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Atualizado: 1 hora 37 minutos atrás

Marlene Dietrich – As pernas do século

ter, 12/11/2019 - 20:37

A biografia musicada Marlene Dietrich – as pernas do século, primeira montagem teatral brasileira sobre Marlene Dietrich, escrita pelo dramaturgo Aimar Labaki com direção de William Pereira, estreia dia 07 de dezembro no Teatro da UFF, com Sylvia Bandeira, ao lado de José Mauro Brant, Marciah Luna Cabral e Mauricio Baduh. Marlene Dietrich – as pernas do século é uma peça sobre o amor e o tempo. Revisita a história de vida de uma grande artista e símbolo sexual, mas principalmente de uma mulher corajosa que nunca abriu mão do amor e da liberdade.

Atriz e cantora, Marlene Dietrich (1901-1992) foi uma das personalidades mais marcantes do século XX. No cinema, no teatro e na música, Dietrich se destacou por sua originalidade e perfeccionismo. Grandes compositores escreveram canções especialmente para ela. Foi um dos maiores símbolos sexuais do cinema – seu rosto, pernas e voz já fazem parte do imaginário de gerações. Por sua movimentada vida amorosa, passaram Eric Maria Remarque, Jean Gabin, Yul Bryner, Ernest Hemingway, Burt Bacharach, Frank Sinatra e Cole Porter, entre outros.

Sinopse da peça – No final da vida, já bem idosa, Marlene conhece um jovem que não faz a menor ideia de quem ela seja e sequer ouviu falar do mito Marlene Dietrich. Já às vésperas de completar 90 anos, ela acaba seduzindo o rapaz de uma forma bem diferente de quando brilhava absoluta no cinema e nos palcos. Se hoje não conta mais com o frescor da juventude nem com as lendárias pernas, seu charme e inteligência estão mais vivos do que nunca e somados a uma grande aliada: a memória. Ao narrar para o desavisado rapaz sua trajetória, a diva o envolve e o fascina por ter sido testemunha e personagem dos acontecimentos mais marcantes do século XX: desde o crescimento do nazismo na Alemanha dos anos 1920, passando pelo glamour de Hollywood dos anos 30 a 50, sua experiência no front da II Guerra, até os anos 70, pelos palcos do mundo, New York, Londres, Rio de Janeiro, Tókio.

A MONTAGEM – Trazendo em cena quatro atores/cantores e três músicos, Marlene Dietrich – as pernas do século se define como uma biografia musicada. No papel de Dietrich, Sylvia Bandeira desfila as memórias de Marlene e utiliza-se de canções interpretadas pela diva para ilustrar seu relato. São canções de Burt Bacharach, Cole Porter, Kurt Weill e George Gershwin, além das francesas, La vie en rose, Que reste t-il de nos amours e da emblemática Lili Marlene.

José Mauro Brant é o jovem a quem Marlene seduz com sua vivência. Marciah Luna Cabral e Maurício Baduh desdobram-se em vários personagens, dando vida às memórias da atriz – sua relação destemida com amores e família, os produtores e diretores de cinema e teatro, os números musicais dos filmes, peças e shows. As grandes canções do repertório de Dietrich são cantadas em inglês, alemão, francês e até em português!

 

FICHA TÉCNICA: 

Texto: Aimar Labaki

Direção e Cenografia: William Pereira

Elenco: Sylvia Bandeira, Marciah Luna Cabral, José Mauro Brant, Maurício Baduh

Direção Musical e Arranjos: Roberto Bahal

Figurino: Marcelo Marques 

Visagismo: Beto Carramanhos 

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Preparação Vocal: Marciah Luna Cabral 

Preparação Corporal: Marcia Rubin 

Coreografia do Tango: Paulo Masoni 

Programação Visual: Cacau Gondomar

Músicos: Piano – Roberto Bahal, Clarinete – Vinícius Carvalho, Violoncelo – Luciano Correa

Direção de Produção: Cacau Gondomar e Sandro Rabello

Produtores Associados: Minouskine Produções Artísticas e Diga Sim Produções

 

MARLENE DIETRICH – Em dezembro de 1901, nasce em Berlim Marie-Magdalene. Filha de um militar morto no front de batalha, a pequena Marlene tem uma infância difícil, em meio a uma Alemanha totalmente devastada pela guerra. Após o fim da I Guerra Mundial, Marlene segue então para um internato em Weimar, a cidade de Goethe, que já conhecia e por quem se apaixona: “Li todos os seus livros, segui todos os seus ensinamentos”. Nessa época, ela não se achava bonita e aprende a tocar piano.

Alguns anos depois, Marlene vai para a escola de teatro Max Reinhardt e participa de vários espetáculos. Além de inúmeras peças, atua em 17 filmes. Em 1929, em “Kiss your hand, Madame”, ela já ensaia a personagem cínica, sexy e temperamental que a tornaria famosa. Atuando em “Duas gravatas”, é vista pelo diretor Josef Von Sternberg. Por suas mãos, estoura no cinema em “Anjo Azul”. Marlene parte para a América, para atuar nos grandes estúdios em Holywood.

Em 1932, a mando de Hitler, recebe várias propostas que a tornariam a maior estrela da Alemanha. Diante da sua recusa e insinuações, os nazistas a acusam de estar “infectada” pela propaganda americana. Revoltada com a situação em seu país natal, ela passa treze anos sem voltar a Berlim.

No final de 1943, a estrela deixa para sempre os estúdios e Hollywood. Como filha de um soldado, sentia necessidade de lutar por seus ideais. Com a patente de coronel, Marlene parte para o front para cantar para os soldados e trazer-lhes algum alento em meio aos horrores da guerra. Atuava sobre toscas plataformas de madeira instaladas nos campos, com apenas os faróis do jipe para iluminá-la, ou até mesmo debaixo da chuva, sob tendas de lona ou em cima de caminhões. Marlene estava sempre uniformizada como um GI. Ela gostava de parecer apenas mais um soldado.

Com o fim da guerra em 1945, volta para Nova York e declara: “Sou apenas um GI de volta ao lar”. Ainda neste mesmo ano, regressa enfim, a uma Berlim em ruínas para enterrar sua mãe. Com isso, rompe-se o último vínculo que a ligava a seu país. Em 1953, num uniforme de diretor de circo, estala o chicote diante de leões num show beneficente na Madison Square Garden. A partir daí, inicia uma nova fase de sua carreira e percorre várias cidades do mundo, inclusive o Rio de Janeiro, cantando músicas que se tornaram célebres na sua voz.

