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Heitor Luiz Soares de Moura

A UFF abrigou um estudante que veio de uma família pobre e o transformou em profissional.

Presidente do Conselho de Curadores da UFF

A UFF é uma cidade dentro da cidade

O engenheiro e professor, Heitor Luiz Soares de Moura, atualmente na presidência do Conselho de Curadores da UFF, não encontra palavras para descrever a importância da UFF para ele, um relacionamento que teve início em 1967 e que já dura 44 anos. Heitor recorda que a conquista do primeiro lugar no concurso público para a professor da UFF está, junto com o período de oito anos que esteve à frente da Pró-reitoria de Planejamento, entre os fatos mais marcantes de sua vida.

Na sua sala, em meio a fotos de família, num ambiente decorado com sobriedade, ele relembra de três momentos que marcaram sua vida profissional: os 38 anos de participação no Conselho Universitário, com reeleições diretas e sucessivas; a boa relação de amizade com os colegas e sua passagem pela direção da Escola de Engenharia, onde contou com o apoio do fundador e ex-diretor da Escola Fluminense de Engenharia, professor Octávio Reis de Cantanhede Almeida.

Segundo o professor, as principais conquistas na sua gestão foram a reformulação e reestruturação total da Faculdade de Engenharia, na qual foi professor da disciplina de Instalações Prediais, e a criação da Semana da Engenharia, um espaço de discussão e apresentação da produção acadêmica técnico-científica da UFF, enfocando interesses atuais da sociedade.

Para responder sobre a relevância da UFF para Niterói, ele sintetiza dizendo que é total e absoluta. “É uma cidade dentro da cidade. E por conta disso, sinto-me honrado por ter sido professor de renomados engenheiros que hoje estão liderando conceituadas empresas de engenharia e construtoras de Niterói”.

Para Heitor de Moura, que se classifica um “otimista nato”, a UFF de ontem era sinônimo de provincianismo, e hoje, cinquenta e cinco anos depois, ela se tornou uma das mais respeitadas instituições de ensino do Brasil. “É a primeira universidade brasileira em número de alunos.  Mas isso não basta, no futuro, a UFF certamente deve ampliar sua participação no Estado e no País, nos campos do ensino, pesquisa e extensão”.

Ao encerrar a entrevista, visivelmente emocionado, Heitor resumiu em uma frase o significado da universidade na vida dele: “A UFF abrigou um estudante que veio de uma família pobre e o transformou em profissional”.

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