Exposição Virtual: 50 anos de história da Superintendência de Documentação da UFF Por ocasião das comemorações dos 60 anos da UFF, o Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade lança a exposição virtual: 50 anos da Superintendência de Documentação. Para narrar os principais acontecimentos realizados por esta unidade, a exposição apresenta uma linha do tempo a partir da sua criação (1969), ainda como Núcleo de Documentação. A memória que liga o presente ao passado registra o que foi vivido e nos conecta  ao que está sendo hoje construído. Deste modo, é responsabilidade de todos a preservação da memória  para que a nossa história nunca se perca!   O link do evento será publicado em breve
Novo volume da Coleção Novos Estudos de História Econômica do Brasil terá lançamento virtualA coletânea “História Econômica do Brasil - Primeira República e Era Vargas” será lançada nesta segunda, 24 de agosto, durante live realizada pela Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE), a partir das 19h, no canal da ABPHE no YouTube. Organizado por Guilherme Grandi e Rogério Naques Faleiros, esse  é o segundo volume da coleção “Coleção Novos Estudos de História Econômica do Brasil”, uma publicação conjunta entre ABPHE, Eduff e Hucitec. Os textos reunidos em “História econômica do Brasil - Primeira República e Era Vargas” tratam do período compreendido entre 1889 e 1945 e dão ao leitor subsídios para compreensão das profundas mudanças enfrentadas pela economia brasileira em fins do século XIX e na primeira metade do século XX. Os exemplares estão disponíveis para compra no site da  UmLivro, em  https://www.umlivro.com.br. Estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da UFF têm 20% de desconto na compra de até dois livros, devendo para isso enviar um email livrariavirtual@eduff.uff.br solicitando o código promocional.
Lançamento virtual do novo volume da Coleção Novos Estudos de História Econômica do Brasil A coletânea “História Econômica do Brasil - Primeira República e Era Vargas” será lançada na próxima segunda, 24 de agosto, durante live realizada pela Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE), a partir das 19h, no canal da ABPHE no YouTube. Organizado por Guilherme Grandi e Rogério Naques Faleiros, esse  é o segundo volume da coleção “Coleção Novos Estudos de História Econômica do Brasil”, uma publicação conjunta entre ABPHE, Eduff e Hucitec. Os textos reunidos em “História econômica do Brasil - Primeira República e Era Vargas” tratam do período compreendido entre 1889 e 1945 e dão ao leitor subsídios para compreensão das profundas mudanças enfrentadas pela economia brasileira em fins do século XIX e na primeira metade do século XX. Os exemplares estão disponíveis para compra no site da  UmLivro. Estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da UFF têm 20% de desconto na compra de até dois livros, devendo para isso enviar um email para livrariavirtual@eduff.uff.br solicitando o código promocional.  
Autor revisita edição buarquiana da coleção História geral da civilização brasileiraCom o primeiro volume publicado em 1960, a coleção “História geral da civilização brasileira” (HGCB) comemora seus 60 anos em 2020 e ainda é uma referência na historiografia contemporânea nacional. Em “As edições do cânone…”, lançado pela Eduff em 2016, o historiador André Furtado percorre a trajetória intelectual de Sérgio Buarque de Holanda, dando ênfase ao período em que o escritor esteve à frente da coleção, que vai de 1960 a 1972. Embora mais lembrado por "Raízes do Brasil", foi pela realização da "HGCB" que Buarque concretizou seu clamor por uma escrita histórica brasileira com a contribuição de especialistas em cada um de seus 11 volumes publicados. Para além dos projetos editoriais e da produção escrita pelo historiador, o livro percorre também as homenagens prestadas logo após a sua morte, em 1982. Para a pesquisa, André Furtado se valeu não somente de textos escritos por Sérgio Buarque e por seus críticos, mas também de registros documentais depositados em diferentes arquivos, a exemplo do acervo Sérgio Buarque de Holanda, sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Como quem une as peças de um quebra-cabeça, o autor, por meio dos fragmentos encontrados, dá visibilidade a um Sérgio Buarque em sua complexidade, raramente visto em estudos anteriores. Para adquirir esse e outros livros da Eduff, acesse www.eduff.uff.br.
Eduff: Livros premiados pela metade do preço na feira da AbeuDentre os 30 títulos impressos expostos pela Eduff durante a 1ª Feira Virtual das Editoras Universitárias, estão dois livros premiados que já se tornaram clássicos da editora: "Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988" (Eduff, 2014), de Pedro Henrique Pedreira Campos, e “O Arquivo e o Lugar: Custódia arquivística e a responsabilidade pela proteção aos arquivos” (Eduff, 2017), de Margareth da Silva. As duas obras podem ser adquiridas com 50% de desconto, até o dia 10 de julho, no site da Eduff.   Conheça os títulos premiados da Eduff: Vencedor do Prêmio Jabuti 2015, na categoria "Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer", "Estranhas catedrais..” analisa a presença e o crescimento das empresas brasileiras de construção pesada na arquitetura do regime ditatorial vigente entre 1964 e 1988. Ao demonstrar as injunções políticas, estratégias e práticas que permeiam as relações da iniciativa privada e poder público e sua legitimação por "intelectuais orgânicos", a publicação constata e fornece elementos de compreensão acerca de "Estado, Poder e Classes Sociais no Brasil", conforme sugere o prefácio, assinado pela historiadora Virgínia Fontes. Relembre a entrevista que Pedro Henrique Pedreira Campos concedeu à equipe da Eduff quando recebeu a premiação.   O primeiro lugar no Prêmio Abeu 2018, na catgoria “Ciências Sociais Aplicadas “O arquivo e o lugar...” se organiza com foco nos produtores e usuários dos documentos, e não nas instituições arquivísticas, além de englobar a polissemia do termo arquivo e o embate acerca da validade da custódia, conceitos que são esclarecidos à luz do Direito, da História da tecnologia e da Arquivologia. Na obra, a autora explora, ainda, a dificuldade que a Arquivologia vem experimentando em lidar com o crescimento exponencial do volume de documentos e enfrentar a obsolescência tecnológica que ameaça, ainda mais, a situação precária do campo dos arquivos. Confira a entrevista que Margareth da Silva concedeu à Abeu, em 2018.   Fique por dentro da programação completa da feira e das promoções das editoras participantes, no site www.feirabeu.com.br.
E-book grátis: Ana Maria Mauad reflete sobre fotografia e história em “Poses e flagrantes”Por meio de ensaios autônomos reunidos, a professora e historiadora Ana Maria Mauad  explora a história da fotografia no Brasil a partir de um deslocamento importante para a historiografia da imagem. Ao invés de tratar a fotografia como o retrato do fato, em “Poses e flagrantes” (Eduff, 2008), a autora coloca a foto como fonte de análise social da história. O livro, disponível para download gratuito no site da Eduff, vai além da história centrada na evolução técnica. A imagem fotográfica é o fio condutor da narrativa, mas a história das técnicas e dos autores é subsidiária de uma reflexão que interroga a sociedade no seu tempo. A fotografia se define, então, como matéria de historicidade definida por modos de ver e olhar. No desenvolvimento da pesquisa, o leitor acompanha como a imagem pode se definir expressão íntima da sociedade nos álbuns de família, mas igualmente como mensagem de circulação de massa na imprensa. Leia esse e outros e-books gratuitamente no site www.eduff.uff.br.  
