Música - Centro de Artes UFF

Subscrever feed Música - Centro de Artes UFF
Portal do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense
Atualizado: 4 horas 34 minutos atrás

Música no Jardim – Duo Iara

qui, 16/05/2019 - 14:29

Canções através dos séculos

Buscando fazer um panorama histórico da música cantada com acompanhamento de cordas dedilhadas, este programa apresenta obras de importantes compositores da música ocidental, desde a renascença até os dias atuais. 

PROGRAMA

John Dowland (1563-1626)
Come again, sweet love doth now invite
Come, heavy sleep

Claudio Monteverdi (1567-1643) – Sì dolce è’l tormento

Franz Schubert (1797-1828)
Das Fischermädchen
Ständchen

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
En Jerez de la Frontera
De ronda
Adela

Isaac Albéniz (1860-1909) – Astúrias (Leyenda)

Leo Brouwer (1939) – Yo he de enseñarte el camino

Ernani Braga (1888-1948) – Abôio

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Canção do Amor

 

Aline Talon (Soprano)

Natural de Minas Gerais é bacharel em canto pela Escola de Música da UFRJ. Integrou no grupo vocal Vocalis, tendo participação na gravação do CD “Ele Vive!” em 2014. É Integrante do coro Brasil Ensemble UFRJ, Coro Sinfônico do Rio de Janeiro e do Madrigal Contemporâneo, este último desde 2015. Foi solista no concerto Magnificat – Mendelssohn, para coro, orquestra e solistas, na Sala Cecília Meireles, em 2016. É professora de canto lírico, popular e iniciação musical infantil na Academia de Música Cartaxo desde 2017.

Max Riccio (Violão)

Natural de Natal-RN é bacharel em Violão pela Escola de Música da UFRJ e mestre pela Unirio. Gravou um Cd com o duo The Biedermeiers que foi indicado pelo Jornal O Globo como um dos mais originais lançamentos musicais do ano de 2016. Como solista, vem se apresentando regularmente em importantes séries de concertos do Rio de Janeiro e festivais internacionais e nacionais de violão, assim como participações em programas de rádio e TV, destacando gravações de obras inéditas de Quincas Laranjeiras no programa Violões em Foco da Radio MEC FM; programa Partituras pela TV Brasil com o duo The Biedermeiers, bem como a participação na trilha sonora de novelas da Rede Globo, como O Astro (Remake 2011) e Gabriela (Remake 2012); nestes, toca alaúde árabe. É autor do livro didático O Violão entrou na roda: um guia prático para principiantes, publicado pela Editora Irmãos Vitale.

26 de junho de 2019
Quarta | 17h
Jardim da Reitoria
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Entrada Franca

Categorias: Centro de Artes UFF

Quarteto de Cordas da UFF

qui, 16/05/2019 - 14:12

“Teuto-Brasilidade”

A música chamada “de concerto” tem grande parte de sua história desenvolvida nos países de língua alemã. Viena foi o grande centro musical da Europa nos séculos XVIII e XIX trazendo a luz do mundo nomes como Wolfgang A. Mozart, Joseph Haydn, Ludwig van Beethoven, Johannes Brahms, Gustav Mahler. No início do século XX, grandes transformações estéticas ocorreram através das mãos de Arnold Schoenberg, Anton Webern e Alban Berg com a utilização cada vez mais frequente da atonalidade e do serialismo.

Ernst Mahle, nascido alemão em 1929 em Stuttgart e naturalizado brasileiro desde 1952 é uma lenda viva da música brasileira de concerto. Sua carreira como compositor e pedagogo se deu totalmente em território brasileiro. Fundador da Escola de Música de Piracicaba, boa parte de sua produção composicional foi escrita através de uma abordagem didática. Em suas próprias palavras:

“O trabalho pedagógico acabaria influenciando a atividade do compositor. “No começo, eu me julgava apenas um professor; então, quando os alunos progrediam, comecei a escrever sonatinas e concertinos. Eu me esforcei para criar um repertório moderno para os alunos, partindo de simples arranjos folclóricos e aumentando gradualmente a dificuldade. Eu não me considerava compositor, até que músicos profissionais começaram a executar e gravar as obras que eu havia escrito para os alunos.”

Ouviremos hoje o Quarteto de Cordas 1967, peça dedicada ao grupo paulista Quarteto Mário de Andrade. Obra de caráter experimental mostra a habilidade de Mahle ao trabalhar diversas texturas sonoras, trazendo gestos musicais que dialogam nos instrumentos do quarteto. Esta obra, apesar das indicações de andamento, foi composta para ser tocada ininterruptamente.

Seguimos com o Quarteto 1975, obra de caráter nacionalista, possui linguagem mais próxima do caráter didático de alguma de suas composições. Mostra a teuto-brasilidade de Mahle, na sua capacidade de incorporar vários elementos da música e do folclore brasileiro em suas composições.

Para encerrar este concerto, ouviremos o Quarteto de Cordas op.18 no.6 de Ludwig van Beethoven. Último dos seis quartetos deste opus possui em seu último movimento, um dos pontos altos da composição beethoveniana para esta formação.                                          

Tomaz Soares


PROGRAMA

Ernst Mahle (1929) – Quarteto 1967, C33 A
Lento (non troppo) – Andante (un poco rubato)
Scherzo (prestíssimo) –  Andante – Vivace – Lento (non troppo)

Ernst Mahle (1929) – Quarteto 1975 C92
Moderato
Andante – Agitato – Andante
Vivo

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Quarteto de Cordas em Si bemol maior, Op. 18 no. 6
Allegro con brio
Adagio ma non troppo
Scherzo: Allegro
La Malinconia: Adagio – Allegretto quasi Allegro


TOMAZ SOARES 1º violino                    
UBIRATÃ RODRIGUES 2º violino
JESSÉ MÁXIMO PEREIRA viola (músico convidado)                 
DAVID CHEW violoncelo

25 de junho de 2019
Terça | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Orquestra em Família – Trilhas de Filmes e Séries

qui, 16/05/2019 - 12:35

A Orquestra Juiz de Fora, criada em 2018, surgiu em homenagem ao grande maestro Nelson Nilo Hack e à cidade em que foi criada, com o objetivo de proporcionar música de qualidade profissional ao seu público e atrair ouvintes de todos os gostos musicais. Em 2019, na sua 2ª temporada, atendendo aos diversos pedidos de amigos e fãs, o grupo traz um programa inteiro com temas de filmes e seriados.

Uma viagem ao mundo mágico da ficção e fantasia, com canções dos mais diversos sucessos que marcaram época em diferentes gerações nas telas dos cinemas com temas que vão de “O Rei Leão” à “Harry Potter”, passando por “Piratas do Caribe”, o clássico Star Wars e muito mais. Um verdadeiro espetáculo para os amantes do cinema e suas belas trilhas sonoras.

PROGRAMA

Alfred Newman (1900-1970) – 20th Century Fox

Elton John (1947) – Ciclo da Vida/Can You Feel the Love Tonight

Sergei Rachmaninoff (1873-1943)/John Barry (1933-2011)
Rhapsody on a Theme of Paganini – Var. XVIII/Em algum lugar do passado

Carlos Gardel (1890-1935) –  Por uma Cabeza

Gerardo Matos Rodriguéz (1897-1948) – La Cumpasita

Canção Popular Italiana –  Bella Ciao

Jacques Offenbach (1819-1880) – Can Can

Ramin Djawadi (1974) – Games of Thrones

Andrew Lloyd Webber (1948) – O Fantasma da Ópera

John Williams (1932) – Star Wars

Hans Zimmer (1957) – Piratas do Caribe

John Willians (1932) – Harry Potter

Alan Silvestri (1950) – Avangers

Freddie Mercury (1946-1991) – Bohemian Rapsody

 

DIREÇÃO ARTÍSTICA Yuri Reis e Ladislau Brun
COMISSÃO DE MÚSICOS Mirele Kollarz, Ana Paula Fialho e Vivian Vignoli
REGENTE/SPALLA Yuri Reis
VIOLINO I Ladislau Brun (Spalla)*, Ana Paula Fialho, Vinicius Faza, João Vitor, Ana Paula Lacerda
VIOLINO II João Paulo Faria*, Mila Chaubah, Ynara Reis, Vivian Vignoli, Natalia Paganini, Silvana de Souza
VIOLA Marcus Vinícius Maciel*, Alfredo Kollarz, Kamilla Ferreira
VIOLONCELO Irineu Pereira*, Mirele Kollarz, Ana Maria Vieira
CONTRABAIXO Pedro Guimarães*
ACORDEON Vinícius Faza
FLAUTA TRANSVERSAL Silvana de Souza
PRODUÇÃO Michela Carneiro Cristiane Kollarz Hiago Bordim
FOTÓGRAFO Fernando Itaborahy
*Líder de naipe

09 de junho de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 20 | R$ 10 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Show das 4 – Ithamara Koorax & Soraya Ravenle em “Cantoras de Ouro”

seg, 13/05/2019 - 16:55

As irmãs Ithamara Koorax e Soraya Ravenle criaram este show para homenagear grandes cantoras da Era de Ouro da Música Popular Brasileira.

O encontro da cantora e atriz, Soraya Ravenle, com a irmã de grande carreira internacional, Ithamara Koorax, e  a direção musical do violonista Luís Fillipe de Lima prometem trazer nostalgia e emoção com o repertório de sucessos de Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira, Maysa, as irmãs Miranda e Batista, entre outras grandes cantoras.

Soraya Ravenle já viveu, em grandes musicais no teatro, as cantoras Dolores Duran, Carmem Miranda, Isaura Garcia e participou de homenagens a Elizeth Cardoso, que  foi madrinha artística de Ithamara Koorax no início da carreira. Ithamara e Soraya, em 2018, fizeram um show, no Teatro da UFF, sobre Dalva de Oliveira e, há alguns anos, um projeto homenageando as irmãs Carmem e Aurora Miranda.

Interpretar as canções de estrelas nacionais é algo que, para Ithamara, transcende a parte musical e se torna uma experiência pessoal.

“A apresentação tem um clima impactante. O público terá uma catarse, uma epifania. Será uma apresentação de emoções fortes, já que estaremos eu e minha irmã homenageando grandes vozes da nossa música”, convida Ithamara.

“Nos primeiros ensaios, quando começávamos a cantar, eu chorava. Agora consigo me controlar”, revela Soraya sobre cantar ao lado da irmã, tornando a experiência ainda mais especial. 

“As pessoas costumam cantar junto. Muitas chegam às lágrimas. Homenagear estas intérpretes é sempre emocionante, pois mexe com a memória das pessoas. Tive a oportunidade de, no teatro, viver Dolores Duran, Carmen Miranda e Isaura Garcia. Todas com repertório vasto e rico”, comenta Soraya. 

No repertório do show, foram incluídas as canções Cantoras do Rádio, A noite do meu bem, Banca do distinto, Camelô, Molambo, Canção de amor, Pra você, Chega de saudade, Último desejo, O mundo não se acabou, Voltei americanizada, Se todos fossem iguais a você, Segredo, É luxo só, Por causa de você, Que será?, Hino ao Amor, Estrela Dalva, Bandeira branca e Máscara negra.

