Projeto Cinderela trabalha autoestima de mulheres com câncerA Universidade Federal Fluminense, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, registrou as atividades do Projeto de extensão Cinderela. A ação extensionista visa atender mulheres com câncer, mudando suas perspectivas quanto à doença e alcançar melhoras significativas no resultado dos tratamentos. Através de diversas atividades (como Yoga, maquiagem, tratamento e acompanhamento odontológico, oficina de turbante, dentre outras), o projeto trabalha a autoestima dessas mulheres, tão agredida nessa fase da doença. Em suma, a ação busca com amor reconstruir a autoestima das enfermas.   Contatos: https://www.facebook.com/Projeto-Cinderela-706451249486441/
Huap oferece à população serviço de alergia e imunologia único na regiãoEm sua busca constante por diagnósticos e tratamentos cada vez mais eficazes, o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), através do Serviço de Alergia e Imunologia Clínica, oferece de forma gratuita para a população diversos procedimentos especializados como os tratamentos de rinite, asma, dermatite atópica, imunodeficiência e urticária crônica. Atualmente, são beneficiados pelo serviço em torno de 2500 pacientes ao ano. Inaugurado na década de 1980, o setor tem o objetivo de dar assistência a adultos e crianças com doenças alérgicas e imunodeficiências primárias. As atividades se dividem em ensino, assistência e pesquisa clínica, que são realizadas nos ambulatórios de alergia geral, dermatite atópica, urticária crônica e reações adversas a drogas e imunodeficiências primárias. Segundo o coordenador do Serviço de Alergia e Imunologia da UFF, José Laerte Boechat, o atendimento multiprofissional, viabilizado pela estrutura do espaço, engloba dermatologia, imunologia clínica, pneumologia, pediatria, hematologia e otorrino, facilitando a integração e o atendimento às necessidades dos pacientes. “A grande vantagem que a gente tem hoje aqui é poder transitar com o paciente de acordo com as necessidades entre todos esses serviços. Isso facilita os tratamentos e os torna mais eficazes”, explica Boechat. Desde sua implantação no Huap, o Ambulatório de Alergia e Imunologia Clínica recebe pacientes de Niterói e municípios vizinhos, como São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim, Tanguá e Casimiro de Abreu. “Por mês, são realizadas mais de 200 consultas, além da aplicação de vacinas, testes cutâneos, tratamento regular com aplicação de imunoterapia específica para antígenos, infusão de imunoglobulina para pacientes com imunodeficiências primárias e aplicação de imunobiológicos para tratamento de doenças específicas - por exemplo, anti-IgE para tratamento de casos de urticária crônica espontânea”, descreve o coordenador. O projeto conta com três professores - Beni Olej, José Laerte Boechat e Daniella Moore, do Departamento de Medicina Clínica e duas médicas - Simone Pestana e Rossana Rabelo. Além disso, alunos de graduação em Medicina e de pós-graduação do HUAP/UFF de diversas áreas, tais como Clínica Médica, Pediatria, Neurologia, Geriatria, Otorrinolaringologia e Dermatologia participam das atividades do setor em nível ambulatorial e acadêmico. A integração entre as atividades de ensino e assistência médica possibilita o avanço das linhas de pesquisa atualmente em andamento no Serviço, que são Rinite no idoso, Alergia alimentar, Dermatite atópica, Urticária e Reações adversas a drogas. “A presença de estudantes e pesquisadores no ambiente favorece as análises e o avanço dos tratamentos oferecidos”, ressalta Boechat. Desenvolvimento da área de Urticária Crônica Entre os focos do Serviço de Alergia e Imunologia está o diagnóstico, tratamento e pesquisa a respeito da urticária crônica - caracterizada pelas lesões na pele que persistem por mais de seis semanas, com fator desencadeante identificado ou não (neste caso, sendo conhecida como espontânea). Sem outras opções de tratamento em Niterói e região, os pacientes são encaminhados dos postos de saúde para o Huap, onde contam com o Ambulatório Especializado em Urticária Crônica. Já, que no setor, há um estudo aprofundado da doença, favorecendo o sucesso dos tratamentos oferecidos. Segundo a professora Daniella Moore, o progresso permitido pelo ambulatório se deve a criação de um registro com os pacientes. “Nós estamos montando um registro clínico da área metropolitana desses pacientes, porque em termos médicos, nós só podemos avançar no tratamento de uma doença a partir do que é conhecido e nós só conhecemos o que é registrado. Com isso, poderemos analisar a evolução da doença, como se comporta com o tratamento, obtendo assim um conhecimento de massa”, explica.
