Maitê Proença leva o sucesso A Mulher de Bath para o Teatro da UFF em maioDepois da temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, Maitê Proença leva o sucesso A Mulher de Bath para o Teatro da UFF, dando continuidade às comemorações de seus 40 anos de carreira. “Se não houvesse em toda a Terra imensa, autoridade além da experiência, a mim isso seria suficiente, para fazer um relato contundente, das mazelas da vida de casada”. Assim diz Alice, a mulher da cidade de Bath do título, ao se apresentar para o público. O fato é que ela enterrou cinco maridos e, agora, quer mais um. À beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval, uma mulher de vasta experiência e de ardorosa oratória conta a história de sua vida exemplar, universal e única: seus amores incansáveis, seus rancores, suas paixões e vinganças, suas traições e sua grandeza, seu conhecimento profundo do pecado, da salvação e do espírito humano. E ela o faz sem poupar ninguém, nem a si própria. As coisas são ditas como são, sem enfeites, de forma clara, irreverente e direta. Movida por um humor visceral, Alice sugere que o comando nas mãos da mulher não leva à guerra, ou submissão, mas ao bem estar comum. Alice é uma mulher à frente de sua época. A mulher de Bath é parte dos Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer A mulher de Bath é um dos Contos da Cantuária (Canterbury tales) de Geoffrey Chaucer (1343-1400), publicados pela primeira vez em 1475, e apresenta uma personagem basilar da literatura moderna ocidental. Chega aos palcos brasileiros pela primeira vez, em uma tradução que resgata a eloquência popular de sua fala. A premiada tradução de José Francisco Botelho busca inspiração na poesia popular brasileira, do repente nordestino à trova gaúcha, para reviver entre nós o clima e as vivências da Idade Média. A peça é uma adaptação gestada na já premiada união teatral da atriz Maitê Proença, que completou em janeiro 40 anos de carreira e 60 anos de vida, com o diretor Amir Haddad. O primeiro encontro entre eles aconteceu em 2012 na peça As Meninas - Prêmios APTR de Melhor Autor (Maitê e Luiz Carlos Góes), Melhor Atriz (Patrícia Pinho), Melhor Figurino (Beth Filipecki) - seguido de À Beira Do Abismo Me Cresceram Asas, em 2014 - Prêmio APTR melhor atriz para Clarisse Derziê. A mulher de Bath Dias 05 e 06 (sábado e domingo), 11, 12 e 13 (sexta, sábado e domingo) de maio de 2018, às 20h Teatro da UFF - Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói - RJ Ingressos: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia-entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos e servidores da UFF) Duração: 60 minutos Recomendação etária: 16 anos
Para ler o Teatro hoje LITERATURA E DISSONÂNCIAS - PARA LER O TEATRO HOJE O Grupo de Pesquisa Literatura e Dissonâncias (LIDIS/UFF) examina a manifestação da dissonância em diferentes obras literárias das mais variadas nacionalidades, com vistas a compreender o modo pelo qual alguns autores se constituíram, através dos discursos literários, como vozes questionadoras de seus tempos, sociedades e condições existenciais. A partir da premissa da dissonância, o atual recorte da pesquisa analisa o discurso dramatúrgico, no que concerne o seu caráter literário sem, no entanto, perder de vista seu aspecto híbrido por se tratar de uma obra que nasce para a encenação. Nesse sentido, a I Jornada do LIDIS/UFF nasceu do desejo de compartilhar com a comunidade acadêmica e todos os demais interessados as inquietações provocadas por essa viagem investigativa, tendo como bússola a convergência entre a Literatura e as Artes Cênicas.