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Atualizado: 1 hora 30 minutos atrás

Cine Debate UFF – Itinerância 13º MOSCA

qui, 11/02/2021 - 12:40

A MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira é uma mostra de filmes de curtas-metragens que completou 15 anos de atividades em 2020. Fundada para ocupar a sala de um antigo cinema de rua de Cambuquira, Sul de Minas, a Mostra MOSCA, já visitou outras 20 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, em seu projeto de itinerância.

Dia 18/02 | 21h – Mostra Meia Noite
Dia 25/02 | 19h – Vencedores 13º MOSCA
Transmissão:
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Festival Samba na Universidade

seg, 08/02/2021 - 13:01

Nilze Carvalho e Tia Surica (22/02)

Joao Cavalcanti e Aurea Martins (23/02)

Moyseis Marques e Moacyr Luz (24/02)

22 a 24 de fevereiro de 2021
Segunda a quarta | 19h
Transmissão:
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Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha

qui, 04/02/2021 - 12:11

Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, Brasil, 2019, 72`, Livre
De Pablo Guelli

Filme denuncia concentração de mídia no Brasil

“A nossa bandeira jamais será vermelha” mostra que a escalada do país rumo ao fascismo ocorreu a partir do colapso do sistema de informações brasileiro.

O filme mostra a luta dos jornalistas independentes no Brasil para romper o embargo informativo imposto pelas 6 famílias que dominam o sistema de informação do país.

O Brasil tem “6 Berlusconis” que juntos concentram mais de 90% da audiência nacional, em todos os tipos de mídia. Segundo os entrevistados, os Berlusconis foram responsáveis por uma das maiores fraudes jornalísticas de todos os tempos: uma manipulação em massa que destruiu a confiança das pessoas na imprensa tradicional e jogou o país em direção ao fascismo.

“Este filme é bom como um bom vinho: um retrato essencial da mídia brasileira. É fundamental para entender os dias de hoje. Mais do que um filme, trata-se de um ato de coragem do diretor e do canal que o contratou”, afirma o cineasta Silvio Tendler.

Produzido pela Salamanca Filmes para o canal CINEBRASiLTV, o documentário foi produzido e dirigido pelo jornalista Pablo Guelli.

O filme traz análises de renomados jornalistas e acadêmicos, como Glenn Greenwald, Noam Chomsky, Luis Nassif, Laura Capriglione, Xico Sá, Ana Magalhães, Igor Fuser, Jessé Souza, Tales Ab’Saber e Rodrigo Vianna. A trilha sonora original é de André Abujamra.

É a primeira vez que um filme brasileiro denuncia a concentração de mídia local, considerada pela ONU como “a mais alta do mundo ocidental”.

Ao examinar a influência da imprensa brasileira nos eventos sociopolíticos que ocorreram entre 2013 e 2019, “A nossa bandeira jamais será vermelha” responde a uma pergunta que está intrigando o mundo todo:

Quem é Jair Bolsonaro, e como ele se tornou o presidente do 6º país mais populoso do mundo?

Após a sessão haverá debate com o diretor do filme, Pablo Guelli. A mediação será de Mônica Mourão, professora do Departamento de Comunicação da UFRN.

11 de fevereiro de 2021
Quinta | 19h
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Subterrânea

seg, 01/02/2021 - 14:33

Subterrânea, Brasil,  2020, Ficção, COR, 83´, 14 anos
De Pedro Urano
Roteiro de João Paulo Cuenca
Com Silvana Stein, Negro Leo, Clara Choveaux, Helena Ignez, Cabelo Cobra Coral e Alexandre Dacosta

Sub
Sub solo
Sub terra
Sub mundo
Sub desenvolvido
Sub América
Sub verter
Sub liminar
Sub alterno
Sub mergir pelas matas ou nas ondas do mar
Sub way
(depois de H.O.)

“Subterrânea surge como alegoria para denunciar diversos acontecimentos ocorridos no estado do Rio de Janeiro que fazem parte tanto de sua fundação quanto de seu aspecto sociopolítico atual. Todos esses acontecimentos, expostos através de uma série de metáforas, falam, em síntese, sobre o desequilíbrio entre homem e natureza, ou sobre o desequilíbrio do homem consigo mesmo. A obra parte da premissa de uma natureza mineral que, ao ser explorada, enterrada ou destruída por um ideal de progresso, gera a própria ruína humana”.

Por Chico Torres para o Multiplot! (Mostra de Tiradentes: Subterrânea (Pedro Urano) | Multiplot! (multiplotcinema.com.br)

Após a sessão haverá debate com o diretor do filme, Pedro Urano, e com o cineasta Guilherme Bonini. A mediação será do produtor e distribuidor independente Renato Ranquine.

04 de fevereiro de 2021
Quinta | 19h
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Cine Debate – Tailor + Fabiana

sex, 22/01/2021 - 13:09

Curta metragem Tailor + Longa-metragem Fabiana seguidos de debate com membros da equipe dos filmes.

Tailor, Brasil, 2017, COR, 9’47”
De Calí dos Anjos
Com Orlando Tailor, Tertuliana Lustosa, Bernardo Gomes, Miro Spinelli

Tailor é um cartunista transgênero que compartilha em sua página na internet experiências de outras pessoas trans e seus desafios dentro da sociedade. Um documentário animado sobre pessoas trans, feito por pessoas trans.