Em seu primeiro tour alemão, percebe que o nazismo ainda não está morto. Em algumas performances, ovos e tomates são arremessados ao palco, além de ameaças de bombas, mas nada faz com que ela mude de idéia. Ela amava a sua pátria. Em seu último show, na Austrália, já debilitada devido a acidentes que arruinaram gradativamente o movimento de suas famosas pernas, ela tomba no palco e fratura o fêmur. Marlene não mais se recupera. Recolhe-se ao seu apartamento em Paris, onde permanece até o último dos seus dias, quarta- feira, 6 de maio de 1992: “Como é estranho – escreveu Erik Hanut – escolher um dia tão comum, tão pacífico, para morrer”.

SYLVIA BANDEIRA – atriz e produtora – Numa cena do musical “Rádio Nacional”, onde vivia uma sedutora desquitada, Sylvia narrava maravilhada para uma vizinha todo o esplendor do Copacabana Palace. “Eu me senti a Marlene Dietrich”, confessava, cantando um trecho de Lili Marlene. Foi assim que nasceu o sonho de levar à cena a vida da diva alemã em Marlene Dietrich – as pernas do século.

Em 2018, Sylvia Bandeira completou 40 anos de carreira. No teatro, atuou em Brasil da Censura à Abertura, de Jô Soares, Manoel Costa e José Luiz Arcanjo – direção de Jô Soares; Calúnia, de Lillian Helman – direção de Bibi Ferreira; Vita & Virginia, de Eileen Atkins – direção de Ítalo Rossi; Divinas palavras, de Ramón del Valle Inclán – direção de Moacyr Góes; O doente imaginário, de Molière – direção de Moacyr Góes; Rádio Nacional – direção de Fábio Pilar e supervisão de Bibi Ferreira, entre outras. No cinema, Sylvia ganhou o Premio Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado pelo filme Bar Esperança. Na TV Globo atuou em novelas como Um sonho a mais, Roda de fogo, Suave veneno, Um anjo caiu do céu e Sol nascente.

Há 18 anos atuando no mercado de produção cultural, Sylvia Bandeira já produziu Não explica que complica, com direção de Bibi Ferreira, Se eu fosse você, de Maria Adelaide Amaral – direção de Roberto Frota, Vita & Virgínia, de Eileen Atkins – direção de Ítalo Rossi, Intimidades, de Walcyr Carrasco – direção de Aloisio de Abreu, Casamentos, de Alan Ayckbourn – direção de Jacqueline Laurence, Intimidades II, texto e direção de Aloisio de Abreu, O karma cor de rosa, texto de Vicente Pereira e direção de Marcus Alvisi.

AIMAR LABAKI – Aimar Labaki é dramaturgo, diretor e tradutor. Autor de Vermouth (direção de Gianni Ratto), Campo de provas (direção de Gilberto Gravonski) e O anjo do Pavilhão Cinco (direção de Emílio de Biasi), entre muitas outras. Dirigiu, traduziu e adaptou A graça da vida, com Natália Thimberg, Graziella Moretto e Emílio Orciollo Netto e Prego na testa, de Eric Bogosian, com Hugo Possolo. Entre suas traduções encenadas estão Copenhagen, de Michael Freyn, Far away, de Caryl Churchill e Ismênia, de Yannis Ritsos. Entre muitas novelas, escreveu Órfãos da Terra, para a TV Globo.

WILLIAM PEREIRA – diretor, cenógrafo e figurinista, é um dos fundadores do grupo Barca de Dionisos. Iniciou sua carreira profissional com a encenação, em conjunto com Cibele Forjaz, de Leonce e Lena, de Georg Büchner.

No início dos anos 1990, dirigiu o sucesso Uma relação tão delicada, adaptação de Maria Adelaide Amaral sobre texto de Loleh Bellon, com Irene Ravache e Regina Braga. No mesmo ano, com a Barca de Dionisos, encenou o polêmico O burguês fidalgo, adaptação do clássico de Molière. Sua inquietação formal seguiu em Elsinore, realização de 1990 que tomou o Hamlet, de William Shakespeare, como guia. Dirigiu ainda Senhorita Julia, de August Strindberg, Eu sei que vou te amar, com Julia Lemmertz à frente do elenco, A chunga, de Mario Vargas Llosa, em Miami, A cor de rosa, de Flávio de Souza, A casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, A fábula de um cozinheiro, de Sam Shepard e Joseph Chaikin, O canto dos cisnes, de Jolanda Gentilezza, Amor de estrada, de Edla Van Steen, entre outras.

William atua também como diretor de ópera, tendo feito estágio em direção operística na English National Opera Royal Opera House, em Londres, entre 1983 e 1984. Encenou Pedro Malazartes, ópera de Camargo Guarnieri e Mário de Andrade, Madama Butterfly, de Puccini, e As Bodas de Fígaro, de Mozart.

07 a 15 de dezembro de 2019
Sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$60 (inteira) e R$30 (meia)
Classificação etária – 18 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Folcloreando

sex, 01/11/2019 - 18:03

Folcloreando é um espetáculo inédito, inspirado nas obras de Monteiro Lobato.

Conta a história de Marta, a filha de um explorador curioso, que leva a menina para buscar os tesouros da floresta. O que eles não contavam, era que esta riqueza estava muito bem protegida por todos os seres do Folclore Brasileiro. Com músicas originais, este passeio pela floresta Brasileira se torna muito mais interessante quando a Cuca resolve enfeitiçar o pai da menina. Através de projeções, manipulação de bonecos e um figurino extremamente inovador, o público é convidado a entrar na história, para entender melhor esses seres místicos de Pindorama ou, como vocês chamam, do Brasil!