Conheça história da abolição e do pós-abolicionismo em e-book gratuito da EduffConsiderado um dos acontecimentos históricos mais relevantes do Brasil, a Abolição da Escravatura foi fruto de um longo caminho discutido desde o início do século XIX e que se concretizou com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. As tensões legais sobre o fim do tráfico de escravos, a experiência dos africanos libertos, o papel dos intelectuais e das lideranças negras na lutas pela abolição e a memória da escravidão são alguns dos temas discutidos em “Caminhos da liberdade - Histórias da abolição e do pós-abolição no Brasil”, e-book publicado pela Eduff e que está disponível gratuitamente para download no site www.eduff.uff.br. Organizado por Martha Abreu e Matheus Serva Pereira, o e-book é o volume 2 da Série História Online, que conta ainda com outros três volumes:  “África - Passado e presente: II Encontro de Estudos Africanos da UFF”; “Estudos africanos: múltiplas abordagens”;e “Translatio studii - Problematizando a Idade Média”, todos disponíveis para download gratuito. Ficou interessado? Faça o download da coleção, nos links a seguir: África - Passado e presente: II Encontro de Estudos Africanos da UFF Caminhos da liberdade - Histórias da abolição e do pós-abolição no Brasil Estudos africanos: múltiplas abordagens Translatio studii - Problematizando a Idade Média  
Documentário sobre Grupo Música Antiga da UFF está disponível online até 20 de abrilComo parte da campanha institucional "A arte nos une", haverá uma temporada exclusiva e gratuita do documentário "A Música do Tempo - do Sonho do Império ao Império do Sonho", sobre o grupo Música Antiga da UFF.  O filme fica em cartaz online gratuitamente até o dia 20 de abril de 2020. Residente no Centro de Artes UFF, o conjunto Música Antiga da UFF, formado inteiramente por músicos servidores da UFF, se dedica há mais de 30 anos a pesquisa, arranjo musical e apresentações de repertório renascentista, medieval e antigo. Neste documentário, há um registro inédito da trajetória do grupo e de um de seus espetáculos, o concerto “Do Sonho do Império ao Império do Sonho”, inspirado no mito do 5º império português e o sebastianismo. A emoção, a memória da trajetória, e as novas perspectivas de futuro se misturam com as músicas do concerto. A trilha sonora cobre séculos e vai da corte de D. Manuel à religião do Tambor de Mina do Maranhão. INSTRUÇÕES DE COMO VER O FILME: ACESSE O LINK: bit.ly/amusicadotempo DIGITE A SENHA: aartenosune Clique em INSCREVA-SE   Ficha técnica: Direção e Montagem: João Velho Produção executiva: Leonardo Guelman Direção de Arte e Direção Cênica: Ronald Teixeira Direção Musical : Deivison Branco Edição e montagem: Daniel Planel Direção de produção: Laís Diel Direção de fotografia: Whelby Dias, Pablo Rossi e Artur Bravo Edição de Som e Mixagem do concerto: Alexandre Hang Edição de Som e Mixagem Final: BenHur Machado Colorista: Paulo M. de Andrade Formação do Música Antiga da UFF durante as gravações: Leandro Mendes – flauta, krumhorn, charamela Lenora Pinto Mendes – flauta, viola da gamba, krumhorn, rauschpfeife Mario Orlando – flauta, viola da gamba, percussão Márcio Paes Selles – flauta, viola da gamba, krumhorn Virgínia Van der Linden – flauta transversa, charamela, percussão e rauschpfeife  
Em noite de comemoração de seus 60 anos, UFF enfatiza compromisso com a sociedadeNesta quarta-feira, 18 de dezembro, a Universidade Federal Fluminense deu início às celebrações de suas seis décadas de existência. Com uma plateia lotada, e a presença de ex-reitores, autoridades políticas, acadêmicas, e o público em geral, a solenidade foi aberta com a fala do reitor Antonio Cláudio da Nóbrega, seguida do concerto gratuito da Orquestra Sinfônica Nacional UFF (OSN). Essa foi a primeira de uma série de atividades comemorativas que marcarão o ano de 2020 em todos os campi da instituição. De acordo com Nóbrega, “essa é uma data extremamente importante porque marca não só o aniversário da UFF, mas a celebração da vida de uma universidade que tem uma relação tão íntima com a transformação da realidade brasileira – em particular, do estado do Rio de Janeiro – através da educação, do conhecimento, da inovação e da inclusão. É um momento de alegria e de reforço da nossa própria identidade como instrumento de avanço do país”. O vice-reitor Fábio Passos ressaltou o crescimento e as conquistas da instituição ao longo desses 60 anos de existência, que culminaram em uma posição destacada frente às universidades do país: “A UFF foi criada da união de cinco outras faculdades, com a missão de formar mão de obra qualificada para o estado e isso se ampliou ao longo do tempo, não só na área de ensino. Resultou na transformação da instituição em uma universidade de grande porte, com uma extensão muito forte, e também voltada à pesquisa, capacitando a gente a estar entre as melhores. Temos hoje não só o maior número de alunos de graduação inscritos, mas também somos uma das melhores do país em ensino, pesquisa e extensão. Temos que celebrar isso!”, comemora.  A Secretária Municipal da Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, presente na solenidade, enfatizou o forte impacto da instituição na cidade e a próspera parceria entre a UFF e a Prefeitura: “no nosso país, em que as instituições ainda são muito frágeis e sobram momentos de crise, para a gente é uma honra poder compartilhar uma comemoração de aniversário de 60 anos de uma universidade gratuita, que tem uma relação com a cidade de pesquisa e extensão. Para nós é um privilégio contar com uma instituição como a Universidade Federal Fluminense, especialmente nesse momento onde não só a universidade mas vários setores da inteligência do país têm sido desvalorizados. A Prefeitura Municipal de Niterói têm reconhecido em políticas públicas a importância da UFF”. Convidada de honra do evento, ex-vice reitora e professora aposentada de História, Aidyl de Carvalho Preis destacou sua trajetória na universidade, que se desenvolveu paralelamente ao crescimento da instituição ao longo do tempo: “Comecei na UFF como estudante. Portanto, sou da pré-história, sou de antes da fundação da universidade, e participei, inclusive, da luta de fundação da UFF. Primeiramente fui aluna, depois professora, e também diretora do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, de 1970 a 1974. Aquele foi um momento muito difícil para o país e as universidades; especialmente, para as ciências humanas e sociais. Mas em 1971, apesar de tudo conspirando contra, nós conseguimos, fundar o curso de Pós-graduação em História. Aydil, que além de docente de História é também uma parte da história viva da Universidade Federal Fluminense, ressaltou a importância de se afirmar e reafirmar o compromisso da instituição com a sociedade: “temos que ser fiéis à nossa missão de formar bem as lideranças de amanhã, comprometidas com a causa social, as transformações, e a criação de um conhecimento que seja útil a todos. É esse o compromisso que a sociedade exige de nós. É a sociedade que investe em nós e temos que retribuir”, conclui.
Eduff e Hucitec lançam primeiro volume da nova coleção de história econômica do BrasilA Eduff, em parceria com a Hucitec Editora, acaba de lançar a coletânea “História do Pensamento Econômico: Pensamento Econômico Brasileiro”, o primeiro volume da coleção “Novos Estudos de História Econômica do Brasil”, organizado por Daniel Cosentino e Thiago Gambi. Além de apresentar um panorama sobre o ensino da disciplina nos principais cursos do país e uma proposta metodológica de se estudar esse pensamento, a coletânea discute temas como riqueza do Brasil colônia, ensino da Economia, debates sobre moedas, crédito e bancos e desenvolvimentismo, industrialização e inflação. “História do Pensamento Econômico: Pensamento Econômico Brasileiro” reforça o campo de estudo sobre a história do pensamento econômico do Brasil e aponta caminhos interessantes para as pesquisas na área, ao discutir temas e períodos pertinentes ao pensamento econômico brasileiro a não apenas de alguns brasileiros. Ficou interessado? Leias as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff no ISSUU. Saiba como comprar o seu exemplar.  
Eduff e Hucitec lançam primeiro volume da nova coleção de história econômica do BrasilA Eduff, em parceria com a Hucitec Editora, vai publicar a coleção “Novos Estudos de História Econômica do Brasil”. E o primeiro volume, “História do Pensamento Econômico: Pensamento Econômico Brasileiro”, organizado por Daniel Cosentino e Thiago Gambi, será lançado durante o XIII Congresso Brasileiro de História Econômica e 14 Conferência Internacional de História de Empresas, que ocorrem entre os dias 24 e 26 de setembro, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma (SC). Além de apresentar um panorama sobre o ensino da disciplina nos principais cursos do país e uma proposta metodológica de se estudar esse pensamento, a coletânea discute temas como riqueza do Brasil colônia, ensino da Economia, debates sobre moedas, crédito e bancos e desenvolvimentismo, industrialização e inflação. “História do Pensamento Econômico: Pensamento Econômico Brasileiro” reforça o campo de estudo sobre a história do pensamento econômico do Brasil e aponta caminhos interessantes para as pesquisas na área, ao discutir temas e períodos pertinentes ao pensamento econômico brasileiro a não apenas de alguns brasileiros. Confira a programação completa do XIII Congresso Brasileiro de História Econômica e 14 Conferência Internacional de História de Empresas no site do evento.  
“A vida social das coisas” ganhará nova edição pela EduffCampeã de venda da Eduff, a coletânea “A vida social das coisas - As mercadorias sob uma perspectiva cultural”, organizada pelo antropólogo Arjun Appadurai, ganhará uma nova edição, em breve. Publicado pela Editora em 2008, “A vida social das coisas” reúne textos produzidos no contexto da antropologia anglo-americana e francesa sobre o consumo e o consumismo modernos nas três últimas décadas do século XX. Com prefácio assinado pelo professor João Freire Filho, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a nova edição virá com cara nova e poderá ser adquirida na Livraria Icaraí e no site da Eduff.  
