Divulga ação extensionista Fauna Brasil - UFF#ProexEmAção divulga o projeto de extensão Fauna Brasil coordenado pelo professor Sávio Freire Bruno da Faculdade de Medicina Veterinária - UFF. O projeto objetiva oferecer a população brasileira e a comunidade acadêmica material audiovisual com temas relevantes a biodiversidade brasileira e a importância da conservação ambiental e da fauna nativa com a intenção de promover conscientização sobre os temas abordados. Além disso, pretende avaliar o público-alvo através de questionários e assim, obter informações sobre o conhecimento desse público sobre a biodiversidade dos ecossistemas brasileiros e a preservação de espécies ameaçadas. SigProj nº 346264.1928.59428.06022020  
Palestra sobre Bioeconomia com o Secretário Axel Grael, na Agenda AcadêmicaO secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão de Niterói, Sr. Axel Grael, ministrará palestra com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2019, que é “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”. O evento integra o cronograma da Agenda Acadêmica. A Agenda Acadêmica O evento acontecerá de 21 a 27 de outubro, integrada à 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A equipe organizadora do evento, coordenada pela Prof. Geralda Freire Marques, está preparando novidades para esta edição. A abertura do evento será realizada no dia 20 de outubro, domingo, com solenidade realizada na Cúpula do Caminho Niemeyer, em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), que realizará seu evento no Campus do Gragoatá, simultâneo à Agenda Acadêmica, com a participação de aproximadamente 3.000 pessoas de diversos lugares do país. Neste ano, a Agenda contará com a Tenda da Sustentabilidade, que reunirá a apresentação de diversos projetos da Universidade que trabalham com o tema, além de oficinas para o público e demonstrações artísticas e culturais. Alem disso, o evento musical “Breaktime Sessions”, uma parceria com a Red Bull que revelou diversos talentos, entre estudantes e funcionários da UFF, estará de volta em sua 2ª edição, que será realizada na quinta-feira, dia 24 de outubro, na quadra do Instituto de Educação Física. O encerramento da Agenda Acadêmica será celebrado com a 2ª Edição do UFF nas Praças, evento realizado em maio deste ano, que movimentou Niterói e as cidades do interior com diversas ações e prestações de serviço para a população em pontos urbanos estratégicos. Desta vez, o UFF nas Praças, será realizado no dia 26 de outubro, das 09h às 14h, na Praça Getúlio Vargas e nos jardins da Reitoria, em Icaraí, com a participação do Grupo de Música Antiga da UFF.
Biodiversidade e Conservação – Parceria UFF e INEAA Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense e o Instituto Estadual do Meio Ambiente promoveram, nesta última terça-feira, 22 de agosto, o seminário intitulado “Biodiversidade e Conservação: Ações Cooperativas na Parceria INEA – RJ / UFF”, no auditório do Instituto de Geociências, campus da Praia Vermelha.  Atendendo o Protocolo de Intenções, firmado em novembro de 2014, a UFF e o INEA vem desenvolvendo diversas ações conjuntas voltadas para a proteção, conservação e recuperação do patrimônio ambiental no Estado do Rio de Janeiro.  O evento, coordenado pelo Prof. Sávio Freire Bruno, da Faculdade de Veterinária, contou com ampla participação de representantes das duas instituições, e teve, entre seus principais objetivos, divulgar as ações e debater os novos desafios na busca do desenvolvimento sustentável. O seminário também contou com expressiva participação de alunos da UFF, tanto da graduação quanto da pós-graduação.
Semana da primavera Palestras e debates sobre questões científicas, políticas e artísticas envolvendo a preservação do ambiente.