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: André Breda
Canções Originais: Cosme Motta e Wagner Monaco
Coreografias: Elis Loureiro
Assistente de Direção e Produção Artística: Carol Leipelt
Projeções: Renato Vilarouca e Rico Vilarouca
Figurinos: Paulo Kandura
Cenário: Wanderley Gomes
Visagismo: Caio Godard
Som: Jorge Baptista
Designer: Adriana Marinho
Pintura de arte: Edward Monteiro
Cenotécnico: Rostand
Letras: Cosme Motta
Arranjos e Produção Musical: Wagner Mônaco
Percussões adicionais: Ramon Múrcia
Elenco: Beatriz Pedroso, Carol Leipelt, Elis Loureiro, Eric Paixão, Gabi Levask, Igor Leão, Larissa Fernandes, Luisa Cuns
Stand-ins: Millena Braganti e Thaiani Daniëls

16 de novembro à 01 de dezembro de 2019
Sábados e domingos | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40 e R$20 (meia)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Era uma vez um tirano

sex, 27/09/2019 - 11:22

11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói

Nos dias 19 e 20 de outubro, o Teatro da UFF recebe os espetáculos infantis Memórias de um pequeno grande príncipe e Era uma vez um tirano, respectivamente. Os espetáculos fazem parte da 11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói, realizada pela Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói – ATACEN, e foram selecionadas por meio de chamada pública.

Realizada no período de 12 a 27 de outubro de 2019, a Mostra é dividida em duas categorias: Mostra Palco e Mostra Alternativa, ocupando vários espaços da cidade de Niterói, incluindo o Teatro da UFF. Todas as apresentações são gratuitas.

Era uma vez um Tirano

Em 2017, a peça Era uma vez um Tirano, de Ana Maria Machado, completou 35 anos de publicação sem nunca ter sido adaptada para teatro no Brasil. O clássico da literatura infanto-juvenil brasileira narra a história de um lugar feliz e colorido, não se sabe se aqui pertinho ou muito longe, cujo povo perde sua liberdade a partir do momento em que um ditador toma o poder. Após um longo tempo cinzento, caracterizado por mandos e desmandos por parte do Tirano, três crianças se conhecem e, com um arco-íris no bolso, uma canção no corpo e uma chuvarada de estrelas, resolvem contagiar a população na tentativa de pôr fim àquele tempo de tristeza.

Com adaptação de Vinicius Baião, a Cia Cerne apresenta a primeira montagem de Era uma vez um Tirano, no Brasil e pretende, além de homenagear sua autora, fomentar a discussão sobre as possibilidades de um fazer teatral direcionado a crianças e adolescentes que toque, de maneira lúdica, em questões sociopolíticas.

De Ana Maria Machado
Adaptação e Direção – Vinicius Baião
Com Cesário Candhí, Gabriela Estolano, Higor Nery, Juliana França, Leandro Fazolla e Mariana Amaral

20 de outubro de 2019
Domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Entrada Franca
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Memórias de um pequeno grande príncipe

sex, 27/09/2019 - 11:10

11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói

Nos dias 19 e 20 de outubro, o Teatro da UFF recebe os espetáculos infantis Memórias de um pequeno grande príncipe e Era uma vez um tirano, respectivamente. Os espetáculos fazem parte da 11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói, realizada pela Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói – ATACEN, e foram selecionadas por meio de chamada pública.

Realizada no período de 12 a 27 de outubro de 2019, a Mostra é dividida em duas categorias: Mostra Palco e Mostra Alternativa, ocupando vários espaços da cidade de Niterói, incluindo o Teatro da UFF. Todas as apresentações são gratuitas.

Memórias de um pequeno grande príncipe

A Artecorpo Teatro e Cia traz à cena uma livre adaptação do livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint Exupèry. Nesta releitura, os atores pesquisaram as técnicas do teatro de animação para dar vida ao protagonista, um boneco articulado com 75 cm de altura. Ele surge a partir do instante em que um avião cai no deserto. O aviador é um homem sisudo, estressado, e era preciso um choque para organizar seus pensamentos. Com isso, sua memória traz à tona os personagens simbólicos de sua vida: a Rosa, simbolizando o amor e suas dificuldades de compreensão; a Serpente, a superioridade de um ser divino; a Raposa, a amizade, o cuidado, o carinho, que surge por meio de gestos, e não de palavras; o Guarda Chaves, o caos da população; e o próprio Pequeno Príncipe, o menino que havia dentro do aviador e que estava adormecido. Essa proposta torna a história uma análise psicológica da vida do aviador, passando por momentos amorosos, divinos, de compreensão de quem ele é, e para onde vai. Além desses personagens, o Pequeno Príncipe viaja “pelo universo”, na intenção de encontrar seu lugar. Esbarra, pelo caminho, com diversas criaturas que não lhe agradam. Estes personagens serão retratados através de três técnicas teatrais que se unificam para provocar surpresa, estranhamento e reflexão: a animação das malas, a sombra e as máscaras. 

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Fora deste mundo

seg, 23/09/2019 - 11:06

Lucas Toledo é ator formado em Artes Cênicas pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e é ilusionista profissional há 12 anos, já tendo se exibido em todo o Brasil e, pela primeira vez, se apresenta em um grande teatro na cidade de Niterói. Como ilusionista já se apresentou em teatros, casas de espetáculos, e em eventos em cidades do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Santa Catarina, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro e, também, em cidades da Argentina. Fez shows para empresas como Vivo, Natura, Globo, Sky, SESC e AMBEV, entre outras. Foi ainda o idealizador e professor do Curso de Mágica da CAL, no Rio de Janeiro. Como ator, participou dos espetáculos: Bailei na curva, com direção de Antonio de Bonis, Delicioso lugar, direção de Marcelo Morato, Don Juan, direção de Adriana Maia, e Marca Registrada, com direção de Menelick de Carvalho.

Em Fora deste mundo, ele une o ilusionismo e teatro, apresentando um show bem diferente de tudo o que o público está acostumado a ver em espetáculos de mágica, tanto na TV quanto em teatro.

Fora deste mundo é um espetáculo de mágicas para toda a família! O público irá participar de experiências inexplicáveis como aparições, desaparições, previsões impossíveis, leituras de pensamento, transformações e muito mais. Segundo ele, “o impossível acontecerá diante dos olhos de todos”! É ver para crer!