Almoço de confraternização e troca de experiências entre ex-reitores e a gestão atualUm dia para lembrar, aprender e confraternizar. Assim foi o almoço que recebeu cinco ex-reitores na Universidade Federal Fluminense na tarde dessa sexta-feira, 12 de julho. Estiveram presentes no Gabinete do Reitor personagens fundamentais para a história da Universidade, como Jorge Emmanuel Ferreira Barbosa, José Raymundo Martins Romêo, Hildiberto Ramos Cavalcanti de Albuquerque Jr., Cícero Mauro Fialho e Sidney Luiz de Matos Mello; o decano, Heitor Luiz de Moura, a professora Aidyl de Carvalho Preis e o ex-prefeito de Niterói, professor Waldenir de Bragança. O encontro foi promovido pelo Gabinete do Reitor em agradecimento ao gesto de solidariedade institucional pela assinatura da carta em apoio à Universidade Federal Fluminense. Os gestos são uma forma de demonstrar uma instituição unida para enfrentar os desafios que se apresentam e, também, uma oportunidade frutífera de aprender com experiências do passado. O reitor Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega agradeceu os presentes pela assinatura da carta e reforçou um sinal de deferência histórico para as pessoas que fizeram da UFF uma das melhores universidades do Brasil. “Esse encontro está causando mais emoção do que eu imaginava. Ninguém deixa de ser reitor. Cada um de vocês tem um significado muito importante para mim e para a UFF. Essa oportunidade de ouvir e conhecer as histórias me fez admirá-los ainda mais”. Há muito tempo, o professor, Jorge Emmanuel Ferreira Barbosa, reitor da UFF entre 1970 e 1974, não adentrava o gabinete em que trabalhara quase cinquenta anos atrás. Dessa vez, para reencontrar velhos amigos e lembrar-se dos desafios de uma universidade que se mantinha autônoma mesmo em tempos de repressão. Ele fez questão de vir de Teresópolis para participar do almoço. “Queria registrar a minha felicidade e emoção de estar presente aqui com vocês”. Entre um café e outro, a conversa fluía sobre dificuldades históricas dos ex-reitores, momentos de superação e de construção da UFF como ela é hoje. O professor, José Raymundo Martins Romêo, reitor entre 1982 e 1985 e entre 1990 e 1994, recordou de crises graves como a de 1984, quando enfrentaram quatro meses de greve e do governo Fernando Collor. “A gente ia para casa preocupado porque não tínhamos dinheiro nem para pagar a conta de água. A situação era terrível, mas a universidade sobreviveu. Sempre sobrevive. Nós já passamos, mas a UFF vai ficar. E fico satisfeito de ver que está em muito boas mãos”. A professora Aidyl de Carvalho Preis considerou o dia um importante momento histórico. “Fiquei muito emocionada de poder rever pessoas tão queridas com quem trabalhei direta ou indiretamente por tantos anos. Nós fizemos a nossa parte e sabemos que estamos entregando o pouco que fizemos em boas mãos. Saio daqui muito tranquila e feliz”. O ex-reitor da UFF entre 1985 e 1989, professor Hildiberto Ramos Cavalcanti de Albuquerque Jr., lembrou dos desafios da redemocratização e enfatizou a necessidade de a Universidade abrir um diálogo franco com a sociedade. “Uma universidade federal muda as cidades de patamar. A UFF se capilarizou e foi para o norte fluminense, para perto de onde os alunos estão. Temos uma inserção estadual e nacional. Precisamos mostrar nossos projetos para atravessar esse período difícil”. O professor, Cícero Mauro Fialho, reitor da UFF entre 1994 e 2002, pediu que os encontros se repetissem mais vezes e destacou a imagem de unidade da UFF. “Gostaria de parabenizar Antonio Claudio e Fabio Passos pelo gesto. Mostrar uma Universidade coesa é muito importante. Fico muito feliz em rever o professor Barbosa. Aprendi muito com ele e com os demais ex-reitores”. O mais novo do grupo de ex-reitores, professor Sidney Luiz de Mattos Mello refletiu sobre o momento político do país e afirmou que as crises são passageiras. “Estamos superando as dificuldades mostrando muito trabalho e realizações. Um grande movimento foi a aproximação com as prefeituras municipais, em Niterói com a revitalização do Cine Icaraí e finalização da obra do IACS e em Macaé com a construção do prédio. Além disso, a UFF será uma das quatro universidades do Brasil a ter um navio-escola. Muitas coisas positivas estão acontecendo e devem ser ressaltadas, como a busca por emendas parlamentares para a obra do prédio de Medicina”. O decano, Heitor Luiz de Moura, presente no dia da entrega da carta e no almoço de confraternização, contou estar extremamente satisfeito com o convite. "Todos os reitores aqui presentes são amplos conhecedores do que é a Universidade. Eu cumpro minha tarefa de assumir quando é necessário. Agradeço de coração ao convite para presenciar e participar desse encontro". Waldenir de Bragança, quando prefeito de Niterói, autorizou as construções nos campi do Gragoatá e da Praia Vermelha. Ele comentou em detalhe as histórias de criação da Universidade e enfatizou a importância de alunos e professores pratas da casa que podem colaborar fazendo pontes com políticos do Estado do Rio de Janeiro. “Me coloco completamente à disposição para auxiliar na articulação política com lideranças do Rio de Janeiro”. Waldemir foi professor da UFF, prefeito de Niterói, entre 1983 e 88, deputado estadual, presidente da Academia Fluminense de Medicina e da Academia Fluminense de Letras.
I Simpósio de Cinema Amador do LUPA-UFFO Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF está organizando o I Simpósio de Cinema Amador do LUPA-UFF. A temática do evento abarca o amplo universo do cinema amador  – filmes universitários, familiares, caseiros etc. – que será tratado através da apresentação de pesquisas, debate e projeção de filmes antigos. O Simpósio tem como convidadas duas palestrantes que possuem histórico de pesquisa e são referência na área: a pesquisadora Sofia Sampaio, professora no Instituto Universitário de Lisboa, e a curadora e pesquisadora Lila Foster, que realiza pós-doutorado na Universidade de Brasília. Após suas palestras, Sofia e Lila apresentarão filmes de suas pesquisas.  Será feita ainda uma sessão de projeção de filmes amadores coordenada por estudantes do curso de cinema da UFF e integrantes do LUPA, incluindo uma sessão especial recriando uma projeção de filmes amadores dos anos 1920, com filme 9,5mm exibido em projetor original Pathé Baby acompanhado de discos tocados em vitrola ortofônica restaurada. O evento ocorrerá no dia 22 de maio, a partir das 14h30, na Interartes – IACS.
Eduff lança livro sobre o mercado de crédito no governo de Dom João VIEm "O mercado de crédito na corte joanina" (Eduff, 2019), a historiadora Elizabeth Souza analisa as relações sociais de empréstimos na cidade do Rio de Janeiro durante o período joanino, entre 1808 e 1821. No mais novo lançamento da Eduff, a autora se utiliza da História Econômica e da Social para investigar como essas relações influenciaram as instâncias político-administrativas do governo de Dom João VI. Por meio do sistema de crédito, a Elizabeth Souza investiga como a metropolização do Rio de Janeiro e os costumes sociais regularam os endividamentos na cidade. A cautela na liberação de empréstimos não se deixava inibir pelos graus de amizade e parentesco e tinha juros, prazos e hipotecas como elementos comuns das negociações. Os agentes das relações de crédito abrangiam desde os homens mais ricos e influentes da sociedade até negros livres, forros e mulheres. Para garantir a segurança do retorno do empréstimo, o acesso à informação era de extrema importância. Esse acesso se dava pelo tabelião, que buscava as informações registradas no cartório e as repassava para os credores, ou pela imprensa, que se popularizou como um “espaço de divulgação de notícias e construção de imagens das relações de empréstimo”. A pesquisa de Elizabeth Souza abrange todo esse repertório e se dirige aos estudiosos da história econômica e social. Ficou interessado? Leias as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff, no ISSUU.
Eduff lança “Racismo, capitalismo e subjetividade” Organizada pelos professores Marília Etienne, Marcelo Coelho e Sandra Cabral, “Racismo, capitalismo e subjetividade” (Eduff, 2018) reflete sobre as problemáticas do racismo no Brasil, a partir do diálogo entre a psicanálise e outras áreas. O caráter transdisciplinar do título faz referência às múltiplas causas do racismo, inseridas em disputas pelo poder. Nos 12 artigos da obra, são discutidos conceitos como mestiçagem, inconsciente social, privilégio e desqualificação dos indígenas. Saiba como comprar.  