Doença renal crônica: mais de 500 pessoas atendidas em projeto da NutriçãoQuando se trata de problemas renais é comum pensar de imediato nos conhecidos cálculos e infecções, entretanto, disfunções relacionadas aos rins podem ser graves e gerar até falência do órgão, como é o caso da doença renal crônica (DRC). Caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins, a doença tem como principais causas no Brasil a hipertensão e a diabetes, seguidas de obesidade e glomerulopatia. Um dado agravante é que devido à demora em apresentar sintomas, cerca de 70% dos pacientes descobrem tardiamente o desenvolvimento da enfermidade, aumentando assim os casos com necessidade de diálise e transplantes. A incidência de casos é tão preocupante que a DRC é considerada hoje em dia uma questão de saúde pública, principalmente pela falta de conhecimento por parte da população. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Nefrologia realiza anualmente uma campanha pelo Dia Mundial do Rim – comemorado em 2017 no dia 9 de março –, com o intuito de conscientizar a sociedade a respeito dos riscos e das formas de prevenção. Buscando oferecer tratamentos nutricionais a doentes renais crônicos e desenvolver pesquisas sobre a disfunção, a UFF conta com um ambulatório de nutrição renal coordenado pela professora Denise Mafra. Os pacientes encaminhados ao ambulatório passam por uma reeducação alimentar baseada em dietas hipoproteicas e são acompanhados para que a função renal se estabilize. O projeto conta com a participação de estudantes de Nutrição, da graduação ao pós-doutorado, o que permite resultados práticos, estudos aprofundados e, consequentemente, avanços no tratamento. Uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da doença renal crônica”, enfatiza Denise Mafra. De acordo com a coordenadora do projeto, informações a respeito da doença são um grande passo para a redução dos casos. Ainda que seja uma enfermidade silenciosa, existem formas de prevenir e acompanhar o funcionamento renal por meio dos exames de rotina. “Assim como o colesterol e a glicose são verificados, a creatinina é um marcador importante para a função dos rins, principalmente nos pacientes diabéticos e hipertensos, e deve ser acompanhada. Além disso, uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da disfunção renal crônica”, enfatiza a professora. A seguir, Denise Mafra, explica um pouco mais sobre o projeto: Como surgiu o ambulatório? O ambulatório surgiu em 2009, motivado pelas pessoas que perguntavam se eu atendia pacientes com doença renal crônica. Na época eu tinha uma aluna da iniciação científica e em 2010 iniciamos o projeto de extensão do Ambulatório de Nutrição Renal. Com o tempo, a proposta foi tomando uma grande proporção devido à divulgação nos postos de saúde, com os nefrologistas do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e da rede básica de saúde, que passaram a encaminhar pacientes para cá. Hoje em dia nós temos mais de 350 pacientes sendo atendidos por mim e pelas mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas que trabalham comigo. Como é feito o tratamento no ambulatório? Quando o paciente chega ao ambulatório, pedimos que ele já traga o exame bioquímico apresentando os níveis de creatinina, porque aqui é feito um cálculo através de um aplicativo que mede a função renal. O normal é que essa função esteja em média 100 ml/min., mas nos casos de doença renal crônica os níveis vão diminuindo e quando marcam 10 ml/min., esse paciente precisa ser encaminhado para a diálise. Dessa forma, quando ele chega com os exames, fazemos esse cálculo, seguido de uma avaliação antropométrica para verificar as medidas e um questionário alimentar para saber quais os hábitos do paciente. A partir daí o tratamento se inicia com base em uma dieta hipoproteica, ou seja, uma dieta com quantidades diminuídas de proteína. Para que essa dieta seja seguida corretamente e gere bons resultados, realizamos aqui uma educação nutricional com o paciente, orientando quanto ao sal e quanto às quantidades