Fabiana, Brasil,  2018, COR, 85´
De Brunna Laboissière
Com Fabiana Camila Ferreira, Priscila Cardoso

Fabiana é uma experiente caminhoneira transexual que se prepara para deixar as estradas. O documentário a acompanha bem de perto, do banco do carona, durante as últimas semanas antes da aposentadoria e nas conversas da viagem ela abre seu coração a respeito de sexualidade, amor, solidão e medos.

28 de janeiro de 2021
Quinta | 19h
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A famosa invasão dos ursos na Sicília

sex, 15/01/2021 - 13:08

A famosa invasão dos ursos na Sicília, Animação, França/Itália, 2019, livre, 82´
De Lorenzo Mattotti

Tudo começa quando, Tonio, o filho do rei dos ursos, é capturado por caçadores nas montanhas da Sicília… Alegando o rigor de um inverno que ameaça matar de fome o seu povo, o rei decide então invadir a planície habitada pelos homens. Com ajuda de seu exército e de um mágico, ele consegue obter a vitória e acaba por reencontrar Tonio. Porém logo chega à conclusão de que o povo dos ursos não foi feito para viver no país dos homens…

Roteiro baseado na novela de Dino Buzzati. Prêmio da « Fondation GAN pour le cinéma » Indicado para o Prêmio César na categoria de melhor filme de animação. Seis indicações no Festival de Cannes 2019

O filme terá acessibilidade libras e audiodescrição abertas.

21 de janeiro de 2021
Quinta | 18h
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2021 celebra os sessenta anos da Orquestra Sinfônica Nacional UFF

sex, 08/01/2021 - 02:22

Neste dia 12 de janeiro de 2021 se iniciam as comemorações dos 60 anos da Orquestra Sinfônica Nacional.

Abrindo a celebração, ainda de forma virtual, a Orquestra Sinfônica Nacional UFF apresenta um vídeo que reúne suas diferentes gerações com a participação do contrabaixista Sandrino Santoro, da flautista Odette Ernest Dias e do clarinetista José Botelho, músicos aposentados que trazem um pouco da história da Sinfônica Nacional. Com eles, a composição atual do grupo, hoje com 82 integrantes, interpreta as Bachianas nº 7, de Heitor Villa Lobos.

 

Breve histórico

A Orquestra Sinfônica Nacional foi criada através de decreto assinado em 12/01/1961 pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek com a finalidade primeira de fomentar e difundir a música sinfônica do país. Foi constituída pelos músicos da Rádio Nacional, tornando-se uma ‘orquestra rádio sinfônica’ nos moldes de outras grandes orquestras internacionais. Grandes nomes integraram a OSN, como Francisco Mignone, Edino Krieger, César Guerra Peixe, Hekel Tavares, Camargo Guarnieri, Mario Tavares, entre outros, não somente com suas participações enquanto músicos, mas também na regência de suas próprias obras. Na década de 1970, a Rede de Televisão TVE – Cultura fazia o registro e a transmissão dos concertos semanalmente, oportunizando que o trabalho da OSN fosse conhecido pelo grande público.

Em meados da década de 1980, com a extinção do Serviço de Radiodifusão do Ministério da Educação, teve início o processo de migração da Sinfônica Nacional para a Universidade Federal Fluminense, concluído em 1986. A partir de 1992, o Cine Arte UFF passou a ser o palco da OSN, que desde então tem lotação esgotada em todos os seus concertos.

Em 2009, com a vacância da regência titular, o corpo artístico decide implementar uma maneira diferenciada de trabalhar, mais autônoma, e constitui uma Comissão formada pelos próprios músicos que passa a definir a linha de atuação artística da orquestra, afirmando sua identidade, seus objetivos e diretrizes. Em 2012, essa composição foi institucionalizada pela Universidade Federal Fluminense, através de um regimento interno, aprovado pelo Conselho Universitário.

Hoje, a Sinfônica Nacional UFF permanece cumprindo sua missão de difundir a música sinfônica brasileira, e integrando a Superintendência Centro de Artes UFF desenvolve suas temporadas através de Séries Artísticas (Alvorada, Popular e Cine) e projetos didáticos e especiais, além de registros importantes como “OSN interpreta compositores de hoje”, “O menestrel e o sertão mundo – Elomar e Orquestra Sinfônica Nacional UFF” e “OSN UFF interpreta Edino Krieger – Homenagem aos 90 anos do compositor”, lançados em 2016, 2017 e 2019, respectivamente.

60 anos da OSN UFF

Nesse ano de comemorações, as atividades têm início ainda nas redes sociais e canais do youtube do Centro de Artes e da OSN UFF e se estendem nesse formato com a divulgação de registros da produção da orquestra ao longo desses 60 anos. Villa Lobos, com as Bachianas nº7, será o primeiro de vários produtos audiovisuais que serão produzidos este ano em diálogo com a história e o fazer artístico da Sinfônica Nacional, que se fortalece enquanto grupo atuante, que busca a renovação e a pesquisa e que tem suas raízes no passado, mas não perde o olhar para o futuro.

 

Outras ações estratéticas

Para esse ano, com foco no segundo semestre, a OSN pretende brindar seu público com uma agenda de concertos com a participação de solistas e regentes convidados no âmbito das suas séries principais.

Em complemento a essas ações, será realizado um documentário enfocando a história e o legado da OSN, com depoimentos de regentes, solistas, músicos, gestores e pessoas que participaram do processo de crescimento da Orquestra. Esse material será entremeado  ao registro de um Concerto Comemorativo dos seus 60 anos, acompanhando as etapas de preparação, ensaios e apresentação artística, alternando os bastidores do espetáculo com a recepção do público.