Pesquisa da UFF soluciona contaminação de represa O professor Julio Cesar de Faria Alvim Wasserman, do departamento de Análise Geoambiental da UFF, foi convidado, em 2008, pela Associação Mico Leão Dourado (http://www.micoleao.org.br/)  para fazer a medição da qualidade da água na represa Juturnaíba –  fonte de abastecimento para a Região dos Lagos no Estado do Rio de Janeiro.  A Associação, organização não governamental (ONG), que atua na preservação e recuperação das populações dessa espécie de primata, está localizada na bacia de drenagem da reserva biológica de Poço das Antas, margeada pelas águas dos afluentes da Juturnaíba. O convite ao pesquisador da UFF partiu da preocupação da entidade com a saúde de mais de mil micos leões dourados que fazem uso dessa fonte de recurso hídrico.  Após os primeiros estudos das amostras coletadas no local, detectou-se a presença de alumínio na água.  A situação alarmou o especialista principalmente porque esse elemento químico quando dissolvido em água pode provocar a doença de Alzheimer.  E a procedência dessa contaminação não era conhecida até aquele momento. A medição era realizada, semanalmente, nas concentrações de metais pesados e nutrientes da represa Juturnaíba. A pesquisa identificou a poluição pelo alumínio, o que levou a equipe, rapidamente, a tentar descobrir a origem dessa contaminação. “Nós aventamos a possibilidade de que houvesse uma lixiviação dos efluentes das estações de tratamento de água da região”, narra o professor. Por isso, as duas estações de tratamento, ETA Juturnaíba (http://www.grupoaguasdobrasil.com.br/aguas-juturnaiba/agua-e-esgoto/eta/) e Prolagos (http://www.prolagos.com.br/sistemas-de-tratamento-e-distribuicao-de-agua/), presentes na margem da represa, tiveram os seus processos de tratamento analisados. Embora em outros países o lançamento desse resíduo no próprio ambiente seja proibido, no Brasil é uma prática frequente”, ressalta Walsserman. Chegou-se a conclusão que o sulfato de alumínio como insumo principal poderia ser empregado para a purificação da água. E, no final do processo de tratamento, esse mesmo sulfato seria lançado juntamente com lodo e sujeira na margem da própria represa. De acordo com o pesquisador “é um processo até curioso, porque eles retiram os sedimentos da água da represa e jogam essa sujeira dentro da própria represa, funcionando como um ciclo. Porém esse ciclo não é sustentável e nem consistente: “Enquanto estão limpando a represa, também estão jogando resíduos dentro dela.  Chegará uma hora em que a represa ficará tão suja que não poderão retirar mais aquela água.” completa. Com a possibilidade da água contaminada chegar às residências,  a comunidade local foi alertada para o perigo do Alzheimer.  Uma pessoa que consumir a água com esse elemento químico durante 40, 50 anos tem mais chance a contrair a doença do que aqueles que a ingerem durante um curto período de tempo. Aliado a esses fatores, o indivíduo geneticamente propenso, provavelmente, com a exposição em longo prazo, manifestará precocemente a doença. “Nossa preocupação é porque a expectativa de vida está aumentando, é de 75 a 80 anos, então, por isso, a gente ouve falar do Mal de Alzheimer mais hoje do que há 30 anos quando a expectativa era de 60 a 65 anos. Se você vive mais tempo, o nível da exposição ao alumínio aumenta também.” Após esta constatação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que chefia a reserva biológica de Poço das Antas, se juntou com o Ministério Público e com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para dimensionar a contaminação. Um documento foi emitido solicitando as empresas de água Prolagos e Águas de Juturnaíba que fizessem um estudo das pilhas de rejeitos lançadas na margem da represa.  Foi pedida a verificação dos resíduos passivos ambientais quanto a sua estabilidade, buscando o esclarecimento da química dos rejeitos. Segundo as estações de tratamento da água, o sulfato de alumínio é quimicamente estável à beira da Jaturnaíba.  