Lançamento do livro "A vida misteriosa dos matemáticos"Lançamento do livro “A vida misteriosa dos matemáticos”, do professor Celso Costa, do Instituto de Matemática e Estatística, no Reserva Cultural, ao lado do Bistrô Reserva, na quinta-feira, 13 de dezembro, das 18h às 21h. O livro traz uma narrativa ficcional leve e divertida sobre a história de grandes gênios e gênias da Matemática que viveram em épocas distintas e se encontram no Aleph, um espaço mágico, onde bebem e discutem em tom prosaico sobre temas da filosofia e do cotidiano, além da própria Matemática. Alguns dos personagens da trama são Pitágoras, Newton, Gauss, Turing, Sophie Germain e Georg Cantor.
Eduff lança “Cultura Negra” na Livraria Folha SecaA diversidade das experiências negras no campo cultural, da festa, da música, do teatro, da educação, da luta política, em diferentes épocas da história do Brasil, está presente em “Cultura Negra”, coletânea em dois volumes publicada pela Eduff. Organizada por Martha Abreu, Giovana Xavier, Lívia Monteiro e Eric Brasil, a obra reúne 27 artigos. No Volume 1, o destaque é para as instituições e associações culturais e políticas negras, como escolas de samba, congados, jongos, bois e maracatus, nos tempos da escravidão, em especial, nos tempos do pós-Abolição. O Volume 2 se volta para os sujeitos sociais que, na prática, criaram novos sentidos de cultura e festas. São homens e mulheres frequentemente esquecidos, mas cujas trajetórias e ação intelectual demonstram o combate ao racismo e a contraposição às relações de dominação, reconstruídas no pós-Abolição. As ações desses sujeitos nos campos musical, teatral e educacional promoverem importantes debates sobre afirmação de direitos e discussão das identidades negras e, principalmente, para o entendimento de uma outra história do Brasil republicano e suas lutas pela cidadania.    
Confira a entrevista com Anderson Almeida, finalista do Jabuti 2018     Anderson Almeida, autor de "... como se fosse um deles" Finalista do Prêmio Jabuti 2018, com o livro “... como se fosse um deles” (Eduff, 2017), o historiador Anderson Almeida conversou com a equipe de Comunicação da Eduff sobre a emoção de concorrer a uma das mais importantes premiações literárias do país e ressaltou a necessidade de resgatar a trajetória de personagens como o militar Cândido da Costa Aragão, uma figura polêmica, simpatizante do ex-presidente Jango e contrário à ditadura, que marcou o Brasil de 1964 até 1985. Para o autor, relembrar a história de Aragão é essencial para mostrar a complexidade dos militares. Para ele, diferentemente do que se pode pensar, não existia uma dualidade marcada e nem todos os militares apoiavam o regime. A biografia, que incorpora características do contexto histórico ao enredo, traz um personagem complexo que, para Almeida, é ideal para mostrar as múltiplas facetas do cenário da época.   Confira a entrevista completa com o autor de “...como se fosse um deles”.   Eduff – O que significa ser indicado ao Prêmio Jabuti, na categoria Biografia? Anderson Almeida – É uma grande honra, visto que o Jabuti é considerado o maior prêmio da Literatura Brasileira. Sabemos que sempre há polêmicas, controvérsias, questionamentos, mas um prêmio que sobrevive há 50 anos tem seu lugar de destaque no cenário literário brasileiro de uma forma inquestionável. Parece clichê, mas um dia sonhei com isso (risos). Eduff – Qual é a sensação de concorrer ao lado de biografias como as de nomes como Anita Prestes e Jô Soares? Anderson Almeida – Uma alegria imensa. Imensurável. Mesmo sabendo que tenho poucas chances, só o fato de concorrer com escritores e escritoras desse gabarito traz uma enorme felicidade. Ainda figuram na lista Lília Schwarcz, Vavy Pacheco Borges, Arthur Xexéo... é muita gente boa. Eduff – Dentre os livros selecionados temos biografia de celebridades, autores, revolucionários. O que Almirante Aragão acrescenta, como personagem, à lista de indicados? Anderson Almeida – Ainda não tive tempo de ler todos os concorrentes. O que tentei fazer através da abordagem biográfica de um personagem foi mostrar, analisar e interpretar o contexto no qual ele se movimentava. Então temos uma "biografia histórica" que não isola o sujeito, mas também não traz o contexto apenas como cenário. Ambos são construídos através de uma relação orgânica visto que os contextos não existem sem os sujeitos e vice-versa. Nesse sentido, Aragão nos apresenta dados ainda pouco investigados ou ainda inexplorados pela historiografia do Golpe de 1964 e da Ditadura que ele inaugura. Através de Aragão ficamos sabendo mais sobre o Corpo de Fuzileiros Navais, a política nacional nos anos 1950, a perseguição a militares que "disseram não" ao Golpe e, como, em determinados momentos, esquerdas e direitas silenciam sobre personagens e acontecimentos "inglórios". Sua biografia atravessa praticamente todo o século XX e os embates ideológicos do período são apresentados através do biografado. Eduff – Qual é a importância de relembrarmos a história do Almirante, no atual contexto político? Anderson Almeida – Analisar, interpretar e propor possibilidades para compreender uma trajetória de vida ou uma Biografia como a do Almirante Aragão nos ajuda a refletirmos sobre questões clássicas da historiografia brasileira - principalmente do Brasil Republicano - que dizem respeito à relação dos militares com o Estado. São questões que aparecem desde 1889... No contexto atual, embora possa parecer difícil para os mais jovens, relembrarmos a história do Almirante Aragão é de suma importância para não cairmos nas interpretações fáceis sobre os militares e as Forças Armadas, fazendo uma relação automática entre os fardados e o conservadorismo; entre as Forças Armadas e o autoritarismo. Embora o horizonte não seja nada animador, é preciso cada vez mais levarmos os valores democráticos para nossas FA e produzirmos pesquisas que comprovam que o Nacionalismo nunca foi monopólio das Direitas. Existia e existe um Nacionalismo de Esquerda, antenado com as demandas das camadas populares, preocupado com a Soberania Nacional e uma maior e melhor distribuição de renda no país. Nesse sentido, não tenho dúvidas que a trajetória do Aragão é exemplar.   Os vencedores do Jabuti 2018 serão anunciados nesta quinta-feira, 8 de novembro, durante a cerimônia de premiação, em São Paulo. Confira a relação completa dos finalistas.    Saiba como comprar "... como se fosse um deles".   
Eduff é finalista do Jabuti 2018 com biografia do Almirante AragãoO livro “... como se fosse um deles: almirante Aragão - Memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de ditadura e democracia” (Eduff, 2017) é um dos finalistas do Prêmio Jabuti de 2018, na categoria de “Biografia”. Na obra, o historiador Anderson Almeida narra a trajetória de Cândido da Costa Aragão, militar que representou uma ameaça para o regime ditatorial da época. Graças à sua afinidade com os ideais de Brizola e Jango, Aragão era conhecido como “Almirante vermelho” por parte da imprensa e pelos seus pares militares. Simpatizantes da esquerda, por sua vez, o chamavam de “Almirante do povo”, por verem nele a esperança de uma Marinha mais popular. Em “... como se fosse um deles”, Almeida narra a trajetória do militar com linguagem poética, em uma tentativa de romper com os muros da Academia. “Optei por não destacar aspectos da vida íntima e privada do almirante Aragão, mas sim, expor suas angústias, indecisões, fracassos, ressentimentos e, obviamente, os momentos de euforia e vitórias a partir de sua atuação política em tempos de Ditadura e Democracia”, explica o professor. A relação dos finalistas do Jabuti foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), nessa quinta-feira, 4 de outubro. O ganhador será anunciado na Cerimônia Oficial, que será realizada em 8 de novembro, em São Paulo. Confira a relação dos finalistas.   Eduff no Jabuti Esta não é a primeira vez em que a Eduff fica entre os finalistas do Jabuti. Em 2015, a editora venceu a disputa na categoria "Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer", com o best-seller "Estranhas Catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988", de Pedro Henrique Campos. No mesmo ano, “Palavras e Brados. José do Patrocínio e a Imprensa Abolicionista do Rio de Janeiro”, de Humberto Fernandes Machado, concorreu na categoria “Comunicação”. Em 2016, a Eduff foi finalista, com “A morte midiatizada: como as redes sociais atualizam a experiência do fim da vida”, de Renata Rezende Ribeiro, na categoria “Comunicação” do prêmio. Até 31 de outubro, “... como se fosse um deles” será vendido com 30% de desconto, no site da Eduff e na Livraria Icaraí, em Niterói. Saiba como comprar.  