As comemorações desse ano preveem também a realização de um “Concerto em Celebração à Vida” (no encerramento da temporada), exaltando o cenário de um retorno ampliado ao convívio social e cultural no país, marco tão almejado diante do quadro que assola todo o planeta.

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Cine Debate – Mostra de cinema – UFF 60 anos

sex, 11/12/2020 - 13:45

Mostra de filmes produzidos ao longo dos anos pela Universidade Federal Fluminense. Na curadoria de Paulo Máttar e Tetê Mattos foram escolhidos uma obra cinematográfica representante de cada década de produção uffiana, marcos de suas gerações.

UM FILME PARA CINEMA, de Luelane Corrêa
RJ, ficção, 15min, P&B, 16mm 1979
Com Hamilton Rezende, Afonso Henriques, Inez Cabral, Nelson Pereira, Flávio Chaves, Kaiq Antunes, Tunico Amâncio, Iara Reis, Marco A. Rocha, Teresa Andrea, Wilson Paraná, Ambrósio, Selmo Kaufmann, Antônio Carlos Feitosa, Maurício Antoun, Luís Otávio Guasti, Nilo Monteiro, Sérgio Maia

Uma filmagem realizada no interior de uma prisão desencadeia conflitos entre os presos e também entre a equipe de filmagem.

 

NITCHEROY EM FOCO, de Gustavo Cascon
RJ, ficção, 18min, cor, 16mm, 1988
Com Odete Boudet, Nobile Lima, Afonso Henrique, Elaine da Silveira, José Alberto Nobre
Porto, Hélio Muniz, Felipe Tavares, Sonali Santos, Mineiro, Guilherme Tristão, Márcia Watzl, Danilo Dutra de Souza, Ricardo Tromba, Gustavo Hernandez, Zé Biondo, Bete Bauer, Wilson Pessoa, Betão, Afonso Henriques.

Nesta edição do cine-jornal  Nictheroy em foco:  1- Poetisa lança seu livro em conhecida pastelaria da cidade, que na ocasião também comemora 50 anos de fundação, 2- Atriz niteroiense ganhadora do Oscar volta consagrada à sua terra natal, 3- Reportagem traça perfil de um estuprador de vendedoras de boutique de Icaraí, que finalmente é preso pela polícia, 4- Uma reportagem sobre a tradicional pelada de praia em Icaraí e sua relação com os banhistas da cidade./ E não perca na próxima edição: o seqüestro da barca Rio-Niterói, onde o cameraman filma a sua própria morte.

 

GOSTOSA, de Pablo Torres Lacal, Márcia Nascimento, Aexandre Plosk, Cléber Rezende
RJ, experimental, 7min, cor, 16mm, 1991
Com Constância Laviola, Cristiana Albi, Hermínia Fróes Bragança, Jandir Ferrari, Demo Miklos.

Metáfora poética sobre o desejo, o encontro e a satisfação sexual. Um filme que quer excitar o espectador. Fazê-lo sentir, lembrar, deliciar-se aberta e maturamente. Um experimento com a relação som-imagem, ausentando-se, ora um, ora outro, para incrementar a expressividade da imagem

 

UM SOL ALARANJADO,  de Eduardo Valente
RJ, ficção, 17min, P&B, 16mm, 2001
Com Patrícia Selonk e Abílio Campos

Quatro dias na vida de uma mulher e seu pai.

 

INCONFISSÕES,  de Ana Galizia
RJ, doc, 22min, P&B e cor, digital, 2018

Com Ana Galizia, Charles Fricks, Geovaldo Souza, Gunnar Borges, Leandro Rebello, Lucas Inácio Nascimento.

Luiz Roberto Galizia foi uma figura importante para a cena teatral nas décadas de 1970 e 1980. Foi, também, um tio que não conheci. Este documentário procura um resgate do vivido, a partir do registro feito em fotografias e filmes super 8 pelo tio Luiz e encontrado por mim 30 anos depois da sua morte.

Após a exibição dos filmes teremos um bate papo com os realizadores dos cinco curtas-metragens, mediado pela aluna de Cinema e Audiovisual e pesquisadora do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual, Laura Batitucci.

17 de dezembro de 2020
Quinta | 19h
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Artistas celebram a UFF

qui, 03/12/2020 - 14:01

Para celebrar os 60 anos de existência e resistência da UFF, o Centro de Artes convidou vários artistas, músicos e intérpretes em sua maioria, para participarem de uma apresentação online no dia 15 de dezembro, a partir das 19h. Soraya Ravenle, Mona Vilardo, Clara Santhana, Marcelo Caldi e Fred Martins, entre outras atrações, farão parte dessa comemoração, que ainda conta com a participação de músicos da OSN UFF, do Quarteto de Cordas da UFF e do Conjunto Música Antiga da UFF. Um grande show em torno dos 60 anos de nossa universidade.

15 de dezembro de 2020
Terça | 19h
Transmissão
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A Universidade Pública e o desenvolvimento social, econômico e cultural do país

qui, 03/12/2020 - 13:48

Em celebração aos 60 anos da UFF, o último UFF Debate Brasil de 2020 terá como tema A Universidade Pública e o desenvolvimento social, econômico e cultural do país.

No debate, será abordado o papel das universidades públicas diante da necessidade premente de reinvenção do espaço social, econômico e cultural do país, assim como as ações que as IFES podem empreender para esse objetivo. As dificuldades enfrentadas nos últimos anos, decorrentes do quadro de contingenciamento que têm afetado as IFES, a situação atual imposta pelo momento da pandemia, assim como as respostas encontradas no sentido de garantir e fortalecer o encontro de ideias e o diálogo da comunidade acadêmica no contexto do distanciamento social também estarão em pauta.