Ficha técnica

Elenco: Lucas Toledo
Direção: Lucas Toledo
Produção: Fernanda Guerreiro
Iluminação: Raphael Cesar Grampolla
Operador de Som: João Victor Pascale

12 e 13 de outubro de 2019
Sábado e domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: Livre

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Gentil Gentileza

seg, 23/09/2019 - 11:01

Glorinha e Renato interpretam dois personagens chamados Gentil e Gentileza, os quais levam, em suas narrativas, exatamente o que seus nomes significam.

O Gentil e a Gentileza, sempre bem vindos em todas as circunstâncias da vida, podem e devem ser exemplificadas para o público infantojuvenil e adulto por meio da música. O espetáculo apresenta canções muito queridas do público da dupla Glorinha e Renato, além de músicas inéditas que serão lançadas durante o show. Entre elas estão Pacha Mama, que promove uma dança circular no palco, Oxalá – O mantra, que fala sobre o namorar a vida para realizar os sonhos, de Glorinha, e Xote da bagunça, de Renato, com seu trava-língua dificílimo. Sucessos como Chocolocco e Golfinho, entre outros, também estarão presentes.

O perfil de todos os shows dessa dupla, sempre irreverente, é acolhedor e interativo, e a conversa entre músicos e plateia está sempre presente. O show acontece por meio da interação de todos, pois a plateia também faz parte do show.

Sobre Glorinha e Renato

Glorinha é carioca, instrumentista de violão e ukulele, cantora, compositora, produtora musical, atriz, escritora, com formação em Psicologia e Ciências Sociais. Seu parceiro, o niteroiense Renato, é pianista, cantor, compositor, ator, arranjador, escritor, produtor musical e com formação em Ciências Biológicas. Juntos, formam a dupla Glorinha e Renato em seu trabalho musical infantil.

Dias 26 e 27 de outubro de 2019
Sábado e domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Agnaldo Rayol – A alma do Brasil

seg, 23/09/2019 - 10:57

O premiado musical Agnaldo Rayol – A alma do Brasil apresenta grandes sucessos do cantor que dá nome ao espetáculo e canções que marcaram várias gerações como Fascinação, Se todos fossem iguais a você, A praia, Mia Gioconda, entre outros sucessos. O espetáculo revisita o cancioneiro popular de outras décadas, contando e cantando a trajetória de Agnaldo Rayol, nos palcos, na vida e ao redor do Brasil. Constitui assim um mosaico sonoro, visual e musical de uma época, que retrata, recria e rende homenagem ao personagem título do espetáculo.

Na interpretação do ator e cantor Marcelo Nogueira, acompanhado por um trio de baixo, bateria e piano, Agnaldo Rayol ganha vida, diante do público. O espetáculo, em formato de monólogo musical, mostra as origens, o apogeu e a sensibilidade desse ícone da música brasileira, cumprindo o importante papel de resgatar e imortalizar parte fundamental da formação cultural da história do nosso país. Até hoje, Agnaldo Rayol é uma referência da Cultura Popular Brasileira mundo afora, a síntese da voz nacional. E não só pelo seu grande talento, mas também pela extraordinária maneira de interpretar canções que influenciam gerações atuais.

O espetáculo vem tendo grande sucesso de público e crítica, permitindo a Marcelo Nogueira a indicação como Melhor Ator de Musical aos Prêmios: Bibi Ferreira 2018, Broadway World Brazil Awards 2018 e Prêmio CESGRANRIO 2015, além de mais 12 indicações a outras premiações. 

Marcelo Nogueira – É cantor, ator e músico carioca. Nascido em 02 de agosto de 1975. Começou a carreira aos 16 anos como pianista e vocal da Banda Foco Real, que misturava o estilo soul music com o samba-rock de Jorge Ben. De lá para cá, seguiu sua carreira produzindo e atuando no mercado musical brasileiro. Em 2014, estreou no papel-título do espetáculo Agnaldo Rayol – A alma do Brasil. No ano seguinte, gravou o DVD Agnaldo Rayol – Concerto de Natal, cantando com Agnaldo Rayol o dueto Creio em Ti, versão de I believe, que foi sucesso na voz de Elvis Presley, também ao lado de Daniel e Ronnie Von. Participou do show Você e Eu – 2 na bossa. Cantou no show Benção, Baden. Abrindo o festival Toda essa bossa, ao lado de Ithamara Koorax, entre outras excelentes cantoras. Protagonizou o compositor Chopin em Chopin e Sand – Romance sem palavras, de Walter Daguerre, recebendo dois prêmios por sua atuação neste espetáculo. Participou do musical Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, onde interpretou a célebre canção A bela e a fera, que foi sucesso, anteriormente, na voz de Tim Maia. O espetáculo teve a direção de João Fonseca e ganhou várias indicações e Prêmios. Marcelo também integrou o elenco do espetáculo Rock in Rio – O musical, de Rodrigo Nogueira, passando pelo Rio e São Paulo. Na sequência, produziu e atuou na opereta A noiva do condutor, de Noel Rosa, com o público lotando as sessões todos os dias. Agora, circula em turnê com os shows: Nunca pare de sonhar, celebrando o compositor Gonzaguinha. Recentemente, integrou o elenco da versão brasileira do aclamado musical da Broadway Billy Elliot – O musical, e realizou o espetáculo O Príncipe Poeira e a flor da cor do coração, no Centro Cultural Oi Futuro.

 

Críticas

“Marcelo Nogueira – a voz mais potente dos musicais cariocas”. (Marcelo Aouila – Aouila no Teatro)

“Divertido e encantador tributo […], Marcelo Nogueira exibe voz maravilhosa e convence plenamente nas passagens faladas, proferindo as palavras de forma irresistivelmente charmosa e encantadora”. (Lionel Fischer – Crítico e professor de teatro) 

 “Marcelo Nogueira merece aplausos pela construção de seu personagem. Agnaldo Rayol – A alma do Brasil faz um delicioso passeio pelas canções que marcaram a carreira do cantor”. (Backstage musical)

“O aplauso maior é merecidamente de Marcelo Nogueira, um tenor de primeira grandeza […]. Não só pela voz potente e firme, ou pela afinação perfeita, Nogueira enfrenta o desafio de construir o personagem e mantê-lo firme na proposta do texto e da direção”. (Rodrigo Monteiro)