De Soraya Ravenle …

“Eu e a Itha, dois caminhos que se irmanam pelos laços de sangue e pelos laços da música. Nossa mãe nos colocou nas aulas de piano e teoria quando tínhamos 5 e 6 anos. Aprendemos a ler e escrever o português ao mesmo tempo em que aprendíamos a ler e escrever partituras musicais, portanto a música é estrutural nas nossas mentes, almas e corações. Por isso cantar com a Itha é reconhecer esse lugar primeiro, matricial, onde muitas coisas não precisam ser explicadas, são plenamente sentidas e cantadas, puro amor, amor, amor… Luís nos conhece de longa data e reconhece o sentido especial desse encontro. Com extrema sensibilidade chega junto, para formarmos um trio, que estreia agora. Vida longa para esse encontro, é o que desejo”!

De Ithamara Koorax…

“Soraya Ravenle, a grande dama dos musicais brasileiros, atriz, cantora e bailarina, será minha parceira neste espetáculo. Somos irmãs. Com muito orgulho e alegria que subo ao palco ao lado dela. Nesse espetáculo, terei o privilégio de trabalhar pela primeira vez com o grandioso, extraordinário violonista, compositor, arranjador Luís Felipe de Lima. Tive o privilégio de ter sido amadrinhada por Elizeth Cardoso em 1990. Apesar de a ter conhecido no seu derradeiro ano de vida, nossa relação foi muito intensa. Participei do último disco dela Ary Amoroso e regravei a faixa título da música de Tom e Vinicius, Canção do Amor Demais, do disco emblemático e fundamental na minha formação, mas também para a história da MPB”.

De Luís Fillipe de Lima …

“Tocar com Ithamara Koorax e Soraya Ravenle é uma mistura de felicidade, privilégio e orgulho; é mesmo um sonho poder acompanhar essas artistas tão sensíveis e singulares. Difícil encontrar por aí vozes tão expressivas que se complementam com equilíbrio e encanto, ainda mais a serviço desse repertório de clássicos monumentais. Não escondo, é o tipo de show que, se eu não estivesse no palco com as duas, correria para ir assistir”.

05 de junho de 2019
Quarta-feira | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Música Antiga da UFF Convida

qui, 09/05/2019 - 10:56

O grupo Música Antiga da UFF contará com a participação da multi-instrumentista e cantora Sonia Leal Wegenast como convidada especial, que abrilhantará o concerto com composições de Guillaume de Machaut, compositor e poeta francês do século XIV.

PROGRAMA:  Guillaume de Machaut.

28 de maio de 2019
Terça | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

 

Categorias: Centro de Artes UFF

OSN Série Alvorada

qui, 09/05/2019 - 10:27

O quarto programa da Série Alvorada em 2019 apresenta um dos compositores brasileiros mais prolíficos e significativos do final do século XX e início do século XXI.

José Antonio Resende de Almeida Prado – ou simplesmente Almeida Prado – nasceu em Santos no ano de 1943 e estudou com grandes nomes da música do século XX.

No Brasil, foi discípulo de Osvaldo Lacerda e Camargo Guarnieri. Na Europa, estudou com György Ligeti, Lukas Foss, Nadja Boulanger e Olivier Messiaen. Esta variedade de influências foi fundamental para a produção de uma obra volumosa e abrangente, com extensa produção em diversos gêneros e formações. Foi também professor de composição na Universidade de Campinas, responsável pela formação de toda uma geração de compositores brasileiros. Neste programa a Orquestra Sinfônica Nacional UFF apresenta Arcos sonoros da Catedral Anton Bruckner, definida pelo compositor como uma “meditação sinfônica”.

Homenageado por Almeida Prado, Anton Bruckner foi organista no mosteiro agostiniano de Sankt Florian, próximo a Linz, no período de 1848 a 1868. O famoso órgão do mosteiro, hoje conhecido como “Órgão Bruckner”, é a principal referência extramusical da obra do compositor paulista, que chegou a incluir uma foto do órgão na capa de seu manuscrito. Durante este período que antecede a ida de Bruckner a Viena, sua formação em composição iniciada de forma essencialmente autodidata passa a se consolidar sob orientação de Simon Sechter e Otto Kitzler. Este último apresentou Bruckner à música de Richard Wagner quando regeu em 1863 uma apresentação de Tannhäuser, a primeira de uma ópera do compositor alemão em Linz. Desde então Wagner passou a ser a principal influência musical de Bruckner.

Kitzler também orientou Bruckner na composição de suas primeiras obras orquestrais, entre as quais encontra-se a Abertura em sol menor, finalizada em 1863.

Embora seja considerada uma obra de juventude – note-se que o compositor já tinha 38 anos neste momento – já se identifica nela elementos típicos do Bruckner grandiloquente, que ficou conhecido por suas extensas sinfonias, como os saltos de oitava e o cromatismo wagneriano. Estes mesmos elementos que aparecem na abertura são também pincelados na obra de Almeida Prado.

A música de Bruckner e suas características de grandiloquência wagneriana encontram na obra de Johannes Brahms um contraponto natural, em um certo antagonismo estético típico da música alemã do final do século XIX. Evidenciado pela famosa disputa na cena cultural vienense entre defensores da música de Wagner e partidários da obra de Brahms, o contraste aqui é estabelecido pela Sinfonia no. 2.

Trata-se da mais fluente obra sinfônica de Brahms, com um certo caráter pastoral e irresistível leveza.

TOBIAS VOLKMANN   Regente principal

Vencedor dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013,  Tobias Volkmann vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico e a música brasileira em suas diversas vertentes. Desde 2016  na posição de principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, Tobias Volkmann foi maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2016 a 2018.

Em 2015 estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR. Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica de Brandemburgo, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da UNCuyo – Mendoza, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Compromissos futuros incluem a estreia com a Filarmônica de Pilsen, na República Tcheca.

No Theatro Municipal do Rio de Janeiro dedicou-se especialmente à ópera, às grandes obras coral-sinfônicas e ao balé, recebendo reconhecimento de público e crítica. Destaques recentes foram a ópera Un ballo in maschera e a Segunda Sinfonia de Mahler, escolhida pela imprensa carioca um dos melhores concertos de 2018.

Com a Orquestra Sinfônica Nacional trabalha principalmente a música dos séculos XX e XXI, em um enfoque particular na música brasileira, retomando assim a vocação inicial da orquestra para o registro fonográfico e a difusão do repertório sinfônico nacional. Sob sua direção musical a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica de Brandemburgo.

Dedica à música contemporânea uma atenção especial, tendo realizado mais de vinte estreias nos EUA, na Alemanha, na Rússia, na Argentina e no Brasil.

Tobias Volkmann realizou sua formação com Ronald Zollman na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, complementando-a com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.

PROGRAMA

Anton Bruckner (1824-1896)
Abertura em sol menor, WAB 98

Almeida Prado (1943-2010)
Arcos sonoros da Catedral Anton Bruckner, meditação sinfônica

Johannes Brahms (1833-1897)
Sinfonia nº 2
Allegro non troppo
Adagio non troppo
Allegretto grazioso (quasi andantino)
Allegro con spirito

26 de maio de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Letrux

ter, 07/05/2019 - 11:56

Carinhoso apelido dado pelos amigos há alguns anos, LETRUX, como ficou conhecida no país após o lançamento do seu primeiro disco solo, EM NOITE DE CLIMÃO (Joia Moderna, 2017), a escritora, cantora, compositora, poeta e atriz Letícia Novaes é um dos nomes de maior destaque no cenário da música independente contemporânea.

Eleito Melhor Disco de 2017 pelo Prêmio Multishow e acumulando excelentes posições em praticamente todas as listas de Melhores Discos do mesmo ano, o álbum também lhe rendeu o prêmio de Melhor Produção, pelo júri do Women Music Event, e a indicação a Melhor Disco de 2017 pelo prêmio da revista Bravo!.

O disco, que impulsionou o nome de Letrux para um lugar privilegiado na cena indie-pop nacional, começou a ser pensado em 2015, em parceria com o tecladista Arthur Braganti, espécie de “irmão de alma” da artista. Inspiradas em suas muitas musas, Letícia criou a persona Letrux para contar a história de uma desastrosa saga romântica, repercutindo observações pessoais, e os anseios causados pelo grande retrocesso reacionário que vem eclipsando o planeta. Aliás, Letícia é bastante intuitiva e exercita seu lado místico, sobretudo os estudos de astrologia, habilidade que desenvolve há tempos.

“Sou uma pessoa atraída pelo tragicômico e o mundo tem sido uma noite de climão eterna nos últimos anos. Quis dar atenção a uma música mais cheia de névoa e mistério e, ainda assim, dançante e divertida – porque precisamos sobreviver”, sublinha. “Sou capricorniana e tenho um lado muito sério, responsável, compromissado, mas também adoro me divertir, delirar, falar besteira e dar risadas. Gosto desse meio do caminho e acho que a Letrux entrega isso pro público”, diz.

Nessa entrega, há altas doses de disco music e new age, elementos adicionados com a colaboração da guitarrista Natália Carrera, coprodutora do disco. Com quatro clipes na web e mais dois por vir, a turnê de EM NOITE DE CLIMÃO vem lotando os teatros e festivais por onde passa, com apresentações catárticas em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde tudo começou.

Todo esse sucesso não é por acaso: em tons de vermelho – das luzes, passando pelos figurinos e chegando ao cenário -, os shows inflamam os fãs, que muitas vezes cantam até mais alto do que a própria Letrux, que adora ser carregada pela multidão nos shows mais abarrotados, sendo levada pela plateia, e depois devolvida ao palco, pelos braços do público desde a estreia no Circo Voador. Letrux explica como concebeu o espetáculo:

“Queria resgatar algo da minha atriz. Escrevi dois textos que falo durante o show. Eles mudam, claro, conforme a dinâmica do show, mas a escolha do set list também representa uma historinha, e convidamos todos a embarcar na trajetória dessa heroína. Os últimos anos foram muito simbólicos em relação a tudo, então, se escolho usar vermelho, uso como uma força, como afirmação, como paixão, como sangue. Estamos sangrando, mas estamos vivos e ainda apaixonados. Por que ou por quem não importa, mas ainda tem paixão correndo nas nossas veias e por isso estamos aqui. Os antúrios que espalho pelo palco, e que são flores hermafroditas, simbolizam as forças feminina e masculina que temos na nossa banda, nas próprias músicas, yin e yang sempre presentes de alguma maneira”.

Para Letícia Novaes, o crédito de “escritora” deveria vir na frente de todos os outros por conta da sua forte ligação com a literatura. “Me acho muito mais escritora do que cantora, mesmo que não viva disso. Minha base é a literatura. Escrevo todo dia, mas não canto todo dia, sabe?”. Uma pequena parte desses escritos está publicada no seu livro de estreia, “Zaralha – Abri minha pasta” (Editora Guarda-Chuva, 2015), no qual ela apresenta poemas e lembranças muito antigas, como trabalhinhos da escola e fotos da família nos anos 80.