e os alimentos ingeridos, por exemplo. Quais pesquisas são desenvolvidas no ambulatório atualmente? Todas as pesquisas realizadas aqui contam com a participação dos pacientes. Nós aprovamos no comitê de ética e os que aceitam contribuir assinam um termo de consentimento. Dessa forma, nós temos duas pesquisas de doutorado, uma que avalia se essa dieta hipoproteica que é prescrita aqui diminui os níveis de inflamação e outra a respeito da modulação da microbiota intestinal por essa dieta, além de uma pesquisa de mestrado avaliando os efeitos da dieta hipoproteica em alguns marcadores cardiovasculares. Nesse sentido, já realizamos oficina de culinária com a participação dos pacientes de forma a apresentar a dieta e motivar uma maior adesão e publicamos artigos mostrando que essa microbiota intestinal se altera em pacientes com doença renal crônica, levantando a hipótese de que a ingestão de grande quantidade de proteína pode gerar toxinas urêmicas que não são adequadamente administradas pelo rim do paciente renal crônico. Os alunos do curso de Nutrição participam ativamente do projeto? Sim, o ambulatório é muito divulgado na minha disciplina. Além das mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas já citadas, eu conto com alunos do curso de Nutrição atuando no estágio interno e no desenvolvimento acadêmico. Esses alunos de graduação acompanham os atendimentos e realizam a avaliação nutricional dos pacientes. Assim, o projeto passa pela pesquisa, pelo ensino e pela extensão, criando uma ligação interessante e necessária entre as mais diversas áreas da Nutrição. SERVIÇO: Telefone: 2629-9862 E-mail: nutricaorenal@gmail.com Endereço: Faculdade de Nutrição - UFF - Rua Mário Santos Braga, N°30, 4° andar, Valonguinho - Niterói RJ. Horários de atendimento: Terça das 8h às 12h e das 14h às 17h / Quinta das 14h às 17h / Sexta das 8h às 12h.
UFF quebra tabus e disponibiliza tratamento odontológico para gestantesCom o intuito de oferecer tratamento odontológico gratuito para gestantes e quebrar o tabu de que não é adequada sua realização na gravidez, surgiu, na Faculdade de Odontologia da UFF, o Projeto de Atendimento às Gestantes. O serviço visa a uma abordagem especial e atenciosa para que as pacientes se sintam à vontade, mesmo em uma situação comumente de desconforto. Dessa forma, os profissionais participantes, alunos e professores pretendem lidar não apenas com as gestantes, mas também com suas famílias. Além de reforçar a importância dos conceitos de prevenção, educação e do cuidado com a saúde bucal. Ao levar em conta o contexto do momento gestacional, no qual não só o físico da mulher está alterado, mas o emocional também, muitas acabam deixando de lado a saúde bucal. Dentre eles, a equipe do projeto pesquisou e listou que os mais comuns são a dificuldade de acesso ao profissional, problemas financeiros, medo de chegar ao dentista e não ser atendida, o famoso ‘vou deixar para depois’, a contraindicação da família e o temor de que a odontologia possa gerar algum problema na gravidez. Ainda é recorrente o mito de que uma extração dentária pode acarretar uma hemorragia que levará à perda do bebê. Assim, muitas grávidas optam por deixar de lado as consultas ao dentista. Entretanto, esse pensamento é equivocado, como expõe a coordenadora do projeto odontológico Tereza Cristina Almeida Graça: “O fato de uma gestante apresentar um problema bucal que pode até ser infeccioso é muito mais lesivo e traumático para essa gravidez do que o tratamento em si, que é controlado e feito a partir do uso de anestésicos e antibióticos recomendados por um profissional”. A partir das análises feitas, a equipe definiu como prioridade facilitar o atendimento odontológico às gestantes e torná-lo atrativo. A coordenadora do projeto explica a solução encontrada para possibilitar isso: “Procuramos acolher a gestante em todos os sentidos para conhecermos um pouco mais suas ansiedades e também levar esse conhecimento, essa reflexão, de que a saúde bucal tem que ser valorizada. Às vezes é como se as pessoas pensassem ‘a boca é uma coisa e o corpo é outra’ e esquecessem de que tudo é saúde e todo mundo quer saúde durante a gravidez”. Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, destaca Tereza Cristina. Dessa forma, a equipe reconheceu a importância de lidar também com seus núcleos familiares, que muitas vezes não apoiam o tratamento pela crença equivocada no seu malefício. “É preciso levar esse conhecimento para as famílias, de forma respeitosa e com cuidado, para que eles apoiem a gestante e facilitem o tratamento contínuo”, ressalta Tereza Cristina. Além disso, mesmo que a paciente tenha a saúde bucal perfeita, ela também tem o direito de ir à clínica para ser cuidada e acompanhada por um profissional odontológico, prevenindo problemas futuros. Por ser afiliado à universidade, o projeto apresenta parcerias com outros cursos: Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Nutrição e Medicina. O trabalho integrado proporciona às gestantes um atendimento auxiliar completo a qualquer problema de saúde que possa vir a ser apresentado. “Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, afirma Tereza Cristina. Devido ao projeto estar no início, ainda não há financiamento externo. Apenas uma aluna participante recebe bolsa para ajudar no deslocamento. A equipe envolvendo alunos e professores, tanto da própria Odontologia quanto dos cursos parceiros, é formada por voluntários. O material básico de consumo - para restauração, resinas, obturação, etc. - e medicamentos são fornecidos pela UFF e o instrumental clínico pertence aos alunos, que já os utilizam também em aulas da graduação. O atendimento é feito em um espaço cedido pela instituição, na Clínica 4, localizada na Faculdade de Odontologia dentro do Campus do Valonguinho. O consultório foi recentemente reformado e apresenta uma aparelhagem moderna para que o atendimento seja realizado da forma mais confortável possível. O projeto atende unicamente às gestantes para que os profissionais envolvidos consigam lhes dar uma atenção especial. O foco também está em proporcionar o bem-estar das grávidas situando-as em um ambiente de fácil troca e reconhecimento entre elas mesmas. A coordenadora ressalta a importância dessa atmosfera para proporcionar um momento de tranquilidade às pacientes, ajudando muitas vezes a acalmar seus anseios, facilitando assim a cooperação no tratamento. Alerta às gestantes Durante o período gestacional, é muito comum o aumento hormonal ocasionar uma sensibilidade da gengiva, acarretando na doença periodontal, o que ocorre também porque muitas mulheres deixam de escovar os dentes por sentirem enjoo na gravidez. Às vezes elas enjoam da escova, da pasta e até mesmo motivos externos podem dificultar a higiene bucal. A falta de escovação acarreta um acúmulo de placa bacteriana que irrita a gengiva, facilitando o desenvolvimento do sangramento gengival, que é o primeiro sinal clínico de uma inflamação na gengiva. “Quando veem o sangue na boca, as pessoas logo pensam ‘ai meu deus, estou doente’ e param com a escovação. Na verdade, nesse momento é imprescindível fazer o contrário, pois a medida profissional que temos para fazer esse sangramento parar é escovando os dentes”, enfatiza Tereza Cristina. Segundo ela, entretanto, é necessário que tenhamos certa quantidade de placas na boca para impedir outras doenças de aparecerem. “O ideal para ter uma boa saúde bucal é escovar o dente com a regularidade de três vezes ao dia”, conclui. A coordenadora alerta também para a importância da escova de dente em prol da saúde da boca. A escolha inadequada favorece uma limpeza ruim. Ela afirma que, erroneamente, as pessoas compram as que apresentam cerdas duras e compridas porque associam força com a limpeza. No entanto, o que se recomenda são escovas pequenas e macias, que possibilitam uma higienização ideal. Tereza Cristina ainda completa: “A isso soma-se o sabor da pasta de dente, que proporciona uma falsa sensação de limpeza, fazendo as pessoas acharem que a saúde bucal está em dia quando, na verdade, pode não estar”.