“O coração cintilante do espetáculo é Marcelo Nogueira. O atento intérprete constrói seu personagem com filigranas detalhadas, sutilezas, piscadelas, impostações vocais, pequenos gestos e olhares delicados. Sua atuação como Agnaldo Rayol é uma amorosa reverência de um talentoso jovem ator a um grande ídolo da história das nossas artes”. (Fabiano Gonçalves – Movimento.Com)

Ficha técnica
Com: Marcelo Nogueira
Direção: Roberto Bomtempo
Texto: Fátima Valença
Iluminação: Brisa Lima
Dir. Musical, arranjos e piano: Roberto Bahal
Desenho de som: Marcelo MDM
Operação de luz: Thainá Dutra
Operação de som: Otto
Operação de vídeo: Pedro Waddington
Direção Produção: Sandro Rabello
Realização: Arte Mestra e Diga Sim Produções

04 a 13 de outubro de 2019
Sextas, sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Classificação indicativa – livre

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O Substituto

qua, 18/09/2019 - 11:05

Maria Maya, Alexandre Lino e Daniel Porto reeditam parceria de sucesso em nova incursão documental, que discute o cenário educacional do país, onde os alunos são a plateia.

Mudanças internas na direção de um colégio provocam a substituição de um professor de história do ensino médio. Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista assume o cargo e está diante de sua primeira e inesquecível aula inaugural. Esse é apenas o ponto de partida para uma série de questionamentos sociais e morais, apresentado pelo personagem título e que tem como pano de fundo o cenário atual da educação brasileira.

O substituto reúne, pela segunda vez, o trio Maria Maya, Alexandre Lino e Daniel Porto em uma nova investigação pelo teatro documental. Depois de apresentarem, com sucesso de crítica e de público, a polêmica peça sobre a travesti Lady Christiny, diretora, ator e autor se encontram oportunamente para falarem sobre temas atuais da sociedade, incluindo questões que dividem opiniões.

Sozinho no palco, Alexandre Lino conta com a participação do público como seus alunos durante a aula espetáculo.

“Quando idealizamos um projeto, estamos sempre idealizando conquistas e expectativas. Com essa peça foi diferente. Durante o processo, percebemos que eram assuntos tão emergenciais e muitas vezes apresentado de forma tão indigesta que se tornaram maior do que nós. Esse professor é tão real aos olhos de qualquer um que pode gerar empatia, ódio, risada, deboche ou qualquer outro sentimento”, diz o ator Alexandre Lino. 

Recebida com entusiasmo pelo público em sua pré-estreia na 7ª Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena, em maio deste ano, O substituto foi comparado ao celebrado espetáculo Apareceu a Margarida (1973) de Roberto Athayde, por abordar a questão da educação diante de um cenário político tão decisivo para os rumos da sociedade.

“Recentemente pensei em fazer uma feira brasileira de opinião, nos moldes da feira feita por Augusto Boal, Guarnieri e Plinio Marcos, e quando assisti a essa peça tive a certeza da função política que o teatro ainda exerce”, disse o diretor e ator Roberto Bomtempo, após a apresentação em Tiradentes.

Longe de uma narrativa maniqueísta, o texto de Daniel Porto não conduz o público a um julgamento sobre o que está se vendo e muito menos pretende influenciar em uma possível opinião. Ele apresenta um ponto de vista muito bem argumentado e que toca em questões comuns a qualquer pessoa.

“Durante o processo de construção deste espetáculo, nos alternamos muitas vezes como alunos, professores, e até mesmo diretores. A urgência dos questionamentos diante do atual cenário da nossa educação era enorme. Mas a necessidade de se fazer teatro diante do atual cenário da nossa cultura no país era tão grande quanto. Juntamos nossa coragem e afinidades intelectuais em busca deste pertencimento.  Hoje, tenho certeza que este encontro que começou em Lady Christiny e agora se estende em O substituto era mais que necessário. Pois só arte mesmo para tornar a nossa realidade tolerável”, diz Maria Maya.

SINOPSE

Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista é o professor substituto da escola.  O novo professor precisa chegar ao instituto para apresentar as novas diretrizes educacionais que a escola pede, através dos pais dos alunos e da nova secretaria de educação. A sua chegada a nova classe, indisciplinada, faz com que o seu discurso seja interpretado de diversas maneiras. Sem definir de qual lado esse novo professor está o espetáculo da Documental.Cia traz a proposta de “aula-espetáculo”. A partir da coleta de discursos reais, transformação da oralidade em documento, a peça propõe um jogo cênico para a plateia se relacionar como aluno numa sala de aula nos moldes do novo modelo de ensino.

FICHA TÉCNICA
Texto – Daniel Porto
Direção – Maria Maya
Com Alexandre Lino
Iluminação – Paulo Denizot
Cenário e Figurino – Karlla de Luca
Direção de Produção – Alexandre Lino
Programação Visual – Folha Verde Design
Fotografia Artistica – Janderson Pires
Assessoria de Imprensa – Minas de Ideias
Idealização e Realização – Documental Cia e Cineteatro Produções

17 de outubro de 2019
Quinta-feira | 19h – APRESENTAÇÃO ÚNICA
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: 14 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Paulo Freire, o andarilho da utopia

qua, 18/09/2019 - 10:37

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, ofendendo a vida, destruindo sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Este foi um dos últimos escritos do mestre Paulo Freire, antes de falecer em 02 de maio de 1997. Assustadoramente atual, em tempos em que a educação pública corre o risco de ser drasticamente reduzida, lutar pela dignidade humana é fundamental. Isso é Paulo Freire mais vivo do que nunca!

Foi a partir do legado que Paulo Freire deixou na mente e corações dos brasileiros, que o ator Richard Riguetti, o encenador Luiz Antônio Rocha e o dramaturgo Junio Santos decidiram levar a emocionante e inspiradora vida do educador para os palcos no espetáculo Paulo Freire, o andarilho da utopia, e lá também reproduzem a icônica entrevista de 1997.

Após passagens pelo Espírito Santo, Ceará, Amazonas, Santa Catariana, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, o espetáculo, que já foi assistido por mais de 10.000 pessoas em dezenas de apresentações, chega em Niterói, para curta temporada no Teatro da UFF.