Ela começou a escrever frases e poemas desde alfabetização, e já criava melodias para essas anotações. Na infância e na adolescência, se divertia em frente ao espelho, dublando as músicas que aprendia. Até que, aos 19 anos, junto com os estudos de teatro, resolveu aprender violão – pela internet! (Vale destacar com canetinha colorida que Letícia domina as redes como poucas artistas). E, assim que treinou alguns acordes, no lugar de emular clássicos da MPB, Letícia começou a compor e cantar para o entusiasmo dos amigos, que sempre pediam mais. Nascia uma estrela!

Atriz com peças e longas-metragens no currículo, foi na música que Letícia encontrou o seu verdadeiro caminho artístico. Depois de alguns anos de experimentalismo, em 2008 ela e o músico Lucas Vasconcellos, com quem foi casada até 2014, formaram o elogiado duo LETUCE, que lançou três álbuns (PLANO DE FUGA PRA CIMA DOS OUTROS E DE MIM, de 2009; MANJA PERENE, de 2012; e ESTILHAÇA, de 2015) e firmou o seu nome no panorama independente da última década. Também em 2015 montou o show-cênico TRU & TRO COM SUA CORJA: DESFRUTE OU FRITE, projeto desenvolvido com o supracitado Braganti, músico que também reforçou o instrumental da Letuce.

Flutuando no salão e surfando na onda do CLIMÃO, Letrux está com uma respeitável agenda de shows neste 2018. Entre tantas viagens e apresentações, compôs as trilhas sonoras originais de uma peça (“Vai funcionar de alguma forma”, em cartaz no Oi Futuro) e de uma série de TV (“Desnude”, dirigido por Carolina Jabor, exibida pelo GNT), e já começa a preparar o seu próximo livro. Alerta e sensível às questões sociais de nosso tempo, Letícia ainda dedica parte do seu tempo para acompanhar e apoiar causas como as lutas pela igualdade de gêneros, e contra o racismo e a homofobia.

Letrux é uma artista que nunca vai passar batida na festinha. Bota na tua cabeça que isso aqui vai render.

31 de maio de 2019
Sexta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 40 | R$ 20 (meia)
Classificação 14 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Música Livre – Banda 335 / Malvina

ter, 07/05/2019 - 10:52

O Música Livre do mês de maio traz as bandas 335 e Mavina.

335

Após o lançamento de seu primeiro EP, “O Meu Sonho Eu Não Controlo”, a banda 335 se consolida como um dos nomes a se prestar atenção na cena do Rio de Janeiro. Mesclando a potência do rock alternativo à versatilidade da música brasileira, o quarteto agora excursiona com seu primeiro álbum, em um show igualmente intenso.

Guitarras distorcidas, a bateria pulsante e um vocal rasgado dão forma às canções autorais. No palco, a performance de Lucas Rangel e dos irmãos Lucas , Daniel e Davi Vale vai da atmosfera climática criada pela psicodelia à potência do rock, rendendo uma apresentação enérgica e instigante do início ao fim. No repertório, além das faixas do EP, estão também releituras cheias de personalidade – unindo, por exemplo, Chico César e Led Zeppelin, na mesma música.

Lucas Rangel – Voz e violão
Lucas Vale – Guitarra, voz e violão
Daniel Vale – Bateria
Davi Vale – Baixo e voz

Malvina

Original de Nova Friburgo, interior do Rio de Janeiro, o trio é composto pelos irmãos Vinícius (Voz e Baixo) e Bernardo (Voz e Guitarra) e Renato Avellar (Bateria).

Nas influências, além de constar o “ABC” do Punk Rock e Hardcore (Ramones, Bad Religion, Descendents e NOFX) incluem-se bandas como Opeth, Voivod, Nirvana, Propagandhi e King Crimson, o que explica a sonoridade desenvolvida ao longo dos anos.

23 de maio de 2019
Quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 30 | R$ 15 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Antônio Carlos e Jocafi – Show das 4

ter, 30/04/2019 - 10:49

Com o show Mudei de Ideia, uma homenagem ao primeiro disco da dupla.  No repertório, sucessos como “Você Abusou”, “Mas que Doidice”, “Morte do Amor” e “Toró de Lágrimas”, dentre tantas outras músicas. Esta é uma dupla que conquistou o coração do povo brasileiro, tem mais de 50 anos de carreira, e segue fazendo história.

A simplicidade gostosa de suas letras e o forte apelo popular dos sambas de roda da Bahia servem de alicerce para composições envolventes e inesquecíveis que encantam o público desde a década de 1970. “Música popular é para ser cantada e dançada pelo povo” dizem, acostumados com as noitadas de samba no antigo Mercado Modelo, onde todos cantavam e dançavam ao som de suas melodias.

Bodas de Ouro – Antônio Carlos e Jocafi foram unidos pelo poeta baiano Ildásio Tavares, de quem ganharam letras para suas músicas de início de carreira. Descobertos pelo maestro Carlos Lacerda (“guru” musical da Bahia, responsável pelo sucesso de vários músicos, cantores e compositores), participaram com êxito de vários festivais, quando foram chamados pelo produtor Rildo Hora para gravar o primeiro LP – Mudei de Ideia –, um sucesso imediato que só fez confirmar a competência de ambos.

Como compositores, tiveram a oportunidade de gravar com os maiores nomes da música popular brasileira: Vinícius de Moraes, Orlando Silva, Maísa, Nelson Gonçalves, Toquinho, Clara Nunes, Os Originais do Samba, Dóris Monteiro, Pery Ribeiro, Jorge Aragão, MPB-4, Ângela Maria, Emílio Santiago, Alcione, Djavan, Daniela Mercury, Jair Rodrigues, Marcelo D2, dentre outros.

Uma carreira de sucesso que inclui a autoria de trilhas sonoras, aberturas e temas para novelas e seriados. No cinema, a convite do cineasta francês Marcel Camus (conhecido pelo filme “Orfeu do Carnaval”), foram convidados para fazer a trilha do longa-metragem “Otália da Bahia”, baseado no romance “Pastores da Noite”, de Jorge Amado, além de músicas para o filme espanhol “Jamón Jamón”.

No exterior, obtiveram consagração total com a música “Você Abusou”, gravada em vários idiomas e interpretada por estrelas internacionais, como Michel Fugain, Sérgio Mendes, Célia Cruz, Paul Mauriat e Stevie Wonder. A dupla também participou de turnês pela Europa, EUA e Japão.

Dia 08 de maio de 2019
Quarta-feira | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos: R$60 / R$30 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

OSN – SÉRIE ALVORADA

sex, 26/04/2019 - 14:54

Regente principal: Tobias Volkmann
Solista: Oscar Bohorquez
PROGRAMA: M. Ravel, M. CAmargo Guarnieri e  Igor Stravinsky

12 de maio de 2019
Domingo – 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Música no Jardim – Orquestra de Cordas da Grota

sex, 26/04/2019 - 14:41

A série de concertos idealizada pela Divisão de Música de Câmara do Centro de Artes UFF, intitulada MÚSICA NO JARDIM, tem como proposta oferecer uma nova possibilidade para a contemplação musical. Libertando-se das formalidades tradicionais de apreciação musical das salas de concerto a série propõe a escuta musical ao ar livre, onde o público pode tomar acento ao gramado, encontrar os amigos e apreciar grandes grupos e músicos.

A Orquestra de Cordas da Grota foi criada em 1995 a partir do trabalho voluntário de Dona Otávia Selles, seu filho Márcio Selles e sua nora Lenora Mendes, que queriam oferecer as crianças e jovens da Grota do Surucucu uma oportunidade de desenvolvimento humano e social através de formação musical. Contando com mais de duas décadas de trajetória a orquestra comemora hoje o seu sucesso com mais de vinte integrantes formados no nível superior, além de viagens internacionais e apresentações regulares em salas de concerto, teatros, escolas e igrejas de todo o Estado do Rio de Janeiro. 

Programa

Georg Philip Telemann (1681-1767)
Concerto em Sol M  para Viola e orquestra
Largo  –  Allegro  –  Andante  –  Presto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Divertimento em Fá M
Allegro – Andante  – Presto

Henry Purcell (1659-1695)
Suite da ópera “The Fairy Queen”

Claude Debussy (1862-1918) – Le petit Nègre
arr. Anne DeBlois

Edgar Elgar (1857-1934)  – Salut d’Amour
arr. Elaine Fine

Cesar Guerra-Peixe (1914-1993) – Mourão

Ernani Aguiar (1950) – Quatro Momentos, nº3
Tempo de Maracatu   – Tempo de Cabocolinhos
Canto  –  Marcha

Sivuca (1930-2006)  – Feira de Mangaio
arr. Rafael de Barros Castro

Orquestra de Cordas da Grota

Violinos: Albert Duarte, Soraya Vieira, Prisicla Vidal, Kathleen Nascimento, Nick Continho, Isabella Cardoso, Luiz Ricardo Justino, Jorge Jerônimo, Daniella Anatalicio, Taynara Sales, Leandro Justino, Davi Ribeiro
Violas: Anderson Pereira da Silva, Camila Costa, Ricardo Alves e Welton César
Violoncelos: Luiz Carlos Justino, Rodrigo Soares e Raquel Terra
Contrabaixos: Carlos Silva e Roberto Henrique
Fagote: Jeferson Cerqueira
Percussão: Mylena Souza e Vagner Alves
Regência: Katunga Vidal

22 de maio de 2019
Quarta – 17h
Jardim da Reitoria
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Entrada Franca

Categorias: Centro de Artes UFF

OSN Música de Câmara

sex, 26/04/2019 - 14:37

A Música de Câmara (a música composta para um pequeno grupo de instrumentos ou vozes) é em geral intimista e exige dos músicos certas habilidades distintas e combinadas que, quando atingidas em elevado grau, forjam músicos de excelência.

Diferente da música orquestral, onde os músicos de uma orquestra sinfônica como a OSN-UFF são levados a produzir uma sonoridade grandiosa, potente e ricamente variada, nos gêneros musicais camerísticos o detalhe ganha uma importância especial.

Nesse contexto é uma satisfação poder fomentar o crescimento artístico e destacar o talento particular de muitos dos músicos da orquestra, talento que muitas vezes se revela apenas de forma singela no tutti orquestral. 

