo para que outros estudantes participem de futuros editais como esse. Quanto à sociedade, os benefícios e resultados do vídeo são bem mais amplos, uma vez que se trata de um tema de importância vital. A grande ideia do documentário é tentar educar e alertar as pessoas para que despertem a consciência ecológica e passem a ter mais respeito aos nossos recursos naturais, contribuindo, assim, para a tutela de nossas águas. Ao fazer isso, todos somos automaticamente beneficiados, pois nossas águas são nossa fonte de vida. Atualmente, o Canal Futura conta com a participação de 31 universidades de diferentes regiões do Brasil em sua programação. Desde o ano passado, o documentário “Nas Águas do Rio Paraíba do Sul” pode ser assistido no site do Canal Futura, no site Globo Universidade e, também, no YouTube.