O debate contará com a presença dos reitores Antonio Claudio Lucas da Nóbrega (UFF), Denise Pires de Carvalho (UFRJ), João Carlos Salles (UFBA) e pela ex-reitora Wrana Maria Panizzi (UFRGS). A mediação caberá a professora Rita Leal Paixão (UFF).

16 de dezembro de 2020
Quarta | 18h
Transmissão
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Os desafios da acessibilidade cultural na exposição virtual “Das Pedras e dos Reinos”

qui, 03/12/2020 - 13:31

A exposição virtual “Das Pedras e dos Reinos” foi lançada em outubro de 2020, durante o 10º Interculturalidades – 50 anos do movimento Armorial, e conta com os textos curatoriais em áudio, áudio em Linguagem Simples e janelas de Libras.

As imagens de obras de arte e fotografias, selecionadas pela curadoria para receberem recursos de acessibilidade por meio de tecnologias assistivas comunicacionais, como audiodescrição, interpretação em Libras, Linguagem Simples, legendagem e ambiente web acessível, oferecem acesso à fruição a todos os públicos e, em especial, às pessoas com deficiência visual e auditiva.

A mesa abordará os desafios de criar uma exposição virtual acessível em tempos de distanciamento social.

A exposição está disponível em: http://www.centrodeartes.uff.br/das-pedras-e-dos-reinos/

14 de dezembro de 2020
Segunda | 18h
Transmissão
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Vídeo-mosaico da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF

qui, 03/12/2020 - 13:17

A Orquestra Sinfônica Nacional homenageia os 60 anos da Universidade Federal Fluminense com a apresentação da obra Série Brasileira, de Alberto Nepomuceno (1864 – 1920). Com produção musical do final do século XIX, o compositor ajudou a formar as bases de uma arte nacional, voltando-se para os temas do folclore e para as sonoridades da sua terra.

No ano do centenário de sua morte, a OSN comemora o aniversário da UFF interpretando o quarto movimento da Série Brasileira, Batuque, trazendo elementos da formação da música no Brasil, num movimento de valorização da memória e da cultura brasileiras.

18 de dezembro de 2020
Sexta | 13h
Transmissão
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Éramos em bando

sex, 27/11/2020 - 12:50

ÉRAMOS EM BANDO, Brasil, 2020, 54´, 12 anos
De Marcelo Castro, Pablo Lobato e Vinícius de Souza
Com Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Julio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara, Marcelo Castro, Vinícius de Souza, Gilma Oliveira e Davi Fonseca

O filme acompanha o Grupo Galpão durante um período de isolamento social. Impedidos de estrear no teatro a 25a montagem da companhia, devido a uma pandemia mundial, as atrizes e atores se encontram durante dez dias para uma primeira experiência artística no ambiente virtual.

03 de dezembro de 2020
Quinta | 19h
Transmissão:
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Cine Debate – Sessão especial Cinefoot

seg, 23/11/2020 - 13:21

GERAL, de Anna Azevedo
[RJ, 15 minutos. 35mm, Dolby, 2010]

A performance dos geraldinos nas últimas 5 partidas anteriores ao fim da Geral do Maracanã.

 

AZUL, de Nina Tedesco
[RJ, doc, 7min, cor, 2013]

Esse é um filme sobre família, e não tem fotos antigas. Também é sobre história, mas sem fontes ou precisão cronológica. Um filme de uma fotografa no qual ninguém opera a câmera. Não faz muito sentido, mas a nossa relação com o futebol também não.

 

MAIS TRISTE QUE CHUVA NUM RECREIO DE COLÉGIO, de Lobo Mauro
[RJ, 14min, cor, DCP, 2018]

Em som e imagem, a reforma superfaturada do Maracanã para a Copa de 2014, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a reforma trabalhista de 2017.

 

BOCA DE FOGO, de Luciano Pérez Fernandéz
[RJ, doc, 9min, p&b, 2017]

Na cidade de Salgueiro (PE), os torcedores de futebol, na arquibancada, enfrentam o sol e o desconforto em busca das emoções dos jogos de futebol locais. Eles acompanham, pelo rádio, o peculiar comentarista Boca de Fogo, que lança seus comentários com sua voz poderosa e dicção inconfundível, tornando mais eletrizante cada lance das disputas.

26 de novembro de 2020
Quinta | 19h
Transmissão
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Dia da Consciência Negra: OSN UFF é uma das orquestras com maior número de músicos negros

qui, 19/11/2020 - 20:52
Dia da Consciência Negra: OSN UFF é uma das orquestras com maior número de músicos negros.   Data de Zumbi e Dandara dos Palmares, Carolina de Jesus, Marielle Franco, Elza Soares e de tantos outros que lutaram e lutam diariamente contra as estruturas racistas. Este é o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Marcando esta data tão importante, o Centro de Artes UFF te convida a conhecer 9 dos músicos negros da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, uma das orquestras com maior número de músicos negros do Brasil. São eles: a violinista Taís Soares, a violista Reneide Simões, o fagotista Jeferson Souza, o violoncelista Ronildo Alves, o oboísta Jeferson Nery, o violoncelista Hudson Lima, o violoncelista Daniel Silva, o percussionista Paulo Bogado e a harpista Vanja Ferreira.  

