Eu sou: Técnico | Docente | Estudante

Hildiberto Ramos Cavalcanti de Albuquerque Jr

Eu passei minha vida inteira dentro da UFF como aluno e como professor. Não existe um lugar mais maravilhoso para se trabalhar quanto a universidade, por mais que hajam dificuldades.

Ex-reitor da UFF

Hildiberto Ramos Cavalcanti de Albuquerque Jr. começou cedo seu relacionamento com a Universidade Federal Fluminense: entrou na instituição aos 19 anos de idade e permaneceu nela até a aposentadoria. Ocupou diversos cargos em suas carreiras profissional e administrativa. Como reitor da universidade, na gestão de 1986 a 1990, foi o primeiro administrador da UFF a ser eleito democraticamente após o período da ditadura do país.

O professor, que também foi diretor do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF) e diretor do Centro de Estudos Gerais, acredita que a UFF é a principal instituição em nível federal de Niterói. “Apesar dos momentos difíceis, ela contribui com a sua pesquisa, com a sua participação na comunidade. Não há um dia em que você abra o jornal e não veja alguma notícia relacionada à UFF, ela está sempre realizando alguma ação na cidade”, afirmou.

O ex-reitor declara ter uma relação afetiva muito forte com a universidade. “Eu passei minha vida inteira dentro da UFF como aluno e como professor. Não existe um lugar mais maravilhoso para se trabalhar quanto a universidade, por mais que hajam dificuldades”.

Ao responder sobre suas memórias marcantes enquanto gestor, Hildiberto lembra de sua administração no período da ditadura: “Nós passamos por tempos muito difíceis e vivemos outros tempos brandos. Nos difíceis, tínhamos sempre que prestar mais atenção nas coisas, isto porque não sabíamos o que podia ser feito”. Quando estava na direção do ICHF, recorda, ele teve que fechar uma sala de exibição de filme, proibido pelo DOI-CODI, para que os alunos não fossem presos.“ Eles não sabiam que eu estava tomando uma medida de proteção, por isso todos eles ficaram contra mim”, afirma com um sorriso.

Em sua visão, Albuquerque Jr. acredita na amplitude da universidade, que deve atuar em todas as áreas, desde o setor cultural passando pela pesquisa científica, mas, principalmente, alcançando a área comunitária. “Acabou aquela história de que a universidade é uma torre de cristal, fechada, que o povo tem medo e ninguém chega perto. Há uma aproximação muito grande da comunidade de Niterói com a UFF”.

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