PROGRAMA

César Guerra-Peixe (1914 – 1993) – Duo para Clarineta e Fagote (1970)
Allegro
Vivacíssimo
Andante
Allegro

CESAR BONAN clarineta           JEFERSON SOUZA fagote

Liduíno Pitombeira (1962) – O Desejo Mimético (2015)

CESAR BONAN clarineta           JEFERSON SOUZA fagote

Wolfgang A. Mozart (1756-1791) – Duo for violin & viola nº 1, Sol M, K.423 (1783)
Allegro
Adagio
Rondeau

HOLLY KATZ  violino      CLARA SANTOS  viola

Antonin Dvorak (1841 – 1904)Terzetto em Dó Maior, op 74 (1887)
Introduzione: Allegro ma non troppo
Larghetto
Scherzo: Vivace – Trio: Poco meno mosso
Tema con variazioni. Poco Adagio – Moderato

MONIQUE CABRAL  violino            LUIZ LIMA  violino          CLARA SANTOS viola

Antonin Dvorak (1841-1904) – Quinteto nº2, Sol Ma, op 77 (1875)
Allegro con fuoco
Scherzo. Allegro vivace
Poco Andante
Finale. Allegro Assai

LUISA DE CASTRO violino  MONIQUE CABRAL violino  CLARA SANTOS viola
DANIEL SILVA violoncelo   CLÁUDIO ALVES contrabaixo

07 de maio de 2019
Terça – 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Quarteto da UFF convida Linda Bustani

sex, 26/04/2019 - 14:10

Este será o primeiro concerto do ano da série “Quarteto da UFF convida”, no qual o Quarteto de Cordas da UFF terá a honra de se apresentar com uma das maiores pianistas brasileiras: Linda Bustani! O programa inicia com o Quarteto de Cordas no.5 de Villa-Lobos, também conhecida como Quarteto Popular no.1. Villa-Lobos tinha a intenção de fazer uma série de quartetos que contivessem elementos musicais da música popular e folclórica brasileira da época. No entanto, apenas este quarteto atingiu esse intuito em 1931. Obra singela em quatro movimentos mostra uma riqueza de sonoridades e de temas ora inspirados, ora citados (4° movimento) do nosso folclore. 

O programa segue com o antológico Quinteto para piano e quarteto de cordas em Mi bemol maior, Op.44 de Schumann. Compositor alemão do período romântico foi um grande pianista concertista que teve a sua carreira encurtada por um problema em uma de suas mãos. Devotou-se a composição e influenciou e foi influenciado pelos seus amigos Félix Mendelssohn e Johannes Brahms. Após um período sem se dedicar à música de câmara, em 1842 Schumann voltou a compor três quartetos de cordas e este quinteto. Para muitos, esta obra possui uma formação inovadora para a época, uma vez que era rara a união de um piano a um quarteto de cordas.

Schumann escreveu uma música intensa, dramática e, ao mesmo tempo, alegre e pastoral, ora explorando a leveza das cordas no discurso musical com o piano realizando o acompanhamento, ora colocando o piano como protagonista do discurso musical, sendo reforçado pelas “camas harmônicas” das cordas. Esta fusão dos dois instrumentos (piano e quarteto de cordas) atinge um clímax quase sinfônico em sonoridade, sem perder a intimidade característica de uma formação camerístico.                                               

Tomaz Soares

Programa

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Quarteto de Cordas no. 5
Poco andantino
Vivo e enérgico
Andantino – tempo giusto e ben ritmado
Allegro

Robert Schumann (1810-1856)
Quinteto para piano e quarteto de cordas em Mi bemol maior, Op. 44
Allegro brillante
In modo d’una marcia. Un poco largamente
Scherzo: Molto vivace
Allegro ma non troppo
Piano: Linda Bustani

Linda Bustani

Reconhecida como uma das mais importantes pianistas brasileiras, em 2003 conquistou o Prêmio Carlos Gomes, a maior premiação da música clássica brasileira, na categoria Melhor Pianista. Tem atuado como recitalista e solista na Europa, Ásia e Américas, em importantes salas de concerto como o Wigmore Hall em Londres e o Concertgebouw em Amsterdã. Apresentou-se em duas edições do Festival Al Bustan, em recital solo e a dois pianos com seu irmão, José Bustani. Também colaborou com prestigiosas orquestras como a New Philharmonia, Bournemouth Symphony, City of Birmingham Symphony, Royal Liverpool Philharmonic, BBC Welsh, BBC Scottish, Hallé, Sinfônica Bratislava, Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). O jornal “Pravda”, em primeira página, – a propósito de sua interpretação de Schumann – opinava que Linda Bustani “toca com as cordas do coração”.

05 de maio de 2019
Domingo – 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

OSN Popular Ary Barroso

qua, 03/04/2019 - 11:37
Homenagem a Ary Barroso

Rafael Barros Castro
(maestro, pianista, compositor e arranjador)
Iniciou os estudos musicais durante a infância, aos oito anos de idade no IMCP (Instituto dos Meninos Cantores “Canarinhos” de Petrópolis), onde recebeu as primeiras lições de teoria musical, canto, flauta doce e piano. Durante a juventude prosseguiu os estudos de teoria, harmonia e piano, dedicando-se integralmente a música. Na Pro-Arte (RJ), formou-se em técnica de regência com Carlos Alberto Figueiredo, e os estudos de aperfeiçoamento em piano ficaram sob a orientação da pianista Maria Teresa Madeira. Ingressou na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), onde obteve o diploma de bacharel em regência orquestral na classe do Prof. Dr◦. Ricardo Tacuchian, e nesse mesmo período realizou estudos de piano e repertório de câmara com a Prof.Dra. Ruth Serrão. No ano de 2002 foi laureado com o prêmio Bianca Bianchi de música de câmara em Curitiba-PR, como pianista do Duo Dassié-Castro (violão e piano). Recebeu do maestro eslavo Anton Nanut primorosas lições sobre técnicas de regência e repertório orquestral, e com isso ampliou o seu repertório de obras sinfônicas que hoje compreende um grande número de sinfonias clássicas até os principais compositores do século XX.

Desde 2005 é maestro titular e diretor artístico da OSRJ – Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, e foi responsável pela estreia de importantes obras, com destaque para: Camargo Guarnieri (Cantata Colóquio), Xavier Benguerel (As sete Fábulas de La Fontaine), montagem completa da obra “A História do Soldado” de IgorStravinsky, com narração, cena e dança (Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 2007). Com a OSRJ vem realizando um trabalho sólido de difusão e acesso a música de concerto nacional e internacional, e também da música popular brasileira. Regeu como maestro convidado a OSN – Orquestra Sinfônica Nacional (UFF), a Orquestra Sinfônica da UNIRIO, Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (ORSEM), e Orquestra do projeto Multiplicidade (Oi Futuro). Destaca-se também como compositor de obras clássicas e populares, com execução frequente no Brasil e no exterior. No cinema colaborou como arranjador no premiado curta metragem americano HYPERGLOT (2014). No ano de 2015 lançou o seu primeiro CD autoral intitulado Rafael Barros Castro, com participações de: Elba Ramalho, Danilo Caymmi, Wilson das Neves, Rody da Mangueira, Jaime Alem e OSRJ. Colaborou com a editora Irmãos Vitale como consultor técnico na edição do Manual Ilustrado dos Instrumentos Musicais, Ed. Irmãos Vitale, 2009.

17 e 18 de Abril de 2019
Quarta e Quinta | 19h30
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

SIMUPE 2019

seg, 01/04/2019 - 15:30

III Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional UFF
A música brasileira – olhares e abordagens

A Universidade Federal Fluminense, por meio do Centro de Artes UFF, realiza a terceira edição do Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional. Um evento idealizado com o propósito de contribuir com a articulação entre performance musical e pesquisa em Artes, o SIMUPE busca integrar o corpo orquestral, suas ações de pesquisa no âmbito acadêmico e vivências que fomentam o pensamento reflexivo junto à comunidade.

Por ser um campo de diálogo aberto, o SIMUPE recebe, além dos pesquisadores, o público em geral. Assim, não se restringe apenas à comunidade acadêmica, proporcionando aos palestrantes o desafio de difundir seus trabalhos através de uma linguagem acessível, em um processo colaborativo com outros pesquisadores e de troca intensa com a comunidade.

Trata-se de um projeto que se renova a cada edição e que permite a proposição de novos processos de produção, sempre mantendo estruturalmente a formação de mesas de debates e incentivando a troca de experiências no campo da música.

A pluralidade de temas e metodologias de pesquisa permite ainda que se constitua um ambiente democrático, incentivado pela diversidade dos pesquisadores em música de diferentes estados do país.

Nesta terceira edição, o SIMUPE tem como temática a música brasileira nas suas diversas manifestações, não se restringindo apenas à música de concerto, mas construindo uma narrativa inclusiva e ampliada, intimamente relacionada com sua missão institucional.

Pesquisadores convidados de diferentes regiões do país abordarão perspectivas diversas sobre o fazer musical, desde elaborações sobre o mercado de trabalho e manutenção de acervos até a realização de performances e métodos de ensino-aprendizagem. Palestras e recitais-conferência também compõem a programação, contando com a participação de um público amplo, tendo a Orquestra Sinfônica Nacional e o Centro de Artes UFF como anfitriões de um cancioneiro brasileiro de pesquisas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24, QUA

9h

Mesa de Abertura
Palestra com membros da OSN e boas-vindas da coordenadora de música do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense, Juliana Amaral.

Recital Conferência –  Camerata de Esquina (UniRio/RJ)
Viver de Música Brasileira no Brasil sob a Perspectiva de Jovens Cameristas
O recital-conferência visa apresentar os desafios enfrentados por jovens cameristas universitários que optam por enfatizar o repertório brasileiro em seu programa artístico, levantando questões que fomentam profunda reflexão sobre a recepção da música brasileira nos diversos setores da sociedade. Com três anos de experiência em concertos nacionais e internacionais, a Camerata de Esquina expõe a sua      visão empírica acerca do espaço que a música do Brasil ocupa e os desdobramentos que essa posição acarreta.

Programa
Francisco Mignone – 2ª Seresta para quarteto duplo de cordas
Carlos Gomes – Sonata para cordas, 3° movimento

9h30

Mesa 1 – A música brasileira entre estilos e identidades
Dra.Regina Meirelles (UFRJ/RJ)
A Legitimidade Estética da Música Popular: Do Samba ao Hip-hop no Rio De Janeiro
No atual panorama cultural brasileiro, a produção musical é forçada a repensar seus parâmetros e até mesmo sua função social. É nesse contexto sócio-econômico de grandes mudanças sociais e crises identitárias que o século XXI desenha seu espaço para a produção cultural e para as novas formas de resistência política e cultural. Nesse espaço as expressões artísticas vindas da periferia das grandes cidades vêm surpreendendo com formas mais agressivas de comunicação, demonstrando o desejo de responder ao acirramento da intolerância racial, à exclusão social e às taxas de desemprego causadas por mecanismos econômicos e culturais globalizados, com formas muito mais contundentes. Sublinhar formas básicas e conceitos rítmicos de organização afro-brasileiros não significa expressar um ideal da tradição, pensada como material em estado bruto, ou como repertório musicológico do qual a cultura e seus sujeitos escolhem os elementos que traduziriam sua “identidade”. Significa salientar os processos estilísticos de (re) significação, transformações textuais e musicais, derivados de todos os cruzamentos possíveis de significados e significantes, em estados de transformação, inclusive estética, que passam pelo corpo e pelo comportamento. Esse artigo propõe uma reflexão sobre a produção musical da periferia, seja pelo aspecto do impacto de sua presença na mídia, ou como fator de inclusão social, sem deixar de lado a análise de seus aspectos estéticos, musicais e comunicacionais.