Taís Soares – Violinista da Orquestra Sinfônica Nacional-UFF, é formada pela UFRJ no curso de bacharelado em violino, pós-graduada pelo Conservatório Brasileiro de Música na classe e Mestre em violino pela Unirio. Integrante do grupo CRON, grupo de câmara voltado para música contemporânea brasileira, como também do Grupo 3 por 4 – choro e mpb,  onde toca violino e bandolim. A violonista participou de Festivais como 37th Festival Young Artists Bayreuth, 7o. Festival Internacional di Pasqua, em Cervo na Itália, dentre outros.

Reneide Simões – Iniciou seus estudos em violino e viola no Projeto “Volta Redonda Cidade da Música”. É bacharel em música com habilitação em viola pela Escola de Música da UFRJ e pós graduada em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Barão de Mauá. Integrante do naipe de violas da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF desde 2011. Atualmente, é professora no Projeto Volta Redonda Cidade da Música e integrante da Orquestra de Cordas de Volta Redonda, Orquestra de Violinos de Volta Redonda, Coro Misto do Projeto. 

Jeferson Souza – Mestre em música e Bacharel em fagote pela Escola de Música da UFRJ. Integrou a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2013, estudou como aluno de intercâmbio na Hochschule für Musik – Karlsruhe – Alemanha na classe do professor David Tomas-Realp. Como músico convidado colaborou com a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Atualmente é fagotista no Quinteto Lorenzo Fernandez e na Orquestra Sinfônica Nacional UFF.

Jeferson Nery – Graduou-se pela UNIRIO e é pós-graduado em música de câmara pela FABEL. Já se apresentou como solista frente a OSN-UFF, Orquestra de câmara do V festival internacional de sopros-RJ e Orquestra da UNIRIO como vencedor do concurso para Jovens Solistas. Participou de vários cursos e festivais, tendo aula com renomados oboistas como Albrecht Mayer, Thomas Indermuhle, Washington Barella, Alex Klein, Jean-Louis Capezzali. Atuou como 1º oboé na OAF e professor de oboé no Liceu de Artes e Ofício Claudio Santoro. Atualmente lidera o naipe de oboés da OSN-UFF e OSRJ.

Ronildo Alves – Iniciou seus estudos com o violoncelista Milton Cunha na Scolla Cantorun da fundação Clóvis Salgado e Watson Clis na universidade de Minas Gerais.Mestre em Música, bacharel e técnico em Violoncelo pela Universidade do Rio de janeiro. Como bolsista do governo japonês, estudou na Tokyo University of Music and Fine Arts, assim como na The Talent Education of Method Suzuki, com o professor Yoshino Terada. No Festival de Música em Valdres, Noruega (2011) aprimorou-se em “Pedagogia e metodologia do ensino do violoncelo para crianças”. No Brasil atua como professor de método Suzuki em diversos festivais como Brasília, Londrina, Minas gerais, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro e outros. Atualmente é professor do projeto Cidade da Música  de Volta Redonda onde leciona desde 1995 , projeto aprendiz de Niterói, projeto Zeca Pagodinho e também violoncelista da Orquestra Sinfônica Nacional UFF.

Hudson Lima – Mestre em Musicologia com ênfase em Etnografia das Práticas Musicais – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em Música – habilitação violoncelo – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Músico violoncelista da OSN UFF. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise do Rio de Janeiro, Professor de violoncelo (Escola de Música Villa-Lobos-RJ) e Professor convidado Pós-graduação Lato sensu (CBM-CEU).

Daniel Silva – Violoncelo Natural de Niterói RJ , iniciou seus estudos de violoncelo com Nerisa Aldrighi e aperfeiçoou com Atelisa Salles, Marcelo Salles, Iura Ranevsky, Alceu Reis dentre outros. Participou de Festivais como o Bayreuth Festival of Young Artists (DE), Festival Internacional de Campos do Jordão (BR), Femusc (BR), Orquestra Sinfônica CAF latino-americana sob a regência do Maestro Gustavo Dudamel (VE), entre outros. Como solista foi vencedor do Concurso Jovens Solistas da OSB Jovem. Daniel é Bacharel em música pela UFRJ, pós-graduado pelo CBM, integrante da Orquestra Sinfônica Nacional, do Quarteto Kalimera e do Quarteto MetAcústico.

Paulo Bogado –  Em 1992 ingressou na Escola de Música da UFRJ, onde concluiu o curso Técnico Básico e o profissional de Percussão. No mundo sinfônico, iniciou seus trabalhos na OSJTMRJ (Orquestra Sinfônica Jovem do Teatro Municipal do RJ), OSEM (Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ), Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do RJ, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmônica do RJ e Orquestra Sinfônica Petrobras Pró Música. Atualmente é percussionista titular da OSN UFF (Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense).

Vanja Ferreira – Solista na OSN, prof. de harpa no Conservatório de Música de Niterói e doutoranda pela UNIRIO. Concertista com notória atuação no país gravou para RÁDIO MEC e TV BRASIL. Diretora artística do I Rio Harp Festival (2006) e Conferência Concurso Latino-Americano de Harpa (2010-2012/SC). Premiada no Rumos Música Itaú Cultural (2010-2012), realizou os projetos Você conhece a Harpa?, Muito Prazer, Eu sou a Harpa (2013) e integrou corpo docente nos Festivais de Domingos Martins/ES (2011), Coreto Paulista de Tatuí/SP (2014) e Conexões Musicais/RJ (2017/2018). Representou o Brasil na 24èmes Journées Internationales de la Harpe dans la Caraïbe et en Guyane (2016) e participou na XXII Bienal de Música Brasileira (2017). Atualmente, convidada pelo SESC Nacional, integra a turnê SONORA BRASIL 2019/2020″.
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UFF Debate Brasil – Cultura do estupro no Brasil

qui, 19/11/2020 - 17:50

Constantemente, notícias repercutam casos de violência sexual que são fruto da masculinidade tóxica. A banalização da objetificação das mulheres nos meios de comunicação, a culpabilização das vítimas de abusos sexuais, a normalização do assédio sofrido por mulheres diariamente nas ruas, dentre outras atitudes comuns na nossa sociedade colaboram para a existência de uma cultura do estupro que faz vítimas a todo momento no Brasil. O patriarcado, inserido num contexto de enorme desigualdade social e do racismo estrutural constitutivos de nossa realidade social nos faz uma sociedade de profunda desigualdade de gênero, violenta e limitadora.