9º Colóquio do Polo de Pesquisas Luso-Brasileira - PPLB: Imagens e ImagináriosEm setembro de 2018, ocorrerá no espaço do Real Gabinete Português de Leitura, em parceria com a UFF, UFRJ, UERJ, UNIRIO, apoio CAPES, o 9º Colóquio DP Polo de Pesquisas Luso-Brasileiras, tema “Relações luso-brasileiras: imagens e imaginários”, com especialistas brasileiros e estrangeiros das áreas envolvidas, com comprovada contribuição investigativa sobre configuração de imaginários em torno das ideias de brasilidade e portugalidade e modos de estar nas culturas de língua portuguesa, sobretudo no campo literário. Trata-se de discutir praticas e processos simbólicos, ideológicos e pragmáticos sobre Portugal e Brasil, em suas múltiplas relações ao longo dos séculos. Linhas de abordagem: a produção estética luso-brasileira; a discussão política das relações luso-brasileiras; imagens de nação, imagens de sujeitos; invenção, desconstrução e circulação de imaginários; crítica das culturas de língua portuguesa; geografias da emoção: paisagens em movimento. Mais informações, visitar o site https://rgplcoloquio.wixsite.com/nono
Eduff participa do XVIII Encontro de História da ANPUHOs participantes do XVIII Encontro de História da ANPUH – Rio poderão conferir mais de 90 títulos da Eduff com descontos promocionais, incluindo clássicos como “Estranhas catedrais”, “A face oculta do ouro negro”, “Violência e racismo no Rio de Janeiro” e muitos outros. O evento será realizado entre 23 e 27 de julho, no Instituto de História da UFF, no campus do Gragoatá. Em 2018, o Encontro da ANPUH tem como objetivo estimular parcerias e troca de saberes entre historiadores, pesquisadores e interessados pela área. O propósito é diminuir o preconceito ainda perpetuado na academia, que faz com que parcerias nas áreas de ciências humanas não sejam bem vistas. Assim como a ANPUH, a Eduff também acredita na importância da troca de conhecimento e na união entre pesquisadores e professores como forma de disseminar e ampliar estudos e pesquisas na área.    
Lançamento da reedição do clássico “Flora Fluminensis”No dia 20/06 (quarta-feira), às 16h, haverá o lançamento, pela Eduff e o Arquivo Nacional, da reedição ampliada de “Flora Fluminensis” de frei José Mariano da Conceição Vellozo, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Solar da Imperatriz). O evento contará com uma mesa redonda, com a presença de Aníbal Bragança (Diretor da Eduff), Renato Crespo (Diretor de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro), Claudia Heynemann e Maria Elizabeth Brea (pesquisadoras do Arquivo Nacional e organizadoras da publicação), Begonha Bediaga e Marcos Gonzalez (pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro). A mediação do evento será feita por Leonardo Fontes, Coordenador de Pesquisa, Educação e Difusão de Acervo do Arquivo Nacional. José Mariano da Conceição Vellozo, frei franciscano, foi líder de uma equipe pioneira que percorreu a então Província do Rio de Janeiro, entre 1783 a 1790, com o objetivo de conhecer detalhadamente a flora da região. Seu trabalho foi publicado 39 anos mais tarde, “trazendo as descrições e figuras de 1640 vegetais brasileiros e incluindo inúmeros indicações ecológicas, muitos nomes indígenas, etc”. Dessa forma, seu estudo é de grande relevância para o campo da botânica brasileira, principalmente do Rio de Janeiro. Nessa reedição ampliada, a clássica obra é atualizada, possuindo outras floras, como a brasiliensis, além de maiores explicações sobre a divisão dos três reinos - Mineralogia, Botânica e Zoologia -, documentos de relatos dos viajantes, entre outros. Portanto, é um grande complemento para a importante coletânea, agregando mais informações para a área.
Novo livro da Eduff analisa o papel da mulher indígena no Brasil colonialOs povos indígenas representam uma parcela considerável da população brasileira, além de serem parte inegável da nossa história e cultura. Entretanto, nem sempre se reconhece sua complexidade e muitas vezes suas narrativas nem são contadas, principalmente quando se trata do papel desempenhado pela mulher indígena. E é justamente como uma forma de contrariar esse padrão de silenciamento, que Suelen Julio lança o livro “Damiana da Cunha: uma índia entre a ‘sombra da cruz’ e os caiapós do sertão” (Eduff, 2017). Apesar das dificuldades que enfrentam muitas tribos, segundo a autora, “há sinalizações de mudanças, aqui e ali, pontuais” e livros como “Damiana” são um exemplo disso. Damiana da Cunha foi uma grande liderança indígena no século XVIII. Nascida por volta de 1779, na capitania de Goiás, foi levada ainda nova à cidade, onde foi batizada pelo então governador D. Luís da Cunha Meneses. Índia caiapó, criada com os ensinamentos da Igreja católica e convertida ao cristianismo, era responsável pela mediação entre os indígenas e colonizadores, sendo grande promotora dos aldeiamentos – locais onde os índios deveriam viver para aprender o estilo de vida do colonizador. Apesar de ter se convertido ao catoliscismo, ainda convivia proxima aos índios, além de retomar hábitos dessa cultura, como pinturas e nudez, em seus encontros. Julio insere a personagem em seu contexto específico e ressalta sua importância, ao analisar sua vida por uma perspectiva histórica e de gênero. O fato de viver entre dois mundos tão diferentes não significa que ela tenha abandonado suas raízes ou que fosse menos indígena. Inclusive, para Julio, esse é um pensamento extremamente nocivo para essa população. A autora explica que, muitas vezes, existe uma ideia equivocada de “cultura fixa”, que afirma que para pertencemos a uma cultura devemos manter todos os hábitos referentes a ela. Entretanto, a cultura é adaptável. Ou seja, um índio pode viver na cidade, com roupas consideradas urbanas e ainda sim ser um membro de sua cultura de origem. Como aponta Suellen, essa adaptação do indígena muitas vezes é forçada e se torna uma questão de sobrevivência. Apesar de grandes protestos e ações promovidas por liderenças indígenas atuais, muitos de seus relatos e influências da história ainda são silenciados, caindo no esquecimento. Entretanto, é importante reconhecer a luta e resistência desses povos, presentes desde os primeiros anos do Brasil colônia, a fim de dismitificar e apagar preconceitos propagados por séculos. “Damiana” possibilita isso, apresentando uma grande mulher indígena, com suas dicotomias, crenças e vivência.  
Professoras lançam livro que conta a história da Faculdade de Economia da UFFAs professoras Hildete Pereira de Melo e Ruth Helena Dweck lançam o livro “Economia, história e memória”, às 18h, na Faculdade de Economia da UFF. A obra, lançada pela Eduff em 2017, celebra os 75 anos da Faculdade de Economia da instituição, uma das mais antigas do país. Por meio de depoimentos, as autoras apresentam memórias daqueles que passaram por momentos de luta e resistência da faculdade, em importantes épocas da história recente do Brasil. Inaugurada em 1942, quando a cidade de Niterói ainda era a capital do Rio de Janeiro, a Faculdade de Economia era uma instituição privada. Após alguns anos foi incorporada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uferj) que, apenas em 1960, passou a ser chamada de Universidade Federal Fluminense. Tendo formado mais de 3,5 mil economistas, a Faculdade de Economia já contou com nomes como Carlos Lessa, Fernando Cardim de Carvalho e Theotônio dos Santos em seu corpo docente e continua a exercer um importante papel no cenário universitário do país.  
Lançamento da Eduff aprofunda estudos sobre crédito na AméricaOrganizado por Carlos Gabriel Guimarães e Luiz Fernando Saraiva, o livro “Crédito e Descrédito” (Eduff, 2018) expande os conhecimentos sobre finanças, economia e vida social no Brasil, entre os séculos XVIII e XX. Com 11 artigos de autores do México e do Brasil, o lançamento da Eduff analisa o crédito por uma perspectiva histórica e social, ao contrário da maioria das pesquisas econômicas atuais. O termo “crédito” é antigo e extremamente abrangente. Por meio de ações creditícias, é possível analisar desde acontecimentos contemporâneos específicos, como a Crise de 1929, até amplos conceitos, como o mercado de capitais ou o processo de financeirização. Entretanto, estudos econômicos dos contextos históricos pré-economia moderna ainda são raros, despertando pouco interesse dos pesquisadores. O livro, produzido e escrito tanto por economistas como por historiadores, analisa momentos específicos do país, como o pós-abolição, indo além de relações oficiais estabelecidas por sistemas bancários. “Crédito e descrédito” reforça os estudos do historiador econômico Karl Polanyi ao analisar a economia como parte de um sistema social e cultural, inserido em determinado contexto histórico, submetida as suas normas e mudanças. Portanto, aspectos como morais religiosas, relações hierárquicas e atos simples, como pegar dinheiro emprestado, não foram ignorados pelos autores. Ao contrário, há uma diversidade teórica e metodológica sobre o crédito, graças à análise de documentação cartorial, procuração, cadernetas e hipotecas, pouco usada em outros estudos do meio. Saiba como comprar.  
