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Corrida para o sucesso: Equipe Buffalo representa a UFF na Fórmula SAE

Exposição do carro da equipe no Museu da Arte Contemporânea, de Niterói.

A Fórmula SAE acontece nos EUA desde 1981, entretanto, sua primeira competição no Brasil ocorreu apenas em 2004. Neste mesmo ano, através de dois ex-membros do Baja – outra competição automotiva estudantil –, a UFF iniciou sua participação no projeto com a Equipe Buffalo de Fórmula SAE

Desde sua criação, diversos alunos passaram pela equipe, composta por estudantes de graduação de variados cursos da Escola de Engenharia da UFF, entre eles, profissionais que atuam em importantes áreas do automobilismo nacional e internacional. Seus dois fundadores, por exemplo, são hoje um engenheiro da Fórmula 1, Robert Sattler, e uma engenheira da StockCar Brasil, Rachel Lho.

Outro destaque, Eduardo Malhano, está na Equipe Renault de F1 e considera sua participação no projeto um diferencial para a carreira. “Só me dei conta do quão importante a Equipe Buffalo foi depois que cheguei à F1. A entrevista que me garantiu meu primeiro emprego, na Manor Racing, foi basicamente um bate-papo de uma hora e meia onde conversamos apenas sobre Formula SAE”, comenta o engenheiro.

Para o capitão da equipe, Yuri Herisson, o ambiente descontraído e amigável, mas com cobranças e metas profissionais, é fundamental para o futuro dos integrantes. “Aprendemos a trabalhar em equipe, com prazos, metas e sob pressão, tudo que um engenheiro ou qualquer outro profissional enfrenta em seu dia a dia. Além disso, é importante ressaltar que esses projetos ajudam na consolidação e no aprimoramento dos conhecimentos aprendidos, promovendo experiências nas áreas de atuação”, descreve o capitão.

Só me dei conta do quão importante a Equipe Buffalo foi depois que cheguei à Fórmula 1", comenta Eduardo. 

A participação em iniciativas como a Fórmula SAE é cada vez mais importante para os estudantes. O contato direto com o desenvolvimento e a concepção de protótipos representa um diferencial profissional. “Muitos dos engenheiros mais jovens que estão entrando nas equipes de Fórmula 1 participaram ativamente de projetos durante a vida acadêmica”, enfatiza Eduardo Malhano.

Na Fórmula SAE Brasil, os carros são avaliados em diferentes aspectos. Durante três dias de evento, as equipes são desafiadas a apresentar suas ideias para profissionais do ramo automotivo, sendo avaliada a qualidade juntamente com sua viabilidade econômica dentro do mercado. Os carros passam por provas estáticas e dinâmicas, analisando cada performance na pista, assim como a parte técnica, que inclui planejamento, custo e uma apresentação de marketing.

O processo seletivo costuma acontecer semestralmente e possui quatro etapas que se assemelham ao mercado profissional. As provas cobram desde conhecimento sobre a equipe até raciocínio lógico e redação. A dinâmica de grupo avalia o perfil comportamental. Nas entrevistas, busca-se conhecer melhor as reais intenções de cada candidato, além de suas qualificações. E, por fim, o treinamento pretende capacitar os futuros integrantes e avaliar questões como desempenho e dedicação.

Os treinamentos, aliás, representam uma troca de conhecimentos entre a equipe. “Os membros mais experientes passam uma aula geral sobre os projetos com suas funções, seu funcionamento e os objetivos. Além disso, a experiência da equipe com diversos softwares é passada aos novos integrantes, indo desde os mais básicos, como editores de planilhas, até programas complexos muito utilizados nas grandes indústrias”, explica Yuri.

A participação em diversas áreas do projeto proporciona um amplo aprendizado do conhecimento de engenharia. Os membros trabalham em diferentes setores de produção dos carros, como exemplifica Eduardo Malhano. “No primeiro ano, eu ajudava na fabricação e na montagem de todas as áreas, que é mais ou menos como todos começam. No segundo ano, entrei para a equipe de suspensão e ganhei um pouco de experiência de projetos juntamente com mais responsabilidade. Em 2012, com a renovação da equipe que acontece praticamente em todos os anos, virei chefe do grupo de suspensão”.

A equipe conta com 30 parcerias atualmente, que envolvem principalmente empresas associadas ao setor automobilístico, além de outros projetos desenvolvidos na universidade, como o Blackbird Aerodesign UFF , Equipe Araribóia , Equipe Tuffão Baja SAE e o Faraday Racing.

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