Debatedoras:

Ivanete Silva – Mulher negra, professora, pedagoga, moradora e educadora da Baixada Fluminense.  Participa do Movimento Negro Unificado, esteve coordenadora geral do Sindicato dos Profissionais da Educação Sepe-Caxias e RJ, é do Fórum de Mulheres de Caxias e da Baixada Fluminense.

Valeska Zanello – É doutora em Psicologia e Coordenadora do  Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (PPGPsiCC)  da Universidade de Brasília- UNB. Desenvolve pesquisas nas  áreas de Saúde mental e gênero, Tecnologias de gênero e constituição subjetiva; adoecimento psíquico e saúde mental  de mulheres em sociedades sexistas como a brasileira , violências contra as mulheres.

Luciana Boiteux – Advogada, Professora de Direito Penal e Criminologia da UFRJ, feminista, militante dos direitos humanos.

Mediação:

Ebe Campinha – Professora da Escola de Serviço Social da UFF, autora do livro Trafico e gênero na trajetória de brasileiras no exterior e de artigos sobre gênero, violência contra a mulher e políticas públicas. Participante do Fórum dos Direitos das Mulheres de Duque de Caxias.

25 de novembro de 2020
Quarta | 18h30
Transmissão:
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Cavalo

sex, 13/11/2020 - 16:13

CAVALO, Experimental, Brasil, 85min, 2020, 12 anos
De Rafhael Barbosa e Werner Salles

Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades.

Primeiro longa-metragem fomentado por um edital público em Alagoas, “Cavalo” representa um marco para a política cultural do estado.

Sessão seguida de debate com elenco do filme.

Biografia: Rafhael Barbosa é graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas. Atuou como repórter, curador de mostras, produtor cultural e redator publicitário. Realizou os filmes “Chimarrão, Rapadura e Outras Histórias” (2008); “KM 58” (2011), e “O que Lembro, Tenho” (2013), “Tempo de Cinema” (2014), “Jangada de Pau” (2014) e “A Feijoada da Vovó Maria Conga”. Werner Salles é jornalista, documentarista, roteirista e designer gráfico. Escreveu e dirigiu “Imagem Peninsular de Lêdo Ivo” (2003) e “História Brasileira da Infâmia – Parte 1” (2005), além dos médias-metragens e “Interiores ou 400 Anos de Solidão” (2012), e “EXU – Além do Bem e do Mal” (2012). É vencedor do Troféu Candango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pelo roteiro do documentário Tudo Isto me Parece um Sonho, dirigido por Geraldo Sarno.

19 de novembro de 2020
Quinta | 19h
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OSN em foco – Live CESAR BONAN

sex, 13/11/2020 - 15:42

Esta Série de LIVES tem como proposta inicial apresentar ao público um pouco mais sobre os músicos da OSN, suas pesquisas e evidenciar sua relação acadêmica e institucional com a Universidade Federal Fluminense.

Cesar Bonan – Mestre em música pela UFRJ, iniciou seus estudos de clarineta em 2000 com o professor Uldemberg Fernandes, na Banda Sinfônica Campesina Friburguense. Em 2007, ingressou na Escola de Música Villa-Lobos, onde teve aulas com o professor José Botelho e, em 2009, iniciou o Bacharelado em Clarineta na Escola de Música da UFRJ, na classe do professor Cristiano Alves. Esteve em eventos no Brasil e no exterior, dentre eles o II Encontro Internacional de Clarinetas de Tucumán, Argentina, e o Festival Brasil-Alemanha em Karlsruhe, Alemanha. Participou de masterclasses com importantes clarinetistas como Michael Collins, Romain Guyot, Eduard Brunner, Mariano Rey, Juan Ferrer, Nuno Pinto, Sergio Burgani, entre outros. É clarinetista do Quinteto Lorenzo Fernandez e da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF.

27 de novembro de 2020
Sexta | 16h
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O Amor como revolução

qua, 11/11/2020 - 16:07

O espetáculo O amor como revolução é uma obra que aborda centralmente a dimensão do desamparo humano, diante das imprevisibilidades da vida e o quanto o amor se apresenta como o único sentido possível e frutífero para a existência. O narrador relata as histórias de vida de um menino que, muito cedo, precisou lidar com o descontrole humano a respeito de diversas variáveis que interferem na sua existência. O menino, no auge de sua adolescência, num momento leve e descontraído da sua vida, foi acometido por uma neurite óptica bilateral e, repentinamente, perdeu parte significativa de sua visão. Sem que tivesse poder sobre o que estava acontecendo, viu seus planos frustrados e seu cotidiano atravessado por uma doença.

Parte do espetáculo aborda o drama desse menino, sua impotência diante da vida, suas lágrimas de desespero, seu susto diante do imponderável. Contudo, justamente no momento de sua maior fraqueza, o menino descobriu o amor como atitude concreta de cuidado, carinho, consolo e esperança. O amor que apareceu no colo de sua mãe, na solidariedade de seus amigos, no acolhimento de sua escola e em outras situações, que o narrador vai contando. Enquanto conta as histórias, esse narrador vai se transformando nos personagens citados por ele. A narração se materializa em vários momentos da peça.