I Colóquio de Arqueologia FuneráriaO I Colóquio de Arqueologia Funerária ocorrerá nos dias 03 e 04 de abril de 2018 no Museu Histórico Nacional. Todas as informações estão no site: http://coloquioarqfuneraria.com.br As inscrições são gratuitas e realizadas no formulário online. Trata-se de um evento multidisciplinar, reunindo arqueólogos, bioarqueólogos, historiadores, sociólogos, antropólogos e especialistas de computação gráfica para discutirmos novas perspectivas para os estudos sobre a morte e os enterramentos a partir do tema "Performance, Morte e Corpo". Visitaremos diferentes estudos de caso, tratando de contextos funerários em sociedades pré- e proto-históricas no Brasil e na Europa, bem como em contextos coloniais na Antiguidade (especialmente nas antigas Sicília, França, Bretanha e Península Ibérica) e na época Moderna (especificamente no Brasil e na Argentina). A proposta aqui é de um debate transversal, entre locais e temporalidades distantes, assim como entre disciplinas e abordagens, em três eixos: Conjuntos cemiteriais, Bioarqueologia, Mobiliário e Performance funerária. Estão todos convidados!
A História em Roda Viva. Os desclassificados do ouro: trajetória e autoria na obra de Laura de Mello e Souza (USP)"A História em Roda Viva" é uma série de debates, a partir da temática da Propriedade, eixo central do INCT Proprietas. Cada evento é alinhavado a partir das investigações em curso do convidado que é instigado a refletir sobre a construção histórica da noção de propriedade. Esse convidado exporá sua pesquisa e, em seguida, será aberto o debate para outros seis expoentes compostos por pesquisadores do INCT Proprietas, gerando assim uma espécie de mesa redonda. A próxima edição do evento será realizada no dia 20 de abril de 2018, às 15h, no Auditório do Bloco O (UFF - Gragoatá). Contaremos com a presença ilustre da Professora Doutora Laura de Mello e Souza. Não perca! Link para inscrição: https://goo.gl/fxTPFQ
Livro resgata 75 anos de história da Faculdade de Economia da UFFOs 75 anos da Faculdade de Economia da UFF são celebrados em relatos emocionados daqueles que testemunharam as lutas e resistências em momentos cruciais da nossa história recente, no livro “Economia, história e memórias” (Eduff, 2017), das professoras Hildete Pereira de Melo e Ruth Helena Dweck. Uma das mais antigas instituições de ensino de Ciências Econômicas do Brasil, a Faculdade de Economia da UFF foi criada em 1942, quando Niterói era capital do estado do Rio de Janeiro. Nascida como instituição privada, pouco tempo depois foi federalizada e incorporada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uferj), que em 1960 passou a se chamar Universidade Federal Fluminense. Responsável pela formação de mais de 3,5 mil economistas ao longo de décadas, a Faculdade de Economia da UFF já teve em seu quadro de professores nomes como Carlos Lessa, Fernando Cardim de Carvalho e Theotônio dos Santos.  Sobre as autoras: Hildete Pereira de Melo ingressou em março de 1973 como professora do Departamento de Economia da UFF. É doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora associada da Faculdade de Economia da UFF. Coordenadora do curso de Economia (1984-1988), do Programa Especial de Treinamento - PET (1995-1998), do Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social. Ruth Helena Dweck iniciou sua vida acadêmica em 1971, como professora do Departamento de Economia e assessora da Pró-Reitoria de Planejamento da Universidade Federal do Pará, tendo participado da criação do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (Naea). Doutora em Economia pela UFRJ, ingressou na UFF em 1975, onde assumiu diversos cargos na administração acadêmica: coordenadora do curso de Economia (1978-1984), vice-chefe e chefe do Departamento de Economia (1986-1989) e diretora da Faculdade de Economia por dois mandatos (1998-2006). Atualmente, é professora associada, aposentada, atuando como professora voluntária, ministrando aulas na pós-graduação e trabalhando em projetos de pesquisa e extensão. Saiba como comprar.    
Livro resgata trajetória do Almirante AragãoO livro “...como se fosse um deles. Almirante Aragão: memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de ditadura e democracia” (Eduff, 356 pp, R$ 66) busca, por um viés de abordagem biográfica, exaltar a trajetória de uma das figuras mais importantes da resistência ao golpe civil-militar de 1964, o Almirante Cândido da Costa Aragão. A obra parte da tese defendida por Anderson Almeida no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense. O Almirante, conhecido como almirante vermelho ou o almirante do povo, morreu em 1998 como um anônimo. Sua vida é uma viagem pelas disputas políticas, ideológicas e projetos de sociedade que dividiam indiví¬duos, famílias, instituições e nações ao longo do século XX. “...como se fosse um deles” (Eduff, 356 pp, R$ 66) elucida a vida do soldado que viven¬ciou com intensidade conflitos que marcaram a his¬tória política do Brasil e do mundo a partir da década de 1930. Além disso, convida a refletir sobre a história recente do Brasil, sobre a ditadura e a democracia. Saiba como comprar.  
Autor supera clichê sobre História Africana em lançamento da Eduff “Será que o termo resistência tinha o mesmo significado nos anos 1960, 1970, 1980 e 1990?”. O historiador Felipe Paiva traz o debate acerca do conceito e suas vertentes no livro “Indômita Babel”, novo lançamento da Eduff. Com experiência no estudo de História da África, Paiva enriquece a obra ao desenvolver a polifonia conceitual que entremeia o termo "resistência". O objetivo é demonstrar que resistência é um processo e, com isso, abrir uma discussão teórica, problematizada pelas diferentes tendências historiográficas que abordam as iniciativas anticoloniais no continente africano.  “Indômita Babel” (Eduff, 2017) é arquitetado para ser caminho de problematização das questões propostas, a partir do entrelaçamento de múltiplos estudos. De forma sucinta e instigante, Paiva aborda o tema de maneira diferenciada, e encara a obra de modo contextualizado, com olhos que se voltam para trás, mas também adiante. O livro fornece argumentos contudentes sobre questões fundamentais para a historiografia da África em geral. Felipe Paiva supera os clichês não só acerca da tendência da abordagem, mas também na definição do seu objeto de estudo e suas múltiplas facetas. Saiba como comprar.  
Eduff lança “Trabalho e trabalhadores no Brasil"Em tempos de discussão sobre possíveis reformas trabalhista e previdênciária, a Eduff lança a coletânea “Trabalho e trabalhadores no Brasil: experiências, deslocamentos, modalidades e resistências" (Eduff, 2017), organizada pelos historiadores Cristiana Costa e Norberto Ferreras. Os artigos que compõem o livro debatem a diversidade temática e a pluralidade de leituras sobre os “mundos” do trabalho, a partir de pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em História Social da UFF. Os temas abordados abrangem do acesso à propriedade de terra à construção de identidades pelas minorias políticas, incluindo a articulação de mobilizações e organizações políticas na luta por direitos. Com isso, os organizadores ampliam o entendimento da dimensão histórica de inúmeros aspectos das experiências de trabalhadores e das ações do Estado brasileiro em relação ao trabalho. A obra foi dividida em três partes, a partir dos períodos e questões estudadas. A primeira, entitulada “Terra, escravidão e conflitos no Brasil oitocentista”, versa sobre a organização e a dominação dos escravos e dos homens pobres livres no fim do século XIX, com o término do Império e ascensão da República Velha. Compreender a dinâmica desse período auxilia no entendimento sobre a construção do conceito de classe trabalhadora, que viria a se formar no século XX. Já a segunda parte, “Experiência de trabalhadores rurais no Brasil contemporâneo: narrativas, deslocamentos e organização política”, agrega reflexões sobre as redes de solidariedade, os deslocamentos e as inquietudes sobre o acesso à terra e resistência dos trabalhadores rurais no interior do país. A partir das narrativas obtidas pelas técnicas da história oral, ganham destaque os vareiros, os tropeiros, os lavradores e as quebradeiras de coco. “Estado e trabalhadores no Brasil contemporâneo”, última parte do livro, relata as estratégias de controle social dos trabalhadores a partir do Estado, bem como as ideias e práticas de militância para intervir nesse cenário, com o intuito de garantir direitos sociais mínimos. “Trabalho e trabalhadores no Brasil”, que se inicia com aspectos do início de nossa caminhada republicana, é finaliado com análises das diferentes leituras de projetos de formação para o Brasil contemporâneo. Saiba como comprar.    