Dra. Ana Paula Lima Rodgers (UFRJ/RJ)
Orquestra das Flautas Sagradas: Simultaneidade  e Micro-diferença na Música Ritual dos Enawene Nawe
Os Enawene Nawe São Um Povo Indígena Falante de língua aruaque e habitante do sul da Amazônia Legal, ao noroeste do estado de Mato Grosso. Suas cerimônias rituais ostentam uma cultura musical excepcionalmente efervescente, a qual está instrinsicamente conectada com os ciclos ecológicos de provimento de alimentos e recursos materiais em geral. Toda essa intensidade levou o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a registrar o principal rito enawene nawe (Iyaõkwa) como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010. A situação contudo é dramática do ponto de vista do assédio que vêm sofrendo os povos indígena no Brasil e seus territórios, motivo por que em 2011 a UNESCO incluiu o bem imaterial numa Lista de Salvaguarda Urgente, reunindo registros de patrimônio cultural do mundo inteiro. Minha pesquisa de quase 20 anos participou ativamente desse e de outros processos importantes para os Enawene Nawe em sua história recente, tendo em vista seu foco sobre a música, tema infelizmente ainda incipiente dentre os estudos antropológicos sobre os povos nativos da América do Sul.

Para esta comunicação, apresentarei um rápido panorama do funcionamento do sistema ritual, que é definido em grande medida por determinados conjuntos de instrumentos musicais e classes de repertório a eles atinentes. No cerne desse sistema cerimonial e musical está uma dinâmica contínua de micro-diferenciação rítmico-melódica de grande sutileza e importância para este regime estético.

Dra. Mariana Salles (UniRio/RJ)
Sistema de Ferramentas para a construção do Interpretações Musicais.
Este palestra é um recorte da tese “Ciência na Arte- Arte na Ciência: aplicação de conceitos técnico-interpretativos e didáticos em obras para violino e piano de Marcos Raggio de Salles”. Tratamos aqui das questões relativas ao estudo da interpretação e sonoridade nos instrumentos de cordas, notadamente o violino, passíveis de manipulação consciente, expostos em forma de gráfico para permitir a visualização panorâmica da organização de seus vários elementos.

Performance artística / Programa
Cláudio Santoro – Sonata para violino solo
Prelúdio
Allegro con brio
Lentamente
Allegro gracioso

12h

Recital de abertura
Música Popular Brasileira Instrumental
Andrea Ernest Dias – flautas (RJ)
Pedro Fonseca – piano (RJ)
Miguel Dias – baixo elétrico (RJ)

Programa
Tom Jobim
Passarim
Suíte para Gabriela

Edu Lobo
Vento Bravo

Pixinguinha
Rosa

Moacir Santos
Maracatu Nação do Amor: Coisa n.2
Coisa n.4

Miguel Dias
Para Deda

Dorival Caymmi Suíte
É doce morrer no mar
Morena do Mar
Pescaria

Dia 25 , QUI

9h

Mesa 2 – A herança do fazer musical, uma abordagem educativa e inclusiva
Dra. Ermelinda Paz (UFRJ/RJ)
Pedagogia Musical Brasileira nos Séculos XX E XXI: Um Breve Panorama
A palestra abordará os primeiros passos da concepção e desenvolvimento da pesquisa sobre ‘As correntes pedagógico-musicais brasileiras’ entre 1983 e 1990 – com a inserção de propostas metodológicas  surgidas a partir da década de 30 do século XX  e publicada em 1992 pelo Cadernos Didáticos da UFRJ – , passando pela 1. ed. do livro Pedagogia Musical brasileira no século XX, datada do ano 2000  e a última edição de 2013, onde são aduzidas algumas outras relevantes propostas e metodologias  que eclodiram no limiar do século XXI e sua repercussão no cenário da Educação Musical da atualidade.

Alessandra Alexandroff Netto (Projeto Música nas Escolas/RJ)
PROGRAMA ORQUESTRA NAS ESCOLAS – MÚSICA INSTRUMENTAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
O Programa Orquestra nas Escolas é uma ação da Rede Pública da Secretaria de Educação da Cidade do Rio de Janeiro. Criada em 2017, atende alunos das escolas municipais do Rio de Janeiro no contraturno e pós-turno com aulas de música por intermédio do canto coral e de instrumentos como cordas friccionadas, sopros (madeira e metais), percussão, flauta doce e cordas dedilhadas. O aluno participa de aulas de semanais centralizadas na união da teoria com a prática musical, com aulas coletivas de seu instrumento e momentos de Prática em Conjunto, desenvolvendo e exercitando nestas ações, seu desenvolvimento musical, participação social e valores como solidariedade, responsabilidade, autonomia, cidadania e protagonismo. Desta forma, a Música é trabalhada como um processo pedagógico, potencializando as ações de ensino e aprendizagem, ampliando as possibilidades de desenvolvimento do ser humano, bem como criando possibilidades de uma possível integração do jovem, futuramente no mundo do trabalho.

10h

Mesa 3 – Falando a partir do som: Língua, linguagem e música
Lucas Ciavatta (PUC/RJ)
A ALFABETIZAÇÃO MUSICAL — REFLEXÕES E PROPOSTAS
Algumas pessoas consideram a alfabetização musical com algo extremamente desejável num processo de educação musical — alguns até arriscariam classificá-la como fundamental. No entanto, conhecemos, no Brasil e mundo afora, excelentes músicos realizando músicas de grande complexidade sem serem alfabetizados musicalmente. Somado a isso, todos nós conhecemos músicos extremamente dedicados à leitura que apresentam, em determinadas situações, ou mesmo regularmente, preocupantes fragilidades musicais. Partindo de algumas situações vividas em diferentes contextos musicais, envolvendo a presença ou ausência da alfabetização musical, pretendo expor algo da complexidade que vejo neste processo tão importante e por vezes tão pouco discutido.

Milena Arca Nunes da Matta (Colégio Pedro II/RJ)
ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM PROCESSO DE FAVORECIMENTO ALFABÉTICO
O trabalho apresenta uma abordagem prática educacional de intervenção (SANNINO E SUTTER, 2011) do professor de música na educação básica, feita no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Presidente Samora Machel, durante o segundo semestre de 2017 e desenvolvida junto ao Programa de Residência Docente, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II. Parto do seguinte questionamento: como um professor de música pode favorecer um processo de alfabetização? Utilizo o livro de jogos musicais escrito pelo músico Estevão Fernandes, o contador de história Chico Marques e o pedagogo Carlos Nadalin e as três estratégias alfabéticas de Frith (1985). O texto encerra-se com o breve relato de minhas práticas, bem como, os resultados obtidos no processo de favorecimento alfabético.”

11h

Mesa 4 –  Música brasileira e memória: as reminiscências do som
Charlene Neotti (UFRJ/RJ)
ACERVOS MUSICAIS E AS ESTRÉIAS DO REPERTÓRIO DE MÚSICA BRASILEIRA
Um conjunto sinfônico ou de câmara lança-se anualmente ao trabalho de programar seus concertos, escolhendo seu repertório e avaliando o material disponível. Enquanto o acesso a partituras é um fator determinante desse processo, por outro lado, temos um volume considerável de fontes musicais acumuladas em orquestras, bibliotecas, Secretarias de Cultura, museus e coleções privadas, aguardando o seu tratamento, editoração e disponibilização. O lugar “acervo” é portanto um vasto “campo de trabalho” da musicologia, que aliada a arquivística apresentam novas possibilidades para a performance e exigem novas habilidades aos músicos. Nessa comunicação, o tratamento das fontes musicais e documentais contidas no Acervo Renee Devrainne Frank, acondicionada na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, guiará um percurso através dos múltiplos fatores do trabalho de campo, apoiado nos conceitos de Bruno Nettl.

Fátima Gonçalves (TMRJ/RJ)
DOCUMENTAÇÃO E ACESSO, VIA INTERNET, DOS PROGRAMAS DE ESPETÁCULOS DO PRIMEIRO CINQUENTENÁRIO DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO (1909 A 1959)
A notícia da divulgação da documentação relativa aos programas de espetáculos referentes aos primeiros cinquenta anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1909 a 1959) motivou diversas matérias na mídia impressa, radiofônica e televisiva do país. Afinal, uma das instituições culturais mais importantes do Brasil, no ano das comemorações dos seus 110 anos, agraciou seu grande público e, em particular, os pesquisadores, com mais de 8.000 documentos que registram a memória desse lugar majestoso de expressão das artes cênicas. Ao longo de quatro anos, a equipe do Centro de Documentação do Theatro Municipal se empenhou para tratar tecnicamente o acervo de programas, cuidando de sua organização, catalogação, higienização e digitalização e acondicionamento. As informações e as imagens foram catalogadas numa base de dados comum a diversas instituições de memória do Estado do Rio de Janeiro: o SISGAM – Sistema de Gerenciamento de Acervos Museológicos. Esta plataforma é ampla e administrada pela Coordenação de Acervos da Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Como uma das instituições que integram o SISGAM, o Centro de Documentação do Theatro Municipal adequou a plataforma a suas necessidades e, através da área do setor existente no sítio eletrônico do teatro – www.theatromunicipal.rj.gov.br , os documentos foram disponibilizados para consulta em janeiro de 2019. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 14 de julho de 1909, se afirmou como um lugar estratégico para as apresentações das companhias líricas e teatrais europeias, já que as turnês costumavam trafegar pelas principais cidades da América do Sul. Grande parte das temporadas dessas companhias e seus respectivos repertórios, artistas, músicos e maestros estão agora disponíveis no site, assim como os programas de teatro, balé, ópera, os de recitais e de concertos. Merecem destaque as apresentações de Arthur Rubinstein, Magdalena Tagliaferro, as óperas e concertos com regência de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, além dos concertos da Sociedade de Concertos Sinfônicos regidos pelo grande compositor e maestro Francisco Braga e os da OSB, regidos por Eleazar de Carvalho.É verdadeiramente, uma viagem virtual pela história dos grandes espetáculos oferecidos

Dr. André Cardoso (UFRJ/RJ)
TRAZENDO À LUZ A OBRA DE JOSÉ SIQUEIRA A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DE SEU CATÁLOGO DE OBRAS
José Siqueira (1907-1985) foi um dos mais ativos músicos brasileiros do século XX. Sua importância pode ser avaliada não só por seu extenso catálogo de obras como também por sua atuação em instituições como a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica Nacional, a União dos Músicos do Brasil e a Ordem dos Músicos do Brasil, dentre outras. Após seu falecimento em 1985, sua obra ficou praticamente inacessível, sendo mantida em repertório a partir de um pequeno conjunto de peças constantemente executadas, cujas partituras se encontravam com alguns intérpretes e orquestras. A presente comunicação relata o processo de transferência do acervo de José Siqueira para a Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ por doação da família do compositor, de organização do material, que possibilitou o conhecimento do conjunto total de sua produção, e de digitalização dos manuscritos e organização de seu catálogo de obras em projeto desenvolvido em parceria com a Academia Brasileira de Música. Apresenta, por fim, um levantamento quantitativo sumário das obras de José Siqueira por meio de execução.