O drama do menino é o drama universal e essencial da condição humana. O que está evidenciado especialmente neste momento de pandemia. O vírus não cria a fragilidade humana, mas a revela. Tentar controlar todas as variáveis da vida gera ressentimento, mágoa, frustração e imaturidade emocional para lidar com as adversidades. A peça convida todos ao encontro honesto com a dimensão do desamparo humano, mas não para gerar desespero, porém pelo contrário, para gerar esperança. Aceitar a vida no seu imponderável, para viver com intensidade amorosa o tempo presente, é a tônica da peça.

O narrador vai mostrando como o menino se reinventou, ampliou seu olhar sobre o mundo. Em meio às lágrimas, o menino sorriu e aprendeu. A história da peça supera a questão visual e vai ganhando outros contornos com o crescimento do menino e outras questões de sua vida. Aparece a importância dos laços familiares e das amizades sólidas. Também se revela a descoberta do mundo, quando o menino se conscientiza das injustiças e dos preconceitos e passa a apostar na solidariedade.

Ainda entra a temática racial, pois o menino ao longo de sua caminhada redescobre sua negritude e passa a se afirmar orgulhosamente como negro. Enfim, desde a dimensão mais singela e pessoal até a dimensão mais ampla e social, o amor vai se apresentando como uma atitude de empatia diante da vida, de sensibilidade frente ao sofrimento humano e de esperança, mesmo em meio aos momentos de desespero.

Em uma das suas mãos, o narrador carrega uma mala com as memórias de sua vida. Em outra, carrega sementes de seus sonhos. Toda a narrativa se constrói num caminho ou no ato de caminhar. Esta é outra chave de abordagem e interpretação desta peça. O caminho é onde a vida acontece, sempre no tempo presente. O passado é uma referência de aprendizado. O futuro um horizonte de sonhos. O presente é a matéria real na qual a vida se desenrola. Num tempo de isolamento social, medo e ansiedade, esta peça apresenta um olhar de calma diante das aleatoriedades da vida. Demonstra a necessidade de se olhar para dentro, para que cada indivíduo reconheça sua fragilidade e, dessa forma, possa olhar para fora e ser mais capaz de amar a humanidade. A solidão pode ser criativa e criadora de novos rumos. A solidão pode gerar solidariedade e o reconhecimento da fragilidade e humildade é capaz de gerar maior intensidade no viver.

Por fim, a ideia do caminho demonstra que a vida tem ciclos, estações e tempos e que tudo passa. Caminhando fazemos o caminho, vivemos o presente e criamos o futuro. O narrador conta histórias de sua vida (passado), mas a peça se orienta numa dimensão esperançosa (futuro). Ao invés do desespero, a peça propõe esperança, fruto do caminho e do amor. Sempre o amor no seu conteúdo ético, concreto e decisivo. O amor é mais que o lugar de saída ou chegada, ele mesmo é o caminho.

Em tempos de fragilidade humana exposta, esta peça é um sopro íntegro que respeita a dor, reconhece a lágrima, mas convida ao motor como caminho de esperança e alegria na vida.

 

SINOPSE

Um caminhante, peregrino e viajante com uma mala na mão e uma semente na outra. Uma mala cheia de memórias e surpresas. Sementes que carregam sua história e seus sonhos. O caminhante desbrava um caminho repleto de inquietações e dúvidas. A vontade de desistir, a impossibilidade de voltar, a incerteza de para onde ir. No meio dessas oscilações o caminhante relata de maneira divertida, poética e sensível as histórias mais importantes de sua vida. Compartilha a maior dor que já sentiu quando perdeu grande parte da sua visão, assim como da saudade que sente das pessoas queridas que já não estão mais ao seu lado. No meio dessas lembranças, aparecem histórias simples e profundas, divertidas e surpreendentes e tudo isso vai compondo o caminho do nosso viajante. Assim ele compartilha das suas fraquezas e da sua força, da descoberta de sua negritude e de seu envolvimento com a natureza, das suas experiências de amor junto a amigos e familiares, até uma visita surpreendente a um hospital psiquiátrico penal. Ao final do caminho, o caminhante faz uma das maiores descobertas de sua vida! Mas para saber, só vendo…

 

FICHA TÉCNICA

Texto e atuação: Henrique Vieira
Participação: Miguel Ângelo, Duo Pretas – Ana Lia e Sulamita Lage e Luanda Maia
Direção: Rodrigo França
Direção Musical: Sulamita Lage
Direção de Produção: Fábio França e Mery Delmond
Preparação de ator: Tatiana Tibúrcio
Direção de Movimento: Kennedy Lima
Direção de Fotografia e Filmagem: Marcelo Dias
Cenário: Wanderley Gomes
Figurino Ateliê Ms.Vee
Iluminação: Pedro Carneiro
Audiovisual: Rafaela Lira
Animação: Julia Ungerer Guimarães
Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa
Adereço Teatral: Clebson Prates
Fotografia: Júlio Ricardo e Natália Anjos
Contabilidade: Rosângela Rosa
Produtor Executivo: Luiz Henriques
Produtores associados: Lázaro Ramos, Henrique Vieira e Rodrigo França
Realização: Diverso Cultura e Desenvolvimento

27 de novembro de 2020
Sexta | 20h
Transmissão: https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/
Ingressos a partir de R$15,00, vendidos pelo site do Sympla
Duração: 50 min
Classificação etária: Livre

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Debate: Teatro e consciência negra

qua, 11/11/2020 - 16:00

Integrado às ações referentes ao Mês da Consciência Negra, o debate on-line Teatro e consciência negra, é organizado e promovido pelo Centro de Artes UFF, que convidou três importantes representantes da militância negra teatral da atualidade, principalmente no Rio de Janeiro. São eles, Tatiana Henrique, Rodrigo França e Henrique Vieira (currículos abaixo), que serão mediados por Robson Leitão, diretor do Teatro da UFF.