XXIV Seminário de Estudos Clássicos da UFFXXIV SEMINÁRIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) CRISES E TRANSFORMAÇÕES: ONTEM E HOJE CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES ORAIS E MINICURSOS Estão abertas até 16 de julho as inscrições para comunicações orais e ofertas de minicursos no XXIV Seminário de Estudos Clássicos da UFF, que acontecerá em 27 e 28 de setembro de 2017, no campus Gragoatá, em Niterói (RJ). As inscrições são gratuitas. Confira as informações sobre os procedimentos de inscrição em https://www.facebook.com/xxivseminariodeestudosclassicosuff/ A conferência de abertura do seminário será proferida pelo Prof. Dr. Breno Sebastiani (FFLCH-USP): “A crise grega do século II a.C. e a reflexão de Políbio”. A conferência de encerramento do seminário será proferida pelo Prof. Dr. Matheus Trevizam (FALE-UFMG): “Crises e transformações nas Geórgicas de Virgílio”. Em sua 24ª edição, o Seminário de Estudos Clássicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) abordará o tema “Crises e transformações: ontem e hoje”. O contexto internacional de massas de refugiados e de ascensão de lideranças beligerantes, combinado à instabilidade econômica, política e social no Brasil, sugere um desequilíbrio dos sistemas, numa configuração de crise global, que pode, no entanto, motivar transformações. Dessa forma, o evento pretende-se um espaço de discussão interdisciplinar sobre as experiências de crise no mundo antigo, seus lugares de memória e as interpretações possíveis de suas matrizes clássicas literárias e iconográficas. Breno Sebastiani é Professor associado de Língua e Literatura Grega do DLCV/FFLCH/USP e docente permanente do PPG em Letras Clássicas da USP. Bacharel e licenciado em História (1999), Mestre (2002/Fapesp) e Doutor (2006) em História Social e Livre-Docente (2016) pela USP. Tradutor de Políbio, História Pragmática, Perspectiva/Fapesp (2016). Matheus Trevizam é Professor associado na Faculdade de Letras da UFMG.  É bacharel e licenciado em Letras (Língua portuguesa e Literatura) pelo IEL-UNICAMP, mestre e doutor em Linguística pela mesma Instituição (Letras clássicas/Latim). Traduziu integralmente Ovídio ('Ars amatoria'), Varrão ('De re rustica') e Catão ('De agri cultura'). Idealizador, com o Prof. Dr. Paulo Sérgio de Vasconcellos (IEL-UNICAMP), da Coleção 'Bibliotheca Latina'.
Livraria Icaraí recebe lançamento de "Rei do livro"O historiador e diretor da Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), Aníbal Bragança, lança o livro "Rei do livro", na próxima terça, 18 de outubro, às 18h, na Livraria Icaraí, em Niterói. A coletânea, que reúne artigos de diversos autores dedicados ao campo multidisciplinar da história do livro, da leitura e da edição, resgata a trajetória da editora Francisco Alves, fundada em 1854 como Livraria Clássica e que é, ainda hoje, a mais antiga em funcionamento no Brasil. Com o foco voltado para a figura do seu fundador, o livreiro e editor Francisco Alves de Oliveira, o livro destaca também as práticas editorias, em especial aquilo que se refere aos direitos autorais e à relação com os autores, do homem que ficou conhecido como o "rei do livro". Ao longo das 352 páginas, os autores revelam a história dessa livraria-editora e sua importância para a vida literária e educacional de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e traz análises de publicações de sucesso e ampla iconografia, como capas, anúncios e documentos, no caderno “Francisco Alves em Imagens”.     Ficha técnica: Organizador: Aníbal Bragança ISBN: 9788531414886 Ano de Publicação: 2016 Editora: Edusp Paginas: 352 Preço: R$50,00
III Encontro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Relações InternacionaisEm outubro, o Instituto de Estudos Estratégicos realiza o III Encontro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais (EBERI). Participe! Informações no site http://www.encontroinest.com/ Veja aqui o programa completo do III Encontro Brasileiro de Relações Internacionais e Estudos Estratégicos. http://www.inest.uff.br/images/eventos/EBERI_II/1_PROGRAMA_EBERI_III_2016.pdf
Aula histórica de Sérgio Buarque de Holanda aos militares premia doutorando da UFFO artigo “A Ressonância Subvertida: Conexões americanas e História na aula de Sérgio Buarque aos militares do Brasil” do doutorando em História da UFF André Furtado lhe garantiu o Prêmio Internacional de História Intelectual da América Latina 2016. O estudante receberá o prêmio em outubro na cidade de Quito, Equador. O estudo de Furtado aborda um convite feito ao historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) pelos oficiais do Exército Brasileiro em 1967 – plena vigência do regime militar – para ministrar uma palestra na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro. O artigo fará parte de sua tese de doutorado sobre a trajetória desse destacado historiador brasileiro, sob orientação da professora da UFF Giselle Martins Venâncio. Como o próprio Furtado explica, o diferencial do trabalho se dá porque, de maneira geral, é mais comum que as pesquisas se limitem ao estudo das obras, e não abordem tanto a vida e o contexto histórico do personagem escolhido, como é o caso dessa tese. “Seria mais correto dizer que minha pesquisa não é sobre o intelectual Sérgio Buarque em si, mas por intermédio dele, analisando seu contexto histórico para melhor entender suas obras”, completa André. Os intelectuais que manifestaram luto ao historiador se referiam ao Sérgio Buarque dos anos 60”, analisa André Furtado. O interesse do doutorando pela obra de Buarque surgiu ainda na graduação, levando o aluno a escrever sua monografia com base na obra Raízes do Brasil (1936). O livro, inovador no que diz respeito à busca da identidade nacional, interpreta a decomposição da sociedade tradicional brasileira da época e a emergência de novas estruturas políticas e econômicas. Na década de 60, o mesmo livro foi prefaciado pelo estudioso da literatura brasileira e estrangeira Antônio Cândido. No texto, o crítico literário criou o “tripé” da historiografia brasileira moderna, formado por Casa Grande e Senzala (1933) de Gilberto Freire, Raízes do Brasil (1936) e Formação do Brasil Contemporâneo (1942) de Caio Prado Jr. Tal fato recolocou a obra de Buarque de Holanda em evidência. Tanto que ao fazer um levantamento sobre as homenagens póstumas feitas a Buarque de Holanda, André percebeu uma constante menção ao seguinte fato: “Os intelectuais que manifestaram luto ao historiador não se referiam a qualquer edição de seu livro Raízes do Brasil, e sim à que recebeu o prefácio. Logo, eles se referiam ao Sérgio Buarque dos anos 60”. Em 1958, Buarque de Holanda se tornara professor catedrático da Universidade de São Paulo (USP), defendendo a tese “Visão do Paraíso”, um estudo do período relacionado aos primeiros contatos realizados pelos colonizadores portugueses e espanhóis, abordando a questão do imaginário do colonizador. O trabalho logo viraria livro e, com o prestígio em alta no campo acadêmico, era requisitado com frequência para que realizasse palestras não só no país como no exterior. Será que o Sérgio Buarque poderia recusar esse tipo de convite?", indaga Furtado. Assim, em maio de 1967, o historiador recebeu do então comandante da Escola Superior de Guerra (ESG) um convite para que fosse ao local proferir uma conferência sobre o tema “O Homem Brasileiro”, que faria parte do ciclo de palestras “Elementos Básicos da Nacionalidade”, promovido pelo exército. Na época, o Brasil já passava por um momento de autoritarismo. Em janeiro do mesmo ano, entrara em vigor a sexta Constituição Brasileira, que buscou legalizar e institucionalizar o regime militar. “A questão teórica aqui é: quais são os limites e possibilidades de ação individual frente a uma conjuntura autoritária? Será que o Sérgio Buarque poderia recusar esse tipo de convite? E que consequências isso poderia ter em sua vida?”, questiona Furtado. Convite aceito, Buarque ministrou aos militares da ESG uma aula de história sobre o homem brasileiro e suas conexões americanas. Nesse contexto, o palestrante fez comparações entre a história do Brasil e a de outros países latinos, a fim de entender o homem americano. Segundo Furtado, para isso, o historiador fez uma série de paralelos entre nossa história e a de outros países, como a do Chile e México. “Há características bem diferentes, mas também há outras que nos aproximam muito desses países e essa era a tônica do discurso de Buarque de Holanda”, ressalta o doutorando. Entre as referências históricas abordadas na conferência estavam elogios direcionados ao golpe de Estado ocorrido em 1930 – que levou Getúlio Vargas ao poder – em uma sala repleta de militares responsáveis pelo golpe de 1964. Além disso, Buarque de Holanda fez comparações de sua própria atualidade, 1967, com o Brasil Imperial. A crítica era voltada ao baixo número de votantes no país, semelhante nos dois momentos. “Durante o Império, a porcentagem de pessoas que votavam chegava a 2% no máximo e, após 64, o número também era baixo. Os militares mantinham a ideia de que os analfabetos não podiam votar, excluindo assim uma parcela significativa da população, a mesma prática da época imperial. Já a ditadura Vargas, apesar de originada de um golpe, permitiu com a promulgação da constituição de 1934, por exemplo, que as mulheres votassem, aumentando sensivelmente o número de votantes naquele período”. Apesar de não haver um áudio, o que dificulta a compreensão exata do que aconteceu durante a palestra, existe o registro escrito, onde é possível perceber eventuais indícios de oralidade do historiador. “Utilizei a expressão ‘ressonâncias subvertidas’ no título do meu artigo sobre a aula de Buarque porque não sei exatamente o que foi dito por ele na ocasião, e nem tenho, de fato, como saber qual foi a reação dos militares. Mas acredito que eles certamente não gostaram de ouvir do palestrante uma série de exemplos históricos e elogios, mesmo que velados, a outros períodos políticos que não aquele que estava sendo vivido”, ressalta Furtado. Prêmio Internacional de História Intelectual da América Latina A premiação está em sua segunda edição e é promovida pelo Grupo de Trabalho da Associação Europeia de Historiadores Latino-americanos (AHILA), o corpo acadêmico “Historia y Cultura” do Instituto de Investigação Histórico-social da Universidade Veracruzana, a Academia Nacional de História do Equador e a Universidade Central do Equador. É um prêmio voltado para estudos sobre a América Latina, mas não exclusivo a pesquisadores latinos. A cerimônia de entrega de prêmios será realizada no Congresso “La modernidad en cuestión: confluencias y divergencias entre América Latina y Europa, siglos XIX y XX”, na cidade de Quito, entre 26 e 28 de outubro de 2016. André Furtado terá seu artigo publicado no Boletín de la Academia Nacional de Historia de Ecuador.
