Reunião planeja preparativos para IV Festival de Cinema do BRICS

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Festival de Cinema do BRICS será realizado pela primeira vez no Brasil.

Crédito da fotografia: 
Divulgação
UFF recebeu representantes do Ministério da Cidadania, Funarte, Ancine, OEI e Prefeitura para alinhar detalhes do evento internacional

Em 14 de março, a Universidade Federal Fluminense recebeu representantes do Ministério da Cidadania, Fundação Nacional das Artes (Funarte), Agência Nacional do Cinema (Ancine), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e Prefeitura de Niterói para planejar detalhes do IV Festival de Cinema do BRICS. O evento internacional será organizado pela UFF em parceria com a Secretaria Especial da Cultura, com aporte de R$ 2 milhões de reais. A previsão é de que o festival ocorra entre 23 de setembro e 11 de outubro, em Niterói, no Centro de Artes da UFF, Teatro Municipal João Caetano e Reserva Cultural.

Será a primeira vez que o Brasil sediará o Festival de Cinema do BRICS, bloco político-diplomático que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. Os professores do curso de Cinema, Rafael de Luna e Índia Mara, apresentaram os detalhes da produção. O evento terá o propósito de refletir sobre o passado, presente e futuro do cinema desses países.

A programação terá três mostras principais: Mostra Contemporânea, Cinema-Escola e a Mostra de Animação. Além disso, serão oferecidas atividades paralelas como minicurso da história do cinema, mostra de filmes clássicos do BRICS, exposição com acervo do Museu de Cinema e o Fórum de Preservação.

De acordo com o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o evento representa uma visão integrada sobre cultura, cinema e sociedade. “É muito mais que uma mostra de filmes, na medida em que tem uma universidade como organizadora, pois se apropria de nossa expertise histórica para refletir sobre o passado, o presente e o futuro do cinema no contexto internacional contemporâneo. Estamos muito empolgados com as perspectivas e pretendemos levar este evento a outro patamar, aliando a academia, o governo e empresas”, afirma.

Segundo o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, o audiovisual é uma área promissora para a cooperação entre os países do bloco. Ele ressaltou que a UFF é uma referência fundamental para o cinema brasileiro e modelo programático para outros cursos de Cinema no país. “Estamos muito animados pela história e pela pujança de suas ações para o cinema. Temos um cenário muito interessante de alinhamento de projetos e ideias. Fiquei muito impressionado com a qualidade da organização demonstrada”, enfatizou Pires.

A assessora especial para assuntos internacionais do Ministério da Cidadania, Min. Carla Barroso, discutiu os detalhes para a abertura do festival, com a presença de ministros e autoridades dos países que compõem o bloco. “Estamos alinhando a logística para prestigiar e dar a maior visibilidade possível ao evento”, afirmou.

Cinema e BRICS em Niterói.

O Festival de Cinema se tornou um dos principais eventos culturais do BRICS. Desde a primeira edição, organizada em 2016, em Nova Deli, na Índia, a mostra reúne produções dos cinco países, coproduções e projetos criados especialmente para os eventos.

A cidade de Niterói foi selecionada para sediar o festival pelo então ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, considerando seu projeto de referência no audiovisual nacional. Hoje, Niterói é o município que possui mais salas de cinema por habitantes e investe em uma série de iniciativas na área, como o Museu do Cinema Brasileiro e o Polo Audiovisual.

Niterói possui grande experiência nesses eventos. Estamos dedicados em transformar a cidade num polo nacional de audiovisual, com uma série de investimentos em parceria com a universidade. Tivemos um aumento de 60% de empresas audiovisuais no último ano, o que movimenta a economia e gera empregos”, destacou o secretário municipal de Cultura, Marcos Gomes.

Além da exibição de filmes e da premiação para os participantes da mostra competitiva, o Festival também via estreitar as relações entre os países-membros do bloco e estimular acordos de coprodução internacional.

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