 

Tatiana Henrique – Mãe e Artista da Presença. Pesquisadora de tradições orais e contação de histórias há 20 anos. Doutoranda em Artes pela UERJ. Atriz em audiovisual e espetáculos teatrais: 12 pessoas com raiva, Os desertos de Laíde, Balé Ralé, Salina – a última vértebra, Gineceu. Diretora de Terra sem acalanto, Dulce Ìyá mi, Coco Verde e Melancia, e experimentações rituais: Òrò, Blues em preto e branco, Vera Crucis, sobre todos os dias e A cura ou Améfrica.

É também professora no curso de Teatro da Faculdade Cesgranrio, RJ. Participou de eventos sobre teatro, narratividade e cultura negra nas instituições: National School of Drama (New Delhi/India), Casa de la Literatura Peruana (Lima/Peru), e em diversas outras brasileiras. É coautora do livro Propostas pedagógicas para o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira (Outras Letras), e Ei, Mulher!, registro cênico e crítico da performance homônima (Metanoia).

Henrique Vieira – Pastor da Igreja Batista do Caminho, ator, poeta, professor, ex-vereador e militante de direitos humanos, Henrique Vieira nasceu em 1987, em Niterói. Formado em teologia, ciências sociais e história, estuda a arte da palhaçaria e é membro do conselho deliberativo do Instituto Wladimir Herzog.

Sobre seu livro O amor como revolução, transformado em peça teatral co-produzida por Lázaro Ramos, o pastor Henrique Vieira reflete sobre o poder renovador do amor, que se traduz em atitudes generosas com o próximo e que pode ser uma força poderosa na construção de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos.

 “O amor não é destino, sorte e não pode ser uma idealização, ele é acima de tudo um caminho que se percorre, uma decisão e uma forma de se viver”, diz ele que, aos dezesseis anos, percebeu que a vida nem sempre segue o planejado. Uma inesperada e significativa perda visual alterou radicalmente sua rotina e expectativas para o futuro. “Do encontro com a dor, vieram as primeiras reflexões sobre o sentimento de desamparo e de solidão do ser humano. Expectativas ilusórias, frustrações cotidianas, desejos reprimidos, tudo isso pode alimentar o ódio, e impedir uma vivência mais plena e feliz”, percebeu ele. “Aceitar que os conflitos fazem parte de quem somos pode, paradoxalmente, nos tornar capazes de ações potentes de amor. Para isso, é necessário um exercício de autoaceitação”, completa.

Acreditando no potencial revolucionário dos pequenos gestos e das ações cotidianas, Henrique compartilha suas experiências com o leitor: a prática pastoral desde muito jovem, a arte da palhaçaria, a atuação como vereador na cidade de Niterói, as brincadeiras da infância, as lembranças dos avós, a escola. Para tal, também recupera histórias dos Evangelhos, utilizando as palavras e a trajetória de Jesus como inspiração e meio de comunicação. “O amor como revolução é um desafio necessário em nossos tempos, é um chamado para transformarmos o amor em atitudes concretas que ultrapassam nossa própria existência”, afirma.

Rodrigo França – Ator, dramaturgo, filósofo e cientista social, Rodrigo França não se incomoda com o fato de ser ex-BBB. O reconhecimento do seu trabalho no campo artístico e social, levando para os palcos a força do teatro negro, faz com que ele lide de maneira tranquila com o passado de exposição diante das câmeras.

“Quando fui convidado para participar do reality, eu já batia recordes de público com a peça ‘O Pequeno Príncipe Preto’. Então, não pensei em entrar para divulgar meu teatro. Topei entrar para furar uma bolha. Me lembro que minha mãe, quando viu que eu estava na dúvida, disse: ‘Militar para os seus é fácil’. Essa frase me causou uma inquietação e resolvi encarar”, diz o autor do livro infantil e da peça “O pequeno príncipe preto”, que teve enorme sucesso de público, no ano de 2019.

A militância, segundo Rodrigo, não serve só para lutar e fortalecer movimentos, mas também para provocar incômodo, gerar desconforto. E isso deve valer para ambos os lados. Em 2019, no Big Brother Brasil, Rodrigo foi alvo de racismo dentro e fora da casa, vítima de intolerância religiosa e ataques nas redes sociais.

“O racismo no Brasil é na sutileza, é um racismo velado. Um reality show mostra, de alguma maneira, uma parte micro dessa estrutura que vai se desdobrar em nossa sociedade de uma maneira muito maior. Lá dentro da casa eu percebia o racismo em questões muito simbólicas. Gente que me abraçava e depois ia limpar a roupa, gente que não queria comer da minha comida porque achava que tinha feitiço. E aqui eu nem digo intolerância religiosa, é racismo religioso mesmo, porque é sempre com a cultura afro, sempre com a negritude”, completa Rodrigo, que é também diretor dos espetáculos teatrais “Oboró – masculinidades negras” e “Amor como revolução”, entre outros.

24 de novembro de 2020
Terça | 17h
Transmissão:
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