UFF cria Instituto de HistóriaO magnífico Reitor da Universidade Federal Fluminense, Sidney Melo, reuniu, na manhã dessa segunda-feira (13), professores do curso de História para um momento ímpar na história da universidade: a assinatura, através de ad referendum, da criação do Instituto de História da UFF. Compareceram nessa reunião, além do Reitor, o Vice-Reitor Antônio Claudio Nóbrega; o chefe de Gabinete do Reitor, Alberto Di Sabbato; o Coordenador de Apoio Acadêmico, Gabriel Vitorino Sobreira; e os professores (as) Aidyl de Carvalho Preis, Ismênia de Lima Martins, Gizlene Neder, Adriene Baron Tacla, Maria Veronica Secreto, Ana Maria Mauad, Samantha Viz Quadrat, Georgina Santos, Rodrigo Bentes, Norberto Ferreras e Humberto Machado. Durante a reunião, o Professor Sidney elogiou o departamento de História da UFF e salientou a importância da criação do instituto no ano em que o curso de História da UFF completa 60 anos. A criação do Instituto consiste no clímax de um processo que foi aprovado por todas as câmaras da universidade e presta o devido reconhecimento a um dos cursos mais reconhecidos da Universidade. A direção pro tempore do instituto ficará a cargo da professora Gizlene Neder que afirmou a intenção do novo Instituto em agir em benefício do crescimento da universidade: “- Nós vamos trabalhar pela UFF. O Instituto de História não é, e não será, um Gueto. Ele surge para atuar em parceria com outros institutos para melhorar cada vez mais a nossa Universidade.” – afirmou a Diretora Pro Tempore do Instituto de História. O Vice-Reitor, Antonio Claudio, valorizou a criação do curso afirmando que “o Instituto de História pode cumprir o papel de debater os problemas institucionais para além do instituto. É um instituto que pode somar ao Conselho Universitário e, com toda sua pujança acadêmica, colaborar com os debates sobre os grandes temas que definem o futuro da Universidade Federal Fluminense.” A professora Ismênia de Lima Martins destacou a importância da participação da História nos órgão colegiados da UFF, servindo de contribuição para políticas institucionais academicamente referenciadas. A professora Aidyl de Carvalho Preis, ex-vice-reitora da UFF e presidente da ASPI-UFF, destacou o trabalho coletivo na construção do Departamento de História, e agora do Instituto, sublinhando o orgulho de fazer parte dessa história.
Historiador revisita trajetória de Sérgio Buarque de HolandaNovo lançamento da Eduff, o livro "As edições do cânone" (Eduff, 2016), do historiador André Carlos Furtado, percorre a trajetória intelectual de Sérgio Buarque de Holanda, com ênfase no período em que o escritor esteve à frente da coleção "História geral da civilização brasileira" ("HGCB"), entre 1960 e 1972. Embora mais lembrado por "Raízes do Brasil", foi pela realização da "HGCB" que Buarque concretizou seu clamor por uma escrita histórica brasileira com a contribuição de especialistas em cada um de seus 11 volumes publicados. Para a pesquisa, André Furtado se valeu não somente de textos escritos por Sérgio Buarque e por seus críticos, mas também de registros documentais depositados em diferentes arquivos, a exemplo do acervo Sérgio Buarque de Holanda, sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Como quem une as peças de um quebra-cabeça, o autor, por meio dos fragmentos encontrados, dá visibilidade a um Sérgio Buarque em sua complexidade, raramente visto em estudos anteriores. "As edições do cânone" lança luz sobre o processo que fez de Buarque uma das grandes referências para a historiografia contemporânea do Brasil. Para além dos projetos editoriais e da produção escrita pelo historiador, o livro percorre também as homenagens prestadas logo após a sua morte, em 1982. “Assim, seguindo a trilha aberta por Sérgio Buarque, no século XX, André Furtado vem se tornando, nesse início de século XXI, um dos mais criativos e eruditos historiadores de sua geração. Este livro é até o momento o seu melhor testemunho. Nele, desvenda-se Sérgio Buarque de Holanda, intelectual, mostra-se André Carlos Furtado, historiador. Sua leitura, além de instigante e sugestiva, é, posso garantir, original e extremamente prazerosa” (Giselle Martins Venancio - Universidade Federal Fluminense)   --> Como comprar
Livro resgata trajetória de intelectuais e seus projetos editoriaisA participação de jornalistas, escritores e historiadores, seus projetos de impressos e engajamento político unem os nove artigos que integram a coletânea "Intelectuais e palavra impressa" (Eduff, 2016). Organizada pela professora da UFF e historiadora Giselle Martins Venancio, a obra segue a tendência historiográfica que resgata a participação dos sujeitos na História e propõe um questionamento sobre quem são as vozes que falam e dialogam num dado momento. A primeira parte da coletânea é dedicada aos projetos editoriais e à análise de publicações de revistas e coleções de livros. É o caso da coleção "História geral da civilização brasileira (HCGB)", organizada por Sérgio Buarque de Holanda, objeto do artigo do historiador André Furtado. O estudo se volta para a ação de intelectuais engajados em questões sociais, na segunda parte da obra, quando são discutidos os usos dos impressos como meio de fazer circular ideias e projetos políticos. Dentre outros exemplos, estão a atuação do jornalista João Batista de Paula na coluna diária “Plantão Militar”, publicada no jornal Última Hora, na década de 1960, e o aparecimento da chamada onda verde da imprensa, na década de 1920, com a publicação da Revista Florestal. --> Como comprar  
Eduff lança coletânea "Intelectuais e palavra impressa"A trajetória de escritores, jornalistas, historiadores e seus projetos editoriais unem os nove artigos que integram a coletânea "Intelectuais e palavra impressa" (Eduff, 2016), organizada pela professora e historiadora Giselle Martins Venancio. Escrita por jovens pesquisadores da UFF, a obra será lançada no dia 2 de junho, às 18h, na Livraria Icaraí. Mais do que apresentar nomes de destaque na história política e social do Brasil, "Intelectuais e palavra impressa" segue a tendência historiográfica que resgata a participação dos sujeitos na história e propõe um questionamento sobre quem são as vozes que falam e dialogam num dado momento.  A primeira parte da coletânea é dedicada aos projetos editoriais e à análise de publicações de revistas e coleções de livros. É o caso da coleção "História Geral da Civilização Brasileira (HCGB)", organizada por Sérgio Buarque de Holanda, objeto do artigo do historiador André Furtado. O estudo se volta para a ação de intelectuais engajados em questões sociais, na segunda parte da obra, quando são discutidos os usos dos impressos como meio de fazer circular ideias e projetos políticos. Dentre outros exemplos, estão a atuação do jornalista João Batista de Paula na coluna diária “Plantão Militar”, publicada no jornal Última Hora, na década de 1960, e o aparecimento da chamada onda verde da imprensa, na década de 1920, com a publicação da Revista Florestal. --> Como comprar