A peça derrama no palco a trajetória e os causos de um dos mais notáveis pensadores da história da educação mundial. O espetáculo propõe uma reflexão, mostrando a sociedade e o planeta em constante mudança através da ótica Freiriana, misturando elementos das linguagens do teatro, do palhaço e do teatro de rua. Em todas as sessões, logo após a peça, acontece um círculo de conversa com o diretor e o ator do espetáculo, uma troca de ideias e ideais sobre o reconhecido mestre.

“Apresentamos o projeto da peça para Nita Freire, viúva do educador, e ela se encantou com a nossa proposta. Esse encontro nos alimentou durante todo o processo, para que a gente organizasse o nosso ato cenopoético no sentido da afetuosidade. Nita destacou, e podemos vivenciar, a amorosidade de Paulo Freire com relação ao mundo, às pessoas, aos seres vivos, e o profundo respeito ao diálogo, à compreensão, e a aceitação dos diferentes nos aspectos de um aprimoramento”, conta Richard Riguetti.

A encenação de Luiz Antônio Rocha (Frida Kahlo, a deusa tehuana; Brimas e Zilda Arns, a dona dos lírios), propõe uma estrutura narrativa que leva a um lugar de ideias e reflexão. É ele quem explica: “O brasileiro gosta de histórias. Gosta de pessoas que inventam, que abrem caminho, que enfrentam desafios, que são corajosas. O brasileiro está imerso em crenças fortes, em uma diversidade e cultura preciosas. Nossa brasilidade carrega paixão e acolhe arte antes mesmo de saber que é arte. Assim trazemos a presença iluminada de Paulo Freire através de uma dramaturgia que abarca formas brincantes como o circo e o teatro de rua. Essa brincadeira que propomos rompe barreiras de tempo e lugar. Nos leva à lua, um lugar de exílio e reflexão. Traz o encanto das palavras encharcadas de significados tão amorosas de Paulo Freire e de suas ideias. São ideias mais que nunca atuais, vivas e necessárias diante da realidade que neste momento nos envolve”.     

“Ler a vasta obra de Paulo Freire é necessário e prazeroso. Complicado é – entre tantas palavras e textos significativos – extrair o conteúdo da dramaturgia. Por isso, criamos roteiros cenopoéticos, temperados com cantigas, poemas, com cheiros de vida e cheiros de gente, para propagar a esperança que não cansa na voz, no corpo, na força que desejamos imprimir com o espetáculo”, explica Junio Santos.

O teatro é a arte do encontro. “Eu não posso ser se os outros não são”, dizia Paulo Freire. E o teatro e Paulo Freire se encontraram. Paulo Freire, Andarilho da Utopia traz um sopro de coragem em tempos de tantas desesperanças no Brasil. As palavras de Freire são ditas, vistas, ouvidas, repetidas, refletidas com uma sensibilidade que emociona e impulsiona.

“Impossível não se sentir tocado durante a apresentação. Uma conversa com um dos maiores educadores do mundo. Um homem que acreditou com profunda sabedoria na beleza da vida, do encontro, da natureza, da gente, dos animais. Um homem que sabia, como poucos, fazer com que todos se sentissem importantes para o mundo, participantes desse mundo. Um mundo de todos e para todos. Viva Paulo Freire. SEMPRE”, afirma Luiz Antonio Rocha.

Sinopse – Paulo Freire – O andarilho da utopia

No interior de Pernambuco, à sombra de uma mangueira, um menino com um graveto na mão inicia o seu processo de leitura do mundo. Com a crise de 1929, é submetido à fome, assim como grande parte da população brasileira. Com intuito de minimizá-la, percorreu quintais alheios – jaqueiras, mangueiras, cajueiros, pitangueiras. Na infância da juventude, uma outra fome ocupa o seu tempo: as palavras. E ele as devora como se elas fossem pedaços de comida. E essa foi a sua busca até a eternidade: as palavras. Através delas e com elas, percorre territórios disseminando a sua pedagogia de ensino e revoluciona a educação mundial. Movido pelo desejo de liberdade de si e dos outros, sonha com a justiça, com a equidade, com a superação dos obstáculos impostos por uma sociedade opressora e propaga nos homens e nas mulheres mais simples a vocação para o “ser mais”. Paulo Freire, o andarilho da utopia derrama no palco a trajetória de um dos maiores pensadores do mundo.

Ficha Técnica
Cenário e Figurino – Eduardo Albini
Direção de Movimento – Michel Robin
Preparação de ator – Beth Zalcman 
Preparadora corporal – Aline Bernardi
Direção de movimento – Michel Rubin
Projeto de Luz – Ricardo Lira Jr
Assessoria pedagógica – Josy Dantas
Assistente de direção – Marcia Rosa
Preparadora vocal – Jane Celeste
Letras de músicas – Ray lima e Junio Santos
Realização: Grupo Off-Sina e Espaço Cênico Produções Artísticas

18 a 27 de outubro de 2019
Sextas, sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Rugas

qui, 29/08/2019 - 12:21

Por que as palavras velho, velha e velhice são usadas de maneira pejorativa? Por que os velhos sofrem preconceito e, muitas vezes, se veem desamparados e rejeitados? Como promover uma maior relação entre as gerações? Há três anos, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim estudam o tema e tentam responder essas perguntas – a dupla realizou dezenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos, leu livros que falavam sobre o assunto e se debruçou sobre trabalhos acadêmicos e artísticos. Esse material chegou às mãos do dramaturgo Herton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática Rugas, a partir da reflexão sobre essas questões (o autor foi indicado ao 6º Prêmio FITA de Teatro, na categoria Revelação por este texto). Com direção do premiado Amir Haddad, o espetáculo fica em cartaz de 07 a 29 de setembro, sempre aos sábados e domingos, às 19h.

“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somo eternos. Seria insuportável se fôssemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fôssemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Hadadd.

Aos 65 anos, Vanja Freitas começou a vivenciar uma série de situações que a fez refletir sobre essa fase da vida. Ao lado de Claudiana Cotrim, de 48 anos, passou a observar como as pessoas mais velhas atravessavam a rua e como se relacionam com a cidade. Os livros A velhice 1 – a realidade incômoda e A velhice 2 – a relação com o mundo, de Simone de Beauvoir, e Como envelhecer, de Anne Karpf, também fizeram parte da pesquisa da dupla.