12h

RECITAL  CONFERÊNCIA – Quarteto Kalimera (RJ)

Programa
Quarteto de Cordas n 4 – “Trópico de Capricórnio”
Dedicado a Fátima Tacuchian
1.Moderato (Tristes Trópicos)
2. Moderato. Allegro Vivace (Trópicos Emergentes)

Trópico de Capricórnio é um círculo imaginário de latitude mais ao sul do globo terrestre, no qual o sol aparece verticalmente ao meio dia. Este fenômeno ocorre uma vez por ano (solstício de dezembro). O círculo cruza três oceanos, três continentes e dez países (Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Austrália, Madagascar, Moçambique, África do Sul, Botsuana e Namíbia). Alguns destes países, tradicionalmente colocados à margem da história, estão, agora, no século XXI, assumindo um novo papel no mundo globalizado. Em seu quarto Quarteto de cordas no 4, o compositor optou por uma linguagem musical mais eclética, evitando certo maneirismo folclórico que o título poderia sugerir. A obra apresenta apenas dois movimentos: o primeiro mais calmo e introspectivo (“tristes trópicos”) e o segundo mais movido (“trópicos emergentes”). Ambos os movimentos apresentam uma grande economia de material temático.

O Quarteto de cordas no 4 “Trópico de Capricórnio” foi encomendado pela Funarte para ser estreado na XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 2011.

 

Dia 26, Sexta

9h

Palestra
Dr. Eric Campos Alvarenga (UFPA/PA)
Doutor em Psicologia e professor do curso de Psicologia da Universidade Federal do Pará, desenvolvendo atividades relacionadas à Psicologia do Trabalho, Saúde do Trabalhador e Saúde Coletiva.

A CORAGEM DE TRABALHAR COMO MÚSICO DE UMA ORQUESTRA SINFÔNICA
Esta pesquisa analisa o que músicos da Orquestra Sinfônica da Amazônia de uma cidade da região norte do Brasil dizem em relação ao seu trabalho, verificando possíveis aspectos produtores de prazer e sofrimento psíquico. Psicodinâmica do Trabalho é o aporte teórico central. Ela estuda a saúde psíquica no trabalho, dando prioridade para a inter-relação entre sofrimento psíquico e as estratégias de mediação mobilizadas pelos trabalhadores para suportar o sofrimento e transformar, quando possível, o trabalho em fonte de prazer. Aqui foi utilizada uma análise metodológica qualitativa, fazendo uso de entrevistas individuais e coletivas como método de acesso à subjetividade dos trabalhadores. Nove músicos fizeram parte desse estudo. As entrevistas foram feitas com base na técnica específica de pesquisa e intervenção da Psicodinâmica do Trabalho, por meio de um roteiro semiestruturado. Utilizou-se a técnica de Análise de Núcleo de Sentido para examinar o material registrado. Com base nos resultados, é possível afirmar que a organização do trabalho destes músicos segue uma tradição secular e rígida, onde há pouco espaço para autonomia. Como há raro espaço para adequar as normas da organização do trabalho a seus desejos e necessidades, os músicos vivenciam sofrimento. Diante deste sofrer, “ser humilde” e assim, abrir mão de seus modos de interpretar as obras, é uma das estratégias coletivas para lidar com o dia-a-dia do trabalho. Sua atividade artística tem um grande poder de sublimação, sendo este o seu maior aliado para transformar o sofrimento em prazer.

 

10h

Mesa 5:  A busca da possível brasilidade no diálogo entre as culturas plurais
Dr. Pedro Belchior (UFF/RJ)
“SOU O MAESTRO DO MUNDO”: HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959) E A DIPLOMACIA MUSICAL BRASILEIRA
A comunicação pretende discutir o papel do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) na diplomacia musical do Brasil entre as décadas de 1920 e 1950. O conceito de diplomacia musical busca definir as forças sociais – artísticas, intelectuais e políticas – envolvidas na estratégia de difusão da música brasileira no exterior, bem como os sucessos e as contradições dessa estratégia. Os objetivos de pesquisa articulam-se a um problema central: Villa-Lobos construiu para si a autoimagem de missionário, uma espécie de catequizador capaz de converter, por meio da música, uma massa inculta em um povo qualificado para uma nação civilizada e moderna. A linguagem musical serviria, nessa perspectiva, como instrumento para o progresso material e intelectual da nação. A instrumentalização da linguagem musical manifestou-se, na trajetória de Villa-Lobos, em duas vias: a pedagógica – por meio do programa de educação musical implementado ao longo do governo Vargas (1930-1945) – e a diplomática – especialmente a partir da década de 1930, quando Villa-Lobos atuou como missionário da música e emissário de Vargas em países da América e da Europa. Heitor Villa-Lobos ajudou a criar, no exterior, a imagem de um Brasil pujante, vigoroso, ao mesmo tempo primitivo e moderno. Trata-se, portanto, de uma dupla instrumentalização da música: educar a população no nível doméstico e construir no exterior a imagem de um Brasil novo. A comunicação discute o processo pelo qual Villa-Lobos se tornou o principal diplomata musical brasileiro e como essa atividade expressou interesses do Estado (em especial o Itamaraty) e dos músicos eruditos, além, é claro, dos interesses pessoais e profissionais do próprio compositor, cioso de conquistar novos mercados, para além do reduzido campo da música erudita no Brasil.

Spirito Santo (RJ)
ORGANOLOGIA AFRICANA E DECULTURAÇÃO MUSICOLÓGICA NO RIO DE JANEIRO
A progressiva perda do know how da produção de artefatos e utensílios diversos (inclusive instrumentos musicais) por parte de africanos na Corte e no interior da província do Rio de Janeiro, ocorrida, mais acentuadamente na virada do século 19 para o 20, pode ter sido um reflexo direto de um processo deliberado de deculturação, iniciado com o translado de milhões de africanos para o Sudeste do Brasil;

Este aspecto, apesar de ser dramático e muito relevante para a compreensão da cultura brasileira como um todo, já que formada também, em enorme medida por matrizes culturais africanas, tem sido pouco considerado pelos estudiosos em geral.

O fenômeno da proliferação inicial de uma inusitada e exuberante África sinfônica em plena Corte escravista, pode estar ligado, diretamente a alta rotatividade de escravos na Corte do Rio, ponto de concentração e baldeação – às vezes caótica – de escravos para as províncias vizinhas, situação que enseja a fixação de alguns desses escravos aqui mesmo, na Corte, utilizados em serviços típicos das grandes cidades da época, tarefas que permitiam algum lazer ou fruição artística para a prática de artesanatos e manufaturas, por parte de alguns artesãos ou músico-artesãos especialistas. 

A proposta da fala que proponho para o evento, ilustrada com alguns exemplos dessa organologia africana citada, é, portanto, expor, abordar esse tema de forma bem preliminar.

 

Dr. Pedro Mendonça (Colégio Pedro II e UFRJ/RJ) / Lucas Assis (UFRJ/RJ)
FUNK CARIOCA, RAP E SARAU: ATUAÇÕES ACÚSTICAS DA JUVENTUDE NEGRA URBANA
A proposta consiste em apresentar de maneira breve práticas sonoro-musicais contemporâneas protagonizadas pela juventude negra moradora de periferias das grandes cidades, em especial o Rio de Janeiro. Entendemos os bailes funk, as rodas de rima (Rap) e os Saraus negros como espaços de produção de saber, construídos sob bases de epistemológicas próprias e protagonizados por uma juventude, negra em sua maioria, cada vez mais ciente de seus direitos e das opressões que sofrem. Estas práticas possuem no nosso entender um lugar descolonizador, apresentando referências, práticas e teorias afroperspetivistas elaboradas em diáspora, e por isso são constantemente criminalizadas. Nossa ideia é abrir um debate sobre as potências performáticas, criativas, políticas e educacionais destes espaços.

Recital Conferência
Afrotelúricos
Afrotelúricos busca resgatar a essência de nossa Ancestralidade por meio do canto, da tradição oral, da dança e da percussão. Através de novos arranjos baseados em uma extensa pesquisa de obras musicais que fizeram parte da memória popular, o grupo leva ao palco um repertório alinhado às mais puras manifestações negras do país. Afro é tudo que nasce do ventre e da herança de África; Telúrico é o que vem da terra, somos filhos da terra. Por isso a necessidade de valorizar os saberes e fazenças dos nossos antepassados. Temos um repertório vasto que passeia pela cultura popular brasileira.
Nossas grandes referências são Clementina de Jesus, Djalma Correa, Os Afrosambas e o disco Canto dos Escravos. Percussão, violão e voz promovendo a tríade: canto, batuque e dança por meio da circularidade e das tradições orais. É o reencontro entre os Elementos da Natureza e das Esferas Místicas dos Orixás, do lúdico com os Brincantes e outros. Nossas pesquisas nascem do Canto dos Escravos universo lírico dos Vissungos, antigos mineradores africanos da região de Minas Gerais e se estende por toda cultura popular afro-brasileira.

FORMAÇÃO: Ana Rosa: Cantora, contadora de histórias e dançarina de ritmos da Cultura popular, Victor Hugo Rosa: Violonista, Nelci Pelé: Percussionista e Viny Fox: Percussionista, capoeirista e dançarino.
DIREÇÃO MUSICAL: Rodrigo Maré Souza  – PRODUÇÃO: Nathalia Grilo

Dia 27, Sábado

9h
PALESTRA: OSCAR GUANABARINO E AS POLÍTICAS CULTURAIS
Maria Aparecida dos Reis Valiatti Passamae (Orquestra Sinfônica do Espírito Santo-OSES/ES)
Oscar Guanabarino foi um ícone da crítica de arte, notadamente da crítica musical, desde as últimas décadas do séc. XIX até fins da Primeira República (1889 – 1930). Abordou diferentes assuntos ligados às artes em seus artigos críticos, inclusive as políticas culturais da sua época. Esta palestra propõe apresentar esses citados aspectos da produção crítica no contexto da obra Oscar Guanabarino e sua produção crítica de 1922. De sua perspectiva, a programação comemorativa do Centenário da Independência, em 1922, era o fato cultural mais relevante daquele ano. Nesse sentido, avaliou a infraestrutura montada para as comemorações do Centenário. O cenário artístico geral foi também objeto de análises de temas relacionados ora com a infraestrutura física da área artística ora com o desenvolvimento ou manutenção das estruturas dos recursos humanos para a produção da arte no mundo e no Brasil. Nessa linha, busca analisar também iniciativas de subvenção tanto estatais como privadas. Guanabarino observa que muitas óperas foram retiradas do repertório das temporadas por falta de cantores adequados. Quanto à infraestrutura, uma das principais questões, segundo o crítico, é de saúde pública: a febre amarela vitimou muitos artistas. Neste contexto, as dificuldades para a produção de eventos, como o do Centenário da Independência, eram enormes e tratava-se de avaliar a capacidade do Rio de Janeiro de manter uma estrutura autônoma para suas temporadas líricas. Nessa perspectiva, há, portanto, três linhas possíveis de reflexão: a primeira é uma análise da demanda; a segunda, a dos recursos humanos; e a terceira, a análise da infraestrutura física. Para implantar um programa autossuficiente, seria imprescindível adensar a demanda de tal forma que se obtivesse a massa crítica necessária para tornar o programa comercialmente rentável. Assim, apresenta um procedimento – ou modelo de gestão – que viabilizaria comercialmente o empreendimento. O contrato da prefeitura, contudo, era tão oneroso que precisaria de uma revisão sob pena de inviabilizar as temporadas musicais do Rio de Janeiro. Além disso, aborda a necessidade de uma orquestra profissional para a cidade. Tampouco se limitou ao Teatro Municipal. Analisa específica e oportunamente os locais dos grandes concertos no Rio de Janeiro numa avaliação geral da infraestrutura física dos equipamentos culturais da cidade. A formação de recursos humanos para a consolidação de um polo cultural permanente no Rio de Janeiro era questão fundamental. Guanabarino julgava absolutamente necessário o desenvolvimento técnico para o estabelecimento de, pelo menos, uma grande orquestra nacional no padrão das orquestras profissionais europeias. É nessa perspectiva que Guanabarino declara apoio à resolução da Câmara de Vereadores do Rio (o Conselho Municipal) que concede uma subvenção de 800 contos para a Sociedade de Concertos Sinfônicos. Seu apoio irrestrito à subvenção do governo municipal objetivava a profissionalização da Orquestra do Rio. Por fim, a infraestrutura física existente.

