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Prêmios de Excelência: UFF reconhece talentos de sua comunidade científica

A UFF é uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, contando em 2016 com quase quatro mil professores e mais de seis mil alunos na pós-graduação, além de um elevado índice de qualificação de corpo docente (4,5), demostrando a relação da qualidade do seu ensino com o volume de pesquisas desenvolvidas por sua comunidade acadêmica. Com uma produção científica tão expressiva, é necessário reconhecer os talentos, estimulando a construção de conhecimento relevante. Assim, nessa terça-feira, 05 de dezembro, às 9h30, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, será realizada, no Auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Água (NAB) - Campus UFF Praia Vermelha, a entrega dos Prêmios de Excelência e do Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação .

As dissertações e teses premiadas por sua excelência atenderam aos seguintes critérios de elegibilidade:  disponibilidade na Plataforma Sucupira da Capes, defesa em 2016, no Brasil, mesmo em casos de cotutela ou outras formas de dupla diplomação. Os critérios de premiação consideraram a originalidade do trabalho, a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social, de inovação, além da contribuição para o sistema educacional.

A novidade da edição 2017 fica por conta da inclusão do Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem como objetivo destacar a qualidade das produções audiovisuais realizadas no ano de 2017 pela comunidade acadêmica. Para esta avaliação, foram levados em consideração os critérios referentes ao impacto visual, inovação e contribuição para a popularização e divulgação científica e tecnológica.

Segundo o pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e inovação, Vitor Ferreira, “divulgação científica e popularização da ciência sem uso de caricatura é feita por quem entende do assunto. Essa divulgação se torna muito importante nos dias atuais, pois é preciso integrar o conhecimento científico produzido nas universidades com a comunidade externa. É preciso que haja mais iniciativas por parte do cientista  que precisam entender que a sociedade é importante na valorização dos seus trabalhos”, ressalta.

A premiação em vídeos de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma das iniciativas da UFF que marca o esforço de popularizar a ciência, sem deixar de entender esta comunicação científica com a seriedade própria da área. Como ressaltou o vice-reitor, Antonio Claudio de Nóbrega, “tornar a ciência mais acessível ao entendimento da população geral funciona como uma prestação de contas junto a quem nos financia, mas é também uma tarefa fundamental para legitimar nossas atividades e termos a população como a maior interessada no avanço do conhecimento independente e soberano para o país”, ressalta.

O doutorando Alan Costa dos Santos, que teve sua dissertação premiada na categoria Ciências Exatas e Tecnológicas na área de Computação Quântica, acredita que o reconhecimento é fundamental para quem está iniciando sua  vida acadêmica. “Quando começamos uma pesquisa, estamos apenas no início de uma longa jornada. A maior preocupação no início é saber se chegaremos no ponto final de nosso trajeto: o devido reconhecimento de nossos esforços e da importância de nossa pesquisa. Esse prêmio ainda não é a linha de chegada, mas certamente é o combustível para renovar minhas forças e continuar a caminhada", afirma o estudante.

Para a coordenadora do Programa de Pós-graduação no Departamento de Patologia e Clínica Veterinária da UFF, Ana Maria Reis Ferreira, receber o Prêmio UFF de Excelência Científica representa uma importante valorização e reconhecimento da trajetória acadêmica do professor e pesquisador, assim como de toda a equipe, colaboradores e parceiros envolvidos. “Destaco também a importância dos alunos de graduação, especialização, residência, mestrado, doutorado e pós-doutorado com quem teve a oportunidade de conviver e formar durante sua trajetória, assim como dos profissionais que tiveram importância em minha formação, que me inspiraram e inspiram até hoje minha vida acadêmica; e que foram fundamentais para a conquista do prêmio. Na minha opinião, esse reconhecimento tem como efeito positivo o estímulo à continuidade do investimento dos pesquisadores em seus projetos e seu próprio desenvolvimento. Também influenciará positivamente na formação de recursos humanos, inspirando e motivando jovens na carreira acadêmica e científica, como um fator incentivador na continuação de seu trabalho pela universidade e pela pesquisa”, destaca a premiada.