“Eu espero que o público se divirta e reflita sobre essa fase da vida que pode ser criativa e poderosa. Queremos passar uma mensagem amorosa e incentivar as pessoas a olharem mais para os velhos”, conta Vanja. “Uma amiga de 89 anos me disse uma coisa interessante: ninguém se prepara para envelhecer. E qual é a outra opção de não envelhecer?”, completa a atriz.

A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga (que estuda o envelhecimento) e deseja fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante uma palestra, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. O que ela vai fazer? Na trilha sonora do espetáculo, estão músicas como Que sera, será, de Doris Day, um hino dos anos 1950, Jura, de Zeca Pagodinho, Meu mundo caiu, eternizada por Maysa, Fascinação, famosa na voz de Elis Regina, Bodas de Prata, de Maria Bethânia, entre outras.

“A partir da relação delas, a gente propõe ao espectador que pense sobre algumas questões: o que você vai ser quando envelhecer? ou quando você se sentiu velho pela primeira vez? O público mais velho vai se identificar profundamente e os jovens vão ter a oportunidade de mudar seu pensamento a respeito do próprio futuro”, completa a atriz Claudiana Cotrim.

Vanja Freitas (atriz e idealizadora) – Atriz formada pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Artista plástica formada pela Escola de Belas Artes – UFBA.  Atuações em teatro: “Álbum de Família” (direção: José Possi Neto, 1978), “América Dreams” (dir.: José Possi Neto, 1979), “Estórias de lenços e ventos” (dir.: Paulo Dourado, 1979), “Exercitando” (dir.: Sérgio Britto, 1987), DomQuixote (dir.: Ricardo Maurício, 1994), “Sarau do Machado” (dir.: Ric. Maurício, 1995), “Kafkamachine” (dir.: Marília Martins, 2005), “A vida como ela é” (dir.: Bruno Rodrigues, 2012), “Como nasce um cabra da peste” (dir.: Júlio Wenceslau, 2014-15), “Bonitinha mais ordinária” (dir.: Ana Zettel, 2015).  Atuações em TV: “Sítio do Pica Pau Amarelo” (TV-E, 1980), programa “TV Escola” (TV-E, 1996), e nas seguintes telenovelas ou minisséries da TV Globo: “Você decide” (1995), “Salsa e merengue” (1996), “Hilda Furacão” (1998), “Pecado capital” (remake, 1998), “Laços de família” (2000), “Velho Chico” (2016), Muito além do Paraíso (2018). Cinema: curtas “Fando e Liz” (texto de Arrabal, dir.: Antônio Alcântara, 1977), “L.X.O.” (dir.: Ronaldo Ghermann, 1980), “Uma história de borboletas (de Caio Fernando Abreu, dir.: Flávio Colker, 1994), longa-metragem “Araras” (dir.: Sabrina Mc Cormick, 2016), “21, mão na cabeça” (dir.: de Milton Alencar). Figurinista: curso de figurino com Colmar Diniz – Faculdade CAL (2016); peças “Bonitinha, mas ordinária” e “Andarilho” (2016). Diretora: “O Rinoceronte”, de Ionesco, e cena da peça “Vestido de noiva”, ambos no teatro Sesc da Tijuca.

Claudiana Cotrim (atriz e idealizadora) – Atriz formada pelo Centro de Artes Cênicas do Maranhão em 1997, graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Desenvolveu a pesquisa “A autonomia do ator em cena”. Ministra oficinas de teatro sobre o tema Ator-Autor-Autonomia. Como atriz, seu repertório de trabalhos inclui performances, espetáculos de teatro, contação de histórias, oficinas de teatro, de contadores de histórias e de oratória, telenovelas, filmes e preparação de atores. Atuou na novela “Chamas da Vida”, da Rede Record. Na Rede Globo, teve participação nas novelas “Da cor do pecado”, “Ti-Ti-Ti”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge”, “Em Família”. Ganhou o prêmio de melhor atriz em 2011 com o espetáculo solo “Medeia” (baseado na obra de Eurípides) no 18º Festival Nacional de Monólogos Ana Maria Rêgo. Integrou o elenco de “Hotel Medeia – da meia noite ao amanhecer”, no Oi Futuro (Flamengo), além de trabalhos na linguagem audiovisual: ‘Medeias precisam de auxílio’ curta metragem de Gleyser Azevedo (MA); “De corpo inteiro”, filme sobre Clarice Lispector, de Nicole Algranti; e “O próximo rosto” curta metragem de Stéphane Dosse (França, 2009). Criou o projeto Teatro na Corte, com apresentações cênicas em espaços extracotidianos. Atuou também como atriz em “Os Homens Também Amam” (direção de Rodrigo Scheer, Teatro Clara Nunes, Rio), “Detetive – a peça” (direção do Rodrigo Scheer, Teatro Cândido Mendes, Rio), “Intervalo’ (direção de Josué Soares Teatro Vannucci, Rio). Dirigiu os espetáculossolo “Andarilho”, com o ator Carlos Rosario, e “Mariazinha’s”, com a atriz Maria Ethel.

Amir Haddad (diretor) – Com José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi e outros criou, em 1958, o Teatro Oficina — ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, Amir dirigiu Candida, de George Bernard Shaw; atuou em A Ponte, de Carlos Queiroz Telles, e em Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa. Em 1959, dirigiu A Incubadeira e ganhou prêmio de melhor direção. Desligando-se do Teatro Oficina, segue em 1961 para Belém, no Pará, realizando uma série de trabalhos para a Escola de Teatro de Belém. Em 1965, o Teatro Universitário Carioca o convida para dirigir O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo, e Amir acaba por permanecer no Rio de Janeiro. Aqui, é um dos fundadores do grupo A Comunidade, instalado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que se projeta em 1969 com o espetáculo A Construção, de Altimar Pimentel, atribuindo a Amir o Prêmio Molière de melhor direção. Em 1970, realiza mais dois espetáculos com o grupo: Agamêmnon, de Ésquilo, e Depois do Corpo, de Almir Amorim. No mesmo ano, ganha o segundo Molière, com O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau. Em 1972, no Rio de Janeiro, ganha o prêmio Governador do Estado de melhor diretor, com a peça Tango, de Slawomir Mrozec. Com o Grupo de Niterói, faz SOMMA, no Teatro João Caetano, 1974. Em 1980, funda o Tá na Rua, fazendo apresentações de rua baseadas em cenas de criação coletiva. Realiza, também, trabalhos no teatro comercial, que lhe valem o Prêmio Shell por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar em 1989; e o Prêmio Sharp, por O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, em 1996. Dirige, ainda de Shakespeare, Noite de Reis, em 1997; e O Avarento, de Moliére, em 2000. A partir da década de 1990, Amir aprofunda suas pesquisas de teatro de rua, fazendo diversas encenações de Cortejos e Autos pelo país, movimentando milhares de pessoas nessas encenações, tendo quase sempre presente alguns dos integrantes do Tá na Rua.