09h30

Mesa 6: A música e os aspectos sociais, abordagens, críticas  e o mercado de trabalho para a performance
Dra. Valéria Pilão (Uninter e UTP/PR)
A LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA E O PROCESSO DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
Ao se debruçar sobre a produção artística no Brasil com o intuito de desvendar  o seu processo de fomento, necessariamente, o pesquisador se defrontará com as leis de incentivo à cultura que atualmente estão presente nos diferentes níveis do pacto federativo, ou seja, municipal, estadual e federal. Na presente apresentação destacar-se-á a lei de incentivo federal, a Lei nº 8.313/91, popularmente conhecida como Lei Rouanet. Esta lei ao ser executada medeia a relação entre as produções (produtores) artístico-culturais e as empresas. Estas últimas utilizam-se da renúncia fiscal oferecida pelo Estado para inicialmente promover sua marca. Mas se equivocam os que acreditam que o interesse na lei encerra-se na renúncia obtida. A pesquisa realizada sobre a Lei de incentivo durante os anos de 2003-2013 demonstrou que esta política pública de caráter neoliberal (crescentemente incrementada durante as gestões petistas) está alinhada ao momento de acumulação do capital com predominância financeira e que os setores com tendências à concentração de capital são os diretamente beneficiados com a intensificação da mercantilização da cultura. Reconhece-se, por meios dos dados analisados, que há um movimento de centralização na utilização da lei de incentivo em determinados setores da economia brasileira – 12 deles concentram 79,03% de todo o montante destinado pela lei ao fomento cultural – e nesses setores há novamente um movimento de centralização dos recursos em poucas empresas concorrentes. Assim, a lei de incentivo ao ser aplicada contribui de forma institucionalizada para os processos de produção e reprodução do capital tanto de setores nacionais como internacionais e especulativos.

Dra. Luciana Requião (IEAR/UFF e UNIRIO/ RJ)
“CANTANDO NO TORÓ”: UMA PERSPECTIVA CRÍTICA ACERCA DO PAPEL DA CULTURA NO CAPITALISMO TARDIO E A SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHO NO MEIO MUSICAL
Nos últimos 15 anos venho buscando compreender as formas como a cultura – e o trabalho daqueles que atuam nesse setor – vem sendo apropriada por mecanismos de exploração próprios à atual fase do modo de produção capitalista. Como objeto específico de pesquisa, venho desenvolvendo estudos junto a músicos vinculados ao Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro (SindMusi) com o intuito de compreender a realidade em que vivem e trabalham. Através deste estudo busco subsídios para a compreensão da realidade do trabalho do músico – em geral informal e precarizado – frente aos números apresentados pelas estatísticas oficiais que apontam para “dados promissores” do setor para a economia brasileira.

Bernardo Fantini (Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro/RJ)
CAMINHOS DA PESQUISA ATUAL NA PERFOMANCE E ENSINO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA PARA VIOLA NO BRASIL: UMA PERSPECTIVA
A palestra a ser apresentada propõe-se a traçar um pequeno quadro da pesquisa em relação ao repertório contemporâneo para viola , ensino e aplicabilidade de literatura já existente abordando questões relativas a técnicas estendidas para o instrumento. Em relação à viola, apesar do escasso material apresentado em termos de escrita pós- tonal utilizado no Brasil, alguns pesquisadores já estão atentos às possibilidades que uma incipiente metodologia relacionada ao tema pode trazer em benefício para a técnica dos violistas brasileiros. É o caso do método Viola Spaces (2009), do compositor e violista Garth Knox (1956), objeto do artigo dos pesquisadores Martinêz Gelimberti Nunes e Carlos Aleixo dos Reis: “A performance de técnicas estendidas a partir dos estudos Viola Spaces de Garth Knox e sua aplicabilidade na Sequenza VI de Luciano Berio”. Pretendo apresentar minha contribuição para a pesquisa neste campo, aprofundando a formação dos intérpretes violistas ao longo da trajetória do curso de viola na UFRJ e a pesquisa sobre a introdução da escrita pós-tonal entre os músicos dedicados à viola hoje, em especial relativa ao método Viola Spaces de Knox como contribuição ao enriquecimento da performance em música contemporânea da viola.

11h

Mesa 7: Território, música e nacionalidade: uma articulação possível?
Raul D’oliveira (Orquestra Sinfônica Nacional UFF/RJ)
CATÁLOGO DE GRAVAÇÕES E PERIÓDICOS: A ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL EM 1965
Defendida por este autor em 2013, a dissertação de mestrado intitulada A Orquestra Sinfônica Nacional e sua história: catálogo comentado das gravações realizadas pela Rádio MEC entre 1961 e 1963 é o ponto de partida para a presente palestra. Na primeira edição do SIMUPE apresentamos a sequência do catálogo de gravações da orquestra com foco em 1964. Desta vez a pesquisa avança para o ano de 1965, descrevendo as gravações realizadas, e revelando as ações institucionais desenvolvidas pela Rádio Ministério da Educação e Cultura – à qual a OSN era vinculada – no sentido da difusão da música brasileira de concerto. Os periódicos Correio da Manhã e Jornal do Brasil são as fontes primordiais da investigação, que também aponta um cenário de crise no campo da música sinfônica no então Estado da Guanabara.

Dra. Angelica Lovatto (UNESP – Marília/SP)
POLÍTICA E NACIONALISMO NA CULTURA BRASILEIRA: A EXPERIÊNCIA DOS CADERNOS DO POVO BRASILEIRO
O objetivo desta exposição é resgatar a importância que o nacionalismo teve para a cultura brasileira no auge dos anos 1960-64 e a necessidade de atualizar a discussão do nacional-popular hoje. Radicalmente interrompida com o golpe de 1964, uma Coleção muito importante foi esterilizada e suprimida da cultura brasileira nos anos que se seguiram à ditadura. Era um Brasil contado pelo Cadernistas do ISEB (Instituto Superior de Estudos Braisleiros), com conteúdo histórico-político que tratava de temas como as possibilidades e o programa da revolução brasileira e da riqueza econômica e cultural que isso geraria para as gerações vindouras. Tudo acabou com o golpe. Por que trazer de volta os Cadernos do Povo Brasileiro? Para reavivar nossa memória e nossa cultura e avançar numa direção superadora, que valorize a originalidade ainda pouco (re)conhecida em nosso país.

12h

Recital Conferência
Ana de Oliveira e Sérgio Ferraz (RJ)
MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA E DO MUNDO PARA VIOLINOS, RABECAS, GUITARRAS E OUTROS SONS.
A violinista Ana de Oliveira e o compositor e multi-instrumentista Sérgio Ferraz se encontraram em 2018 durante o MIMO Festival em Olinda. A partir deste encontro casual, muitas ideias, experiências, anseios e histórias têm se transformado em música instrumental da melhor qualidade, unindo o violino contemporâneo da paulistana radicada no Rio de Janeiro Ana de Oliveira às múltiplas sonoridades do compositor, guitarrista e violinista pernambucano Sérgio Ferraz. O Duo aborda em sua estreia repertório de autores brasileiros com principal enfoque em obras pouco executadas de compositores que foram influências e são referências comuns aos dois artistas, como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Villa-Lobos, entre tantos outros.

24 a 27 de abril de 2019
9h às 13h
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias,9 – Icaraí, Niterói – RJ
Inscrições gratuitas realizadas diariamente, no local do evento, a partir das 8h30
Os participantes receberão certificado de participação.

Categorias: Centro de Artes UFF

Mona canta Dalva

seg, 25/03/2019 - 11:12

Depois de se apresentar, em 2018, nos teatros da UFF, Maison de France (RJ) e Municipal de Niterói, retorna ao Teatro da Universidade Federal Fluminense o musical Mona canta Dalva, onde a cantora Mona Vilardo presta sua homenagem à saudosa Dalva de Oliveira. O espetáculo ficará em cartaz por apenas dois finais de semana, dias 05, 06, 07, 13 e 14 de abril. E no sábado, 13 de abril, além da apresentação do espetáculo, Mona Vilardo mostra seu lado escritora, com o lançamento do livro infantil Dalva, minha vó e eu, que tem ilustrações de Mariana Erthal.

Nascida em 05 de maio de 1917, a cantora Dalva de Oliveira completou seus 100 anos de nascimento em 2017. Conhecida como “rouxinol brasileiro”, realizou mais de 400 gravações e sua voz está registrada em vários coros (backing vocals) dos discos de Carmem Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves. Muito homenageada no teatro e na televisão, Dalva de Oliveira teve uma vida pessoal tumultuada, repleta de episódios tristes. Momentos esses que, muitas vezes, parecem ser cantados através de suas interpretações, tais como as de Folha morta, Ave Maria do Morro, Lencinho branco e As pastorinhas, entre outras. “Como não se lembrar, se emocionar e cantar junto essas canções interpretadas por Dalva?”, se pergunta a cantora Mona Vilardo.

O Trio de Ouro – Dalva de Oliveira começou sua carreira cantando no grupo Trio de Ouro, formado por Herivelto Martins e Raul Sampaio. Em “Mona canta Dalva”, o Trio de Ouro é, na verdade, um quarteto formado por Mona Vilardo (voz), Marco Lima (violão), Ayres D’Athayde (percussão) e Ricardo Nascimento (trompete).

Com as comemorações do centenário do seu nascimento, celebrado em 2017, a cantora e também atriz Mona Vilardo homenageia essa que foi uma das Rainhas do Rádio, com um repertório formado pelas principais canções que a elegeram como uma das maiores vozes do Brasil.