Segundo a professora, o trabalho desenvolvido por seu laboratório, no momento,  envolve parcerias com pesquisadores de diferentes instituições nacionais e internacionais, permitindo a geração de produtos de alta qualidade científica e a formação de recursos humanos. “Dessa forma, o prêmio não só difundirá e dará uma maior visibilidade ao nossos projetos, possibilitando novas parcerias e colaborações com especialistas de diferentes instituições ou centros de pesquisa, como também divulgará para a sociedade a qualidade do que é desenvolvido na UFF.”, conclui Ana Maria.

O professor e biólogo, Luiz Andrade, do Departamento de Imunobiologia assina a direção geral de “UFF na Rede contra Zika”, vencedor do Prêmio Excelência UFF 2017, na modalidade vídeo científico, produzido a partir de um documentário mais abrangente - “Quem foi que disse: sobre esta tal de zika” - que narra, de forma didática, toda a trajetória da epidemia que assolou o Brasil, em 2015 e 2016 e o impacto social da enfermidade sobre as famílias que tiveram filhos com microcefalia.

Tanto o documentário, quanto o vídeo premiado, ressaltam o papel fundamental dos cientistas e  profissionais de saúde que estiveram na linha de frente durante a epidemia.  Já, no âmbito mais amplo, destacam o papel das instituições, das universidades, institutos de pesquisa, do Sistema Único de Saúde (SUS) e das agências de fomento à pesquisa, tais como o CNPq, na esfera federal, e a FAPERJ, no Rio de Janeiro. “ Em relação à participação da UFF na Rede Zika , a produção vencedora destacou a pesquisa coordenada pela professora do Instituto de Biologia, Izabel Frugulletti, que tem como principal objetivo o isolamento,  identificação e avaliação de moléculas com atividade antiviral, obtidas a partir de algas marinhas da costa brasileira, além da síntese e produção de novos medicamentos contra esta e outras arboviroses”, acrescenta Andrade.

O pesquisador ressalta ainda que a universidade pode ser entendida como uma rede de conversações (dizeres, fazeres e saberes) enriquecidas pelas histórias de vida de seus membros, que influenciam o pensamento criativo e a própria instituição. “Incorporando a cultura produzida para além dos limites da instituição, a UFF ganha com a dinâmica de criação a partir da inclusão, gerando novas abordagens, formações profissionais, intervenções interdisciplinares e, sobretudo, novos sujeitos históricos”, conclui o premiado.

Confiram os vencedores:

Excelência Científica
Ciências da Vida - Ana Maria Reis, professora do Departamento de Medicina Veterinária
Ciências Exatas e Tecnológicas - Celso da Cruz Carneiro Ribeiro, professor do Departamento de Ciência da Computação e Pós-graduação
Ciências Sociais e Humanas - Jorge Luiz Ferreira, professor do Departamento de História

Tese
Ciências da Vida - Ana Cláudia R. da Silva  
Ciências Exatas e Tecnológicas - Wagner F. Baltazar  
Ciências Sociais e Humanas - Ricarda Lucilia Domingues Tavares

Dissertação
Ciências da Vida - Estevão Luis Carvalho Braga
Ciências Exatas e Tecnológicas - Alan Costa dos Santos
Ciências Sociais e Humanas - Bárbara Dias

Inovação
Tecnológica - Monica Calasans Maia, professora de Cirurgia Bucal da Faculdade de Odontologia
Social - Dinah Tereza Papi Guimarães, professora do curso de Produção Cultural do Polo Universitário de Rio das Ostras (Puro)

Prêmio de Vídeo em Ciência, Tecnologia e Inovação:
1º lugar - "UFF na rede contra Zika"- Luiz Antônio Botelho de Andrade, professor do Departamento de Imunobiologia, da Faculdade de Medicina
2º lugar -  "Terra Quilombola"- Leandro Serra Silva Pereira, aluno do curso de Geografia
3º lugar - “John Dalton, o pai da teoria atômica e daltônico" - Dayvisson Daniel Rodrigues Parente, aluno da Faculdade de Economia 

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