Não se espalha para a coluna d’água. Entretanto, através da análise de medição da qualidade da água no local, foi detectado que, em determinadas condições, o sulfato de alumínio pode não ficar retido, espalhando-se por toda a represa. Os responsáveis pelas estações de tratamento procuraram, inicialmente, o professor Julio Wasserman para elaboração de um orçamento para uma solução – retirada ou contenção – da pilha de rejeitos. Orçado em 700 mil reais, as empresas consideraram alto o custo da operação e não efetivaram o projeto. “Embora em outros países o lançamento desse resíduo no próprio ambiente seja proibido, no Brasil é uma prática frequente”, ressalta o pesquisador.  As estações de tratamento lançaram durante 30 anos uma pilha de rejeitos criando uma espécie de alagado na margem da represa, próximo à estação, onde estava contaminado com alumínio. Com a identificação da quantidade de rejeitos contaminados e a possibilidade de sua disseminação para o restante da represa, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), o INEA e o Ministério Público proibiram, em 2009, o despejo de rejeitos feito pela represa de Juturnaíba. Projeto da análise de rejeitos Como o professor Júlio já havia preparado um projeto de análise da pilha de rejeitos, incluindo uma solução, este foi então submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), que aprovou e financiou em grande parte através do programa Pensa Rio.  A partir do financiamento da FAPERJ, em 2011, a proposta se tornou um projeto de departamento. Criou-se um laboratório, estabeleceram parcerias e alunos bolsistas integraram o grupo para a análise da pilha de rejeitos. O coordenador Julio Wasserman  explica detalhadamente os procedimentos necessários para a análise : “As amostras, chamadas de testemunho, são levadas primeiramente para o laboratório no campo. São abertas com um aparelho chamado glove bag (sacola-luva), que fica hermeticamente fechado e preenchido com nitrogênio. Com luvas, manipulo o testemunho dentro do glove bag, vou abrindo e colocando as amostras dentro de frascos para evitar qualquer contato com o ar que possa modificar as características físico-químicas do sedimento. Depois disso, encaminho esse material ao laboratório. Faço a liofilização, secagem a temperaturas ultra baixas sem alterar a amostra, e analiso-as”, conclui. Para a realização da análise, o coordenador do projeto Julio Cesar Wasserman, conta com a parceria de outras três companhias, além da participação do professor Wilson Machado, do Instituto de Geoquímica da UFF: a Embrapa Solos, através do diretor Daniel Vidal Peres; Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), com a diretora Maria Angélica Vergara Wasserman, e com o Instituto Federal Fluminense de Quissamã (IFF), por meio do professor Renato Barcelos. A equipe não se deteve apenas nesse estudo.  O projeto também buscou coletar sedimentos ao longo de toda a represa. Coletaram sedimentos do seu entorno e da superfície, com um equipamento chamado Busca Fundo, do tipo van veen. Essa ação foi necessária para saber se os rejeitos estavam se espalhando para a represa. “As concentrações de rejeitos na pilha são muito altas, mas, felizmente, não se espalharam para o restante da represa”, ressalta Julio Wasserman. Além de alcançar o objetivo inicial do projeto, ou seja, reconhecer se o resíduo era quimicamente estável ou não, foi, também, proposta uma solução economicamente viável para o problema. Calculou-se, primeiramente, a necessidade de realizar 10 mil viagens de caminhão para a retirada completa dos rejeitos. Isto não só geraria um alto custo como também liberaria toxinas com a movimentação da lama, causando um impacto no ecossistema.  A construção de uma espécie de barragem com chapas metálicas foi a solução encontrada, como explica o coordenador: “ A pilha de rejeitos estava depositada em uma minienseada  da represa. Assim, optamos por colocar chapas no sedimento para isolar essa pilha. Com isso, não estarão mais em contato com a água da Juturnaíba. Finalmente, fizemos a sobreposição das chapas no solo para o plantio de uma vegetação simplificada, evitando, assim, que essa pilha de substratos ultrapassasse a barreira”. Segundo Julio Wasserman, o resultado final do projeto atendeu totalmente seu objetivo, isto é, identificar se o resíduo encontrado na represa era quimicamente estável ou não. Além disso, conseguimos reter a poluição daquele sistema de uma forma  economicamente viável, conclui o professor. No mês de maio, ele apresentará sua tese de doutorado sobre o tema, no departamento de Geoquímica do Instituto de Geociências da UFF.