Mona Vilardo é cantora e atriz, formada em canto lírico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com larga experiência em teatro musical e canto coral, tendo excursionado pela Europa e Estados Unidos desde o início do seu aprimoramento vocal, aos 08 anos de idade.  Participou dos musicais Emilinha e Marlene – a Era do Rádio e Agnaldo Rayol – alma do Brasil. Enxerga, no repertório cantado por Dalva, a mistura técnica e vocal que está presente também no seu registro vocal e no seu repertório.

Supervisão Artística – Marcia do Valle

Marcia do Valle, em sua carreira de atriz, atuou sob a direção de Aderbal Freire Filho, Amir Haddad, André Paes Leme, Antonio Pedro Borges, Paulo Betti, entre outros. Também participou de novelas, minisséries, curta metragem e programas nas Tvs Globo e Record. Nos anos 90, atuou, escreveu, dirigiu e produziu espetáculos infanto-juvenis, alguns contemplados com o prêmio Coca-Cola e Mambembe e fez parte do grupo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, dirigido por Aderbal Freire-Filho. Foi coordenadora do pioneiro Ciclo de Leituras Dramatizadas da Casa da Gávea, no RJ.

Em 2017, reestreiou seu solo teatral Um Ato! – peça poema com roteiro de seis autores-poetas e música de Pedro Gracindo. Atualmente, faz a supervisão artística do espetáculo Mona canta Dalva.

Categorias: Centro de Artes UFF

Música Livre – Facção Caipira

sex, 22/03/2019 - 14:48
Facção Caipira Conhecida por unir as raízes do blues ao rock brasileiro,  a banda apresenta, ao vivo e em primeira mão, o álbum “Do Lugar Onde Estou já Fui Embora”, trabalho produzido via financiamento coletivo do público.  A Fação Caipira  ousa ao misturar o stoner rock com o brega, passeando pela mpb e blues com pitadas brasileiras de frevo, marchinhas  e outros atrevimentos.   A banda já circulou pelo RJ, MG, SP, ES, RO, PR; com destaque para apresentações no Circo Voador (RJ), Imperator (RJ), Festival Roça n’ Roll (MG) e lançamento internacional no Lago Ranco, no Chile. Participaram do reality show “Mais Vinicius, Por Favor”, do canal Multishow e foram selecionados para o Superstar, da rede Globo, onde apareceram ao vivo para todo o país.  Contaram ainda com uma participação no Estação Roquenrou, do Canal Brasil. A Facção Caipira é: Jan Santoro (guitarra e voz), , Renan Carriço (bateria) Vinícius Câmara (contrabaixo) e Gabriel Serrano (Sanfona/Teclado).   11 de abril de 2019
Quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)
Categorias: Centro de Artes UFF

Orquestra de Cordas da Grota

qui, 21/03/2019 - 10:43

Orquestra de Cordas da Grota – Patrimônio Imaterial de Niterói

O Espaço Cultural da Grota (ECG) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, localizado na comunidade da Grota do Surucucu, em São Francisco, Niterói. Desde a década de 80 são realizadas no ECG ações voltadas para promoção da cidadania através da cultura, música, arte e educação, contribuindo para o desenvolvimento pessoal de quem se encontra em situação de vulnerabilidade, através da identificação e potencialização de talentos e vocações.

Ao longo dos anos o projeto recebeu diversas premiações como Prêmio Cultura Nota10 (2004 e 2006), Semifinalista do Prêmio Itaú-UNICEF (2007), Utilidade Pública Municipal (2008), Ponto de Cultura (2009), Utilidade Pública Federal e Patrimônio Imaterial da Cidade de Niterói (2010), Prêmio RioSociocultural 2011 (como Empreendedor Social); Tecnologia Social reconhecida e certificada pela FBB (2013).

Hoje, o ECG possui cerca de tem 20 alunos formados e 40 cursando nível superior em diversas universidades. Mais recentemente a orquestra foi contemplada pelo edital da Lei de Incentivo a Cultural da cidade de Niterói.  O projeto se iniciou em setembro de 2018 e tem previsão de término em maio de 2019 com a realização de concertos em diversos locais da cidade com o intuito de transmitir cultura ao maior público possível. 

Programa

Tomaso Albinoni (1671-1715) – Sinfonia em Sol Maior

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concerto para fagote e orquestra  
Solista: Jeferson Cerqueira

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto Grosso para 2 violinos e Baixo Continuo OP.3 nº 11
Solistas: Priscila Vidal, Izabella Cardozo e Raquel Terra

Ernani Aguiar (1950) – 4 momentos

Sivuca (1930-2006) – Feira de Mangaio

Claude Debussy (1862-1918) – Le petit Nègre

Orquestra de Cordas da Grota

Violinos: Albert Duarte, Soraya Vieira, Prisicla Vidal, Kathleen Nascimento, Nick Continho, Isabella Cardoso, Luiz Ricardo Justino, Jorge Jerônimo, Daniella Anatalicio, Taynara Sales, Leandro Justino, Davi Ribeiro

Violas: Anderson Pereira da Silva, Camila Costa, Ricardo Alves e Welton César

Violoncelos: Luiz Carlos Justino, Rodrigo Soares e Raquel Terra

Contrabaixos: Carlos Silva e Roberto Henrique

Fagote: Jeferson Cerqueira

Percussão: Mylena Souza e Vagner Alves

Regência: Katunga Vidal

2 de abril de 2019
Terça | 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingresso: valor único R$5,00

Categorias: Centro de Artes UFF

Música Antiga da UFF & convidados

sex, 15/03/2019 - 16:39

Cantos Indígenas da América

Na América espanhola, paralelamente à ação dos jesuítas que usavam a música como uma das ferramentas para a catequização dos povos ameríndios, a música se desenvolveu nas catedrais através de seus mestres de capela como o caso do português Gaspar Fernandes (1566-1629), organista e compositor que atuou nas Catedrais de Santiago de Guatemala e Puebla de los Angeles, no México.

A produção musical desse período deixa transparecer a síntese das culturas europeia, indígena e africana, trazida para a América pelos negros escravizados. Podemos observar o resultado dessa mistura nos Vilancicos índios e guineos, nos hinos religiosos em Nahuatl ou Quichua.

No Peru entre os anos 1782 e 1785, o Bispo de Trujillo, Baltasar Jaime Martinez Compaõn, empreendeu uma viagem pelo país que durou dois anos. Durante essa viagem elaborou um documento que recebeu o nome de Códice Martinez Compañon que, além de desenhos, nos deixou vinte melodias recolhidas e anotadas pelo bispo.

Chegando aqui no Brasil, percebemos que a influência indígena na obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) apresenta-se ligada à sua própria vivência, de suas andanças pelo Norte, Nordeste e Amazônia. Villa-Lobos ambientou os temas indígenas e utilizou uma fusão única de ritmos, escalas e principalmente lendas pré e pós-colombianas.

O programa de hoje apresenta um pouco dessa produção única, resultado da mistura de culturas e etnias e demonstra como os modelos eruditos de composições europeias são reelaborados a partir da experiência multiétnica e multicultural vividas nos impérios português e espanhol nas Américas e no Brasil.

PROGRAMA

Dadme Albricias mano Anton Gaspar Fernandes séc. XVI

Dios itlazo Hernando Franco séc. XVI

Tleycantimo choquiliya Gaspar Fernandes séc. XVI

Xicochi xicochi Gaspar Fernandes séc. XVI

Turulu neglo Anônimo séc. XVI

Hanacpachap cussicuinin Anônimo séc. XVII

O Canto do Pagé Heitor Villa-Lobos 1933

Cantos de Çairé Amb. Por Villa-Lobos

Nozani-ná Roquete Pinto

Cachua de La Despedida Anônimo séc. XVIII

Cachua al nacimiento de Christo Anônimo séc. XVIII

Cachua Serranita Anônimo séc, XVIII

Música Antiga da UFF:  Leandro Mendes, Mario Orlando e Virgínia van der Linden

Convidados: Cecília Aprigliano, Kristina Augustin, Lenora Pinto Mendes, Márcio Paes Selles, Sônia Leal Wegenast e Coro da UFF.

28 de abril de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: Valor único R$ 7

Categorias: Centro de Artes UFF

Altri Canti

sex, 15/03/2019 - 16:17

Lamentos da Paixão

A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo pois recorda o processo de crucificação de Jesus Cristo, a sua morte e celebra a ressurreição do filho de Deus. Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa os católicos se dedicam à penitência para lembrar o período que Jesus passou no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz, assim como o sofrimento de sua mãe Maria. O Altri Canti reuniu portanto obras de compositores emblemáticos do barroco europeu que trabalharam com essa temática.

A primeira peça do programa remete a primeira das Leçon de ténèbres (Lição das Trevas) composta para a quarta-feira da semana santa, para voz solo e acompanhamento de contínuo. O hinoStabat mater dolorosa é um dos mais pungentes poemas que medita sobre o sofrimento da mãe de Jesus, durante a crucificação do sei filho. Já o compositor Joseph Hector-Fiocco aborda angústia e dor de Maria. O programa termina com uma cantata de Telemann para o quarto domingo depois do Dias de Reis que reafirma a validade da entrega e confiança em Jesus.

Altri Canti é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ. Estão envolvidos professores e técnicos/músicos especializados na área, tanto da UFRJ como da UFF, e alunos que queiram se aprofundar nesse campo. O objetivo principal é a prática interpretativa do repertório anterior ao Romantismo musical de forma historicamente orientada, fazendo uso de instrumentos de época. O concerto contará com a participação de dois alunos da classe de canto.

Programa

François Couperin  (1683-1733)

Première  Leçon de ténèbres pour le Mercredi Saint (Paris 1713)

 

Giovanni Felice Sances (1600-1679)

Stabat Mater: Pianto della Madona

Joseph-Hector Fiocco (1703-1741)

Lamentazione seconda per il Giovedì Santo (1733)

Lamed – Larghetto – Andante – Ciciliana – Recitativo – Andante

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Cantata Hemmet den Eifer verbannet die Rache

Spiritoso – recitativo – dolce

Integrantes

ALBERTO PACHECO Tenor

Professor Adjunto da Escola de Música da UFRJ. É doutor é mestre em Música pela UNICAMP.

PATRICIA MICHELINI Flauta Doce

Professora Assistente de Flauta Doce da Escola de Música da UFRJ. É doutora em Música pela ECA-USP, mestre em Música pela UNICAMP e bacharel em Composição Musical pela ECA-USP

KRISTINA AUGUSTIN viola da gamba

Músico funcionário do Centro de Artes UFF. É doutora em Música pela Universidade de Aveiro e mestre pela UNICAMP.

EDUARDO ANTONELLO cravo

Músico funcionários, Cravista Acompanhador da Escola de Música da UFRJ. É mestre em Técnicas Interpretativas e bacharel em cravo pela Escola de Música da UFRJ.

HEBERT AUGUSTO CAMPOS contratenor

Aluno de graduação em canto da Escola de Música da UFRJ.

SOPHIA DORNELLAS soprano

Aluna de graduação em canto da Escola de Música da UFRJ

16 de abril de 2019
Terça | 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$15 (inteira) | R$7,50 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Páginas