Ficha técnica:

Texto: Hérton Gustavo Gratto
Direção: Amir Haddad
Elenco: Claudiana Cotrim e Vanja Freitas
Iluminação: Marcelo Camargo
Figurino e cenografia: Lorena Sender
Preparação corporal: Claudiana Cotrim
Preparação vocal: Vanja Freitas
Fotografia e vídeos de ensaio: Ana Clara Catanhede
Assessoria de Imprensa: Christovam Chevalier
Produção: Diga Sim Produções!

07 a 29 de setembro de 2019
Sábados e domingos | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Classificação indicativa – 14 anos
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Fabulices

qua, 28/08/2019 - 13:38

Fabulices vem trazer à cena uma repaginada nas fábulas mais populares. As fábulas tratam de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo. A partir da ideia de ‘harmonizar as diferenças’, tão cultuada hoje em dia, dois palhaços (Marcela Galvão/Giovanna Sassi e Junior Mello) mostram a garotada as lições que podemos aprender ao conhecermos o outro. Então, partindo da adaptação das histórias e da direção dinâmica, concebida por Marcello Caridade, juntando a trilha sonora original, composta divertidamente por Glorinha Lattinni e Renato Pfeil, é possível “brincar” de Teatro com essas histórias que vem de geração em geração.

São encenadas A Casa da Onça e do Bode, O Macaco e a Velha e Moça Baratinha com o grande charme desta encenação que é o Teatro dentro do Teatro. Com a tagarelice própria de gente de teatro, os atores – clowns em estilo – se transformam em seus personagens, enquanto levam pra cena as suas mesmices, tolices, rabugices do dia-a-dia. Todas as fábulas “contadas” – numa linguagem popular e atualizada – são construídas em cena, com a ajuda da gurizada da platéia, mostrando o processo do criar/construir. Toda linguagem do teatro é usada em Fabulices, desde o gramelô e o Teatro dos Gestos ao teatro de mamulengos.

Um cenário simples, composto de objetos cênicos capazes de transformar em tudo que estas Fabulices pedirem! O resto é luz e ator, o bom humor e o lúdico.

Fica como resultado deste espetáculo, a arte de educar socialmente, através da mensagem de harmonizar as diferenças, numa forma divertida onde nossa plateia poderá cantar e dar boas gargalhadas. 

20 Anos de teatro para infância e juventude

A Cia. de Repertório de Teatro Musical, a mesma realizadora dos musicais Tarzan e Capitães da Areia, está comemorando 20 anos em cena com um trabalho direcionado para a criança e toda a família. O objetivo maior de seu trabalho é a formação de plateia e o resgate da cultura popular, do universo lúdico da criança de hoje e de ontem. Com isso, ao longo desse período, foram diversas apresentações e longas temporadas nos teatros de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói e cidades do interior com espetáculos como Peter Pan, João e Maria – Uma História Brasileira, Fabulices, Capitães da Areia, Tutti Frutti e outros.

Sob a batuta do ator/diretor Marcello Caridade (premiado com o musical UMA Professora muito Maluquinha, de Ziraldo, e ator do seriado Os SuburbanosMultishow/Rede Globo), a Cia. retomou seu trabalho este ano, comemorando esses vinte anos de resistência, colocando no circuito carioca de teatro os espetáculos Fabulices e Tarzan nos teatros Laura Alvin (Ipanema) e Sala Baden Powell (Copacabana)e Teatro Miguel Falabella  (Zona Norte), respectivamente. 

Glorinha e Renato

Glorinha&Renato como são conhecidos pelo público infanto-juvenil, é uma dupla de músicos, cantores, instrumentistas, compositores e produtores musicais com uma discografia autoral editada em 20 CDs, 2 DVDs e parcerias com escritores em trilha sonora e narração de dois livros infantis e um infanto-juvenil, de Renato. Semearam, ao longo de sua vida artística, valores fundamentais para a vida pacífica em sociedade, diante do meio ambiente, da família e do universo lúdico infantil. Sempre com muito bom humor, irreverência e liberdade para trocar opiniões e impressões quando estão ao vivo com o público.

Estiveram no Espaço Tom Jobim (RJ), Museu da República (RJ), Teatro Werneck (RJ), Teatro da UFF, Teatro Popular Oscar Niemeyer, MAC de Niterói e Teatro Municipal de Niterói onde se apresentaram  no  Playing for Change Day Kids em 2018. Participaram do Festival de Música da EBC-Rádio Nacional em 2017. Se apresentaram no Espírito Santo, Curitiba, São Paulo e múltiplas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Dirigem as Oficinas de Música da Tribo em 2 Estúdios de Produção e Música no Rio e Niterói, como Mentores da Trupe da Tribo.

Ficha técnica
Elenco: Marcela Galvão/Giovanna Sassi (A Onça, A Velha e A Barata) e Junior Mello (O Bode, O Macaco e Outros Bichos)
Texto e Direção de Marcello Caridade
Assistência de Direção de Marcela Galvão
Músicas Originais de Glorinha Lattini e Renato Pfeill
Figurinos de Zezé Caridade
Concepção Cenográfica da Cia. de Repertório de Teatro Musical
Iluminação de Raphael Cesar Grampolla
Adereços e Cenotécnica da Cia. de Repertório de Teatro Musical
Bonecos de Andréa Ferrer
Programação Visual de Bia Freitas
Fotos de Michelle Iassanori
Gerência de Produção Marcello Caridade
Direção Geral de Marcello Caridade
Realização Cia. de Repertório de Teatro Musical

14 a 29 de setembro de 2019
Sábados e domingos | 16h
Ingressos – R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Classificação indicativa – livre

Categorias: Centro de Artes UFF